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Author name: Mario Hugo Monken

Sou redator com 25 anos de experiência em investigação policial, formado em Jornalismo. Ao longo da carreira, desenvolvi um olhar apurado para apurar e contar histórias complexas, com foco em detalhes e precisão. Minha paixão pela investigação e pela escrita me permite desvendar narrativas profundas, oferecendo ao leitor informações relevantes e impactantes sobre o universo da segurança pública.

Mario Hugo Monken

Traficantes simulam carro bomba durante operação policial no Chapadão (CV)

Os traficantes do Comando Vermelho do Complexo do Chapadão colocaram um botijão de gás em cima de um veículo para simular um carro bomba contra os policiais do 41°BPM que fizeram operação hoje no local Moradores registram o intenso barulho de tiros. A movimentação policial aconteceu em diferentes pontos da região. Criminosos também incendiaram barricadas para impedir o avanço das equipes.Até o momento, não há informações sobre feridos. Os bandidos abriram uma vala de grandes proporções na Estrada do Camboatá , no sentido da Cancela. A situação chamou atenção e causa estranheza entre moradores da região. Funcionários da Comlurb, acompanhados por policiai foram ao local para realizar o fechamento do buraco.

O INFERNO SE ESPALHOU: guerra entre CV e TCP provoca sequência de mortes e transforma Caxias em campo de batalha

A violência atingiu níveis extremos em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense. Em menos de 24 horas, quatro homens foram mortos a tiros em diferentes pontos do distrito de Gramacho, em uma sequência de assassinatos que ocorre em meio à guerra entre facções criminosas rivais pela disputa de territórios e pelo controle de comunidades da região. O primeiro homicídio ocorreu por volta das 22h45 de sexta-feira (21), na Rua Vila Santo Antônio, no bairro Pantanal. Um homem, cuja identidade ainda não havia sido divulgada, foi assassinado a tiros. Poucas horas depois, já na tarde de sábado (22), a sequência de mortes continuou. Por volta das 14h, um rapaz, também ainda não identificado, foi morto a tiros na Avenida Almirante Jaceguai, no bairro Vila Rosário. Praticamente no mesmo horário, outros dois homens foram assassinados a tiros na comunidade do Dick 2. Os corpos das duas vítimas foram deixados na entrada da comunidade, sobre a calçada às margens da Avenida Presidente Kennedy, expondo a dimensão da violência que vem atingindo a região. Os quatro assassinatos ocorreram em diferentes pontos do distrito de Gramacho, área que vem sofrendo com uma intensa disputa entre grupos criminosos rivais pelo controle territorial das comunidades do entorno. A sequência de mortes, em um intervalo inferior a 24 horas, evidencia o grau de violência provocado pela guerra pelo domínio das áreas. Além dos quatro mortos, também há relatos de outras pessoas baleadas durante os confrontos. Até o momento, porém, não havia informações confirmadas sobre o estado de saúde dessas vítimas. As identidades dos quatro homens assassinados ainda não haviam sido divulgadas. Os casos estão sendo apurados, e a dinâmica dos crimes, assim como a eventual relação entre os homicídios, deverá ser esclarecida pelas investigações. A sequência registrada entre a noite de sexta-feira e a tarde de sábado coloca Gramacho novamente no centro de uma escalada de violência relacionada à disputa territorial entre facções criminosas na região de Duque de Caxias. A situação na região se agravou ainda mais a partir do último fim de semana, quando um homem foi morto ao sair de uma igreja durante um tiroteio entre traficantes. O episódio marcou mais um capítulo da escalada de violência provocada pela disputa territorial entre grupos criminosos em Duque de Caxias. Dias depois, o traficante conhecido como Bochecha Rosa, apontado como um dos chefes do Comando Vermelho (CV), utilizou as redes sociais para declarar guerra ao Terceiro Comando Puro (TCP), deixando explícito que a disputa entre as duas facções havia entrado em uma nova fase. A violência continuou durante toda a semana. Três pessoas foram mortas em dois ataques atribuídos ao Comando Vermelho, em uma sequência de confrontos e ações criminosas que aumentou a tensão na região. Agora, em menos de 24 horas, quatro homens foram assassinados a tiros em diferentes pontos de Gramacho, incluindo Pantanal, Vila Rosário e a comunidade do Dick 2. A sequência de episódios revela uma escalada preocupante da violência na região, com sucessivos ataques, mortes e relatos de pessoas baleadas em meio à guerra entre as facções pelo controle territorial. O cenário é ainda mais grave porque os novos homicídios acontecem poucos dias depois da declaração de guerra feita nas redes sociais por Bochecha Rosa, indicando que a disputa entre CV e TCP permanece ativa e vem produzindo uma sequência de episódios violentos em diferentes pontos de Duque de Caxias.

