O homem que foi morto em uma academia na Favela da Rocinha, no Rio de Janeiro, em setembro, Fábio Porto, o Mikin ou Miko, integrava organização criminosa denominada Família Miranda que praticava diversos crimes como tráfico de drogas, tráfico de armas e lavagem de dinheiro. O bando era baseado em Uberlândia, cidade do Triângulo Mineiro, segundo investigações do Ministério Público de Minas.
A atuação da quadrilha se estendia para outros municípios do Estado e tinha alta lucratividade com a grande distribuição de drogas para a venda em Uberlândia e região. A organização também tinha desdobramentos também nos estados de Mato Grosso, Rio de Janeiro, Goiás, entre outros.
Durante as investigações, foi possível a apreensão de elevado número de armas de fogo de grosso calibre, grandes quantidades de drogas, especialmente cocaína, elevadas quantias de dinheiro, documentos públicos falsificados, receptação de veículos subtraídos, tráfico ilícito de drogas sintéticas e a reiterada conduta de lavagem de dinheiro mediante a ocultação de valores ou do uso de interpostas pessoas físicas e jurídicas para a dissimulação dos ativos obtidos ilicitamente pelas organizações criminosas reveladas.
O grupo se utilizava de inúmeros distribuidores e tinha uma estrutura gigantesca.. Em uma conversa interceptada, um traficante disse que pegou 20 quilos de peixe, expressão utilizada para designar pasta base de cocaína.
O mesmo bandido falou que pagou 10 (dez) quilos à vista e que vai vender essa mercadoria na capital. A droga seria misturada a outras substâncias como fenacetina e igrganox e o criminoso disse que ela ficaria mais bonita.
Em outra conversa, um integrante do grupo solicitou contas bancárias para fazer o pagamento pela droga adquirida.
Uma operação de combate à quadrilha descobriu um laboratório de refino de pasta base de cocaína em Governador Valadares.
Para dissimular a origem e propriedade de valores provenientes de crimes, os envolvidos usavam técnicas conhecidas de lavagem de dinheiro, como, por exemplo, a estruturação (smurfing).
Durante as investigações constatou-se uma expressiva quantidade de depósitos e saques fracionados em pequenos valores que visam a dificultar o seu rastreio, o que caracteriza uma dissimulação para identificação dos reais beneficiários.
Fábio Porto fazia parte do subnúcleo dos distribuidores.. O chefe do bando enviou via aplicativo de celular dados da conta bancária de um intengrante para Fábio para fazer depósitos bancários para pagamento de drogas,
Segundo a imprensa local, ele foi acusado também de um homicídio por conta da venda de um imóvel.
O homicídio de Fábio veio a tona ontem com a morte do suposto assassino, Jhony Horta Pereira, em um confronto com policaiis em Belo Horioznte,
Jhony tinha mandado de prisão contra ele pela Justiça do Rio. Ele era vinculado ao Terceiro Comando Puro e chegou a se esconder no Complexo de Israel.