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operação policial

Preso em operação da PF, pastor Márcio Poncio já era investigado por suspeita de ligação com a máfia dos cigarros

O pastor Márcio Poncio, preso em operação deflagrada nesta quinta-feira pela Polícia Federal, já era investigado pelas autoridades há vários anos por suspeitas de envolvimento em um esquema de sonegação fiscal, lavagem de dinheiro e ocultação patrimonial relacionado ao comércio de cigarros. A investigação teve origem em uma denúncia anônima apresentada à Ouvidoria do Ministério Público de São Paulo em 2021. O relato afirmava que Poncio, apontado como responsável de fato por empresas do setor tabagista, teria estruturado um esquema para esconder sua participação nos negócios e dificultar a atuação dos órgãos de fiscalização. Segundo os autos, a principal empresa mencionada era a Win Distribuidora de Cigarros, que, conforme a denúncia, teria transferido sua sede do Rio de Janeiro para São Paulo e promovido alterações societárias para retirar oficialmente Márcio Poncio do quadro de sócios. Apesar disso, o documento sustentava que ele continuaria exercendo o comando da empresa, figurando apenas como procurador. A denúncia também citava outras empresas ligadas ao grupo, entre elas a New Ficet Indústria e Comércio de Cigarros, a Quality in Tabacos Indústria e Comércio de Cigarros e a Blue Comercial Ltda.. Conforme o relato encaminhado ao Ministério Público, alterações societárias e mudanças de endereço teriam sido utilizadas para ocultar o verdadeiro controle das companhias e dar continuidade às atividades sem despertar a atenção das autoridades. O documento ainda descrevia um suposto esquema de movimentação de grandes quantias em dinheiro em espécie provenientes da comercialização de cigarros, principalmente na região da Rua 25 de Março, em São Paulo. Os valores, segundo a denúncia, seriam recolhidos por pessoas ligadas ao grupo e posteriormente entregues a Márcio Poncio. As suspeitas também envolviam o uso de empresas e de terceiros para ocultação patrimonial, além da aquisição de imóveis e bens de luxo supostamente incompatíveis com a renda declarada dos envolvidos. Durante a apuração, o Ministério Público Estadual arquivou a parte relacionada aos crimes tributários por entender que não havia elementos suficientes para demonstrar a existência de sonegação fiscal ou de lançamento definitivo de tributos. O caso foi então remetido ao Ministério Público Federal para análise de possíveis crimes de lavagem de dinheiro e contra o sistema financeiro. Ao longo da investigação, a Polícia Federal e o MPF solicitaram informações à Receita Federal e à Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional. Também foram verificadas centenas de inscrições em dívida ativa envolvendo empresas citadas na denúncia. Apesar disso, a Receita Federal informou não ter localizado lançamentos tributários definitivos ou ações fiscais capazes de caracterizar os crimes apontados. Diante da ausência de um crime antecedente que sustentasse a investigação por lavagem de dinheiro e da falta de provas suficientes, o Ministério Público Federal concluiu que não havia suporte probatório mínimo para o prosseguimento das investigações. Em abril de 2025, o MPF requereu o arquivamento do inquérito, destacando que, após o esgotamento das diligências realizadas, não foram encontrados elementos capazes de comprovar os delitos investigados. O arquivamento ocorreu sem prejuízo de eventual reabertura do caso caso surgissem novas provas, conforme prevê o artigo 18 do Código de Processo Penal. A existência desse inquérito demonstra, no entanto, que Márcio Poncio já vinha sendo monitorado pelas autoridades antes de voltar ao centro das investigações na operação realizada nesta quarta-feira. A ação de hoje Poncio é um dos alvos da quinta fase da Operação Unha e Carne com o objetivo de aprofundar apuração de indícios de lavagem de dinheiro praticada pelo “capo” da nova cúpula do jogo do bicho, vulgo Adilsinho, e possível ramificação do esquema junto a integrantes dos Poderes Executivo e Legislativo do Estado do Rio de Janeiro. Na ação de hoje, policiais federais cumprem cumprem três mandados de prisão preventiva e 14 mandados de busca e apreensão expedidos pelo STF em endereços vinculados aos investigados, nas cidades do Rio de Janeiro e São João de Meriti, na Baixada Fluminense. Além disso, o STF determinou o sequestro de bens e valores até o montante de cerca de R$ 22 milhões.  Esta nova fase teve início após a apreensão de listas em poder do conhecido contraventor indicarem a existência de registros relacionados a supostos pagamentos indevidos, doações eleitorais e contabilidade vinculada à lavagem de capitais. As listas chamaram a atenção dos investigadores por apontarem possíveis repasses diretos de valores a agentes políticos do Estado do Rio de Janeiro. As investigações prosseguem com a análise do material apreendido, a identificação do fluxo financeiro investigado e a apuração da participação de eventuais beneficiários, intermediários e operadores do esquema. A ação se insere no contexto da decisão do STF no âmbito do julgamento da ADPF 635/RJ (ADPF das Favelas) que, dentre outras providências, determinou que a Polícia Federal conduzisse investigações sobre a atuação dos principais grupos criminosos violentos em atividade no estado e suas conexões com agentes públicos.