Suspeito de envolvimento na morte de Cláudio Landeiro em Copacabana disse que um dos acusados teria determinado e incentivado que eles golpeassem a vítima com porrete, a que classificou de ‘ato insano’

“Um ato insano”. Foi assim que Davi Santos Machado definiu o momento em que, segundo seu próprio relato, passou a desferir golpes de porrete contra a cabeça de Cláudio Rafael Landeiro. A investigação sobre a morte do rapaz, espancado por pelo menos quatro homens em Copacabana, ganhou novos contornos após a análise de imagens de câmeras de segurança que permitiram reconstruir a sequência dos acontecimentos — desde a disputa por uma bicicleta até os mais de seis minutos de agressões que deixaram Cláudio caído e agonizando na calçada. Segundo os elementos reunidos pela investigação, David reconheceu que, entre as pessoas presentes durante o episódio, uma delas teria determinado e incentivado que ele golpeasse Cláudio com o porrete. O investigado afirmou ainda que, juntamente com dois entregadores do iFood, passou a agredir a vítima com socos, pontapés e, principalmente, com um bastão ou porrete, admitindo ter atingido diversas vezes a cabeça de Cláudio. Mas as imagens analisadas pelos investigadores permitem visualizar como a violência começou. Tudo teve início durante uma disputa pela bicicleta de Cláudio. As primeiras imagens mostram um dos envolvidos conduzindo a bicicleta da vítima, enquanto Cláudio tenta impedir que ele leve o bem. Nesse momento, o homem conta com a atuação conjunta de outro suspeito. A situação se agrava quando, durante a disputa, um dos envolvidos entra em um estabelecimento comercial e retira de lá um cassetete. Ele retorna pouco depois e passa a desferir golpes contra Cláudio, fazendo com que a vítima fuja do local. A sequência registrada pelas câmeras é considerada fundamental para a investigação porque mostra que os envolvidos não tiveram uma participação meramente ocasional. Depois que Cláudio retorna, um dos suspeitos novamente se aproxima e o ameaça com o cassetete. Enquanto isso, o outro deixa o local conduzindo a bicicleta da vítima em direção a outro endereço. Cláudio percebe o deslocamento e passa a acompanhá-lo. O suspeito que estava com Cláudio também corre na mesma direção. A sequência das imagens, portanto, indica uma continuidade na atuação dos envolvidos. Eles aparecem juntos desde a disputa inicial pela bicicleta, participam da retirada do bem e, posteriormente, deslocam-se para outro ponto, sendo seguidos pela própria vítima. Já no segundo endereço, as câmeras registram a chegada de Cláudio, que permanece sentado na calçada. Na sequência, dois homens aparentemente entregadores do iFood, ainda não identificados, aproximam-se e passam a conversar com ele. Pouco depois, chega ao local o suspeito que estava armado com o cassetete. É então que começa o trecho mais brutal registrado pelas câmeras. A partir das 00h07min26s, os três homens passam a agredir Cláudio de forma continuada. São golpes de cassetete, socos e chutes, direcionados principalmente à região da cabeça. A violência se prolonga até aproximadamente 00h13min35s. São mais de seis minutos de espancamento contínuo. Durante esse período, Cláudio não apresenta condições de reagir. As imagens mostram que as agressões continuam inclusive depois que ele cai no chão, já extremamente debilitado e sem condições concretas de defesa. O relatório de análise