Generic selectors
Exact matches only
Search in title
Search in content
Post Type Selectors

Author name: Mario Hugo Monken

Sou redator com 25 anos de experiência em investigação policial, formado em Jornalismo. Ao longo da carreira, desenvolvi um olhar apurado para apurar e contar histórias complexas, com foco em detalhes e precisão. Minha paixão pela investigação e pela escrita me permite desvendar narrativas profundas, oferecendo ao leitor informações relevantes e impactantes sobre o universo da segurança pública.

Mario Hugo Monken

Tiroteio causa pânico na Vila Kennedy (CV) “Tive medo de morrer”

“Foi muito pânico e correria. Muitos homens armados começaram a atirar do nada. Tive medo de m0rrer na hora. Apavorante!” – relata uma moradora da Vila .Kennedy. Clima tenso na comunidade. Relatos de tiros preocupam moradores. Intenso confronto relatados por diversas pessoas. Alguns comércios suspenderam temporariamente entregas por questões de segurança. Lojas foram atingidas por disparos na região do Barrão. Boato de ataque de milicianos dó bando do PL. Ha relatos, não confirmados, que uma criança teria sido baleada PMs no local.

Bebê morta no RJ: padrasto confessa agressões, laudo aponta violência sexual e socorro foi marcado por desespero

Leia agora os detalhes do homicídio de Maya Costa Cypriano, de apenas 1 ano e 9 meses, ocorrido nesta semana na comunidade do Quiririm, em Vila Valqueire, Zona Oeste do Rio. O padrasto da criança foi preso como principal suspeito do crime. A menina era filha da namorada dele. Confissão do suspeito Em depoimento, o acusado admitiu que estava sozinho com a criança momentos antes do ocorrido e confessou as agressões. Ele relatou que Maya tinha o hábito de chorar com frequência, o que o irritava. Disse que, no dia da morte, acordou com a menina chorando alto e tentou acalmá-la. Colocou a criança sentada na cama, mas, ao perceber a ausência da mãe, Maya entrou em desespero e passou a chorar de forma incontrolável. Segundo seu relato, sem saber o que fazer, colocou a menina no berço e desferiu dois socos violentos na região abdominal, fazendo com que o choro cessasse. Após isso, a criança dormiu por cerca de 30 minutos. Ao acordar, Maya já apresentava sinais graves: estava suando frio, gelada, defecando bastante, aparentando desmaiar. Nesse momento, o suspeito disse que entrou em desespero, mas, ainda assim, limitou-se a gravar um vídeo e enviar para a mãe da criança. Ele afirmou que, mesmo percebendo a gravidade da situação, não prestou socorro imediato e chegou a dizer que não iria limpar a criança. Após enviar o vídeo, recebeu a resposta da mãe: “Estou chegando”. O acusado declarou que omitiu os fatos inicialmente por estar nervoso e assustado. Apesar de confessar o homicídio, negou ter agredido anteriormente ou praticado violência sexual contra a vítima. Dinâmica do ocorrido Segundo os autos, após as agressões, a criança acordou em estado crítico. O suspeito enviou um vídeo à mãe mostrando a situação, mas não tomou providências imediatas. Somente após a chegada da genitora é que a criança foi levada à UPA de Campinho. A mãe saiu de casa desesperada, descendo a escadaria com a filha no colo, gritando por socorro, quando encontrou um motoboy, que a ajudou no deslocamento até a unidade de saúde. Ela relatou que chegou à UPA gritando “Me ajuda, me ajuda, minha filha”, quando um homem desconhecido pegou a criança em seus braços e correu para a emergência. Atendimento médico Um médico que atendeu Maya relatou que a criança foi levada diretamente para a sala vermelha. Ao iniciar o atendimento, constatou que ela estava sem respiração espontânea, sem batimentos cardíacos, com pupilas midriáticas. Mesmo diante do quadro, foram iniciadas manobras de reanimação cardiopulmonar, com acesso jugular periférico, administração de adrenalina a cada cinco minutos (duas vezes), entubação orotraqueal e ventilação com bolsa-válvula-máscara com oxigênio a 100%. Após 40 minutos de tentativas, o óbito foi declarado. Constatação de agressões e violência sexual Após a morte, foi realizada inspeção no corpo da criança. Ao retirar suas roupas, o médico identificou equimoses na região abdominal. Durante o exame da região genital, foi observado que o ânus apresentava abertura e dilatação fora do normal, com apagamento das pregas anais, embora não houvesse sangue, cortes ou fissuras perianais. Diante da situação, foi acionada a assistente social da unidade, que comunicou o caso à polícia e ao IML. O laudo de necropsia confirmou lesões graves, apontando laceração de fígado com área de contusão hepática, laceração completa do pâncreas e estabelecendo como causa da morte o hemoperitônio (hemorragia interna). Versão da mãe A mãe relatou que a filha acordou com o corpo mole, tossindo, sem febre, estava tomando o medicamento Alegra, queria dormir novamente, apresentava fezes amolecidas e parecia desfalecer. Disse que, ao perceber o agravamento, ficou desesperada e decidiu levá-la à UPA. Ela também afirmou que já havia procurado atendimento anteriormente na mesma unidade, mas que não foram realizados exames como sangue ou raio-X, nem procedimentos mais aprofundados. Relatou que foi impedida de entrar na sala de atendimento e aguardou no corredor. Posteriormente, a assistente social informou que a criança havia falecido, momento em que entrou em desespero. Omissões e contradições A mãe admitiu que, após a morte, foi levada à delegacia e mentiu, omitindo diversos fatos. Disse que, ao ser informada da possibilidade de estupro, decidiu mentir para tentar descobrir a verdade pelo companheiro. Ela apagou mensagens trocadas com o suspeito, incluindo um vídeo em que Maya ainda aparecia viva, mas em estado grave, com a barriga muito vermelha e aparentando desmaiar. Em outro vídeo, a criança aparecia se defecando. O suspeito também apagou conteúdos de seu celular. Relatos sobre comportamento do suspeito A mãe afirmou que Maya era muito apegada a ela e não gostava do padrasto, tendo medo dele, embora acreditasse que fosse “coisa de criança”. Disse que já houve episódios em que a menina ficou sozinha com o homem e apareceu machucada, mas ele alegava quedas. Em uma ocasião, Maya apareceu com diversas marcas roxas, que foram atribuídas a uma possível dengue, apesar de não apresentar outros sintomas. Segundo a mãe, o suspeito dizia que queria mais o respeito da criança do que o amor. Ele teria tido uma criação difícil e é filho de um homem preso por homicídio. Ela também relatou que o companheiro via a criança como um incômodo, pois queria ficar com ela (mãe), mas Maya era muito grudada. O acusado desejava ter um filho com a mãe da menina, mas ela utilizava método contraceptivo, o que o deixava irritado. O fato de Maya ser filha de outro homem também o incomodava. Dias anteriores ao crime A mãe contou que, no dia anterior, Maya estava normal e foi à creche. Depois, ficou na casa de uma amiga da mãe. Nesse dia, o suspeito buscou a criança, que chorou muito ao vê-lo e não queria ir com ele, mas acabou indo. Durante a noite, a mãe ouviu a criança tossir, mas considerou normal. No dia da morte, o suspeito ligou dizendo que a menina estava passando mal e pediu que ela voltasse para casa, afirmando que a criança estava se defecando e que não iria limpá-la. Contradições do suspeito O homem inicialmente afirmou que a mãe estava

