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Author name: Mario Hugo Monken

Sou redator com 25 anos de experiência em investigação policial, formado em Jornalismo. Ao longo da carreira, desenvolvi um olhar apurado para apurar e contar histórias complexas, com foco em detalhes e precisão. Minha paixão pela investigação e pela escrita me permite desvendar narrativas profundas, oferecendo ao leitor informações relevantes e impactantes sobre o universo da segurança pública.

Mario Hugo Monken

Investigação revela que PMs do 39º BPM recebiam R$ 100 semanais via PIX em esquema de propina em Belford Roxo. CONFIRA DIÁLOGOS

A investigação do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro revelou que o esquema de corrupção instalado no 39º BPM (Belford Roxo) possuía uma dinâmica fixa e organizada para distribuição da propina entre policiais militares do Setor Alfa. O Grupo de Atuação Especializada em Segurança Pública do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (GAESP/MPRJ) denunciou à Justiça 11 policiais militares pela prática reiterada do crime de corrupção em Belford Roxo. Um mandado de prisão foi cumprido nesta terça-feira (12/05), com o apoio da Coordenadoria de Segurança e Inteligência (CSI/MPRJ) e da Corregedoria da Polícia Militar, contra o cabo Michel Maia Rodrigues. O Juízo da Auditoria da Justiça Militar também determinou o afastamento das atividades e a suspensão do porte de arma de todos os denunciados. Segundo a denúncia, Michel Maia Rodrigues atuava como intermediário entre comerciantes e os PMs envolvidos no esquema, sendo responsável por recolher e redistribuir os valores pagos por empresários em troca de proteção e policiamento privilegiado. De acordo com o MPRJ, a investigação revelou que os PMs recebiam de Michel a quantia exata de R$ 100,00 (cem reais), por meio de transferências via PIX, em sextas-feiras previamente determinadas. Identificou-se, assim, um padrão de funcionamento do grupo, uma vez que todos os pagamentos eram realizados às sextas-feiras e cada policial possuía uma semana específica para receber as transferências, havendo um sistema interno de revezamento para a realização desses repasses. Em outras palavras, segundo a investigação, em troca da segurança privada proporcionada pela milícia local em favor do estabelecimento comercial, Simone, ou pessoas por ela designadas, com a anuência de seus superiores, repassava semanalmente valores a título de propina, geralmente em espécie, a Michel. Este, por sua vez, encaminhava os pagamentos aos demais policiais militares, em regra por meio de transferências via PIX, sempre às sextas-feiras, ao policial militar escalado para o serviço naquela semana. A própria divisão dos valores foi mencionada em conversas interceptadas pelos investigadores. Em diálogo com o miliciano conhecido como “Dudu”, Michel afirma que o proprietário do posto desejava que ele continuasse administrando os pagamentos: “O proprietário do estabelecimento desejaria que eu permanecesse ‘administrando’ os valores pagos a título de propina entre o posto de combustíveis e os policiais militares corruptos, mencionando, inclusive, a divisão dos valores na forma de ‘100 para vtr e 100 para mim’.” As investigações também revelaram uma relação estreita entre Michel e o gestor do posto de gasolina, identificado pelo apelido de “André Boquinha”. Segundo o MPRJ, os diálogos entre ambos começaram no dia 25 de setembro de 2021, quando Michel se identifica para Boquinha chamando-o de “Chefe”. Logo em seguida, no mesmo dia, André realiza duas ligações de áudio via WhatsApp para o policial militar. Já em 27 de setembro de 2021, após uma ligação não atendida de Boquinha, Michel encaminhou nova mensagem contendo uma imagem da fachada do posto de combustíveis. Na sequência, ocorreram duas ligações telefônicas entre os interlocutores. Pouco tempo depois, Michel enviou novas mensagens afirmando que seu interlocutor iria falar “com quem de direito” e, em seguida, comunicou: “Já tá resolvido”“Ninguém vai mais lá não” Na mesma troca de mensagens, Michel esclareceu tratar-se da “resposta da milícia”. Segundo o Ministério Público, as comunicações demonstram que Michel atuou como interlocutor junto a integrantes da milícia para interceder em favor do posto de combustíveis, reforçando sua posição de articulador da rede de proteção ilícita conferida ao estabelecimento. As mensagens também revelam que Michel prestava satisfações a Boquinha, evidenciando sua atuação como aliado da milícia local. Esse vínculo entre Michel e integrantes da milícia também foi identificado em conversas mantidas entre o policial e o indivíduo conhecido como “Dudu”, apontado como miliciano atuante na Comunidade da Igrejinha, em Belford Roxo. Nos diálogos analisados, verifica-se que “Dudu”, juntamente com outros milicianos da localidade, estaria comparecendo ao posto de combustíveis para realizar cobranças relacionadas à denominada “taxa de segurança”, situação que teria gerado reclamações por parte de Boquinha e de um homem identificado como “Samuquinha”. Em conversa travada no dia 30 de setembro de 2021, Michel relatou que entrou em contato com Dudu para orientá-lo a não comparecer mais ao posto, já que Samuquinha estaria insatisfeito com as visitas. Em mensagens de áudio trocadas entre Michel e Dudu, o PM afirma: “Fala aí, Dudu, tranquilo, mano? Boa tarde. Dudu, vou te fazer um pedido aí, pra ver se você pode me ajudar. Os amigos aí, daí de cima, da Igrejinha, tá indo lá no posto do Samuqinha, né. Pô, aquele posto lá a sociedade do Samuqinha e do Boquinha. Aí pediu né pra viatura que tá de frente do setor falar com os caras aí, entendeu, porque lá a briga é pra cima. Eles não querem nada, envolvimento com o pessoal daí de cima. Eu falei que conheço a rapaziada e ia dar um alô pra evitar qualquer problema com eles lá. Irmão, tem deputado envolvido, aí os caras têm um ego maior, entendeu? Eles não querem, melhor deixar pra lá, beleza? (…) Se tu puder fazer esse favor ai pra gente aí cara, te agradeço. (…) Esquecer aquele posto lá. (…) Ajuda a gente nessa aí. O que precisar da gente aqui estamos à disposição também.” Em outro áudio, Michel detalha a localização do estabelecimento: “Esse posto, ele é em frente ao Shopping, né, ali em frente à antiga MAP, ali próximo ali à Loja Americana.” Após receber retorno positivo do miliciano, Michel agradece: “Valeu, meu camarada. Brigado aí, Dudu. Se precisar da gente aí é só chamar, beleza, irmão? Estamos juntos aí.” Segundo a investigação, após essas mensagens, Michel repassou a Boquinha a resposta obtida junto aos milicianos: “Já tá resolvido”“Ninguém vai mais lá não” Outro elemento apontado pelo MPRJ como indicativo da confiança entre Boquinha e Michel ocorreu em 7 de junho de 2022. Na ocasião, Boquinha entrou em contato com Michel para pedir um favor inicialmente tratado por ligação via WhatsApp. Após a chamada, encaminhou ao policial uma anotação contendo dados bancários e o CPF de um homem identificado como “Arley”.

