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Comando Vermelho

Rabicó (CV) usava mulheres da família, empresas de reciclagem e frota de veículos para esconder fortuna milionári em São Gonçalo

O esquema financeiro montado pelo traficante Antônio Ilário Ferreira, o “Rabicó”, ia muito além do simples uso de empresas de fachada para ocultar dinheiro do tráfico. As investigações da Polícia Civil e do Ministério Público revelam uma estrutura criminosa altamente profissionalizada, sustentada por familiares, operadores financeiros, contas bancárias de terceiros, veículos registrados em nome de pessoas próximas e empresas do ramo de reciclagem usadas para dar aparência de legalidade a milhões de reais movimentados pelo Comando Vermelho em São Gonçalo. Embora a operação deflagrada nesta semana tenha chamado atenção pela prisão da companheira do traficante, Raquel, os documentos mostram que o principal alvo das autoridades é desmontar uma engrenagem financeira sofisticada que, segundo os investigadores, vinha sendo estruturada há anos para blindar o patrimônio da facção. Núcleo familiar era usado para esconder patrimônio do traficante As investigações apontam que Rabicó utilizava pessoas do próprio círculo familiar para dificultar o rastreamento de bens e valores obtidos com o tráfico de drogas, roubos, extorsões e outras atividades criminosas. A companheira do traficante, Raquel, aparece inserida justamente nesse contexto de ocultação patrimonial. Segundo os autos, familiares e pessoas próximas atuavam como interpostas pessoas — os chamados “laranjas” — registrando veículos, movimentando contas bancárias e mantendo bens formalmente desvinculados do nome do chefe do tráfico. Os investigadores afirmam que veículos utilizados pela estrutura criminosa apareciam registrados em nomes de parentes e pessoas ligadas ao núcleo familiar, estratégia considerada fundamental para impedir bloqueios patrimoniais e dificultar a identificação da origem dos recursos. Esses automóveis, segundo as apurações, não serviam apenas para uso pessoal. Eles eram utilizados em deslocamentos operacionais da facção, transporte de dinheiro, apoio logístico e circulação de integrantes do grupo criminoso entre áreas dominadas pelo Comando Vermelho. As autoridades identificaram ainda incompatibilidade entre o patrimônio mantido pelos familiares e a renda oficialmente declarada por eles. Esquema de lavagem girava milhões através de operador conhecido como “Tec” O principal responsável pela movimentação financeira da organização seria Alex Sandro Ferreira de Araújo, conhecido como “Tec” ou “Tek”, apontado como homem de confiança de Rabicó e peça central do núcleo financeiro do grupo. Relatórios de inteligência financeira do COAF revelaram que Tec movimentou R$ 72.932.144,00 entre agosto de 2020 e setembro de 2024. Segundo as investigações, foram identificados: Os investigadores apontam que o padrão é típico de organizações criminosas especializadas em lavagem de capitais. Depósitos fracionados eram usados para escapar da fiscalização As autoridades identificaram ainda o uso do método conhecido como “smurfing”, prática comum em esquemas de lavagem de dinheiro. O sistema consistia em dividir grandes quantias em depósitos menores realizados em caixas eletrônicos espalhados por diferentes cidades do Estado do Rio de Janeiro. O objetivo era evitar movimentações únicas de alto valor que pudessem gerar alertas automáticos nos órgãos de controle financeiro. Além disso, as investigações revelaram o uso de chamadas “contas de passagem”, utilizadas apenas para receber e repassar rapidamente os valores ilícitos. Segundo o Ministério Público, muitas dessas contas pertenciam a moradores de áreas controladas pelo Comando Vermelho no Complexo do Salgueiro e em outras comunidades da região. Os relatórios apontam que diversos titulares dessas contas não possuíam renda compatível com os valores movimentados. Alguns eram cadastrados em programas assistenciais do governo e, ainda assim, apareciam vinculados a movimentações financeiras consideradas milionárias. Empresas de reciclagem eram usadas para dar aparência legal ao dinheiro do tráfico Outro braço importante da estrutura era o núcleo empresarial, composto por empresas ligadas ao ramo de reciclagem. Segundo o Ministério Público, Rabicó já utilizava esse tipo de atividade para ocultar patrimônio desde 2008, quando foi preso anteriormente. Agora, as investigações apontam que o modelo foi ampliado e profissionalizado. As empresas analisadas apresentavam características consideradas típicas de fachada: Os investigadores afirmam que essas empresas eram utilizadas para inserir o dinheiro do tráfico na economia formal, mascarando a origem ilícita dos recursos. Estrutura financeira sustentava o poder do CV em São Gonçalo As autoridades sustentam que o esquema financeiro montado por Rabicó era essencial para manter o funcionamento do Comando Vermelho no Complexo do Salgueiro e em outras áreas de São Gonçalo. Segundo os investigadores, o dinheiro lavado através da estrutura era usado para financiar compra de armas, logística da facção, pagamento de criminosos, manutenção de pontos de tráfico e expansão territorial do grupo. Os documentos apontam ainda que a organização criminosa possuía divisão clara de funções entre operadores financeiros, familiares, empresários ligados ao esquema e integrantes armados da facção. Embora a operação desta semana tenha sido divulgada principalmente pela prisão da companheira de Rabicó, os autos mostram que as autoridades enxergam a estrutura financeira da facção como um dos pilares mais importantes do poder criminoso exercido pelo grupo na região.

