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Author name: Mario Hugo Monken

Sou redator com 25 anos de experiência em investigação policial, formado em Jornalismo. Ao longo da carreira, desenvolvi um olhar apurado para apurar e contar histórias complexas, com foco em detalhes e precisão. Minha paixão pela investigação e pela escrita me permite desvendar narrativas profundas, oferecendo ao leitor informações relevantes e impactantes sobre o universo da segurança pública.

Mario Hugo Monken

Agente infiltrado”: STF revela que Daniel Vorcaro teria policial federal da ativa operando esquema clandestino dentro da PF do Rio. Ele recebia a propina via Pix

Documento do Supremo Tribunal Federal detalha como um policial federal da ativa teria atuado dentro da própria corporação em favor da estrutura clandestina ligada a Daniel Vorcaro, realizando consultas sigilosas, acessando sistemas internos da Polícia Federal, monitorando alvos e abastecendo integrantes da organização com informações reservadas. O agente Anderson Wander da Silva Lima, lotado na DEAIN/DREX/SR/PF/RJ, é apontado pela investigação como a “longa manus” de Marilson Roseno dentro da Polícia Federal. Agente federal aposentado, Marilson era o líder operacional de Vorcaro. Segundo a representação, ele realizava ou articulava consultas indevidas em sistemas internos da corporação, repassando a Marilson dados reservados que, posteriormente, seriam utilizados em favor de Daniel Vorcaro, Felipe Mourão e demais integrantes do grupo criminoso. A autoridade policial afirma que Anderson recebia contrapartidas financeiras pelas atividades ilícitas e que, por continuar na ativa, possuía acesso privilegiado, atual e funcional aos bancos de dados oficiais da Polícia Federal, sendo justamente por isso constantemente acionado por Marilson. A investigação aponta que, ao menos desde agosto de 2023, Anderson vinha realizando pesquisas em bases internas da PF e transmitindo os resultados a Marilson, que redistribuía as informações ao núcleo central da organização. Segundo a Polícia Federal, não se trata de episódio isolado. A representação descreve um padrão contínuo e estável de exploração criminosa do acesso institucional da corporação em benefício dos interesses do grupo ligado a Daniel Vorcaro. O primeiro episódio concreto citado ocorreu em 05 de agosto de 2023. Na data, Marilson encaminhou a Anderson a fotografia do passaporte de R.A.M. e perguntou se a pessoa havia deixado o país e, em caso positivo, qual teria sido o destino. A investigação relata que um colega de Anderson se recusou a realizar a consulta ilegal. Diante disso, o agente teria classificado o servidor como “babaquinha demais”. Ainda no mesmo dia, Anderson enviou áudio a Marilson afirmando que “a gente tem que ver se aquela outra meta lá avança”, pedindo que não fosse abandonado e solicitando ajuda. Em resposta, Marilson afirmou que “a situação de terça-feira” já representaria avanço nos pleitos de Anderson por novas demandas. Posteriormente, durante o plantão de sua equipe, Anderson encaminhou áudios com as informações solicitadas, gravados por um terceiro ainda não identificado, além de enviar imagem de tela de sistema interno da Polícia Federal contendo dados de entrada e saída do país relacionados a R.A.M. Segundo a autoridade policial, os diálogos revelam que Anderson tinha plena consciência da ilegalidade das consultas e atuava deliberadamente para viabilizar e entregar conteúdo reservado ao grupo criminoso, inclusive mobilizando terceiros dentro da estrutura policial. As conversas interceptadas também revelariam o recebimento de vantagens e recompensas pelas informações sigilosas fornecidas. Em 08 de agosto de 2023, Marilson pediu a Anderson que gravasse um áudio para um terceiro dizendo: “depois vê aí o que consegue fazer pela gente”. O agente atendeu ao pedido e acrescentou espontaneamente a frase: “moral se paga com moral”, além de pedir “fortalecimento”. No dia seguinte, Marilson solicitou a chave Pix de Anderson para enviar “um presente pra filhota que passou no vestibular”. Em 11 de agosto de 2023, Anderson respondeu agradecendo e afirmou que a jovem “adorou o presente”. Para a Polícia Federal, o episódio demonstra uma contrapartida patrimonial concreta vinculada à disponibilidade funcional do policial para realizar consultas e obter dados sigilosos. Em 20 de setembro de 2023, Anderson voltou a conversar com Marilson e afirmou estar “fedendo”, que precisava de alguma “coisinha boa” e gostaria de fazer “uns trabalhinhos”. Marilson respondeu dizendo que, no mês seguinte, talvez fosse ao Rio de Janeiro e teria “um negócio” em que precisaria do apoio “de vocês aí”, classificando a situação como “muito interessante”. Segundo a representação, o diálogo demonstra que Anderson não era mero executor ocasional de consultas clandestinas, mas alguém integrado a um circuito contínuo de demandas futuras e expectativa de remuneração. A Polícia Federal afirma que havia uma relação permanente entre Anderson e Marilson baseada no atendimento sucessivo de solicitações sigilosas em troca de vantagens materiais. Em 09 de outubro de 2023, Marilson formulou nova solicitação ao policial, novamente atendida. No dia seguinte, 10 de outubro de 2023, Marilson enviou foto do visto americano de determinada pessoa e pediu que Anderson verificasse, com urgência, se o alvo ainda estava no Chile. Segundo a investigação, a demanda foi atendida. Em 11 de outubro de 2023, os questionamentos continuaram. A autoridade policial destaca que Anderson utilizava expressões como “a gente” e “conforme nós prevíamos”, o que, segundo a investigação, evidencia sua inserção em grupo articulado de agentes com acesso a dados internos da Polícia Federal, operando de forma colaborativa. Outro trecho considerado extremamente grave pela investigação ocorreu em 15 de fevereiro de 2024. Na ocasião, Marilson pediu que Anderson verificasse, com urgência, se determinado inquérito policial tratava de crime financeiro envolvendo Daniel Vorcaro, solicitando tudo o que pudesse ser enviado sobre o procedimento. A representação afirma que Anderson repassou a demanda a outros três colegas da Polícia Federal, enviando posteriormente capturas de tela das respostas recebidas. Em seguida, Marilson esclareceu que não precisava do acesso integral ao processo sigiloso, mas apenas de uma versão “sucinta” do inquérito. Já em 23 de fevereiro de 2024, nova solicitação foi feita por Marilson, agora relacionada a outro procedimento associado a uma intimação dirigida a Henrique Vorcaro, pai de Daniel Vorcaro. Segundo a Polícia Federal, Anderson atendeu parcialmente à demanda. Os investigadores sustentam que o agente era acionado não apenas para consultas cadastrais simples, mas também para sondar investigações sigilosas de interesse direto do núcleo Vorcaro, inclusive mobilizando sua rede de contatos dentro da corporação. A investigação menciona ainda nova demanda em 30 de julho de 2024, novamente relacionada à situação migratória de determinada pessoa. Já em 30 de outubro de 2024, Marilson acionou Anderson para “dar um pulão” em um DJ que, segundo a mensagem, teria “rede de pedofilia da internet” e teria “mexido com a filha de um cara, filho de um… com o CEO do banco aí”. Na sequência, foram enviados os dados de R.F.S. Para a Polícia Federal,

