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Comando Vermelho

Quatro jovens que faziam live foram baleados durante ataque do TCP no Juramento (CV). Um deles que fazia aniversário morreu

Quatro jovens foram baleados no Morro do Juramento, em Vicente de Carvalho, na Zona Norte do Rio, no último fim de semana. Um deles morreu.Segundo relatos, houve um ataque de traficantes do Terceiro Comando Puro à comunidade, que é dominada pelo Comando Vermelho. Os autores teriam saído da Favela Para-Pedrol, em Colégiio,. Os jovens faziam uma live no Instagram momentos antes de serem atingidos. Em determinado momento do vídeo, um seguidor comentou “CV”, em referência ao grupo criminoso que domina a região. Em seguida, todos rebateram: “nem CV, nem TCP, somos moradores, só somos do Juramento”. O vídeo circula nas redes sociais. O jovem que morreu se chamava Leonardo Sino Mendes de Oliveira, que comemorava seu aniversário de 27 anos. Policiais do 41º BPM encontraram o jovem já sem vida, e o corpo foi levado para o IML do Centro. Ele não possuía anotações criminais. O caso é investigado pela Delegacia de Homicídios. A Delegacia de Homicídios da Capital (DHC) foi acionada e investiga a morte de Leandro Sino Mendes de Oliveira, de 27 anos. A perícia foi feita no local e outras diligências estão em andamento para apurar a autoria do crime. A Assessoria de Imprensa da Secretaria de Estado de Polícia Militar informa que, segundo o comando do 41º BPM (Irajá), no domingo (29/03), policiais militares foram acionados para uma ocorrência de homicídio no Morro do Juramento, na Zona Norte do Rio de Janeiro. No local, os agentes constataram o fato, sendo um homem vítima de disparos de arma de fogo. De acordo com informações repassadas aos agentes, um indivíduo, no interior de um veículo, efetuou diversos disparos contra a vítima e fugiu. Posteriormente, policiais militares foram verificar a entrada de três vítimas baleadas no Hospital Getúlio Vargas (HGV).

Cinco suspeitos feridos e quatro fuzis apreendidos na Gardênia Azul (CV)

Policiais do 18º BPM apreenderam quatro fuzis e três granadas durante uma ação na Av. Ten-Cel Muniz de Aragão na Gardênia Azul, em Jacarepaguá. Criminosos reagiram e houve confronto Cinco suspeitos ficaram feridos e foram socorridos ao hospital Dois veículos utilizados pelo grupo permanecem no local. De acordo com a unidade, equipes foram acionadas para verificar informações sobre um confronto entre criminosos de facções rivais na região da Gardênia Azul. Ao chegarem ao local indicado, os policiais visualizaram indivíduos armados que, aoperceberem a aproximação das equipes, efetuaram disparos contra os agentes.Houve confronto e, após cessados os disparos, foi realizada varredura na área. Cinco suspeitos, com diversas anotações criminais, foram encontrados feridos no interior de um veículo e socorridos ao Hospital Municipal Lourenço Jorge. Na ação, foram apreendidos dois fuzis AK-47, um fuzil G3, um fuzil R10, além de três granadas. Também foram recuperados dois veículos utilizados pelos criminosos.

Video mostram clientes de supermercado fugindo de tiros em Rio das Pedras. ASSISTA

Clientes e funcionários do Supermarket em Rio das Pedras viveram momentos de pânico. Durante um intenso confronto entre criminosos na região, várias pessoas precisaram se esconder dentro do estabelecimento para se proteger dos disparos. Vídeos que circulam mostram o desespero e a correria no local, com todos buscando abrigo até a situação se acalmar Não há informações de feridos dentro do mercado. A orientação é para que moradores evitem a região e redobrem a atenção. Há relatos ainda não oficiais que Rio das Pedras um miliciano ligado à Tropa do Tailon da Equipe PSG teria sido baleado por bandidos ligados à Tropa do Zeus do Comando Vermelho. Foi divulgado nas redes sociais mais cedo que traficantes do CV estavam planejando dar um baque forte no Rio das Pedras. O ataque seria para tentar forçar os milicianos do RP à recuar seus soldados das regiões de Curicica (Dois Irmãos, Colônia e Vila Sapê), os milicianos do RP estão reforçando aliados de Curicica e Camorim contra o CV. Os traficantes do CV das tropas do Urso da Penha e Maromba do Lins irão partir da Gardênia Azul (Urso) e da Muzema (Maromba).

