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operação policial

“Somos milícia raiz.. Não gostamos de droga não”. Áudio de supostos milicianos de Rio das Pedras contradiz investigação da Polícia Civil sobre aliança com o TCP. OUÇA

Em meio às investigações da Polícia Civil que apontam uma aliança entre a narcomilícia de Jacarepaguá e traficantes do Terceiro Comando Puro (TCP), um áudio atribuído a integrantes da quadrilha que atua em Rio das Pedras passou a circular nas redes sociais negando qualquer associação com a facção criminosa. A DRACO faz uma operação hoje contra esse suposto pacto entre as quadrilhas. “Tem essa palhaçada aqui não. Essa história de Terceiro, a gente não tem boca de fumo aqui não. Nós não gostamos de droga. A gente é milícia raiz”, diz a gravação atribuída a criminosos que estariam à frente do grupo paramilitar na comunidade. A declaração surge em meio à guerra provocada pela deserção do ex-miliciano Kauan de Oliveira Teles, de 26 anos, apontado pelas investigações como uma das lideranças da ofensiva do Comando Vermelho em Rio das Pedras. Segundo a Polícia Civil, ele é acusado de recrutar antigos integrantes da milícia, oferecendo pagamentos semanais para que abandonem o grupo paramilitar e passem a atuar pela facção. Após a ruptura, a milícia de Rio das Pedras passou a ter como principais frentes criminosos conhecidos pelos apelidos de Labareda e Catolé. No áudio que circula nas redes sociais, um dos interlocutores chega a chamar Kauan de “filho da p…”. Segundo apuração do repórter Bruno Assunção, a chamada “Tropa do Caranguejo”, liderada por Kauan e apoiada pelos chefes do Comando Vermelho conhecidos como Gardenal e BMW, ocupa há pelo menos uma semana a localidade do Caranguejo, no Areal de Rio das Pedras. Vídeos divulgados pelos próprios criminosos mostram homens armados circulando pela região e afirmando que antigos pontos controlados pela milícia foram abandonados. Por conta da guerra, tês chefes da milícia foram transferidos para a Penitenciária Laércio da Costa Pellegrino, conhecida como Bangu 1, após a Secretaria de Administração Penitenciária identificar indícios de comunicação ilegal dentro do sistema prisional. Entre os transferidos está Gerlan Anacleto de Oliveira, apontado por investigações como um dos líderes da milícia de Rio das Pedras e irmão de Kauan, . A suspeita é de que a comunicação ilegal tenha relação direta com a guerra pelo controle da comunidade. A medida foi adotada um dia após 19 milicianos deixarem o grupo criminoso e supostamente passarem a atuar ao lado do Comando Vermelho (CV) na disputa por territórios em Rio das Pedras, na Zona Sudoeste. Nas redes sociais, circulam imagens que indicariam que os detentos realizavam chamadas de vídeo de dentro da prisã Moradores relatam que a guerra tem provocado um êxodo silencioso de integrantes do grupo paramilitar e de familiares. Caminhões de mudança são vistos diariamente na comunidade e, segundo relatos, antigos milicianos que aderiram ao Comando Vermelho conhecem os esconderijos, rotinas e endereços dos ex-aliados, aumentando o clima de medo. Moradores afirmam que estão encurralados pela disputa e rejeitam tanto a milícia quanto o tráfico. “A gente não quer tráfico e nem milícia. Só queremos viver em paz”, desabafou um morador. Além da violência, moradores denunciam cobranças ilegais e extorsões praticadas pelos grupos criminosos. As reclamações incluem taxas de segurança, cobranças abusivas de gás, condomínio e valores exigidos de comerciantes para que possam continuar trabalhando. Também há denúncias sobre o corte de serviços de internet regularizados para forçar a contratação de empresas ligadas ao crime organizado. “Estamos abandonados. Precisamos de socorro. Não temos liberdade nem para escolher os serviços que usamos”, relatou uma moradora. Enquanto o áudio tenta sustentar a imagem de uma “milícia raiz”, sem ligação com o tráfico, uma operação realizada nesta terça-feira pela Draco reforçou as suspeitas da Polícia Civil sobre a aproximação entre a narcomilícia e o TCP. As investigações apontam que integrantes do grupo utilizam a parceria com traficantes da facção para ampliar o poder bélico, consolidar territórios e enfrentar o Comando Vermelho. A operação teve como alvo dois integrantes considerados “puxadores de guerra” da organização criminosa, responsáveis por comandar ataques, invasões e cobranças extorsivas contra moradores e comerciantes. Um dos criminosos foi preso em Rio das Ostras. O outro já havia sido capturado em abril deste ano em Niterói, quando foi encontrado com uma arma de fogo e uma granada enquanto participava de uma ofensiva ao lado de comparsas ligados ao TCP oriundos da Vila do João, no Complexo da Maré. e acordo com as apurações, a organização criminosa mantém uma aliança com integrantes do Terceiro Comando Puro (TCP), utilizando essa parceria para ampliar seu poder bélico, consolidar territórios já dominados e avançar sobre áreas controladas pela facção rival Comando Vermelho. A investigação teve início em setembro de 2025, após uma ação da Draco na Estrada do Cafundá, na Taquara, que resultou na prisão de integrantes ligados à estrutura criminosa. Na ocasião, foram apreendidos dinheiro em espécie, celulares, uma pistola e um veículo clonado, posteriormente identificado como roubado. A partir das diligências de inteligência e da análise de dados telemáticos, os policiais mapearam a cadeia de comando da organização. Os elementos reunidos revelaram diálogos explícitos sobre cobranças diárias, divisão territorial, movimentação de equipes e alinhamento entre operadores financeiros e criminosos armados, evidenciando uma estrutura criminosa altamente organizada, violenta e financeiramente robusta. As investigações continuam para desarticular toda a estrutura criminosa.

