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Author name: Mario Hugo Monken

Sou redator com 25 anos de experiência em investigação policial, formado em Jornalismo. Ao longo da carreira, desenvolvi um olhar apurado para apurar e contar histórias complexas, com foco em detalhes e precisão. Minha paixão pela investigação e pela escrita me permite desvendar narrativas profundas, oferecendo ao leitor informações relevantes e impactantes sobre o universo da segurança pública.

Mario Hugo Monken

ANTIDRONES PARA O CRIME: INVESTIGAÇÃO DO RIO RASTREOU VENDA DE BLOQUEADORES A ÁREAS DE FACÇÕES — E PENA FOI DE POUCO MAIS DE 1 ANO

Uma investigação da Polícia Civil do Rio de Janeiro rastreou, a partir do monitoramento de vendas de bloqueadores de sinais e equipamentos antidrones pela internet, um suspeito de fornecer esse tipo de tecnologia para facções criminosas que atuam no estado. A apuração levou policiais dos 64º e 66º Distritos Policiais até Votorantim, no interior de São Paulo, onde foram apreendidos equipamentos importados, sem homologação da Anatel, capazes de bloquear sinais de drones e outros sistemas de comunicação. Segundo os policiais, o principal investigado, Rodrigo Pires Luiz, admitiu informalmente durante a abordagem que trabalhava com os equipamentos, mas, posteriormente, apresentou versão formal negando que tivesse vendido antidrones especificamente para comunidades do Rio. O caso aparece em uma sentença da 3ª Vara Federal de Sorocaba, no processo nº 5004763-63.2025.4.03.6110, que terminou com a condenação de Rodrigo por descaminho e a absolvição de Bruno Fogaça de Oliveira. A ação penal federal, porém, revela detalhes da investigação original conduzida pela Polícia Civil do Rio, que era mais ampla e apurava a possível ligação de Rodrigo com a comercialização e distribuição de antidrones e bloqueadores de sinais utilizados por facções criminosas. Segundo a sentença, Rodrigo também era investigado pela prática de crimes relacionados a associação e colaboração com o tráfico de drogas, contrabando, organização criminosa e outras infrações penais correlatas. Essas suspeitas, entretanto, não foram objeto da condenação proferida pela Justiça Federal de Sorocaba. A investigação começou com o monitoramento de vendas de bloqueadores de sinal e dispositivos antidrones na internet. Um policial civil ouvido durante o processo, afirmou que os investigados comercializavam os produtos abertamente e que chegaram a confirmar, em comentários públicos, que realizavam entregas em comunidades dominadas pelo crime organizado no Rio de Janeiro. A partir dessas informações, os investigadores chegaram a Rodrigo Pires Luiz. A operação não ocorreu de forma aleatória. Ao rejeitar a alegação da defesa de que teria havido flagrante preparado, a Justiça Federal destacou que a ação policial foi precedida por diversas diligências destinadas à identificação das pessoas envolvidas. Em 13 de setembro de 2025, policiais civis dos 64º e 66º DP do Rio viajaram até Votorantim para cumprir um mandado de busca e apreensão na residência de Rodrigo, em um condomínio residencial de alto padrão. Segundo o relato policial reproduzido na sentença, Rodrigo foi localizado durante uma entrega e, posteriormente, levou os agentes até o imóvel onde estavam armazenados os demais equipamentos. Bruno Fogaça de Oliveira também foi encontrado no local. Durante a diligência, policiais apreenderam diversos equipamentos estrangeiros, entre eles bloqueadores de sinais de drones. Agentes da Anatel acompanharam a operação e constataram que os equipamentos não possuíam homologação da agência, não haviam sido fabricados no Brasil e tinham como finalidade a comercialização. Um fiscal da Anatel detalhou no processo