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PM morto em Nova Iguaçu seria ligado à milícia de Juninho Varão e pode ter sido alvo de grupo rival

Informações que circulam nas redes sociais apontam que o policial militar assassinado no fim de semana passado em um salão de festas no bairro da Luz, em Nova Iguaçu, seria conhecido pelo apelido de “Mineiro”. Sua execução poe ode estar ligada à disputa entre grupos paramilitares que atuam na Baixada Fluminense. De acordo com publicações que vêm sendo compartilhadas, ele teria ligação com a milícia comandada por Juninho Varão e seria apontado como um dos responsáveis pela atuação do grupo em diferentes áreas do município. Entre os bairros citados estariam Miguel Couto, Figueira, Vila de Cava, Santa Rita, Corumbá, Tinguá, Marambaia, Luiz de Lemos e Posse. As mesmas informações divulgadas nas redes também afirmam que Mineiro já teria sido citado em investigações relacionadas a homicídios na região. Esses casos estariam sendo apurados pela Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense (DHBF) e pelo Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ). Outro episódio que vem sendo associado ao nome do policial ocorreu no mês passado, quando um grupo armado supostamente ligado a ele teria promovido um ataque a tiros em um bar no bairro Cerâmica, também em Nova Iguaçu. A ação deixou seis mortos e vários feridos, aumentando a tensão na região. Inicialmente, surgiram relatos de que a morte de Mineiro estaria relacionada a conflitos internos dentro da própria quadrilha de Juninho Varão. No entanto, novas versões começaram a circular indicando que o policial pode ter sido executado por paramilitares de Itaguaí ligados a PL, outro grupo que disputa áreas de atuação na Baixada Fluminense. Ainda segundo essas informações, Juninho Varão teria invadido nesta semana o bairro do Chaperó, em Itaguaí, território associado ao grupo rival. Durante a incursão, um miliciano acabou morto, o que pode ter intensificado ainda mais o confronto entre as organizações criminosas. As circunstâncias do assassinato do policial e as possíveis conexões com disputas entre milícias seguem sob investigação.

Expansão do Comando Vermelho: como ‘Doca’ comandou a tomada de dezenas de favelas da milícia e do TCP no Rio”. VEJA LISTA