Alvo de operação de hoje que prendeu sua mulher, Rabicó expandiu seus domínios em São Gonçalo e tinha esquema de envio de armas diretamente da fronteira com o Paraguai

Uma investigação da Polícia Civil e do Ministério Público do Rio revelou detalhes de um esquema interestadual de envio de armas para traficantes do Comando Vermelho em São Gonçalo, envolvendo fornecedores ligados à fronteira com o Paraguai e integrantes da facção que atuam no Complexo do Salgueiro e no Jardim Catarina. Segundo documentos obtidos pela reportagem, o traficante Antônio Ilário Ferreira, conhecido como “Rabicó” ou “Coroa”, apontado como uma das principais lideranças do CV na região, mantinha contato com fornecedores responsáveis pelo abastecimento de armamentos destinados à facção. As investigações apontam que parte das armas chegava ao Rio de Janeiro a partir de Foz do Iguaçu, no Paraná, área considerada estratégica para o tráfico internacional de armamentos vindos do Paraguai. Outro fornecedor citado nos autos é um homem identificado pelo vulgo “Imperador”, apontado como um dos responsáveis pelo fornecimento bélico da organização criminosa. Arsenal pesado abastecia comunidades dominadas pelo CV A estrutura investigada abasteceria traficantes que atuavam no Complexo do Salgueiro e também no Jardim Catarina, para onde o grupo criminoso expandiu suas operações nos últimos anos. De acordo com o Ministério Público, integrantes da facção eram frequentemente vistos circulando com armamento pesado nas comunidades controladas pelo grupo. Em uma das operações realizadas anteriormente no Salgueiro, agentes apreenderam munições de calibre 5.56, pistolas e carregadores de fuzil, reforçando as suspeitas sobre a existência de uma rota permanente de abastecimento de armas para o Comando Vermelho em São Gonçalo. Rabicó ampliou domínio do CV após deixar a prisão As investigações mostram que Rabicó reassumiu o comando do tráfico no Complexo do Salgueiro após deixar a prisão, em novembro de 2019. A partir daí, segundo os investigadores, o criminoso ampliou os domínios da facção para o Jardim Catarina, uma das maiores comunidades de São Gonçalo. Além do tráfico de drogas, o grupo é acusado de participação em roubos de carga, extorsões contra comerciantes e moradores e venda de cargas roubadas. A denúncia aponta ainda que a quadrilha possuía divisão de tarefas bem definida. Rafael Teixeira Guimarães Peixoto, o “Funil”, seria um dos principais homens de confiança de Rabicó e responsável pelo recebimento de drogas, armas e munições que chegavam às áreas controladas pela facção. Já Luan Lourenço Laube, conhecido como “Bola”, atuaria no transporte de drogas entre comunidades dominadas pelo CV. Jhonny Ribeiro da Silva é apontado como participante da movimentação de drogas e de confrontos armados entre facções rivais. Leonardo Riccio de Almeida Barros, o “Léo da Providência”, teria função de segurança pessoal de Rabicó e atuação armada nas bocas de fumo. Operação desta sexta teve mulher de Rabicó presa A nova ofensiva da Polícia Civil realizada nesta sexta-feira teve como alvo a estrutura criminosa ligada ao traficante. Durante a operação, a companheira de Rabicó foi presa pelos agentes. O caso tramita na Vara Criminal Especializada em Organizações Criminosas, após a Justiça reconhecer que o grupo atuava de forma estruturada e armada em diferentes regiões de São Gonçalo. A investigação da Delegacia de Repressão a Entorpecentes da Capital (DRE-CAP) revelou uma sofisticada estrutura criminosa voltada à ocultação, dissimulação e lavagem de recursos ilícitos provenientes do tráfico de drogas, principalmente no Complexo do Salgueiro, em São Gonçalo. Segundo os levantamentos da especializada, o esquema movimentou mais de R$ 453 milhões. As ações ocorrem simultaneamente em diversos municípios do estado do Rio de Janeiro, como a capital, São Gonçalo, Duque de Caxias, Itaboraí, Iguaba Grande, Armação dos Búzios e São João de Meriti. Também são cumpridos mandados em outros estados, incluindo cidades de São Paulo, Paraná, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul e Maranhão. A operação é resultado de aproximadamente um ano e quatro meses de investigação da DRE-CAP, que identificou uma estrutura criminosa com atuação interestadual voltada à lavagem de dinheiro para a facção. Os mandados de prisão, busca e apreensão e as medidas patrimoniais foram deferidos pela 1ª Vara Criminal Especializada em Combate ao Crime Organizado, após denúncia apresentada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco). Durante as investigações, os agentes captaram diálogos envolvendo Antônio Ilário Ferreira, conhecido como “Rabicó”, apontado como uma das lideranças do Comando Vermelho, e o principal operador financeiro da facção. Segundo a apuração, ele era responsável pela lavagem de dinheiro, gerenciamento de empresas de fachada, movimentações bancárias e utilização de terceiros para ocultar patrimônio e valores ilícitos. As diligências apontaram que o investigado atuava como verdadeiro gestor financeiro da organização criminosa. O esquema utilizava empresas de reciclagem e ferros-velhos, contas bancárias de passagem, depósitos fracionados em espécie, emissão de notas fiscais falsas e intensa movimentação financeira entre empresas ligadas ao grupo para conferir aparência de legalidade aos recursos oriundos do tráfico. A investigação identificou ainda que empresas do ramo de reciclagem e comércio de sucatas transferiam milhões de reais diretamente para contas do investigado e de empresas controladas por ele, funcionando como engrenagens de financiamento do narcotráfico. A DRE-CAP também apurou indícios de receptação qualificada, aquisição de materiais de origem suspeita e pulverização de recursos em diversas contas bancárias para dificultar o rastreamento dos valores. Durante a apuração, equipes da DRE realizaram monitoramentos que identificaram áreas utilizadas para a queima clandestina de cabos de cobre e estabelecimentos vinculados ao operador financeiro, reforçando os indícios de integração das atividades ilícitas à cadeia de lavagem de dinheiro da facção. Os valores movimentados pelo esquema foram identificados a partir de Relatórios de Inteligência Financeira (RIF/COAF), análises bancárias, afastamentos de sigilos fiscal, telefônico e telemático, além de cruzamentos de dados financeiros e patrimoniais realizados ao longo da investigação. O MPRJ enunciou e obteve 55 mandados de prisão preventiva contra integrantes da quadrilha de Rabicó. s.A denúncia do GAECO/MPRJ relata que, sob a liderança do denunciado Antônio Ilário Ferreira, conhecido como “Rabicó”, o Comando Vermelho consolidou no Complexo do Salgueiro um quartel-general fora da capital fluminense, abrangendo as comunidades localizadas nos bairros do Porto do Rosa, Itaúna, Fazenda dos Mineiros, Palmeiras, Itaóca, Praia da Luz, Jardim São Lourenço e Recanto das Acácias.Ainda De acordo com a denúncia, “Rabicó” estruturou, com o auxílio dos demais denunciados, uma