das imagens aponta que os registros audiovisuais corroboram a dinâmica criminosa e evidenciam a participação dos envolvidos, além da atuação dos dois entregadores do iFood que ainda não foram identificados. A violência não termina com a queda da vítima. Por volta das 00h13min, os autores cessam as agressões e deixam Cláudio desacordado na via pública, em estado de extrema vulnerabilidade. Posteriormente, ele é socorrido pelo Corpo de Bombeiros e levado ao Hospital Municipal Miguel Couto. Cláudio, porém, morre pouco tempo depois de dar entrada na unidade. A investigação considera especialmente relevante a sequência temporal e espacial registrada pelas câmeras. Cláudio não simplesmente aparece no local onde foi espancado. Ele chega ali depois de ser envolvido em uma ocorrência iniciada pela disputa da bicicleta, sendo acompanhado pelos envolvidos até o endereço onde as agressões fatais acontecem. Embora as imagens não registrem, no momento culminante do espancamento, todos os envolvidos desferindo golpes, a investigação aponta que a participação de cada um precisa ser analisada dentro de toda a sequência dos acontecimentos, e não apenas a partir dos minutos finais. Um dos suspeitos aparece desde o início ao lado daquele que conduz a bicicleta, participa da dinâmica da retirada do bem e segue para o segundo endereço, acompanhado pela vítima. Depois, permanece inserido na sequência de acontecimentos que termina com Cláudio sendo brutalmente agredido. A investigação também aponta que, após as agressões, um dos envolvidos deixa o local juntamente com o outro, reforçando, segundo a autoridade policial, o vínculo entre eles durante o desenvolvimento do episódio. O conjunto das imagens, portanto, revela uma dinâmica muito mais ampla do que um simples confronto isolado. Cláudio é inicialmente envolvido em uma disputa pela bicicleta, os envolvidos se deslocam para outro ponto, a vítima os acompanha e, posteriormente, é cercada e submetida a uma sessão de violência que dura mais de seis minutos. Para a família, entretanto, por trás de toda essa sequência brutal havia um jovem que era muito mais do que as circunstâncias que cercaram sua morte. A irmã da vítima, esclareceu que Cláudio possuía diagnóstico de transtornos mentais, notadamente instabilidade emocional, personalidade dissocial e transtornos mentais e comportamentais decorrentes do uso de álcool. As imagens obtidas pela investigação também foram consideradas decisivas para o avanço do caso. Elas permitiram esclarecer etapas que antecederam o espancamento, individualizar a atuação de suspeitos e identificar outros dois homens que aparecem diretamente envolvidos nas agressões e ainda são procurados pela investigação. O material audiovisual passou a integrar o conjunto de elementos utilizados pela autoridade policial para apontar indícios de participação dos investigados na dinâmica que culminou na morte de Cláudio. No fim da sequência registrada pelas câmeras, resta na calçada a vítima que, minutos antes, ainda estava envolvida na disputa pela bicicleta. Depois de ser perseguido, cercado e espancado durante mais de seis minutos, Cláudio é abandonado desacordado, até ser encontrado e socorrido. Pouco depois, morreria no hospital. A sequência captada pelas câmeras transforma os minutos finais da vida de Cláudio em uma cronologia brutal: a bicicleta, o cassetete retirado de um estabelecimento,