DOCUMENTO DO STF REVELA SUPOSTO BRAÇO DO JOGO DO BICHO USADO PARA AMEAÇAR DESAFETOS DE EX-DONO DO BANCO MASTER. LEIA DETALHES DAS AÇÕES INTIMIDATÓRIAS

Documento do Supremo Tribunal Federal (STF) revela que um operador do jogo do bicho apontado como integrante do núcleo criminoso conhecido como “A Turma” teria atuado como responsável por ameaças presenciais e intimidações contra desafetos do ex-dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, no Estado do Rio de Janeiro. Segundo a investigação, Manoel Mendes Rodrigues exerceria papel de liderança de um braço local da organização criminosa, formado por operadores do jogo do bicho, milicianos e policiais, usado para executar ações de pressão física, monitoramento e constrangimento direto de alvos considerados problemas para os interesses da família Vorcaro. A Polícia Federal afirma que Manoel funcionava como elo entre o comando central da organização e a força local empregada para intimidação presencial. O documento aponta que uma das ações mais graves atribuídas ao grupo ocorreu em Angra dos Reis, em junho de 2024. Segundo os autos, após determinação de Daniel Vorcaro, integrantes do núcleo “A Turma” teriam se deslocado até a Marina Bracuhy para ameaçar L.F.W., então comandante de uma embarcação utilizada pelo empresário. Na sequência, o grupo também teria ido até um hotel para intimidar L.G., ex-chefe de cozinha ligado ao círculo do empresário. A investigação descreve uma verdadeira operação de monitoramento contra os dois alvos. De acordo com a cronologia levantada pela Polícia Federal, Daniel Vorcaro teria encaminhado documentos pessoais de L.F.W. para Felipe Mourão, conhecido como “Sicário”, ordenando que fosse feito “levantamento de tudo” e afirmando que “teriam que ir pra cima”. O documento afirma ainda que houve determinação para levantamento de dados pessoais e familiares não apenas de L.F.W., mas também de L.G. Em resposta, Felipe Mourão teria encaminhado áudios informando que os levantamentos já estavam em andamento. Em uma das conversas citadas nos autos, integrantes do grupo discutem qual seria a ordem exata: acompanhamento, monitoramento ou abordagem direta das vítimas. Para os investigadores, os diálogos mostram que o braço carioca da organização atuava mediante ordens concretas vindas do núcleo central do esquema. Segundo o parecer do Ministério Público Federal, as próprias vítimas relataram episódios de terror envolvendo grupos armados. L.F.W. afirmou ter sido ameaçado de morte por cerca de sete homens e declarou que um dos integrantes se apresentou como “Manoel”, amigo de Daniel Vorcaro e ligado ao jogo do bicho. Já L.G. descreveu abordagem semelhante, envolvendo Felipe Mourão e outro homem identificado como “Manoel” ou “Emanuel”. Uma testemunha ligada à embarcação Solar I também relatou ter sido abordada por um grupo de seis a sete homens que procuravam por L.F.W. Para os investigadores, os relatos colocam Manoel diretamente no centro das ações presenciais de intimidação. A investigação afirma que sua atuação seria particularmente grave porque revelaria a existência de um braço territorializado da organização no Rio de Janeiro, com potencial uso de força privada ou paramilitar para atender interesses da família Vorcaro. Segundo o documento, Manoel seria responsável por disponibilizar mão de obra intimidatória e presença física no estado, funcionando como instrumento de coerção da organização criminosa. Os autos também apontam que, durante as ações em Angra dos Reis, integrantes do grupo realizaram levantamentos de dados pessoais e familiares das vítimas, monitoramentos e discussões sobre acompanhamento telefônico. Em um dos trechos citados no documento, investigadores afirmam que os integrantes chegaram a cogitar agir “na mesma língua” dos alvos, expressão interpretada pela Polícia Federal como indicativo de possível escalada de intimidação. Para a investigação, a presença de Manoel tinha justamente a função de conferir credibilidade às ameaças e causar medo nas vítimas. O STF aponta que os elementos reunidos até agora indicam que Manoel Mendes Rodrigues teria atuado como executor presencial e articulador territorial do núcleo “A Turma”, liderando um braço local da organização no Rio de Janeiro e mobilizando grupos de quatro a seis pessoas para ações de ameaça e pressão física. Segundo a investigação, ele também manteria comunicação constante com Felipe Mourão e outros integrantes do esquema, utilizando sua influência no submundo do jogo do bicho como instrumento de coerção em favor da organização investigada. O caso segue sob investigação no Supremo Tribunal Federal.

