Por meio do processo que tramita na Auditoria da Justiça Mililtar descrevemos agora o caso dos PMs que foram denunciados pelo Ministério Público Estadual do Rio pelos crimes de obstrução de câmeras corporais e invasões ilegais a residências e estabelecimentos comerciais sem autorização judicial ou consentimento, praticados no dia 28 de outubro de 2025, durante a Operação Contenção, nas comunidades do Complexo do Alemão e da Vila Cruzeiro.
Um dos PMs foi acusado de entrar em estabelecimento comercial na Vila Cruzeiro não aberto ao público e contra a vontade de quem de direito e mediante arrombamento.
Outros PMs entraram na casa de um morador que usava tornozeleira eletrônica contra a vontade dele..
Teve PM também que tentou entrar em casa alheia usando uma chave micha mas não conseguiu fazer abrir a porta do imóvel.
PMs entraram eum uma casa acessando o terraço do imóvel cujos fundos dão visão para a área de mata da comunidade. Os policiais transitaram pelo interior do imóvel, consumiram produtos que se encontravam na geladeira e fizeram uso de seus sanitários.
Teve PM que entrou em casa alheia e subtraiu uma lata de refrigerante.
Outros PMs após entrarem em uma casa vasculharam o imóvel e retiraram de seu interior um cobertor, dentro do qual havia um saco de lixo preto cujo conteúdo não identificado foi dividido entre eles.
A denúncia diz que PMs também usaram uma faca de lâmina de fina espessura para entrar em uma casa.
Em mais um relato, o arrobamento foi feito com o uso de um facão para abrir o portão de entrada,
Teve uma situação em que um PM, Antes de tentar arrombar o portão da residência, o bateu no portão branco, inquirindo se havia alguém na casa e, mediante a ausência de resposta, passou a efetuar manobras para ingressar no imóvel.