MILÍCIA E TRÁFICO FECHAM O RIO: TÉCNICOS SÃO AMEAÇADOS, ENTREGAS SÃO BARRADAS E MORADORES FICAM ATÉ SEM CONTA DE LUZ. “Exigir que religue o cabo é colocar o técnico na mira de um fuziL”

A atuação de milicianos e traficantes em comunidades da Região Metropolitana do Rio de Janeiro vem provocando uma série de problemas para os moradores e para empresas responsáveis por serviços essenciais. A presença de grupos armados interfere no fornecimento de internet e energia elétrica, dificulta a realização de entregas de produtos comprados pela internet e chega a afetar até a emissão de comprovantes de pagamento de serviços públicos, como as contas de energia elétrica. O problema expõe uma realidade cada vez mais evidente no estado: em determinadas localidades, o acesso de empresas e trabalhadores passa a depender da possibilidade de circulação em territórios controlados por organizações criminosas. Na área de concessão da Light, por exemplo, a presença de áreas dominadas por grupos armados, entre milícias e facções do tráfico de drogas, é apontada como um dos principais obstáculos para a prestação regular do serviço. Essas organizações disputam o controle de localidades justamente para obter recursos financeiros que permitam manter e ampliar seu domínio territorial. De acordo com informações apresentadas em processos judiciais, essas áreas de atuação complexa são identificadas por meio do mapeamento de Áreas de Severa Restrição Operacional (ASRO) e de regiões dominadas por organizações criminosas. Nesses locais, existe extrema dificuldade de acesso aos equipamentos, também em razão das próprias características dos aglomerados subnormais. O resultado é um Rio de Janeiro que, diante da atuação de diferentes grupos criminosos, acaba se transformando em uma verdadeira “colcha de retalhos” em relação ao poder atuante: determinadas áreas estão sob domínio de milícias, outras de facções do tráfico, enquanto empresas e trabalhadores precisam lidar com diferentes níveis de restrição para conseguir entrar nesses territórios. Um dado apresentado pela Light dimensiona o impacto dessa situação. 57,55% das interrupções do fornecimento de energia com duração superior a 24 horas ocorreram em áreas conflitadas — consideradas as ASRO somadas às áreas dominadas por organizações criminosas — quando se considera uma margem de segurança de 300 metros dessas áreas. As medições realizadas pela própria concessionária também indicam que as chamadas perdas não técnicas nessas regiões alcançam, em média, 69,7%. Esse índice representa não apenas uma perda financeira e econômica para a Light, mas também afeta diretamente a prestação do serviço. Isso ocorre porque existe uma relação entre a clandestinidade da rede instalada e a sobrecarga dos equipamentos da concessionária, situação que pode provocar interrupções não programadas e indesejadas do fornecimento de energia. Segundo a argumentação apresentada, quando ocorre o desligamento da rede e, consequentemente, a interrupção momentânea do serviço nessas circunstâncias, a medida é adotada por razões técnicas e de segurança do sistema elétrico, dos próprios usuários e da força de trabalho da Light, até que o problema possa ser solucionado. A interrupção busca, dessa forma, mitigar riscos como curtos-circuitos, choques elétricos, incêndios e outros possíveis eventos, justamente na forma autorizada pela Lei Federal nº 8.987/95. Empresas também enfrentam restrições para entrar nas áreas O problema, porém, não se limita ao setor elétrico. Na Justiça, chegam diversos casos envolvendo consumidores que tentam processar empresas por interrupções de serviços ou por situações em que alegam não conseguir receber produtos e encomendas devido à atuação do crime organizado em determinadas localidades. Recentemente, um morador de Nova Iguaçu entrou com uma ação contra uma concessionária de telefonia exigindo o restabelecimento do serviço em sua residência. A empresa alegou uma suposta impossibilidade técnica de acesso ao endereço do autor, sob o argumento de que a região estaria dominada por uma milícia. Em outro caso, uma cidadã comprou produtos de uma loja de artigos esportivos pela internet, mas a empresa alegou que o endereço de entrega, também em Nova Iguaçu, apresentava restrição de acesso e movimentação, além de estar situado em uma faixa de CEP considerada tomada por milícia e tráfico. Os registros apresentados no processo demonstravam que a região de entrega apresentava restrições operacionais reconhecidas pela transportadora, circunstância considerada alheia a qualquer controle da empresa. O caso também acabou na Justiça. Morador fica sem conta de luz para comprovar onde mora Outro processo revela uma situação ainda mais peculiar — e que, segundo o próprio caso judicial, é de conhecimento em diversas localidades do Rio de Janeiro. Um morador afirmou residir em uma área controlada pelo poder paralelo, especificamente por uma milícia, onde o fornecimento de serviços essenciais, como energia elétrica, é intermediado pela própria organização criminosa. Segundo o relato, a milícia arrecada dos moradores uma “taxa” pelo serviço. Por essa razão, não há emissão de faturas de consumo de energia elétrica em nome dele ou de qualquer outro morador. A consequência é inusitada: o morador fica impedido de apresentar uma conta de energia como comprovante de endereço, justamente porque o documento não é emitido em seu nome. Ou seja, o domínio territorial do crime organizado não interfere apenas na prestação ou no preço de determinados serviços. Ele pode atingir até situações burocráticas básicas da vida cotidiana dos moradores, como a necessidade de apresentar um documento oficial para comprovar onde residem. Técnicos ameaçados de morte durante religamento da internet Em Mesquita, outro processo judicial mostra o grau de dificuldade enfrentado por empresas de telecomunicações para atuar em áreas dominadas pelo crime. Um provedor de internet foi condenado pela Justiça a restabelecer o serviço na residência de um morador. Ao interromper o serviço, a empresa alegou que a obrigação de realizar o reparo havia sido possível no passado, mas que, diante da situação atual da região, teria se tornado impossível. A empresa sustentou que seus técnicos estavam sendo ameaçados de morte e que a área onde deveria ocorrer o religamento estava tomada pela presença armada de uma facção criminosa. A defesa classificou a obrigação de restabelecer o serviço como “excessivamente onerosa”. A empresa alegou ainda: “Obrigação que foi possível no passado, mas hoje é impossível. Técnicos ameaçados de morte. Área de religamento tomada por presença armada de facção criminosa. Obrigação excessivamente onerosa”. Na sequência, a defesa apresentou uma argumentação ainda mais contundente sobre os riscos enfrentados pelos trabalhadores: “Exigir que a Ré religue o cabo é colocar o Técnico na

