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Author name: Mario Hugo Monken

Sou redator com 25 anos de experiência em investigação policial, formado em Jornalismo. Ao longo da carreira, desenvolvi um olhar apurado para apurar e contar histórias complexas, com foco em detalhes e precisão. Minha paixão pela investigação e pela escrita me permite desvendar narrativas profundas, oferecendo ao leitor informações relevantes e impactantes sobre o universo da segurança pública.

Mario Hugo Monken

Traficante da Bahia que fugiu por passagem secreta em mansão no Vidigal usava empresa na Rocinha (CV) para lavar dinheiro do tráfico, diz MP

O traficante conhecido como “Dada”, que ficou conhecido após escapar de um cerco policial usando uma passagem secreta durante uma festa infantil em uma mansão alugada no Vidigal, é apontado agora pelo Ministério Público da Bahia como peça central de um esquema de lavagem de dinheiro ligado ao Comando Vermelho. Segundo a denúncia obtida pela reportagem, integrantes da facção PCE/CV realizavam transferências bancárias para empresas sediadas na Rocinha, comunidade dominada pelo CV no Rio de Janeiro. Uma das empresas citadas nas investigações é uma loja de materiais de construção localizada na favela carioca, usada, de acordo com os investigadores, para movimentar recursos oriundos do tráfico de drogas. A descoberta foi feita durante uma fase da Operação Rastreador, da Polícia Civil da Bahia, após a quebra de sigilo telemático de integrantes da organização criminosa. Áudios, comprovantes bancários, manuscritos e registros financeiros revelaram um esquema milionário de movimentação de dinheiro envolvendo traficantes, parentes e companheiras dos acusados. O Ministério Público afirma que “Dada” ocupa posição de liderança na facção PCE/CV, grupo aliado ao Comando Vermelho e responsável pelo tráfico de drogas em cidades do extremo sul da Bahia. A investigação aponta que a organização possuía estrutura empresarial, divisão de tarefas e controle detalhado da circulação de dinheiro, armas e drogas. As investigações mostram ainda que mulheres ligadas aos criminosos eram usadas para realizar transferências e ocultar valores do tráfico em contas bancárias, dificultando o rastreamento financeiro pelas autoridades. A denúncia também aponta que membros da facção fizeram depósitos e transferências consideradas incompatíveis com a renda declarada dos investigados. Parte do dinheiro era enviada para empresas localizadas na Rocinha, reforçando a conexão entre traficantes baianos e o Comando Vermelho do Rio. “Dada” já havia chamado atenção das autoridades após fugir de uma operação policial durante uma festa infantil em uma mansão no Vidigal. Na ocasião, policiais cercaram o imóvel, mas o traficante conseguiu escapar usando uma passagem secreta existente na residência. Agora, a nova denúncia revela que o criminoso não atuava apenas no comando armado da facção, mas também no gerenciamento financeiro do grupo, considerado pelas autoridades uma verdadeira “empresa do crime”. Mais de 20 pessoas foram denunciadas por organização criminosa, tráfico de drogas e associação para o tráfico. Parte dos investigados segue foragida.

Mulher morreu baleada em tiroteio em Quintino

Uma moradora morreu baleada durante confronto entre criminosos e PMs em Quintino. Isabel Santos de Souza foi atingida por uma bala perdida quando estava na calçada da Rua Clarimundo de Melo. Na tarde deste domingo, a vítima estava na calçada da Rua Clarimundo de Melo, esquina com a Rua João Barbalho, quando foi atingida. Isabel cheg0u a ser socorrida com vida e levada ao Hospital Salgado Filho, mas não resistiu aos feriment0s e morreu. Segundo testemunhas, ela aguardava a chegada de um carro de aplicativo quando foi alvejada.

