Generic selectors
Exact matches only
Search in title
Search in content
Post Type Selectors

Author name: Mario Hugo Monken

Sou redator com 25 anos de experiência em investigação policial, formado em Jornalismo. Ao longo da carreira, desenvolvi um olhar apurado para apurar e contar histórias complexas, com foco em detalhes e precisão. Minha paixão pela investigação e pela escrita me permite desvendar narrativas profundas, oferecendo ao leitor informações relevantes e impactantes sobre o universo da segurança pública.

Mario Hugo Monken

Briga por bebida terminou em espancamento coletivo e morte brutal em Maricá: Justiça decretou a prisão de cinco suspeitos após mais de 2 anos

Depois de mais de dois anos, a Justiça decretou as prisões preventivas de cinco suspeits de espancarem até a morte um homem por causa de discussão por bebidas alcoólicas em Maricá. O crime foi cometido em 04/11/2023, entre 20h e 21h, na rua Capitão Mello, Recanto de Itaipuaçu – Maricá/RJ Os suspeitos agrediram a vítima Charles Bickford Pessanha Delbons Junior com socos, chutes, pauladas e golpes de instrumento perfurocortante (possivelmente uma faca), sendo as lesões decorrentes das agressões causa eficiente de sua morte. Segundo os autos, o crime ocorreu após desentendimento relacionado ao consumo de bebidas alcóolicas e foi caracterizado por espancamento coletivo com uso de instrumentos contundentes e cortantes, perseguição prolongada em via pública e mediante recurso que dificultou a defesa da vítima. Entre os acusados, estão os vulgos Pepeu, Baixinho, Decinho, além de Alex Sandro e Carlos Vitor.

Dono de empresa de internet em Paracambi que foi ameaçado por traficantes por não pagar taxa tenta obter porte de arma para se defender

Um empresário do setor de internet em Paracambi, na Região Metropolitana do Rio de Janeiro, afirma estar sob ameaça de uma organização criminosa após se recusar a pagar extorsões para manter suas atividades na cidade. Diante da escalada de violência, ele solicitou, em março deste ano, a concessão de porte de arma de fogo por meio de requerimento administrativo junto à Polícia Federal. Segundo o relato, o empresário é proprietário de uma empresa provedora de internet que atua regularmente no município, com carteira de clientes ativa, geração de empregos e cumprimento de obrigações fiscais. Ainda assim, passou a ser alvo de cobranças ilegais, conhecidas como “arrego”, supostamente feitas por criminosos ligados a um indivíduo identificado pelo apelido de “Russão”. Após se negar a pagar as quantias exigidas, o empresário afirma ter recebido ameaças diretas contra sua vida e a de seus familiares. Um dos registros de ocorrência foi formalizado sob o número 051-00457/2026. Em mensagens enviadas por meio do aplicativo WhatsApp, os autores teriam afirmado: “Cara, vou tacar fogo em tudo e onde parar vai fogo”. A ameaça se concretizou no dia 25 de março de 2026, quando um veículo da empresa foi interceptado e incendiado. O carro, um Fiat Mobi branco, ano 2020, de propriedade da empresa, foi destruído na ação. O caso foi registrado em nova ocorrência policial, sob o número 051-00476/2026-01, e também teve repercussão na imprensa. Diante da gravidade da situação, o empresário relata viver sob constante temor, afirmando que as ameaças não se restringem ao ambiente de trabalho, mas se estendem a qualquer local que frequente. No mesmo dia do ataque ao veículo, ele compareceu à sede da Polícia Federal para relatar os fatos e solicitar urgência na análise do pedido de porte de arma, mas, segundo ele, não obteve retorno. A defesa sustenta que o caso envolve risco iminente à vida e à integridade física do empresário e de sua família, motivo pelo qual foi ajuizada ação com pedido de tutela de urgência. O objetivo é garantir a análise célere do requerimento administrativo, protocolado em 21 de março de 2026, e possibilitar ao autor o exercício do direito à legítima defesa. Ainda de acordo com os advogados, apesar dos registros de ocorrência, o empresário não conta com proteção integral do Estado, o que reforçaria a necessidade de uma resposta rápida das autoridades. Eles argumentam que a demora na análise do pedido pode resultar em consequências irreparáveis, diante da gravidade das ameaças. O empresário afirma que não pode interromper suas atividades sem comprometer sua subsistência e o cumprimento de contratos com clientes. Para ele, a ausência de resposta do poder público diante da urgência do caso o deixa vulnerável à ação criminosa. A defesa também aponta possível omissão estatal, alegando que a burocracia não pode se sobrepor ao direito à vida. Segundo os advogados, cabe ao Estado agir com celeridade em situações excepcionais como essa, sob risco de agravar ainda mais o cenário de insegurança enfrentado pelo empresário.