Assim que se consolidou como o principal líder do Comando Vermelho em liberdade, o traficante Edgar Alves de Andrade, o Doca, deu início a uma estratégia de expansão territorial da facção que resultou na tomada de dezenas de comunidades dominadas por milicianos e pelo Terceiro Comando Puro (TCP) nos últimos anos no estado do Rio de Janeiro. A reportagem reuniu informações divulgadas ao longo do tempo pela imprensa, além de dados citados em investigações da polícia, do Ministério Público e da Justiça. Entre as primeiras comunidades conquistadas nessa ofensiva estão os morros do Dezoito, Saçu e Caixa D’Água, localizados entre Água Santa, Quintino e Piedade, na Zona Norte do Rio. Essas áreas eram controladas por milicianos e, em determinado período, chegaram a ficar sob domínio do TCP. O grupo liderado por Doca também assumiu o controle do Conjunto Habitacional do Quitungo, em Brás de Pina, tradicional reduto de milicianos. Avanço em Jacarepaguá e Praça Seca No início da década, a chamada Tropa do Urso — como é conhecida a ala do Comando Vermelho ligada a Doca — passou a concentrar sua ofensiva em comunidades de Jacarepaguá e da região da Praça Seca. Nesse período, o grupo conquistou as comunidades da Covanca, Chacrinha, Barão e Bateau Mouche, todas anteriormente dominadas por grupos paramilitares. Posteriormente, também passou a controlar Jordão, Santa Maria e Teixeiras. Conquistas na Zona Norte e Baixada O Comando Vermelho também tomou do TCP duas comunidades em Anchieta, conhecidas como Az de Ouro e Tatão. Na Baixada Fluminense, o grupo ampliou sua presença ao conquistar áreas antes dominadas por milicianos em Nova Iguaçu, como o Grão Pará e o Conjunto da Marinha, além da comunidade do Danon, que estava sob controle do TCP. Ainda na Zona Norte do Rio, o CV tomou da milícia a localidade do Amorim, em Manguinhos. Ofensiva na Zona Oeste Anos depois, a facção iniciou uma ofensiva para ampliar sua presença na Zona Oeste e região de Jacarepaguá. Nessa etapa, o grupo passou a controlar áreas como Gardênia Azul, Muzema, Tijuquinha, Sítio Pai João, Morro do Banco, Cesar Maia, Fontela, Coroado e Palmares, comunidades que, em sua maioria, eram consideradas redutos da milícia. Mais recentemente, o CV também tomou do TCP os morros dos Macacos, Fubá e Campinho, todos na Zona Norte da capital. Outras áreas que passaram ao controle da facção incluem o Gogó da Ema, em Belford Roxo, e a comunidade conhecida como 700, na Taquara, que era dominada por milicianos. A Vila Sapê, em Curicica, apontada como reduto da milícia, foi uma das comunidades mais recentes a ser tomada pela organização criminosa. Tentativas de novas invasões Ao mesmo tempo em que consolidava o controle sobre diversas áreas, a Tropa do Urso também tentou — ou ainda tenta — avançar sobre outras comunidades dominadas por milicianos. Entre os locais que já foram alvo de investidas estão Catiri, em Bangu, Carobinha, em Campo Grande, Barbante, em Inhoaíba, Antares, em Santa Cruz, e Rio das Pedras, em Jacarepaguá. A facção também tentou ocupar o Terreirão, no Recreio dos Bandeirantes, Goveua, em Paciência e áreaseem Guaratiba e Pedra de Guaratiba. Já contra o Terceiro Comando Puro, o Comando Vermelho tenta avançar sobre o Morro do Chaves, em Barros Filho, e a Malvina, em Irajá. Além disso, as duas facções seguem envolvidas em confrontos em áreas estratégicas como os complexos da Pedreira e de São Carlos, além de morros da Tijuca, como Cruz e Chácara do Céu, o Morro do Dendê e o Trio de Ouro, em São João de Meriti. A facção ainda mira recuperar os territórios perdidos para o TCP em Niterói, onde os tiroteios têm sido constantes. Com extensa ficha criminal, Doca segue sendo investigado e aparece em mais de 329 investigações desde 2003, sendo considerado atualmente um dos criminosos mais procurados do Brasil. Evadido do sistema carcerário, ele é investigado por mais de 100 homicídios, incluindo execuções de crianças e desaparecimentos de moradores. Em outubro de 2023, Doca foi apontado como o mandante da execução de três médicos e da tentativa de homicídio de uma quarta vítima na Barra da Tijuca, na Zona Oeste do Rio. As vítimas participavam de um congresso de medicina e foram confundidas com milicianos de Rio das Pedras. Contra ele há mais de 20 mandados de prisão expedidos em seu nome pelo Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ), segundo dados do site do Conselho Nacional de Justiça.

Negativa de pedido de refúgio de traficante internacional fez mulher de criminoso pedir de volta dinheiro de propina pago a delegado da PF e ex-secretário estadual de esportes do RJ, diz STF

Segundo o despacho do ministro do STF Alexandre de Moraes, a advogada Patrícia Carvalho Falcão ofereceu, prometeu e pagou vantagens indevidas ao ex-secretário estadual de Esportes Alessandro Pitombeira Carracena e ao delegado federal Fabrizio Romano visando manipulação dos processos de extradição e refúgio do holandês Gerel Lusiano Palm traficante internacional de drogas, no contexto de uma rede de corrupção e tráfico de influência articulada para favorecer interesses do crime organizado. Entretanto, o processo não andou e a mulher do preso pediu o dinheiro de volta. Carracena teria ficado com parte significativa do valor entregue pela esposa do preso (R$ 120.000,00), além de prometer valores adicionais a colaboradores em caso de êxito no pedido de refúgio; Romano oferceu influência interna sobre o andamento do processo na Polícia Federal. Além de orientar sobre a forma de encaminhamento do pedido, também negociou vantagensindevidas, solicitou valores antecipados (“adiantamento”) e encaminhou documentos pessoais de sua esposa e de outra nacional para obtenção de cargos comissionados, aparentemente em troca de sua atuação. Após receber o número de telefone do delegado, Carracena ligou para Fabrizio de modo que este elogiou o pedi daquele por não ter informado as penas em que Gerel foicondenado na Holanda, demonstrando que sabia dos antecedentes criminais do citado indivíduo. O policial afirmou também que, depois de “muita insistência nossa”, o processo andaria Após uma reunião em Brasília, Fabrizio perguntou a Carracena se a advogada, que pelo , estava com o coração mole para um “adiantamento”, dando a entender que seria o equivalente a alguma vantagem pecuniária pelos favores prestados e Carracena disse que estava trabalhando nesta possibilidade.”Carracena chegou a cobrar do delegado acerca de um número de inquérito de São Paulo e diz que colocará uma “sombra” para “levantar tudo o que for possível” sobre alguma pessoa não identificada na conversa, que já tinha escolhido uma pessoa pra isso e que eles “nem iriam aparecer”. Fabrizio mandou uma documentação para Carracena, que na época atuava como chefe de gabinete da secretária de estado de defesa do consumidor, conseguisse indicar a esposa e uma outra mulher para algum cargo público comissionado. E de fato, as duas foram nomeadas a cargos comissionados poucos meses depois: uma em Duque de Caxias e outra na Secretaria de Estado de Saúde do Rio de Janeiro. O processo de Gerel não evoluiu de forma favorável, levando a advogada a demonstrar preocupação e a cobrar de Carracena informações sobre a situação de seu cliente. Em seguida, ela lhe encaminhou o documento que registra a negativa dopedido de refúgio do holandês”. Em seguida, a advogada encaminhou um áudio que, segundo a Polícia Federal, pelo contexto, “parece ser da esposa de Gerel cobrando o dinheiro dado por eles, que segundo a advogada, havia sido a importância de R$150.000,00(cento e cinquenta mil reais) em espécie”: Patrícia encaminou dois áudios a Carracena por meio dos quais afirmou que Fabrizio e o policial penal Luciano teriam recebido, dos R$ 150.000,00 (cento e cinquenta mil reais) pagos em espécie pela esposa de Gerel, a quantia de R$ 15.000,00 (quinze mil reais) cada um, para auxiliarem no pedido de refúgio de Gerel. Segundo ela, ambos ainda receberiam, em caso de êxito do processo, o valor adicional de R$ 150.000,00