Rapazes que fugiam de assalto entraram no Complexo de Israel (TCP), foram sequestrados e torturados e quase acabaram “picotados” em tribunal do tráfico comandado por irmão de Peixão. Bandidos desistiram de matá-los por achar que “ia dar m..”

A Justiça decretou no últmo sábado (9) a prisão preventiva de 12 traficantes do Complexo de Israel, entre eles de Sardinha, irmão do chefão local, Peixão.Eles são acusados de espancar dois rapazes que ingressaram na favela para fugir de uma tentativa de assalto. Os traficantes chegaram a dizer era para ‘picotar eles” mas depois desistiram “achando que ia dar merda”. Os autos revelam momentos dramáticos vivido pelas vítimas. Segundo os autos, no dia 09 de janeiro de 2026, os rapazes transitavam de motocicleta pela região da Penha/Parada de Lucas, quando, diante de uma tentativa de assalto, ingressaram na Comunidade Cidade Alta, tida como área estratégica do Complexo de Israel, sendo palco frequente de ações armadas contra forças de segurança e de imposição de uma ordem paralela, sustentada pelo tráfico de drogas. De acordo, com os depoimentos colhidos em sede policial, as vítimas, ao adentrarem a comunidade, teriam sido perseguidas por diversos integrantes da facção criminosa Terceiro Comando Puro os quais, em superioridade numérica e fortemente armados, teriam efetuado disparos de arma de fogo em via pública, o que resultou, inclusive, no óbito de Jandir da Nóbrega Amorim, senhora de 70 anos que acabou alvejada Após buscarem abrigo em uma residência local, as vítimas relatam terem sido cercadas por inúmeros integrantes da citada facção, os quais as teriam capturado e as submetido a uma sequência de ameaças, agressões e atos tortura, que só cessaram após o início de uma operação policial de resgate.Um dos rapazes foi capaz não só de reconhecer os denunciados em sede policial, mas também de detalhar e individualizar a conduta de cada um deles: Lulão ou Lulinha, Sardinha ou Aldo Sem Perna, Quinho, Farinha, Di Bebê, Paulo Henrique, Ninho, Amarelo, Titânio, Gordinho, Carroceiro e Allan. O jovem se recorda que assim que buscou abrigo numa casa da comunidade, juntamente com o amigo, pediu ajuda pelo 190, logo em seguida, notou que a casa foi cercada por criminosos e fato contínuo, eles entraram na casa e começaram a bater neles. Disse que Lulão e Farinha o agrediram com socos no rosto e nas costas, Di Beb~e e Pauo Henrique o agrediram com a coronhas de armas;Falou que depois dessa sessão de espancamento foi retirado da casa e foi obrigado a entrar dentro de um veículo preto tipo SUV, onde estavam Quinho, Ninho, Titânio e Gordinho que a todo momento agrediram o depoente, com socos e golpes de coronha das armas e diziam “Agora você vai morrer no resort Playboy”. Ele soube que seu amigo entrou em outro carro. Chegando no resort foi levado a presença de Sardinha disse: “O qye está fazendo aqui: Onde você foi se meter. Agora você vai morrer”. Logo teve início uma nova etapa de espancamentos, onde os criminosos que estavam no carro com o depoente, reiniciaram a violência com chutes, socos e golpes de armas, ainda com a ajuda de Carroceiro e Allan.que estavam no Resort, também agrediram o depoente com socos e chutes e ameaças de morte, gritando: “Vamos picotar vocês”. Em dado momento, Amarelo se aproximou, recebeu uma ligação, respondeu OK e ordenou para os demais: “Não vamos matar eles. Se não vai dar merda, dá mais umas porradas e vamos levar eles”. O rapaz esclareceu que foi possível ver o rosto dos criminosos pois todos estavam com rosto descoberto, também estava sempre bem próximo deles e a todo momento era golpeado por um ou outro; Disse saber que a localidade onde estava faz parte da Comunidade Cidade Alta, localidade dominada pela facção criminosa Terceiro Comando Puro, tendo como seu líder, o traficante conhecido como Peixão. A outra vítima deu as mesmas delcarações sobre o episódio. Não há nos autos, no entanto, como eles conseguiram deixar a favela. ]Vale mencionar que, de acordo com as investigações, o local conhecido como “resort”, mencionado reiteradamente pelas vítimas, é tido popularmente como um ponto de reunião e execução de ordens da facção, sendo utilizado para sessões de tortura e julgamentos informais, sob comando das lideranças do TCP, Foram expedidos mandados de prisão, com prazo de 20 (vinte) anos aos suspeitos.