Da década de 90 aos dias atuais: o rastro de sangue da família Avelino

A família Avelino voltou ao centro das atenções da mídia fluminense nesta quarta-feira, após uma operação do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro que cumpriu 21 mandados de busca e apreensão contra integrantes do grupo no interior do estado e também em outras unidades da federação. A fama de intimidação atribuída ao clã não é recente. Um episódio ocorrido na década de 1990 ilustra o clima de medo que cercava a atuação da família. Na ocasião, um dos integrantes, conhecido como Julinho Avelino, seria levado a julgamento pela morte de um jovem em Miguel Pereira. Antes da sessão, um jurado procurou um promotor de Justiça para relatar que, nos bastidores, comentava-se em Vassouras que sequer haveria quórum para a realização do júri, já que os jurados poderiam não comparecer. Segundo o relato, mesmo que a sessão fosse instalada, havia o temor de que os jurados não tivessem coragem de condenar o réu, apesar da existência de provas nos autos, por receio de represálias. Diante desse cenário, chegou-se a cogitar a transferência do julgamento para outra comarca. Documentos da época já classificavam integrantes da família Avelino como pessoas de “índole extremamente violenta”. O grupo era descrito como influente não apenas em Vassouras, mas em toda a região do Médio Paraíba, com forte presença econômica e política. Ainda segundo esses registros, diversos membros estariam envolvidos em crimes graves. Histórico de homicídios Ao longo dos anos, diferentes casos reforçaram essa reputação. Em 23 de setembro de 2011, um integrante da família foi acusado de efetuar disparos contra Edson Presotto Marcondes, no bairro Madruga, em Vassouras. De acordo com a denúncia, o crime teria sido motivado por uma desavença envolvendo a negociação de um imóvel e o não ressarcimento de um trator dado como parte do pagamento. A acusação aponta que a vítima foi surpreendida por dois homens em uma motocicleta enquanto estava dentro do carro, sem possibilidade de defesa. Outro caso ocorreu em 28 de maio de 2000, no Parque de Exposições Narciso Dias, também em Vassouras. Durante um rodeio, integrantes da família se envolveram em uma confusão com peões. Segundo a denúncia, a vítima Ronaldo da Silva Soares foi atraída até a cerca que separava o público da arena, onde foi agredida e baleada. Ele morreu no local. Um dos acusados foi condenado a 14 anos de prisão. Há ainda o caso de Thiago Borges do Rêgo, morto em 30 de dezembro de 1996. De acordo com relatos, ele teria passado a sofrer ameaças após um desentendimento banal — teria esbarrado em um copo de cerveja de um dos integrantes da família. O acusado pelo crime acabou absolvido pela Justiça. Já em 23 de setembro de 1995, outro episódio violento foi registrado no centro de Vassouras. Um integrante do clã foi acusado de matar Luiz Augusto Costa Monteiro após uma discussão de trânsito. Nesse caso, houve condenação, com pena fixada em 14 anos de prisão. Os episódios, registrados ao longo de décadas, ajudam a dimensionar o histórico de violência atribuído à família Avelino e explicam por que o grupo continua sendo alvo de investigações e operações das autoridades.