Veja que instrumentos PMs usaram para arrombar casas e estabelecimentos comerciais durante megaoperação nos complexos do Alemão e Penha. Eles chegaram a roubar lata de refrigerante, cobertor e consumir produtos de geladeiras

Por meio do processo que tramita na Auditoria da Justiça Mililtar descrevemos agora o caso dos PMs que foram denunciados pelo Ministério Público Estadual do Rio pelos crimes de obstrução de câmeras corporais e invasões ilegais a residências e estabelecimentos comerciais sem autorização judicial ou consentimento, praticados no dia 28 de outubro de 2025, durante a Operação Contenção, nas comunidades do Complexo do Alemão e da Vila Cruzeiro. Um dos PMs foi acusado de entrar em estabelecimento comercial na Vila Cruzeiro não aberto ao público e contra a vontade de quem de direito e mediante arrombamento. Outros PMs entraram na casa de um morador que usava tornozeleira eletrônica contra a vontade dele.. Teve PM também que tentou entrar em casa alheia usando uma chave micha mas não conseguiu fazer abrir a porta do imóvel. PMs entraram eum uma casa acessando o terraço do imóvel cujos fundos dão visão para a área de mata da comunidade. Os policiais transitaram pelo interior do imóvel, consumiram produtos que se encontravam na geladeira e fizeram uso de seus sanitários. Teve PM que entrou em casa alheia e subtraiu uma lata de refrigerante. Outros PMs após entrarem em uma casa vasculharam o imóvel e retiraram de seu interior um cobertor, dentro do qual havia um saco de lixo preto cujo conteúdo não identificado foi dividido entre eles. A denúncia diz que PMs também usaram uma faca de lâmina de fina espessura para entrar em uma casa. Em mais um relato, o arrobamento foi feito com o uso de um facão para abrir o portão de entrada, Teve uma situação em que um PM, Antes de tentar arrombar o portão da residência, o bateu no portão branco, inquirindo se havia alguém na casa e, mediante a ausência de resposta, passou a efetuar manobras para ingressar no imóvel.

Apesar de a polícia do Rio ter dito que o CV se uniu ao PCC e haveria pacto de não agressão, facções brigam em todas as regiões do país