DOCUMENTO DO STF REVELA SUPOSTA ESTRUTURA COM PFs, HACKERS, INTIMIDAÇÕES E PAGAMENTOS DE R$ 1 MILHÃO POR MÊS LIGADA AO EX-DONO DO BANCO MASTER

Documento do Supremo Tribunal Federal (STF) revelou detalhes explosivos sobre a suposta existência de dois grupos clandestinos ligados ao ex-dono do Banco Master, Daniel Vorcaro. As estruturas investigadas envolveriam policiais federais, hackers, monitoramentos ilegais, ameaças e pagamentos milionários mensais. Segundo a investigação da Polícia Federal, os núcleos eram conhecidos como “A Turma” e “Os Meninos”. Eles teriam sido criados para executar desde intimidações presenciais até invasões cibernéticas e espionagem ilegal de desafetos do empresário. O dado mais impactante apontado nos autos é que os grupos receberiam aproximadamente R$ 1 milhão por mês para manter toda a estrutura funcionando. De acordo com a representação policial, “A Turma” seria voltada para ações consideradas extremamente graves, como ameaças, coerções, levantamentos clandestinos, obtenção ilegal de dados sigilosos e acessos indevidos a sistemas governamentais. Já “Os Meninos” teria perfil tecnológico e atuaria em ataques hackers, invasões telemáticas, derrubada de perfis e monitoramentos telefônicos e digitais ilegais. Ambos os grupos, segundo a PF, eram gerenciados por Felipe Mourão, conhecido como “Sicário”, encontrado morto na cadeia. A investigação afirma que os dois núcleos tinham como finalidade atender ordens vindas do núcleo central da organização investigada. No caso de “A Turma”, chama atenção a participação de policiais federais. O agente Marilson Roseno da Silva é apontado como liderança operacional do grupo e responsável por coordenar ações de intimidação e obtenção clandestina de informações sigilosas. Também aparecem citados o policial federal aposentado Sebastião Monteiro Júnior e o policial federal da ativa Anderson Wander da Silva Lima, lotado na Superintendência Regional da PF no Rio de Janeiro. Segundo a investigação, esse braço operacional seria utilizado para acompanhar, monitorar e intimidar desafetos de Daniel Vorcaro. Outro ponto considerado central pela Polícia Federal envolve Henrique Moura Vorcaro, pai de Daniel Vorcaro. Ele é apontado como demandante dos serviços ilícitos, beneficiário das ações do grupo e operador financeiro responsável pelos pagamentos destinados à manutenção da estrutura criminosa. As conversas extraídas do celular de Marilson indicariam que Henrique continuou acionando integrantes da organização mesmo após o início ostensivo da Operação Compliance Zero. Em uma mensagem de janeiro de 2026 destacada pela investigação, Henrique afirma: “No momento em que estou é que preciso de vocês”. Para a PF, a frase seria uma referência direta à continuidade da atuação do grupo. As mensagens também revelam cobranças envolvendo cifras milionárias. Em uma conversa, Marilson pede para Henrique não deixá-lo “à deriva”, afirmando estar “segurando uma manada de búfalo” enquanto aguardava pagamentos prometidos. Henrique responde dizendo que enviaria “400” assim que recebesse recursos. Marilson rebate afirmando que o ideal seria “800k”. Segundo a PF, o valor de R$ 400 mil seria destinado mensalmente à manutenção da chamada “Turma”. Outro trecho considerado explosivo envolve uma explicação dada por Felipe Mourão sobre a divisão do dinheiro dentro da estrutura. Segundo ele, Daniel Vorcaro enviaria os valores mensais e o dinheiro seria repartido entre os integrantes dos grupos. “Ele manda o mensal e eu divido entre a turma. Os meninos mando 75 pra cada”, teria dito Mourão. A investigação afirma que “A Turma” receberia cerca de R$ 400 mil mensais, enquanto integrantes de “Os Meninos” ganhariam aproximadamente R$ 75 mil cada. Parte dos valores permaneceria com o próprio Mourão. A Polícia Federal também identificou Fabiano Zettel como possível responsável operacional pelos pagamentos do esquema. Em mensagens anexadas aos autos, integrantes reclamam que “o Fabiano não mandou este mês e a turma está perguntando”, indicando uma rotina de repasses financeiros permanentes para manter o funcionamento da organização. O documento ainda cita Manoel Mendes Rodrigues, descrito como “empresário do jogo” no Rio de Janeiro. Ele é apontado como líder de um braço local da estrutura criminosa composto por pessoas ainda não identificadas. Segundo a investigação, os elementos reunidos demonstram uma organização sofisticada, com divisão de tarefas, financiamento contínuo, uso de tecnologia avançada, participação de agentes públicos e estratégias para dificultar rastreamentos, incluindo troca constante de aparelhos telefônicos e utilização de números estrangeiros. O caso segue em investigação sob supervisão do STF. cara, nao eh para omitir nada no texto q te mandei Documento ligado ao Supremo Tribunal Federal (STF) revelou detalhes explosivos sobre a suposta existência de dois grupos clandestinos ligados ao ex-dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, envolvendo policiais federais, hackers, monitoramentos ilegais, ameaças e pagamentos milionários mensais. Segundo a investigação da Polícia Federal, os núcleos eram conhecidos como “A Turma” e “Os Meninos”. Eles teriam sido criados para executar desde intimidações presenciais até invasões cibernéticas e espionagem ilegal de desafetos do empresário. O dado mais impactante apontado nos autos é que os grupos receberiam aproximadamente R$ 1 milhão por mês para manter toda a estrutura funcionando. De acordo com a representação policial, “A Turma” seria voltada para ações consideradas extremamente graves, como ameaças, intimidações presenciais, coerções, levantamentos clandestinos, obtenção ilegal de dados sigilosos e acessos indevidos a sistemas governamentais. Já “Os Meninos” teria perfil tecnológico e atuaria em ataques hackers, invasões telemáticas, derrubada de perfis e monitoramentos telefônicos e digitais ilegais. Segundo a autoridade policial, ambos os grupos eram gerenciados por Felipe Mourão, conhecido como “Sicário”, encontrado morto na cadeia. A investigação afirma que os dois núcleos tinham como finalidade atender ordens vindas do núcleo central da organização investigada. No caso de “A Turma”, chama atenção a participação de policiais federais. O agente Marilson Roseno da Silva é apontado como liderança operacional do grupo e responsável por coordenar ações de intimidação, levantamentos clandestinos e obtenção ilícita de informações sigilosas. Também aparecem citados o policial federal aposentado Sebastião Monteiro Júnior e o policial federal da ativa Anderson Wander da Silva Lima, lotado na Superintendência Regional da PF no Rio de Janeiro. Segundo a investigação, esse braço operacional seria utilizado tanto para acompanhar e monitorar desafetos de Daniel Vorcaro quanto para executar intimidações presenciais. Outro nome citado é Manoel Mendes Rodrigues, descrito no documento como “empresário do jogo” no Estado do Rio de Janeiro. Ele seria apontado como líder de um braço local da organização, composto por pessoas ainda não identificadas. Em relação ao núcleo “Os Meninos”, a Polícia Federal afirma que