a investigação técnica sobre Rodrigo. Segundo ele, o investigado comercializava bloqueadores de sinal, conhecidos como jammers, de alta potência, capazes de neutralizar drones policiais e interferir em sinais de GPS. Ainda de acordo com o depoimento, equipamentos desse tipo poderiam ser utilizados em ações criminosas como roubos de veículos e cargas, justamente pela possibilidade de interferência em sistemas de rastreamento. Márcio afirmou também que já havia identificado Rodrigo anteriormente por causa de postagens nas redes sociais nas quais ele oferecia os equipamentos. O fiscal contou que havia vídeos em que Rodrigo demonstrava o funcionamento dos aparelhos utilizando capacete e luvas para ocultar sua identidade. Quando foi chamado para acompanhar a equipe da Polícia Civil do Rio na operação em Votorantim, o agente da Anatel afirmou ter reconhecido Rodrigo como a mesma pessoa que vinha sendo monitorada pelas publicações. Outro agente da Anatel ouvido no processo, Carlos Zenão da Cunha Gonçalves, afirmou que o monitoramento havia começado no Rio de Janeiro em razão do uso de equipamentos bloqueadores de sinais, jammers e antidrones em comunidades. Segundo ele, esses aparelhos interferiam nas comunicações de órgãos públicos e também poderiam provocar interferências relacionadas à aviação. Carlos afirmou ainda que prestou apoio técnico à Polícia Civil durante o cumprimento do mandado e que, na residência dos investigados, foi identificado um laboratório de montagem e comercialização de equipamentos sem homologação, em pleno funcionamento. A sentença registra que o equipamento apreendido era um transmissor bloqueador de sinais de radiocomunicação, classificado pela Anatel como equipamento de uso restrito. O informe técnico produzido pela agência destacou que a posse desses equipamentos não é permitida a pessoas que não estejam autorizadas a atuar como usuários, conforme o regulamento específico da Anatel. Investigado admitiu atividade, mas negou fornecimento a comunidades Em seu interrogatório judicial, Rodrigo afirmou que trabalha há mais de 22 anos com importação e que sempre realizou operações com registro de Declaração de Importação. Disse ser técnico eletrônico e trabalhar com equipamentos de radiofrequência, rádios amadores e sistemas de transmissão de dados, além de rastreadores veiculares, câmeras e aeromodelos de rádio controle. Rodrigo afirmou que começou a trabalhar com bloqueadores havia cerca de seis ou sete meses e que importava placas eletrônicas pelo AliExpress para posteriormente realizar a montagem dos equipamentos. Segundo ele, Bruno era seu parceiro comercial, mas não possuía conhecimento técnico para montar os aparelhos. Sua função seria cuidar das mídias sociais e divulgar os produtos. Quando uma venda era realizada, Bruno receberia uma porcentagem, segundo o próprio Rodrigo. O investigado afirmou ainda que seus compradores incluíam detetives e policiais militares e civis. Disse que também recebeu solicitações de presídios, mas que nunca chegou a vender para essas instituições porque seria necessária licitação e nota de empenho. Rodrigo negou ter vendido especificamente para comunidades do Rio de Janeiro e afirmou que a maioria das vendas era realizada por encomenda. Sobre um dos bloqueadores apreendidos, que estava danificado, declarou que o equipamento havia sido levado para conserto e apresentava placas danificadas. Na Justiça, Rodrigo admitiu a importação e confessou a conduta relacionada ao equipamento, mas afirmou que não tinha conhecimento de que a situação teria a gravidade jurídica apontada no processo. A sentença também registra que, no momento da prisão em flagrante, os dois acusados permaneceram em silêncio. A versão sobre a