A Policia Civil do Rio de Janeiro voltou a afirmar hoje que o Comando Vermelho firmou uma aliança com ol Primeiro Comando da Capital mas relatos em redes sociais, imprensa de outros estados e tribunais de justiça apontam que as duas facções permanecem em conflito em várias partes do país. O tal pacto de não agressão dito por policiais do RJ não existiria na prática Segundo o canal Astrolg1 – Submundo Criminal no Telegram, a cidade de Cáceres, no Mato Grosso, vem sendo palco de disputa entre os dois grupos,. De acordo com a publicação, nos três primeiros meses do ano, 21 mortes teriam sido registradas – poucas deles em ações policiais. Algumas ocorrências foram de pessoas baleadas ou resgatadas do ‘tribunal do crime’. O PCC chegou a divulgar um comunicado afirmando que investiria na cidade em 2026. Outros municípios do estado próximas da fronteira com a Bolívia também registraram aumento nos homicídios, entre elas Pontes e Lacerda. Uma reportagem desta semana do jornal O Estado de São Paulo revelou a existência de uma guerra em Rio Claro envolvendo o PCC e o CV, encabeçado pela célula do narco Bode. Segundo a matéria, haveria um bate-volta de integrantes do CV que vão até São Paulo, executam rivais e retornam para o Rio. De acordo com a justiçça, no Ceará, foram regisrados atentados na cidade de Boa Viagem em razão da disputa entre os dois grupos. Em Paraupebas (Goiás), duas pessoas foram mortas e outras três feridas em uma ação criminosa motivada por rivalidade entre facções criminosas Comando Vermelho (CV) e Primeiro Comando da Capital (PCC), bem como por retaliação ao homicídio ocorrido no dia anterior em bairro conhecido como reduto do “CV”. Em Coari, no Amazonas, a Justiça afirmou que a cidade vive intensa disputa entre organizações criminosas rivais, notadamente facções como o Comando Vermelho (CV), Primeiro Comando da Capital (PCC) além da prática reiterada de pirataria fluvial, com conflitos armados pelo domínio de rotas e mercados do tráfico de drogas, cenário que tem resultado em diversos homicídios motivados por vendetas, retaliações e disputas territoriais. Em Alagoas, entre as cidades de Barra de São Miguel/AL e São Miguel dos Campos/AL, dois jovens foram assassinados, Os homicídios foram ordenados por um traficante vulgo Chupeta”, uma das lideranças da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC) na região. A motivação decorreu da suspeita de que as vítimas mantinham vínculos com o Comando Vermelho (CV), facção rival com forte presença no município de Marechal Deodoro/AL, local de origem de ambas. No Paraná, uma investigação descobriu a intenção de traficantes do Comando Vermelho de tomar do PCC os pontos de tráfico de drogas do município de Almirante Tamandaré. No Acre, houve escimento do CV nos últimos anos, ocasionando o domínio territorial de áreas que outrora se encontravam sob o domínio dos rivais PCC, B13 e IFARA. Como consequência desse domínio, muitos faccionados “rasgaram a camisa” – gravação de vídeo onde o integrante informa a saída da Orcrim para entrar em outra ou para seguir uma religião – para entrar no comando vermelho. Esse embate entre as facções elevou nos últimos anos os índices criminais a patamares nunca antes visto no estado, causando insegurança e até mesmo pânico na sociedade. A divulgação dada pela imprensa aos “salves” – comunicado feito pela facção que visa atingir determinado público -, tem ajudado a propagar e aumentar a insegurança sentida pela população. Recentemente o CV divulgou através do aplicativo de troca de mensagens Whatsapp , um “salve” dando um prazo de 07 dias para que familiares de faccionados rivais se retirassem de áreas sob o seu domínio. Ontem, a polícia do Rio divulgou trechos de um estatuto do Comando Vermelho dizendo que, em fevereiro de 2025, a facção tinha colocado fim a esta guerra com o PCC e reafzia uma nova aliança de paz, justiça, liberdade e franternidade. Isso não perdurou.

Confira a trama montada por policiais civis para exigir propina de R$ 1,5 milhão de traficante e encerrar investigação