MACAÉ: Espancado por suposto caso com mulher de bandido, homem fugiu desesperado e cheio de sangue para cabine da PM e escapou de execução

A Justiça do Rio recebeu denúncia do Ministério Público e decretou a prisão preventiva de integrantes de um grupo acusado de participar de uma brutal tentativa de execução ocorrida no bairro Aeroporto, em Macaé. Segundo as investigações, a vítima, identificada apenas pelas iniciais R.H., só escapou da morte após conseguir fugir correndo e buscar ajuda em uma cabine da Polícia Militar. De acordo com os autos, o crime teria sido motivado por ciúmes e teria como pano de fundo a suposta relação da vítima com a companheira de um criminoso conhecido pelo vulgo de “Sucesso”, apontado como líder do grupo investigado. vítima foi cercada por cerca de dez homens armados O caso aconteceu na noite de 12 de fevereiro de 2026, por volta das 21h. Conforme a denúncia, R.H. estava saindo de uma academia quando foi surpreendido por aproximadamente dez homens. Segundo o relato da vítima, o grupo estava armado com pedaços de madeira e pelo menos um dos criminosos portava pistola. As investigações apontam que os agressores começaram a espancar violentamente a vítima ainda na rua. Em meio às agressões, os criminosos tentaram colocar R.H. à força dentro de um Ford Focus preto, que seria usado para levá-lo ao local onde ocorreria a execução. chamada de vídeo teria autorizado execução Um dos trechos mais dramáticos da investigação envolve uma suposta chamada de vídeo realizada durante o ataque. Segundo o depoimento da vítima, um adolescente conhecido como “BH”, apontado como homem de confiança de “Sucesso”, teria colocado o celular diante do rosto de R.H. para que outro integrante do grupo, conhecido pelos vulgos “PH” e “Petrusco”, autorizasse a execução em tempo real. Ainda conforme os autos, após a autorização, os criminosos intensificaram as agressões e tentaram concluir o sequestro da vítima. fuga desesperada salvou a vida da vítima O homicídio só não teria sido consumado porque, mesmo ferido, R.H. conseguiu escapar dos agressores. A vítima correu em direção a uma cabine da Polícia Militar e acabou sendo socorrida, sendo posteriormente levada para uma UPA da região. Segundo a denúncia, todos os envolvidos teriam participado diretamente das agressões, usando pedaços de madeira para espancar a vítima. Justiça aponta risco às testemunhas e decreta prisão Na decisão, o juiz destacou que há “sólidos e robustos elementos” indicando a materialidade do crime e os indícios de autoria. O magistrado também ressaltou que a prisão preventiva era necessária para garantir a ordem pública e proteger testemunhas e a própria vítima, que ainda serão ouvidas judicialmente. Foram decretadas as prisões preventivas dos acusados identificados pelos vulgos: Outros integrantes do grupo também tiveram mandados expedidos pela Justiça. Os mandados de prisão possuem validade até maio de 2046 e foram cadastrados no sistema do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). denúncia foi oficialmente recebida pela Justiça Ao receber a denúncia, a Justiça entendeu que o Ministério Público apresentou elementos suficientes para abertura da ação penal. Os acusados agora serão citados para apresentar defesa por escrito no processo que apura tentativa de homicídio qualificado.

Traição e morte: homem acusado de ser X9 teria sido atraído para emboscada montada por traficantes e suposto policial na Gardênia Azul (CV)

Um relatório da Justiça do Rio aponta que um suposto policial, que não foi indicado se seria civil e militar, estaria envolvido em um homicídio cometido pela quadrilha do traficante BMW, que comanda a Gardênia Azul, em Jacarepaguá, na Zona Sudoeste do Rio. De acordo com o documento, no dia 28 de agosto do ano passado, por volta das 20h30min, o traficante Alex estaria em companhia do suposto policial, realizando o planejamento da captura e execução da vítima Wagner”, Sobre BMW, ele foi expressamente apontado por uma das testemunhas como o autor do fato. Ele e Cabecinha são citados nas conversas de Whatsapp entre a vítima e o policial, o que, em tese, teria dado ensejo à ação de capturar e executar a vítima, em retaliação, por ser classificado como “X-9”. BMW e Cabecinhateriam, segundo consta dos autos, ofendido a integridade física da vítima Wagner, provocando as lesões corporais que o levaram à morte. Após isso, os acusados teriam ocultado o cadáver da vítima, em local incerto e não conhecido. Segundo consta, os acusados teriam desconfiado de que a vítima estaria fornecendo informações à polícia, daí teriam simulado interesse na compra de um relógio seu, com o objetivo de atraí-la até as proximidades da região conhecida como “Guaravita”, onde teria sido abordada, colocada em um veículo e levada até o local onde teria sido executada. BMW e Cabecinha estão com a prisão preventiva decretada.

