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Vereador carioca foi preso em operação nacional contra o CV. Mulher de Marcinho VP é procurada

Policiais civis da Delegacia de Combate ao Crime Organizado e à Lavagem de Dinheiro (DCOC-LD) deflagraram, nesta quarta-feira (11/03), a Operação Contenção Red Legacy, com o objetivo de desarticular a estrutura nacional do Comando Vermelho, identificada pela investigação como uma organização criminosa com características de cartel e atuação interestadual altamente estruturada. As investigações reuniram um conjunto robusto de provas que revelam o funcionamento interno da facção, demonstrando a existência de uma cadeia de comando organizada, divisão territorial e articulação entre integrantes em diferentes estados do país. Até o momento, seis criminosos foram presos, incluindo um vereador do município do Rio de Janeiro e seis PMs. O trabalho investigativo também identificou a participação direta de familiares de um dos principais líderes históricos da facção, Márcio dos Santos Nepomuceno, o “Marcinho VP”, no funcionamento dessa engrenagem criminosa. Segundo apurado, Márcia Gama, esposa do criminoso, atua na intermediação de interesses do grupo fora do sistema prisional, participando da circulação de informações entre integrantes e de articulações envolvendo operadores da organização e agentes externos. Outro investigado apontado como peça relevante na estrutura é Landerson, sobrinho de Marcinho VP. De acordo com a investigação, ele exerce papel de elo entre lideranças da facção, integrantes que atuam em comunidades dominadas pelo grupo e pessoas envolvidas em atividades econômicas exploradas pela organização criminosa, como serviços, imóveis e outros negócios utilizados para geração de recursos e expansão do poder do grupo. Tanto Márcia quanto Landerson não foram localizados em seus endereços e são considerados foragidos da Justiça. A operação também revelou tentativas de interferência política em áreas dominadas pelo tráfico, com o objetivo de transformar esses territórios em bases eleitorais. Segundo os elementos reunidos pela investigação, o vereador Salvino Oliveira (PSD-RJ) teria negociado diretamente com o traficante Edgar Alves de Andrade, o “Doca”, autorização para realizar campanha eleitoral na comunidade da Gardênia Azul, área sob domínio do Comando Vermelho. Em contrapartida, o parlamentar teria articulado benefícios ao grupo criminoso, apresentados publicamente como ações voltadas à população local. Um dos exemplos investigados envolve a instalação recente de quiosques na região. Conforme apurado, a definição de parte dos beneficiários teria sido determinada diretamente por integrantes da facção, sem processo público transparente.Durante as investigações, também foram identificados casos de criminosos que se passavam por policiais militares para obter vantagens ilícitas, incluindo vazamento de informações e simulação de operações. A Polícia Civil ressalta que tais condutas representam traição à instituição e não refletem a atuação da grande maioria dos profissionais da segurança pública, que desempenham seu trabalho com dedicação e compromisso com a sociedade. O material investigativo aponta ainda para uma estrutura criminosa de grande complexidade, com conselho nacional, conselhos regionais e articulação entre organizações criminosas de diferentes estados, inclusive com indícios de cooperação entre o Comando Vermelho e o Primeiro Comando da Capital (PCC). Mesmo após quase três décadas no sistema prisional, as investigações indicam que Marcinho VP continua exercendo papel central na estrutura de comando da facção, apontado como liderança do chamado conselho federal permanente do grupo A apuração também identificou outros integrantes com funções estratégicas dentro da organização, entre eles o traficante Doca, apontado como principal liderança nas ruas; Luciano Martiniano da Silva, o “Pezão”, responsável pela gestão financeira do grupo; e Carlos da Costa Neves, o “Gardenal”, encarregado de operacionalizar determinações da liderança. A Operação Contenção Red Legacy representa um avanço significativo no enfrentamento ao crime organizado, ao expor, com base em provas técnicas e investigação aprofundada, o funcionamento estrutural de uma das maiores organizações criminosas do país. As investigações seguem em andamento para aprofundar a responsabilização penal de todos os envolvidos e ampliar o combate às estruturas financeiras, operacionais e institucionais utilizadas pela organização criminosa.A operação desta quarta contam com o apoio de agentes da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core) e de policiais de delegacias Especializadas e da Capital.