PM do BOPE explica como funciona explosivos instalados em carros e barricadas pelo bando de Peixão (TCP) para atacar a polícia. VIDEO

A Polícia Militar gravou um vídeo em que um agente do BOPE explica como funcionam os explosivos encontrados hoje durante operação no Complexo de Israel, área de domínio do traficante Álvaro Malaquias Santa Rosa, o Peixão. Os policiais acharam carros e barricadas com explosivos. ASSISTA: https://x.com/PMERJ/status/2090830658037817709/video/1 É mais uma prova de que o crime organizado mudou de patamar e já emprega métodos que ultrapassam, e muito, o tráfico de drogas. ASSISTA OUTROS VÍDEOS A ação mobilizou aproximadamente 200 policiais do #BOPE, #BAC, #BTM, #BPChq, #GAM, além do #BPVE e do #RECOM. e contou ainda com cinco veículos blindados, além de motos, viaturas e apoio aéreo Houve intenso tiroteio que deixou um motorista baleado e provocou interdição na Avenida Brasil. Um suspeito morreu e uma pistola foi apreendida.

EXECUÇÃO BRUTAL NA MILÍCIA DE JACAREPAGUÁ: QUATRO SÃO SUSPEITOS POR MORTE DE HOMEM QUE TERIA SIDO ESQUARTEJADO E TEVE CORPO DESAPARECIDO

Quatro homens identificados pelos vulgos “Russo”, “Caveirinha”, “Pitbull” e “Thierry” tiveram a prisão preventiva decretada pela Justiça por uma execução brutal ocorrida em uma área de atuação de milicianos na Colônia Juliano Moreira, em Jacarepaguá, na Zona Sudoeste do Rio. Segundo a denúncia do Ministério Público, Robson Sant’Anna Torres foi capturado, colocado em um veículo e levado até o local onde teria sido assassinado. Há relatos de que, depois da execução, a vítima teria sido esquartejada. O corpo, porém, nunca foi encontrado. Os quatro são acusados de homicídio qualificado e ocultação de cadáver pelo crime ocorrido em 28 de janeiro de 2025. A investigação foi conduzida pela Delegacia de Descoberta de Paradeiros (DDPA). De acordo com a decisão judicial que determinou as prisões, o assassinato teria ocorrido em contexto de criminalidade organizada. Para o magistrado, a gravidade concreta do crime e a violência empregada contra a vítima justificam a prisão preventiva para garantir a ordem pública. A investigação aponta que Robson teria sido levado contra sua vontade em um veículo até o ponto onde acabou executado. Depois da morte, testemunhas relataram que o corpo poderia ter sido esquartejado, numa possível tentativa de impedir que fosse localizado. Até hoje, no entanto, o cadáver não foi encontrado. A ausência do corpo não impediu o avanço da investigação. O Ministério Público considerou que os elementos reunidos no inquérito eram suficientes para denunciar os quatro acusados por homicídio qualificado e ocultação de cadáver. PRISÃO FOI NEGADA INICIALMENTE Antes de denunciar os quatro, a autoridade policial já havia pedido a prisão preventiva de “Russo”, “Caveirinha”, “Pitbull” e “Thierry”. Naquele primeiro momento, porém, o Ministério Público se manifestou contra a prisão e pediu 60 dias para reavaliar o caso. O juiz rejeitou então a representação policial, destacando que o Ministério Público, titular da ação penal, ainda não havia formado sua opinião sobre o oferecimento da denúncia. Posteriormente, após a análise do material investigativo, o Ministério Público ofereceu a denúncia contra os quatro. JUSTIÇA VÊ RISCO PARA TESTEMUNHAS Ao receber a denúncia, a Justiça afirmou que a investigação havia reunido indícios suficientes de autoria e que estavam presentes os requisitos para o início da ação penal. Na análise do novo pedido de prisão, o magistrado também apontou preocupação com a possibilidade de interferência na produção das provas. Segundo a decisão, as testemunhas indicadas na denúncia possuem vínculos com o local onde o assassinato teria ocorrido. Dessa forma, os acusados poderiam, em liberdade, causar medo ou insegurança nas testemunhas, comprometendo seus depoimentos. Para a Justiça, esse risco poderia prejudicar a reconstrução dos acontecimentos e impedir que os fatos fossem esclarecidos de maneira adequada. Por isso, o magistrado decretou a prisão preventiva de “Russo”, “Caveirinha”, “Pitbull” e “Thierry”, considerando a medida necessária para garantir a ordem pública e preservar a instrução criminal. Os quatro tiveram mandados de prisão expedidos, com prazo de validade de 20 anos. Os acusados responderão ao processo e ainda terão direito à ampla defesa e ao contraditório.