Lacoste e Coelhão da Serrinha (TCP) têm prisão preventiva decretada suspeitos de mandarem matar entregadores de lanche envolvidos com o tráfico no Morro do Dezoito (CV)

Os líderes do tráfico de drogas no Complexo da Serrinha, em Madureira, os bandidos conhecidos como Lacoste ou Salomão e Coelhão tiveram as prisões preventivas decretadas suspeitos de ordenarem dois homicídios de envolvidos com o crime no Morro do Dezoito, em Água Santa. Uma das vítimas foi Henrique Vitor Martins de Oliveira Marçano. A mãe disse que soube da morte do filho por populares que disseram que duas pessoas tinham sido baleadas em frente a uma estação de trem na Rua Nerval Gouveia. Ao chegar no local, viu Henrique morto e uma outra pessoa ferida. Falou que soube que Henrique estava com um amigo em uma moto que havia parado por falta de gasolina , e que em determinado momento parou um carro de cor preta com quatro elementos bem armados , e sairam perguntando ao filho e ao amigo dizendo: Fé fé? ; O amigo do filho respondeu dizendo fé e foi baleado em seguida e que Henrique tentou correr mas também fora alvejado. Segundo a tesemunha, os atiradores seriam integrantes da facção criminosa Terceiro Comando Puro e que o filho estava envolvido com o tráfico do morro do Dezoito cuja facção é CV. Tinha conhecimento que Henrique trabalhava como entregador de lanche e não soube dizer se Henrique tinha ou não briga/rixa ou se vinha ou não sofrendo ameaças . A outra vítima foi Lucas Teixeira de Carvalho. Seu avô contou que oube da morte por meio de um telefonema de uma pessoa que não se identificou , e informou a sua esposa , a , que informou que Lucas estava baleado junto com outro rapaz em frente a estação de trem; Que LUCAS ainda foi socorrido para Hospital Municipal Lourenço Jorge , porém quand. Lucas foi socorrido ao Hospital Salgado Filho mas chegou morto. Também falou que o neto era entregador de lanche mas que tomou conhecimento recentemente que estava envolvido na organização criminosa do tráfico do morro do Dezoito e Caixa d`agua em Quintino, e que o mesmo era usuário de drogas. Ele já fora preso por crime de Roubo. Após a informação trazida pelos familiares das vítimas de que ambos eram membros da organização criminosa que explora o tráfico de drogas na localidade dos fatos, o relatório policial informa que a referida localidade encontra-se marcada por uma guerra entre organizações criminosas rivais que buscam o domínio do comércio ilegal de drogas. Os denunciados ocupam posição de liderança da organização criminosa rival a que pertenciam as vítimas, de forma que cabe somente a eles ordenar, coordenar e comandar os atos ilícitos praticados nas ações que visam a expansão territorial de seus domínios. . O fato criminoso imputado aos denunciados reveste-se de extrema violência na medida em que os autos noticiam que a principal motivação para o cometimento do crime foi a disputa territorial pela exploração do tráfico de drogas ilícitas entre duas facções criminosas. Há indícios de que os denunciados tem uma vida voltada para o crime, sendo líderes de uma organização criminosa em região próxima de onde o fato ocorreu, não existindo segurança de que tenha uma vida voltada para atividades lícitas, justificando-se a prisão preventiva .

