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De respiradores na pandemia a suposto rombo de R$ 86 milhões: Didê volta ao centro de investigação milionária

Antes da denúncia apresentada pelo Ministério Público do Rio de Janeiro contra o presidente do Instituto Rio Metrópole (IRM), Davi Perini Vermelho, conhecido como “Didê”, ele teve seu nome envolvido em um episódio que já havia colocado seu nome no centro de uma das maiores investigações de corrupção durante a pandemia de Covid-19. Antes de ser apontado como líder de uma suposta organização criminosa acusada de desviar R$ 86,2 milhões do Instituto Rio Metrópole, Davi Perini já figurava entre os investigados da Operação Oxigênio, deflagrada em 2020 para apurar fraudes na compra emergencial de respiradores pelo Governo de Santa Catarina. Na época, a investigação do Ministério Público Federal apontava indícios de corrupção, fraude na dispensa de licitação e possível desvio de R$ 33 milhões destinados à aquisição de ventiladores pulmonares da empresa Veigamed. Segundo os investigadores, Davi Perini integrava o grupo de pessoas suspeitas de participação nas negociações do contrato investigado. Embora a prisão preventiva dos investigados tenha sido posteriormente substituída por medidas cautelares, o caso chegou ao Supremo Tribunal Federal por meio de um habeas corpus. Em novembro de 2020, a Segunda Turma do STF, sob relatoria do ministro Gilmar Mendes, manteve as restrições impostas aos investigados. Na decisão, o ministro destacou que havia elementos concretos que justificavam a manutenção das medidas cautelares, citando a gravidade dos fatos investigados, o suposto desvio milionário de recursos públicos e a necessidade de preservar a apuração. O voto menciona expressamente Davi Perini Vermelho ao lado de outros investigados e registra que mensagens de WhatsApp teriam sido apagadas, em aparente tentativa de dificultar as investigações, circunstância considerada relevante para impedir contatos entre os investigados e evitar eventual reiteração criminosa. Entre as medidas impostas estavam a entrega do passaporte, proibição de manter contato com os demais investigados, comparecimento periódico à Justiça, recolhimento domiciliar noturno, uso de tornozeleira eletrônica, além da proibição de contratar com a administração pública e de atuar em atividades relacionadas à aquisição de equipamentos médicos destinados ao enfrentamento da pandemia. Ao negar o recurso da defesa de um dos investigados, Gilmar Mendes afirmou que as restrições eram proporcionais e adequadas diante dos indícios reunidos pela investigação, ressaltando que elas poderiam ser revistas futuramente caso surgissem novos elementos no processo. Agora, quase seis anos depois, Davi Perini volta a ser alvo de uma investigação de grande repercussão. Segundo a denúncia do Grupo de Atuação Especializada de Defesa da Integridade e Repressão à Sonegação Fiscal (GAESF/MPRJ), ele comandava o núcleo de servidores responsável por autorizar contratações, firmar contratos e controlar pagamentos dentro do Instituto Rio Metrópole. De acordo com o Ministério Público, entre 2022 e 2026 foi estruturado um esquema que teria movimentado R$ 86,28 milhões, por meio de contratos com empresas privadas. Parte dos recursos, segundo a acusação, era transferida para uma entidade sem estrutura operacional compatível, de onde o dinheiro era sacado em espécie e posteriormente transportado sob escolta armada para dificultar