Membro da família Avelino, alvo de operação do MP hoje, vai a júri popular por morte de empresário que teve o corpo colocado em carro em chamas

A Justiça do Rio decidiu no último dia 2 de março levar a júri popular Fernandinho Avelino, membro da família suspeita de diversos homicídios no interior fluminesne nas últimas décadas. Fernandinho é acusado do assassinato de um empresário em 12 de janeiro de 2024. A vítima foi Thiago Amorim Navarro Os dados obtidos com a quebra de sigilo demonstram que, dois dias antes do crime, existem dois registros de ligações telefônicas entre os terminais utilizados pela vítima Thiago e Fernandinho sendo que no dia dos fatos há uma ligação telefônica entre os doistendo a vítima, provavelmente, avisado a Avelino que estava se deslocando para sua residência, No dia do homicídio, Thiago recebeu uma ligação telefônica e os dados de seu aparelho comprovam que ele estava na estrada (BR-393 nas proximidades do distrito de Andrade Pinto) e se deslocava até Vassouras para encontrar-se com Fernando. Apurou-se que Thiago chegou à residência de Fernando por volta de 11h, Uma testemunha narrou que Thiago lhe disse que vindo buscar com Fernando uma declaração, pois em 2021, ele havia dado um cheque para o acusado no valor de R$3.000,00, mas que como não houve fundos ele pagou Fernando posteriormente o total do cheque, mas precisava do mesmo para dar baixa no banco, porém como Fernando não tinha mais o cheque ficou de assinar uma declaração do mesmo para Thiago Narrou que por volta de 12h06min foi a última vez que falou com Thiago que este disse que após resolver as coisas com Fernando, ia passar no correio e depois ele iria a cidade de Juiz de Fora pegar seu carro que tinha ficado pronto e entregaria o que estava com ele (…)” A investigação revelou que os dados telefônicos de Fernando indicaram o seu deslocamento sentido Massambará e, posteriormente, para o local do crime. O relatório destacou que o Azimute do telefone de Fernando se altera em direção ao local do encontro do cadáver de Thiago, onde ele permaneceu até as 13h30min. Assim, pelos dados obtidos com a quebra de sigilo, resta inequívoco que o indiciado Fernando Avelino efetivamente esteve no local do crime (ao menos da destruição de cadáver), e que, em seguida, voltou à sua residência e desativou o aparelho da vítima Thiago. E mais, pela lógica da trama, ficou clara a participação de terceira pessoa no evento, já que o corpo da vítima se encontrava no interior de seu próprio veículo, ambos em chamas. Logo, certo é que a presença de outro elemento se fez necessária para retirar o indiciado Fernando do local do crime por meio de outro transporte. A família Avelino é alvo hoje de uma operação do Ministério Público Estadual do Rio A Promotoria obteve na Justiça mandados de busca e apreensão cumpridos nesta quarta-feira (01/04) contra 21 pessoas ligadas aos clãs da Família Avelino, investigada pela prática de diversos crimes. Entre os alvos estão integrantes da família, cinco policiais militares, um advogado e suspeitos de atuar como pistoleiros do grupo. A ação é realizada com o apoio da Coordenadoria de Segurança e Inteligência (CSI/MPRJ) e da Subsecretaria de Inteligência da Polícia Civil (SSINTE). Estão sendo cumpridos mandados em 29 endereços ligados aos investigados, nos estados do Rio de Janeiro, Minas Gerais, Espírito Santo e Pará, com o apoio dos GAECOs locais. No Rio, os agentes cumprem mandados na Capital e nos municípios de Paty do Alferes, Vassouras, Paraíba do Sul e Três Rios. As investigações são conduzidas em Procedimento Investigatório Criminal (PIC) próprio do GAECO/MPRJ e demonstram a existência de conduta criminosa sistemática e reiterada por parte dos integrantes do clã, com forte influência em diversos municípios do Sul Fluminense e características de milícia privada. Isso inclui a prática de assassinatos já denunciados pelo Ministério Público, suspeitas de dezenas de outras execuções, múltiplas tentativas de homicídio, controle territorial, corrupção de agentes públicos, estrutura hierárquica com clara divisão de funções, obstrução sistemática da Justiça, entre outros. Com histórico de violência e poder que remonta à década de 1930, com quatro gerações documentadas praticando homicídios, as apurações mostram que a família e seus associados empregam uma série de mecanismos para escapar da persecução penal, incluindo intimidação de testemunhas, ameaças extensivas a familiares e eliminação de adversários. O objetivo é criar um clima de medo que resguarde a chamada “lei do silêncio”. Atento ao histórico de criminalidade violenta, à intimidação de autoridades e às obstruções sistemáticas, o GAECO/MPRJ passou a concentrar todas as investigações criminais contra o clã. A família Avelino é temida no interior e por vezes usavam o nome do clã para praticar extorsões. Em 2022, um homem foi procurado por um elemento que dizia ser o marido de “uma mulher chamada Vanessa” e que o acusou de haver subtraído a quantia de R$ da “suposta esposa”. O suspeito passou a intimidar a vítima, dizendo ser da família “Avelino” e afirmando que iria matar o rapaz, caso ele não pagasse ao menos metade do valor. Amedrontado, a vítima se dirigiu a um endereço indicado e entregou para o elemento um automóvel FORD Fiesta, u aparelho de telefonia celular, um tanquinho de lavar roupas e a quantia de R$ 3.000 sendo ainda obrigado a assinar para o suspeito um recibo com mais valores. Não satisfeito, o elemento passou a ligar novamente para a vítima exigindo mais dinheiro, sendo certo que passou a perseguir a vítima, se fazendo presentes nos lugares que o alvo costumava frequentar Na delegacia, o suspeito afirmou que teria feito empréstimos à vítima buscando justificar a movimentação de dinheiro de um para o outro