Ameaças, Briga por FGTS e Vídeo Desesperador: Novos Bastidores do Caso do Vigilante Desaparecido em Niterói

Ameaças de demissão, conflitos envolvendo direitos trabalhistas e até cobranças relacionadas a um antigo acidente com carro da empresa estão entre as possíveis motivações apontadas por testemunhas para o desaparecimento do vigilante Maximiliano Pina Julio, em Niterói. O caso ganhou contornos ainda mais assustadores após a vítima aparecer ensanguentada em uma chamada de vídeo para a namorada, afirmando ter sido baleada pelo próprio patrão momentos antes de desaparecer sem deixar rastros. A Justiça do Rio aceitou a denúncia do Ministério Público e decretou a prisão preventiva de Bruno Cordeiro Gomes de Souza e Marcelo São Paio de Figueiredo, investigados por homicídio qualificado, ocultação de cadáver e fraude processual. Segundo testemunhas ouvidas pela polícia, Maximiliano vivia um ambiente de tensão no trabalho meses antes do desaparecimento. Um dos relatos aponta que ele vinha sofrendo pressão após ter batido um carro da empresa cerca de dois anos atrás. Ainda segundo o depoimento, Marcelo, apontado como fiscal do contrato da empresa de segurança, estaria ameaçando demiti-lo e utilizar parte do FGTS da vítima para cobrir os prejuízos do veículo. Outra testemunha relatou que existiam conflitos relacionados à supressão de direitos trabalhistas dos funcionários quando os serviços ainda eram prestados por outra empresa ligada ao mesmo grupo. Segundo o depoimento, o clima interno era marcado por desentendimentos e ordens consideradas abusivas. As suspeitas cresceram ainda mais após a revelação de uma conversa considerada extremamente perturbadora pelos investigadores. Na manhã de 21 de fevereiro de 2026, por volta das 7h05, a namorada de Maximiliano recebeu uma chamada de vídeo pelo WhatsApp. Segundo o relato prestado à polícia, o vigilante aparecia caído no chão, coberto de sangue e gritando por socorro. Durante os 57 segundos da ligação, ele repetia várias vezes que havia sido baleado pelo próprio patrão, identificado como Marcelo. A testemunha afirmou que Maximiliano tentava se levantar apoiado em uma mesa enquanto segurava o celular. Havia sangue na camisa, nas mãos e também espalhado pelo chão ao redor dele. A ligação caiu abruptamente e, desde então, ele nunca mais foi visto. Desesperada, a namorada foi até o local onde o vigilante trabalhava, na unidade da PESAGRO, no Horto do Fonseca, em Niterói. Lá, descobriu que Maximiliano sequer havia assumido o plantão naquele dia. A motocicleta usada por ele também não estava mais no estacionamento da empresa. Policiais militares e bombeiros realizaram buscas na área, mas não encontraram vestígios aparentes de sangue, sinais de luta corporal ou qualquer pista concreta do paradeiro da vítima. As investigações avançaram após análise de imagens de câmeras de segurança obtidas pela Delegacia de Homicídios. Segundo os autos, as gravações mostrariam um dos acusados circulando pela área pouco antes do desaparecimento. Em outro momento, um homem apontado como sendo Maximiliano aparece chegando de motocicleta ao local de trabalho. Pouco depois, as câmeras registrariam a moto da vítima sendo levada e escondida em outro endereço. Outro trecho das imagens mostra dois homens carregando um objeto não identificado para dentro de um veículo preto ligado à empresa investigada. Uma testemunha também afirmou que, dias após o desaparecimento, encontrou a sala de segurança do local completamente diferente do habitual. Segundo o relato, móveis haviam sido reposicionados, havia marcas recentes de cimento no chão e um forte cheiro de produto no ambiente, indicando uma possível limpeza ou alteração às pressas. Para o Ministério Público, os depoimentos, as imagens e o comportamento dos investigados formam um conjunto robusto de indícios sobre a prática dos crimes. Na decisão que decretou as prisões preventivas, a Justiça destacou a gravidade concreta do caso, o risco de intimidação de testemunhas e a necessidade de preservar a instrução criminal. Apesar das prisões decretadas, o paradeiro do corpo de Maximiliano continua desconhecido, aumentando ainda mais o mistério e a repercussão de um caso que mistura desaparecimento, denúncias graves e uma ligação de vídeo que pode ter registrado os últimos momentos da vítima.

Braço-Direito de Fernandinho Beira-Mar tem prisão decretada acusado de mandar espancar e matar PM que entrou por engano em comunidade da zona norte do Rio