Jovem saiu da Muzema (CV) para comemorar seu aniversário e sumiu. Denúncia diz que ele foi pego por milicianos de Rio das Pedras. Amigo que estava com ele também está desaparecido

Um rapaz chamado João Ícaro saiu da comunidade da Muzema, no Itanhanga, onde mora no final do mês passado , para comemorar o seu aniversário e desapareceu. Um jovem chamado Jadson que estava com ele também sumiu. Pelas redes sociais, houve relatos de que Ícaro teria sido flagrado em Rio das pedras dando em cima de uma mulher que já namorou um miliciano. ,Ao saber que ele veio da Muzema., os milicianos a tropa do PSG teriam pegao o jovem e esquartejado, arrancando cabeça, braços e pernas, segundo a denúncia. Não há nada confirmado. A moto dele já foi encontrada jogada na pista. Outra versão que circula é que os dois saaíram da Muzema em direção à Taquara para buscar uma encomenda. Último contacto: Pararam de responder as mensagens e às ligações estão dando caixa de correio desde a madrugada. Contacto para informações: (21) 96016-6324

EXCLUSIVO: Traição e guerra: miliciano negociou Catiri com o Comando Vermelho e explodiu disputa sangrenta em Bangu. Há briga também com o TCP

Uma investigação da Polícia Civil aponta que a disputa pelo controle da comunidade do Catiri, em Bangu, foi intensificada após a negociação da área por um miliciano com o traficante conhecido como Doca, apontado como integrante do Comando Vermelho. O caso é apurado no inquérito nº 034-02388/2025, instaurado na 34ª DP (Bangu), que investiga a investida da facção para expansão territorial nas comunidades do Catiri e da Carobinha, em Campo Grande, além dos confrontos com grupos milicianos historicamente atuantes na região. De acordo com a investigação, o Catiri era tradicionalmente dominado pela milícia liderada por “Marquinho Catiri”, morto em 2022. Durante sua atuação, ele concentrava o controle de diversos serviços ilícitos, como TV a cabo clandestina, internet, exploração do solo urbano, fornecimento de gás, entre outros. No setor de transporte alternativo, teria imposto a exploração de vans e kombis a um operador conhecido como “Gordinho”, mediante pagamento mensal. Após a morte de Marquinho, o controle da região teria sido assumido por “Montanha”, que manteve os acordos previamente estabelecidos. Posteriormente, surge no cenário o criminoso conhecido como “Pirulito”, descrito como homem de confiança do antigo líder, que, após deixar o sistema prisional, teria tomado o controle do Catiri ao romper com Montanha. A disputa entre os dois pelo domínio territorial levou Montanha a buscar alianças com outras lideranças milicianas, sem sucesso. Segundo informações de inteligência, nesse contexto, Pirulito teria negociado a região com Doca, liderança do Comando Vermelho oriunda do Complexo da Penha, com apoio de outro criminoso conhecido como “Pezão”. O relatório final da investigação indica ainda que antigos aliados de Montanha — entre eles Gordinho, Pirulito e um ex-policial civil conhecido como “Pulgão” — romperam com a milícia e passaram a atuar em conjunto com o Comando Vermelho, sob a liderança de Doca, com o objetivo de retomar e monopolizar o transporte alternativo no Catiri. A disputa pelo território foi marcada por episódios de violência. Um dos casos citados é o homicídio de Anderson da Cunha Figueiredo, ocorrido no estacionamento do Bangu Shopping. Segundo o relatório, ele seria ligado à milícia e sua morte estaria relacionada à tentativa de assumir o controle do transporte de vans, contrariando interesses de Gordinho. Atualmente, Montanha e outro apontado como líder da milícia local, conhecido como “Gaspar”, tiveram pedido de prisão temporária à Justiça. Há um processo que tramita sob sigilo por organização criminosa. Pirulito também figura entre os alvos das investigações. Gaspar chegou a ser preso no ano passado, mas acabou sendo solto e posteriormente absolvido. Na ocasião, policiais apreenderam um fuzil dentro de um veículo, porém não foi possível comprovar judicialmente que ele estava no carro, já que teria fugido junto com um comparsa ao perceber a chegada dos agentes. Nas redes sociais, circularam recentemente informações — ainda não confirmadas oficialmente — de que, a mando de Montanha, Gaspar teria executado três pessoas no Catiri, conhecidas como “Canudo”, “Bibi” e “TH”, sob a acusação de desvio de dinheiro da organização criminosa. Também houve boatos sobre a suposta morte de Gaspar, o que não foi confirmado. A região do Catiri vive há anos um cenário de conflitos armados entre milicianos e o Comando Vermelho. Mais recentemente, segundo relatos, também houve rompimento com traficantes do Terceiro Comando Puro (TCP), que anteriormente mantinham aliança com o grupo paramilitar. Ainda de acordo com informações divulgadas em redes sociais, um traficante conhecido como “Sabão”, ligado ao TCP, teria exigido que Gaspar deixasse comunidades como Coreia e Rebú, alegando insatisfação com sua gestão no Catiri. Há também relatos de que Gaspar estaria escondido na Vila Aliança, de onde continuaria a dar ordens. Após as mortes das três pessoas mencionadas, publicações indicam que um grupo formado por milicianos e traficantes da Vila Aliança teria ido até o Catiri e entrado em confronto armado com aliados de Montanha, na localidade conhecida como Chico Mendes. O motivo seria a discordância em relação às execuções, diante da falta de certeza sobre as acusações que teriam motivado os crimes. A investigação segue em andamento e busca esclarecer a dinâmica das alianças, rupturas e episódios de violência ligados à disputa pelo controle territorial e econômico na região.

