Foi achado morto na manhã deste domingo na Rodovia Washington Luiz, em Duque de Caxias, Felipe Pereira dos Santos, vulgo Jack Cargas, um dos maiores ladrões de carga do Rio de Janeiro que tinha um total de 210 anotações criminais.
O cadáver tinha sinais de espancamento e disparos de arma de fogo. Segundo relatos, ele teria sido morto por se relacionar com a espoa de um traficante.
Jack Cargas era envolvido em um esquema criminoso sofisticado responsável por roubos de cargas e veículos, receptação qualificada e lavagem de dinheiro.
As investigações da Delegacia de Roubos e Furtos de Cargas (DRFC) começaram em 2024, após registros apontarem a atuação de dois grupos criminosos ligados à facção Comando Vermelho (CV), que utilizam comunidades da Maré como base para planejar assaltos e a revenda dos produtos roubados. Investigações revelaram a existência de um “escritório” dentro da Maré, onde criminosos se reúnem para planejar os roubos e comercializar as cargas roubadas.
O esquema também incluía bloqueadores de GPS e armamento pesado para garantir o sucesso das operações criminosas. O grupo realizava os roubos principalmente nas principais vias do estado, com as cargas sendo escoadas para comunidades em Duque de Caxias, no Complexo do Alemão, Manguinhos e a própria Maré.
A investigação apontou que a facção utilizava empresas de fachada para lavar dinheiro, movimentando valores milionários e dificultando o rastreamento pelas autoridades.
O Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) identificou que o grupo movimentou mais de R$ 18 milhões entre 2022 e 2023, provenientes da venda de cargas roubadas.