PM é suspeito de ir com criminosos a casa de um homem cobrar uma suposta dívida em Três Rios. Bandidos disseram que iam matar vítima mas acabaram presos

Segundo o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, há um mês, homens acompanhados de um PM foram até a casa de uma pessoa em Três Rios, no interior fluminense, e forçaram ela a pagar uma suposta dívida de um credor não identificado. Os autos dizem que um dos suspeitos vestia um colete da DRACO (Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas e Inquéritos Especiais da Polícia Civil fluminense) e outro tinha arma de fogo e distintivo da PMERJ. Os suspeitos chamaram o alvo pelo nome e iiniciaram conversa intimidatória, afirmando estarem a sua procura desde cedo e insinuaram terem sido contratados para matá-la, revelou a decisão judicial. Durante toda a ação, os agentes fizeram contato telefônico com terceiros, alegando que a vítima mantinha dívida com pessoa que eles não quiseram identificar. Em determinado momento, os suspeitos tiraram foto da vítima, enviaram a terceira pessoa, que afirmou que o alvo era a pessoa a qual ele havia os contratado para matar. A vítima, amedrontada, informou aos homens que a casa havia câmeras de segurança vigiadas pela Guarda Municipal, momento em que eles reforçaram as ameaças e disseram que “teriam mesmo que matá-lo”. O alvo implorou para não ser morto, mas os suspeitos disseram que a única forma de resolver a situação seria se a vítima os pagasse para que eles matassem quem os contratou para matá-la. No fim, os suspeitos acabaram indo embora porque não encontraram um HD mas disseram , seguintes palavras “nós vamos embora, mas eles vão ter que nos pagar, pois deram fita errada”. A esposa da vítima, que estava na casa, solicitou ajuda de um conhecido, que acionou a Polícia Militar. Os policiais foram ao local e encontraram os suspeitos denunciados ainda na residência. Três suspeitos foram denunciados pelo Ministério Público. Dolis deles eram conhecidso como Jorgin e Japão. Sobre o PM, foi requerida cópia dos autos com remessa à Auditoria da Justiça Militar. Isto porque, o flagranteado praticou os crimes utilizando arma de fogo municiada e distintivo da Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro.

PM leva a conselho de disciplina que pode expulsar PM suspeito de envolvimento com milícia em Belford Roxo

A Polícia Militar decidiu submeter a conselho de disciplina, que pode levar a expulsão de seus quadros, de um terceiro sargento conhecido como Professor Gilmar. Segundo o boletim interno da PMERJ, ele é suspeito de quando servia no 39o BPM de envolvimento na milícia liderada por Cabeça de Ouro. que atuava nos Bairro Wona, Lote XV e Vale das Pedras, no Município de Belford Roxo/RJ, e no Bairro Pantanal, localizado em Duque de Caxias/RJ. De acordo com o documento, cabia a ele o repasse das informações de caráter sigiloso sobre os dias, horários e locais de operações policiais, bem como providenciar suportes aos demais partícipes da organização criminosa, osquais tinham a incumbência de praticar extorsões, torturas e execuções contra comerciantes e mototaxistas que atuavam nas áreas de domínio do grupo. “verifica-se que os atos praticados pelo PM revelam atitudes incompatíveis com a condição de policial militar”, diz o boletim. A corporação considera o envolvimento de integrantes do órgão em organização criminosa, milícia ou grupo de extermínio transgressão de disciplina de natureza grave.

Chefes do TCP na Ilha do Governador voltaram a trocar farpas pelas redes sociais. CONFIRA AS POSTAGENS

Postagens em redes sociais apontaram para novas trocas de farpas entre os dois principais chefes do Terceiro Comando Puro na Ilha do Governador: os traficantes Neves, que comanda o Morro do Dendê e Neguinho, que controla o Boogie Woggie. Os dois já se estranham há tempos. Segundo o que foi publicado no blog Crimes News RJ, conhecido como “Neguinho teria levado para o tribunal do tráfico um morador do Morro do Dendê por suposto envolvimento com uma ex-amante. Para responder essa atitude, o Neves, apontado como chefe do Morro do Dendê (TCP), ordenou que não quer ninguém do Dendê indo pra Boogie Woogie (TCP). Nas redes sociais, o chefe da Boogie Woogie (TCP), usou suas redes sociais para dar o seu motivo de ser contra a gestão do Neves. O controle da distribuição do Gás seria um dos motivos da briga entre os 2 chefões do TCP. Confira agora as postagens