Traficante que foi batizado pelo CV no RJ e se tornou chefe da facção no interior de SP comanda envio de armas para bandidos cariocas. Esquema conta com CAC e loja de armas

Uma investigação do GAECO de Piracicaba revelou a existência de um esquema instalado no interior de São Paulo voltado ao fornecimento de armas para traficantes do Rio de Janeiro, especialmente integrantes do Comando Vermelho (CV). No centro da apuração aparece Leonardo Felipe Panono Scupin Calixto, conhecido como “Léo Bode”, apontado como articulador do armamento destinado à facção carioca. Segundo o Ministério Público, Léo Bode foi “batizado” pelo Comando Vermelho no RJ e hoje exerce papel de liderança da facção em áreas do interior paulista, sendo apontado ainda como responsável por ordenar execuções e ataques contra rivais ligados ao PCC em Rio Claro. A investigação teve origem após a Operação Contenção, deflagrada em maio de 2025, que levou à prisão de um comerciante de armas suspeito de abastecer o CV. A partir daí, promotores passaram a rastrear uma estrutura empresarial usada para dar aparência de legalidade ao comércio clandestino de armamentos. Loja de armas e viagens constantes ao Rio De acordo com o procedimento investigatório, uma empresa do ramo esportivo sediada em Americana, no interior paulista, passou a ser monitorada após suspeitas de que estaria sendo utilizada como fachada para negociações ilegais de armas. Os investigadores identificaram viagens frequentes ao Rio de Janeiro realizadas em veículos registrados em nome da empresa. Os deslocamentos coincidiam, segundo o GAECO, com a continuidade das atividades criminosas mesmo após a prisão do principal investigado na Operação Contenção. Levantamentos feitos por radares inteligentes mostraram que os veículos circularam repetidamente pela Região Metropolitana do Rio, área de influência do Comando Vermelho. Conversas revelam contatos diretos com criminosos do Rio A quebra telemática autorizada pela Justiça aprofundou as suspeitas. A análise de mensagens de WhatsApp revelou contatos permanentes com pessoas ligadas ao crime organizado fluminense, inclusive utilizando números internacionais associados a comunidades dominadas pela facção. Os investigadores afirmam que criminosos com maior estrutura costumam utilizar linhas estrangeiras para dificultar o rastreamento policial. Um dos números identificados possuía prefixo colombiano e, segundo o relatório, era usado em comunidades do Rio controladas pelo CV. CAC é apontado como peça do esquema Outro ponto considerado grave pelos investigadores envolve a participação de um CAC (Colecionador, Atirador Desportivo e Caçador) no esquema. Um homem conhecido como “Galego”, preso em Rio Claro com drogas e armas, mantinha em seu acervo um fuzil calibre 7.62 e pistolas 9mm que não foram localizadas durante as buscas, levantando a suspeita de que os armamentos já estivessem em circulação nas mãos da facção. Ainda segundo o Ministério Público, armas registradas em nome de Léo Bode foram encontradas na residência do suspeito. Parte da documentação de tráfego desses armamentos teria sido assinada pelo pai de um dos investigados presos anteriormente por envolvimento no abastecimento do Comando Vermelho. Facção carioca expandindo influência em São Paulo Os documentos do GAECO indicam que Léo Bode atua como elo entre criminosos paulistas e o Comando Vermelho do Rio de Janeiro, fortalecendo uma rota interestadual de armas e drogas. A investigação aponta que ele passou a comandar ações violentas em Rio Claro após ser incorporado à facção carioca, promovendo ataques contra integrantes do PCC e ampliando a influência do CV em cidades do interior paulista. Agora, o Ministério Público busca aprofundar a análise dos celulares apreendidos e rastrear o destino final das armas encontradas em um fundo falso de uma loja investigada no esquema.