Bomba na Justiça Militar: PMs viram réus por suposto desvio de armas de operação enquanto câmeras corporais ficaram “apagadas”

Uma denúncia explosiva recebida pela Justiça Militar do Rio revelou acusações gravíssimas contra cinco policiais militares do 15º BPM (Duque de Caxias), suspeitos de desviar armas apreendidas durante uma operação na comunidade da Fumacinha, na Baixada Fluminense. O caso chama atenção não apenas pela acusação de peculato envolvendo armamento recolhido em serviço, mas também pela demora para que a ação penal fosse efetivamente aberta: os fatos ocorreram em dezembro de 2023 e somente agora, em 2026, a denúncia foi recebida oficialmente. Segundo o Ministério Público, os PMs teriam se apropriado de duas armas de fogo que haviam sido apreendidas após uma troca de tiros com criminosos. A investigação aponta ainda possíveis tentativas de dificultar a apuração por meio do uso irregular das câmeras corporais da corporação. acusação envolve sumiço de armas após confronto De acordo com a denúncia, os policiais estavam em serviço pelo GAT I quando participaram de uma ação na Estrada Velha do Pilar, na comunidade da Fumacinha, em Duque de Caxias, no dia 6 de dezembro de 2023. Após uma troca de tiros, quatro suspeitos foram presos e, segundo o próprio registro da ocorrência, três armas teriam sido arrecadadas pelos PMs. No entanto, apenas uma delas acabou sendo oficialmente apresentada na 60ª DP. A arma apresentada foi uma pistola HS-9 calibre 9 mm. Já as outras duas desapareceram. As investigações do IPM apontam que imagens das câmeras corporais flagraram momentos em que os armamentos aparecem nas mãos dos policiais. Um laudo pericial confirmou que uma das armas ocultadas seria compatível com pistolas dos modelos 92, 99, 100 ou 11, calibres 9 mm ou .40. Em um trecho destacado pela investigação, um dos PMs afirma de maneira “peremptória” que a equipe havia recolhido três armas na ocorrência — informação que confronta diretamente o material oficialmente entregue na delegacia. câmeras corporais viraram peça-chave no caso Outro ponto considerado extremamente grave pela investigação foi a suposta manipulação das câmeras corporais utilizadas pelos policiais. Segundo o Ministério Público, quatro dos cinco acusados desligaram, retiraram ou deixaram as COPs em locais inadequados durante a operação e também já na delegacia. Em alguns momentos, os equipamentos gravaram apenas “tela preta” ou imagens estáticas. A denúncia descreve situações em que câmeras teriam sido deixadas dentro da viatura, em coletes largados na delegacia ou até em local não identificado. Os promotores sustentam que os policiais descumpriram normas internas da PM sobre o uso obrigatório e contínuo das câmeras operacionais portáteis durante ações policiais. As imagens das COPs, inclusive, foram fundamentais para que a própria investigação identificasse indícios do suposto desvio das armas. crime pode levar a até 15 anos de prisão Os PMs respondem por peculato militar, crime previsto no artigo 303 do Código Penal Militar, cuja pena pode chegar a 15 anos de prisão. Parte dos acusados também vai responder por recusa de obediência, devido às irregularidades apontadas no uso das câmeras corporais. Na decisão, a Justiça Militar entendeu que existem indícios suficientes de autoria e materialidade para abertura da ação penal. O magistrado destacou que os relatórios produzidos a partir das gravações das câmeras corporais fornecem lastro mínimo para prosseguimento do processo. demora para abertura da ação chama atenção Um dos aspectos que mais chama atenção no caso é o intervalo entre os fatos investigados e o recebimento formal da denúncia. A operação ocorreu em dezembro de 2023, o Inquérito Policial Militar foi instaurado em 2024 e apenas em 2026 a Justiça Militar decidiu abrir oficialmente a ação penal contra os agentes. O caso agora será analisado pelo Conselho Permanente de Justiça da PMERJ, órgão responsável por julgar crimes militares envolvendo policiais da corporação. Os acusados serão citados para apresentar defesa por escrito antes do avanço da instrução criminal.