CV recruta traficantes de São Gonçalo para reforçar facção na guerra contra o TCP na Zona Norte da capital. Polícia faz operação

Policiais civis da Delegacia de Repressão a Entorpecentes da Capital (DRE-CAP) fazem operacdp hoje de enfrentamento da atuação de narcoterroristas da facção criminosa Comando Vermelho no Complexo do Chapadão, na Zona Norte da capital. Até o momento, quatro criminosos foram presos, incluindo os dois principais alvos, que comandaram a invasão. Houve ainda apreensão de drogas, armas e roupas táticas. A operação é resultado de uma investigação instaurada para apurar os crimes de tráfico de drogas e associação para o tráfico, praticados por integrantes da facção, que mantém atuação na região. O grupo age com divisão de funções e manutenção de diversos pontos de venda de entorpecentes.As diligências investigativas revelaram que os criminosos utilizam armamento pesado e adotam estratégias de intimidação para consolidar o domínio sobre a localidade. Eles submetem moradores a constantes ameaças e constrangimentos, além de promover ações violentas voltadas à expansão territorial em áreas sob influência de facções rivais. Durante o curso das investigações, foram identificados criminosos que realizaram incursões armadas utilizando uniformes semelhantes aos empregados por forças policiais, com o objetivo de atacar o Morro do Chaves, área anteriormente controlada pelo Terceiro Comando Puro, em tentativa de ampliação territorial na região. A disputa entre facções criminosas tem provocado episódios recorrentes de extrema violência na região, como a morte de uma moradora, em outubro de 2025, que, durante uma investida de criminosos do CV, teve a casa invadida e foi atingida na cabeça. Os levantamentos indicam, ainda, que integrantes da facção, principalmente oriundos da comunidade do Jardim Catarina, em São Gonçalo, vêm sendo deslocados para reforçar comunidades sob disputa, como Fubá e Campinho, diante de investidas da facção rival Terceiro Comando Puro em áreas estratégicas. A ação faz parte da Operação Contenção, uma ofensiva estratégica do Governo do Estado para conter e atacar o avanço territorial da facção criminosa Comando Vermelho. O principal objetivo é desarticular a estrutura financeira, logística e operacional da organização criminosa, além de prender traficantes que atuam na região. Até o momento, mais de 310 capturados e outros 137 criminosos neutralizados em confronto. Foram apreendidas cerca de 470 armas, sendo 190 fuzis, e mais de 50 mil munições.

MP tenta prender 19 policiais que faziam segurança de Rogério Andrade

O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (GAECO/MPRJ) cumpre, nesta terça-feira (10/03), vinte mandados de prisão preventiva contra o bicheiro Rogério de Andrade e integrantes de seu núcleo de segurança na região de Bangu. Entre os integrantes do núcleo, estão 18 policiais militares e penais, da ativa e da inativa, além de um policial civil inativo, que foi cooptado pela organização criminosa enquanto ainda estava no cargo. Os mandados são cumpridos com o apoio da Coordenadoria de Segurança e Inteligência (CSI/MPRJ), da Corregedoria-Geral da Polícia Militar, da Corregedoria da Secretaria de Estado de Administração Penitenciária e da Corregedoria da Polícia Civil. A denúncia oferecida pelo MPRJ é resultado de investigação conduzida pelo próprio GAECO/MPRJ, no âmbito de Procedimento de Investigação Criminal (PIC). De acordo com o grupo especializado, os denunciados atuavam na segurança de pontos de exploração ilegal de jogos de azar na região de Bangu e se valiam da prática sistemática de atos de corrupção para garantir a livre atividade do grupo criminoso. Os alvos da operação vão responder pelos crimes de constituição de organização criminosa armada, majorada pelo concurso de funcionários públicos e pela conexão com outras organizações criminosas, além de corrupção ativa e passiva. Os mandados, expedidos pelo Juízo da 1ª Vara Especializada em Organização Criminosa da Comarca da Capital, a pedido do GAECO/MPRJ, são cumpridos em endereços nas cidades do Rio de Janeiro, Belford Roxo, Duque de Caxias, Mangaratiba, Nilópolis e São João de Meriti, bem como na Penitenciária Federal de Campo Grande, no Mato Grosso do Sul. O s policiais militares denunciados atuavam na Subsecretaria de Gestão de Pessoas (SSGP), no Batalhão de Policiamento de Vias Expressas (BPVE) e nos 4º, 6º, 14º, 17º, 22º, 23º e 41º Batalhões de Polícia Militar (BPM).