Milicianos de Rio das Pedras estariam na Serrinha (TCP) para planejar ataque ao Fubá e Campinho, ambos CV

A reportagem recebeu informação de que milicianos dr Rio das Pedras, em Jacarepaguá, estariam escondidos no Complexo da Serrinha, em Madureira O objetivo, segundo relatos, seria preparar uma investida para retomar os morros do Fubá e do Campinho que estão dominados pelo Comandk Vermelho desde o ano passado. Quem estaria de frente neste bonde seria o miliciano Macaquinho que já comandou essas comunidades mas as vendeu para o Terceiro Comando Puro. Depois que foi solto, ele se refugiou em Rio das Pedras assim como outros ex-integrantes da milícia do Fubá e do Campinho Para se capitalizar e financiar o ataque, os bandidos da Serrinha estão fomentando os roubos na região. Circula também a informação que os raficantes da Serrinha (TCP).estariam prometendo descontar nos morros do Faz Quem Quer e Jorge Turco, ambos ,CV, o baque que tomaram da facção rival no Para Pedro na madrugada de hoje que resultou em quatro mortes .A qualquer momento pode estourar uma guerra na região.

Bandidos do Parque Arará (CV) têm prisão decretada suspeitos de levar ao tribunal do tráfico homem que seria ligado ao TCP. Vítima foi colocada dentro de um porta-malas de carro em chamas

Bandidos do Comando Vermelho da quadrilha de Lacraia, chefe do tráfico na Favela Parque Arará, em Benfica, estão com as prisões preventivas decretadas por um homicidio relacionado à guerra de facções na qual a vítima foi queimada dentro do porta-malas de um carro. Os criminosos suspeitos têm os vulgos de Maquinista, Arretado ou Retalho e Garça. A vítima foi identificada como Fabrício Alves Monteiro, que, segundo relatos, teria sido gravemente violentado e trancado no porta-malas de um carro em chamas. O crime em análise se deu em contexto do chamado “tribunal do tráfico”, havendo informações nos autos que apontam que a vítima teria ligação com a facção do Terceiro Comando Puro (TCP), considerada rival daquela à qual os denunciados seriam ligados , A vítima foi trancada no porta-malas do veículo, amarrada e contra seu corpo atearam fogo até produzir sua morte, circunstâncias indicativas da extrema violência e desprezo no atuar dos acusados. O crime teve testemunhas oculares que presenciaram as agressões e reconheceram os acusados como autores do fato, sendo certo que a eliminação/intimidação de testemunhas e vítimas é conduta característica de facções criminosas equivalentes a que os acusados, em tese, pertenceriam. Lacraia não teve a prisão decretada neste processo.  Houve a determinação de que prossiga nas investigações, devendo o inquérito sobre esse investigado tramitar diretamente entre MP e Delegacia,

Biel do Feijão (CV) e comparsas foram denunciados por morte de homem e tortura de amigo acusados por eles de pertencer à milícia