A cúpula do CV às ordens para compra de arsenal e destruição de presídio: quem é Mexicano, chefão do tráfico com 15 anotações criminais caçado em operação no Dona Marta

O.princioal alvo da operação policial que causou pânico na manhã de hoje no Morro do Dona Martaem Botafogo, o traficante Mexicano possui extensa ficha criminal com destaque para os crimes de roubo, homicídios, tráfico de entorpecentes e associação para o tráfico de drogas, o que pode ser comprovado pela simples análise da sua FAC com 15 anotações criminais, além de inúmeras investigações criminais que o apontam como liderança criminosa na comunidade. Ele é  arraigado nas articulações para venda de drogas ilícitas nos bairros de Botafogo e Copacabana e demais atividades ilegais. Quando esteve preso  Mexicano integrava ss chamadas “comissões” (composto pela cúpula da facção criminosa), quando, então, eram  repassadas as determinações do “Conselho de Líderes do Comando Vermelho”; há registros, inclusive, de determinação para aquisição de vasto material bélico a fim de retomar áreas eventualmente perdidas para outras facções e manter as já existentes. Ex-preso federal, depois que voltou ao RJ, Mexicano cometeu atos de danos ao patrimônio público em todas as celas das galerias B5, B6 e B7 da SEAPGC (Gabriel Ferreira Castilho), de forma coordenada, visando gerar instabilidade na segurança prisional, o que por meio de buscas, resultou na apreensão de materiais ilícitos. Ano passado, circulou informações que Mexicano havia sido rebaixado na hierarquia do tráfico no Dona Marra por suspeita de desvio de dinheiro. Segundo o que foi divulgado na época, teria implorado para não morrer.

Milícia e política: assessor da Câmara do Rio teria tentado esconder miliciano baleado após confronto com a polícia na Zona Oeste

Um processo sigiloso que tramita na Justiça do Rio aponta que um assessor da Câmara Municipal do Rio de Janeiro teria atuado para proteger um miliciano ferido em confronto armado com policiais civis, em um episódio que teria envolvido a tentativa de ocultação de atendimento médico em uma unidade de saúde da Zona Oeste carioca. Segundo a denúncia, o caso ocorreu na madrugada de 15 de maio de 2024, na UPA Césarão, em Santa Cruz. O homem atendido na unidade seria integrante de uma milícia armada e teria participado de uma tentativa de homicídio contra policiais civis durante um confronto armado ocorrido dias antes, na mesma região. Suspeita de ocultação de atendimento e fraude em registro médico De acordo com o Ministério Público, funcionários da unidade de saúde teriam omitido dados de identificação do paciente no Boletim de Atendimento Médico, de forma deliberada, para impedir sua correta identificação pelos órgãos de segurança pública. A acusação aponta que o assessor parlamentar teria utilizado sua influência política para intermediar o atendimento e garantir que o paciente fosse atendido sem o registro completo de identificação, o que, segundo o MP, teria dificultado a atuação da Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (DRACO), responsável por investigar o caso. Miliciano teria participado de ataque contra policiais O homem atendido na UPA é descrito na investigação como integrante de uma milícia que atua na região de Santa Cruz e suspeito de envolvimento direto em uma tentativa de homicídio contra policiais civis durante confronto armado. Para o Ministério Público, a suposta omissão de dados no atendimento médico teria tido como objetivo impedir que o investigado fosse imediatamente localizado e identificado pelas forças de segurança, interferindo em uma linha de investigação em andamento. MP aponta uso de influência política A denúncia sustenta que o assessor parlamentar teria atuado como intermediário utilizando sua posição institucional para facilitar a supressão de informações no registro hospitalar, o que teria resultado em atendimento sem identificação formal do paciente. Segundo o Ministério Público, a conduta indicaria possível uso de influência política para beneficiar indivíduo investigado por crime grave, em contexto de confronto armado entre agentes do Estado e grupos paramilitares. Acusações e andamento do processo O Ministério Público enquadrou os fatos, em tese, como falsidade ideológica e favorecimento pessoal, apontando que a conduta teria dificultado a atuação policial em investigação envolvendo organização paramilitar armada. A denúncia foi apresentada à Justiça, que agora vai decidir se recebe a ação penal e se o assessor se torna réu no processo. O caso segue sob sigilo parcial e em fase inicial de análise judicial.

