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Author name: Mario Hugo Monken

Sou redator com 25 anos de experiência em investigação policial, formado em Jornalismo. Ao longo da carreira, desenvolvi um olhar apurado para apurar e contar histórias complexas, com foco em detalhes e precisão. Minha paixão pela investigação e pela escrita me permite desvendar narrativas profundas, oferecendo ao leitor informações relevantes e impactantes sobre o universo da segurança pública.

Mario Hugo Monken

Nem a guerra com a milícia impediu: CV ergueu grande estrutura criminosa no Catiri, aponta MP

Em meio à retomada da disputa armada entre traficantes e milicianos na Zona Oeste do Rio, novos desdobramentos de uma investigação do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) revelam como o Comando Vermelho estruturou, nos bastidores, uma engrenagem complexa de tráfico e domínio territorial na comunidade do Catiri, em Bangu. Mesmo enfrentando há anos a resistência de grupos milicianos, a facção teria conseguido montar uma ampla estrutura criminosa na região, sob o comando dos traficantes conhecidos como Doca e Gadernal, segundo apontam os autos da investigação. A Promotoria denunciou, no ano passado, 27 suspeitos de participação no esquema. Entre eles estão os próprios Doca e Gadernal, além do ex-miliciano conhecido como RD, que, de acordo com os investigadores, passou a atuar como um dos principais braços armados do Comando Vermelho na Zona Oeste carioca. As apurações indicam que a atuação da facção no Catiri teria se intensificado a partir de 2023, envolvendo atividades como venda, distribuição, fornecimento e entrega de drogas, além da contabilidade da mercancia ilícita. O grupo também seria responsável pela gerência das chamadas “bocas de fumo” e pela manutenção de uma estrutura armada voltada à proteção do território, incluindo o monitoramento de policiais e milicianos. Para o Ministério Público, o Catiri passou a ser tratado como área estratégica pela facção, tanto pela logística do tráfico de drogas quanto pela circulação de armamento e pela comunicação com integrantes do sistema prisional. A violência associada à disputa pelo controle da região também aparece como ponto central da investigação. Segundo os autos, o território teria sido marcado por intensos tiroteios, homicídios e por uma crescente sensação de insegurança entre moradores. As ações atribuídas aos criminosos teriam imposto um cenário de grave comprometimento da ordem pública, impactando diretamente a rotina da população. Na tentativa de consolidar o domínio territorial, o Comando Vermelho teria criado um grupo específico, denominado “Bonde dos Crias do Catiri”, voltado a ações de invasão e ocupação. As investigações também revelaram o uso sistemático de grupos de WhatsApp como ferramenta de gestão criminosa. Foram identificados grupos que abrangiam diversas comunidades, como Catiri, Gardênia Azul, César Maia, Marcão, Juramento, Quitungo, Guaporé, Complexo do Alemão, CPX do 18 e Vila Kosmos. No caso do Catiri, dois grupos se destacam: “Trabalho eleição 2024” e “Tropa dos cria Catiri cv” (sic). De acordo com o Ministério Público, esses grupos funcionavam como verdadeiros centros de comando. Neles, Doca e Gadernal teriam emitido ordens sobre comercialização de drogas, escalas de plantão, definição de pontos de venda, monitoramento territorial, pontos de contenção, além de determinações envolvendo ataques a rivais, monitoramento de viaturas policiais e controle financeiro do tráfico. Em mensagens analisadas pelos investigadores, especialmente em um chat privado atribuído a Gadernal, foram encontradas imagens de cadernos com anotações manuscritas relacionadas à contabilidade do tráfico no Catiri. Para os promotores, o material se assemelha a uma espécie de “folha de pagamento” dos integrantes do grupo. Doca é apontado como uma das principais lideranças da estrutura criminosa, sendo descrito como chefe do tráfico em diversas comunidades do Rio e responsável por ordenar e financiar confrontos armados ligados à expansão do Comando Vermelho. Em um dos grupos analisados, o “Trabalho eleição 2024”, ele teria interagido ao menos 25 vezes, emitindo ordens sobre a instalação de novas bocas de fumo e monitorando a quantidade de armamento de grosso calibre. Também seria o responsável por articular a comunicação entre diferentes núcleos do tráfico e manter interlocução com milicianos. Já em um chat privado entre Gadernal e um suspeito identificado como Chel da Congo, teriam sido tratadas a contagem, distribuição e prestação de contas de armas, munições e drogas comercializadas na comunidade. Segundo a investigação, Gadernal chegou a determinar que o uso de fuzis fosse restrito ao período noturno. Ele também teria indicado que não entraria em confronto direto com a milícia naquele momento, priorizando ações contra forças policiais. Entre outras ordens, estaria o monitoramento da comunidade com uso de drones e a retirada de câmeras de segurança. Chel da Congo aparece como peça-chave na engrenagem criminosa, atuando como gerente e coordenando as bocas de fumo em processo de instalação. O ex-miliciano RD é descrito como homem de confiança de Doca. O grupo sob sua liderança, chamado “Equipe RD”, teria como objetivo atuar em invasões a territórios dominados por milicianos na Zona Oeste, incluindo regiões como Vargem Grande, Guaratiba e Santa Cruz. Ainda segundo os autos, a equipe seria responsável por ataques armados e execuções de rivais. Outro integrante citado é o suspeito conhecido como “4 Vulgo”, “4 Letra” ou “Ratinho”, que atuaria como soldado, repassando informações sobre a presença de viaturas policiais e sobre rivais capturados ou mortos. A investigação também aponta o envolvimento de Léo Barrão, descrito como responsável por gerenciar pontos de venda de drogas em Manguinhos e Vila Kennedy. Ele teria definido escalas de atuação nas bocas de fumo do Catiri e monitorado a movimentação de milicianos. Também seria responsável pela expansão do Comando Vermelho em Teresópolis e pelo fornecimento de armas e drogas para outras comunidades. Léo Barrão foi preso em 4 de abril de 2025, durante a “Operação Contenção”. Um outro suspeito, ainda não identificado, teria atuado na divulgação de fotos, vídeos e áudios relacionados à segurança da comunidade, informando sobre a presença policial e exaltando a facção. Ele também monitoraria milicianos, identificando veículos e armamentos. Já o criminoso conhecido como Tiricinha teria sido flagrado tentando adquirir fardamentos de natureza militar e roupas semelhantes às da Polícia Civil, enviando imagens para integrantes de maior hierarquia. Outro investigado, chamado Nego Velho, teria determinado que as vendas de drogas nas bocas de fumo fossem realizadas exclusivamente em dinheiro. Lázaro aparece em conversas tratando da abertura de novos pontos de venda, indicando a comercialização direta para usuários. O suspeito conhecido como Botafogo teria orientado os comparsas a manter sigilo nas comunicações, utilizando recursos como mensagens de visualização única, além de repassar instruções sobre formas de pagamento e rotas de atuação. Entre os nomes de destaque também está Mãozinha, conhecido como Mão de Gancho ou