Operador financeiro do Comando Vermelho chegou a ser preso durante operação contra a quadrilha de Adilsinho levantando suspeitas sobre possível ligação da facção com a contravenção

Uma revelação contida em decisão judicial escancarou uma conexão explosiva entre integrantes do Comando Vermelho e um dos principais alvos das investigações contra a contravenção no Rio de Janeiro: um homem apontado como operador financeiro da facção foi preso justamente durante uma operação contra o grupo do bicheiro Adilson Oliveira Coutinho Filho, o “Adilsinho”. O investigado aparece nos autos como responsável por movimentações financeiras clandestinas em benefício da cúpula do Comando Vermelho, incluindo operações ilegais de câmbio em dólares destinadas ao traficante Luciano Martiniano da Silva, o “Pezão”, atual chefe da facção no Complexo do Alemão. Segundo a investigação, Igor integrava o chamado núcleo financeiro da organização criminosa e teria atuado diretamente na ocultação e dissimulação de recursos oriundos do tráfico de drogas, comércio ilegal de armas e outras atividades do CV. O detalhe que chamou atenção dos investigadores — e que até então não havia sido divulgado — é que o operador financeiro do Comando Vermelho acabou preso em março de 2025 numa operação policial voltada justamente contra as atividades ilícitas atribuídas ao grupo do mafioso do jogo do bicho “Adilsinho”. A informação cria um elo inédito entre um personagem apontado como lavador de dinheiro do Comando Vermelho e uma investigação ligada à estrutura financeira da contravenção carioca. Dólares para o CV e ligação com esquema investigado na contravenção Os autos apontam que, em abril de 2024, Igor teria realizado uma operação clandestina de câmbio no valor de US$ 60 mil para beneficiar diretamente “Pezão”, uma das lideranças máximas do CV no Rio. As tratativas, segundo a investigação, envolveram ainda outros integrantes do grupo, incluindo operadores políticos e logísticos ligados à facção. Mesmo com esse histórico descrito pelos investigadores, Igor acabou aparecendo posteriormente no radar da operação contra “Adilsinho”, acusado de integrar organização criminosa ligada a esquemas financeiros ilícitos. O operador foi preso durante a ofensiva policial, mas acabou libertado meses depois, respondendo atualmente em liberdade.

Investigação revela que CV tomou a pacata cidade de Bom Jardim, no interior do RJ

Uma denúncia apresentada pelo Ministério Público do Rio descreve um cenário de expansão do Comando Vermelho em Bom Jardim, na Região Serrana, com atuação estruturada em bairros da cidade, monitoramento permanente da movimentação policial e manutenção de atividades criminosas mesmo com parte das lideranças presa. Segundo o documento encaminhado à Justiça, 21 investigados teriam integrado uma associação voltada ao tráfico de drogas com atuação principalmente nos bairros dos Alves e Jardim Boa Esperança (BNH), apontados pelos investigadores como áreas onde o grupo buscava consolidar presença territorial. De acordo com a acusação, a organização mantinha uma divisão interna de funções semelhante a uma estrutura empresarial clandestina: havia responsáveis pelo comando, gerenciamento financeiro, armazenamento e distribuição de drogas, transporte de entorpecentes, fornecimento de armas, prestação de contas e vigilância para antecipar ações policiais. Um dos elementos destacados pelo MP é que o comando do grupo, segundo a investigação, continuava ativo mesmo com lideranças encarceradas. A denúncia sustenta que ordens eram transmitidas por telefone e aplicativos de mensagens, permitindo manter o funcionamento do esquema fora dos presídios. Os autos descrevem que o grupo operava por meio de um canal de comunicação no WhatsApp chamado “Tropa do Gato Preto”, usado diariamente para trocar alertas sobre presença policial e proteger a atividade do tráfico. Segundo a denúncia, os integrantes monitoravam em tempo real diversos pontos considerados estratégicos dentro do município. Nas conversas e levantamentos citados pelo Ministério Público aparecem referências a áreas identificadas pelos próprios investigados como “Iraque”, “Iraq”, “BNH”, “Pistão”, “Pistão Iraque”, “Pistão BNH”, “Angico”, “Rodo”, “Rodinho”, “Altos”, “Pombal”, “Cemitério”, “12”, “15”, “Rua do Seu Erly”, “Volta da Cachoeira”, “Ponte do Sinal”, “CT”, “Quadra”, “Galpão” e “Bolívia”. Para os investigadores, esses nomes funcionariam como uma espécie de mapa operacional da associação, indicando locais de vigilância, circulação de integrantes e áreas usadas para sustentar a venda de drogas. Ainda conforme o Ministério Público, maconha e cocaína seriam comercializadas em embalagens diferenciadas por cores, símbolos e inscrições para facilitar identificação, separação de quantidades e venda. A denúncia também afirma que integrantes monitoravam viaturas para avisar sobre abordagens e operações, reduzindo o risco de apreensões e prisões em flagrante. Outro ponto citado pelo MP é o uso de violência e intimidação para preservar o controle interno do grupo. O documento menciona ainda emprego de armas, suposta participação de adolescentes em funções ligadas ao tráfico e referências a pichações atribuídas à facção em pontos da cidade. Ao pedir prisões preventivas, o Ministério Público argumentou que o grupo teria criado uma estrutura permanente para manter o tráfico funcionando e dificultar a atuação das forças de segurança. Os denunciados terão direito ao contraditório e à ampla defesa ao longo do processo judicial.