53 investigações e liderança no CV: por que a polícia mantém chefão do Dona Marta longe do Rio

Em meio a operação policial de hoje no Morro Dona Marta, que provocou pânico em Botafogo, deixou um passageiro baleado dentro de um ônibus e deixou turistas que visitavam um mirante em situação difícil, relatórios de inteligência da Polícia Civil, da Secretaria Nacional de Políticas Penais (Senappen) e manifestações do Ministério Público revelam por que as autoridades defendem a manutenção do chefão da comunidade, Ronaldo Pinto Lima Silva, o “Ronaldinho Tabajara” ou “R9”, em uma penitenciária federal de segurança máxima, distante do Rio de Janeiro. Apontado nos documentos como uma das principais lideranças do Comando Vermelho na Zona Sul carioca, Ronaldinho é descrito como responsável por exercer influência sobre as comunidades da Ladeira dos Tabajaras, Dona Marta e Morro dos Cabritos. Segundo os relatórios reproduzidos em decisões judiciais, ele tinha poder de decisão sobre a movimentação de criminosos, posicionamento das bocas de fumo, administração financeira do tráfico, compra e venda de drogas e armas e autorização para diversas ações praticadas por integrantes da facção. De acordo com os documentos da inteligência penitenciária, mesmo recolhido em presídios federais, Ronaldinho continua sendo considerado uma peça importante dentro da estrutura do Comando Vermelho e é apontado como um preso de “altíssima periculosidade”. Mais de 53 procedimentos e suspeitas de crimes mesmo preso Os relatórios anexados aos autos indicam que existem mais de 53 procedimentos policiais instaurados para apurar a participação do criminoso em diversos delitos, entre eles homicídio, tráfico de drogas, associação para o tráfico, porte ilegal de arma, receptação, ameaça, corrupção ativa e corrupção de menores. Segundo a Senappen, ele ainda é investigado por supostas ações criminosas praticadas durante o período em que já se encontrava preso. As autoridades afirmam que, mesmo no Sistema Penitenciário Federal, continuou sendo alvo de investigações relacionadas ao exercício de influência sobre áreas sob domínio da facção. Uma das apurações citadas nos documentos é o inquérito que investigou o assassinato de Sandro Paulo Rangel, ocorrido em março de 2022, na localidade conhecida como Beco da Dezenove, na Ladeira dos Tabajaras. Conforme o relatório policial reproduzido na decisão, os executores do crime teriam agido subordinados às lideranças locais e, dentro da hierarquia do Comando Vermelho, ações dessa natureza dependeriam da autorização da principal liderança da região, atribuída a Ronaldinho Tabajara. Mexicano e Coala seriam homens de confiança As investigações apontam que Ronaldinho contava principalmente com dois homens de confiança para administrar os negócios da facção em suas áreas de influência. Segundo os documentos, Francisco Rafael Dias da Silva, conhecido como “Mexicano”, e Luiz Roberto Pereira do Rosário, o “Coala”, eram descritos pelos investigadores como chefes do tráfico e executores das ordens atribuídas a Ronaldinho Tabajara. Os relatórios afirmam que ambos seriam responsáveis por colocar em prática as determinações relacionadas à movimentação dos criminosos, controle das bocas de fumo e outras atividades do grupo nas comunidades da Zona Sul. Histórico de fuga e problemas dentro do sistema prisional Os documentos também mostram que o histórico atribuído a Ronaldinho Tabajara vai além das acusações ligadas ao tráfico. As autoridades registram que ele possui antecedentes por evasão de unidade prisional estadual, além de um extenso histórico de faltas disciplinares. Conforme o relatório técnico, o preso foi punido por infrações previstas na Lei de Execução Penal, tendo sofrido isolamento disciplinar, suspensão de direitos e rebaixamento para índice comportamental negativo. Ainda segundo o Ministério Público, quando esteve custodiado no sistema prisional do Rio, Ronaldinho integrava as chamadas “comissões do CV”, responsáveis pelo comando dos integrantes da facção dentro das cadeias, e chegou a responder por delitos cometidos durante o período de prisão. Influência mesmo atrás das grades Os relatórios da Senappen afirmam que Ronaldinho permanece exercendo posição de destaque dentro do Comando Vermelho, recebendo auxílio financeiro da facção e sendo alvo de interesse de integrantes de outra organização criminosa, que buscariam uma aproximação para possíveis articulações. As autoridades também chamam atenção para a estrutura mantida pelo preso. Segundo os documentos, ele possui cinco advogados ativos cadastrados para atendimento e outros 22 profissionais inativos, estrutura considerada incompatível com sua condição de encarcerado e que, na avaliação dos órgãos de inteligência, pode indicar o uso de recursos provenientes da chamada “caixinha do CV”. Temor de fortalecimento do tráfico no Dona Marta e Tabajaras A Polícia Civil e o Ministério Público sustentam que as comunidades do Dona Marta, Ladeira dos Tabajaras e Morro dos Cabritos ainda convivem com os efeitos da influência atribuída a Ronaldinho Tabajara e afirmam que essas localidades “não experimentaram momentos de paz” desde sua ascensão ao poder paralelo. Para as autoridades, a transferência do criminoso para uma unidade prisional do Rio de Janeiro poderia facilitar a comunicação com comparsas, fortalecer ainda mais sua liderança e potencializar conflitos armados em comunidades da Zona Sul. Por esse motivo, a Justiça renovou sua permanência em penitenciária federal de segurança máxima. O entendimento dos órgãos de segurança é que mantê-lo distante do Estado dificulta a emissão de ordens criminosas e contribui para o enfraquecimento da estrutura do Comando Vermelho nas áreas em que ele é apontado como uma de suas principais referências. Policiais civis da Delegacia de Repressão a Entorpecentes da Capital (DRE-CAP) realizam, nesta manhã, uma operação no Morro Dona Marta, na Zona Sul do Rio, para cumprir dezenas de mandados de prisão e de busca e apreensão contra integrantes do Comando Vermelho que atuam na região. A ação é resultado de um trabalho de inteligência e investigação desenvolvido pela DRE-CAP ao longo de 22 meses, que permitiu identificar alvos estratégicos ligados à estrutura e à logística da organização criminosa. As diligências possibilitaram, ainda, identificar a liderança responsável pela administração das atividades criminosas desenvolvidas no Morro Dona Marta, incluindo a coordenação da logística do tráfico de drogas, a distribuição de funções entre integrantes da facção e a manutenção do domínio territorial armado na localidade. A operação conta com apoio de agentes da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core), do Departamento-Geral de Polícia Especializada (DGPE) e do Departamento-Geral de Polícia da Capital (DGPC). A ação faz parte da “Operação Contenção”, uma ofensiva estratégica do Governo do