Do Acre à Rocinha: investigação expõe ligação direta entre traficantes e cúpula do CV no RJ

Uma denúncia explosiva do Ministério Público do Acre revelou bastidores inéditos da expansão do Comando Vermelho no Norte do país e escancarou a forte ligação entre criminosos do Acre e chefões históricos da facção no Rio de Janeiro. A investigação, conduzida pelo GAECO, DRACO e DENARC, descreve uma estrutura criminosa altamente organizada, com atuação voltada para tráfico de drogas, homicídios, torturas, roubos, extorsões e lavagem de dinheiro. Segundo o documento, mesmo presos em unidades de segurança máxima, líderes da facção continuavam dando ordens, arrecadando dinheiro e coordenando ações criminosas de dentro das celas. Um dos pontos que mais chamou atenção na denúncia foi a presença de criminosos ligados diretamente à cúpula do Comando Vermelho no Rio. O nome de “Samuray”, apontado como integrante da “Casa Maior” da facção e considerado um dos braços direitos de Fernandinho Beira-Mar, aparece como uma das principais lideranças envolvidas nas articulações criminosas. Preso em Bangu 3, no Rio de Janeiro, ele teria participado de decisões estratégicas envolvendo o comando do CV no Acre. As investigações apontam que integrantes da facção no Norte recorriam constantemente aos chefões fluminenses para resolver disputas internas, validar lideranças e definir os rumos da organização. Outro nome de peso citado na investigação é o de “Abelha”, criminoso conhecido no submundo do Rio de Janeiro e apontado como peça importante nas conexões entre traficantes acreanos e a cúpula carioca do CV. Segundo a denúncia, um advogado ligado à facção viajou até a Rocinha para se reunir pessoalmente com Abelha, que estaria escondido na comunidade, em uma tentativa de mediar conflitos internos envolvendo o controle do tráfico no Acre. O mesmo advogado também teria mantido contato direto com Samuray e outras lideranças presas no sistema penitenciário do Rio. As apurações revelam que uma verdadeira guerra interna tomou conta do Comando Vermelho no Acre. Disputas por poder, controle de armas, domínio de pontos de venda de drogas e arrecadação milionária colocaram diferentes grupos da facção em rota de colisão. Em meio ao caos, traficantes ligados ao Acre buscavam apoio e autorização dos chefões do Rio para permanecer no comando da organização criminosa. A denúncia ainda mostra que até advogados teriam sido usados pela facção como intermediários entre traficantes presos e líderes do CV no Rio de Janeiro. Conversas interceptadas pela investigação revelariam tentativas desesperadas de integrantes do grupo para impedir afastamentos dentro da facção e garantir proteção da chamada “cúpula nacional” do Comando Vermelho. Os investigadores também descobriram que presos utilizavam celulares clandestinos dentro das penitenciárias para transformar celas em verdadeiros centros de comando do crime organizado. Relatórios apontam controle de “biqueiras”, cobrança de mensalidades criminosas conhecidas como “caixinhas”, extorsões contra comerciantes e até administração de armamentos mantidos em esconderijos da facção. Outro detalhe impressionante é que membros do grupo criminoso teriam alterado apelidos e até manipulado registros internos da facção para dificultar investigações policiais. Segundo o Ministério Público, a própria organização mantinha uma espécie de “cartório do crime”, com listas detalhadas dos integrantes cadastrados no Comando Vermelho. Ao todo, dezenas de pessoas foram denunciadas por organização criminosa, tráfico de drogas e lavagem de dinheiro. A investigação sustenta que o Comando Vermelho consolidou uma estrutura extremamente violenta e profissionalizada no Acre, mas sempre mantendo ligação direta com criminosos do Rio de Janeiro, especialmente integrantes da alta cúpula da facção instalados em comunidades cariocas e dentro dos presídios fluminenses. A denúncia reforça que o avanço da facção no Norte do país não ocorreu de forma isolada, mas sim sob influência direta de chefões do Rio, que continuariam exercendo forte poder sobre o crime organizado em diferentes estados brasileiros mesmo atrás das grades.