o rastreamento dos valores. A nova denúncia, portanto, recoloca Davi Perini no centro de uma investigação sobre supostos desvios de recursos públicos, poucos anos após seu nome já ter aparecido na Operação Oxigênio, quando o Supremo Tribunal Federal considerou legítima a imposição de medidas cautelares diante dos indícios apresentados pelos investigadores. O Grupo de Atuação Especializada de Defesa da Integridade e Repressão à Sonegação Fiscal do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (GAESF/MPRJ) denunciou 11 pessoas pelos crimes de organização criminosa, corrupção passiva, fraude em licitação e contratações e lavagem de dinheiro em um esquema de desvio de recursos públicos do Instituto Rio Metrópole (IRM). São cumpridos seis mandados de prisão e nove de busca e apreensão, nesta quinta-feira (09/07), em endereços na capital, em São Gonçalo e em Teresópolis, com o apoio da Coordenadoria de Segurança e Inteligência (CSI/MPRJ), do Comitê de Inteligência Financeira e Recuperação de Ativos (Cifra) do Ministério da Justiça e da Corregedoria da Polícia Civil. De acordo com a denúncia apresentada à 1ª Vara Especializada em Organização Criminosa da Capital, os acusados utilizaram contratos firmados pelo IRM entre julho de 2022 e maio de 2026 para desviar recursos, em um esquema que movimentou R$ 86,28 milhões. Segundo o Ministério Público, valores pagos a duas empresas contratadas eram posteriormente transferidos para a Brazilian Institute of Organics (Instituto BIO), uma entidade sem estrutura operacional compatível, de onde o dinheiro era sacado em espécie. O MPRJ requereu e obteve a prisão preventiva de seis agentes públicos identificados como integrantes do esquema. Segundo a denúncia, Davi Perini Vermelho, o “Didê”, ex-presidente da Câmara de São João de Meriti e atual presidente do Instituto Rio Metrópole (IRM), liderava o núcleo de servidores investigado, autorizando contratações, firmando contratos e controlando pagamentos. Ele foi preso durante a ação. Também foram cumpridos mandados de prisão contra Franquis Dias Nepomuceno, diretor de Desenvolvimento Metropolitano Integrado do IRM e delegado da Polícia Civil, que atuava como ordenador de despesas e exercia o controle de fato do grupo RioForte, responsável pela escolta armada do dinheiro; Marcelo Lopes da Silva, procurador do Estado então à frente da Procuradoria-Geral do IRM, acusado de emitir os pareceres que deram cobertura jurídica às contratações e ao reajuste irregular do contrato; Caroline Soares Barros, que acumulava as funções de fiscal de contratos do IRM e presidente do Instituto BIO — a entidade de fachada por onde os recursos passavam antes de serem sacados em espécie; e Amanda Íthala Santos da Paschoa, que a sucedeu na fiscalização e atestou a execução dos contratos, respaldando os pagamentos. O GAESF/MPRJ também obteve mandado de prisão contra Maurício Silva Knoploch dos Santos, diretor de Planejamento e Projetos do IRM e integrante da Comissão Técnica de Licitação, apontado como articulador do direcionamento das licitações em favor das contratadas. Ele encontra-se foragido.Em relação aos demais denunciados, a Justiça aplicou medidas cautelares diversas da prisão, entre elas, o monitoramento eletrônico, o comparecimento periódico em juízo e a proibição de se ausentarem do País. São eles: Leilson de Souza Nepomuceno, Gerson Luís de Araújo Rodrigues, Hélio Augusto Machado Pessôa, Roberto Accioly Peotta e Roberto Peotta.