Sob comando de Abelha, CV criou rede de células ainda na década passada para dominar Cabo Frio, aponta investigação

Pelo menos desde 2018, o traficante Wilton Carlos Rabello Quintanilha, o “Abelha”, apontado como uma das principais lideranças do Comando Vermelho, coordena a expansão e o funcionamento da facção em Cabo Frio, na Região dos Lagos, por meio de uma estrutura criminosa dividida em células e inspirada no sistema de franquias empresariais. Essa organização foi alvo de uma grande operação deflagrada nesta quarta-feira pela Polícia Civil do Rio de Janeiro, que busca desarticular a estrutura operacional do grupo responsável pelo tráfico de drogas, controle territorial, ataques armados e imposição do domínio da facção na região. As investigações apontam que a principal área de influência do grupo era Unamar, distrito de Cabo Frio, onde o Comando Vermelho mantinha duas células locais subordinadas à liderança de Abelha. Havia ainda uma terceira célula instalada no Complexo da Penha, na Zona Norte do Rio, de onde partiam ordens e o comando estratégico das ações criminosas. Segundo a Polícia Civil, a organização adotava um modelo semelhante ao de franquias empresariais: cada núcleo possuía autonomia operacional para administrar seu ponto de venda de drogas, mas permanecia subordinado à liderança de Abelha, seguindo determinações, estratégias e regras impostas pelo comando central. A primeira célula era chefiada por Demizinho, responsável pelo comércio de entorpecentes na Rua Sinagoga, Rua das Pacas e na Praça de Unamar. A segunda era comandada por Neurótico, que controlava a venda de drogas nas ruas Doze e Dezesseis, também em Unamar. Apesar da divisão territorial, os dois grupos atuavam de forma integrada e se uniam para promover ataques armados contra integrantes da facção rival, o Terceiro Comando Puro (TCP). As investigações revelaram ainda que Abelha comandava toda a estrutura criminosa a partir do Rio de Janeiro, coordenando as atividades da facção nas comunidades da Região dos Lagos. Ao longo das apurações, os agentes reuniram um amplo conjunto de provas, incluindo conteúdos extraídos de celulares e contas de integrantes da organização criminosa. As imagens mostram traficantes exibindo armamento de guerra, comercializando drogas, realizando incursões armadas contra áreas dominadas por facções rivais e instalando barricadas para dificultar a circulação de moradores e a entrada das forças de segurança. Outro ponto que chamou a atenção dos investigadores foi a descoberta de um sofisticado esquema de delivery de drogas. De acordo com a Polícia Civil, os usuários faziam os pedidos por aplicativos de mensagens, realizavam o pagamento e recebiam os entorpecentes no endereço indicado, em um sistema que funcionava como um serviço de entrega. Durante a operação desta quarta-feira, os policiais cumprem mandados e buscam apreender armas de fogo, drogas, aparelhos eletrônicos e outros materiais que possam ampliar o conjunto de provas e identificar novos integrantes da organização criminosa.

De homicídio, apreensão de arsenal à operação de hoje prisão em 2024′ desvendou milícia que aterrorizava Queimados. LEIA COMO FOI