TRIBUNAL DA MORTE: Novas denúncias apontam execuções cruéis cometidas por integrantes da maior milícia do RJ em Itaguaí e Seropédica. Menores e motoboys estariam entre as vítimas

Novas denúncias explosivas que começaram a circular nas redes sociais jogam ainda mais luz sobre uma suposta sequência macabra de assassinatos atribuídos a milicianos que atuam em Itaguaí e Seropédica, na Baixada Fluminense. Os relatos apontam que os crimes teriam sido cometidos por integrantes ligados ao maior grupo paramilitar do Estado do Rio de Janeiro, atualmente comandado por PL. Entre as vítimas citadas nas denúncias estão dois adolescentes: Miqueias da Silva Vieira e José Miguel da Cruz Costa, ambos com apenas 16 anos. José Miguel desapareceu no dia 3 de abril de 2025, em Itaguaí, e nunca mais foi visto. Familiares vivem até hoje o drama da incerteza enquanto relatos nas redes apontam que o jovem teria sido mais uma vítima da violência imposta pelo grupo criminoso na região. Já o caso de Miqueias revoltou moradores pela crueldade. O adolescente, estudante, teria sido executado após pegar uma simples sacola de compras. O corpo já teria sido reconhecido pela família. O jovem foi visto pela última vez no dia 6 de setembro do ano passado, no bairro Califórnia, antes de desaparecer sem deixar rastros. As denúncias vão ainda mais longe e apontam para outros homicídios supostamente ligados aos paramilitares de Seropédica. Leonardo Richard e seu primo Gustavo Lira, ambos motoboys, também teriam sido mortos brutalmente. Segundo relatos que circulam nas redes e grupos da região, os dois teriam sido assassinados após se recusarem a fazer “favores” para milicianos locais. As acusações indicam ainda que os crimes em Seropédica estariam sendo comandados por um miliciano preso em Bangu 8, conhecido pelo vulgo “Bigode”, apontado como aliado direto de PL. O clima de terror e medo na região aumenta a cada nova denúncia. Moradores afirmam viver sob silêncio forçado, dominados pelo receio de represálias. Há algumas semanas, o portal já havia divulgado outro caso assustador envolvendo a suposta execução do menor João Victor Campos. Na ocasião, vieram à tona diálogos atribuídos a milicianos discutindo friamente onde o corpo da vítima seria descartado.

PM foi preso acusado de executar amante da ex-mulher: veja detalhes exclusivos da investigação e dos bastidores do crime

