Horas antes do ataque à 60ª Delegacia (Campos Elíseos) em fevereiro de 2025 que deixou dois policiais feridos, agentes da unidade viveram momentos dramáticos na comunidade da Vai Quem Quer, em Duque de Caxias, sendo atacados violentamente com granadas e tiros de fuzil.
Na ocasião, a Polícia Civil recebeu, através de trabalho de campo, informações de inteligência que apontavam que indivíduos da comunidade do”Vai Quem Quer”, sob influência da facção criminosa autodenominada”Comando Vermelho”, deslocar-se-iam para a capital com a intenção de reforçar/participar da disputa territorial pelo domínio do Morro do Juramento, na Zona Norte carioca.
Os policiais fizeram monitoramento, que permaneceu até as primeiras horas da manhã, onde foi detectada a presença de diversos homens armados, inclusive com uso de equipamento militar – policial, na comunidade
A equipe procedeu de forma velada, discreta, até o local, não encontrando resistência até determinado ponto.
Após cerca de 5 minutos na comunidade, as equipes começaram a ser atacadas em diversos pontos.
Em um momento, um homem parou uma motocicleta e começou a realizar disparos de fuzil, tendo os agentes da lei revidado.
Chegando em uma travessa, presenciaram diversos homens armados com pistolas e fuzis, os quais lançaram granadas na direção de policiais civis, colocando em risco a vida e a integridade dos agentes da lei e de uma quantidade indeterminada de pessoas próximas ao local do confronto.
Os cinco policiais atacados, entre eles uma mulher, só não foram atingidos devido a má pontaria dos criminosos.
Alguns desses homens correram em direções diversas, alguns deles adentraram uma espécie de beco, sendo iniciada perseguição por este local, sendo possível ver que um dos homens, tratando-se do traficante Wesley, jogou um fuzil 556mm, municiado com oito munições de mesmo calibre, para o alto e correu.
Ele foi alcançado metros à frente e preso, sem oferecer resistência.
Na esquina do local onde Wesley foi preso, em uma casa que se encontrava aberta, foi encontrado Rodolfo Manhães, vulgo Rato, chefão da localidade.
Rato era investigado pela Polícia Civil por sua participação no tráfico de drogas da região, pertencente ao comando vermelho. De acordo com os policiais, é notório que ele é o líder do tráfico na citada comunidade, uma das mais violentas da região, sendo notada a presença de diversas barricadas e a presença atiradores disparando com bastante intensidade.
” No mesmo dia da prisão , por volta de 22h50min, um grupo de cerca de 20 criminosos armados com fuzis, diretamente ligados e subordinados a Rato, cercaram a 60aDP causando intenso confronto e resultando no ferimento de alguns policiais.
Tal ação tinham como objetivo o resgate de Rato e Wesley.
A ação criminosa resultou na destruição da unidade policial e dois agentes da lei feridos, visto que os criminosos fizeram uso de fuzis e granadas. Tendo em vista a resistência dos policiais e o fato de que que os bandidos já haviam sido transferidos da carceragem da Delegacia, os criminosos não lograram êxito no resgate.
O ataque à unidade policial foi amplamente divulgado pela mídia, causando intenso temor na população