Saiba quem é o bandido que pode ter herdado o comando do Muquiço (TCP) após a prisão de Coronel. Traficantes da favela atacaram policiais e um agente acabou morto

A morte do policial civil Carlos Alberto Freire Neto, durante um ataque de traficantes da Favela do Muquiço, em Deodoro, colocou novamente no centro das atenções um dos criminosos mais perigosos do estado. Com a prisão recente do chefe do tráfico da comunidade, conhecido como Coronel, investigadores apontam que um dos bandidos que pode ter assumido o comando da favela é o traficante Grisalho, contra quem existem 14 mandados de prisão. O ataque que vitimou o agente da Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense (DHBF) também deixou uma policial civil e um morador baleados, provocando uma megaoperação da Polícia Civil na comunidade. Natural de São Gonçalo, Grisalho foi aliado de Thomas Jhayson Vieira Gomes, o 3N, um dos antigos chefes do tráfico do Complexo do Salgueiro. Os dois romperam com o Comando Vermelho (CV) e migraram para o Terceiro Comando Puro (TCP), fortalecendo a facção em diversas regiões do estado. Segundo investigações, Grisalho chegou a comandar o tráfico em mais de dez comunidades de São Gonçalo. Além da atuação no tráfico, Grisalho e Coronel são apontados em investigações como responsáveis por impor um regime de terror na região do Muquiço. Trabalhadores da Light eram impedidos de realizar cortes de energia elétrica e chegaram a ser ameaçados de morte. Em um dos episódios, dois funcionários tiveram equipamentos roubados na Rua Melita, atrás da Igreja Nossa Senhora de Guadalupe, e receberam o aviso de que seriam mortos caso retornassem ao local. As investigações também apontam que Grisalho e Coronel mantinham ligação com supostos milicianos. A partir dessa aliança, comerciantes passaram a ser obrigados a pagar taxas ilegais sob ameaça de morte. Um comerciante que se recusou a pagar acabou assassinado. Grisalho e Coronel também fizeram parte da Tropa do Pai, que comandava o Complexo da Alma, em São Gonçalo. A quadrilha foi identificada em diversos procedimentos investigatórios, vários deles instaurados na DHNSG para apurar a prática reiterada de crimes de homicídio na região. Foi possível verificar que os denunciados, valendo-se do denominado “tribunal do tráfico” por eles instituído, julgavam e executavam todos aqueles que são considerados inimigos ou informantes (“X-9”) da facção criminosa rival Comando Vermelho, Mesmo sendo um dos criminosos mais procurados do Rio de Janeiro, Grisalho chegou a desafiar publicamente as autoridades. Após ter sua foto divulgada em um cartaz do Disque Denúncia oferecendo recompensa de R$ 1 mil por informações sobre seu paradeiro, publicou uma selfie nas redes sociais com a frase: “Quem me pegar tem um doce!!!” Após o assassinato do policial Carlos Alberto Freire Neto, de 35 anos, a Secretaria de Estado de Polícia Civil desencadeou uma operação emergencial na Favela do Muquiço, mobilizando equipes dos Departamentos-Gerais de Polícia Especializada (DGPE), da Capital (DGPC), da Baixada (DGPB) e da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core). Carlos Alberto ingressou na Polícia Civil em dezembro de 2023 e, desde maio deste ano, atuava na Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense. Ele deixa esposa e dois filhos. Em nota, a Polícia Civil afirmou que ataques contra agentes de segurança representam um ataque direto ao Estado e garantiu que seguirá intensificando o combate às facções criminosas. A instituição se solidariza com familiares, amigos e colegas de trabalho, prestando suas mais sinceras condolências.Até

CV comemora prisão de Canella com fogos e deboche nas redes. VIDEO

Traficantes do Comando Vermelho da comunidade do Castelar, em Belford Roxo, comemoraram com a prisão do ex-prefeito Márcio Canella Relatos dão conta de quase 10 minutos de fogos na noite da terça-feira. Os bandidos também postaram fotos debochando do político, que é pré-candidato ao Senado. “Cracudo fedorento. Se fudeu”. A prisão aconteceu durante a Operação Unha e Carne, que cumpriu 19 mandados de busca e apreensão no Rio de Janeiro. Segundo a investigação, o grupo é suspeito de lavar dinheiro por meio de uma rede de postos de combustíveis. Entre os alvos estava Canella, que acabou preso por portar um fuzil A repercussão nas redes mostra o impacto da operação na Baixada Fluminense. Durante o seu governo, Canella disse que reprimiu o tráfico, principalmente com a retirada de barricadas. Toda vez que um bandido era preso, o então prefeito dizia que iria ”sentar no colo do capeta’

Alvo da Operação Unha e Carne, delegado Marcus Amin já havia sido afastado pela Justiça por operação considerada ilegal