Tiroteio que deixou mortos e moradores baleados no Salgueiro (CV) começou após roubo de carga dos Correios

Após acionamento para roubo de carga dos Correios (SEDEX) na Comunidade do Salgueiro, em São Gonçalo, policiais militares foram mobilizados e atacados a tiros ao entrar na localidade, havendo intenso confronto. A ação resultou na apreensão de três fuzis e material entorpecente. Três criminosos foram baleados, sendo dois mortos. Um policial militar e uma mulher também foram atingidos, sem gravidade. Outros três criminosos foram presos com material entorpecente. Posteriormente, foi verificado que um ambulante de 50 anos foi baleado e está em estado graveMarcos Magno Barbosa da Silva, foi socorrido por PMs e levado para o Hospital Estadual Alberto Torres

Justiça revela bastidores de ataque do CV a Rio das Pedras (milícia) e confronto que terminou com morto

A Justiça trouxe à tona detalhes explosivos de mais um capítulo da guerra entre facções e milícias na Zona Sudoeste do Rio. Documentos oficiais revelam como integrantes do Comando Vermelho (CV) avançaram contra a comunidade de Rio das Pedras, em Jacarepaguá — área historicamente dominada por milicianos — no último dia 29, desencadeando uma operação policial que terminou em intenso tiroteio, suspeitos baleados e um morto. De acordo com informações da Polícia Militar, a corporação foi acionada após relatos de que criminosos ligados ao CV promoviam um ataque armado na região. Durante o deslocamento, ao acessarem a Avenida Tenente-Coronel Muniz de Aragão, na altura do número 2277, no bairro Gardênia Azul, os agentes se depararam com quatro veículos suspeitos — cujas marcas e modelos não puderam ser totalmente identificados naquele momento. Ainda segundo o relato oficial, ao tentarem ultrapassar os carros, os policiais foram surpreendidos: ocupantes dos veículos desembarcaram e passaram a atirar contra a guarnição. Diante da agressão, houve reação. Um dos policiais militares efetuou oito disparos com um fuzil FAL, calibre 7,62 mm, conforme registrado, com o objetivo de preservar a própria integridade e a de seus colegas. Após o fim do confronto, dois dos quatro veículos permaneceram no local: um VW Polo preto e um Toyota Corolla. Os outros dois conseguiram fugir. Consultas aos sistemas SINESP e INFOSEG indicaram que ambos os carros abandonados tinham registro de roubo, reforçando a suspeita de envolvimento direto em ações criminosas. Durante buscas nas imediações, os policiais encontraram, próximo ao VW Polo, um homem baleado no fêmur, identificado como “Orelha”. Segundo a ocorrência, ele estava em posse de um fuzil AK-47, calibre 7,62 mm, com numeração suprimida e municiado. Um segundo homem, que estava dentro do mesmo veículo e se identificou como “Marçal”, se rendeu sem apresentar ferimentos. Já no interior do Toyota Corolla, foram localizados três indivíduos baleados. Todos foram socorridos e levados ao Hospital Municipal Lourenço Jorge. Entre eles, o motorista, identificado como Igor Martins de Jesus, não resistiu aos ferimentos e morreu. Com ele, segundo a Delegacia de Homicídios da Capital, foram apreendidos um fuzil AK-47, calibre 7,62 mm, com numeração suprimida, além de três granadas. Ainda no interior do veículo, os agentes encontraram outros dois fuzis: um G3 calibre 7,62 mm, com carregador contendo duas munições, e um COLT R10, também calibre 7,62 mm, com três munições — ambos igualmente com numeração suprimida. Do total de feridos, dois permanecem internados. Um terceiro já recebeu alta hospitalar. Este último foi identificado pelo apelido de “Jogador” e, conforme apontado nas investigações, seria uma das lideranças da comunidade da Gardênia Azul. O ataque não foi um episódio isolado. Semanas antes, criminosos ligados ao Comando Vermelho já haviam passado por Rio das Pedras e lançado granadas contra um grupo de pessoas na região. Na ocasião, duas pessoas ficaram feridas por estilhaços. Os episódios reforçam a escalada da disputa armada pelo controle territorial na Zona Sudoeste, onde facções do tráfico tentam avançar sobre áreas dominadas por milícias, aumentando o risco para moradores e expondo a rotina de violência na região

Alvo da polícia hoje, Jardim Novo (ADA) esconde há anos esquema pesado do tráfico