Coronel do Muquiço (TCP) foi preso internado esperando por cirurgia. VIDEO

A PM prendeu hoje o traficante Bruno da Silva Loureiro, o Coronel, que comanda a comunidade do Muquiço, em Deodoro, há mais de duas décadas. Segundo as primeiras informações, Coronel foi localizado em um hospital onde aguardava para uma cirurgia. O bandido se internou sem identificação e vinha sendo monitorado pelos agentes. Veja nota SSI – SUBSECRETARIA DE INTELIGÊNCIA DA POLICIA MILITAR INFORMAÇÃO PRESTA: EQUIPES DA SSI EFETUARAM A PRISAO DE BRUNO DA SILVA LOREIRO, VULGO “CORONEL DO MUQUIÇO”, O MARGINAL ENCONTRAVA-SE INTERNADO NO HOSPITAL RAUL GAZOLA EM ACARI QUANDO FOI ABORDADO POR POLICIAIS DESTA SUBSECRETARIA. A OCORRÊNCIA CONTOU COM O APOIO DO 41° BPMZ QUE ENCONTRA-SE NO LOCAL. Coronel”,é acusado pela morte da jovem de 22 anos, Sther Barroso dos Santos, assassinada após deixar um baile funk na comunidade da Coréia, em Senador Camará, Zona Oeste do Rio. Investigações da DHC, apuraram que após sair de um baile funk, por volta das 22h, que foi realizado no dia 17 de agosto, ela foi sequestrada pelos outros dois indiciados a mando de “Coronel” e levada, à força, para uma casa dentro da comunidade do Muquiço, onde passou a madrugada de domingo, sendo espancada “brutalmente” pelos dois indiciados, pelo fato de se recusar a sair do evento com chefe do tráfico do Muquiço. Após ser “barbaramente”, espancada pelos seus “algozes”, e totalmente desfigurada, a jovem acabou desfalecendo. Com medo da vítima vir a morrer, os criminosos a levaram à sua casa, na Vila Aliança, no banco de trás de um BYD cor azul, que era conduzido pelo homem conhecido como “Debochado”, com Douglas como carona. A polícia afirma que os dois são seguranças do traficante “Coronel”. Laudo médico, aponta como causas da morte foi uma hemorragia subaracnóidea (vaso sanguíneo inchado que se rompe no cérebro), traumatismo crânio encefálico e politrauma (quando a vítima apresenta múltiplas lesões em diferentes partes do corpo, provocadas por violência intensa). Segundo familiares, a violência foi tamanha que a família precisou pagar cerca de R$ 2 mil para reconstruir o rosto da jovem, para poder ser enterrada. Bruno da Silva Loureiro, acumula diversas anotações criminais por tráfico de drogas, roubo, homicídio, porte ilegal de arma de uso restrito, receptação e lesão corporal. Contra ele, há 12 mandados de prisão pendentes de cumprimento. Segundo a polícia, Bruno também teria sido um dos responsáveis por ordenar o desaparecimento de vítimas e subtração de cadáver. Apontado como figura violenta e de grande influência dentro da facção, Coronel é descrito como alguém que usa a força para impor medo na comunidade. Um dos últimos mandados de prisão preventiva contra Bruno foi em junho do ano passado, por homicídio e organização criminosa. O Ministério Público do Rio de Janeiro (MP-RJ) denunciou o criminoso e mais dois traficantes por participação em uma chacina ocorrida em março de 2021, no Parque de Madureira, Zona Norte do Rio. Segundo a denúncia, eles efetuaram disparos de arma de fogo contra cinco pessoas durante uma partida de futebol. “Coronel” costumava se esconder no Complexo da Maré, na Zona Norte, mas, segundo informações recebidas pelo Disque Denúncia, ele chegou a se esconder na Vila Aliança, que causou insatisfação no traficante Rafael Alves, o “Peixe”, e ainda indicou que outros chefes do tráfico de drogas do TCP, não estariam querendo a presença de “Coronel” em seus redutos, o que faria com que a polícia fizesse constantes operação nas comunidades, para prender o traficante. Coronel determinaria as regras a serem seguidas na comunidade, sob pena de execução daqueles que as descumprirem, também administrando a traficância ilícita e crimes conexos cometidos pelo tráfico local.