Em junho de 2024, Washington Gabriel de Oliveira Rosa, o Bibi, um dos alvos da operação deflagrada nesta terça-feira pelo Ministério Público do Rio de Janeiro contra a milícia de Queimados, já havia sido preso em flagrante após ser apontado pela polícia como integrante de um grupo armado envolvido em um ataque a tiros que terminou com um homem morto e outro baleado no Centro do município. Segundo o auto de prisão em flagrante, policiais militares do 24º BPM foram acionados após receberem informações sobre disparos de arma de fogo na Avenida Doutor Pedro Jorge. Durante as buscas, os agentes localizaram um Nissan Versa preto, apontado como o veículo utilizado pelos criminosos, e realizaram a abordagem. No carro estavam Bibi e outros três comparrsas. Durante a revista, os policiais encontraram um verdadeiro arsenal: um fuzil calibre 5,56 com numeração raspada, cinco carregadores abastecidos com 135 munições, três pistolas calibre 9 mm também com numeração suprimida, 14 carregadores contendo 149 munições, um simulacro de arma de fogo, um colete balístico, outros três coletes, uma balaclava, cinco porta-carregadores, três coldres, quatro camisas semelhantes às utilizadas por policiais, dois uniformes pretos e quatro telefones celulares. Os agentes também constataram que o Nissan Versa utilizado pelo grupo possuía placa falsa e era produto de furto. De acordo com a investigação da Polícia Civil, imagens de câmeras de segurança e vídeos obtidos nas redes sociais mostraram que o veículo ocupado pelos quatro suspeitos foi utilizado minutos antes para atacar ocupantes de um Citroën C3 prata, estacionado na Avenida Doutor Pedro Jorge. As gravações, segundo a autoridade policial, registraram o momento em que o Versa se aproxima por trás do carro das vítimas e seus ocupantes efetuam diversos disparos de arma de fogo. No atentado, um homem morreu e outro ficou gravemente ferido, sendo posteriormente identificado como Wesley Santos Martins, que permaneceu internado sob custódia policial por também responder por porte ilegal de arma de fogo e constituição de milícia privada. Ao analisar o caso, o juiz Pedro Ivo Martins Caruso D’Ippolito destacou que os elementos reunidos no inquérito indicavam que os quatro presos integrariam um grupo miliciano responsável por homicídios, desaparecimentos forçados, extorsões contra comerciantes e outros crimes violentos em Queimados. Na decisão, o magistrado ressaltou ainda que, além do arsenal apreendido, a polícia atribuía ao grupo a execução do homicídio ocorrido pouco antes da abordagem. Segundo o juiz, a forma de atuação dos investigados demonstrava “elevada audácia e destemor”, revelando periculosidade concreta e risco de reiteração criminosa. A operação de hoje O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (GAECO/MPRJ) denunciou 21 pessoas por integrarem uma milícia que atuava em Queimados, na Baixada Fluminense, e requereu a prisão preventiva de 20 delas, medida deferida pela Justiça. Nesta quarta-feira (01/07), a Coordenadoria de Segurança e Inteligência (CSI/MPRJ), com o apoio da Corregedoria da Polícia Militar, cumpre os 20 mandados de prisão, sendo cinco no sistema penitenciário, em razão de os denunciados já se encontrarem presos, e 15 em endereços localizados nos municípios de Nova Iguaçu e Queimados. Até o momento, nove mandados já foram cumpridos: cinco no sistema penitenciário e quatro nas ruas. A investigação direta do GAECO/MPRJ apontou que, em 2024, o grupo extorquiu vários comerciantes e mototaxistas, ameaçando as vítimas e cobrando semanalmente taxas de segurança. De acordo com a denúncia recebida pela Justiça, as informações foram obtidas a partir da análise do telefone celular apreendido com Washington Gabriel de Oliveira Rosa, conhecido como Bibi, preso logo após um confronto entre duas milícias que disputavam o controle da região. As mensagens revelaram que, além de planejar ataques contra grupos rivais, o grupo monitorava policiais militares. .Esta é a terceira fase da Operação Hunter. A primeira foi deflagrada em julho de 2019, e a segunda, em janeiro de 2024. O nome Hunter faz alusão, em inglês, ao objetivo da operação: dar continuidade às ações de combate ao grupo de milicianos que se autointitula “caçadores de ganso”. “Ganso” é um termo informal utilizado por criminosos para se referir a criminosos e integrantes de grupos rivais. Os mandados foram expedidos pelo Juízo da 1ª Vara Criminal Especializada em Organização Criminosa

Cartões bancários com etiquetas de bocas de fumo revelam organização do caixa do tráfico na Vila Vintém (ADA)