Um dos alvos da sexta fase da Operação Unha e Carne, deflagrada nesta terça-feira (7) pela Polícia Federal, o delegado Marcus Vinícius Amin volta ao centro de uma investigação policial anos depois de ter sido alvo de uma decisão judicial que determinou seu afastamento cautelar da Polícia Civil por supostas irregularidades durante uma operação da Delegacia de Homicídios de Niterói e São Gonçalo. O processo, no entanto, foi arquivado. Amim já foi chefe da Polícia Civil também. Marcus Amin já havia enfrentado problemas com a Justiça em um processo decorrente de uma operação realizada em fevereiro de 2017. Em decisão que acolheu pedido do Ministério Público, o juiz destacou que havia indícios, corroborados pela investigação ministerial e pela Corregedoria da Polícia Civil, de que policiais da Delegacia de Homicídios ingressaram em uma residência sem mandado judicial e sem autorização dos moradores. Segundo a decisão, imagens do circuito interno de segurança e laudos periciais indicariam que os agentes acessaram o imóvel pelos fundos, pulando o portão da residência. O próprio Marcus Amin, em depoimento prestado à Corregedoria, confirmou que a equipe realizava diligências para localizar uma arma de fogo supostamente utilizada em um homicídio, admitindo que não havia mandado de busca e apreensão para a operação. O magistrado também apontou indícios de outras irregularidades, como a condução de um suspeito sem ordem judicial e o suposto emprego excessivo de força durante a ação, fatos que, segundo a decisão, eram corroborados pelas imagens anexadas ao processo. Diante desse conjunto de elementos, o juiz determinou o afastamento cautelar dos policiais envolvidos, incluindo Marcus Amin, proibindo-os de exercer funções policiais, ingressar em delegacias como agentes públicos e portar armamento funcional enquanto perdurassem as medidas cautelares. O pedido de prisão preventiva, entretanto, foi negado por ausência de elementos que demonstrassem risco concreto à investigação ou tentativa de intimidação de testemunhas. Na ação desta terça, a Polícia Federal cumpriu 19 mandados de busca e apreensão em Niterói, São Gonçalo, Itaboraí, Resende e na capital fluminense, além de medidas de sequestro de bens, bloqueio de valores e suspensão das atividades de empresas ligadas ao grupo investigado. Segundo a PF, a organização criminosa teria utilizado uma rede de postos de combustíveis para lavar dinheiro e movimentado mais de R$ 7,6 bilhões nos últimos seis anos, conforme relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (COAF). Durante o cumprimento dos mandados, agentes apreenderam veículos de luxo em imóveis localizados nos bairros de Camboinhas e Piratininga, em Niterói, além de dinheiro em espécie e outros bens que serão periciados. Ainda durante a operação, um dos investigados apontado pela Polícia Federal como braço político da organização foi preso em flagrante após os policiais encontrarem um fuzil calibre .556 no interior de seu veículo. Trata-se do ex-prefeito de Belford Roxo, Márcio Canella, que foi autuado pelo crime de posse ou porte de arma de fogo de uso restrito. Agora, o delegado volta a figurar entre os investigados na Operação Unha e Carne, que apura uma suposta estrutura criminosa responsável por lavar recursos por meio de empresas do setor de combustíveis, com participação de agentes públicos e operadores financeiros.

Homem envolvido em morte da menina Eduarda que foi morto um dia após o crime teria participado de assassinato de PM junto a suspeito de planejar homicídio da garota que foi preso hoje

Jefferson Bruno da Silva Oliveira, o Teleco, homem que, segundo a Polícia Civil do Rio, teria participado do assassinato da menina Eduarda Cruz dos Santos, de sete anos, em Nova Iguaçu, e que foi morto um dia após o crime, participou junto com Marcos Vinicius Moura da Silva, o Marquinho, do homicídio de um PM no ano passado, de acordo com informações da Justiça. Marquinho foi preso hoje suspeito de planejar o assassinato da menina. Segundo as investigações, o homem agiu como autor intelectual do crime e forneceu informações logísticas para a concretização do homicídio. Ele foi responsável por dar detalhes sobre a residência da vítima, além de ter reunido outros criminosos do Comando Vermelho para participarem do crime hediondo. Conforme os trabalhos de investigação, o fato teria acontecido após o criminoso dizer que o pai da vítima seria miliciano. Desta forma, os trabalhos de inteligência da unidade apontaram que a invasão à residência da família da criança foi orquestrada por traficantes da facção criminosa para executar o pai dela e subtrair bens. Durante o ataque armado, a menor foi alvejada por disparos de arma de fogo, vindo a óbito. No dia seguinte a morte da menina, o criminoso compareceu à residência da família dela sob o pretexto de prestar condolências. A Polícia Ciivl informou que no dia 20 de fevereiro de 2025, Marquinho assassinou um policial militar, na saída de uma casa noturna na Rodovia Presidente Dutra, em Nova Iguaçu. Após o crime, ele se escondeu no Complexo do Alemão, onde atuou ativamente para a concretização do assassinato da menina Eduarda. Conforme apurado, o homem não frequentava a região desde a morte do policial militar e o objetivo da visita seria verificar o nível de conhecimento das vítimas acerca de sua participação no crime. Sobre Teleco, ele foi encontrado morto, no mesmo bairro, um dia após o ataque à casa de Eduarda, o que demonstra uma tentativa de “queima de arquivo” e a ligação dos fatos. Ainda sobre o assassinato do PM, Marquinho teria dito no dia: “Pô cara, teve uma briga na Malibu, não tinha jeito, era o cara ou o Teleco. O cara colocou a arma na cabeça do Jefferson”.

