A Justiça do Rio recebeu denúncia do Ministério Público e decretou a prisão preventiva de integrantes de um grupo acusado de participar de uma brutal tentativa de execução ocorrida no bairro Aeroporto, em Macaé.
Segundo as investigações, a vítima, identificada apenas pelas iniciais R.H., só escapou da morte após conseguir fugir correndo e buscar ajuda em uma cabine da Polícia Militar.
De acordo com os autos, o crime teria sido motivado por ciúmes e teria como pano de fundo a suposta relação da vítima com a companheira de um criminoso conhecido pelo vulgo de “Sucesso”, apontado como líder do grupo investigado.
vítima foi cercada por cerca de dez homens armados
O caso aconteceu na noite de 12 de fevereiro de 2026, por volta das 21h. Conforme a denúncia, R.H. estava saindo de uma academia quando foi surpreendido por aproximadamente dez homens.
Segundo o relato da vítima, o grupo estava armado com pedaços de madeira e pelo menos um dos criminosos portava pistola.
As investigações apontam que os agressores começaram a espancar violentamente a vítima ainda na rua. Em meio às agressões, os criminosos tentaram colocar R.H. à força dentro de um Ford Focus preto, que seria usado para levá-lo ao local onde ocorreria a execução.
chamada de vídeo teria autorizado execução
Um dos trechos mais dramáticos da investigação envolve uma suposta chamada de vídeo realizada durante o ataque.
Segundo o depoimento da vítima, um adolescente conhecido como “BH”, apontado como homem de confiança de “Sucesso”, teria colocado o celular diante do rosto de R.H. para que outro integrante do grupo, conhecido pelos vulgos “PH” e “Petrusco”, autorizasse a execução em tempo real.
Ainda conforme os autos, após a autorização, os criminosos intensificaram as agressões e tentaram concluir o sequestro da vítima.
fuga desesperada salvou a vida da vítima
O homicídio só não teria sido consumado porque, mesmo ferido, R.H. conseguiu escapar dos agressores.
A vítima correu em direção a uma cabine da Polícia Militar e acabou sendo socorrida, sendo posteriormente levada para uma UPA da região.
Segundo a denúncia, todos os envolvidos teriam participado diretamente das agressões, usando pedaços de madeira para espancar a vítima.
Justiça aponta risco às testemunhas e decreta prisão
Na decisão, o juiz destacou que há “sólidos e robustos elementos” indicando a materialidade do crime e os indícios de autoria.
O magistrado também ressaltou que a prisão preventiva era necessária para garantir a ordem pública e proteger testemunhas e a própria vítima, que ainda serão ouvidas judicialmente.
Foram decretadas as prisões preventivas dos acusados identificados pelos vulgos:
- “Sucesso”;
- “PH” ou “Petrusco”;
- “BH”;
- “Dudu”.
Outros integrantes do grupo também tiveram mandados expedidos pela Justiça.
Os mandados de prisão possuem validade até maio de 2046 e foram cadastrados no sistema do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).
denúncia foi oficialmente recebida pela Justiça
Ao receber a denúncia, a Justiça entendeu que o Ministério Público apresentou elementos suficientes para abertura da ação penal.
Os acusados agora serão citados para apresentar defesa por escrito no processo que apura tentativa de homicídio qualificado.