A reportagem teve acesso ao conteúdo da investigação que revela o funcionamento do tráfico na comunidade Ladeira dos Tabajaras, que fica entre os bairros de Botafogo e Copacabana, na Zona Sul do Rio, reduto do Comando Vermelho.
O relatório apontou que o Tabajaras possui uma estrutura voltada para proteção armada do território, fazendo a segurança com armamento de grosso calibre e explosivos dos pontos de vendas de entorpecentes e realizando ataques contra comunidades dominadas por milícia e facções rivais.
Foi dali, por exemplo, que saiu um bonde que atacou as comunidades do Antares e Rola, em Santa Cruz, no ano passado, em episódio que culminou depois na morte do agente da Core João Pedro Marquini Santana.
O bando age com extrema com violência, grave ameaça e emprego de arma de fogo e explosivos.
A investigação revelou que o tráfico de drogas do Tabajaras é praticado nas imediações de estabelecimentos de ensino, hospitais e próximo de praças recreativas e esportivas.
O Tabajaras está situado em uma área estratégica e populosa da Zona Sul do Rio de Janeiro cercada de instituições conhecidas, como a Creche Tia Zélia e Creche Municipal Tia Sônia Crispiano, unidades hospitalares, como o Hospital Copa D’Or, e da Praça Vereador Rocha Leão, com finalidade recreativa e esportiva.
E segundo a polícia, a ação dos criminosos na região representa, pois, um risco potencial à integridade física e psicológica de crianças, estudantes e pacientes.
O grupo de traficantes ainda intimida a população local e faz enfrentamento das Forças de Segurança Estatal.
A denúncia diz que o traficante vulgo L7 é um dos criminiosos de maior relevância pois era o responsável por abastecer a “boca de fumo” com cocaína, maconha crack e “cheirinho da loló”, fazendo uma espécie de controle de qualidade de todo material, além de viabilizar a logística da empreitada criminosa com a contratações de internet para os pontos de venda da droga na comunidade.
Barney ou PK fornecia “crack” e maconha para abastecer os pontos de venda de drogas.
BG era o responsável pela traficância de drogas sintéticas , além de ter anunciado a “inauguração” da “boca de fumo” situada na escadaria sobre o Túnel Alaor Prata, em Botafogo.
AZ era o responsável pela contenção , ou seja, pela proteção armada da “boca de fumo” recém-inaugurada na escadaria do Túnel Alaor Prata, utilizando uma pistola Glock para tanto.
Jefona ou Chefona era o responsável pela contabilidade de um dos pontos de venda de drogas.
HG era responsável pelo abastecimento de crack nas bocas de fumo da Comunidade dos Tabajaras, em especial no Túnel Alaor Prata.
Jefinho de Antares – ele migrou da comunidade de Antares, em Santa Cruz que foi tomada pela milícia, para o Tabajaras.
Jefinho abastecia os pontos de drogas, dentre eles da “boca do túnel”, além de fazer a segurança armada do movimento do narcotráfico local.
Também estaria envolvido na morte do policial civil João Pedro Marquini no dia 30 de março de 2025.
Trikão era outro criminoso que fornecia material entorpecente para as bocas de fumo.
Tutu é mais um encarregado de abastecer as “bocas de fumo” com droga, além de gerenciar contabilidade da venda da droga
Madruga, Jota, Psico e outros eram os chamados vapores sendo responsáveis pela venda direta aos consumidores, algumas vezes
em regime de plantão.
WL conversava com demais integrantes da associação sobre a situação prisional das lideranças do CV, além de comercializar substância ilícita e fornecimento de armamento.
Lionel Primo era o responsável pelo fornecimento, distribuição e qualidade do entorpecente comercializado ilegalmente na Comunidade dos Tabajaras.
Ele denunciado tinha acesso à residência do denunciado Nome, local onde funcionava o depósito das drogas, e indicava compradores para as “bocas de fumo”.
22 era revendedor 23 das drogas adquiridas nas “bocas de fumo”, dando capilaridade para a venda de drogas como “haxixe (Hxx), drogas sintéticas conhecidas como”MD”e” Bala “, espécie de maconha (” runtz strain “) para seus usuários.
D´Angelo da Fonseca, Menor T, Rajx 26 e Guerreiro entregavam o material entorpecente (“delivery da droga”). Além disso, tinham acesso a um local chamado de “base” onde as drogas eram estocadas.
D´Ângelo ainda era o responsável pelo transporte e entrega da droga conhecida como “MD” (metilenodioximetanfetamina ou MDMA). Era ainda o gerente geral de pontos de vendas de drogas, dentre eles a “boca do túnel”, além de orientar os demais traficantes quanto ao abastecimento do material entorpecente.
O relatório ainda revelou o armamento disponível para os traficantes como fuzis calibres 556 (marcas CBC e Colt).