Mudança de versão de suspeito e novas imagens alteraram rumo da investigação sobre morte por espancamento em Copacabana

A investigação sobre o espancamento que terminou em morte de Cláudio Rafael Landeiro Moreira em Copacabana ganhou uma nova dimensão. Não foi apenas a identificação de mais um suspeito: imagens de câmeras de segurança analisadas em 19 de agosto fizeram a polícia rever o tamanho da participação de Davi Santos Machado e permitiram individualizar Jorge Luiz Ricardo Dias na sequência que antecedeu as agressões. A partir desses elementos, a Justiça decretou a prisão temporária dos dois por 30 dias. Outros dois também tiveram a prisão decretada sendo que um deles (Felipe Eduado Santos Silva) também foi preso. O detalhe mais revelador está na própria mudança de versão de Davi. Segundo a decisão judicial, ele compareceu espontaneamente à delegacia e, inicialmente, afirmou que havia dado apenas um soco no braço de Claudio. Também negou ter presenciado ou participado das agressões que aconteceram depois. Com o avanço das diligências, porém, essa versão mudou. Davi passou a admitir que havia participado diretamente da violência. Conforme consta na decisão, ele reconheceu ter desferido, junto com outros dois indivíduos, socos, pontapés e golpes com bastão ou cassetete, inclusive na região da cabeça da vítima. Foi nesse ponto que as imagens passaram a ter papel central na investigação. A imagem que mudou o rumo do caso As gravações analisadas no dia 19 de agosto, segundo a polícia, não apenas confirmaram que Davi estava envolvido. Elas teriam mostrado uma atuação mais intensa do que a apresentada inicialmente pelo próprio investigado. A decisão descreve uma sequência de socos, chutes e golpes de cassetete contra Claudio que teria se prolongado por mais de seis minutos. O aspecto considerado mais grave pela Justiça é que a violência não teria terminado quando Claudio caiu. Segundo os elementos apresentados pela polícia, as agressões continuaram quando a vítima já estava no chão e sem condições concretas de defesa. É justamente essa dinâmica que aparece como um dos fundamentos para a classificação do caso como homicídio qualificado pelo recurso que teria dificultado ou tornado impossível a defesa da vítima. Jorge apareceu em uma etapa anterior da história As mesmas imagens produziram outro efeito importante: permitiram à investigação individualizar Jorge Luiz Ricardo Dias. A decisão não afirma que Jorge tenha sido filmado desferindo os golpes responsáveis diretamente pelas lesões fatais. O que os investigadores sustentam é que ele aparece junto de Davi desde os momentos iniciais e permanece inserido na sequência dos acontecimentos que culminou na morte. Um dos pontos destacados pela polícia é a disputa envolvendo a bicicleta de Claudio. Segundo a representação policial, Jorge aparece conduzindo o veículo enquanto Claudio o seguia. A partir dessa situação, os acontecimentos evoluem até a sequência de agressões posteriormente registrada pelas câmeras. Para a Justiça, os elementos são suficientes, nesta fase, para apontar fundadas razões de participação de Jorge. A decisão ressalta, entretanto, que a individualização definitiva da responsabilidade de cada envolvido ainda depende do avanço da investigação. Outro ponto importante da decisão é a explicação para o momento da prisão. O crime aconteceu em 12 de agosto. As novas imagens, porém, só foram analisadas em 19 de agosto. Foi essa produção de elementos novos que, segundo o Judiciário, conferiu contemporaneidade ao pedido de prisão. A decisão destaca que a polícia apresentou a representação logo após a obtenção desses elementos. Na avaliação judicial, não se tratava simplesmente de prender os investigados dias depois do crime por causa da gravidade do homicídio. Havia, segundo o magistrado, um fato novo: as imagens tinham alterado substancialmente o quadro investigativo. Foi a partir delas que a participação de Davi ganhou maior dimensão e que Jorge passou a ser individualizado como possível participante. Violência terminou no hospital Claudio foi agredido na madrugada de 12 de agosto, nas imediações das ruas Barata Ribeiro e Felipe de Oliveira, em Copacabana. Segundo os autos, ele sofreu socos, chutes e golpes de instrumento contundente. Depois de ser socorrido pelo Corpo de Bombeiros, foi levado ao Hospital Municipal Miguel Couto, onde morreu. O laudo necroscópico apontou hemorragia interna, traumatismo cranioencefálico e lesões no baço e no rim esquerdo. As lesões foram atribuídas à ação contundente.