Circula boato que PM que foi nomeado como assessor de deputada processada por envolvimento com a milícia teria sido morto em cobrança interna no maior grupo paramilitar do RJ

Circulam informações nesta sexta-feira que o policial militar Alessandro Fiel Lopes teria sido assassinado em uma suposta cobrança interna da milicia do.PL ou Jorjão na comunidade Três Pontes, em Paciência. Outras pessoas também teriam sido mortas., segundo a denúncia. Fiel como era conhecido chegou a ser nomeado como assessor da deputada estadual Lucinha que virou ré em dezembro suspeita de ser o braço político da milicia do Zinho, hoje sob o comando de PL. O PM chegou a ser preso por envolvimento com a Liga da Justiça, grupo que deu origem a atual milicia.  Recentemente, a reportagem divulgou trechos de áudios em que Fiel aparece recrutando pessoas para a milicia e falando dos rivais Juninho Varão e Waguinho.  Relatos indicam que Fiel seria o ‘dono’ da comuniadde João 23, em Santa Cruz, que foi necentemente tomada pela milícia do PL. As polícias Militar e Civil foram acionadas pela reportagem mas até agora não responderam.

Rapaz está sumido desde o dia 18 depois de falar com a mãe que havia chegado em Rio das Pedras (milicia)

A familia de um rapaz chamado Josimar esta pedindo ajuda na internet para encontrâ-lo. Ele está desaparecido desde omdia 18 de março d depois que fez contato com a mãe dizendo que havia chegado na comunidade de Rio das Pedras, em Jacarepaguá, área da milícia. Há relatos que carecem de confirmação que ele teria sido executado por não pagar taxa exigida pelos paramilitares.