A Justiça decretou recentemente a prisão preventiva do traficante Anderson Sant´Anna da Silva, o Gão, apontado como braço-direito de Fernndinho Beira-Mar, por um homicídio cometido na comunidade do Faz Quem Quer, em Rocha Miranda, no ano passado. O crime ocorreu em 22 de março de 2025. A vítima, o PM Everton Pitombeira, teria sido alvejada e espancada por integrantes do tráfico local ao adentrar a comunidade e se deparar com as barricadas de contenção do ponto de venda de drogas conhecido como “Ponto da pV”, localizado na Rua Paulo Viana. O PM entrou por engano no local após seguir orientação do GPS. Um traficante foi ouvido e detalhou”não só a pirâmide de hierarquia e domínio estabelecida entre os integrantes do tráfico local, no qual também atuava, mas também a autoria e a dinâmica do Em seu depoimento, o suspeito reconheceu o traficante Fininho, como sendo aquele que executou a vítima, por meio de diversos disparos de arma de fogo, tendo, ainda, desferido chutes em sua cabeça mesmo após executada, Disse que um traficante conhecido como Wndell como sendo o segurança da boca de fumo da “PV”, sendo o responsável por efetuar diversos disparos de arma de fogo em direção ao carro da vítima. Além de “Finnho, o suspeito ” apontou, também, Gão omo sendo o “dono da comunidade “, a quem competiria a autorização de todas as decisões da localidade,. Gão responde a outros processos judiciais por tráfico de drogas, associação ao tráfico e homicídio, sendo apontado como braço direito de Fernandinho Beira Mar em várias comunidades sob o domínio do Comando Vermelho Segundo os autos, ele teria sido o responsável pelas ordens para colocação das barricadas o mais próximo possível das ruas principais, com o objetivo de promover o avanço de seus “domínios”, dinâmica essa que teria resultado no óbito da vítima. O depoente afirmou ainda que o bandido vulgo MD como sendo o “vapor” da localidade conhecida por “PV”, onde ocorreu o crime, sendo aquele que corre sem camisa, portando uma pistola, logo após o policial militar ser executado, Ele prestaria subordinação ao falecido Luiz Victor Costa Silva de Souza, o VT, e servindo ao Gão tido como patrão da comunidade. Aliado a isso, as investigações indicam que ele seria o indivíduo que, nos registros estaria correndo para o interior da comunidade em fuga do local do fato, portando uma arma de fogo (pistola), trajando bermuda e sem camisa. Além de Gão, Wendell e MD tambem tiveram as prisões preventivas decretadas. Foi determinada a expedição dos mandados de prisão que têm o prazo de 20 (vinte) anos para serem cumpridos.

Três anos depois, Justiça manda prender acusados de executar PM na Avenida Brasil, mas deixa supostos mandantes de fora do processo

Depois de mais de três anos de um dos ataques mais violentos registrados na Avenida Brasil, na altura da Penha, a Justiça finalmente decidiu agir contra parte dos envolvidos na ação criminosa que terminou com a morte do policial militar Victor Hugo Lustoza Barros e deixou outro agente sob ataque de tiros de fuzil. Apesar do avanço no caso, a decisão judicial acabou deixando de fora justamente os apontados chefões do tráfico da Nova Holanda, citados pelo Ministério Público como líderes da organização criminosa. A denúncia apresentada pelo Ministério Público do Rio descreve uma madrugada de terror ocorrida em 16 de abril de 2023, quando criminosos envolvidos numa tentativa de roubo à empresa JADLOG abriram fogo contra policiais militares na Avenida Brasil. Segundo as investigações, os criminosos estavam fortemente armados e utilizaram até fuzis calibre 5,56 durante o confronto. Victor Hugo acabou atingido pelos disparos e morreu no local. O policial Marcelo Juvenal Araújo, que estava junto da vítima fatal, também teria sido alvo dos tiros, mas sobreviveu. De acordo com a denúncia, os criminosos fugiam após a tentativa de assalto quando encontraram uma viatura da PM estacionada. Foi nesse momento que os ataques começaram. O laudo pericial apontou marcas de tiros na viatura policial, reforçando a violência da emboscada. A investigação identificou o veículo utilizado pelos criminosos, um Honda WR-V prata, além de reunir depoimentos e laudos que apontaram a participação de integrantes ligados ao tráfico da Nova Holanda, no Complexo da Maré. Entre os denunciados estavam Luiz Carlos Gonçalves, conhecido como “LC”, e Rodrigo da Silva Caetano, o “Motoboy”, apontados como líderes do tráfico de drogas na comunidade e acusados pelo Ministério Público de autorizar ações criminosas da quadrilha. Segundo a denúncia, ambos exerciam papel de comando dentro da organização criminosa e teriam ligação direta com a estrutura usada nos roubos e ataques armados. No entanto, apesar das acusações, a Justiça rejeitou a denúncia contra os dois traficantes. Na decisão, o magistrado afirmou que o Ministério Público não conseguiu apresentar elementos suficientes que demonstrassem, de forma concreta, que os dois chefões determinaram especificamente o ataque que terminou na morte do policial militar. O juiz destacou que ocupar posição de liderança no tráfico não seria suficiente, por si só, para responsabilizá-los diretamente pelo crime. Com isso, LC e Motoboy ficaram fora da ação penal neste momento e também escaparam dos pedidos de prisão preventiva. Por outro lado, a Justiça aceitou a denúncia contra Lucas Wandel Meireles do Nascimento, Alexandre Araujo da Costa e João Pereira de Araújo Júnior, o “Russo”. Segundo as investigações, Lucas estaria dentro do carro usado pelos criminosos e teria efetuado disparos de fuzil contra os policiais. Alexandre foi apontado como integrante da quadrilha responsável pela tentativa de assalto à transportadora. Já Russo teria papel estratégico dentro da organização criminosa, sendo responsável pelo fornecimento de armas, logística e escolha dos alvos das ações criminosas. A decisão judicial também decretou a prisão preventiva dos três acusados, citando a gravidade extrema do caso, o uso de armamento de guerra, o risco de fuga e a atuação da organização criminosa na comunidade da Nova Holanda. O magistrado ressaltou ainda que o ataque contra policiais fardados em serviço representou um grave abalo à segurança pública. Enquanto isso, outros nomes citados no procedimento tiveram o caso arquivado devido às mortes dos investigados. Mesmo após anos de investigação, o caso segue cercado de questionamentos, principalmente pelo fato de os apontados líderes da facção terem ficado de fora da denúncia aceita pela Justiça, apesar de serem citados pelo próprio Ministério Público como responsáveis pela estrutura criminosa que comandava os ataques armados e roubos na região. Vitor stava na corporação desde 2011 e deixou uma filha.