Denúncia explosiva de ex-governador: PMs teriam ligação com milícia em Santa Cruz

Após a divulgação de um áudio que mostraria um policial militar conversando com um traficante — caso que resultou na expulsão do agente da corporação dias depois — o ex-governador do Rio de Janeiro, Anthony Garotinho, voltou a utilizar as redes sociais para fazer novas denúncias envolvendo a Polícia Militar. Desta vez, Garotinho afirmou ter recebido relatos de moradores de que policiais do Grupamento de Ações Táticas (GAT) do 27º BPM estariam supostamente alinhados à milícia do PL, em confronto com a quadrilha de Juninho Varão, na região de Santa Cruz, Zona Oeste do Rio. De acordo com o ex-governador, os agentes teriam implantado um suposto regime de RAS compulsório na localidade conhecida como João 23, área recentemente dominada pelo grupo paramilitar. Garotinho também relatou que um cabo da PM teria sido flagrado participando de uma reunião com milicianos em Itaguaí, o que teria resultado em punição disciplinar. Ainda segundo ele, o policial levaria uma vida de alto padrão, com viagens internacionais — incluindo destinos como a Tailândia — sem autorização oficial. O ex-governador citou ainda outros dois policiais: um deles apontado como responsável pela arrecadação de dinheiro junto a comerciantes da região, e outro descrito como o suposto “cérebro” da milícia local. Em seu blog, Garotinho acrescentou que, segundo denúncias, milicianos forneceriam apoio logístico a policiais, como água e alimentação, enquanto a população viveria sob forte intimidação. Ele afirma que o grupo criminoso controlaria atividades como a venda de botijões de gás, o transporte alternativo, serviços ilegais de TV a cabo (“gatonet”), além da comercialização e aluguel de imóveis. A milícia do PL teria expulsado o Bonde do Varão das comunidades do Alvorada, João 23, Reta, Liberdade, Guandu, São Fernando e Higienópolis, em Santa Cruz – na Zona Oeste do Rio de Janeiro. Procurada para comentar as acusações, a Polícia Militar do Rio de Janeiro (PMERJ) ainda não se manifestou. Em casos semelhantes, a corporação costuma questionar se as denúncias foram formalizadas junto aos órgãos de controle interno, como a Corregedoria, ou orienta que sejam encaminhadas à Ouvidoria.