O Ministério Público Estadual denunciou traficantes do Comando Vermelho vulgos Biel do Feijão (preso recentemente), Wandgol, Nego e Negueba por um homicídio cometido em 30 de janeiro de 2026, por volta de 14:20h, no bairro Paraíso, em São Gonçalo. O crime foi praticado por motivo torpe , isto é, por retaliação à suposta atuação da vítima em atividade de milícia em área dominada pelo tráfico de drogas controlado pelo CV. O crime ainda foi praticado em condições que resultaram perigo comum , na medida em que realizado em pleno dia e em via pública, onde várias pessoas potencialmente transitam. A vítima Carlos Alberto foi perseguida em plena via pública, logo após ser abordada em um posto de gasolina situado próximo ao local dos fatos, sendo alcançada de forma súbita e alvejada por disparos de arma de fogo J.M.C.C que estava junto de Carlos Alberto, foi sequestrado sofrendo o golpe conhecido como “mata-leão”, impedindo qualquer tentativa de socorro ou interferência em favor de amigo. Biel do Feijão eficazmente para o crime, na medida em que exercia posição de liderança na associação criminosa instalada na localidade e, nesta condição, os crimes interligados à atuação da referida malta dependiam de seu comando, autorização e anuência, sendo ele o responsável por ditar as regras a serem cumpridas por seus subalternos. J.M.C.C foi torturado no afã de obter informações sobre sua atuação em atividade de milícia , com emprego de violência, consistente em chutes e socos, além de grave ameaça, exercida com emprego de arma de fogo e afirmações de que ceifariam sua vida, causando-lhe sofrimento físico e mental. J foi conduzido à força para o interior daComunidade do Feijão, onde passou a ser constrangido mediante emprego de violência física e grave ameaça, com a finalidade de coagi-la a fornecer informações aos denunciados acerca de sua suposta participação, bem como de Carlos Alberto na atividade típica de milícia que estaria sendo instalada na localidade. Não foi revelado nos autos como ele conseguiu escapar da morte.

Operação policial deixou três mortos em São Pedro da Aldeia

Uma operação policial na comunidade da Colina, em São Pedro da Aldeia, resultou na morte de três traficantes. A ação ocorreu nesta quinta-feira e mobilizou equipes de segurança na região. Uma operação da Polícia Militar terminou com três suspeitos mortos na manhã desta quinta-feira (26), no bairro Colina, em São Pedro da Aldeia, na Região dos Lagos. A ação foi realizada após trabalho de inteligência e monitoramento de atividades do crime organizado na localidade. Participaram da operação equipes do setor de inteligência (P/2), do Grupamento de Ações Táticas (GAT) e do comando da 1ª Companhia do 25º BPM. De acordo com a ocorrência, durante a ação houve confronto armado. O ssuspeitos foram baleados e não resistiram. Nenhum policial ficou ferido. Na operação, foram apreendidos um fuzil calibre 5.56, uma pistola calibre 9mm, rádios transmissores e uma grande quantidade de entorpecentes, que ainda será contabilizada. O local foi estabilizado e a perícia acionada. O caso será registrado na 125ª Delegacia de Polícia (125ª DP), que ficará responsável pelas investigações. Ainda segundo a Polícia Militar, durante o andamento da ocorrência, agentes foram alvo de ameaças feitas por integrantes do crime organizado por meio de redes sociais, em possível represália à ação.

Império do tráfico na Lapa: chefes comandam território com festas, dinheiro, intimidação referências explícitas. “Vou explodir a viatura”, “Eu amo o Abelha”