Em meio a ação de traficantes que sequestraram coletivos para impedir operação na Cidade de Deus (CV), ex-chefe de Polícia Civil divulga áudio mostrando chefão dar ordens para parar tudo. “Quando eu mandar atravessar ônibus na pista é para tirar a chave e furar os pneus”. OUÇA

O ex-chefe da Polícia Civil do Rio, delegado Felipe Curi, divulgou um áudio em suas redes sociais mostrando que o traficante Sardinha, um dos chefes da Cidade de Deus, ordenando o caos na região. “Cara, vai tomar no c… Quando eu mandar atravessar ônibus na pista é para tirar a chave e furar os pneus mano. Porra, vamos dar trabalho aos caras. Já vai com uma faca e enfia no pneu”. ACESSE O LINK E OUÇA: https://www.instagram.com/p/DaVeXUORuFc/ A manhã de hoje foi de terror na região. Como retaliação a uma operação policial na comunidade para impedir o avanço do Comando Vermelho em Rio das Pedras, os traficantes sequestraram três ônibus para bloquear as vias e impedir a passagem das viaturas. Houve registros de lixeiras e barricadas incendiadas para dificultar o acesso das equipes. . Por conta da instabilidade, 10 linhas de ônibus tiveram os itinerários alterados, deixando de circular pela Edgar Werneck e pela Estrada Miguel Salazar Mendes de Moraes. alização e recaptura do criminoso, ligado a facção criminosa Comando Vermelho (CV) e considerado de Altíssima Periculosidade pelo sistema carcerário, Luciano da Silva Teixeira, vulgo ?Sardinha da CDD?, de 42 anos. Um dos principais líderes do tráfico de drogas em localidades da Comunidade da Cidade de Deus, em Jacarepaguá, na Zona Oeste do Rio, Sardinha seria o homem de confiança do criminoso Ederson José Gonçalves Leite, o Sam da Cidade de Deus, principal traficante e chefe do tráfico de drogas da CDD. Ele possui passagens sistema penitenciário, sendo preso pela última por Policiais da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) da Chatuba, no Complexo da Penha, Zona Norte do Rio, em uma casa na localidade conhecida como Caracol. Sardinha que responde a processos pelos crimes de homicídio qualificado, associação para o tráfico de drogas, porte ilegal de arma de fogo, receptação e resistência, onde cumpre uma pena de 24 anos e 2 meses e 13 dias, atualmente em regime semiaberto, recebeu o benefício na modalidade de Visita Periódica ao Lar (VPL), referente as comemorações dos Dias dos Pais, saindo do Instituto Penal Benjamim de Moares Filho e não retornou. Diante dos fatos, e precisando cumprir ainda 11 anos de pena, contra o criminoso ?Sardinha? foi expedido um Mandado de Prisão, pela Vara de Execuções Penais (VEP), Espécie de prisão: Recaptura , Motivo: Fuga, pelo crime de Homicídio, referente a processo de 2003.

PM alvo de operação por propina ao Comando Vermelho é acusado de executar jovem após vídeo que provocava milicianos em Nova Iguaçu