LIBANESES INVESTIGADOS POR LIGAÇÃO COM FACÇÕES VÃO À JUSTIÇA PARA APAGAR DOS AUTOS REFERÊNCIA À AL-QAEDA

Investigados por suposta ligação com facções criminosas e envolvidos em uma investigação sobre lavagem de dinheiro, libaneses recorreram à Justiça para tentar retirar do processo referências à Al-Qaeda. A menção à organização terrorista internacional aparece no contexto das apurações conduzidas pela Polícia Civil do Rio de Janeiro, que identificaram, segundo os autos, conexões entre os investigados e pessoas ligadas a grupos criminosos envolvidos com o narcotráfico. A tentativa de afastar a referência à Al-Qaeda ocorre dentro de uma ação penal que nasceu de uma investigação inicialmente relacionada a outro tipo de crime. A Polícia Civil começou a apurar a atuação da empresa JF Multimarcas, localizada no Complexo do São Carlos, na região central do Rio, depois de uma representação apresentada por um escritório de advocacia denunciar a produção e comercialização de produtos contrafeitos. O caso, porém, ganhou proporções maiores durante o trabalho de investigação. A análise das movimentações financeiras dos envolvidos, especialmente depois da quebra dos sigilos bancários, levou os investigadores a suspeitar de uma estrutura destinada à movimentação, ocultação e dissimulação de valores provenientes de atividades criminosas. De acordo com a narrativa apresentada pelo Ministério Público, a atividade empresarial investigada estaria relacionada a pessoas que exerceriam posições de liderança ou influência em facções criminosas dedicadas ao narcotráfico. A partir daí, a apuração passou a examinar não apenas a eventual comercialização de produtos ilegais, mas também o caminho percorrido pelo dinheiro. É nesse contexto que aparecem os libaneses e a referência à Al-Qaeda. Segundo os elementos apresentados no processo, os investigados teriam sido relacionados a integrantes ou estruturas ligadas às facções criminosas que atuam no Rio de Janeiro. A investigação também trouxe para os autos referências à organização terrorista internacional Al-Qaeda. Os libaneses, entretanto, tentam agora retirar essa referência do processo. A iniciativa judicial busca afastar dos autos a associação feita durante a investigação, impedindo que a menção à Al-Qaeda permaneça como elemento relacionado aos investigados. A questão é particularmente sensível porque a referência à organização terrorista aparece dentro de uma investigação que já havia identificado, segundo a acusação, conexões entre os investigados e integrantes de organizações criminosas responsáveis pelo tráfico de drogas. O processo descreve uma estrutura financeira que teria sido utilizada para dificultar a identificação da origem dos recursos. Segundo o Ministério Público, o dinheiro proveniente das atividades criminosas seria inicialmente introduzido no sistema financeiro por meio de depósitos pulverizados. A técnica é conhecida como smurfing. Em vez de realizar uma única operação de valor elevado, os recursos são fracionados em diversas transações de menor valor, muitas vezes distribuídas entre diferentes contas e pessoas. A finalidade, segundo a acusação, seria dificultar a detecção das operações pelos mecanismos de controle financeiro e evitar que as movimentações despertassem alertas automáticos. A investigação aponta que essa estrutura teria sido utilizada para a chamada reciclagem de capitais, permitindo que recursos provenientes de atividades ilícitas circulassem pelo sistema financeiro com o objetivo de ocultar sua origem. A origem da apuração, contudo, foi a JF Multimarcas. A empresa entrou no radar da Polícia Civil após a denúncia sobre a produção e comercialização de produtos contrafeitos. Com o aprofundamento das diligências, os investigadores passaram a analisar as relações financeiras e pessoais dos envolvidos. Foi a partir dessas diligências que, de acordo com os autos, apareceram indícios de que a atividade empresarial poderia estar relacionada a pessoas ligadas a facções criminosas do narcotráfico. A quebra dos sigilos financeiros teve papel importante na ampliação da investigação. A movimentação das contas permitiu aos investigadores reconstruir parte do caminho percorrido pelos recursos e identificar operações consideradas incompatíveis com a atividade empresarial declarada. Segundo a acusação, não se tratava apenas da circulação de dinheiro decorrente da venda de produtos. A suspeita era de que a estrutura empresarial e financeira pudesse ser utilizada para ocultar valores provenientes de atividades criminosas. O caso passou, então, a envolver suspeitas de lavagem de dinheiro e conexões com organizações criminosas. É justamente dentro dessa investigação que a referência à Al-Qaeda passou a integrar o processo e agora é alvo de contestação por parte dos libaneses. A estratégia dos investigados na Justiça concentra-se, portanto, em afastar uma das associações mais graves presentes na narrativa investigativa. A Al-Qaeda não aparece como objeto original da apuração — que começou com a denúncia contra a JF Multimarcas —, mas surgiu posteriormente no conjunto de elementos reunidos pela Polícia Civil. A discussão judicial deverá definir se a referência à organização permanecerá no processo e poderá continuar sendo considerada pelas autoridades na análise das relações dos investigados ou se deverá ser retirada dos autos. Enquanto os libaneses contestam essa parte da investigação, permanecem em discussão os demais elementos reunidos pela Polícia Civil e pelo Ministério Público sobre suas supostas relações com integrantes de facções criminosas e sobre a estrutura financeira investigada. O processo, dessa forma, reúne uma sequência que começou com uma denúncia de falsificação de produtos, avançou para a investigação de movimentações financeiras suspeitas, alcançou uma suposta estrutura de lavagem de dinheiro relacionada ao crime organizado e passou a envolver pessoas apontadas como ligadas a facções do narcotráfico. No meio dessa investigação surgiu a referência à Al-Qaeda — e é justamente essa parte que os libaneses agora tentam retirar da ação penal. A Justiça terá de analisar os argumentos apresentados pelos investigados e os elementos que levaram a Polícia Civil e o Ministério Público a incluir a referência à organização terrorista no contexto da apuração. Os libaneses são suspeitos de integrar uma sofisticada rede de lavagem de dinheiro que movimentou mais de R$ 100 milhões provenientes do tráfico de drogas. As investigações apontaram que a estrutura financeira prestava serviços ao Terceiro Comando Puro (TCP) e também ocultava recursos ligados ao Comando Vermelho (CV) e ao Primeiro Comando da Capital (PCC). A investigação teve início a partir da atuação do TCP no Complexo de São Carlos, na Região Central do Rio. Ao longo das diligências, os agentes descobriram que a mesma engrenagem financeira também era utilizada para lavar recursos provenientes de outras facções criminosas, como o CV e o PCC,