Uma operação da Polícia Civil realizada nesta sexta-feira no Jardim Novo, em Realengo, Zona Oeste do Rio, lança luz sobre a estrutura do tráfico de drogas na região — um sistema que, segundo investigações, vem se sofisticando e ampliando seu poder ao longo dos anos. Informações obtidas pela polícia há alguns anos já revelavam parte do funcionamento interno da organização criminosa que atua na comunidade. Agora, as apurações mais recentes indicam um avanço ainda mais preocupante: a consolidação de uma aliança entre as facções Amigos dos Amigos (ADA), que domina o Jardim Novo, e o Comando Vermelho (CV). O Complexo do Jardim Novo é formado pelas comunidades da Nogueira, Light, Minha Deusa e Cosme e Damião, compondo uma área estratégica para atuação criminosa na Zona Oeste. De acordo com os levantamentos, o então chefe do tráfico na região, conhecido como “Índio”, costumava circular armado com um fuzil AK-47 e cercado por diversos seguranças, todos também portando fuzis — um indicativo claro do forte aparato bélico da facção. A atuação criminosa no território segue regras rígidas. Para a realização de qualquer roubo na região, é necessária autorização prévia das lideranças do tráfico local. Em muitos casos, os próprios traficantes executam roubos de cargas e veículos, já com o aval da organização. Os valores arrecadados com a venda de cargas roubadas levadas para a comunidade são divididos exclusivamente entre os participantes diretos dos roubos e os líderes do tráfico, sem qualquer repasse aos demais integrantes da facção. A rotina interna também é organizada em escala. Há registros de integrantes que cumprem jornadas de 24 horas de serviço, seguidas por 48 horas de descanso, iniciando o turno às 15h de um dia e encerrando às 15h do dia seguinte. A comunicação entre os membros do grupo é feita por meio de rádios comunicadores comuns, enquanto a segurança armada dos pontos de venda de drogas é realizada por criminosos que recebem, em média, R$ 450 por semana. Segundo a Polícia Civil, a atual aliança entre ADA e CV transformou o Jardim Novo em uma das principais rotas para o avanço territorial das facções em comunidades da Zona Oeste. As investigações apontam que a região é considerada estratégica por fazer divisa com áreas da Taquara e estar próxima à Cidade de Deus, território historicamente dominado pelo Comando Vermelho, o que favorece a integração operacional entre as facções. As apurações também revelaram que o chefe do tráfico no Complexo do Jardim Novo é apontado como responsável por grande parte dos roubos de veículos e cargas na região. Além disso, o grupo impõe uma rotina de intimidação à população, com ameaças constantes e extorsão de comerciantes por meio de cobranças ilegais. Os criminosos também controlam, de forma coercitiva, serviços essenciais como fornecimento de gás, água e internet. A atuação é marcada pelo uso de armamento de guerra e pela imposição do medo, ampliando o clima de terror entre moradores. Com base no material reunido ao longo da investigação, a Justiça expediu diversos mandados de prisão contra os principais integrantes da organização criminosa, incluindo suas lideranças. Seis suspeitos foram presos durante a operação desta sexta-feira. A aproximação entre ADA e CV na Zona Oeste não se repete no Norte Fluminense, onde as duas facções seguem em confronto direto, especialmente na região de Macaé. Mais recentemente, a prisão do traficante Celsinho da Vila Vintém, apontado como líder máximo da ADA, reforçou os indícios dessa aproximação após a polícia identificar sua ligação com Doca, considerado um dos chefões do Comando Vermelho. O cenário revela uma mudança relevante na dinâmica do crime organizado no estado, com facções historicamente rivais atuando de forma coordenada em determinadas regiões, ampliando sua capacidade de expansão e controle territorial.