A investigação da Polícia Civil do Rio que culminou com uma operação hoje para desarticular o braço financeiro da facção criminosa Amigos dos Amigos (ADA), com atuação na comunidade da Vila Vintém, na Zona Oeste carioca, revelou um dado curioso. A apuração começou depois que um homem foi preso com dez cartões de contas bancárias usadas para movimentar o esquema e esses cartões tinham uma fita com os nomes de locais de boca de fumo da Vintém como Turquia e Selvinha O suspeito na época disse que os cartões pertenciam ao tráfico de drogas da Vila Vintém e seria para sacar o dinheiro no caixa eletrônico e entregar o dinheiro para integrantes da organização criminosa que domina o tráfico local da área; “Cada cartão pertencia a uma boca de fumo”, disse o suspeito que ganhava R$ 1.500 e confirmou quem recebia o dinheiro. O suspeito decidiu colaborar com a investigação, razão pela qual forneceu a senha de desbloqueio de seu aparelho telefônico celular aos policiais responsáveis pela diligência. Esclareceu, ainda, que franqueou voluntariamente o acesso ao referido aparelho, exibindo aos policiais civis e policiais militares as conversas e mensagens mantidas com os demais envolvidos nos fatos investigados, sem qualquer coação, constrangimento ou promessa de benefício, autorizando a visualização do respectivo conteúdo para fins de apuração dos fatos. Os elementos extraídos do aparelho celular apontam para sofisticada divisão de tarefas entre os integrantes da organização criminosa, identificando responsáveis pela arrecadação, prestação de contas, gerenciamento financeiro, movimentação de recursos por intermédio de transferências eletrônicas via PIX, utilização de contas bancárias de terceiros, saques em espécie e ocultação dos valores provenientes da atividade ilícita, circunstâncias corroboradas pelos comprovantes de transferências bancárias, fotografias de numerário, conversas mantidas por aplicativos de mensagens, depoimentos testemunhais e demais elementos constantes dos autos. As investigações apontam que o grupo movimentava cerca de R$ 500 mil por semana em um esquema de lavagem de dinheiro ligado ao tráfico de drogas. As investigações identificaram um esquema estruturado para converter em dinheiro em espécie os valores obtidos com a venda de drogas.De acordo com os agentes, o comércio de entorpecentes na região era realizado, em grande parte, por meio de transferências via Pix e pagamentos em máquinas de cartão de crédito e débito. Segundo a apuração, os valores eram inicialmente transferidos para contas bancárias de terceiros, utilizados como laranjas no esquema. Em seguida, cartões vinculados a essas contas eram repassados a outros integrantes da organização, responsáveis por sacar os valores em espécie. Após esse processo, o dinheiro retornava à facção já desvinculado de sua origem ilícita, abastecendo novamente a estrutura financeira do tráfico. A investigação permitiu identificar 14 integrantes diretamente envolvidos na prática criminosa. Cada um movimentava, em média, cerca de R$ 5 mil por dia. A Justiça também determinou o bloqueio das contas bancárias utilizadas no esquema, com o objetivo de interromper o fluxo financeiro da organização criminosa. A polícia teme concreto risco de evasão dos investigados, de ocultação de patrimônio ilícito, de destruição de aparelhos eletrônicos, alteração de registros bancários, exclusão de conversas mantidas por aplicativos de mensagens, dissipação dos ativos financeiros e intimidação de eventuais testemunhas, circunstâncias que recomendam a pronta atuação jurisdicional, sobretudo diante da notícia de que os investigados integram organização criminosa estruturada e voltada ao tráfico ilícito de entorpecentes e à lavagem de capitais.

Da China e dos EUA ao crime no Rio: investigação revela rede nacional de produção e tráfico de fuzis. Um dos principais fornecedores foi preso hoje na Maré pela PF

A investigação que resultou em uma operação hoje da Polícia Federal no Complexo da Maré que terminou na prisão de envolvidos na produção e distribuição de fuzis em larga escala revelou que a quadrilha atua pelo menos desde 2023 com o tráfico internacional de armas e organização criminosa. O bando realizava a importação de componentes de armas de fogo de uso restrito, notadamente kits de fuzis e peças acessórias, oriundos dos Estados Unidos e da China, para com eles realizar a montagem em uma fábrica clandestina em Santa Bárbara D’Oeste/SP, com posterior entrega das armas às facções criminosas do Rio de Janeiro. Em 20 de agosto de 2025, dois integrantes do grupo foram presos quando transportavam peças suficientes para a montagem de 80 fuzis para um imóvel em Americana/SP, que segundo a polícia servia como depósito para o grupo. A materialidade foi comprovada por laudos técnicos que confirmaram: (i) a presença de maquinário industrial de precisão (CNC) na fábrica, compatível com a produção de armas (Laudo nº +751/2025); (ii) a existência de 2.018 arquivos de modelos 3D e 1.230 arquivos de programação CNC para peças de fuzis AR-15/M16 nas mídias apreendidas (Laudo nº 778/2025); e (iii) a natureza do material bélico apreendido no depósito (Laudo nº 766/2025). […] Alguns dos envolvidos faziam parte de uma mão de obra especializada para operar o maquinário na fábrica clandestina. Em 10 de outubro de 2023, um dos investigados foi preso na posse de 47 fuzis. Naquela ocasião foi descoberta uma fábrica de montagem de armas que operava sob a fachada de uma fábrica de móveis em Belo Horizonte/MG. Segundo aponta a prova até aqui colhida, esse preso, em prisão domiciliar, teria logrado transferir a produção dos fuzis para uma nova fábrica, desta feita em Santa Bárbara D’Oeste/SP, agora sob a fachada de uma fábrica de peças aeronáuticas e serviços de usinagem Em 09 de setembro de 2024, um outro membro do grupo foi preso em flagrante transportando 13 fuzis. A análise pericial feita a partir de quebra de sigilo de dados telemáticos deferida por esse juízo demonstrou que o armamento tinha como ponto de origem o município de Americana/SP, nas imediações da fábrica investigada, e como destino final o Complexo do Alemão, no Rio de Janeiro. As comunicações revelaram uma rotina de entregas ( remessas de 17 fuzis poucos dias antes) e novamente unindo a produção em São Paulo e o fornecimento às facções cariocas. Em 08 de agosto de 2025, com o prosseguimento das investigações e monitoramento do bando, a Receita Federal em Campinas/SP interceptou remessas oriundas dos Estados Unidos contendo componentes de fuzis dissimulados em caixas de piscinas e cadeiras de escritório, num total de 149 peças de fuzis. A ação de hoje A PF prendeu hoje na Maré três homens, entre eles o principal responsável pela logística do fornecimento de armas e munições para uma das maiores facções criminosas em atuação no estado do Rio de Janeiro, o Terceiro Comando Puro. Outro preso foi um homem que que auxiliava o principal alvo na tentativa de se evadir da Justiça*. Também foram apreendidos um fuzil, carregadores de alta capacidade, munições, um colete à prova de balas, celulares e documentos. Um dos foragidos preso na ação de hoje foi identificado como operador-chave da estrutura logística de fornecimento de material bélico para uma das maiores facções criminosas em atuação no Rio de Janeiro. Ele já havia sido alvo de investigações em outras regiões do Brasil pelo envolvimento na operação de fábricas clandestinas de fuzis, o que evidencia a dimensão nacional de sua rede de fornecimento de armamentos. Os crimes praticados pelo homem incluem organização criminosa majorada, fabricação ilegal de arma de fogo de uso restrito, comércio ilegal de arma de fogo e lavagem de dinheiro. Um terceiro indivíduo foi preso por força de mandado judicial estava foragido pelo crime de tentativa de homicídio qualificado, além de também estar vinculado ao referido grupo criminoso que impõe domínio estruturado sobre diversas áreas do Complexo da Maré, por meio de intimidação, controle de acessos e supressão de direitos fundamentais da população local.

