Quadrilha alvo de operação hoje das polícias Civil do Rio de Janeiro da Bahia fornecia armas para duas facções que são rivais: o Comando Vermelho e o Bonde do Maluco (BDM) da Bahia.
Os dois grupos, por exemplo, disputam o controle do tráfico nos bairros de Tancredo Neves e Arenoso, em Salvador,
Outro palco da disputa na capital baiana é o bairro da Liberdade onde o CV elevou os índices de homicídios em disputas contra o BDM.
O Bonde do Maluco também tem relação com o Terceiro Comando Puro, rival do CV, com quem, junto do PCC, adquire grande partidas de drogas e armamentos restritos como também recebe apoio operacional e logístico inclusive com intercâmbio entre membros.
Outros bairros da cidade sofrem com os confrontos entre as duas facções, que por muikas vezes resultam em moradores inocentes atingidos
Em Jequiè, no interior do Estado, o BDM se aliou ao PCC contra o CV.
A quadriha atua no desvio de armamentos para bandidos em diferentes estados do país.
O bando é investigado pelo comércio ilegal de armas e munições, falsificação documental, fraudes na obtenção de registros de Colecionadores, Atiradores e Caçadores (CAC) e lavagem de dinheiro.
As investigações apontaram que o grupo utilizava documentos falsos, laudos psicológicos fraudulentos, comprovantes de residência e vínculos de trabalho fictícios.
Intermediários também atuavam em procedimentos relacionados à obtenção de Certificados de Registro (CR) de Colecionadores, Atiradores e Caçadores (CAC).
Após a aquisição formal, as armas eram desviadas para o mercado clandestino. De acordo com os elementos reunidos no inquérito, os armamentos obtidos por meio do esquema foram posteriormente localizados com integrantes de organizações criminosas, incluindo membros do Bonde do Maluco (BDM) e do Comando Vermelho (CV). Entre as armas identificadas estão fuzis, carabinas e pistolas de diferentes calibres.
A estrutura também envolvia a movimentação dos recursos obtidos com as transações. Empresas relacionadas aos alvos apresentavam características incompatíveis com as atividades econômicas declaradas, além de alterações societárias e movimentações financeiras consideradas atípicas. Os agentes analisaram relatórios financeiros e constataram movimentações superiores a R$ 100 milhões.
Um dos principais alvos da operação possui endereço em condomínio residencial na Barra da Tijuca. Ele é apontado pelas investigações como um dos principais articuladores da organização criminosa, com atuação nas funções de comando e coordenação da estrutura voltada ao comércio ilegal de armas de fogo.
A organização possuía atuação interestadual, com ramificações identificadas na Bahia, Rio de Janeiro, Ceará e Rio Grande do Sul, além de outros endereços relacionados aos bandidos.