Veja qual foi os motivos que levaram os investigadores a levantarem hipótese de tiro que matou empresário não tenha partido de PMs e sim de traficantes

Um documento da Justiça disponível no site do TJ-RJ revela que a investigação sobre a morte do empresário Daniel Patrício em abril na Pavuna passou a ser marcada por uma forte controvérsia sobre a dinâmica do disparo que resultou na morte da vítima, com a abertura de uma linha investigativa alternativa indicando a possibilidade de que o tiro fatal tenha sido efetuado por suspeitos ligados ao tráfico de drogas, e não pelos policiais militares envolvidos na ocorrência. A discussão surgiu a partir de elementos técnicos apresentados no curso do inquérito policial, especialmente após manifestação do perito criminal identificado como “Abrantes”, que apontou a necessidade de uma reavaliação da dinâmica do local do crime. Segundo a interpretação técnica mencionada nos autos, haveria inconsistências na trajetória do projétil e na posição dos envolvidos, o que justificaria a realização de diligências complementares. Entre os pontos analisados está a condição do projétil recolhido, com referência a sinais de oxidação e características de degradação, elementos utilizados como indicativos de que seria necessária uma perícia complementar mais aprofundada para reconstrução da cena. A partir dessa análise, surgiu a hipótese de que o disparo que atingiu a vítima poderia não ter partido da guarnição policial, mas sim de indivíduos posicionados no final da via, supostamente ligados ao tráfico de drogas que atuava na região. Com base nessa linha interpretativa, a autoridade policial responsável pela investigação determinou a realização de novas diligências e chegou a programar uma reprodução simulada dos fatos (RSF), com o objetivo de testar a hipótese alternativa de dinâmica do crime e esclarecer a trajetória do disparo. A iniciativa, no entanto, gerou forte divergência institucional. O Ministério Público se manifestou contrariamente à condução da reprodução simulada naquele momento, afirmando que não havia necessidade da diligência diante da existência de provas audiovisuais, incluindo imagens de câmeras corporais dos policiais envolvidos. O órgão também destacou que a ação penal já estava judicializada, o que exigiria que qualquer nova prova fosse previamente submetida ao Juízo. Além disso, o MP contestou a própria base da nova linha investigativa, afirmando que a hipótese de disparo por terceiros não estaria sustentada por elementos objetivos suficientes nos autos, e que as conclusões preliminares da investigação contrariavam o conjunto probatório já produzido, incluindo declarações dos próprios réus e registros audiovisuais. A Assistência de Acusação também aderiu às críticas, apontando que a autoridade policial estaria conduzindo diligências de forma autônoma mesmo após determinação judicial de remessa do inquérito, além de sustentar que haveria descumprimento de ordens do Juízo e tentativa de manutenção de investigação paralela após a judicialização do caso. Diante do conflito entre as versões e da condução das diligências sem autorização judicial, o Juízo de primeira instância determinou o cancelamento da reprodução simulada dos fatos, além de adotar medidas cautelares mais severas. Entre essas medidas, foi determinado o afastamento cautelar do delegado responsável pela investigação, Robinson Gomes Pereira, bem como do perito mencionado no caso, sob o fundamento de que a condução de diligências paralelas e a adoção de nova linha investigativa sem controle judicial comprometeriam a regularidade do processo e a imparcialidade da instrução probatória. A decisão também determinou comunicação à Corregedoria da Polícia Civil para apuração de eventual descumprimento de decisões judiciais e ordenou a restrição das diligências no inquérito, limitando a atuação policial ao que havia sido produzido até a judicialização da ação penal. O Juízo ressaltou ainda que a reprodução simulada dos fatos não está definitivamente afastada, podendo ser requerida novamente pelas partes em momento processual adequado, desde que de forma formal e sob supervisão judicial. O caso segue em tramitação, com forte divergência entre Ministério Público, defesa e autoridade policial, especialmente quanto à origem do disparo fatal — se decorrente da ação da guarnição policial ou de terceiros armados supostamente ligados ao tráfico de drogas que atuavam na região.