Um dos alvos da operação do MPRJ hoje contra PMs suspeitos de receber propinas de traficantes do Comando Vermelho na Baixada Fluminense, o policial Alan Silva do Nascimento é suspeito de matar Miguel Lopes Nascimento e atingir um homem chamado Higor em fevereiro de 2023 no bairro Cobrex, em Nova Iguaçu. O crime foi praticado por motivo torpe, em razão de disputa territorial entre grupos milicianos, com o objetivo de manter o controle da área onde os fatos ocorreram. O crime foi praticado com emprego de recurso que impossibilitou a defesa da vítima, visto que o denunciado e seu comparsa atacaram as vítimas de surpresa, efetuando disparos de dentro de um veículo em movimento, impedindo qualquer reação defensiva eficaz por parte das vítimas. Testemunhas disseram que Miguel colocou uma foto com arma; que depois, com 17 anos, a vítima colocou um vídeo dizendo “quer matar, mata agora, porque quando eu completar 18 anos já era; que a vítima estava provocando o pessoal do Cobrex. Miguel estava colaborando com a boca de fumo do Cobrex e o local tinha domínio de milícia. Os paramilitares mtiveram conhecimento do vídeo e queriam matar a vítima.Um conhecido alertou Miguel que os caras estavam de olho nele. O bairro na época tinha a atuação de justiceiros, entre eles Soró e Linguiça Após gravar um vídeo com ameaças, Miguel foi aconselhado a fazer um outro pedindo desculpas mas não deu tempo. O sobrevivente do fato chegou a acusar o PM como um dos participantes do crime chegando a dizer que Alan queria matar Miguel porque ele fazia muita besteira. Quando foi ouvido pela Justiça sobre o caso, Alan ficou em silêncio A operação de hoje O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (GAECO/MPRJ), com o apoio da Coordenadoria de Segurança e Inteligência (CSI/MPRJ) e da Corregedoria-Geral da Polícia Militar, cumpre, nesta sexta-feira (03/07), sete mandados de busca e apreensão contra dois policiais militares investigados por associação criminosa armada e corrupção passiva majorada. O GAECO/MPRJ encontrou fortes indícios de que os dois agentes integram um esquema de recebimento de valores de narcotraficantes da facção Comando Vermelho para não combaterem o tráfico de drogas em comunidades de Japeri, na Baixada Fluminense. A investigação teve início a partir da apuração de crimes cometidos pelo policial militar, Alan Silva do Nascimento, que já resultou em denúncia por homicídio e em uma condenação por tráfico de drogas e posse ilegal de um fuzil e de munições de calibre restrito. O GAECO/MPRJ identificou a prática de diversos crimes de corrupção por Alan Nascimento e, de acordo com as investigações, por sua guarnição, autodenominada “Irmãos Metralha”, à época integrada pelos dois policiais alvos das buscas desta sexta-feira. Os agentes estavam lotados no 24º Batalhão de Polícia Militar, responsável pelo policiamento das cidades de Queimados, Japeri, Paracambi, Seropédica e Itaguaí. Os mandados, expedidos pelo Juízo da Auditoria da Justiça Militar a pedido do GAECO/MPRJ, estão sendo cumpridos em endereços nas cidades de Queimados e Nova Iguaçu, bem como no 20º Batalhão de Polícia Militar (Mesquita), atual unidade de lotação dos alvos.

Preso por suspeita de integrar milícia, policial civil também é investigado por tráfico de drogas sintéticas após flagrante com MDMA

Um policial civil preso no ano passado sob suspeita de integrar uma milícia que atuava em Belford Roxo também passou a ser investigado por envolvimento com o tráfico de drogas sintéticas, conforme revela um documento da Justiça obtido com exclusividade pela reportagem. A prisão do agente foi decretada no âmbito da investigação que apura a atuação da organização paramilitar na Baixada Fluminense. No entanto, durante o cumprimento do mandado, a operação revelou um cenário ainda mais grave. Na residência do policial, localizada no Condomínio Reserva do Parque, em Jacarepaguá, os agentes encontraram grande quantidade de drogas sintéticas escondidas dentro de um travesseiro no quarto do casal. Outra parte do entorpecente foi localizada no interior da viatura oficial da Polícia Civil que estava sob a posse do investigado. O policial foi preso em flagrante no dia 9 de dezembro de 2025. O laudo pericial confirmou que o material apreendido era composto por MDA e MDMA, totalizando mais de 180 gramas entre comprimidos e pó. Segundo o documento judicial, os elementos reunidos apontam para a prática de tráfico de drogas de forma individual, investigação distinta da apuração sobre a suposta participação do agente na milícia. Além dos entorpecentes, a operação apreendeu um verdadeiro arsenal em poder do policial: um fuzil, uma pistola Glock — ambos pertencentes ao patrimônio da corporação —, um simulacro de pistola, carregadores, munições, colete balístico, distintivo funcional de comissário, carteira funcional da SEPOL, um canivete, um coldre de Glock e a viatura oficial Toyota Corolla, prefixo 67-2098, utilizada pelo investigado.