PMs são acusados de torturar homem ferido com cabo de vassoura, socos e chutes e apontar fuzil para seu rosto

Depois de dois anos e meio, a Justiça Militar do Estado do Rio de Janeiro recebeu denúncia do Ministério Público contra quatro policiais militares acusados de envolvimento em um episódio de tortura e de posterior imputação falsa de crimes a um homem em São João de Meriti, na Baixada Fluminense. De acordo com a denúncia, os fatos ocorreram no dia 8 de novembro de 2023, por volta das 12h30, na Rua Presidente Kennedy, no bairro Éden. Dois dos policiais são acusados de terem submetido a um homem chamado Marlon a uma sequência de agressões físicas e ameaças com o objetivo de obter informações sobre a localização de armas e drogas e fazê-lo confessar que seria traficante. Outro policial é acusado de ter presenciado parte das agressões e, embora tivesse obrigação de vigilância sobre os subordinados, inicialmente nada ter feito para impedir o resultado. Um quarto PM é acusado de participação posterior na suposta montagem de uma acusação contra Marlon. Vítima estava ferida após confronto Segundo a denúncia apresentada pelo Ministério Público, os policiais estavam em patrulhamento quando encontraram pessoas armadas. Ao avistar a viatura, essas pessoas teriam efetuado disparos contra a guarnição, que respondeu atirando. Após o confronto, um dos policiais encontrou Marlon abrigado em uma garagem. A denúncia afirma que ele estava ferido por um projétil de arma de fogo. Foi nesse momento, segundo o Ministério Público, que começaram as agressões. Golpes de cabo de vassoura, socos e chutes A acusação descreve que dois dos policiais, agindo em conjunto, passaram a constranger Marlon mediante violência e grave ameaça. A violência, segundo o documento, consistiu em golpes de cabo de vassoura nos braços, no abdômen e na cabeça, além de chutes e socos. Ao mesmo tempo em que era agredido, Marlon teria sido submetido a uma ameaça ainda mais grave: um fuzil era apontado para o seu rosto. Segundo a denúncia, os policiais ordenavam que ele confessasse e exigiam que informasse onde estavam armas e drogas. A vítima também era pressionada a admitir que era traficante. O Ministério Público afirma que os agentes agiram com abuso de poder e violação dos deveres inerentes aos cargos que ocupavam. Homem negava ser traficante, mas agressões continuaram Mesmo submetido às agressões, Marlon, conforme a denúncia, negou ser traficante. Ele também teria afirmado que não possuía relações com o tráfico. Ainda assim, segundo a acusação, as agressões prosseguiram. O documento descreve que a violência provocou lesões posteriormente constatadas por meio de Auto de Exame de Corpo de Delito (AECD). O exame apontou, conforme consta da denúncia, equimoses nos membros superior e inferior direitos, em formato de fio, e na região lombar direita. As lesões são mencionadas pelo Ministério Público como parte da materialidade da suposta tortura. Superior teria assistido às agressões A denúncia também descreve a chegada de um terceiro policial ao local. Segundo o Ministério Público, quando esse policial chegou, ele teria encontrado Marlon sendo agredido pelos outros dois agentes. A acusação afirma que o policial ficou de pé observando a vítima ser agredida. O Ministério Público sustenta que ele tinha obrigação legal de vigilância sobre os dois subordinados e que, podendo agir para impedir o resultado, nada fez naquele primeiro momento. Marlon teria reiterado que não tinha qualquer relação com o tráfico. Somente então, ainda segundo a denúncia, o policial teria determinado que as agressões parassem e que a vítima fosse levada para a viatura. Acusação de tortura tinha objetivo de obter confissão Para o Ministério Público, a violência não teria ocorrido de maneira aleatória. A denúncia sustenta que os policiais utilizaram a violência e a grave ameaça com uma finalidade específica: obter informações e uma declaração de Marlon sobre a localização de armas e drogas, além de fazê-lo assumir que seria traficante. A acusação enquadra a conduta de dois dos policiais no crime previsto no artigo 1º, inciso I, alínea “a”, da Lei nº 9.455/1997, que trata da tortura, com a causa de aumento prevista para o crime cometido por agente público. O terceiro policial foi denunciado por sua suposta omissão diante das agressões. Homem é levado para delegacia e acusado de tráfico Depois das agressões, Marlon foi conduzido para a 64ª Delegacia de Polícia, localizada na Avenida Doutor Arruda Negreiros, no bairro Engenheiro Belford, em São João de Meriti. Segundo a denúncia, por volta das 15h30, já no interior da delegacia, dois dos policiais teriam atribuído falsamente a Marlon os crimes de tráfico de drogas e associação para o tráfico. O Ministério Público afirma que os policiais teriam feito isso para assegurar a impunidade do crime anteriormente praticado. A conduta teria provocado a instauração do inquérito policial nº 064-16984/2023, que posteriormente resultou no processo judicial nº 0825294-48.2023.8.19.0054. A acusação apresentada pelo Ministério Público sustenta que os policiais sabiam que Marlon era inocente dos crimes que lhe estavam sendo atribuídos. Por essa razão, os agentes foram denunciados também pelo crime de denunciação caluniosa. PMs teriam apresentado versão falsa sobre confronto A denúncia aponta ainda o conteúdo das declarações prestadas pelos policiais durante a investigação. Segundo o Ministério Público, dois deles afirmaram em sede policial que teriam visto Marlon efetuando disparos contra a guarnição durante o confronto. Além disso, teriam declarado que Marlon lhes teria dito que trabalhava na boca de fumo na função de segurança. Essas declarações constam dos termos de declaração juntados à investigação. Para o Ministério Público, entretanto, os policiais teriam utilizado essas afirmações para sustentar uma acusação contra uma pessoa que sabiam ser inocente. Justiça diz que há indícios suficientes Ao analisar a denúncia, o juiz responsável pelo caso afirmou que, nessa fase processual, não caberia uma avaliação exaustiva de todas as provas, mas apenas verificar se existiam elementos suficientes para permitir o prosseguimento da ação penal. A decisão afirma que a denúncia descreve de forma clara a conduta atribuída a cada um dos quatro acusados e que a acusação está amparada no procedimento investigatório. O magistrado destacou que a apuração preliminar teve como elementos o depoimento da vítima e o Auto de Exame de Corpo de