Tortura até a morte: Justiça decreta prisão de traficantes da ADA por assassinato de filha de major da PM. LEIA DETALHES DO CRIME

A Justiça decretou a prisão preventiva de seis traficantes ligados à facção criminosa Amigos dos Amigos (ADA), apontados como responsáveis por uma sessão de tortura que terminou na morte de uma jovem em Realengo, na Zona Oeste do Rio.. A vítima era filha de um major da PMERJ. De acordo com a decisão judicial, o crime teria sido motivado por um suposto desvio de dinheiro da própria quadrilha — um episódio que expõe a violência interna do tráfico. A vítima, Naysa Kayllany Costa Borges Nogueira, foi brutalmente agredida e não resistiu aos ferimentos. Apesar da gravidade do caso, os chefes da organização criminosa, conhecidos como Índio e Celsinho da Vila Vintém, não tiveram a prisão decretada neste momento. Segundo a Justiça, embora existam indícios, ainda não foram apresentados elementos suficientes que comprovem a participação direta deles nas agressões. Tortura como punição Segundo as investigações, Naysa trabalhava em um ferro-velho localizado na comunidade da Light. No dia 3 de janeiro de 2026, ela chamou uma amiga para ajudá-la no turno da noite. Ao fim do expediente, mulheres apontadas como integrantes do tráfico teriam ido até o local para recolher o dinheiro arrecadado. Ao perceberem que parte do valor estaria faltando, iniciaram uma sequência de violência. Naysa e a amiga foram levadas para a parte alta da comunidade, onde, conforme consta nos autos, passaram por momentos de terror: foram ameaçadas, intimidadas e agredidas com pedaços de madeira, fios, além de chutes, socos e joelhadas. Confissão sob violência e nova vítima Ainda segundo o processo, após ser violentamente agredida, Naysa teria admitido que parte do dinheiro estaria em sua residência. Sob pressão, ela entrou em contato com a companheira, pedindo que levasse o valor até o local. Ao chegar, a namorada também foi rendida e levada ao alto do morro, onde, de acordo com os depoimentos, igualmente sofreu tortura. Libertação e morte Após a sequência de agressões, as três vítimas foram liberadas. Naysa, no entanto, já estava em estado crítico. Ela foi levada à UPA de Magalhães Bastos, mas não resistiu. Reconhecimento e provas Dias depois, uma das sobreviventes procurou a polícia e detalhou a dinâmica do crime, reconhecendo inicialmente dois suspeitos por meio de álbum fotográfico. Com base nas informações prestadas, policiais foram até a comunidade da Light e localizaram, em um bar apontado como cenário das agressões, objetos que teriam sido usados na tortura, como pedaços de madeira e fios. Em novos depoimentos, as vítimas ampliaram o reconhecimento dos envolvidos, chegando a identificar ao menos seis suspeitos. Tentativa de álibi não convence Um dos acusados tentou apresentar imagens de câmeras de segurança para sustentar um álibi. No entanto, segundo a decisão judicial, os registros não cobrem todo o período em que o crime teria ocorrido. De acordo com a análise, há lacunas nas imagens, e o intervalo permite a possibilidade de participação do suspeito nas agressões. Por isso, a versão apresentada pela defesa não foi suficiente para afastar os indícios. Chefes fora — por enquanto Apesar de serem citados na investigação, Índio e Celsinho da Vila Vintém não foram reconhecidos pelas vítimas como participantes diretos da tortura. A Justiça entendeu que, neste momento, não há elementos concretos para justificar a prisão preventiva dos dois. Violência interna do tráfico O caso revela mais um episódio de violência extrema dentro das próprias estruturas do tráfico, onde suspeitas de desvio de dinheiro podem resultar em punições brutais. As investigações seguem em andamento.