Delegado e policiais civis foram presos suspeitos de extorquir traficantes do CV

Na manhã desta terça-feira, 10/3, a Polícia Federal deflagrou mais uma fase da Operação Anomalia, com o objetivo de desarticular um núcleo criminoso composto por policiais civis do estado do Rio de Janeiro e operadores financeiros. Entre os envolvidos, está um delegado que foi preso. O grupo é investigado por utilizar a estrutura do Estado para extorquir integrantes da maior facção criminosa presente no território fluminense (Comando Vermelho), além de praticar corrupção e lavagem de capitais. Na ação de hoje, cerca de 40 policiais federais cumprem quatro mandados de prisão preventiva e três mandados de busca e apreensão na cidade do Rio de Janeiro, expedidos pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Aém das prisões e buscas, a Suprema Corte deferiu a execução de medidas cautelares focadas na descapitalização do grupo, incluindo o afastamento imediato das funções públicas dos policiais investigados, a suspensão do exercício de atividades empresariais das pessoas jurídicas utilizadas nas práticas criminosas e o bloqueio de valores em contas bancárias e de criptoativos ligados aos alvosAs apurações revelaram que o esquema era liderado por uma autoridade policial – titular de uma delegacia da capital – e por outro policial civil. De forma reiterada, os servidores emitiam intimações com o propósito exclusivo de coagir e pressionar lideranças do tráfico no Rio de Janeiro, exigindo o pagamento de propinas significativas para omissão em atos de ofício. A negociação ilícita ocorria com cobranças incisivas e imposição de prazos. Para operacionalizar o recebimento das vantagens indevidas e manter um distanciamento físico das lideranças da facção criminosa, os policiais contavam com a atuação direta de dois intermediários. A inteligência financeira da PF detectou que os policiais investigados apresentam movimentação patrimonial milionária e incompatível com seus vencimentos lícitos. Para promover a ocultação e dissimulação do capital sujo, a estrutura criminosa contava com uma rede de empresas de fachada registradas em nome de familiares, agora alvos de suspensão judicial. A ação integra a Força-Tarefa Missão Redentor II, instituída em cumprimento ao Acórdão da ADPF 635, que visa assegurar a atuação uniforme e coordenada da Polícia Federal na produção de inteligência e repressão aos principais grupos criminosos violentos no estado do Rio de Janeiro, com foco primário na asfixia financeira e na ruptura de suas conexões com agentes públicos. Os investigados responderão, na medida de suas responsabilidades, pelos crimes de organização criminosa, extorsão, corrupção passiva e ativa, além de lavagem de capita

Confira as ligações de ex-secretário estadual do RJ preso hoje pela PF com o Comando Vermelho. Delegado também foi preso