Morto em chacina no Recreio fez parte de quadrilha que aplicava golpes em bares e hospedagens de luxo

Um dos três mortos em chacina ocorrida ontem no Recreio dos Bandeirantes,  Rodrigo Basilio Lemos, chegou a ser preso ano.passado suspeito de fazer parte de  uma quadrilha especializada em golpes contra bares e hospedagens de alto padrão na capital fluminense. A trama envolveu uma uma sequência de fraudes que envolveu consumo de luxo, cartões virtuais e cancelamentos estratégicos de pagamento. Segundo as investigações da 12ª Delegacia de Polícia (Copacabana), o grupo atuava de forma organizada e interestadual, com ramificações no Rio e em São Paulo, e mantinha um padrão de vida elevado sustentado por calotes aplicados em estabelecimentos comerciais.A investigação começou após um golpe aplicado em um bar tradicional da Zona Sul carioca. No local, os suspeitos consumiram pratos sofisticados, como lagosta e camarões, além de bebidas importadas, entre elas, whisky envelhecido por 20 anos. A conta ultrapassou R$ 10 mil. No momento do pagamento, segundo a polícia, o grupo utilizou artifícios fraudulentos para frustrar a cobrança, deixando o prejuízo para o estabelecimento. A partir desse episódio, os investigadores passaram a monitorar os passos da quadrilha e identificaram um segundo padrão de golpe, desta vez no setor de hospedagem.De acordo com a Polícia Civil, integrantes do bando  se hospedaram em um hostel no Rio e realizaram sete reservas diferentes, sempre de forma fracionada, usando cartões virtuais distintos a cada diária.A estratégia tinha objetivo de dificultar o rastreio das transações e retardar a percepção da fraude. Durante a estadia, o grupo passou a consumir refeições e bebidas no local, alegando que os valores seriam compensados posteriormente nas diárias contratadas. Mais uma vez, optaram pelos itens mais caros do cardápio.

Traficante do TCP presa com o filho em Cabo Frio ameaçou picotar casal por suspeitar que morasse em favela rival. Vítimas fugiram e mulher foi baleada na orelha