Sob domínio do crime: narcomilícia ligada ao CV explora comerciantes que vendem gás em São Gonçalo

São Gonçalo já registra a atuação de grupos de narcomilícia, que unem práticas típicas do tráfico de drogas com a lógica de exploração econômica das milícias. A constatação veio à tona após a prisão de um homem suspeito de extorquir comerciantes na comunidade da Coruja. De acordo com as investigações, o suspeito atuava junto a comparsas na cobrança de taxas mensais impostas a comerciantes de gás, que eram obrigados a pagar para continuar exercendo suas atividades na região. No momento da prisão, ocorrida em dezembro, policiais encontraram com o homem R$ 8.500 em espécie. Segundo ele próprio confessou, o valor havia sido arrecadado no mesmo dia junto a cerca de 15 comerciantes. Ainda de acordo com o depoimento, o dinheiro seria destinado a uma narcomilícia ligada à facção criminosa Comando Vermelho. Um veículo utilizado na prática das extorsões também foi apreendido durante a ação. A defesa do suspeito chegou a ingressar com um pedido de habeas corpus para tentar revogar a prisão, mas a solicitação foi negada pela Justiça. O caso segue em andamento, com audiência marcada para o dia 19 de maio.

Justiça manda prender cúpula do TCP da Serrinha por ataque de guerra que terminou em execução no Morro do Juramento (CV)

A Justiça determinou a prisão preventiva de quatro integrantes do tráfico — conhecidos como Lacoste da Serrinha, Coelhão, Boneco Assassino e Bonitão — acusados de envolvimento direto em um homicídio brutal ocorrido durante uma incursão armada do Terceiro Comando Puro (TCP) ao Morro do Juramento, em Vicente de Carvalho, território sob influência do Comando Vermelho (CV). De acordo com os autos, a vítima, Douglas Azevedo Pinheiro, deu entrada já sem vida no Hospital Estadual Getúlio Vargas em 25 de junho de 2025, após ter sido atingida durante o ataque ocorrido na madrugada do dia anterior, por volta de 1h45. Os autos apontam que ele era envolvido com o CV. A denúncia descreve de forma detalhada a ação criminosa, apontando que o homicídio foi resultado de uma ofensiva organizada no contexto da disputa territorial entre facções rivais. As investigações, reunidas no Inquérito Policial nº 901-00663/2025, indicam uma atuação estruturada e hierarquizada do TCP, com os denunciados ocupando posições estratégicas de comando. Segundo o Ministério Público, embora os executores diretos dos disparos ainda não tenham sido identificados, há fortes indícios de que as ordens partiram da cúpula da organização criminosa. Lacoste da Serrinha aparece como uma das principais lideranças e, em tese, um dos mandantes da incursão armada que culminou na morte da vítima. Coelhão também é apontado como integrante do alto escalão da facção, com possível atuação na coordenação de ataques contra grupos rivais. Já Boneco Assassino e Bonitão surgem nas investigações como membros relevantes da estrutura de comando, com capacidade de participar de decisões estratégicas e emissão de ordens para invasões territoriais. O crime é tratado como homicídio qualificado, classificado como hediondo, e inserido no cenário de “guerra” entre facções criminosas que disputam o controle do Morro do Juramento. A forma de execução — um ataque armado na madrugada, com uso de armamento de alto poder e diversos disparos em via pública — expôs moradores a risco extremo e reforça, segundo a decisão judicial, o elevado grau de periculosidade dos envolvidos. Para a Justiça, o conjunto de provas evidencia não apenas a gravidade concreta do crime, mas também o risco real de continuidade das ações violentas, justificando a prisão preventiva como medida necessária para garantia da ordem pública.