Preso em operação da PF, pastor Márcio Poncio já era investigado por suspeita de ligação com a máfia dos cigarros

O pastor Márcio Poncio, preso em operação deflagrada nesta quinta-feira pela Polícia Federal, já era investigado pelas autoridades há vários anos por suspeitas de envolvimento em um esquema de sonegação fiscal, lavagem de dinheiro e ocultação patrimonial relacionado ao comércio de cigarros. A investigação teve origem em uma denúncia anônima apresentada à Ouvidoria do Ministério Público de São Paulo em 2021. O relato afirmava que Poncio, apontado como responsável de fato por empresas do setor tabagista, teria estruturado um esquema para esconder sua participação nos negócios e dificultar a atuação dos órgãos de fiscalização. Segundo os autos, a principal empresa mencionada era a Win Distribuidora de Cigarros, que, conforme a denúncia, teria transferido sua sede do Rio de Janeiro para São Paulo e promovido alterações societárias para retirar oficialmente Márcio Poncio do quadro de sócios. Apesar disso, o documento sustentava que ele continuaria exercendo o comando da empresa, figurando apenas como procurador. A denúncia também citava outras empresas ligadas ao grupo, entre elas a New Ficet Indústria e Comércio de Cigarros, a Quality in Tabacos Indústria e Comércio de Cigarros e a Blue Comercial Ltda.. Conforme o relato encaminhado ao Ministério Público, alterações societárias e mudanças de endereço teriam sido utilizadas para ocultar o verdadeiro controle das companhias e dar continuidade às atividades sem despertar a atenção das autoridades. O documento ainda descrevia um suposto esquema de movimentação de grandes quantias em dinheiro em espécie provenientes da comercialização de cigarros, principalmente na região da Rua 25 de Março, em São Paulo. Os valores, segundo a denúncia, seriam recolhidos por pessoas ligadas ao grupo e posteriormente entregues a Márcio Poncio. As suspeitas também envolviam o uso de empresas e de terceiros para ocultação patrimonial, além da aquisição de imóveis e bens de luxo supostamente incompatíveis com a renda declarada dos envolvidos. Durante a apuração, o Ministério Público Estadual arquivou a parte relacionada aos crimes tributários por entender que não havia elementos suficientes para demonstrar a existência de sonegação fiscal ou de lançamento definitivo de tributos. O caso foi então remetido ao Ministério Público Federal para análise de possíveis crimes de lavagem de dinheiro e contra o sistema financeiro. Ao longo da investigação, a Polícia Federal e o MPF solicitaram informações à Receita Federal e à Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional. Também foram verificadas centenas de inscrições em dívida ativa envolvendo empresas citadas na denúncia. Apesar disso, a Receita Federal informou não ter localizado lançamentos tributários definitivos ou ações fiscais capazes de caracterizar os crimes apontados. Diante da ausência de um crime antecedente que sustentasse a investigação por lavagem de dinheiro e da falta de provas suficientes, o Ministério Público Federal concluiu que não havia suporte probatório mínimo para o prosseguimento das investigações. Em abril de 2025, o MPF requereu o arquivamento do inquérito, destacando que, após o esgotamento das diligências realizadas, não foram encontrados elementos capazes de comprovar os delitos investigados. O arquivamento ocorreu sem prejuízo de eventual reabertura do caso caso surgissem novas provas, conforme prevê o artigo 18 do Código de Processo Penal. A existência desse inquérito demonstra, no entanto, que Márcio Poncio já vinha sendo monitorado pelas autoridades antes de voltar ao centro das investigações na operação realizada nesta quarta-feira. A ação de hoje Poncio é um dos alvos da quinta fase da Operação Unha e Carne com o objetivo de aprofundar apuração de indícios de lavagem de dinheiro praticada pelo “capo” da nova cúpula do jogo do bicho, vulgo Adilsinho, e possível ramificação do esquema junto a integrantes dos Poderes Executivo e Legislativo do Estado do Rio de Janeiro. Na ação de hoje, policiais federais cumprem cumprem três mandados de prisão preventiva e 14 mandados de busca e apreensão expedidos pelo STF em endereços vinculados aos investigados, nas cidades do Rio de Janeiro e São João de Meriti, na Baixada Fluminense. Além disso, o STF determinou o sequestro de bens e valores até o montante de cerca de R$ 22 milhões.  Esta nova fase teve início após a apreensão de listas em poder do conhecido contraventor indicarem a existência de registros relacionados a supostos pagamentos indevidos, doações eleitorais e contabilidade vinculada à lavagem de capitais. As listas chamaram a atenção dos investigadores por apontarem possíveis repasses diretos de valores a agentes políticos do Estado do Rio de Janeiro. As investigações prosseguem com a análise do material apreendido, a identificação do fluxo financeiro investigado e a apuração da participação de eventuais beneficiários, intermediários e operadores do esquema. A ação se insere no contexto da decisão do STF no âmbito do julgamento da ADPF 635/RJ (ADPF das Favelas) que, dentre outras providências, determinou que a Polícia Federal conduzisse investigações sobre a atuação dos principais grupos criminosos violentos em atividade no estado e suas conexões com agentes públicos.