Dentro do ‘Mercado das Armas’: a rede de WhatsApp usada para vender revólveres e munições no RJ”

Uma investigação da Polícia Civil do Rio de Janeiro expôs o que os agentes descrevem como um esquema estruturado de negociação de armas de fogo e munições por meio de aplicativos de mensagem, especialmente o WhatsApp, funcionando como uma espécie de “feirão digital do crime”. O caso veio à tona a partir de uma operação da Delegacia de Repressão a Entorpecentes da Baixada Fluminense (DRE-BF), que apura denúncias de comércio ilegal de armamento pela internet. A prisão em flagrante realizada em São João de Meriti, é tratada pelos investigadores como um dos desdobramentos do mapeamento desse ambiente digital de vendas ilícitas. Segundo relatório policial, o investigado utilizava redes sociais e aplicativos de mensagem para armazenar imagens de armas, munições e registros de negociações, além de pesquisas relacionadas à compra de peças e acessórios bélicos em plataformas de comércio eletrônico. WhatsApp como vitrine do crime O material analisado pelos agentes aponta para a existência de conversas e grupos com dinâmica de compra e venda de armamentos. Em um dos dispositivos apreendidos, a polícia identificou capturas de tela de um grupo de WhatsApp identificado como “MERCADO DAS ARMAS”, onde seriam compartilhados anúncios de revólveres e negociações diretas entre usuários. Além das conversas, foram localizadas imagens de armas de fogo, grandes quantidades de munições e registros de valores em dinheiro, elementos que, segundo a investigação, reforçam a hipótese de circulação ativa de material bélico fora dos canais legais. Em outro conjunto de arquivos, aparecem ainda pesquisas sobre pistolas e acessórios de armas em sites de comércio eletrônico, como modelos Glock e PT92, frequentemente associados a armamentos de uso restrito. Rede paralela de negociação e anúncios De acordo com a polícia, o conteúdo extraído dos aparelhos indica que o aplicativo era utilizado não apenas para conversas, mas como ferramenta de divulgação de ofertas, com envio de imagens de revólveres, munições e combinações de entrega em diferentes pontos do município de São João de Meriti. Em uma das conversas analisadas, segundo o relatório, há indícios de negociação direta de arma de fogo com definição de valor e local de entrega, o que, para os investigadores, caracteriza uma dinâmica de mercado paralelo operando de forma contínua. Dinâmica digital do comércio ilegal A investigação aponta ainda que esse tipo de operação segue um padrão: armazenamento de imagens de armamento em celulares, circulação em grupos fechados e negociação individual por mensagens privadas, criando uma rede descentralizada e de difícil rastreamento. Para a polícia, esse modelo representa uma adaptação do comércio ilegal às plataformas digitais, onde o WhatsApp assume o papel de canal principal de oferta, contato e fechamento de transações. Elementos encontrados na residência Durante a diligência que deu origem ao caso, os agentes também localizaram munições de diferentes calibres na residência investigada, além do acesso autorizado aos aparelhos celulares que permitiram a extração do material analisado. Segundo o relatório, o conjunto de elementos — munições, imagens, conversas e buscas online — foi considerado pelos investigadores como indícios convergentes de atuação no comércio ilegal de armas. Investigação em andamento A Polícia Civil trata o caso como parte de uma investigação mais ampla sobre circulação de armamento em ambientes digitais, especialmente aplicativos de mensagem, que vêm sendo monitorados como possíveis canais de negociação clandestina. O material apreendido segue em análise, e o caso será encaminhado para avaliação jurídica quanto ao enquadramento final das condutas.

Granada, sangue e um vulto armado: policiais da Core revelam bastidores da operação do Jacarezinho (CV). Confronto terminou com 28 mortos