Homem morreu baleado ao sair de igreja durante guerra de facções em Caxias

Um homem morreiu baleado ao sair da igreja durante uma guerra de traficantes na Vila do Rosário, em Duque de Caxias, na noite de ontem A vítima foi identificada como Aquiles Lima, de 33 anos Relatos apontam que traficantes do Terceiro Comando Puro do Bairro Três (antigo Barro Vermellho)deram um baque na comunidade do Curral, controlada pelo Comando Vermelho.e houve confronto. Aquiles havia se casado recentemente, deixou esposa e um casal de filhos.

CAIU NO FAKE LOVE: Traficante do bando de Peixão (TCP) foi atraído por perfil falso de mulher operado pelo CV e acabou executado

Um.traficante do Terceiro Comando Puro das comunidades Cinco Bocas e Cidade Alta no Complexo de Israel vulgo Polenta, teria sido atraído por um perfil falso de uma mulher nas redes sociais e convencido a se deslocar para uma região distante de sua área de atuação. O perfil seria operado por integrantes do Conando Vermelho. Chegando ao local indicado, o homem foi abordado pelos rivais e executado. . Em publicações nas redes sociais, perfis associados ao Comando Vermelho (CV) fizeram comentários sobre a morte de Polenta. “Polenta era irmão do traficante “Polentinha”, que perdeu o braço após uma troca de Tiros com o 16° BPM na Comunidade da 5 Bocas (TCP), Nas redes Sociais seu irmão lamentou sua morte. As informações são do repórter Bruno Assunção.

VALE A PENA SER BANDIDO’: EX-SECRETÁRIO DE POLÍCIA APONTA 80 MIL CRIMINOSOS ARMADOS NO RJ, CHAMA FACÇÕES DE TERRORISTAS, COBRA MUDANÇA NAS LEIS E FAZ UM ALERTA: “ESTAMOS EM DESVANTAGEM SOBRE ELES”