O despacho de Alexandre de Moraes revela a trama que resultou na cobrança de R$ 1,5 milhão de policiais civis para encerrar uma investigação contra o traficante Índio do Lixão na 44º DP (Inhaúma), Os policiais chegaram a intimar a esposa, o irmão e um amigo do traficante. A história começa quando Índio pergunta ao servidor da Alerj Dudu sobre a situação na 44a DP, ocasião em que este respondeu que encontraria o policial Franklin na Barra naquele dia, acompanhado de outro policial, Leandro Dudu disse que Leandro havia garantido que seria firme na negociação. Na sequência,“Índio afirmou que falaria para o “01” sobre o que Franklin estava fazendo. Posteriormente, Índio perguntou sobre o safado da 44 , em referência ao encontro que Dudu teria com Franklin. Por sua vez, “Dudu” responde que Leandro ainda não teria marcado o encontro na Barra da Tijuca. Em conversa com Leandro, Dudu reclamou que o “amigo” estaria ligando toda hora, o que não seria adequado, pois “esses negócios” deveriam ser tratados pessoalmente. Em outro diálogo, Dudu afirmou que Índio do Lixão estava se esforçando pararesolver a questão e que ele estaria nas negociações para “ajudar e ganhar algo também”, insinuando que teria algum lucro com a situação. Dudu encaminou a Leandro print de conversa com Franklin que revelava conflitos quanto à marcação de reuniões, e o interlocutor se mostra insatisfeito. Em áudiossubsequentes, “DUDU” explicou que Índio não foi à reunião porque teria passado mal, e reclamou da atitude do policial Leandro e Dudu se encontraram no apartamento do servidor da Alerj e ligaram para Franklin.O assunto da ligação foi o conteúdo de mídia com informações capazes de incriminar “Índio do Lixão. Em maio de 2025, Leandro perguntou a “Dudu” se o “amigo” não havia aparecido, e que ele iria acabar se prejudicando. “Dudu respondeu que não iria mais falar sobre o assunto (no contexto, o pagamento aos policiais da 44a DP), pois “Índio” poderia interpretar como pressão. A seguir, “Dudu” relatou que Franklin havia ameaçado pedir a prisão de “todos”, ou seja, havia incluído Dudu” em suas intimidações. Logo depois, Leandro afirmou que Franklin não era “maluco”, ou seja, não pediria as prisões, mas estava irritado porque “Índio do Lixão” estaria “enrolando”. Leandro dsse que precisa passar um recado rápido da d inferno” (44a DP) e pergunta se “ele” (“Índio) não quis fazer uma ligação. “Dudu” responde que “Índio teria ligado para Carracena, que por sua vez teria ligado para “o delegado” – provavelmente Marcus Henrique. A seguir, Dudu afirmou que Carracena iria apenas intermediar e “pedir para morrer tudo” (encerrar a investigação sobre “Índio”). Leandro disse que estava no telefone com Franklin e que Carracena não teria ligado para o delegado.

Alexandre de Moraes descreve papel de cada PM, policial civil e federal presos apontados como envolvidos com o Comando Vermelho