Milícia pode estar envolvida em assalto à casa de MC Poze do Rodo

Segundo informações divulgadas pelo jornalista Bruno Assunção,, existe a suspeita de que milicianos estejam envolvidos do assalto do cantor MC Poze do Rodo.ovorrido em sua residência, localizada em um condomínio de luxo no Recreio dos Bandeirantes, na Zona Oeste do Rio de Janeiro. Ainda segundo o relato, os assaltantes afirmaram agir a mando de chefes do tráfico de drogas, numa tentativa de colocar o foco do roubo em cima das facções TCP e CV. O artista afirmou que foi mantido refém e agredido pelos criminosos durante a ação. Segundo o cantor, cerca de oito homens participaram do crime. Quatro deles, armados com fuzis e pistolas, invadiram o imóvel por uma área de mata nos fundos do condomínio por volta das 2h30, enquanto outros comparsas reviravam a casa. Poze estava com amigos no momento da invasão e disse que foi amarrado e agredido com socos e chutes. Os criminosos levaram aproximadamente R$ 15 mil em espécie, além de celulares, roupas, perfumes, relógios e joias. O prejuízo total é estimado em cerca de R$ 2 milhões. De acordo com levantamento, parte das joias roubadas integrava um lote de cordões apreendido pela Polícia Civil em novembro de 2024 e devolvido por decisão judicial meses depois. O caso foi registrado na 42ª DP (Recreio) como roubo a residência. A Polícia Civil informou que realizou perícia no local e segue com diligências, incluindo a análise de imagens de câmeras de segurança, para identificar os envolvidos e esclarecer as circunstâncias do crime.

Veja os bastidores da operação na Taquara que terminou com tenente da PM morto. Agente faleceu hoje

Leia os detalhes da operação policial realizada em 16 de março, na Taquara, Zona Oeste do Rio, que terminou com dois policiais militares baleados. Um deles, o tenente Jorge André Chaves Lobo Machado, de 47 anos, não resistiu aos ferimentos e morreu na manhã desta terça-feira (31), no Hospital Municipal Lourenço Jorge, na Barra da Tijuca. O oficial ingressou na Polícia Militar em 2000 e havia sido promovido por bravura em 2025. De acordo com informações do inquérito, a equipe realizava diligências com o objetivo de localizar e prender o traficante conhecido como “Pretão”, apontado como integrante do Comando Vermelho e responsável pela Comunidade dos Teixeiras. Havia informações de que o criminoso participava de uma confraternização em um sítio na região e que, posteriormente, seguiria para a comunidade Santa Maria. Durante o deslocamento pela Estrada dos Teixeiras, na esquina com a Estrada da Boiúna, os policiais se depararam com um grupo de criminosos fortemente armados, conhecido como “bonde”, composto por um veículo Hyundai Creta azul e cerca de quatro motocicletas. Segundo relato de um dos agentes, diversos suspeitos — principalmente os garupas — portavam fuzis de forma ostensiva. Diante da situação, a equipe decidiu realizar a abordagem. Ao desembarcarem da viatura descaracterizada, um Nissan Kicks preto, os policiais foram surpreendidos por intensa troca de tiros. Durante o confronto, os tenentes Lobo e Martins foram atingidos — o primeiro no abdômen, em estado grave, e o segundo na coxa. Os policiais reagiram à agressão para conter os disparos. Um dos agentes informou ter efetuado sete tiros com um fuzil Colt M-16, buscando abrigo durante a ação. Ainda segundo o relato, foi possível ouvir os oficiais comunicando que haviam sido baleados. Após o confronto, os criminosos fugiram. Parte deles abandonou o Hyundai Creta e escapou a pé em direção à Comunidade dos Teixeiras, enquanto outros deixaram o local em motocicletas, atirando. Um dos suspeitos foi encontrado caído a cerca de 20 metros, ao lado de um fuzil calibre 7,62 (AR-10) com numeração suprimida. Outros quatro indivíduos também foram vistos feridos a aproximadamente 50 metros do local. Diante da gravidade da situação, a equipe priorizou o socorro aos policiais feridos, encaminhando-os ao Hospital Lourenço Jorge. Posteriormente, foi confirmado que um dos suspeitos baleados morreu no local. As investigações apontam ainda que quatro homens deram entrada em unidades de saúde da região com ferimentos por arma de fogo. Policiais realizaram diligências em hospitais e reconheceram ao menos três deles como participantes do confronto. Um quarto suspeito chegou a ser identificado, mas já havia recebido alta antes da chegada da equipe. No local da ocorrência, foram apreendidos um fuzil de uso restrito com numeração raspada, duas motocicletas e aparelhos celulares. O veículo Hyundai Creta utilizado pelos criminosos era produto de roubo ocorrido em 2025 e circulava com placa adulterada, o que indica tentativa de dificultar a identificação e a investigação de outros crimes. A ocorrência foi registrada na Delegacia de Homicídios da Capital (DH-Capital), sob o procedimento nº 901-00275/2026. As armas utilizadas pelos policiais também foram recolhidas para perícia. O caso segue sob investigação.

