Segundo informações da Justiça, o criminoso Avelino Gonçalves Lima, que comanda a facção criminosa Povo de Israel, conhecida por extorsões por telefone de dentro do complexo de Bangu, estaria nas últimas.
Ele está internado no Hospital do Grajaú, em leito de terapia intensiva, acometido por adenocarcinoma em estágio avançado.
A sua defesa requereu a retirada das algemas do paciente e a autorização para uma visita da esposa dele, para fins de despedida digna.
Segundo os boletins médicos datados de 08/08/2025 e 09/08/2025 Avelino encontra-se em estado de inconsciência (sedoanalgesia) e sob ventilação mecânica invasiva, cuja condição clínica configura quadro terminal de natureza irreversível.
Diante de tal cenário, constatado o risco de letalidade iminente, a Justiça autorizou a uma visita singular e supervisionada da esposa dele a ser realizada em horário previamente agendado e sob rígido controle das autoridades responsáveis, de modo a permitir o momento de despedida diante do quadro médico, com a remoção temporária das algemas que mantêm o paciente preso ao leito hospitalar, somente durante a visitação,
condicionada à estrita supervisão da equipe de segurança, pra fins de garantia da integridade de todos os envolvidos. Intime-se a Secretaria de Administração Penitenciária e o hospital para cumprimento imediato desta decisão e para que garantam o pleno respeito à dignidade do apenado.
Conhecido como Alvinho, ” é considerado um dos fundadores e líder da organização criminosa autodenominada Povo de Israel, cuja origem se deu no âmbito do sistema prisional fluminense e sua finalidade seria a de proporcionar aos seus membros (presos neutros, não faccionados ou expulsos de outras facções), proteção, poder e pertencimento a uma comunidade unida.
A influência da facção limita-se aos muros das prisões do Estado do Rio de Janeiro, diferente do que ocorre com outras facções, como o Comando Vermelho, Terceiro Comando Puro e Amigo dos Amigos.
O grupo promove, no interior das penitenciárias, diversos crimes, como rebeliões, extorsões (através de celulares), tentativas de fugas, punição de seus membros, resistência e uso da força contra policiais penais. O PVI teria se estabelecido em 13 (treze) unidades prisionais.