  A traficante que foi presa ontem com o filho suspeita de comandar o crime na comunidade Buraco do Boi, em Cabo Frio, ameaçou picotar duas pessoas abordadas por ela no ano passado em um estacionamento na cidade. A criminosa questionou as vítimas se elas moravam na Favela do Luxo, dominada por uma facção rival. Os alvos fugiram mas tiveram o carro atingido por tiros e uma mulher acabou atingida na orelha. A investigação demonstrou que os fatos se iniciaram no estacionamento no Centro, região adjacente à comunidade conhecida comuraco do Boi, dominada pela facção criminosa Terceiro Comando Puro. Naquela manhã, as vítimas trabalhavam no estacionamento quando foram abordadas pela traficante  responsável pelo controle do tráfico de drogas local, acompanhada de diversos indivíduos armados, dentre eles Cocão. Os bandidos forçaram as vítimas  a se identificarem, indagando-lhes seus endereços e afirmando que verificariam se seriam moradores de área dominada pelo comando vermelho, facção riva. Diante da suspeita de que o casal residia na comunidade do Lixo, área sob o domínio do Comando Vermelho, os investigados proferiram ameaças explícitas de morte, afirmando que, se confirmada a vinculação territorial rival, ‘não sairiam vivos dali’, e que seriam ‘picotados’, tendo os suspeitos fotografado as vítimas. As vitimas pediram para serem retirados imediatamente do local pelo proprietário do estacionamento, que conduziu o casal em seu automóvel. Poucos minutos após deixarem o local, já na rotatória da Avenida Adolfo Beranger Júnior, o veículo foi surpreendido por disparo de arma de fogo que atingiu o vidro traseiro direito e feriu a moça na orelha esquerda . As vítimas dirigiram-se imediatamente à Delegacia, onde registraram o fato e foram encaminhadas para atendimento médico e posterior exame de corpo de delito no IML, que confirmou a lesão produzida por projétil de arma de fogo. Durante o procedimento, as vítimas reconheceram a mulher e Cocão.como o indivíduo que também proferiu ameaças diretas e participou da perseguição e identificação do casal O vigia do estacionamento, confirmou que o casal ficou apavorado logo após a abordagem , deixando o local minutos antes do disparo, e que o automóvel do dono etornou com evidente dano decorrente de arma de fogo  A operação de ontem Policiais civis da 126ª DP (Cabo Frio) desmontaram uma central de monitoramento do tráfico, nesta quarta-feira (25/06), e prenderam mãe e filho apontados como lideranças da facção criminosa Terceiro Comando Puro em Cabo Frio.. A ação aconteceu no Buraco do Boi, no mesmo município, na Região dos Lagos. Após intenso trabalho de investigação da unidade, os agentes identificaram que um endereço da região estava sendo utilizado como ponto estratégico e operacional da facção criminosa Terceiro Comando Puro. Os agentes deflagraram uma operação na localidade e, durante a abordagem, as equipes localizaram uma central de monitoramento clandestina do tráfico. Os policiais flagraram um sofisticado sistema de monitoramento da facção composto por diversas câmeras distribuídas nas entradas, saídas e becos da localidade, permitindo o acompanhamento em tempo real da movimentação das forças de segurança. Ainda durante as diligências, os policiais localizaram uma narcotraficante envolvida em tentativas de homicídios praticadas durante a disputa territorial entre facções criminosas na localidade. Contra ela, foi cumprido um mandado de prisão. Também foi capturado o filho dela, um criminoso apontado como uma das principais lideranças operacionais do TCP na região. As investigações apontam que ambos exerciam funções de comando da facção em Cabo Frio, sendo responsáveis pela gestão do tráfico de drogas, coordenação de criminosos armados e pela determinação de ações violentas destinadas à manutenção do domínio territorial. Ao serem flagrados, a mulher tentou fugir pulando do terraço para o imóvel do vizinho e sofreu lesão no pé. Ela foi socorrida pelos agentes e, posteriormente, conduzida à 126ª DP.No imóvel, agentes apreenderam grande quantidade deventorpecentes já embalados para comercialização. Ao todo, foram arrecadados 1870 buchas de maconha, 23 tabletes de maconha e 9 unidades de crack. Além disso, os policiais localizaram duas pistolas, aparelhos celulares, rádios comunicadores, bases de comunicação, cadernos de anotações do tráfico, dinheiro em espécie, material utilizado para endolação de drogas e diversas embalagens com a identificação da facção criminosa. Conforme apurado, o imóvel também  funcionava como base operacional da organização criminosa, sendo utilizado para armazenamento de armas e drogas e gerenciamento das atividades ilícitas, além do monitoramento permanente da atuação das forças de segurança na região.

Escuta mostra plano conjunto da milícia e do TCP de invadir a Vila Kennedy (CV)