Bomba: homem de confiança do CV e assessor de ex-deputado preso foi executado em ação atribuída à própria facção

Um assassinato com características de execução, envolvendo uma figura com trânsito direto no Comando Vermelho (CV) e ligação com a política, segue cercado de pontos pouco explorados. Trata-se da morte de Élder de Lima Landim, conhecido como “Dom”, ocorrida em 23 de maio de 2025, no Recreio dos Bandeirantes, Zona Oeste do Rio. De acordo com informações constantes em registros do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, a principal linha de investigação aponta que os próprios traficantes da Gardênia Azul, reduto da facção em Jacarepaguá, teriam sido os autores do crime. A motivação, até o momento, não foi oficialmente esclarecida. Dom era apontado como homem de confiança de um dos chefes do tráfico na comunidade, conhecido como “BMW”. Além disso, também exerceu função como assessor do então deputado estadual Thiego Raimundo dos Santos Silva, o “TH Joias”, que acabou preso e posteriormente cassado sob acusações de envolvimento com o Comando Vermelho. Segundo as apurações, Dom também atuava diretamente em estruturas paralelas de poder na comunidade, incluindo a gestão de imóveis sob domínio da facção por meio da associação de moradores local — um indicativo do nível de influência que exercia dentro da organização criminosa. Dupla execução dentro de veículo No dia do crime, Dom foi morto ao lado do companheiro, Thales Fernando Richard March. Ambos estavam em um veículo Mitsubishi Pajero, de cor preta, quando foram surpreendidos. De acordo com a investigação, os atiradores estavam no interior do carro e efetuaram disparos contra as vítimas, que ocupavam os bancos dianteiros, evidenciando uma ação coordenada e direcionada. Após os assassinatos, os criminosos fugiram a pé pela Avenida das Américas. Na altura do número 16.325, ainda segundo os autos, eles teriam cometido outro crime: o roubo de uma motocicleta, mediante grave ameaça com uso de armas de fogo de uso restrito. Testemunhas relataram que os assaltantes apontaram pistolas calibre 9mm contra a vítima e outros motociclistas que estavam nas proximidades de uma unidade da rede Domino’s, antes de fugirem em direção à Gardênia Azul. Caso avança na Justiça A Justiça do Rio já decidiu que um dos acusados pelo duplo homicídio será submetido a júri popular, o que indica que há indícios considerados suficientes de autoria e materialidade. O caso, no entanto, ainda levanta questionamentos relevantes, principalmente pelo perfil da vítima: um homem com atuação direta em uma das principais facções criminosas do estado e com ligação comprovada a um agente político posteriormente afastado por suspeitas semelhantes.