O despacho do ministro do STF Alexandre de Moraes sobre a prisão de policiais civis, militares e federais por suspeita de envolvimento com o Comando Vermelho diz o seguinte sobre a participação de cada um, de acordo com as investigações da Polícia Federal Núcleo de policiais civis envolvidos com o Comando Vermeho Franklin José de Oliveira Alves – Atuou diretamente na linha de frente da negociação ilícita. Mantinha contatos telefônicos frequentes com os intermediários para cobrar o pagamento da propina e impor prazos. Também assinou intimações de coação e possui estrutura empresarial familiar com movimentações financeiras suspeitas. Marcus Henrique de Oliveira Alves (delegado) Na qualidade de titular da 44a DP, assinou, juntamente com seu irmão, intimações utilizadas para pressionar o traficante “Índio do Lixão” no esquema de extorsão. Apresenta movimentação financeira vultosa e incompatível com seus vencimentos, utilizando empresas em nome defamiliares para ocultar bens e valores. Leandro Moutinho de Deus Atuou como intermediário nas negociações de pagamentode propina entre os traficantes e os policiais da 44a DP.Segundo o despacho de Moraes, os policiais civis exigiram de Índio , mediante violência e grave ameaça, o valor correspondente R$ 1.500.000,00 para encerrar um procedimento investigativo em tramitação na 44a Delegacia Policial envolvendo o traficante, A investigação revelou que Carracena iria intermediar e pedir para encerrar o inquérito contra Índio. II. Núcleo de atuação para favorecer os interesses do traficante internacional Gerel Lusiano Palm (neerlandês) Alessandro Pitombeira Carracena Advogado e ex-secretário de estado, atuou como o articulador central entre criminosos e servidores públicos. Ele utilizou sua influência política para intermediar vantagensindevidas e, segundo diálogos, teria retido R$ 120.000,00 de um pagamento feito em espécie para influenciar um pedido de refúgio. Fabrizio José Romano (delegado da PF) ´ Atuou de forma incompatível com seu cargo, oferecendo influência interna na Polícia Federal em favor do traficante Gerel Lusiano Palm. Em consequência disso, solicitou adiantamentos” financeiros e negociou a nomeaçãode sua esposa, para um cargo comissionado como contrapartida por sua atuação ilícita. Patrícia Carvalho Falcão – Advogada parceira de Carracena. Embora atuasse nadefesa técnica, as mensagens revelaram sua ciência e participação na viabilização de pagamentos indevidos a servidores e na pressão pela devolução de valores após o fracasso do pleito. A esposa de Gerel mandou áudio para Patrícia cobrando o dinheiro dado por eles, que segundo a advogada, havia sido a importância de R$150.000,00(cento e cinquenta mil reais) em espécie”: Patrícia disse que o delegado Fabrizio e o policial federal Luciano teriam recebido, dos R$ 150.000,00 (cento e cinquenta mil reais) pagos em espécie pela esposa de Gerel , a quantia de R$ 15.000,00 (quinze mil reais) cada um, para auxiliarem no pedido de refúgio Gerel. Segundo ela, ambos ainda receberiam, em caso de êxito do processo, o valor adicional de R$ 150.000,00 (cento e cinquenta mil reais) cada. Núcleo de atuação criminosa de Policiais Militares do Estado do Rio de Janeiro ao realizarem segurança e logística de liderança do Comando Vermelho As investigações revelaram que “o traficante Índio do Lixão” contava com esse núcleo, estável e coordenado, de policiais militares que atuavam na segurança particular e braço logístico, sendo tais policiais liderados pelo policial militar Rodrigo da Costa Oliveira, conhecido como Costa, Flavio Cosme Menezes Pereira, alcunha “Menezes – ” Prestava segurança de forma reiterada e consciente, incluindo durante as férias, colocando-se à disposição paraqualquer missão da organização criminosa. Franklin Ormond de Andrade, alcunha “Ormond – Além de realizar escoltas constantes, negociou ilicitamente a venda de uma pistola Taurus e carregadores para Indio; Enio Claudio Amâncio Duarte – Participava de escoltas armadas em eventos específicos,como enterros e consultas médicas do traficante, operando em áreas conflagradas sob domínio do Comando Vermelho. Alex Pereira do Nascimento – Mantinha contato direto com o “Índio”, a quem recorreupara solicitar um empréstimo pessoal de R$ 1.500,00, evidenciando a promiscuidade da relação entre o agente da lei e o criminoso. Leonardo Cavalcanti Marques Atuava na segurança com plena consciência da condiçãode “bandido” de “Índio”. Ricardo Pereira da Silva = Policial militar de extrema confiança de “Índio”, solicitado nominalmente pelo traficante para missões de escolta em Duque de Caxias. Rodrigo de Oliveira Carvalho, alcunha “Carvalho – Atuava na segurança diária de “Índio”. É o principal alvo no que tange à comercialização ilegal de armamento, tendo oferecido a “Índo” 2 (dois) fuzis calibre 5.56. Além disso, realizou o transporte de R$ 150.000,00 (cento e cinquenta mil reais) em espécie a mando da organização criminosa. Segundo a investigação, os PMs ainda realizavam-

ESTATUTO DO CV PREVÊ PENA DE MORTE PARA QUEM COMETER INFRAÇÃO SUPERGRAVE

A investigação da Polícia Civil que culminou na operação de hoje que prendeu seis PMs e um vereador suspeitos de envolvimento com o Comando Vermelho revela que a facção tinha um estatuto que previa pena de morte para quem cometesse uma infração supergrave. O material foi exibido pelo programa Balanço Geral da TV Record Rio. O artigo 10, item D, determina: “Infração supergrave o acarretará automaticamente no óbito do decreto”. O secretário da Polícia Civil, delegado Felipe Curi, afirmou que o CV fez aliança com o PCC e outros grupos criminosos no país. Essa aliança foi firmada em fevereiro do ano passado que fortaleceria os negócios na fronteira mas depois gerou conflitos com a prática de homicídios. O próprio estatuto do CV previa um pacto de não agresão entre os dois grupos. O principal articulador desta aliança era o traficante conhecido como Naldinho Samurai que iniciou esse trabalho ainda preso no Rio mas depois foi transferido para uma penitenciária federal. Sobre o envolvimento de PMs com a facção, Doca, BMW (ex-miliciano que migrou para o Comando Vermelho) e um capitão da Polícia Militar tiveram áudios vazados sobre a liberação de um baile com o agente dizendo que não tinha conseguido ver isso. Segundo os responsáveis pela investigação, os PMs envolvidos realiavam simulação de operações como fornecimento de drogas e armas feitos por traficantes para forjar apreensões como também tinha tolerãncia para a práticas criminosas Outra escuta telefônica que chamou atenção foi a orientação do traficante Doca durante uma guerra no Morro do Juramento, em Vicente de Carvalho: “Tem que entrar matando. Não adianta só colocar para correr”. Também impressiona outro trecho da investigação que mostra os traficantes decidindo pelo homicídio de um miliciano da comunidade Caixa D´Água, em Jacarepaguá. Doca disse, “Manda sumir”. A vítima circulava pela Gardênia Azul, reduto do CV. O traficante Marcinho VP se mantinha como presidente do conselho da facção por questão histórica devido a gordura acumulada junto aos comparsas ao longo dos anos, por isso não foi destituído do comando. Ele centralizava as decisões políticas fundamentais. A facção possui 13 conselheiros,, segundo a Polícia Civil,