Cobrança interna teria deixado mortos na milícia de Guaratiba

Informações que circulam nas redes sociais apontam que aconteceu uma cobrança interna ontem a noite e cinco milicianos do Jardim Maravilha, em Guaratiba, foram mortos. Relatos indicam que esses homens que foram mortos estavam no contato com o Zero, e tinham o objetivo de tentar rachar a milícia de Guaratiba, mas não deu muito certo. Zero era um miĺiciano que atuava no bando de PL mas que foi expulso da quadrilha e teria se aproximado do Comando Vermelho. Horas antes do acontecido circulou que a situação estava tensa na região porque alguns milicianos insatisfeitos com a gestão do DG, estavam no contato com o Zero, e poderia ter uma guerra interna dentro da milícia de Guaratiba.

Vereador foi executado em Tanguá. VIDEO

O vereador Sandrinho Oficina do Som foi assassinado a tiros de fuzil na noite de hoje em Tanguá, cidade do Leste Fluminense. O crime ocorreu próximo ao seu comércio no centro da cidade.. Segundo informações preliminares, um carro teria parado em frente ao estabelecimento em que ele estava e homens teriam disparado muitos tiros. Ele chegou a ser socorrido, mas chegou ao hospital de Tanguá morto. A Delegacia de Homicídios de Niterói vai assumir as investigações.

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