m policial militar foi preso nesta sexta-feira acusado de executar friamente um vigilante e comerciante em Campo Grande, na Zona Oeste do Rio. A investigação da Delegacia de Homicídios da Capital aponta que o crime teria sido motivado por ciúmes e vingança após o agente descobrir o relacionamento da vítima com sua ex-companheira. O caso, que chocou moradores da região pela brutalidade e pela forma calculada da execução, ganhou novos contornos após a Polícia Civil reunir imagens, depoimentos, cruzamento de dados e rastreamento da motocicleta usada no assassinato. Segundo as investigações, Jonathan foi morto a tiros no dia 25 de fevereiro de 2026, por volta das 14h08, no momento em que fechava o brechó onde trabalhava, em Campo Grande. O atirador chegou sozinho em uma motocicleta branca, usando roupas escuras, capacete preto e balaclava. Sem dar qualquer chance de reação, abriu fogo contra a vítima em plena luz do dia e fugiu logo em seguida. Inicialmente, testemunhas chegaram a relatar a presença de dois criminosos na moto. Mas o avanço da investigação desmontou essa versão. Uma testemunha ocular, dono de uma oficina de motos em frente ao local do crime, afirmou ter visto claramente apenas um homem efetuando os disparos. O detalhe considerado crucial pela polícia foi a identificação da motocicleta: uma Yamaha NMAX branca. O mecânico afirmou ter certeza absoluta do modelo por trabalhar há anos no ramo de motocicletas. A partir daí, investigadores chegaram ao policial militar, que possuía exatamente uma moto com as mesmas características. TRAIÇÃO, CIÚMES E MONITORAMENTO De acordo com a investigação, Jonathan mantinha um relacionamento amoroso com A. ex-companheira do PM. O caso extraconjugal teria começado ainda quando ela era casada com o policial. Familiares da vítima contaram que Jonathan e A. viviam o relacionamento de forma discreta, mas o policial já sabia da traição há meses e não aceitava o fim da relação. A ex-mulher de Jonathan revelou em depoimento que o vigilante chegou a publicar uma foto ao lado de A. nos “status” do WhatsApp poucos dias antes do crime. Segundo ela, Jonathan jamais comentou estar sendo ameaçado, mas todos tinham receio da reação do policial por ele ser agente da ativa da PM. Já A. confirmou aos investigadores que o PM monitorava constantemente o relacionamento dela com Jonathan e chegou a obrigá-la a enviar uma mensagem simulando o fim do romance. A mulher também relatou um episódio considerado decisivo pela polícia: cerca de uma hora antes do assassinato, Jonathan avisou que o policial havia acabado de passar de moto em frente ao seu brechó. Minutos depois, ele seria morto. IMAGENS, HORÁRIOS E RASTREAMENTO DA MOTO As imagens obtidas pela Delegacia de Homicídios foram fundamentais para embasar o pedido de prisão. Câmeras do condomínio onde o PM mora registraram o momento em que ele saiu pilotando sua Yamaha NMAX branca às 13h06 — cerca de uma hora antes do homicídio. Já às 15h04, pouco menos de uma hora após o assassinato, ele retornou ao condomínio carregando um capacete idêntico ao utilizado pelo atirador. Além disso, o sistema CIVITAS, da Prefeitura do Rio, identificou a motocicleta do policial circulando a apenas 1,7 km do local do crime minutos após a execução. A polícia também afirma que as roupas usadas pelo PM em imagens anteriores coincidiam com as vestes do assassino registradas por câmeras da região. Para os investigadores, o conjunto probatório mostra uma movimentação precisa e planejada. EXECUÇÃO CALCULADA E SUSPEITA DE OCULTAÇÃO DE PROVAS Outro ponto que chamou atenção da polícia foi o comportamento da ex-companheira do PM após o crime. A mulher admitiu ter apagado mensagens trocadas tanto com Jonathan quanto com o policial. Dias depois da execução, o PM também alterou suas redes sociais, fechando o perfil e removendo referências à mulher, apesar de manter o status de “casado”. Os investigadores interpretaram as mudanças como tentativa de dificultar as apurações. A Polícia Civil ainda destacou que o militar possui treinamento tático, acesso a armamento e conhecimento operacional, fatores que aumentariam o risco para as investigações caso permanecesse solto. JUSTIÇA AUTORIZOU A PRISÃO Diante do avanço das apurações, a Delegacia de Homicídios representou pela prisão temporária do policial por homicídio qualificado. A polícia sustenta que o crime foi cometido por motivo torpe — vingança motivada por ciúmes e traição — e mediante recurso que impossibilitou qualquer defesa da vítima, surpreendida enquanto fechava o estabelecimento. Os investigadores também apontam que a prisão era necessária para evitar interferências nas diligências ainda em andamento. Com isso, a Justiça autorizou a prisão temporária do PM por 30 dias. O caso segue sendo investigado pela Delegacia de Homicídios da Capital.

REGRA NA CADEIA: “Só podia voltar preso”: detento afirma à Justiça que CV proibia retorno espontâneo ao presídio de quem não voltasse de saidinha