Traficantes do CV são suspeitos de matar motorista da Prefeitura de Búzios por causa de dívida de drogas, diz Justiça

A Justiça decretou ontem a prisão de um traficante do Comando Vermelho vulgo Zóio, suspeito de ser um dos executores de um homicídio cometido na cidade de Armação de Búzios, na Região dos Lagos. A vítima era motorista da Prefeitura. O bandido já estava preso. Segundo os autos, os mandantes do crime teriam sido os bandidos conhecidos como Novinho e DG. Zóio teria sido um dos executores junto com GB, Baiano e um adolescente vulgo Cocão. De acordo com a decisão judicial, houve rumores de que a vítima poderia ter sido confundida com um informante do traficante “Macaco”, vinculado à facção rival TCP, hipótese que não foi descartada nas apurações iniciais, embora as confissões posteriores tenham confirmado que a motivação principal foi uma dívida de drogas no valor aproximado de R$ 3.000,00 entre a vítima e o grupo liderado por “Novinho. Um PM disse que a vítima Geovan estava na construção de uma casa quando três indivíduos chegaram ao local, chamaram ele e, após breve diálogo, passaram a efetuar disparos de arma de fogo, perseguindo-o pela via pública até sua morte. A esposa da vítima, afirmou que convivia há 14 anos com Geovan, descrevendo-o como homem trabalhador, sem envolvimento com o tráfico ou uso de drogas. Declarou ainda que não possuía a senha de desbloqueio do celular apreendido da vítima, que trabalhava como motorista da Prefeitura de Armação dos Búzios e que desconhecia qualquer ameaça recente. Duas outras testemunhas disseram que Geovan estava na obra para ajudar no “virar laje”, quando três indivíduos chegaram perguntando “quem é o Du Mato”, chamando-o para fora e, em seguida, abriram fogo contra ele, sem subtraírem qualquer pertence. Ambos relataram que os autores ameaçaram os presentes, advertindo que, se alguém “abrisse o bico”, seria morto, o que explica o posterior temor das testemunhas em proceder ao reconhecimento fotográfico dos autores. No curso das investigações, Zóio foi preso em flagrante por tráfico e porte de arma, (APF ) ocasião em que confessou espontaneamente a autoria do homicídio, relatando que a decisão de matar Geonva partiu dele próprio, tendo solicitado autorização das lideranças da facção via grupo de WhatsApp, sendo prontamente autorizado por “DG e Novinho. Mencionou falsamente os nomes de “RD” e “Miguel”, indivíduos não identificados e sem relação com o fato.As diligências seguintes comprovaram que, possivelmente, Zóio utilizou tais nomes para encobrir os reais comparsas, identificados posteriormente como GB e Cocão. Relatou que vendeu as drogas que originaram a dívida, que a vítima devia cerca de R$ 3.000,00, e que, no dia do crime, foi até o local acompanhado de dois comparsas, todos armados ¿ ele com um revólver calibre .38 e os outros com pistolas 9mm. Descreveram que chamaram a vítima para conversar e, ao perceberem sua tentativa de fuga, efetuaram aproximadamente dez disparos. O adolescente, enteado de Zóio, também confessou participação, afirmando que foi coagido pelo padrasto a participar da execução sob ameaça de morte. Disse que portava um revólver calibre .38 e, após ver a vítima cair, efetuou dois disparos na região do rosto de Geovan, confirmando ainda a presença de “GB” e “Baiano” . Declarou não saber o motivo exato, mas acreditava tratar-se de “guerra de facções”. Com base nessas informações, equipes da 127ª DP e da P2 do 25º BPM também prenderam Baiano. Durante sua prisão, ele portava 28 pinos de cocaína e admitiu participação no homicídio, esclarecendo em detalhes a dinâmica completa do crime. Disse que recebeu ordem direta de “DG”, por orientação do “patrão” “Novinho”, para “pegar um homem e trazê-lo para o Sem Terra”, sob o pretexto de que este informaria paradeiro de integrantes do TCP. Informou que se encontrou inicialmente com Cocão na Praça do INEFI, de onde ambos desceram a pé pela Avenida José Bento Ribeiro Dantas até a localidade da Marina, encontrando Zóio e GB já posicionados. No local, receberam três armas de fogo ¿ dois revólveres calibre .38 (um de cano curto e outro longo) e uma pistola preta. Segundo Baiano, Zóio ficou com a pistola, Cocão com o revólver de cano curto e GB com o revólver de cano longo, enquanto ele permaneceu em ponto estratégico, na esquina, fazendo a contenção e observação do movimento policial . Narrando a sequência dos fatos, Baiano disse que os três executores seguiram até o local onde Geovan se encontrava, ouviu em seguida diversos disparos e, logo depois, viu os comparsas retornarem correndo. No trajeto de fuga, Cocão comentou que havia descarregado o revólver no rosto da vítima, enquanto Zóio e GB afirmaram também terem descarregado suas armas. Todos fugiram a pé pela mesma rota, seguindo depois para a Praia da Ponta do Pai Vitório. Posteriormente, Baiano reconheceu por fotografia o revólver de cano longo preto calibre .38 utilizado no crime, informando que tal arma estava sob posse de GB no momento da execução, sendo este armamento posteriormente apreendido em outro procedimento policial (013-04475/2024).GB, por sua vez, negou envolvimento, alegando que estava em um lava-jato durante o crime. Segundo o setor de inteligência da 127 DP, Novinho o dono do movimento (patrão) e DG seu imediato em hierarquia, gerenciando o tráfico na localidade. Ambos já são conhecidos pelos agentes das forças de segurança, tanto da polícia civil quanto da polícia militar. Cabe destacar que duas testemunhas foram novamente intimadas para reconhecimento formal dos autores, mas preferiram não fazê-lo alegando falta de condições visuais, o que se entende como reflexo do temor decorrente das ameaças proferidas durante o crime.”