Esse novo capítulo da nossa série especial sobre o crime organizado no RJ traz as considerações de que quem realmente vivenciou e combateu bandidos e não professores de universidades ou de institutos que têm visão superficial sobre o tema. Ex-secretário da Polícia Civil fluminense e atual candidato a deputado federal, o delegado Felipe Curi vem usando suas redes sociais para explicar a realidade sobre o crime organizado. Curi disse que o Rio de Janeiro é o único lugar do mundo que aparenta se viver em uma situação de paz mas que enfrenta uma realidade de guerra.Segundo ele, o RJ tem cerca de 1900 favelas onde haveriam aproximadamente 80 mil bandidos armados com fuzis. “Facções criminosas tem ponto 50, ponto 30, granadas, minas terrestres, drones que jogam bombas e transportam armas entre uma comunidade e outra. Isso não existe em nenhum outro lugar do mundo” Segundo o delegado, as polícias têm hoje armamento inferior aos usados pelos criminosos do RJ. Curi afirmou que no Brasil hoje vale a pena ser bandido porque na sua visão, o país têm hoje sistemas penais e criminais completamente falidos. “Os policiais estão trabalhando muito acima dos seus limtes. Eles não têm qualquer segurança jurídica para trabalhar e a população não aguenta mais tanta impunidade”.Para ele, só existe uma forma de se mudar o quadro: mudar as leis. “A legislação criminal está toda atrasada, ela só favorece bandidos e impede a polícia de agir a altura” Outro ponto levantando por Curi é que, segundo ele, as organizações criminosas que agem no RJ deviam ser classificadas pelo Brasil como terroristas, assim como fez o governo norte-americano que classificou o PCC e o CV como tal. Ele cita o caso ocorrido essa semana em que, por conta de uma operação policial na região da Mangueira, bandidos reagiram a tiros e mandaram fechar ruas e montaram barricadas com fogo. “Quem faz isso não é traficante, é terrorista e quem paga o preço é o trabalhador que fica ilhado sem poder voltar para casa. Isso não é tráfico, é tática de guerrilha e terrorismo. Enquanto a lei não tratar assim e não deixar mofando na prisão, o medo vai continuar mandando na cidade”. Curi cita outro perigo que vem dos céus: os drones que atiram granadas. Segundo ele, casos estão se multiplicando. “O céu também virou território dominado pelo crime. E nem pense que essa ameaça fica restrita à guerra de facções. Quando organizações criminosas usam esse tipo de tecnologia qualquer cidadão pode virar vitima. Não importa se mora na favela ou no asfato, se é pobre, classe média ou rico. Sua casa pode ser o próximo alvo. Enquanto isso as forças de segurança são proibidas de usar drones de precisão que atiram. Estamos em desvantagem em relação aos criminosos que já usam tecnologia de guerra.” O delegado também levantou um outro tema importante em suas redes sociais: a narcocultura. Segundo ele, a narcocultura é uma estratégia de propaganda do crime organizado, que transforma criminosos em heróis, normaliza a violência e usa as redes sociais para alcançar crianças e adolescentes dentro de suas próprias casas. Ele afirmou que enquanto as facções dominam territórios com fuzis, barricadas e violência, elas também disputam um território invisível: a mente e o imaginário da juventude. “Vídeos, músicas e conteúdos que exaltam criminosos não são inocentes quando fazem parte de uma estrutura financiada e organizada pelo tráfico. Cada visualização ajuda a construir uma narrativa que legitima o crime e enfraquece a autoridade do Estado. Por isso, precisamos enfrentar a narcocultura com a mesma firmeza com que enfrentamos o domínio territorial das facções. Não basta prender os líderes: é preciso desmontar a propaganda que transforma criminosos em referências. É por isso que defendo uma legislação específica para combater a narcocultura digital e proteger uma geração inteira”, defendeu. Curi também usou as redes para falar sobre os policiais que morreram em confronto na megaoperação Contenção na Penha e no Alemão em outubro do ano passado.“Eles foram emboscados. Os que tentaram salvá-los foram recebidos a tiros e granadas pelos narcotraficantes.É essa crueldade que os nossos policiais enfrentam em operações. Par ele, homicídio é crime. Neutralizar narcoterrorista em confronto, dentro da lei, em legítima defesa, é o Estado cumprindo seu dever. “Quem defende bandido armado de fuzil como se fosse vítima de “mortes violentas” está do lado errado. Os policiais estão do lado do bem”, afirmou.

Drones-bomba, granadas e pânico: Rio enfrenta há dois anos uma guerra que agora ganha status de ‘novidade’. VEJA VÍDEOS, EXEMPLOS E DEPOIMENTO COMOVENTE

O uso de drones para lançar granadas já ocorre há pelo menos dois anos no Rio de Janeiro mas é tratado como novidade por alguns veículos de imprensa do Rio de Janeiro. A reportagem levantou que em 2024 foi publicada nas redes sociais uma postagem sobre o assunto. O fato ocorreu no Quitungo, em Brás de Pina, que tem sido palco novamente desta guerra de drones. Veja o vídeo com depoimento comovente de uma moradora. Ela disse na ocasião que quase crianças foram atingidas, https://x.com/DaxMainCrypto/status/1809838762060353977/video/1 No mesmo ano, outra informação sobre o Quitungo. Uma das bombas caiu na casa de uma moradora da comunidade. https://twitter.com/splucasaugusto/status/1810096874604363964/video/1 No mesmo ano, uma outra postagem fala do uso de drones com granadas durante um confronto violento entre traficantes dos complexos do Chapadão e da Pedreira. https://x.com/splucasaugusto/status/1809922870610403422/video/1 Uma reportagem da TV Record de 2025 confirmou a informação https://x.com/tinojunior/status/1960733802910593111/video/1 No ano passado, um vídeo atribuído ao traficante Coelhão da Serrinha, o bandido diz que traficantes da Lemos de Brito atiraram uma granada de um drone; https://x.com/informeagorarj/status/1933972005121843217/video/1 Ainda em 2025, a polícia descobriu que a equipe do mesmo Coelhão construiu seteiras em muros de concreto para lançar drones com granadas e atirar na polícia e nos bandidos do CV. https://x.com/Jornalfavelas/status/1940037358076010980/video/1 Um outro vídeo do ano passado mostrou um ataque de granada jogada de um drone e o desespero das pessoas. https://x.com/misteriouspavao/status/1934619416542511550/video/1 Na megaoperação nos complexos do Alemão e da Penha em outubro de 2025, traficantes usaram drones para atirar granadas em policiais. https://x.com/tinojunior/status/1983190064013488579/video/1 O Comando Vermelho usou drones para atirar granadas durante guerra com milicianos na comunidade do 700 na Taquara no ano passado. Eles teriam usado três drones. Agora, vem a denúncia mais grave: Drones com granadas estão caindo em áreas de Cordovil onde não há presença de traficantes. Esse é o efeito colateral dessa guerra: quem sofre é o morador. Estão dizendo que tem morador de comunidade olhando para cima para se prevenir de ataques. https://twitter.com/Rioemguerraofc/status/2085486788139753766/video/1

