A investigação da Polícia Civil que culminou na operação de hoje que prendeu seis PMs e um vereador suspeitos de envolvimento com o Comando Vermelho revela que a facção tinha um estatuto que previa pena de morte para quem cometesse uma infração supergrave. O material foi exibido pelo programa Balanço Geral da TV Record Rio.
O artigo 10, item D, determina: “Infração supergrave o acarretará automaticamente no óbito do decreto”.

O secretário da Polícia Civil, delegado Felipe Curi, afirmou que o CV fez aliança com o PCC e outros grupos criminosos no país.
Essa aliança foi firmada em fevereiro do ano passado que fortaleceria os negócios na fronteira mas depois gerou conflitos com a prática de homicídios. O próprio estatuto do CV previa um pacto de não agresão entre os dois grupos.
O principal articulador desta aliança era o traficante conhecido como Naldinho Samurai que iniciou esse trabalho ainda preso no Rio mas depois foi transferido para uma penitenciária federal.
Sobre o envolvimento de PMs com a facção, Doca, BMW (ex-miliciano que migrou para o Comando Vermelho) e um capitão da Polícia Militar tiveram áudios vazados sobre a liberação de um baile com o agente dizendo que não tinha conseguido ver isso.
Segundo os responsáveis pela investigação, os PMs envolvidos realiavam simulação de operações como fornecimento de drogas e armas feitos por traficantes para forjar apreensões como também tinha tolerãncia para a práticas criminosas
Outra escuta telefônica que chamou atenção foi a orientação do traficante Doca durante uma guerra no Morro do Juramento, em Vicente de Carvalho: “Tem que entrar matando. Não adianta só colocar para correr”.
Também impressiona outro trecho da investigação que mostra os traficantes decidindo pelo homicídio de um miliciano da comunidade Caixa D´Água, em Jacarepaguá. Doca disse, “Manda sumir”. A vítima circulava pela Gardênia Azul, reduto do CV.
O traficante Marcinho VP se mantinha como presidente do conselho da facção por questão histórica devido a gordura acumulada junto aos comparsas ao longo dos anos, por isso não foi destituído do comando. Ele centralizava as decisões políticas fundamentais. A facção possui 13 conselheiros,, segundo a Polícia Civil,