Os milicianos Marquinho Alemão e Anão são suspeitos de mais um homicídio em Nova Igauçu.
A Justiça, no entanto, não decretou a prisão alegando ilegalidade dos meios de obtenção de prova (reconhecimento fotográfico) e fragilidade dos demais elementos probatórios
A vítima foi Lucas de Araújo Sousa, assassinado no dia 20 de abril de 2025, por volta das 20h00min, na Estrada Carlos Sampaio, bairro Jardim Lobato, Nova Iguaçu/RJ,.
Lucas foi morto com tiros na cabeça e no tórax e teve comprometimento do encéfalo e dos pulmões,
Segundo consta, alguns dias antes do crime Marquinho Alemão na qualidade de líder da milícia local, compareceu à residência da mãe da vítima em busca de seu paradeiro, após Lucas ser falsamente acusado de praticar furtos na região.
Nesse contexto, na sua posição de liderança e comando da organização paramilitar, ele ordenou a execução da vítima.
. No dia do crime, Anão estava no bar junto com a vítima, e momentos após a saída desta, a abordou em via pública, efetuando diversos disparos de arma de fogo que atingiram sua cabeça e tórax, resultando na sua morte.
O crime foi praticado por motivo torpe, uma vez que a execução da vítima ocorreu em razão de uma suposta acusação de furto.
Os denunciados, integrantes de organização miliciana que impõe um poder paralelo na comunidade, decidiram matar a vítima como forma de ¿punição exemplar¿, reafirmando o domínio territorial do grupo.
Além disso, o crime foi cometido mediante recurso que dificultou e impossibilitou a defesa da vítima, pois os executores monitoraram os movimentos de Lucas, aguardaram sua saída do bar e o surpreenderam em via pública, de forma repentina, sem que tivesse qualquer chance de reação. “
Investigações revelaram que o motivo do homicídio foi o furto na casa de um homem que é parente do chefe da milícia local, vulgo Nem, atualmente preso;
Na verdade, quem cometeu o furto foram dois homens e duas mulheres e não Lucas mas mesmo assim o dono resolveu acusar a vítma.
Um miliciano chegou a abordar o pai de Lucas e disse que era melhor ele sair dali senão iria acontecer o mesmo que com seu filho.
Uma testemunha disse que não conhecia Marquinho Alemão e reconheceu Anão por foto como sesndo apenas desafeto de Lucas.
Essa mesma testemunha disse acreditar que o fato de acharem que Lucas era do tráfico somado ao furto na casa do parente do miliciano, teriam sido os motivos para que fossem atrás dele.
FONTE: TJ-RJ