De dentro de Bangu: denúncia aponta que preso comandava avanço do Comando Vermelho em Juiz de Fora

Mesmo encarcerado no Complexo de Gericinó, em Bangu, no Rio de Janeiro, um integrante apontado pelo Ministério Público de Minas Gerais como liderança do Comando Vermelho teria continuado exercendo influência direta sobre atividades criminosas em Juiz de Fora e na Zona da Mata. Segundo denúncia apresentada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), o preso conhecido como “Canela” ou “CNL” ocupava posição de destaque na hierarquia da facção e seria responsável por decisões estratégicas relacionadas ao tráfico, arrecadação de dinheiro, distribuição de drogas e articulação interna do grupo. De acordo com a acusação, seis investigados foram denunciados por promover e integrar organização criminosa. O MP sustenta que a estrutura atuava de forma organizada desde, ao menos, o início de 2025 e mantinha funções definidas para controle territorial, cadastro de integrantes, gestão de pontos de venda de drogas e recolhimento de valores entre membros da facção. A denúncia afirma que, mesmo preso em Bangu, Canela continuava ativo na tomada de decisões e no gerenciamento de interesses do grupo em Juiz de Fora. O documento aponta que ele integraria um chamado “conselho permanente” da facção e que subordinados o descreviam como uma das principais referências do Comando Vermelho em Minas Gerais. Segundo o Ministério Público, parte das provas foi obtida por meio de quebras de sigilo telemático, apreensão e análise de celulares em operações anteriores, além do compartilhamento de elementos colhidos em investigações conduzidas pelo Judiciário. Os investigadores relatam ter identificado grupos de WhatsApp usados para administrar atividades criminosas, organizar cobranças internas conhecidas como “caixinha”, registrar pontos de tráfico e impor regras internas. Entre os grupos citados estão canais denominados “Caixinha da Casa”, “Tropa da Loba”, “A Grande Família” e “Caça as Notas”, que, segundo a denúncia, seriam utilizados para controle financeiro e operacional da organização. Ainda conforme o MP, duas lideranças apontadas na investigação estariam presas — uma em Juiz de Fora e Canela em Bangu — sem que isso tivesse interrompido a atuação atribuída ao grupo. A acusação também menciona suspeitas de uso de menores em atividades ligadas ao tráfico, circulação de armamento e tentativas de expansão da influência da facção para além das atividades criminosas tradicionais. Ao final, o Ministério Público pede o recebimento da denúncia, a condenação dos investigados por organização criminosa, perda de bens ligados às apurações, fixação de indenização mínima por danos coletivos e restrições futuras para progressão de regime caso haja condenação. Os denunciados terão direito à ampla defesa e ao contraditório ao longo do processo.

Guerra no Recreio e Vargens: investigação revela estrutura do TCP com “matadores”, tráfico na praia e disputa sangrenta contra CV e milícia