Um detento que descumpriu o retorno da Visita Periódica ao Lar (VPL), benefício conhecido como “saidinha”, afirmou à Justiça que integrantes do Comando Vermelho não aceitavam sua reapresentação espontânea ao presídio após ele ter sido considerado evadido, permitindo apenas o retorno mediante recaptura policial. Segundo a defesa do apenado, o homem corria risco de sofrer punições internas e até ser morto caso tentasse voltar por conta própria à unidade prisional dominada pela facção criminosa, a cadeia Serrano Neves, em Bangu. “Não seria aceito seu retorno espontâneo, sob pena de punições internas impostas pela facção, sendo tolerada apenas a reentrada mediante recaptura por força policial”, afirma trecho da petição apresentada à Vara de Execuções Penais. “O não retorno espontâneo deveu-se a grave ameaça de morte proferida por facção criminosa contra o Paciente e seus quatro filhos menores, residentes em área de conflito. Tal cenário configura coação moral irresistível, excludente de culpabilidade que afasta a natureza de “falta grave” da evasão, uma vez que não se poderia exigir conduta diversa que colocasse em risco a vida de seus familiares”, diz a defesa. O caso revela uma espécie de regra paralela imposta dentro do sistema penitenciário controlado pelo Comando Vermelho: segundo a defesa, presos que deixam de retornar da saidinha não poderiam simplesmente se reapresentar voluntariamente à cadeia. Ainda conforme os autos, o homem cumpria pena em regime semiaberto e foi considerado evadido em 20 de agosto de 2022 após não retornar ao presídio no prazo estabelecido pela Justiça. Ele acabou sendo recapturado apenas em 13 de março de 2025, quando voltou ao sistema penitenciário para cumprir pena em regime fechado cautelar. A defesa sustenta que o apenado não permaneceu foragido para continuar praticando crimes, mas porque havia rompido vínculos com o tráfico de drogas e se afastado do Comando Vermelho. Segundo os advogados, a atitude foi interpretada pela facção como uma afronta. Os advogados também alegaram que o detento enfrentava uma situação emocional delicada em razão da grave doença de sua mãe, circunstância que teria agravado seu estado psicológico durante o período em que permaneceu fora do sistema prisional. A defesa afirma ainda que, durante o período em que esteve evadido, o homem permaneceu afastado de atividades criminosas até ser localizado e recapturado pela polícia. Desde o retorno ao sistema penitenciário, segundo os advogados, o preso vem apresentando “conduta exemplar e colaborativa”, demonstrando arrependimento e intenção de seguir o processo de ressocialização. O preso atuava no tráfico na Praia do Siqueira, em Cabo Frio. Agora, a luta da defesa é outra. Os advogados sustentam que o cliente permanece acautelado em regime fechado sem que tenha sido realizada a audiência de justificação ou homologada definitivamente a falta grave . Além disso, o Procedimento Administrativo Disciplinar (PAD) padece de nulidade insanável.

Justiça afasta PMs da Patamo acusados de roubar até R$ 4 mil de bar e ameaçar vítimas para esconder imagens em Rio das Ostras

Depois de quase três anos, a Justiça Militar decidiu afastar da atividade fim, quatro PMs acusados de roubar entre R$ 2.000 e R$ 4.000 de um estabelecimento comercial em Rio das Ostras. Segundo os autos, no dia 30 de maio de 2023, por volta das 22h30min, no interior do estabelecimento comercial localizado no bairro Nova Cidade, os agentes em serviço¹, subtraíram quantia monetária não especificada, cujo montante girava em torno de R$ 2.000,00 e R$ 4.000,00 em espécie, para si, depois de haverem reduzido à impossibilidade de resistência as vítimas (duas mulheres e um homem). Dois PMs praticaram o roubo e outros dois permaneceram do lado de fora do estabelecimento fazendo a segurança do perímetro, além de terem se beneficiado do produto do crime. Na ocasião, os PMs estavam em serviço de Patamo, quando receberam ao local acima citado, onde abordaram um adolescente, que estava no interior do bar, sentado em uma mesa em frente ao balcão, contando dinheiro. Após a abordagem ao menor, um dos PMs realizou uma varredura no local, passando pela área interna central, cozinha e banheiro, quando, ao se aproximar do balcão, subtraiu a quantia monetária não especificada do caixa do estabelecimento, que girava em torno de R$ 2.000,00 e R$ 4.000,00. Logo após a subtração da quantia acima mencionada, ao observar a presença de câmeras de segurança no local, inclusive voltadas ao balcão, o PM avisou, em tom ameaçador às vítimas que não vazassem as imagens do bar. Durante a revista ao local e subtração do dinheiro, um segundo PM estava na área interna central do bar, portando ostensivamente sua arma de fogo, ao passo que os outros dois estavam na área externa, fazendo a segurança do perímetro. Em seguida, os PMs procederam à 128ª DP, conduziram o menor perante a autoridade policial e apresentaram a quantia de R$ 22,00 e, no dia seguinte, complementaram com o valor de R$ 839,00², sendo a totalidade do dinheiro atribuída ao adolescente. A Justiça Militar determinou medidas cautelares contra os policiaisProibição de manter contato, por qualquer meio, com a vítima e com quaisquer testemunhas arroladas nos autos, mantendo distância mínima de 500 metros da vítima e das testemunhas. Afastamento da atividade-fim de policiamento ostensivo, devendo ser removido para atividade administrativa.