Uma escuta telefônica feita pela DRACO revela plano conjunto de milicianos e traficantes do Terceiro Comando Puro de invadirem a Vila Kennedy, área do Comando Vermelho na Zona Oeste do Rio. Ña gravação, um suposto miliciano falou sobre o fato: “Os caras da Aliança (Vila Aliança) vão invadir a VK (Vila Kennedy) e eu vou botar minha cara” Acesse o.link e ouça. https://twitter.com/bnn_oficiall/status/2069916512991736193/video/2 A interceptação faz parte da investigação que resultou em uma operação hoje qcontra dois dos principais operadores de uma narcomilícia com atuação em Rio das Pedras, Catiri e Catonho, na Zona Oeste do Rio. A ação tem como objetivo cumprir mandados de prisão e de busca e apreensão contra criminosos responsáveis pela cobrança de taxas extorsivas impostas a moradores e comerciantes, além da articulação de ações armadas voltadas à expansão territorial da organização criminosa. Um dos alvos foi capturado enquanto estava escondido em Rio das Ostras. As investigações apontaram que os dois alvos ocupavam posições estratégicas de liderança na estrutura da da narcomilícia. Além disso, ambos exerciam a função de “puxadores de guerra”, sendo responsáveis por comandar ofensivas armadas, confrontos e invasões territoriais contra grupos rivais, além de garantir a manutenção do domínio territorial da organização. O preso em Rio das Ostras é apontado como um dos principais integrantes do braço armado da narcomilícia, com atuação direta na mobilização de criminosos para confrontos e disputas por território em áreas de interesse do grupo. De acordo com as apurações, a organização criminosa mantém uma aliança com integrantes do Terceiro Comando Puro (TCP), utilizando essa parceria para ampliar seu poder bélico, consolidar territórios já dominados e avançar sobre áreas controladas pela facção rival Comando Vermelho. O segundo alvo, que teve também teve o mandado de prisão cumprido, foi preso em abril de 2026 na comunidade Santo Cristo, no bairro Fonseca, em Niterói, com uma arma de fogo e uma granada. Na ocasião, ele foi capturado no momento em que realizava uma ofensiva contra criminosos rivais, acompanhado de comparsas ligados ao TCP, oriundos da Vila do João, no Complexo da Maré. A investigação teve início em setembro de 2025, após uma ação da Draco na Estrada do Cafundá, na Taquara, que resultou na prisão de integrantes ligados à estrutura criminosa. Na ocasião, foram apreendidos dinheiro em espécie, celulares, uma pistola e um veículo clonado, posteriormente identificado como roubado.A partir das diligências de inteligência e da análise de dados telemáticos, os policiais mapearam a cadeia de comando da organização. Os elementos reunidos revelaram diálogos explícitos sobre cobranças diárias, divisão territorial, movimentação de equipes e alinhamento entre operadores financeiros e criminosos armados, evidenciando uma estrutura criminosa altamente organizada, violenta e financeiramente robusta. As investigações continuam para desarticular toda a estrutura criminosa.

“Somos milícia raiz.. Não gostamos de droga não”. Áudio de supostos milicianos de Rio das Pedras contradiz investigação da Polícia Civil sobre aliança com o TCP. OUÇA