PM impediu ataque do CV contra a milícia e matou três

Três suspeitos foram mortos durante um tiroteio com PMs em Campo Grande na Estrada do Rio do A. Segundo a PM, os agentes impediram um ataque de traficantes do Comando Vermelho a uma facção rival, a milicia . Dois fuzis foram apreendidos, além de uma pistola e carregadores. A Delegacia de Homicídios da Capital (DHC) foi acionada e investiga a morte de três homens, ainda não identificados. De acordo com informações preliminares, policiais militares estavam em patrulhamento quando flagraram um veículo com criminosos. Ao tentarem realizar a abordagem, foram atacados e houve confronto. Os três ocupantes do automóvel morreram no local. Diligências estão em andamento para apurar os fatos.

“Empresa de comunicação multimídia” de Juninho Varão movimentou pouco mais de R$ 6 milhões em um ano mesmo com seu pequeno capital declarado

Investigação da Delegacia de Combate às Organizações Criminosas e à Lavagem de Dinheiro (DCOC-LD) da Polícia Civil do Rio de Janeiro revelou que a quadrilha do milciiano Juninho Varão usava duas empresas de fachada, sendo uma delas provedor de internet para dissimular a real origem e o destino dos recursos obtidos, a fim de lhes conferir uma aparência lícita. Segundo a apuração, Varão figurava como sócio de uma das empresas junto ao cadastro na JUCERJA. A empresa atua no setor de serviços de comunicação multimídia e, no período compreendido entre julho de 2022 e julho de 2023, movimentou o total de R$ 6.091.559,00, montante aparentemente incompatível com seu pequeno capital social registrado e faturamento declarado. O procurador da empresa foi beneficiário de uma transação bancária efetuada pela firma no valor de R$ 440.972,00, sem justificativa lícita aparente. Além disso, foram observadas transações pelas duas empresas, sendo que a segunda firma tinha como titular a esposa e a sogra do tal procurador. A segunda empresa não possui nenhum funcionário cadastrado, tem capital social modesto e apresenta como endereço, um local residencial, sem qualquer aparência de atividade empresarial. No entanto, em apenas sete meses (entre janeiro e agosto de 2023), movimentou R$ 1.172.918,00. Ainda segundo a investigação, a quadrilha de Varão ratica, em tese, diversas atividades ilícitas, tais como, exploração de serviços de gás, água e internet, comercialização de gelo, agiotagem, operação de vans, cobrança de taxas condominiais ilícitas e gestão de aterros clandestinos.

Polícia pede a prisão de Lacoste, Coelhão e outros dois traficantes da Serrinha (TCP) por dois homicídios no Juramento (CV)

A polícia pediu a prisão de traficantes do Complexo da Serrinha, em Madureira, na Zona Norte do Rio, por dois homicídios ocorridos no ano passado no Morro do Juramento, em Vicente de Carvalho. As autoridades solicitaram as prisões dos traficantes Lacoste, chefão da Serrinha, além de seu braço-direito Coelhão e os criminosos vulgos Bonitão e Boneco Assassino. As vítimas foram Douglas Azevedo Pinheiro, o Dou, morto em 25 de junho, e Matheus de Paula Ferreira da Silva, executado dois dias depois. Os processos tramitam na 3ª Vara Criminal da Capital do TJ-RJ. Há tempos se sabe que traficantes da Serrinha ligados ao Terceiro Comando Puro vêm atacando o Juramento, dominado pelo Comando Vermelho.

CATEGORIA:

copyright © 2025 Fatos Policiais. todos os direitos reservados

Rolar para cima