“Ela bateu o fogão na cabeça da minha irmã”: relato de menino de 4 anos expõe morte brutal de garota de 12 anos na Baixada

O depoimento de uma criança de apenas 4 anos revelou detalhes assustadores sobre a morte da menina Myrella Freire Venceslau, de 12 anos, encontrada sem vida nos fundos de casa, enrolada em um lençol e coberta por folhas de bananeira, em Vilar dos Teles, São João de Meriti, na Baixada Fluminense. Segundo a investigação da Polícia Civil, o menino — irmão da vítima — contou a familiares que “a tia Bianca brigou com Mirella e bateu com o fogão na cabeça dela”. O relato, considerado espontâneo pelos investigadores, revelou como a adolescente teria sido assassinada dentro da residência após uma discussão. A principal suspeita é Bianca Martins da Silva Oliveira, companheira da mãe da vítima, que teve a prisão temporária decretada pela Justiça por homicídio doloso. O laudo de necropsia apontou que Myrella morreu em consequência de traumatismo craniano grave, com lesão no encéfalo e hemorragia intracraniana provocados por forte impacto na cabeça. versão inicial falava em homem desconhecido Logo após o crime, Bianca apresentou à polícia uma versão completamente diferente da que passou a surgir ao longo das investigações. Ela afirmou que havia saído cedo para uma entrevista de emprego e que, ao retornar perto do meio-dia, encontrou o portão trancado e a casa revirada. Disse ainda que precisou pular o muro para entrar na residência. Segundo Bianca, o menino de 4 anos contou naquele momento que um suposto homem desconhecido teria aparecido na casa. A criança teria descrito o suspeito como “muito negro”, usando blusa vermelha e short preto e azul, além de afirmar que “o tio” o colocou para dormir. A mãe da menina, Vitória, inicialmente confirmou a versão apresentada pela companheira. As duas passaram a procurar Myrella até encontrarem o corpo da adolescente nos fundos do imóvel. Mas a narrativa começou a desmoronar poucas horas depois. adolescente contradisse versão da suspeita Uma adolescente identificada apenas como J., citada pela própria mãe da vítima, foi ouvida na delegacia e apresentou informações que passaram a contradizer diretamente o depoimento de Bianca. Segundo os investigadores, J. esteve na residência às 11h26 — horário confirmado pelo histórico de chamadas telefônicas — e encontrou Bianca dentro da casa ao lado de Myrella e do menino. O detalhe chamou atenção porque Bianca havia afirmado que só retornou ao imóvel perto das 12h. A adolescente relatou ainda que Bianca pediu para que ela não contasse à mãe da vítima que estava na residência naquele horário. Pouco depois, veio a revelação considerada mais impactante do caso: o menino de 4 anos contou a J. que havia ocorrido uma briga entre Bianca e Myrella e que a suspeita teria batido com um fogão na cabeça da irmã dele. O relato passou a ser tratado como peça central da investigação. mensagens antes da morte aumentaram suspeitas As suspeitas contra Bianca aumentaram após a polícia analisar conversas trocadas entre ela e Vitória em um aplicativo de mensagens. Segundo os investigadores, o relacionamento das duas estava chegando ao fim justamente na manhã do crime. Nas mensagens, Bianca se despedia da companheira em tom emocional e demonstrava preocupação incomum com Myrella. Em um dos trechos, escreveu: “Só cuidado nesses intervalos que Myrella vai na rua, porque pode acontecer muita coisa.” Em outra mensagem, afirmou: “Dona 7 já falou, nego preto já avisou em sonhos. Depois o que resta vai ser chorar.” Para os investigadores, as mensagens levantaram suspeitas de que Bianca poderia estar tentando criar previamente uma narrativa envolvendo um suposto criminoso desconhecido. Outro detalhe chamou atenção da polícia: às 11h17, Bianca enviou mensagem dizendo que estava dentro de um ônibus. Porém, segundo o depoimento de J., ela ainda estava dentro da residência minutos depois. tia afirma que menina tinha medo da madrasta A tia da vítima, Emanuela, contou à polícia que Myrella demonstrava medo constante da convivência com Bianca e frequentemente reclamava das brigas dentro de casa. Segundo a familiar, a adolescente dizia que a madrasta afirmava que ela atrapalhava o relacionamento com Vitória. Emanuela revelou ainda que Myrella chegou a pedir para morar em sua casa por não querer mais conviver com Bianca. “Ela tremia quando falava dela”, relatou em depoimento. Ainda segundo a tia, Myrella também tinha medo de deixar o irmão pequeno sozinho na residência. Familiares afirmaram que o relacionamento entre Bianca e Vitória era marcado por discussões constantes e episódios de manipulação emocional. justiça vê risco de interferência na investigação Na decisão que autorizou a prisão temporária de Bianca por cinco dias, a Justiça destacou a existência de fortes indícios de autoria e apontou risco concreto de interferência nas investigações caso ela permanecesse em liberdade. O principal temor é em relação ao depoimento especial do menino de 4 anos, tratado como a única testemunha ocular do crime. Segundo a decisão, há suspeitas de que a criança tenha sido inicialmente orientada a mencionar o suposto homem de blusa vermelha para afastar as suspeitas da investigada. A Justiça também ressaltou a necessidade de proteger a adolescente J., considerada peça-chave para o esclarecimento do caso. Bianca Martins da Silva Oliveira segue presa temporariamente enquanto a Polícia Civil aprofunda as investigações sobre a morte de Myrella Freire Venceslau.