PM teve a prisão decretada acusado de ameaçar matar funcionário de bar em Niterói que se recusou a lhe dar comida de graça. Detalhe: policial estava fardado na hora

Um policial militar está com a prisão preventiva decretada suspeito de ameaçar matar o funcionário de um bar porque ele se recusou a dar a ele de graça um caldo de mocotó. Detalhe: ele estava de serviço na hora do fato. O caso ocorreu no último dia 20 de abril em um estabelecimento no bairro de Santa Rosa, em Niterói. Segundo os autos, na ocasião, o PM estava de serviço quando em companhia de um colega de farda foi até o boteco No interior do bar, o policial exigiu que o atendente lhe fornecesse um caldo de mocotó sem que fosse cobrado o valor da refeição, sendo o pedido negado pela vítima. Diante da negativa, o agente se exaltou, dizendo que queria o caldo de mocotó de graça, momento em que deu um tapa na mão da vítima e disse: “eu sou policial! Quer que eu te prenda agora?”, e, posteriormente, afirmou que iria recolher as mesas do bar e que mataria a vítima. Ao observar os fatos, o responsável pelo estabelecimento, realizou a entrega do caldo de mocotó ao PM. Segundo o juízo da Auditoria Militar, a conduta investigada – extorsão de civis, revela, em tese, gravíssima violação aos deveres funcionais militares e potencial afronta aos princípios da legalidade e da moralidade, o que configura risco concreto à ordem pública militar. Com efeito, a manutenção do investigado em liberdade representa risco concreto à instrução criminal, uma vez que poderá interferir com provas testemunhais essenciais à elucidação dos fatos,

Ex-traficante do CV que tentava recomeçar a vida foi chamado de volta à favela agora sob o domínio do TCP e acabou morto; Justiça só agiu quase dois anos depois