A recente execução de um casal no Terreirão, no Recreio dos Bandeirantes, voltou a escancarar a guerra silenciosa que vem transformando a região do Recreio e de Vargem Grande, na Zona Sudoeste do Rio, em território de disputa entre traficantes do Comando Vermelho (CV), integrantes do Terceiro Comando Puro (TCP) e grupos milicianos. Em meio ao clima de tensão, uma denúncia do Ministério Público do Rio revelou detalhes da estrutura criminosa montada pelo TCP nas regiões do Terreirão e Posto 12, apontando traficantes responsáveis por execuções, distribuição de drogas, monitoramento policial e venda de entorpecentes em plena orla da praia. A morte do casal, ocorrida recentemente em uma das áreas mais conflagradas do Recreio, aumentou o medo entre moradores e frequentadores da região. O crime é tratado nos bastidores da segurança pública como mais um reflexo da disputa territorial que se intensificou nos últimos anos na Zona Sudoeste da capital. Segundo o Ministério Público, o TCP mantém domínio sobre pontos estratégicos do Terreirão, Canal, Pombo Sem Asa, Taboinha e Notredame, além de áreas próximas às Vargens e ao Posto 12, onde traficantes atuariam até mesmo durante o dia comercializando drogas para turistas e frequentadores de quiosques. A investigação aponta que armas e entorpecentes eram escondidos na areia da praia, debaixo de decks e próximos a barcos utilizados pelos criminosos. Estrutura da facção tinha gerentes, distribuidores e executores A denúncia mostra que a facção possuía uma divisão clara de funções dentro da organização criminosa. O traficante conhecido como “Lobim” aparece como um dos principais gerentes do tráfico na região, responsável pelo abastecimento de drogas vindas da Vila do João, no Complexo da Maré. Além da logística dos entorpecentes, ele é apontado como um dos principais “matadores” da facção, ligado a diversos homicídios ocorridos no Recreio. Outro nome citado é “RB”, descrito pelos investigadores como um dos “frentes” do TCP no Terreirão. Segundo o Ministério Público, ele atuava diretamente na eliminação de rivais e no controle dos pontos de venda de drogas. Já o criminoso conhecido como “Sem Vulgo” é apontado como um dos principais executores da organização. Testemunhas afirmaram que ele fazia rondas diárias pela comunidade à procura de integrantes de facções rivais para matar. Outro denunciado, conhecido como “Chibata”, foi apontado como participante de ataques armados e homicídios ligados à disputa territorial. Em um dos episódios citados na investigação, ele teria efetuado disparos contra um rival dentro de um posto de saúde no Terreirão. Tráfico funcionava em quiosques e pistas de skate A denúncia detalha ainda que o tráfico funcionava abertamente em áreas movimentadas do Posto 12. Segundo as investigações, integrantes da facção comercializavam cocaína e maconha na areia da praia, em quiosques, decks e próximos à pista de skate frequentada por jovens e turistas. Uma das denunciadas foi flagrada vendendo drogas diretamente para frequentadores da praia. Outro integrante acabou preso após fazer uma transmissão ao vivo nas redes sociais exibindo cocaína e anunciando a venda do entorpecente. O Ministério Público afirma que quase metade dos registros de tráfico da região estavam concentrados no entorno do Posto 12. Guerra envolve também milicianos e o Comando Vermelho As investigações mostram que a violência no Recreio e nas Vargens vai além da rivalidade entre TCP e CV. Grupos milicianos também tentam avançar sobre áreas estratégicas da Zona Sudoeste, aumentando o cenário de confrontos e execuções. Um dos casos citados na denúncia envolve a morte de dois homens apontados como milicianos. Segundo os investigadores, traficantes do TCP teriam sido acionados após a presença dos rivais ser identificada no Terreirão. O Ministério Público afirma que o conflito armado provocou uma explosão nos homicídios da região, que registrou aumento de 163% nas mortes entre 2022 e 2023. Além das execuções, os criminosos utilizavam grupos de WhatsApp para monitorar viaturas e operações policiais em tempo real, permitindo esconder drogas e armas antes da chegada das equipes. Para os investigadores, o Recreio e a região das Vargens deixaram de ser apenas áreas de expansão imobiliária e lazer da cidade para integrar o mapa das principais disputas do crime organizado no Rio de Janeiro. cara, nao eh para omitir as funcoes dos traficantes Execução de casal expõe guerra entre facções na Zona Sudoeste do Rio; denúncia revela estrutura do TCP no Recreio com gerentes, “matadores” e tráfico na praia A execução recente de um casal no Terreirão, no Recreio dos Bandeirantes, voltou a expor a escalada da violência na região do Recreio e de Vargem Grande, na Zona Sudoeste do Rio, onde traficantes do Comando Vermelho (CV), integrantes do Terceiro Comando Puro (TCP) e grupos milicianos travam uma disputa armada por território, pontos de drogas e influência criminosa. Em meio ao clima de guerra, uma denúncia apresentada pelo Ministério Público do Rio detalhou a estrutura montada pelo TCP no Terreirão e no Posto 12, revelando a atuação de gerentes do tráfico, distribuidores de drogas, vendedores na praia, executores de rivais e integrantes responsáveis por monitorar operações policiais. Segundo a investigação, a facção domina áreas como Terreirão, Canal, Pombo Sem Asa, Taboinha, Notredame e pontos estratégicos próximos às Vargens e à orla do Recreio. O documento mostra que a região virou um dos principais centros de venda de drogas da Zona Sudoeste, com traficantes atuando até mesmo em quiosques, decks e pistas de skate frequentadas por turistas. A denúncia afirma que armas e drogas eram enterradas na areia da praia ou escondidas embaixo de barcos e estruturas da orla. Gerentes do tráfico e ligação com o Complexo da Maré Entre os principais nomes citados está o traficante conhecido como “Lobim”, apontado como um dos gerentes do tráfico no Posto 12 e Terreirão. Segundo o Ministério Público, ele era responsável por trazer drogas da Vila do João, no Complexo da Maré, para abastecer os pontos de venda no Recreio. Além da logística dos entorpecentes, Lobim também seria um dos principais “matadores” da facção, ligado a diversos homicídios registrados na região. Outro denunciado apontado como liderança é “RB”, descrito como um dos “frentes” do TCP no Terreirão. A investigação afirma