16 mortos e nenhum avanço: investigação de operação no Alemão (CV) em 2022 está parada há mais de um ano”

A defesa de uma moradora do Complexo do Alemão denunciou à Justiça que as investigações sobre a morte de seu marido — e de outras vítimas de uma operação policial realizada em julho de 2022 — estão paralisadas há mais de um ano. De acordo com os advogados, o inquérito 901-00648/2022 não registra avanços desde o dia 14 de outubro de 2026, apesar de ainda haver prazo aberto para cumprimento de diligências e elaboração do relatório final. A operação deixou 16 mortos. Segundo a defesa, até o momento foram colhidos apenas os depoimentos de familiares das vítimas, além da realização de exames de necropsia e análises de vestimentas. Para os advogados, as medidas são insuficientes diante da gravidade do caso. O marido da autora da ação, Diego, de 29 anos, foi morto com um tiro de fuzil nas costas durante a operação. A defesa sustenta que ele não tinha qualquer envolvimento com o tráfico de drogas e trabalhava como autônomo, realizando fretes para mercados e auxiliando em obras, carregando materiais de construção e entulho, sendo responsável pelo sustento da família. Os advogados afirmam ainda que não há indicação de que Diego tenha oferecido resistência à abordagem policial no momento em que foi atingido. Na ação, a defesa também cita o caso de outra vítima da operação, Letícia Marinho Sales, de 50 anos. Segundo os autos, ela havia passado a noite na casa do namorado, no Alemão, após ajudar uma pastora a organizar um evento na comunidade. Ao deixar o local, Letícia foi surpreendida por um tiroteio. De acordo com o relato, dois veículos estavam parados lado a lado em um sinal de trânsito próximo a um cabo da Polícia Militar. O agente afirmou ter visto uma pessoa armada colocando um corpo para fora de um dos carros e, acreditando se tratar de um traficante, efetuou 12 disparos de fuzil. Um dos tiros atingiu o retrovisor de um veículo que não era o alvo e acabou acertando Letícia na região torácica. Ela não resistiu aos ferimentos. Para a defesa, os episódios reforçam a necessidade de aprofundamento das investigações e responsabilização dos agentes envolvidos, diante das circunstâncias das mortes registradas na operação.

Conversas interceptadas levantam suspeitas que traficantes da Cidade de Deus (CV) possam estar envolvidos no roubo na casa de Poze do Rodo

Após informar em uma matéria que milicianos poderiam estar envolvidos no assalto à casa do cantor MC Poze do Rodo, o jornalista Bruno Assunção idivulgou em nova publicação que existe agora uma suspeita forte contra traficantes da Cidade de Deus Segundo o jornalista, a Polícia Civil do Rio de Janeiro investiga a possível participação do filho de um chefe do tráfico da Cidade de Deus no roubo . Interceptações numa troca de mensagens obtidas pelo repórter revelam diálogos entre traficantes que mencionam diretamente o suposto envolvimento do jovem no crime. Em uma das conversas, registrada por volta das 2h da madrugada, um dos criminosos afirma: “já deu maior K.O., filho do Sam que pegou ele”, indicando que o filho do traficante conhecido como Sam teria participação direta na ação. Horas depois, em nova mensagem enviada às 10h28 desta quinta-feira, outro integrante do grupo relata: “já morreram dois hoje”, sugerindo possíveis desdobramentos violentos relacionados ao caso. As investigações seguem em andamento para esclarecer a participação dos envolvidos e a motivação do crime.

Órfã aos 5 anos: filha de homem morto com tiro nas costas em megaoperação na Penha e no Alemão pede pensão indenizatória ao Estado