Em meio às investigações da Polícia Civil que apontam uma aliança entre a narcomilícia de Jacarepaguá e traficantes do Terceiro Comando Puro (TCP), um áudio atribuído a integrantes da quadrilha que atua em Rio das Pedras passou a circular nas redes sociais negando qualquer associação com a facção criminosa. A DRACO faz uma operação hoje contra esse suposto pacto entre as quadrilhas. “Tem essa palhaçada aqui não. Essa história de Terceiro, a gente não tem boca de fumo aqui não. Nós não gostamos de droga. A gente é milícia raiz”, diz a gravação atribuída a criminosos que estariam à frente do grupo paramilitar na comunidade. A declaração surge em meio à guerra provocada pela deserção do ex-miliciano Kauan de Oliveira Teles, de 26 anos, apontado pelas investigações como uma das lideranças da ofensiva do Comando Vermelho em Rio das Pedras. Segundo a Polícia Civil, ele é acusado de recrutar antigos integrantes da milícia, oferecendo pagamentos semanais para que abandonem o grupo paramilitar e passem a atuar pela facção. Após a ruptura, a milícia de Rio das Pedras passou a ter como principais frentes criminosos conhecidos pelos apelidos de Labareda e Catolé. No áudio que circula nas redes sociais, um dos interlocutores chega a chamar Kauan de “filho da p…”. Segundo apuração do repórter Bruno Assunção, a chamada “Tropa do Caranguejo”, liderada por Kauan e apoiada pelos chefes do Comando Vermelho conhecidos como Gardenal e BMW, ocupa há pelo menos uma semana a localidade do Caranguejo, no Areal de Rio das Pedras. Vídeos divulgados pelos próprios criminosos mostram homens armados circulando pela região e afirmando que antigos pontos controlados pela milícia foram abandonados. Por conta da guerra, tês chefes da milícia foram transferidos para a Penitenciária Laércio da Costa Pellegrino, conhecida como Bangu 1, após a Secretaria de Administração Penitenciária identificar indícios de comunicação ilegal dentro do sistema prisional. Entre os transferidos está Gerlan Anacleto de Oliveira, apontado por investigações como um dos líderes da milícia de Rio das Pedras e irmão de Kauan, . A suspeita é de que a comunicação ilegal tenha relação direta com a guerra pelo controle da comunidade. A medida foi adotada um dia após 19 milicianos deixarem o grupo criminoso e supostamente passarem a atuar ao lado do Comando Vermelho (CV) na disputa por territórios em Rio das Pedras, na Zona Sudoeste. Nas redes sociais, circulam imagens que indicariam que os detentos realizavam chamadas de vídeo de dentro da prisã Moradores relatam que a guerra tem provocado um êxodo silencioso de integrantes do grupo paramilitar e de familiares. Caminhões de mudança são vistos diariamente na comunidade e, segundo relatos, antigos milicianos que aderiram ao Comando Vermelho conhecem os esconderijos, rotinas e endereços dos ex-aliados, aumentando o clima de medo. Moradores afirmam que estão encurralados pela disputa e rejeitam tanto a milícia quanto o tráfico. “A gente não quer tráfico e nem milícia. Só queremos viver em paz”, desabafou um morador. Além da violência, moradores denunciam cobranças ilegais e extorsões praticadas pelos grupos criminosos. As reclamações incluem taxas de segurança, cobranças abusivas de gás, condomínio e valores exigidos de comerciantes para que possam continuar trabalhando. Também há denúncias sobre o corte de serviços de internet regularizados para forçar a contratação de empresas ligadas ao crime organizado. “Estamos abandonados. Precisamos de socorro. Não temos liberdade nem para escolher os serviços que usamos”, relatou uma moradora. Enquanto o áudio tenta sustentar a imagem de uma “milícia raiz”, sem ligação com o tráfico, uma operação realizada nesta terça-feira pela Draco reforçou as suspeitas da Polícia Civil sobre a aproximação entre a narcomilícia e o TCP. As investigações apontam que integrantes do grupo utilizam a parceria com traficantes da facção para ampliar o poder bélico, consolidar territórios e enfrentar o Comando Vermelho. A operação teve como alvo dois integrantes considerados “puxadores de guerra” da organização criminosa, responsáveis por comandar ataques, invasões e cobranças extorsivas contra moradores e comerciantes. Um dos criminosos foi preso em Rio das Ostras. O outro já havia sido capturado em abril deste ano em Niterói, quando foi encontrado com uma arma de fogo e uma granada enquanto participava de uma ofensiva ao lado de comparsas ligados ao TCP oriundos da Vila do João, no Complexo da Maré. e acordo com as apurações, a organização criminosa mantém uma aliança com integrantes do Terceiro Comando Puro (TCP), utilizando essa parceria para ampliar seu poder bélico, consolidar territórios já dominados e avançar sobre áreas controladas pela facção rival Comando Vermelho. A investigação teve início em setembro de 2025, após uma ação da Draco na Estrada do Cafundá, na Taquara, que resultou na prisão de integrantes ligados à estrutura criminosa. Na ocasião, foram apreendidos dinheiro em espécie, celulares, uma pistola e um veículo clonado, posteriormente identificado como roubado. A partir das diligências de inteligência e da análise de dados telemáticos, os policiais mapearam a cadeia de comando da organização. Os elementos reunidos revelaram diálogos explícitos sobre cobranças diárias, divisão territorial, movimentação de equipes e alinhamento entre operadores financeiros e criminosos armados, evidenciando uma estrutura criminosa altamente organizada, violenta e financeiramente robusta. As investigações continuam para desarticular toda a estrutura criminosa.

A cúpula do CV às ordens para compra de arsenal e destruição de presídio: quem é Mexicano, chefão do tráfico com 15 anotações criminais caçado em operação no Dona Marta

O.princioal alvo da operação policial que causou pânico na manhã de hoje no Morro do Dona Martaem Botafogo, o traficante Mexicano possui extensa ficha criminal com destaque para os crimes de roubo, homicídios, tráfico de entorpecentes e associação para o tráfico de drogas, o que pode ser comprovado pela simples análise da sua FAC com 15 anotações criminais, além de inúmeras investigações criminais que o apontam como liderança criminosa na comunidade. Ele é  arraigado nas articulações para venda de drogas ilícitas nos bairros de Botafogo e Copacabana e demais atividades ilegais. Quando esteve preso  Mexicano integrava ss chamadas “comissões” (composto pela cúpula da facção criminosa), quando, então, eram  repassadas as determinações do “Conselho de Líderes do Comando Vermelho”; há registros, inclusive, de determinação para aquisição de vasto material bélico a fim de retomar áreas eventualmente perdidas para outras facções e manter as já existentes. Ex-preso federal, depois que voltou ao RJ, Mexicano cometeu atos de danos ao patrimônio público em todas as celas das galerias B5, B6 e B7 da SEAPGC (Gabriel Ferreira Castilho), de forma coordenada, visando gerar instabilidade na segurança prisional, o que por meio de buscas, resultou na apreensão de materiais ilícitos. Ano passado, circulou informações que Mexicano havia sido rebaixado na hierarquia do tráfico no Dona Marra por suspeita de desvio de dinheiro. Segundo o que foi divulgado na época, teria implorado para não morrer.

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