Comerciante foi morto em Caxias por não aceitar comprar mercadorias com traficantes do TCP

Um comerciante chamado Jailton foi assassinado por traficantes do Terceiro Comando Puro em Duque de Caxias. O rapaz foi morto dentro do próprio estabelecimento por não ceder a pressão dos criminosos em comprar mercadoria com eles por um preço bem maior. Os bandidos também o acusavam de ser informante da polícia. Segundo relatos, os autores seriam traficantes vulgos WL e Chupa Lata. Eles estavam em uma moto e havia uma outra vermelha com mais dois suspeitos ainda não identificados. O deputado estadual Marcelo Dino comentou sobre o caso nas suas redes sociais. Quem trabalha honestamente no Rio de Janeiro está sendo colocado contra a parede pelo crime organizado.Essa foi mais uma história absurda que chegou até mim em Duque de Caxias:um comerciante perdeu a própria vida porque se recusou a obedecer as ordens do tráfico.E olha o nível da crueldade…O trabalhador já era obrigado a pagar taxa para traficantes. Mas agora eles querem controlar até o que o comerciante compra, obrigando comerciantes a adquirir mercadorias mais caras ou até produtos de origem criminosa para alimentar o sistema deles.Ele disse “não”.E pagou com a vida.Enquanto muitos romantizam comunidade dominada pelo tráfico, a realidade é essa:famílias vivendo com medo, comerciantes sendo extorquidos e o povo pagando mais caro até no pão e no ovo por causa do domínio criminoso.Eu já entrei em contato com a 60ª DP e com o 15º BPM e tenho confiança no trabalho das forças de segurança para identificar e prender os responsáveis.O trabalhador não pode viver ajoelhado para bandido.E o Rio de Janeiro não pode aceitar que facções ditem regras dentro das comunidades.E digo mais:fiquem atentos.Daqui a pouco vai aparecer político querendo fazer acordo velado com criminoso para conseguir entrar em comunidade em época de eleição.Quem anda de mãos dadas com o crime não representa o povo.

Denúncia Aponta 79 Casos de Corrupção e Série de Transações Bancárias Entre PMs em Belford Roxo

A investigação sobre PMs suspeitos de cobrar propina para oferecer segurança privada a comerciantes de Belford Roxo identificou ao menos 79 condutas de corrupção passiva atribuídas aos envolvidos no esquema criminoso. Segundo a denúncia, os policiais militares desviavam deliberadamente o exercício regular da função pública para atender interesses privados, oferecendo uma espécie de policiamento direcionado a comerciantes que realizavam pagamentos semanais de propina. As investigações apontam que, entre 10 de outubro de 2021 e 26 de abril de 2024, foram realizadas 45 transferências bancárias via PIX feitas pelo PM Michel Maia Rodrigues em favor de outros policiais envolvidos no esquema. Ainda conforme os autos, 72 operações correspondiam a repasses previamente ajustados no valor de R$ 100, totalizando R$ 7.200,11 movimentados no esquema investigado. De acordo com a denúncia, um dos acordos firmados com um posto de combustíveis previa o pagamento semanal de R$ 100 destinados à viatura e outros R$ 100 diretamente ao PM Michel Maia Rodrigues, apontado como articulador do esquema. Além das movimentações entre os próprios policiais, a apuração identificou transferências para contas de terceiros apontados como “laranjas”, em benefício de três pessoas, além de pagamentos em espécie efetuados para integrantes do grupo. Ainda segundo a investigação, os PMs direcionavam o patrulhamento ostensivo para os estabelecimentos ligados aos chamados “padrinhos” do esquema. Os policiais deveriam comparecer rapidamente sempre que acionados e priorizar os pontos vinculados aos comerciantes que efetuavam os pagamentos ilícitos. A denúncia descreve que Michel Maia orientava colegas de farda sobre a forma de atuação necessária para manter a aparência de patrulhamento regular na região e evitar suspeitas sobre o esquema criminoso. Segundo os autos, o policial reforçava constantemente a necessidade de permanência ostensiva das viaturas nos estabelecimentos para evitar o rompimento do acordo ilegal firmado com os comerciantes. Em uma das situações descritas na denúncia, um policial chegou a enviar uma fotografia para comprovar presença em um posto de combustíveis ligado ao esquema. Em outra ocasião, Michel Maia teria pressionado colegas para que fossem vistos no local, demonstrando preocupação com a manutenção do acerto criminoso. A investigação aponta ainda que Michel chegou a designar o policial Marcelo para atender uma ocorrência de estelionato registrada justamente em um dos estabelecimentos vinculados ao esquema investigado. Outro PM investigado prestava contas diretamente a Michel Maia por meio do envio de fotografias da fachada do posto de combustíveis, comprovando as ocasiões em que efetivamente comparecia ao local. O caso é mais um desdobramento da Operação Patrinus que, em agosto de 2025, resultou na prisão de 10 policiais militares acusados de extorquir comerciantes em Belford Roxo. Na ocasião, o GAESP/MPRJ destacou que o esquema representava uma “subversão da lógica da segurança pública”, uma vez que policiais militares utilizavam viaturas, armas e a estrutura do Estado para cobrar valores de comerciantes em troca do serviço que deveriam prestar gratuitamente à população. As investigações identificaram ainda que Michel Maia atuava como articulador e intermediário do esquema, além de manter ligação com uma milícia que atua na região. Segundo a denúncia, os pagamentos das propinas eram realizados todas as sextas-feiras diretamente a Michel Maia, responsável por redistribuir os valores ao policial escalado para atuar no esquema naquela semana.

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