TORTURA POLICIAL: Depois de mais de três anos, Justiça afasta PMs acusados de torturar homem com pauladas para descobrir esconderijo de drogas em Jacarepaguá

Depois de mais de três anos, a Justiça Militar decidiu suspender a função pública de três PMs suspeitos de cometer atos de tortura para obter informação sobre localização de drogas. Segundo os autos, no dia 27 de dezembro de 2022, por volta das 17h30min, na rua XIV de dezembro, no interior da comunidade Asa Branca, no bairro de Jacarepaguá, na Zona Sudoeste do Rio, os agentes deram pauladas nas pernas e nos braços em M.J.V. G, causando-lhe sofrimento físico, com o intuito de obter informação sobre a localização de drogas. Na ocasião, os PMs estavam escalados no serviço de Patamo, quando, ao realizarem campana policial, por volta das 17h30min, visualizaram a vítima e procederam a sua abordagem. Com a aproximação dos militares, o alvo fugiu tendo sido capturado. Com isso, um dos PMs, Pimentel desferiu pauladas nos braços e pernas de M enquanto que os outros agentes permaneceram ao seu lado de modo encorajador, fazendo a varredura do local em busca de drogas. A apuração preliminar se deu por por meio de depoimento da vítima, os quais geraram os relatórios acostados ao inquérito que apontam imagens e diálogos que trazem indícios mínimos dos delitos imputados na denúncia. Com a decisão da Justiça, os PMs, até a sentença definitiva ou ordem de contracautela, não podem escalados na atividade policial (atividade-fim), devendo permanecer na atividade administrativa

BARBÁRIE EM MADUREIRA: Homem foi morto com aval de Lacoste e Coelhão após dono de bar ter ido reclamar dele para os traficantes. Corpo não apareceu até agora

Mais uma crueldade sem limites dos traficantes Lacoste e Coelhão do Complexo da Serrinha, em Madureira. Um homem foi submetido ao tribunal do tráfico após desentendimento com o proprietário de um bar. O crime foi cometido ano passado e só agora a Justiça decretou a prisão dos suspeitos. Segundo a companheira da vítima, Gustavo foi parar em um bar localizado na comunidade da Patolinha, área dominada pela facção Terceiro Comando Puro (TCP) e que neste bar teria discutido com o dono e que este homem teria ido se queixar com traficantes que estavam de “plantão” em uma boca de fumo próxima. Os traficantes então teriam capturado Gustavo no bar, levado ele para a comunidade da Serrinha onde ele teria sido executado e seu corpo ocultado com a autorização e aval do dono de vulgo Lacosta e seu braço-direito Coelhão. Segundo os autos, a execução de Gustavo ocorreu na madrugada do dia 23/03/2025 e a declarante neste mesmo dia foi acompanhada pelo primo do marido, de quem não possui o telefone e não sabe o nome completo, procurar por informações sobre o paradeiro de seu companheiro. Coelhão e Lacoste estão com a prisão preventiva decretada pelo crime com mandado que tem validade de 20 anos.

