Relembre agora como foi o asssasinato de um casal de idosos em outubro do ano passado na Ilha do Governador. O acusado do crime Luiz Carlos Custódio Pereira foi condenado a 60 anos pelo crime.
Narra a denúncia que: “No dia 29 de outubro de 2024, por volta de 08 horas, na Rua Amanda Guimarães, nº 563, na Portuguesa, no bairro de Ilha do Governador, Luiz Carlos, subtraiu bens e valores de propriedade de Selma Muniz Santos (nascida em 08 de fevereiro de1948) e Antonio Sidinei Rocha dos Santos (nascido em 13 de novembro de 1955).
Consta do incluso procedimento que o denunciado era companheiro de uma mulher que trabalhava na casa das vítimas, tendo esta o indicado para fazer trabalho de marcenaria na residência do casal.
No dia dos fatos, após se apropriar da chave da residência dos idosos, que sua companheira possuía, o denunciado foi até o local, com a intenção de subtrair bens e valores.
Após ingressar no imóvel, o acusado se deparou com Antonio, oportunidade em que o agrediu com um objeto contundente, causando-lhe lesões corporais.
Em seguida, o denunciado agrediu a idosa, que estava na cama, com esganadura e com um instrumento perfurante, causando-lhe lesões corporais.
As lesões produzidas nas vítimas, foram a causa eficiente de suas mortes, conforme fazem certos os laudos de exame cadavérico.
Luiz Carlos subtraiu o telefone celular de Antonio, o telefone celular e a carteira de Selma, com uma pequena quantia. Após a subtração, ele se evadiu do local.”
A sua ex-companheira o reconheceu-o nas gravações, descrevendo inclusive suas roupas, sem hesitação. O delegado responsável pelo caso confirmou que o acusado relatou ter jogado as roupas usadas no crime ao mar, demonstrando ciência do nexo com o delito.
Além disso, familiares das vítimas confirmaram a animosidade prévia entre Selma e o acusado, bem como o fato de a companheira do réu ser a única pessoa fora do núcleo familiar a possuir uma cópia da chave da casa, o que era de conhecimento do réu, reforçando a narrativa da acusação.
O interrogatório do acusado, que alegou ter estado na casa apenas para concluir serviço de marcenaria, não se sustenta frente ao conjunto probatório. Nenhum dos familiares confirmou a presença de serviço agendado,
Antônio foi encontrado caído no corredor com uma lesão na cabeça, enquanto Selma apresentava pulsos amarrados e lesões perfurocortantes no tórax, sendo posteriormente constatado, por laudo cadavérico, que a causa da morte da mulher foi esganadura; que não foi possível apreender o instrumento perfurocortante utilizado;
Luiz Carlos foi filmado entrando e saindo da casa por volta das 8h20min, e que ninguém mais entrou no local até o meio-dia, quando os corpos foram descobertos pelo filho e a sobrinha da vítima.
O acusado respondeu que não; que não praticou o delito, negou ter pego a chave da casa das vítimas em algum momento; que chegou a realizar um serviço na casa das vítimas; que havia uma porta infestada de cupins que precisava ser substituída por uma porta de correr; que iniciou o serviço na quinta-feira e retornaria na sexta para finalizá-lo, mas acabou sendo assaltado e agredido, o que o levou a passar o dia no hospital, no Getúlio Vargas; que, por esse motivo, não retornou para concluir o trabalho na sexta-feira, mas decidiu ir no domingo finalizar o arremate da porta; que combinou diretamente com a senhora Selma que voltaria no domingo, pois ela teria um compromisso médico na segunda-feira; que chegou por volta de 7h30 da manhã, tendo combinado às 7h; que foi a própria senhora Selma quem abriu a porta; que tomou café com ela, concluiu o arremate da porta por volta de 8h30 e foi embora; que o senhor Antônio estava no quarto durante esse período;
Falou que soube dos fatos por meio de sua advogada, que ligou após ver a reportagem;
FONTE: TJ-RJ