A defesa de um miliciano que transferido da penitenciária Bandeira Stampa (Bangu 9) para o presídio de segurança máxima Bangu 1 solicitou à Justiça o retorno dele a cadeia onde ele estava.
No dia 20 de agosto de 2025, após a deflagração da operação “reinado dividido” (contra milicianos da Baixada Fluminense) que foi notícia em diversos veículos de mídia, o preso, que foi um dos notificados de um mandado de prisão preventiva de dentro da penitenciária Bandeira Stampa, foi transferido no mesmo dia , à toque de caixa, para o presídio Bangu 1 com a justificativa de estar passando por um isolamento preventivo sob suspeita de ter cometido falta grave (crime doloso) enquanto estava preso
Os advogados argumentam que a investigação apontou outro denunciado como autor de conversas por telefone de dentro da prisão e em período no qual o seu cliente ainda não tinha sido preso. Mesmo assim, decidiram por transferir o paciente para o presídio de sofrimento máximo.
“Se tratam de de conversas anteriores a prisão do paciente portanto tornando impossível a transgressão disciplinar de um regime penitenciário em um período cujo o paciente sequer sonhava em ingressar um dia.
Na operação reinado dividido” cinco mandados de prisão foram cumpridos na Penitenciária Bandeira Stampa (Bangu 9) sendo um deles tendo o paciente como alvo e, deveras, teve repercussão midiática sobremaneira:
Argumentou a defesa que nem das notícias de jornal, tampouco no processo 0071294-36.2025.8.19.0001 o paciente foi citado como chefe ou mencionaram alguma posição de liderança ao seu nome. No mais, não haveria qualquer indício de que ele tenha cometido algum crime dentro da prisão.
Os advogados disseram que Bangu 11 se mostra incabível visto que um presídio que possui apenas 48 (quarenta e oito) celas individuais para um estado com centenas de favelas e milhares de lideranças de alto poder de traficância se torna incabível ocupar as já pouquíssimas vagas com um paciente que nunca possuiu apontamento como liderança e não possui um único indício de ter cometido crime doloso de dentro da cadeia.
Falaram ainda que Bangu 1 é uma penitenciária de altíssimo grau de sofrimento psicológico a qual o paciente está submetido a visita familiar através de parlatório, horário limitado com seu advogado, isolamento individual e banho de sol em local restrito e em horário reduzido.
Em suma, alegam que o cliente já se encontra devidamente cumprindo a pena a qual foi condenado e foi imputado por novos supostos fatos que ocorreram em momento anterior a sua prisão .
“Dessa forma, fica claro e escancarado que a atitude da autoridade coatora é uma clara tentativa de “repenalizar” o paciente por um crime que já está pagando no entanto, dessa vez, sem chancela judicial e com o único intuito de mostrar trabalho para os programas de TV do mais alto grau de sensacionalismo”, diz a defesa.