“Ele Implorava Pela Vida”: Ligação Ao Vivo Coloca Chefão do CV do Castelar no Centro de Execução Brutal

Apontado pela polícia como chefe do tráfico no Castelar, área dominada pelo Comando Vermelho, José Severino da Silva Júnior, o “Soró”, virou réu por homicídio em um caso marcado por um detalhe chocante: testemunhas afirmam ter ouvido, em uma ligação telefônica ao vivo, os últimos momentos de desespero da vítima antes da execução. Segundo a investigação, Ary teria sido sequestrado por traficantes da facção e levado para um “acerto de contas” dentro da comunidade. Durante o trajeto, uma testemunha afirma que permaneceu em chamada com a vítima e escutou criminosos dizendo que Soró havia mandado “dar um jeito” nele. O relato é considerado um dos pontos mais pesados do processo. De acordo com o depoimento, Ary começou a implorar pela própria vida enquanto era cercado pelos traficantes. Pouco depois, ainda durante a ligação, foram ouvidos os disparos de arma de fogo que teriam colocado fim à execução. Outra testemunha contou que viu o momento em que traficantes do Comando Vermelho telefonaram para Soró avisando que a vítima já estava no local do chamado “acerto”. Para os investigadores, os depoimentos indicam que a execução teria acontecido sob ordens diretas do criminoso, apontado como uma das principais lideranças do CV no Castelar. A Justiça aceitou a denúncia do Ministério Público contra Soró pelos crimes de homicídio qualificado e ocultação de cadáver, entendendo que existem indícios suficientes para abertura da ação penal. Apesar da gravidade do caso e do conteúdo explosivo dos depoimentos, o juiz negou o pedido de prisão preventiva. Na decisão, o magistrado reconhece a existência de indícios contra o acusado, mas afirma que ainda não há testemunhas que tenham presenciado diretamente o momento do assassinato. O juiz também destacou que não existem provas de que Soró esteja ameaçando testemunhas ou tentando interferir na investigação. Com isso, o traficante continuará respondendo ao processo em liberdade enquanto o caso segue sendo investigado pela polícia e pelo Ministério Público. Outro crime Soró também aparece como acusado em outro processo extremamente violento investigado pela Justiça. Desta vez, o traficante apontado como chefe do Comando Vermelho no Castelar é citado como um dos envolvidos na execução de Kauã, conhecido como “Cobrinha”. Segundo a denúncia do Ministério Público, Kauã vinha sofrendo ameaças havia semanas após uma briga envolvendo integrantes ligados ao tráfico. O processo aponta que, dias antes do assassinato, criminosos já haviam feito ataques de intimidação contra a vítima, chegando a disparar tiros em sua direção em diferentes ocasiões. No dia do crime, Kauã foi cercado por quatro homens em duas motos quando voltava para casa após uma confraternização. O próprio pai da vítima afirmou à polícia que presenciou a emboscada. De acordo com o depoimento, um criminoso conhecido como “Cabeludo” teria sido o responsável pelos disparos, enquanto “Mateus” conduzia a moto usada na execução. Mesmo baleado, Kauã ainda tentou correr para dentro de casa, mas acabou atingido antes de conseguir escapar. Outro detalhe pesado do processo é que um dos acusados presos admitiu participação no ataque durante depoimento à polícia. Segundo ele, o assassinato teria ligação direta com a guerra entre facções criminosas rivais. A Justiça entendeu que existem provas e indícios suficientes contra os envolvidos e decretou a prisão preventiva dos acusados, incluindo Soró. Na decisão, o juiz destacou a gravidade do crime, o risco à ordem pública e a violência empregada na execução.

Processo sigiloso revela novos detalhes da engrenagem milionária atribuída ao Comando Vermelho e aponta rota financeira, armas e drogas entre Rio, Taubaté e Paraguai