TRIBUNAL DO CV: decisão da justiça expõe horror em Arraial do Cabo: homem foi torturado, morto a pauladas e enterrado em restinga

A Justiça do Rio decretou a prisão preventiva de seis acusados de participação em um crime brutal ocorrido no distrito de Monte Alto, em Arraial do Cabo. Segundo a denúncia do Ministério Público, a vítima, identificada apenas pelo apelido “Cuíco”, teria sido espancada até a morte com pedaços de madeira dentro da própria casa por criminosos ligados ao Comando Vermelho, em uma execução marcada por extrema violência, esquartejamento e ocultação do cadáver. De acordo com a decisão judicial, o crime aconteceu na noite de 30 de dezembro de 2025 e teria sido motivado pela resistência da vítima ao domínio imposto pela facção criminosa na região. Os denunciados teriam invadido a residência localizada na Rua Coqueiral e iniciado uma sequência de agressões violentas, concentrando golpes principalmente na cabeça da vítima. Mesmo sem a localização do corpo, a Justiça entendeu que há fortes indícios da execução. Bastões de madeira quebrados e com manchas de sangue foram encontrados dentro da casa. A perícia também identificou marcas de sangue e sinais do uso de substâncias para eliminar vestígios, como cal e argamassa. Segundo a investigação, após o assassinato, parte do grupo teria levado o cadáver para uma área de praia, onde o enterrou. Com a aproximação da polícia e de cães farejadores, os criminosos teriam desenterrado o corpo, fragmentado os restos mortais e realizado um novo enterro em covas profundas em uma área de restinga conhecida como Brejão. A decisão aponta que o acusado conhecido como “GL” seria um dos coordenadores da ação e apontado como gerente do tráfico em Monte Alto. Testemunhas afirmaram que ele estava no bairro na noite do crime e teria acionado comparsas logo após as agressões. Já “DG” aparece descrito como um dos mais violentos durante a execução. Segundo depoimentos, ele teria desferido golpes de madeira na cabeça da vítima e incentivado os demais criminosos a fazerem o mesmo. O nome dele também surgiu ligado à busca por ferramentas usadas na ocultação do corpo. O acusado conhecido como “2N” foi citado como participante direto das agressões. Testemunhas afirmaram que ele estava no local durante o espancamento e depois retornou para a boca de fumo da região. Outro denunciado, chamado de “Gari”, é apontado como peça-chave para o início da sequência de acontecimentos que terminou na morte. Ele admitiu ter ido até a casa da vítima acompanhado de “JN”, mas apresentou versões contraditórias durante os depoimentos. A investigação afirma ainda que ele chegou a enviar mensagem para um policial se identificando como “o Gari que estava no ocorrido”. “JN” também admitiu que esteve dentro da residência na noite do crime. A Justiça destacou que ele possui antecedentes por roubo e furto qualificado e havia deixado o sistema penitenciário poucos meses antes do assassinato. Já o criminoso conhecido como “Sexta-Feira” foi identificado como um dos responsáveis pelo controle operacional da facção ao lado de “GL”. Testemunhas o colocam diretamente ligado à organização criminosa que domina a região. Na decisão, o juiz destacou que o homicídio teria sido utilizado como forma de intimidação da população local e mecanismo de demonstração de poder da facção. O magistrado afirmou ainda que moradores evitam testemunhar por medo de represálias. A Justiça também apontou que os acusados tentaram destruir provas de forma sistemática, limpando a cena do crime e escondendo o corpo em diferentes locais para dificultar as investigações. Três denunciados acabaram beneficiados pela rejeição parcial da denúncia. O homem conhecido como “MK de Monte Alto”, apontado como liderança do tráfico local, não teve participação direta comprovada no homicídio. Segundo a decisão, não foram encontrados elementos que indiquem que ele ordenou a execução. “Super Choque”, que prestou depoimento detalhando o crime e apontando os envolvidos, também teve a denúncia rejeitada por falta de provas de participação direta nas agressões. O mesmo aconteceu com “Di Maria”, que teria apenas entregado uma pá utilizada posteriormente na ocultação do cadáver e levado um dos envolvidos feridos ao hospital. Apesar disso, a Justiça determinou a prisão preventiva de “GL”, “DG”, “2N”, “Gari”, “JN” e “Sexta-Feira”. O magistrado entendeu que os acusados representam risco à ordem pública, podem interferir na investigação e possuem ligação direta com a estrutura criminosa armada que atua em Monte Alto. A decisão ainda determinou novas perícias, incluindo confronto genético entre vestígios de sangue encontrados na cena do crime e material coletado de um dos acusados, além da análise do celular apreendido de “Gari”.

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