Chamado por um suposto amigo para voltar à comunidade onde havia deixado o tráfico para trás, Lucas Soares da Silva saiu de casa dizendo que “seria rápido”. Horas depois, desapareceu. Na manhã seguinte, o jovem foi encontrado morto em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense. Quase dois anos após o crime, a Justiça finalmente deu andamento ao caso e aceitou parcialmente a denúncia contra um dos acusados de participação no assassinato. A motivação da execução, no entanto, continua um mistério cercado de dúvidas, silêncio e versões conflitantes. Segundo familiares, Lucas tentava reconstruir a vida após abandonar o tráfico. Depois de sair da prisão em 2022, passou a trabalhar como ajudante de pedreiro ao lado do tio e também vendia roupas para sobreviver. Pessoas próximas afirmam que ele queria se afastar definitivamente do ambiente criminoso da comunidade do Danon, em Nova Iguaçu, que na sua epoca de crime era dominada pelo Comando Vermeho. Mas o passado voltou a bater à porta. De acordo com a investigação, Lucas vinha sendo procurado por antigos conhecidos da época em que atuava no tráfico. Entre eles estava “Macauly”, apontado agora pelo Ministério Público como o homem que teria atraído o rapaz para uma armadilha mortal. A namorada da vítima, M.S.S, contou em depoimento que Lucas estava em sua casa no dia 14 de setembro de 2023 quando começou a receber mensagens insistentes no WhatsApp. Pouco depois, avisou que amigos estavam chamando para um encontro na comunidade do Danon. Ela tentou impedir que ele fosse. Lucas, porém, respondeu que voltaria rápido. Foi a última vez que saiu de casa com vida. Horas depois, ele desapareceu sem deixar pistas. Na manhã seguinte, Monique recebeu uma mensagem devastadora: uma foto da identidade de Lucas acompanhada da frase “ACHARAM ESSE MENINO MORTO AQUI EM NOVA ERA”. Desesperada, ela correu até o local indicado e encontrou o corpo do namorado já sem vida. Na época, M afirmou ainda estar grávida de Lucas. A mãe da vítima revelou em depoimento que Vinicius teria até providenciado um carro de aplicativo para levar Lucas até a comunidade onde ele acabou morto. Para investigadores, esse é um dos principais elementos que sustentam a acusação de que o acusado teria participado da emboscada. Em depoimento à polícia, Macauly confirmou que era amigo de Lucas e admitiu que ambos já haviam atuado no tráfico da comunidade do Danon. Ele também declarou que esteve com a vítima horas antes do desaparecimento, afirmando que os dois saíram juntos para comprar uma peça para um tablet e depois seguiram para sua casa, onde fizeram um lanche preparado por sua mãe. Segundo Macualy Lucas deixou o local por volta das 17h para ir até a casa da namorada e, desde então, ele não teria mais mantido contato com o amigo. O acusado afirmou ainda que só soube da morte na manhã seguinte pelas redes sociais. No depoimento, Vinicius também confirmou que Lucas já havia trabalhado no tráfico do Danon e disse que, após deixar a prisão, ele teria retornado à comunidade já sob domínio do TCP. Apesar disso, alegou não saber quem matou o rapaz nem qual teria sido a motivação do crime. A Justiça decidiu não decretar a prisão preventiva de Vinicius Reis, impondo apenas medidas cautelares. Já o traficante conhecido como Boris ou Tiririca, apontado como líder do TCP no Danon e denunciado pelo Ministério Público como suposto mandante da execução, acabou beneficiado pela rejeição da denúncia. O juiz entendeu que não existem provas suficientes de que ele tenha ordenado diretamente o homicídio. Na decisão, o magistrado também afirmou que a investigação ainda não conseguiu esclarecer exatamente o que motivou a morte de Lucas. O Ministério Público sustentava a hipótese de que o rapaz teria sido executado por integrantes da facção por supostas desavenças relacionadas ao fato de ter deixado o tráfico, mas a tese não foi considerada suficientemente comprovada. O caso continua cercado de perguntas sem respostas. Por que Lucas foi chamado de volta ao Danon? O que aconteceu depois que ele entrou na comunidade? E quem decidiu sua morte? Enquanto a investigação tenta esclarecer os bastidores do crime, familiares convivem com a dor de ver o jovem que dizia querer abandonar o passado acabar executado de forma brutal após retornar ao lugar de onde tentava se afastar

Homem morto ao sair de Fórum de Campos trocou o TCP pela ADA. Rivais debocharam da morte. “Ficou feio c… vai oprimir morador no inferno”

“Ficou feio seu cuzão, vai oprimir morador no inferno, seu cuzão, ficou feio na história Cláudio Henrique fdp” Essa mensagem foi adicionada ao vídeo que mostra o corpo de Cláudio Henrique Jeremias Prudêncio. Ele foi assassinado na tarde de ontem ao sair do Fórum de Campos dos Goytacazes, no Norte Fluminense. Há relatos que Cláudio era membro da facção criminosa Amigos dos Amigos (ADA) e foi morto pelos rivais do Terceiro Comando Puro (TCP). No início da década, ele fazia parte do TCP mas com a morte do líder do tráfico das “Casinhas do Parque Prazeres”, conhecido como “Felipe da Roça”, se mudou do local e teria migrado para a facção criminosa “ADA”, estabelecida no Parque Santa Rosa (Sapo 1). Cláudio foi morto , após sair do Fórum e seguir em um carro de aplicativo, na Avenida José Carlos Pereira Pinto, em Guarus, Campos. O crime aconteceu durante o trajeto, quando duas motocicletas com dois homens se aproximaram do veículo e efetuaram diversos disparos. Segundo informações apuradas no local, o motorista do aplicativo, um carro modelo HB20, cor branca, também foi atingido pelos tiros e ficou ferido. Já Cláudio Henrique, ainda conseguiu sair do carro e tentou correr pela rua, mas acabou caindo poucos metros depois e morreu antes da chegada do socorro. 