Moradora da Penha (CV) disse que teve casa destruída por PMs durante megaoperação, sofreu abalo muito grande e perdeu o bebê. Ela agora processa o Estado

Uma  moradora do Complexo da Penha entrou na Justiça contra o governo do Rio exigindo uma indenização por danos morais e materiais.  Ela alega que teve sua casa invadida e destruída por PMs durante a megaoperacão no dia 28 de outubro, sofrendo abalo emocional que a levou a perder o filho que estava esperando  Segundo a defesa, Cmvários policiais entraram na casa da demandante e causaram uma total destruição. Os policiais com abuso de autoridade invadiram a residência da autora, destruíram móveis, eletrodomésticos e abalaram a estrutura do imóvel quebrando paredes. Nesse ato, a casa foi severamente danificada e a autora, que se encontrava gestante (05 meses), foi submetida a forte estresse emocional, que, cumulados com o choque da destruição de seu lar, causaram o aborto, conforme prontuário médico de atendimento hospitalar no dia 02 de novembro de 2025. Cabe ressaltar, que o quadro de saúde da autora foi severamente abalo devido ao ocorrido, chegando ao ponto de ser internada e perder o seu bebê, pois a mesma estava grávida (05 meses de gestação). A operação  transformou a região em uma zona de guerra, ocorrendo 122 óbitos entre suspeitos e policiais, e a destruição de varias residências, dentre elas a residência da autora.

Seis anos depois, PM abre processo que pode expulsar acusados de tortura brutal em Angra. SAIBA DETALHE POR DETALHE

Após mais de seis anos dos fatos, a Polícia Militar do Rio de Janeiro decidiu submeter ao Conselho de Disciplina cinco policiais militares investigados por suposta prática de tortura em Angra dos Reis. O procedimento administrativo pode resultar na expulsão dos agentes dos quadros da corporação. De acordo com os autos, os episódios teriam ocorrido na madrugada de 19 de setembro de 2019, por volta das 1h50, no Conjunto Habitacional Parque Mambucaba, conhecido como “Predinhos”. Na ocasião, segundo a acusação, os militares teriam constrangido um homem mediante o uso de violência física com o objetivo de obter informações sobre a localização de drogas e valores relacionados ao tráfico. Ainda conforme a denúncia, as agressões teriam incluído socos, pontapés, golpes com pedaços de madeira contendo pregos, utilização de fios e aplicação de spray de pimenta, causando sofrimento físico e psicológico à vítima. Dias depois, segundo os elementos do processo, os mesmos policiais teriam agredido outra pessoa que havia acompanhado a primeira vítima até a 5ª Delegacia de Polícia Judiciária Militar (DPJM) para formalizar denúncia contra os agentes. De acordo com o relato, essa segunda vítima teria sido submetida a tapas, chutes, socos e ameaças de morte, com a finalidade de assegurar a impunidade das condutas anteriores. A acusação também aponta a prática de tortura-castigo, que teria incluído agressões como apertar o pescoço da vítima, jogar água gelada e proferir ameaças, supostamente em razão de desentendimentos prévios com um dos policiais. No mesmo contexto, um dos agentes é acusado de ter subtraído um aparelho celular Motorola Moto G5, a quantia de R$ 50,00, além de chaves de veículo e de residência da vítima, após abordá-la, algemá-la e reduzi-la à impossibilidade de resistência. Na sequência, ainda segundo os autos, a vítima teria sido colocada algemada em uma viatura policial e levada à 166ª DP. No local, um dos policiais teria feito novas ameaças, afirmando que poderia imputar falsamente crimes como ameaça e associação ao tráfico, além de intimidá-la com a possibilidade de morte caso retornasse à região. Os autos também indicam que, já na unidade policial, os agentes teriam tentado intermediar contato com um suposto traficante conhecido como “BX”, a partir de ligação realizada com o celular da própria vítima, que estava sob posse de um dos policiais. A vítima foi liberada horas depois. A instauração do Conselho de Disciplina não implica condenação automática, mas representa um avanço no âmbito administrativo da corporação e pode culminar na exclusão dos policiais, caso as acusações sejam confirmadas ao longo do processo, assegurados o contraditório e a ampla defesa.