Documento que embasa pedido de bloqueio de bens descreve movimentações financeiras, conexões entre Rio, interior paulista e exterior e cita estabelecimento comercial apontado como peça do esquema investigado Relatório usado para pedir bloqueio de bens descreve esquema que, segundo investigadores, abastecia aquisição de drogas e armas e permitia circulação de recursos em negócios formais Um relatório anexado a um processo que corre sob sigilo judicial trouxe novos detalhes sobre a investigação que mira uma suposta estrutura de lavagem de dinheiro atribuída ao Comando Vermelho (CV) no Complexo do Alemão. Diferentemente das etapas anteriores da apuração, já conhecidas, o documento descreve como investigadores afirmam que o dinheiro teria circulado entre empresas, operadores financeiros e pessoas ligadas ao grupo. Segundo o relatório, a engrenagem investigada teria sido construída para cumprir duas funções estratégicas: manter o abastecimento de drogas e armamentos vindos do exterior e permitir que recursos obtidos com atividades criminosas fossem reinseridos na economia formal sem chamar atenção dos órgãos de controle. A peça descreve uma rede baseada em contas bancárias, empresas e sucessivas transferências financeiras. O documento aponta movimentações consideradas incompatíveis com rendimentos declarados, além de depósitos pulverizados, operações fracionadas e circulação contínua de recursos entre pessoas físicas e jurídicas. De acordo com a investigação, parte do dinheiro arrecadado no Rio de Janeiro era concentrada fora do estado antes de seguir para outras etapas da operação financeira. O relatório cita conexões com Taubaté, no interior de São Paulo, onde operadores seriam responsáveis por centralizar valores e redistribuir recursos. Outro eixo descrito no documento ultrapassa as fronteiras nacionais. Segundo os investigadores, o Paraguai aparece como ponto relacionado ao fornecimento de drogas e armamentos, enquanto o fluxo financeiro teria sido estruturado para reduzir rastros e dificultar o acompanhamento das transações. O relatório sustenta ainda que a lavagem investigada não teria ocorrido apenas por meio de transferências bancárias tradicionais. Empresas formais e atividades comerciais aparecem como parte da engrenagem descrita pelas autoridades. Entre elas está um restaurante instalado dentro do Complexo do Alemão que, segundo a investigação, seria um dos principais instrumentos usados para movimentação financeira e inserção de recursos no mercado formal. Embora o empreendimento esteja registrado em nome de terceiro, o documento afirma que sua administração real estaria vinculada a outro investigado. As autoridades também apontam movimentações cruzadas entre pessoas já mencionadas em outros procedimentos criminais e empresas que, segundo o relatório, apresentariam volume financeiro incompatível com estrutura operacional ou faturamento declarado. Ao longo do documento aparecem ainda registros de depósitos repetidos em espécie, grande quantidade de operações em valores menores e circulação constante de dinheiro entre pessoas próximas aos investigados — incluindo familiares, empresas parceiras e intermediários financeiros. O relatório volta a mencionar o traficante conhecido como “Professor”, já falecido, apontado pelos investigadores como personagem central da estrutura financeira analisada no período apurado. O foco do documento, no entanto, não está na atuação territorial da facção, mas na manutenção da sua estrutura econômica. Com base nesses elementos, o Ministério Público se manifestou favoravelmente ao bloqueio de contas bancárias e à indisponibilidade de bens dos investigados. Na avaliação apresentada no processo, interromper o fluxo financeiro seria uma forma de atingir a capacidade operacional atribuída ao grupo. O processo segue sob sigilo e ainda não houve julgamento definitivo. Os elementos descritos no relatório correspondem à hipótese investigativa apresentada pelas autoridades para justificar as medidas cautelares. Essa versão ficou mais “matéria de portal policial-investigativo”: abre com impacto, entra no mecanismo, traz Taubaté, Paraguai, restaurante e movimentações — sem virar transcrição da peça.

Informação divulgada pela TV segue as redes sociais e diz que empresário morto em Guaratiba pode ter sido assassinado por supostamente ser amigo de ex-miliciano que teria pulado para o CV

O apresentador Tino Junior do programa Balanço Geral da TV Record disse que o empresário Sérgio Parafuso, morto ontem em Barra de Guaratiba, teria sido assassinado por ser supostamente amigo de um ex-miliciano conhecido como Zero. Esse boato já circulava desde ontem nas redes sociais. Zero era um dos principais líderes da milícia do PL até o ano passado quando foi expulso da quadrilha. O grupo de PL comanda também a região de Guarstiba. Essa semana surgiram informações que Zero teria sido recrutado pelo Comsndo Vermelho. De acordo com as primeiras informações, o crime aconteceu por volta das 9h30, na Estradada Roberto Burle Marx. Testemunhas contaram que a vítima voltava de um mercado quando dois criminosos, que estavam em uma motocicleta, o abordaram. Testemunhas contaram que os suspeitos se aproximaram e fizeram vários disparos contra o empresário. Ele chegou a cair no chão, mas, mesmo assim, continuou sendo baleado. Ao todo, pelo menos cinco tiros atingiram a vítima. O homem morreu ainda no local, antes da chegada do socorro. As sacolas de compras que ele carregava ficaram espalhadas pela via. Policiais militares foram acionados e isolaram a área para o trabalho da perícia. A Delegacia de Homicídios da Capital (DHC) foi chamada e ficará responsável pela investigação. Em 2024, Sérgio tentou uma vaga na Câmara Municipal do Rio pelo Solidariedade. Naquele pleito ele teve 1.186 votos e ficou com a suplência. Na semana passada, por conta de uma suposta cobrança interna na milicia do PL, quatro paramilitares teriam sido mortos em Guaratiba, entre eles Jefinho, que comandava a Favela do Piraquê. Essa semana

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