A reportagem teve acesso a detalhes aprofundados da investigação que embasou uma recente operação policial contra o tráfico de drogas na Lapa, região central do Rio de Janeiro, que resultou na prisão de 17 suspeitos. De acordo com o material apurado, o traficante conhecido como Abelha foi destituído da chamada “presidência do Conselho do Comando Vermelho”, além de ter perdido a administração financeira da “caixinha” da facção, bem como parte de sua influência territorial. Ainda assim, ele permanece como chefe do tráfico na Lapa, área que durante anos foi administrada por seu filho, Pablo Rodrigues Rabello, morto em 2019 em confronto com a polícia no Complexo da Penha. Apesar de a Prefeitura do Rio ter removido um grafite em homenagem a Pablo, localizado em frente à Escadaria Selarón, a investigação aponta que a região ainda concentra diversas ilustrações e referências ao criminoso, além de inscrições relacionadas à chamada “Tropa do Mel” espalhadas por muros de imóveis da localidade. Segundo os autos, Abelha é apontado como responsável por patrocinar eventos realizados na região, incluindo festas amplamente divulgadas nas redes sociais. Em datas comemorativas, como o Dia das Crianças, são promovidas ações com distribuição de brinquedos, aluguel de brinquedos infláveis e realização de eventos com a presença de DJs e MCs de funk, com conteúdo que faz alusão direta a lideranças do tráfico. Em uma dessas ocasiões, um cantor chegou a declarar: “Eu não gosto do Abelha, eu amo o Abelha”, enquanto o ambiente contava com decoração em homenagem ao próprio criminoso e ao seu filho, incluindo um painel com a imagem de um zangão musculoso e a inscrição “Tropa do Mel”. Em frente ao painel, havia um bolo com a fotografia do traficante. Há cerca de dois anos, a Polícia Militar impediu a montagem de um palco e a realização de apresentações musicais em um desses eventos. Ainda assim, a festa ocorreu sem a presença de artistas, mantendo homenagens por meio de alegorias, painéis e bolo temático com referências aos criminosos. Interceptações telefônicas revelaram reações de integrantes do grupo diante da atuação policial. Em uma das conversas, um traficante conhecido como “Magrinho” ameaçou atacar uma viatura caso o evento fosse interrompido, afirmando: “Já bati pro amigo aqui, irmãozão, se esse bagulho aí, a boca não tiver vendendo aí, vai dar caô. Não vai ter festa não! Vou explodir o vidro da viatura! Nem pra nós, nem pra eles, acabou! Quer fazer bagulho botar viatura aqui na rua, meu irmão! Quer fazer presepada?! Aí faz flyer, faz não sei o quê, anuncia pra todo mundo, tá achando que os cana não sabe que essa porra é festa da boca de fumo!”. A fala reforça que os eventos seriam promovidos e financiados pelo tráfico com o objetivo de impulsionar a venda de drogas. As investigações indicam que, mesmo foragido e escondido na Rocinha — onde possui mandado de prisão em aberto —, Abelha mantém o controle da atividade criminosa de forma discreta, sem contato direto com a base operacional. Essa função caberia a subordinados como “Piu”, também conhecido como “Português”. Ainda segundo os investigadores, a liderança de Abelha se manifesta também pela presença frequente de familiares na região, incluindo sua filha, que aparece em postagens nas redes sociais ao lado de diversos integrantes do grupo, além de outros parentes próximos. Testemunhas relataram que pontos de venda de drogas, especialmente na Travessa Mosqueira, pertencem a Abelha e Piu. Segundo depoimentos, familiares do traficante, incluindo sua filha e companheira, são vistos com frequência no local, onde comparecem para recolher valores provenientes da atividade ilícita. Ainda conforme relatos, Abelha já não é visto com frequência na região, ao contrário de Piu, que estaria presente semanalmente, chegando ao local em um veículo Hyundai Creta azul e permanecendo no interior do carro enquanto subordinados se dirigem até ele, tratando-o como “paizão”. A investigação também aponta que Abelha exerce influência em outras regiões, como Cabo Frio, na Região dos Lagos. Em uma conversa interceptada com um traficante conhecido como “DJ Mulher”, este solicita autorização para atuar na localidade, referindo-se a Abelha como “pai” ou “senhor”. Relatos indicam ainda que, com frequência semanal, a filha de Abelha recolhe dinheiro na Lapa junto a uma gerente local, prática que também seria adotada por sua companheira. A polícia identificou ainda um terminal telefônico supostamente utilizado pelo criminoso, cujo perfil em aplicativo de mensagens exibia a foto de uma criança apontada como sua neta. Abelha possui 128 anotações criminais desde 1995, incluindo registros por homicídio, roubo, tráfico de drogas e associação para o tráfico. Apesar disso, a maioria dos procedimentos não resultou em condenação. Outro nome de destaque na investigação é Piu, apontado como uma das principais lideranças do tráfico na Lapa. Com histórico criminal iniciado em 1998, ele possui diversas anotações e já foi preso em 2021, quando chegou a figurar na lista de criminosos que poderiam ser transferidos para presídios federais, transferência que não se concretizou por decisão do Tribunal de Justiça do Rio. À época, ele já era considerado foragido há seis anos e possuía três mandados de prisão em aberto. Segundo a polícia, Piu atua diretamente na operação do tráfico, sendo responsável por negociações e distribuição de armas e drogas para diversas comunidades dominadas pela facção. Subordinados se referem a ele como “chefe” ou “amigo”, prestando contas regularmente. Há indícios de que ele se esconda nas comunidades do Fallet e Fogueteiro, consideradas bases operacionais do grupo. Em conversas interceptadas, há referências a eventos organizados para celebrar o aniversário de Piu, divulgados em redes sociais como “aniversário do Paizão” ou “Festa do Português”, com atrações de funk e distribuição gratuita de bebidas. Publicações faziam uso de emojis e símbolos que remetem diretamente ao apelido do criminoso. Diálogos também indicam repasses financeiros à família de Piu, como em um trecho em que um subordinado afirma: “Aquele dinheiro lá ele adiantou a família do chefe, pegou a visão?!”. Em outra conversa, o traficante “Magrinho” menciona que, em caso de conflitos, sua conduta seria compreendida pelo “patrão”, reforçando a posição de liderança

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