Relembre investigação antiga que apontou ligação de mulher de Marcinho VP com lavagem de dinheiro do CV

Alvo de operação da Polícia Civil do Rio de Janeiro contra o Comando Vermelho, Márcia Gama dos Santos Nepomuceno, mulher de Marcinho VP, há tempos já vinha sendo investigada suspeita de participar de lavagem de dinheiro da facção. Anos atrás, a polícia descobriu a existência de um grupo do qual Márcia faria parte voltado para a ocultação e dissimulação da origem, movimentação e propriedade de bens e valores pertencentes a integrantes do cúpula da organização criminosa, segundo o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro. Para alcançar seu desiderato ilícito, o bando estabeleceu empresas, aparentemente lícitas, voltadas para a dissimulação da origem de parte do dinheiro auferido pela organização e constituiu vultoso patrimônio. Entre os bens estava um imóvel na Rua Paissandu, no Flamengo, na Zona Sul carioca. Na época, chegou a ser decretada a quebra dos sigilos bancário, fiscal e financeiro de de Márcia e outros envolvidos, seqüestro de bens imóveis e de veículos, apreensão de um caminhão no Espirito Santo, bem como a busca e apreensão nos endereços indicados como aqueles em que estavam situados os estabelecimentos comerciais, cuja prova de propriedade constava dos autos e ainda foi decretada a prisão da mulher de Marcinho VP e de outras pessoas. A mãe de Márcia tinha uma pensão de características simples mas adquiriu um imóvel no valor de R$ 160 mil pago a vista causando certa surpresa/estranheza com a compra do referido imóvel por elevada quantia. Um outro imóvel dela tinha 2 kilômetros quadrados, com duas casas, piscina, cerca elétrica e circuito interno de câmeras, o A investigação descobriu números de várias contas bancárias de titularidade dos envolvidos algumas já encerradas, mas surpreendeu a quantidade, algo Incomum aos cidadãos brasileiros Na época, um bandido conhecido como Samurai, era incumbido de efetuar pagamentos de despesas pessoais das mulheres dos marginais que se encontram encarcerados em presídio federal de segurança máxima  Chamou a atenção ainda na investigação a construção de um campo de futebol no bairro de Inhaúma por ordem de Márcia, com o dinheiro proveniente do tráfico de drogas.

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