Bomba na PM: três policiais podem ser expulsos após duas acusações explosivas — roubo de iPhones e cobrança de R$ 15 mil para liberar ônibus

A Polícia Militar decidiu submeter três policiais ao Conselho de Disciplina, procedimento que pode resultar na expulsão dos agentes da corporação, após o surgimento de duas acusações graves envolvendo abordagens a ônibus de turismo no Arco Metropolitano, na Baixada Fluminense. De acordo com os autos, o primeiro caso remonta a março do ano passado, quando os policiais, então em serviço no DPO de Jardim Primavera, abordaram um ônibus que transportava mercadorias adquiridas em São Paulo com destino a Campos dos Goytacazes. Segundo as investigações, após revista no veículo, os agentes teriam alegado a ausência de notas fiscais para justificar a apreensão dos produtos. No entanto, conforme a acusação, parte da carga não foi devidamente registrada, incluindo 11 aparelhos celulares da marca iPhone, que teriam sido subtraídos pelos policiais. Ainda de acordo com o procedimento, há relatos de que os passageiros foram colocados em condição de impossibilidade de reação durante a ação, o que agrava a natureza das acusações. Durante as diligências posteriores, materiais foram localizados na posse de um dos investigados. Os itens foram apreendidos e permanecem custodiados na 8ª Delegacia de Polícia Judiciária Militar (DPJM), devidamente lacrados, aguardando destinação conforme decisão judicial. Segunda acusação: cobrança em dinheiro para liberação de ônibus Os mesmos policiais também são alvo de uma segunda acusação, relacionada a um episódio ocorrido em 17 de novembro de 2025, também no Arco Metropolitano, na altura de Saracuruna, em Duque de Caxias. De acordo com o relato das vítimas, o grupo viajava em um ônibus de excursão quando foi abordado por uma viatura policial. Durante a fiscalização, os agentes teriam realizado uma revista no bagageiro, com relatos de danos a mercadorias transportadas. Ainda segundo os denunciantes, ao constatarem a ausência de notas fiscais, os policiais teriam exigido o pagamento de R$ 15 mil em espécie para liberar o veículo e permitir a continuidade da viagem. Processo pode levar à expulsão As duas ocorrências passaram a ser analisadas conjuntamente no âmbito administrativo, e a instauração do Conselho de Disciplina indica que a corporação identificou indícios considerados relevantes para a abertura do procedimento. O processo não implica culpa automática, e os policiais terão direito à ampla defesa e ao contraditório. Ao final, o colegiado poderá recomendar sanções que vão desde advertências até a exclusão definitiva dos quadros da Polícia Militar. O caso segue em apuração.

Tentativa de expansão do CV resultou em 10 mortos e 27 baleados em Cabo Frio e Búzios em apenas dois meses, diz MP

Segundo o Ministério Público Estadual do Rio, : em menos de dois meses, foram registrados diversos confrontos entre facções rivais em Cabo Frio e Búzios, resultando em 37 pessoas baleadas, sendo dez mortas e 27 feridas. As apurações apontam que a intensificação da violência, marcada por sucessivos confrontos armados, é resultado da estratégia do Comando Vermelho de expandir seu domínio territorial na região. Por conta disso, hoje, a Promotoria fez operação para cumprir mandados de busca e apreensão contra investigados em cinco unidades prisionais. O objetivo da operação Controle Remoto foi localizar celulares utilizados por lideranças do crime organizado para comandar ações criminosas EM Búzios e Cabo Frio. Foram apreendidos aparelhos celulares, pen drives, cadernos de anotação e chips de operadoras. A medida visa desarticular a cadeia de comando do tráfico na região e obter evidências de que os traficantes presos continuam praticando ilícitos mesmo durante o cumprimento da pena. A promotoria requisitou as buscas no âmbito de investigação sobre o expressivo aumento dos casos de homicídios e tentativas de homicídio em Búzios, Cabo Frio e cidades próximas. De acordo com a Promotoria, o objetivo da facção é ampliar os lucros obtidos com o tráfico e com o controle de serviços como gás, internet e transporte. Ainda segundo o MPRJ, relatório elaborado pelo comando do 25º BPM (Cabo Frio) demonstra a estratégia das lideranças do tráfico, mesmo presas, de cooptar criminosos de grupos rivais, e na chefia das ações realizadas por integrantes em liberdade. A atuação remota dessas lideranças, principalmente por meio de aparelhos celulares, constitui o eixo central da investigação.

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