Lacoste mira o coração da milícia: traficante do TCP avança sobre Rio das Pedras e provoca temor de ‘golpe’

nformações de bastidores que circulam nas redes sociais, ainda sem confirmação oficial, apontam para um possível avanço do traficante Lacoste, apontado como chefe do Complexo da Serrinha, em Madureira, área de influência do Terceiro Comando Puro (TCP), sobre setores de Rio das Pedras, em Jacarepaguá, berço histórico da milícia no Rio. Segundo esses relatos, o criminoso estaria exercendo influência sobre as localidades do Sertão, Pinheiro e Caranguejo — áreas que, juntas, representariam quase metade de Rio das Pedras. A suposta expansão estaria provocando forte tensão entre antigos integrantes da milícia que atuam na região. O temor, segundo os relatos, é que Lacoste esteja tentando ampliar gradativamente seu domínio e, em um movimento mais ousado, promover uma espécie de “golpe de Estado” dentro de Rio das Pedras, assumindo o controle de toda a comunidade. Nos bastidores, a movimentação também estaria relacionada às articulações entre grupos paramilitares. A informação é de que Lacoste estaria trabalhando para impedir que a milícia de Rio das Pedras avance em um eventual acordo de união com outras milícias do Rio. A razão seria preservar a influência que o tráfico teria conquistado na região e, consequentemente, os lucros associados ao domínio territorial. Lacoste e uma trajetória marcada por disputas A possível ofensiva sobre Rio das Pedras chama atenção também pela trajetória de Lacoste no cenário das guerras entre facções do Rio. Nos bastidores do crime, há uma avaliação recorrente de que o traficante coleciona mais derrotas do que conquistas em disputas territoriais. Ele perdeu áreas como Campinho e Fubá para o Comando Vermelho e mantém, há algum tempo, ofensivas contra comunidades como Juramento e Cajueiro, sem conseguir consolidar o domínio desses territórios. Mais recentemente, também teria sofrido um revés nas disputas envolvendo áreas de Belford Roxo. Agora, segundo os relatos que circulam nas redes sociais, o foco estaria em Rio das Pedras — uma área particularmente estratégica por sua importância histórica para a milícia e pela localização na Zona Oeste do Rio. Mudança no cenário de Rio das Pedras A disputa na comunidade ganhou novo capítulo depois que o ex-miliciano Kauan rompeu com a milícia e passou para o Comando Vermelho, levando consigo mais de uma dezena de homens e passando a participar de ataques contra antigos aliados. A entrada de criminosos ligados ao CV alterou o equilíbrio de forças e abriu espaço para uma nova disputa pelo controle territorial. É nesse cenário que surge a informação sobre uma possível movimentação de Lacoste. Se confirmada, a atuação representaria uma mudança significativa no mapa criminal de Rio das Pedras: um território historicamente associado à milícia passaria a sofrer uma pressão direta de uma liderança do tráfico ligada ao TCP. Por enquanto, porém, as informações sobre o suposto controle de Lacoste sobre Sertão, Pinheiro e Caranguejo, bem como a existência de uma articulação para assumir o controle total de Rio das Pedras, permanecem sem confirmação oficial. A conferir.