Sessões de tortura filmadas pelo TCP chocaram pequena cidade do interior do RJ “Berravam de dor”

Na pacata cidade de Cardoso Moreira, no interior do RJ, cenas que costumam acontecer na Região Metropolitana se repetiram em um município pequeno. Segundo os autos, membros da facção criminosa Terceiro Comando Puro, instauraram verdadeiro ¿tribunal do crime.  Eles submeteram duas pessoas a intenso sofrimento físico e mental, consistente em linchamento por pauladas, como forma de punição, em razão de o primeiro ter contraído uma dívida de drogas e o segundo ter furtado uma bicicleta em local dominado pela facção.  Ambas as sessões de tortura foram filmadas e compartilhadas entre os moradores do pequeno munícipio do interior, o que abalou a comunidade. Os vídeos mostram uma verdadeira sessão de tortura, sendo os ofendidos espancados a pauladas pelos réus, de forma selvagem, enquanto suplicam por clemência e berram de dor.  Os acusados exerciam domínio fático contra as vítimas, pois, através do engendramento da facção criminosa TCP, se colocaram como verdadeiro poder paralelo ao Estado, para subjugar as vítimas, se utilizando da violência, da coordenação e da superioridade numérica. O processo tramita em sigilo e não se sabe quantos são os envolvidos e se já teve mandados de prisão expedidos. Se sabe que tem um menor envolvido.

Um dos homens que estava no carro em que empresário foi morto por PMs na Pavuna já tinha sido preso com radinho e revelou na ocasião que era informante do TCP

Um dos três rapazes que estavam com o empresário Daniel Patrício Souza de Oliveira no momento em que ele foi morto por PMs na Pavuna, em abril deste ano, já havia sido preso anteriormente na própria comunidade e chegou a afirmar aos policiais que atuava como informante da facção Terceiro Comando Puro (TCP). O caso aconteceu em 2022. Segundo os autos obtidos pela reportagem, policiais militares faziam patrulhamento na região quando desconfiaram do suspeito, que pilotava uma motocicleta em atitude considerada suspeita. Os agentes deram ordem de parada e realizaram uma revista pessoal. Durante a abordagem, os PMs encontraram com ele um radiotransmissor — equipamento frequentemente utilizado por criminosos para monitorar movimentações policiais — além de uma pequena quantidade de cocaína, acondicionada em uma embalagem plástica. Na ocasião, o rapaz alegou que a droga seria para consumo próprio e afirmou que estaria colaborando como informante do TCP. Ainda de acordo com os documentos da Justiça, ele acabou condenado a nove meses de prisão. A sentença destacou que o acusado já possuía outras passagens pela polícia, incluindo um processo criminal em andamento e uma condenação definitiva por roubo majorado. O nome do rapaz voltou a aparecer em outro episódio no ano passado. Ele foi encontrado ao lado de outros dois homens em uma barraca localizada em área dominada pelo TCP, onde houve apreensão de cocaína. Apesar disso, acabou absolvido no processo. A revelação ganha peso porque o homem estava no carro com Daniel Patrício no momento da ação policial que terminou com a morte do empresário e gerou enorme repercussão. O caso segue cercado de questionamentos e investigações. Até o momento, porém, não há qualquer informação oficial que relacione o histórico do ocupante do veículo ao assassinato do empresário. As circunstâncias da ação policial continuam sendo apuradas. Os PMs envolvidos no caso foram denunciados ao Tribunal do Júri por homicídio doloso.

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