Preso hoje pela Polícia Federal, o ex-secretário estadual de Esportes do Rio, Alessando Pitombeira Carracena, foi apontado em investigações como ligado à facção criminosa Comando Vermelho atuando como braço político do grupo ao lado do ex-deputado estadual TH Joias. Em uma escuta telefônica, o traficante Índio do Lixão enviou a TH Joias uma foto de dinheiro em espécie e disse que tinha R$ 148 mil para entregar a THde modo que R$ 100 mil seriam de Pezão (chefe do tráfico do Complexo do Alemão). Índio disse que vai dar a TH Joias R$ 90 mil para entregar a Carracena. Em 29 de janeiro de 2024, TH Joias enviou a Índio as informações de dois veículos roubaods que Carracena teria solicitado que fossem devolvidos.Na mesma data, TH Joias disse que Carracena esatva acordado para falar com Pezão. Carracena foi mencionado em mais uma conversa do dia 31 de janeiro de 2024 qunado Índio do Lixão teria conversado com ele e que bateu tudo que ele falou e o que ‘os amigos falaram também. Disse ainda que Carracena estava perguntando de um indivíduo chamado de Baiano. Carracena tinha função estratégica no CV. possuindo informações privilegiads, as quais repassava aos demais integrantes do grupo recebendo em troca vantagem econômica. Por conta de sua ação, foram frustradas ações policiais contra o CV porque ele avisava os integrantes sobre operações iminentes. TH Joias foi flagrado em uma escuta dizendo que Carracena iria falar com o comandante-geral da PM sobre a presença de PMs do BPChoque na Gardênia Azul . O traficante Pezão queria que o efetivo fosse trocado por PM normal. Carracena também participou de uma conversa em que foi sugerido o nome de Índio do Lixão como candidato a vereador. Sendo advogado, sua atuação transcendeu os limites do exercício da nobre função. Ele se valia de cargos em secretarias de Estado para favorecer o grupo com informações privilegiadas. Outro preso hoje foi o delegado federal Fabrizio Romano. A ação desta segunda-feira, visava desarticular um núcleo criminoso que atuava na negociação de vantagens indevidas e venda de influência para favorecer os interesses de um traficante internacional de drogas. Os investigados estruturaram uma associação criminosa voltada para a prática de crimes contra administração pública e favorecimento de interesses atrelados ao tráfico de drogas. O esquema contava com a articulação de Carracena e advogados que atuavam como intermediários para viabilizar favoreces e pagamentos indevidos em espécie para o delegado. envolvido em troca de informações e influência interna. . As apurações revelaram a atuação de um individuo com histórico criminal focado em facilitação política e operacional em Brasília.

Investigação de anos atrás revelou o funcionamento do tráfico no Morro do Andaraí (CV). Chefe do tráfico local foi morto pelo BOPE

O traficante Boneco, morto ontem pelo BOPE, não era o dono das bocas de fumo do Morro do Andaraí. Ele estava fisicamente presente na localidade para cumprir osinteresses e comandos ordenados pelo chefe do tráfico local Jonas de Oliveira da Silva, vulgo Garré, preso no sistema prisional do Estado do Rio de Janeiro e lá permanecido desde 16/05/2000. Boneco era o responsável por administrar pessoalmente os pontos de venda de drogas estabelecidos na comunidade, repassando as ordens e diretrizes aos demais integrantes do Comando Vermelho que participam do tráfico de drogas do local. Na hierarquia, o filho de Garré era um dos gerentes, sendo um dos responsáveis pela guarda, endola, distribuição e controle da venda dos entorpecentes, condutas praticadas sob a ordem direta de Boneco. Em gravações feitas por PMs da UPP do Andaraí, ele foi visto armado e vendendo drogas em um dos pontos de venda de drogas, conhecido como” boca do cravão. Outros gerentes do morro são Alan Galdino e Hugo Pereira, que ficavam responsáveis por repassarem as ordens de Boneco para os demais integrantes da facção criminosa. Filmagens feitas por PMs da UPP mostraram armados perto de creches, próximos de crianças; que há boca de fumo próxima de creches. Segundo a investigação, não havia confronto dos traficantes com policiais na parte da manhã; que as atividades de tráfico s iniciava por volta das 15/16 horas; que primeiramente eles “ganhavam” a parte do alto, chamada de “JP” e dali começavam a se separar pela localidade; Os moradores cumprimentam os traficantes, na comunidade todos se comunicam. Havia a participação de menores no tráfico de drogas e que a função dada a eles era o monitoramento do movimento dos policiais A quadrilha também era responsável pela prática de crimes satélites como roubo e furto Determinados traficantes da Comunidade do Andaraí tinham as redes sociais abertas ao público geral, em razão do que era possível livre acesso às postagens, das quais se verificava rotineiramente ostentação de dinheiro, drogas ilícitas e armas de fogo A localidade é subdividida em diversos pontos de venda de material entorpecente e contenção armada, sendo a “creche Mandela”, “Japão” e “Posto, algumas das principais. A base policial no Andaraí já recebeu vários ataques desse ponto do Japão; que a viatura da polícia foi perfurada com tiros e os policiais são quase baleados, porque ficava difícil sair da base, já que a localidade do JP fica de frente para a base policial. A localidade do JP é muito alta e os acusados tem uma posição privilegiada em relação a base policial; que é um ponto de olheiros e é um ponto estratégico, se ele for naquele local com a sua câmera os bandidos vão estar naquela localidade; que o tráfico de drogas estava 24 (vinte e quatro) horas, Os policiais recebiam informação de colaboradores que eram populares, moradores do local; que os moradores não aceitavam se identificar e prestar declarações por medo de represálias; que se os moradores forem identificados eles morrem; um policial ficou sabendo a pouco tempo que o colaborador de um policial foi morto recentemente e outro morador foi expulso; que os moradores não querem se identificar com medo de represálias temendo pela própria vida; que era uma facção temida pela comunidade. O traficante Boneco pegava os bandidos mais sagazes para poder ficar na segurança dele, os que não ficavam de bobeira. O Andaraí é classificado como área vermelha pelo Batalhão e de alta periculosidade; que o Comando Vermelho empregava fuzis também e tinham em média 07 (sete) ou 08 (oito) fuzis no interior da comunidade, não passava de 10 (dez) fuzis; que tinham granadas também;. Os traficantes tinham livre acesso a toda a comunidade; que os réus atuavam na 513 e Caçapava; que os bandidos faziam a segurança principalmente no período da tarde para noite; que no período manhã os acusados não ficavam na comunidade, se ficavam, ficavam escondidos; que os criminosos faziam a segurança no alto da comunidade e a noite tinham livre acesso e passavam em frente a base; que o alto do morro tem várias localidades como Santo Agostinho, Borrachinha e JP, que fica no alto da Botucatu, Rua Adolfo Caminha; que do JP os acusados tinham uma visão da base policial, eles conseguiam ver a polícia entrando