Justiça livra Doca, Gardenal, Pezão, Abelha e Pedro Bala de acusação por morte de manicure em Irajá

A Justiça arquivou a acusação contra alguns dos principais chefões do Comando Vermelho investigados pela morte da manicure Tatiany Brandão Cruz, de 41 anos, durante um ataque a tiros na comunidade da Malvina, em Irajá, na Zona Norte do Rio. Entre os nomes que ficaram fora da ação penal estão Edgar Alves de Andrade, o Doca; Pedro Paulo Guedes, o Gardenal; Wilton Carlos Rabello Quintanilha, o Abelha; Thiago do Nascimento Mendes, o Pezão; e Pedro Bala, além de outros investigados. Na mesma decisão, porém, a Justiça recebeu a denúncia contra Thiago de Souza e Jonathan da Silva Vilela, que passam a responder criminalmente pela morte de Tatiany e pelas tentativas de homicídio contra dois idosos atingidos no mesmo ataque. O juiz também decretou a prisão preventiva dos dois. Tatiany morreu depois de ser baleada na cabeça durante o tiroteio. Segundo testemunhas, ela estava no portão de casa, fazendo as unhas de uma cliente, quando foi atingida pelos disparos. O ataque ocorreu em meio à disputa entre grupos criminosos pelo controle territorial da região. A investigação apontava para um confronto envolvendo integrantes do Comando Vermelho (CV) e do Terceiro Comando Puro (TCP). Chefes do tráfico ficam fora da acusação A decisão judicial determina o arquivamento da investigação em relação a Edgar Alves de Andrade, Pedro Paulo Guedes, Wilton Carlos Rabello Quintanilha, Thiago do Nascimento Mendes, Carlos Costa Neves, Washington Cesar Braga da Silva e Luciano Martiniano da Silva. Ou seja, embora esses nomes tenham aparecido no curso da investigação, o Ministério Público promoveu o arquivamento em relação a eles, e o juiz registrou que não havia providência a ser tomada quanto a esse ponto. Entre os investigados estão criminosos de grande importância dentro da estrutura do Comando Vermelho, como Doca, Gardenal, Abelha, Pezão e Pedro Bala. Na prática, a decisão reduz de maneira significativa o número de acusados que irão responder pela morte da manicure. A ação penal seguirá contra Thiago de Souza e Jonathan da Silva Vilela. Dois acusados terão que responder pela morte Ao analisar a denúncia, o juiz entendeu que estavam presentes os requisitos para a abertura da ação penal contra Thiago e Jonathan. A denúncia atribui aos dois a prática de homicídio qualificado pela morte de Tatiany e duas tentativas de homicídio relacionadas aos idosos João dos Santos, de 71 anos, e Sebastião Gomes Valadão, de 72. O magistrado também considerou que havia elementos suficientes para justificar a prisão preventiva dos acusados. Entre as provas citadas estão documentos periciais relacionados à morte de Tatiany e aos ferimentos dos dois idosos. A decisão também destaca os depoimentos de duas testemunhas apresentados como testemunhas presenciais dos fatos. Segundo o juiz, os dois prestaram depoimentos detalhados durante a investigação e apontaram condutas atribuídas aos acusados. Manicure foi atingida no portão de casa Tatiany chegou a ser socorrida para uma unidade de saúde e posteriormente transferida para o Hospital Municipal Salgado Filho, no Méier, mas morreu em decorrência dos ferimentos. Os dois idosos também foram baleados durante o ataque. João recebeu alta, enquanto Sebastião permaneceu internado em estado estável. A morte da manicure provocou protestos de moradores da comunidade, que foram às ruas pedir mais segurança e justiça. Com a decisão, o processo agora terá como réus Thiago de Souza e Jonathan da Silva Vilela, enquanto a acusação contra os demais investigados — incluindo nomes de peso do tráfico como Doca, Gardenal, Pezão, Abelha e Pedro Bala — foi arquivada.

De ‘sniper’ do tráfico a chefe da extorsão: bandido preso é apontado como líder de esquema do TCP que aterrorizava condomínios na Pavuna