Antes mesmo do sol nascer completamente sobre o Jacarezinho, o som dos helicópteros já cobria a comunidade. Eram pouco mais de cinco horas da manhã quando o barulho das aeronaves se misturou ao estampido dos tiros. O que viria nas horas seguintes entraria para a história como uma das operações mais letais já realizadas pela polícia no Rio de Janeiro que terminou com 28 mortos. Cinco anos depois, os bastidores daquela manhã de 6 de maio de 2021 voltaram a ser reconstruídos em detalhes na Justiça. Os policiais civis Douglas Siqueira e Anderson Silveira Pereira, ambos da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core), prestaram depoimentos minuciosos sobre a sequência de acontecimentos que terminou na morte de Omar dentro de uma residência da comunidade. Os dois irão a júri popular pela morte de um suspeito. As declarações descrevem uma operação em clima de guerra, com tiroteios ininterruptos, policiais feridos, um agente morto, disparos partindo de diferentes direções e a tensão permanente de entrar em vielas estreitas sem saber de onde viria o próximo ataque. “Tinha tiro por toda a favela” Comissário da Polícia Civil e integrante da Core há 13 anos, Anderson Silveira Pereira contou que participou de mais de mil operações semelhantes, mas classificou o Jacarezinho como um dos ambientes mais hostis que já enfrentou. Segundo ele, os confrontos aconteciam praticamente em todos os setores da comunidade. — Estava tendo tiroteio a todo momento por toda a favela. Parava um pouco e começava de novo. Era intenso — relatou. Em determinado momento, as equipes receberam a notícia de que um policial havia sido baleado. Somente depois souberam que o colega havia morrido. Mesmo assim, segundo Anderson, não houve qualquer movimento de vingança. — Não surgiu nos grupos nenhuma conversa de retaliação. Ficamos sabendo da morte dele quando já estávamos socorrendo outro ferido. Os policiais avançavam em progressão tática, cobrindo uns aos outros. O cenário era considerado extremamente perigoso. O terreno acidentado, os becos estreitos e a possibilidade de disparos vindos de lajes faziam com que cada deslocamento fosse feito lentamente. O rastro de sangue Em determinado momento da operação, Anderson encontrou a equipe comandada por Douglas Siqueira. Os dois seguiam por um dos becos quando perceberam marcas de sangue espalhadas pelo chão. As gotas se estendiam pela viela e continuavam escada acima. — Pensamos: “Tem algum baleado que entrou aqui” — relatou Anderson. Ao chegarem diante de uma porta preta, Douglas entrou primeiro. Uma mulher apareceu. Segundo os policiais, ela confirmou que havia uma pessoa baleada dentro do imóvel. Os agentes retiraram os moradores e iniciaram uma entrada tática. Douglas seguia à frente. Anderson vinha logo atrás, praticamente ombro a ombro, mas ligeiramente recuado, a uma distância de cerca de um braço. O espaço era apertado. — Era tudo muito pequeno. Um barraco. A cozinha já ficava colada no quarto — descreveu. O instante decisivo Segundo Anderson, eles ainda não haviam conseguido visualizar ninguém. A única pista era o sangue. Douglas avançou em direção a um dos quartos enquanto Anderson permanecia na posição de cobertura, voltado para a cozinha. Foi então que ouviu um barulho. Só mais tarde identificaria aquele som como sendo o de uma granada. — Quando ouvi, virei automaticamente. Segundo o policial, naquele instante viu a granada rolando na direção dos agentes. E viu também um vulto. — Só vi um vulto segurando uma arma. Era Omar. Anderson contou que não tinha visão completa do cômodo porque Douglas estava na sua frente. — Vi apenas o vulto e o disparo. Segundo ele, tudo aconteceu em frações de segundo. Douglas atirou uma única vez. Omar caiu. “Ele ainda se debatia” Os policiais afirmam que Omar ainda estava vivo. Segundo Anderson, ele continuava gesticulando. A pistola teria caído no chão e estava ao alcance da mão do suspeito. Os agentes então recolheram a arma. Mais tarde, segundo eles, verificaram que a pistola possuía um kit rajada. Ao mesmo tempo, chamaram o esquadrão antibombas para recolher o explosivo. Mesmo em meio ao confronto externo, os policiais decidiram socorrer Omar imediatamente. — Era melhor levar até o blindado do que esperar o socorro chegar. Sem maca e sem espaço para manobras, os agentes improvisaram. Pegaram um lençol ou cobertor e suspenderam o ferido. As escadas estreitas dificultavam a remoção. — Era da forma que dava. Não arrastamos pelo chão. Segundo Anderson, a descida foi lenta porque o tiroteio continuava. — Parava um pouco e voltava. A progressão até o blindado foi difícil. O caveirão estava do lado de fora, já que era impossível sua entrada na viela. “Jacarezinho foi a única favela onde tomei tiro” Ao longo do depoimento, Anderson afirmou que perdeu dois amigos em operações no Jacarezinho e revelou que aquela foi a única comunidade em que acabou atingido por disparos ao longo da carreira. — É uma das piores. Ele contou que já participou de mais de mil operações e continua lotado na Core. A outra versão Dentro da residência, porém, os moradores contam uma história completamente diferente. Segundo eles, Omar havia chegado cerca de meia hora antes. Ferido no pé, sangrando muito, sem camisa e vestindo apenas uma bermuda tactel, ele pedia ajuda. O sangue espalhou-se pela escada, pela sala e pelo quarto da criança. Moradores dizem que ele recebeu um pano para estancar o ferimento e se deitou em uma cama. Ninguém afirma ter visto arma. Ninguém afirma ter visto granada. Todos descrevem um homem desesperado e debilitado. “Cadê a arma?” Os moradores relatam que ouviram os passos dos policiais subindo a escada. Flávia, dona da casa, teria descido para avisar: — Tem um menino baleado aqui, mas tem criança em casa. Segundo ela, o policial passou por ela e entrou. Seu marido gritou: — Morador, estou com criança! A resposta teria sido: — Sai, sai. Na sequência, testemunhas afirmam ter ouvido o policial gritar: — Cadê a arma? Cadê a arma? E logo depois veio um único disparo. Os moradores afirmam que não ouviram resposta. Nenhum deles diz ter visto Omar armado. Corpos espalhados pela

