O traficante Jiló, que comandava o Morro dos Prazeres, no Rio Comprido, foi morto durante operação da PMERJ essa manhã. Além dele, outros seis suspeitos também morreram na ação. Um morador também foi morto após ser feito como refém pelos bandidos.. Levou um tiro na cabeça.
Jiló chegou a ser socorrido mas não resistiu aos ferimentos.
A polícia fazia uma operação na região para combater o tráfico de drogas e o roubo de veículos. Cerca de 150 agentes , 14 viaturas e dois veículos blindados participam da ação. Tentam ser cumpridos mandados contra lideranças do Comando Vermelho;.
Moradores relataram intensas trocas de tiros nas primeiras horas da manhã.
Moradores fazem manifestação . Um ônibus foi incendiado na Avenida Paulo de Frontim. Outros sete foram feitos de barricadas.
Jiló foi acusado de participar de uma tortura de um morador que teve um desentendimento com um homem, por conta de ele ter furado a lajedo do segundo andar onde a vítima mora, na tentativa de colocar uma escada e tomar o espaço, gerando uma discussão entre eles, oportunidade em que o acusado o ameaçou, inclusive de levar homens da “boca de fumo” para resolver a questão.
Assim, no dia dos fatos, quando se preparava para dormir, a vítima foi surpreendida com o arrombamento do portão e da porta de madeira de sua residência, por cerca de seis homens que acompanhavam o autor, oportunidade em que, sob a mira de armas de fogo, foi submetido a todo tipo de ameaças e agressões físicas exercidas com pau e barra de ferro.
As agressões somente cessaram quando vizinhos começaram a gritar dizendo que chamariam a polícia, momento em que a vítima conseguiu fugir a ação dos seus agressores.
O traficante respondia processo pela morte do argentino Gaston Fernando Burlon, que ingressou por engano na Comunidade Morro do Escondidinho e foi alvo de disparos em dezembro de 2024.
Jiló também respondia pela morte de Jonatan Felix Gomes ocorrida em abril de 2020. . O crime foi praticado mediante recurso que impossibilitou a defesa da vítima, haja vista que esta foi dominada pelos traficantes, levada para a parte alta da comunidade, local onde foi executado.
O crime foi praticado por motivo fútil, decorrente do fato da vítima estar desobedecendo as ordens do tráfico de drogas. Jiló foi acusado de ser o mandante.
O criminoso respondia ainda a outros dois processos de homicídio datados de 2016 ambos pela morte de um turista italiano. Um amigo da vítima tentou se aproximar e foi impedido pelos traficantes que o cercaram em seguida e cutucaram suas costas com as armas, agredindo-o. Ele percebeu que o amigo havia sido atingido fatalmente por um bandido que inclusive mantinha uma pistola erguida, apontada para baixo,.
A testemunha disse que achava que havia ocorrido uma colisão entre a motocicleta do amigo e o carro dos bandidos mas logo depois avistou um grupo de 10 a 12 homens portando pistolas e armas longas. sendo alguns inclusive seguravam duas pistolas em suas mãos e um tinha capuz na cabeça.
Quando estava preso, Jiló dos Prazeres foi acusado de participar do assassinato de um traficante do Comando Vermelho dentro da cadeia.
O bandido morto, vulgo Dourado, era o dono do tráfico na localidade de Barro Branco, em Duque de Caxias e foi assassinado por cinco detentos, entre eles Jiló, segundo investigações.
A ordem para o homicídio partiu de um preso que estava na época em Bangu 1, vulgo Sombra.
O crime ocorreu porque Dourado teria arrumado problemas durante um baile na comunidade Nova Campinas, no mesmo município, que resultaram nas mortes de dois criminosos
Jiló também chegou a comandar a venda de drogas em casarões da Lapa conseguindo um lucro diário de R$ 10 mil.
Jiló comandava a venda de drogas de um prédio abandonado próximo ao quartel central do Corpo de Bombeiros na Praça da República;
Os traficantes haviam invadido o imóvel, onde implementaram uma boca de fumo, com indivíduos nas sacadas do segundo e terceiro andar armados.