Apontado no passado como “sniper” e um dos principais seguranças do tráfico no Complexo da Pedreira, Luís Henrique Ferreira de Melo, o “Angolano”, agora é apontado pela Polícia Civil como líder de um esquema de extorsão de condomínios na Pavuna, na Zona Norte do Rio. A 39ª DP (Pavuna) deflagrou nesta sexta-feira (14) uma operação para desarticular o grupo, que obrigava síndicos a romper contratos de segurança e entregar o serviço a uma empresa ligada ao Terceiro Comando Puro (TCP). Atualmente preso, Angolano tem uma longa trajetória dentro da estrutura criminosa antes de aparecer como suposto chefe do esquema investigado atualmente. Aos 21 anos, ele foi apontado em investigações anteriores como o “sniper” do tráfico no Morro da Lagartixa, em Barros Filho. Armado com um fuzil equipado com luneta e mira a laser, ocupava pontos estratégicos da comunidade para atacar policiais e integrantes de grupos rivais. Mas sua função dentro do tráfico não se limitava à atuação como atirador. Em processo do Tribunal de Justiça do Rio, Angolano foi descrito como um dos mais importantes “seguranças” do Complexo da Pedreira. Seu posto habitual era o Morro da Lagartixa, mas ele seria deslocado para outras comunidades do complexo quando havia risco de invasão por quadrilhas rivais ou operações policiais, ficando responsável pela organização da segurança armada. Ele já atua desde os tempos do traficante Celso Pimenta, o Playboy, que mandava na área na época da facção criminosa ADA (Amigos dos Amigos) Os autos apontavam ainda que ele eventualmente exercia funções de gerência do tráfico, determinando a quantidade de material entorpecente que deveria ser preparado e o volume que seria distribuído nas bocas de fumo. Agora, segundo a investigação da 39ª DP, Angolano estaria à frente de uma estrutura que encontrou nos condomínios uma nova fonte de exploração financeira. Como funcionava o esquema De acordo com a investigação, traficantes ligados ao TCP, com influência na Comunidade da Quitanda e no Complexo da Pedreira, passaram a pressionar condomínios da Pavuna para assumir o controle dos serviços de segurança. A estratégia não era simplesmente oferecer uma empresa aos moradores: os síndicos eram coagidos a cancelar contratos que já estavam em vigor e a contratar uma empresa indicada pelo grupo criminoso. A pressão era feita por meio de ameaças. Os criminosos deixavam claro que poderiam criar problemas dentro dos próprios condomínios caso os responsáveis não obedecessem às determinações. Entre as ameaças investigadas estava a possibilidade de permitir a entrada de usuários de drogas nos condomínios. Outra ameaça era ainda mais direta: os criminosos poderiam determinar a quebra de muros divisórios entre áreas residenciais. Dessa forma, a organização utilizava o poder exercido pelo tráfico na região para criar uma espécie de mercado de segurança compulsório. Os moradores eram submetidos a uma escolha que, na prática, não era uma escolha: para ter a promessa de segurança e tranquilidade, precisavam aceitar a empresa indicada pelos criminosos. Depois da contratação, os moradores eram obrigados a arcar com taxas mensais pelo serviço. O dinheiro dos condomínios, portanto, passava a alimentar uma atividade empresarial imposta sob ameaça pela estrutura criminosa. A investigação identificou ainda diferentes papéis dentro da engrenagem. Um dos envolvidos seria responsável por funcionar como intermediário entre a liderança criminosa e os demais integrantes, recebendo as determinações e repassando as ordens para quem atuava diretamente junto aos condomínios. Outro alvo da operação é um síndico que, segundo a polícia, teria sido o único responsável por um condomínio a aderir ao contrato imposto pelos criminosos. A partir daí, ainda segundo as apurações, a relação teria ido além da simples contratação. O síndico teria passado a obter vantagens e trabalhar informalmente para a empresa indicada pelo grupo, criando uma conexão entre a administração do condomínio e o esquema investigado. Do controle armado à exploração dos condomínios O caso chama atenção pela trajetória atribuída ao principal investigado. O mesmo criminoso que, anos atrás, aparecia em investigações como homem encarregado da segurança armada do Complexo da Pedreira e como atirador de elite do tráfico é agora apontado como líder de uma estrutura que, segundo a Polícia Civil, teria utilizado a força da facção para avançar sobre uma atividade econômica fora das comunidades. A investigação mostra como o domínio territorial pode ser utilizado não apenas para proteger pontos de venda de drogas, mas também para impor serviços e gerar novas fontes de renda para a organização criminosa. Nesta sexta-feira, policiais civis cumprem mandados de busca e apreensão em endereços na Pavuna e em Costa Barros, com apoio de equipes do Departamento-Geral de Polícia da Capital (DGPC). Um dos mandados relacionados a Angolano foi cumprido no sistema penitenciário, já que ele se encontra preso. A operação busca reunir novas provas sobre o funcionamento do esquema, identificar outros integrantes e aprofundar a investigação sobre a atuação do grupo nos condomínios da região.

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