O policial penal que atirou em um entregador na noite da última sexta-feira na Taquara, em Jacarepaguá, já havia sido detido esse ano dirigindo um carro com registro de roubo mas pagou uma fiança de R$ 11 mil e foi liberado.
A Justiça decrretou a prisão dele por ter atirado no trabalhador.
Em janeiro, ele foi abordado junto com a esposa em Duque de Caxias por policiais rodoviários federais em um veículo VW Nivus.
O agente informou aos patrulheiros ter comprado o automóvel há cerca de 5 meses de um suposto representante, nome Alex, de uma loja física cujo nome não sabe precisar, mas algo parecido como “sport car”, na Avenida Intendente Magalhães pelo valor de R$ 80.000,00;
Na transação deu seu veículo anterior, VW Fox, mais a quantia de R$ 40.000,00 em espécie e PIX.
O agente penal não conseguiu apresentar nenhum comprovante de pagamento nem registros da negociação. Ele não tinha nenhum documento acerca da transação.
Pela desproporção entre preço/valor de mercado e se tratando de uma história inconsistente, a equipe decidiu realizar a identificação veicular,
oportunidade em que foram constatados sinais de adulteração no chassi e no vidro e no motor.
Foi possível apontar a existência de registro de roubo/furto em relação ao mesmo:
registro de ocorrência 110-0001092/2024 de Itaboraí, na data 17/02/2024.
Por fim, os patrulheiros conduziram o condutor para a 60ª DP pela adulteração de sinal identificador de veículo automotor;
Ao se identificar como policial penal,o motoristal indicou a localização de sua arma patrimoniada , Glock G23 calibre .40 no interior do veículo; sua arma foi retirada de sua posse e entregue na delegacia em virtude da natureza da ocorrência; ficando a cargo da autoridade policial a apreciação da situação;