A morte de mais de 120 pessoas durante a megaoperação policial nos complexos da Penha e do Alemão, em 28 de outubro de 2025, começou a gerar desdobramentos na Justiça. Uma criança de apenas cinco anos ingressou com ação contra o Estado do Rio de Janeiro pedindo o pagamento de pensão indenizatória mensal após perder o pai na operação. De acordo com o processo, os advogados da menor solicitam que o Estado seja condenado a pagar o equivalente a um salário mínimo por mês até que a criança complete 25 anos de idade, considerando a possibilidade de continuidade dos estudos em nível superior. A ação relata que o pai da menina, Fernando Henrique, foi morto com um tiro nas costas durante a operação policial. Os autos não informam se ele possuía envolvimento com atividades criminosas. Para a defesa, as circunstâncias da morte levantam questionamentos relevantes sobre a versão de confronto armado frequentemente apresentada em ações dessa natureza. O fato de a vítima ter sido atingida pelas costas, segundo os advogados, coloca em dúvida a dinâmica do episódio. “A pequena Maria Eduarda, aos cinco anos de idade, passou a carregar as consequências de um episódio que jamais deveria ter ocorrido”, afirmam os autos. Os advogados sustentam que, embora a cobertura midiática inicial tenha apresentado os fatos sob a ótica de um suposto enfrentamento entre forças de segurança e criminosos, relatos posteriores e a própria dinâmica da operação indicariam um cenário que suscita dúvidas quanto à proporcionalidade e à legalidade da atuação estatal. Segundo a defesa, o que se tem como incontroverso é que a morte de Fernando Henrique decorreu diretamente da atuação de agentes públicos. “A morte não foi natural. A morte foi violenta. E foi causada por agentes investidos de autoridade estatal, cuja missão constitucional é justamente proteger a vida e garantir a aplicação da lei”, diz a ação. Os advogados destacam ainda que, mesmo diante de eventual suspeita sobre a conduta da vítima, a Constituição não admite execução sumária. “Ainda que se alegue eventual envolvimento da vítima em atividades ilícitas, é imprescindível recordar um princípio elementar do Estado Democrático de Direito: no Brasil não existe pena de morte. A Constituição assegura que qualquer cidadão tem direito ao devido processo legal, ao contraditório e à ampla defesa. Caso existisse qualquer imputação criminal, caberia ao Estado submetê-lo ao sistema de justiça penal, jamais substituí-lo pela eliminação física do indivíduo”, sustentam. Para a defesa, a morte de Fernando Henrique não representou apenas o fim de uma vida, mas a ruptura de um núcleo familiar, com impactos diretos sobre o desenvolvimento da criança. Segundo os advogados, ele exercia papel ativo na criação da filha, participando de sua formação afetiva e contribuindo financeiramente para sua subsistência. “A pequena Maria Eduarda, que até então contava com a presença e o apoio de seu pai, passou, de um momento para outro, a enfrentar a dura realidade da orfandade paterna causada por uma morte violenta. A perda de um pai já é, por si só, uma das experiências mais dolorosas que uma criança pode vivenciar. Quando essa perda ocorre em circunstâncias traumáticas, os impactos psicológicos e emocionais se tornam ainda mais profundos e duradouros”, afirmam os autos. Procurado, o Governo do Estado do Rio de Janeiro não havia se manifestado até a última atualização desta reportagem.

Conversas levantam suspeitas de que traficantes do TCP tentaram cooptar PMs em guerra em Niterói

Prints de conversas que circulam nas redes sociais expõem bastidores da guerra entre o Terceiro Comando Puro e o Comando Vermelho em Niterói e levantam suspeitas graves: traficantes teriam oferecido dinheiro a supostos policiais militares para atuar diretamente nos confrontos. Nos diálogos, atribuídos a integrantes do TCP, os criminosos falam abertamente sobre pagamentos para execução de rivais, chamados de “alemão” no vocabulário do tráfico. “Fala assim, mn, vai te dar 20 mil reais para você ajudar a matar esses caras aí”, diz um traficante a um suposto PM. “Dá um dinheiro a mais para ele. Ajuda a gente a matar os ‘cães’. Cara, vou dar um dinheiro maior, mas quero ver resultado.” “Dá cinco por semana para ele, mas tem que matar — 20 mil por mês.” As mensagens indicam não apenas a tentativa de cooptação de agentes públicos, mas também a existência de metas e recompensas por execuções, em meio à disputa territorial que vem se intensificando na cidade. De acordo com as conversas, o objetivo dos criminosos seria transformar o Fonseca, tradicional área de conflito, novamente em um reduto do TCP. Em outro trecho, um dos envolvidos afirma que pagaria R$ 10 mil como “mérito” para quem matar rivais e apreender armas. Outro integrante diz que o grupo adversário estaria adotando a mesma prática, indicando uma escalada ainda mais violenta no confronto. Os diálogos também mencionam o uso da “caixinha” da facção — espécie de fundo coletivo do crime — para financiar as ações. “Irmão, caixinha mandou, meta foi dada. O valor que eles iam dar para o Fonseca. Foi prestado tudo que foi gasto com a caixinha.” Embora não haja confirmação oficial sobre a autenticidade das conversas ou a identidade dos envolvidos, o conteúdo expõe um padrão já conhecido em disputas entre facções: a profissionalização da violência, com pagamento por metas e tentativa de infiltração ou cooptação de agentes do Estado. Relatos recentes apontam que a disputa entre as duas facções vem provocando mudanças no controle territorial em áreas de Niterói, com episódios de expulsão de criminosos rivais e avanço armado sobre comunidades estratégicas. Há relatos de que o Comando Vermelho teria expulsado o TCP do Complexo do Fonseca. A guerra na cidade se acirrou em novembro. Há trechos de conversas em que traficantes falam que iriam abandonar a guerra com receio de morrerem e da perda de fuzis. Um deles chegou a dizer que a facção perdeu oito fuzis.

CATEGORIA:

copyright © 2025 Fatos Policiais. todos os direitos reservados

Rolar para cima