Ex-milicianos que pularam para o CV foram mortos em tiroteio com a PM em Rio das Pedras

Policiais do 18°.BPM prenderam quatro criminosos e apreenderam um adolescente durante ação na comunidade Rio das Pedras. Na ação, foram arrecadados dois fuzis, duas pistolas, munições e granadas caseiras. Três dos presos ficaram feridos e foram socorridos mas não resistiram. Segundo relatos, os três mortos estariam no grupo de quase 20 milicianos que teriam pulado para o Comando Vermelho São eles Farol, Duduzinho e Solteiro.

Antes de operação de hoje, investigação já tinha mapeado cúpula e pedido prisão de chefes da narcomilícia no Catiri

A operação deflagrada nesta quinta-feira pela Draco contra a narcomilícia que domina o Catiri, em Bangu, ganhou destaque na imprensa carioca. A maioria dos veículos, no entanto, limitou-se a reproduzir as informações divulgadas pela Polícia Civil. Os documentos da investigação revelam que as autoridades já haviam identificado a cúpula da organização criminosa e solicitado a prisão dos principais líderes do grupo. Entre os alvos apontados como chefes da estrutura estão criminosos conhecidos pelos apelidos de Montanha, Gordinho da Van e da Kombi, Pirulito, Gaspar, Mariola e Gil. Segundo as investigações, eles integram uma organização altamente estruturada, responsável pelo controle armado do Catiri, Jardim Bangu e Cancela Preta. As apurações mostram que a região vive um cenário de guerra permanente, marcado pela atuação simultânea de milicianos e integrantes do Comando Vermelho, além da migração de antigos membros da milícia para a facção. O conflito desencadeou ataques armados, execuções, retaliações, incêndios de veículos e disputas pelo controle territorial. Morto em 2022, Marquinho Catiri mandou ali na região. Com a morte dele, houve uma cisão dentro da própria milícia entre o “Montanha” e o “Pirulito”, só que o “Pirulito” estava preso e quando foi solto começou essa briga, essa disputa com o “Montanha”, e”Gordinho. Os investigadores identificaram um verdadeiro regime de domínio imposto pela organização criminosa. A quadrilha mantém estrutura hierarquizada, divisão de funções e elevada capacidade bélica. Cada integrante possui atribuições específicas nos núcleos operacional, armado e financeiro, responsáveis por administrar recursos ilícitos, coordenar homens armados e controlar pontos estratégicos da região. A investigação teve início após denúncias de extorsão contra uma empresa terceirizada responsável por obras públicas de infraestrutura e saneamento. De acordo com a Draco, os criminosos passaram a exigir pagamentos para permitir a continuidade dos serviços e garantir a permanência dos trabalhadores nas áreas sob seu domínio. Mas o esquema não se limitava às obras públicas. Os investigadores descobriram um sistema permanente de exploração econômica do território. Comerciantes, moradores e diversos setores produtivos eram obrigados a pagar taxas impostas pela organização para continuar funcionando. Seguindo o caminho do dinheiro, a Polícia Civil descobriu uma sofisticada rede de lavagem de capitais que movimentou mais de R$ 25 milhões. A investigação revelou movimentações incompatíveis com a renda declarada dos investigados, além do uso de contas de passagem, transferências fragmentadas e circulação acelerada de recursos entre pessoas físicas e jurídicas utilizadas para ocultar a origem ilícita do dinheiro. As diligências permitiram mapear toda a engrenagem financeira da organização. Empresas formalmente constituídas e contas em nome de terceiros eram utilizadas para conferir aparência de legalidade aos recursos provenientes das extorsões e demais atividades criminosas. Outro ponto que chamou atenção dos investigadores foi a existência de uma rede de apoio que contaria com a participação de um policial militar. Segundo a investigação, ele seria responsável por auxiliar na movimentação financeira do grupo e prestar serviços de segurança privada para integrantes da cúpula da narcomilícia. Além das prisões, a operação desta quinta-feira mobilizou equipes do Departamento-Geral de Polícia Especializada (DGPE), Departamento-Geral de Polícia da Capital (DGPC), Departamento-Geral de Polícia da Baixada (DGPB) e da Corregedoria da PM. Ao todo, foram cumpridos 50 mandados de busca e apreensão na capital, Baixada Fluminense e interior do estado. A ofensiva também inclui o bloqueio judicial de contas bancárias, bens e ativos vinculados aos investigados, numa tentativa de atingir o principal pilar de sustentação da organização: o dinheiro. O objetivo é asfixiar financeiramente a quadrilha e interromper o fluxo de recursos utilizado para manter o domínio territorial e financiar a guerra que há anos transforma o Catiri, Jardim Bangu e Cancela Preta em um dos principais focos de violência da Zona Oeste.

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