Condenado pela morte de advogado no Centro do Rio, PM foi acusado de homicídio ligado a milícia em Caxias, diz Justiça

Isso a Globo não deu. Segundo o TJ-RJ, o policial militar Leandro Machado da Silva, vulgo Cara de Pedra, um dos condenados pela morte do advogado Rodrigo Marinho Crespo, foi acusado em processo que vai julgar os acusados da morte de Charles Augusto Ponciano, em 04 de dezembro de 2020, em Duque de Caxias. Acabou sendo impronuncíado e não vai a juri popular mas ainda não houve absolvição sumária. Segundo os autos, o crime foi praticado durante um churrasco em que a vítima estava presente, tendo os denunciados descido do veículo e efetuado disparos de arma de fogo em sua direção, momento em que Charles correu para dentro da casa e o comparsa de Leandro, na posse de um fuzil, o seguiu e efetuou mais disparos na direção de Charles. De acordo com a denúncia, Alguns dias depois, os milicianos ficaram sabendo disso, que então, Charles e o amigo estariam marcados para morrer. Cara de Pedra, apontado como miliciano, foi até a residência de Charles (alguns dias antes de sua morte) para dizer que estava tudo bem entre eles.  A decisão judicial informa que o crime foi praticado por motivo torpe, em razão de disputa de território entre duas organizações criminosas, ocasionado pela suposta participação da vítima em um grupo criminoso rival.  Outro fato relevante é que as munições utilizadas, segundo informação técnica prestada nos autos, foram adquiridos pelo exército- Paracambi/RJ, nota fiscal n.º 000061491, com emissão em 23.12.2013. No procedimento n.º 861-01230/2020, o Laudo de Exame de Componentes de Munição (DH-BF-SPC-002413/2020) referente aos estojos deflagrados, extraídos do local do crime, no qual aponta o calibre sendo 5,56mm, marca CBC, fabricação brasileira, lote BQJ03, ano de fabricação Consta ainda no referido laudo, que em consulta à indústria dos cartuchos examinados, é possível informar que o lote BQJ03 foi adquiridopela PMERJ, nota fiscal nº254.317, com emissão em 30/04/2008; nota fiscal nº 255.168, com emissão em 31/05/2008 e nota fiscal nº 261.911, comemissão em 30/11/2008. Por fim, os denunciados Leandro e seu comparsa exercem a função de policiais, o que facilita o acesso dos mesmos a armas de fogo, sendoprudente a prisão para evitar que ameacem testemunhas, ainda mais porque identificaram os autores do fato como integrantes do grupo demilícia.

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