Investigação revela que devido a seu poderio bélico, táticas de guerrilha e controle territorial, o Complexo da Penha é uma das comunidades mais difíceis de ter o Estado presente.
Após aprofundamento das diligências investigativas, tornou-se possível compreender que os traficantes Doca e Pedro Bala exercem a liderança do tráfico no
Complexo da Penha, tendo o primeiro maior protagonismo na facção.
Abaixo deles, ficam Grandão e Gadernal, que são os responsáveis por executarem os planos e ordens daqueles, comandando todos os demais integrantes.
Grandão, por exemplo, monitora diariamente os pontos estratégicos para a averiguação de presença dos soldados escalados nos plantões da localidade, nos prints abaixo ele ameaça alguns com corte de pagamento se não cumprem seu papel.
Além do monitoramento das posições estratégicas, “Grandão”, também gerencia armas munições, controle de câmeras e até um bunker.
No terceiro escalão do Complexo da Penha temos os gerentes dos pontos decomercialização de drogas e os chefes de outras comunidades como Urubu, Castelar, Barão, Gardênia Azul, todos com poder de comando sob diversos integrantes do terceiro escalão.
Dentre esses podemos destacar BMW, Bergue, Samuca da 29, Tizil, Perna, Boris, Danado, Alex Macarrão, Neguinho da lInha, Du MEC, Soró, Taz ou TH do Rasta, Revoltado, Matuê (morto), Belão (preso) e Caio.
Já no quarto escalão do Complexo da Penha se encontram os soldados, vapores e visão.
São eles Vaguinho ou Malvadão Pequeno Homem, Hurley, Filipe, Boca Rosa, Juninho 51, Gato Brabo, Bafo, Piu Piu, Pinguim ou Gelo, Ceguinho, Cantor Matdor, Coruja, Fielzin, Sardinha, Faixa, Dilma, Vinicius, Novinho, Jonas Gabriel, Josinaldo, Adílson, Fabrício, Rosimaria, Eduardo, Cinquenta, Patin, BR, Guilherme, Leonardo, Leozin, Luís Carlos, Pedro Inácio, NG ou Negão, Usher, Faísca, Marinho, Coruja, Mato Velho, Davi, Juan Kayky, Henrique, Pimenta, TH, Filhão, Polegar ou Orelhão, , Bruno, Sedex, Drope, Filhote
O grupo criminoso objeto desta demanda estruturou-se solidamente de forma a viabilizar a exploração de vários crimes tudo mediante a imposição de domínio territorial com violência, emprego de armas de fogo, além da prática de diversos outros crimes conexos.
A investigação revelou que os investigados participavam ativamente de grupos de WhatsApp utilizados por traficantes de drogas com a finalidade de comunicação,
coordenação e gerenciamento das atividades ilícitas relacionadas ao tráfico de entorpecentes.
Nos referidos grupos, constatou-se que os membros trocavam informações sobre comercialização, armazenamento e distribuição de drogas, ações de vigilância contra forças policiais, uso de armas de fogo, bem como repassavam instruções operacionais, realizavam obranças e dividiam tarefas com clar eobjetivo de obter êxito nas atividades crimnosas.
FONTE: Polícia Civil do RJ