Sob comando de Abelha, CV criou rede de células ainda na década passada para dominar Cabo Frio, aponta investigação

Pelo menos desde 2018, o traficante Wilton Carlos Rabello Quintanilha, o “Abelha”, apontado como uma das principais lideranças do Comando Vermelho, coordena a expansão e o funcionamento da facção em Cabo Frio, na Região dos Lagos, por meio de uma estrutura criminosa dividida em células e inspirada no sistema de franquias empresariais. Essa organização foi alvo de uma grande operação deflagrada nesta quarta-feira pela Polícia Civil do Rio de Janeiro, que busca desarticular a estrutura operacional do grupo responsável pelo tráfico de drogas, controle territorial, ataques armados e imposição do domínio da facção na região. As investigações apontam que a principal área de influência do grupo era Unamar, distrito de Cabo Frio, onde o Comando Vermelho mantinha duas células locais subordinadas à liderança de Abelha. Havia ainda uma terceira célula instalada no Complexo da Penha, na Zona Norte do Rio, de onde partiam ordens e o comando estratégico das ações criminosas. Segundo a Polícia Civil, a organização adotava um modelo semelhante ao de franquias empresariais: cada núcleo possuía autonomia operacional para administrar seu ponto de venda de drogas, mas permanecia subordinado à liderança de Abelha, seguindo determinações, estratégias e regras impostas pelo comando central. A primeira célula era chefiada por Demizinho, responsável pelo comércio de entorpecentes na Rua Sinagoga, Rua das Pacas e na Praça de Unamar. A segunda era comandada por Neurótico, que controlava a venda de drogas nas ruas Doze e Dezesseis, também em Unamar. Apesar da divisão territorial, os dois grupos atuavam de forma integrada e se uniam para promover ataques armados contra integrantes da facção rival, o Terceiro Comando Puro (TCP). As investigações revelaram ainda que Abelha comandava toda a estrutura criminosa a partir do Rio de Janeiro, coordenando as atividades da facção nas comunidades da Região dos Lagos. Ao longo das apurações, os agentes reuniram um amplo conjunto de provas, incluindo conteúdos extraídos de celulares e contas de integrantes da organização criminosa. As imagens mostram traficantes exibindo armamento de guerra, comercializando drogas, realizando incursões armadas contra áreas dominadas por facções rivais e instalando barricadas para dificultar a circulação de moradores e a entrada das forças de segurança. Outro ponto que chamou a atenção dos investigadores foi a descoberta de um sofisticado esquema de delivery de drogas. De acordo com a Polícia Civil, os usuários faziam os pedidos por aplicativos de mensagens, realizavam o pagamento e recebiam os entorpecentes no endereço indicado, em um sistema que funcionava como um serviço de entrega. Durante a operação desta quarta-feira, os policiais cumprem mandados e buscam apreender armas de fogo, drogas, aparelhos eletrônicos e outros materiais que possam ampliar o conjunto de provas e identificar novos integrantes da organização criminosa.

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