Generic selectors
Exact matches only
Search in title
Search in content
Post Type Selectors

denúncia

Cinco mortos: Justiça decreta prisão por ‘tribunal do tráfico’ do CV em São Gonçalo com corpos incendiados em retaliação a arrastão”

A Justiça do Rio decretou, no último dia 25 de março, a prisão preventiva de cinco traficantes ligados ao Comando Vermelho — conhecidos pelos vulgos Du Pente, Cabeça, Ben Ben, Pretinha e Jimmy — apontados em investigações como responsáveis por uma sequência de execuções brutais que deixou ao menos cinco homens mortos e desaparecidos na Região Metropolitana. De acordo com os autos, os corpos das vítimas ainda não foram localizados e teriam sido incendiados numa tentativa de ocultação dos crimes. As investigações indicam que as mortes teriam sido uma retaliação direta do tráfico após as vítimas participarem de um arrastão na rodovia RJ-104, em São Gonçalo — ação que, segundo apurado, não teria sido autorizada pela facção criminosa que domina a região. O caso é investigado no inquérito nº 951-00424/2025, conduzido pela Delegacia de Homicídios de Niterói e São Gonçalo (DH-NSG), que apura o desaparecimento e as mortes de Davi Mendonça Schinke, João Pedro Ramos Freitas, Thalis da Silva Ferreira Moura e Kaio Luiz da Silva Oliveira, entre os dias 14 e 18 de outubro de 2025, nas comunidades Nova Grécia e Palmeira, áreas sob domínio do Comando Vermelho. Segundo os autos, tudo começou com uma denúncia anônima feita ao Disque-Denúncia, indicando que o corpo de Davi Mendonça estaria na localidade conhecida como “Pedra do Urubu”, na Comunidade da Palmeira, após ter sido executado por traficantes. Com o avanço das investigações, foi constatado que Davi estava desaparecido desde o dia 16 de outubro. Em depoimento, os pais afirmaram que o filho teria sido morto por integrantes do Comando Vermelho como forma de punição pelos roubos ocorridos na RJ-104, nas proximidades da Comunidade Nova Grécia. A apuração revelou ainda o desaparecimento de outros três homens — João Pedro, Thalis e Kaio — que, segundo os autos, também teriam participado do arrastão ocorrido no dia 13 de outubro, sem autorização da liderança do tráfico local. Como resposta, as vítimas teriam sido sequestradas por criminosos da facção. Parte delas teria sido levada para um ponto conhecido como “Campanário”, no alto da Comunidade Nova Grécia. Já Davi e Kaio teriam sido levados para a Comunidade da Palmeira, em Niterói, onde, segundo as investigações, foram executados. Testemunhas afirmaram que as mortes teriam sido ordenadas pelo traficante conhecido como “Cabeça”, identificado, segundo informações do Portal de Segurança do Estado, como alguém com 46 anotações criminais. Ainda conforme os relatos, a execução teria sido realizada pelo traficante “Du Pente”, apontado como “frente” do tráfico na Comunidade da Palmeira. Ele foi reconhecido por testemunhas por meio de mosaico fotográfico. As investigações também indicam que “Ben Ben” e “Pretinha” — esta última apontada como ex-liderança da Comunidade Nova Grécia — teriam participado diretamente da ação, auxiliando na identificação das vítimas e, em um dos casos, mantendo uma delas amarrada até a chegada dos executores. Uma testemunha identificada como Dayana também reconheceu “Ben Ben” e “Pretinha” em procedimento policial. Já o traficante conhecido como “Jimmy” foi apontado como o responsável pelo tráfico na Comunidade Nova Grécia, área onde parte das vítimas desapareceu. Na decisão, a Justiça destacou que os autos revelam uma atuação “extremamente violenta, organizada e reiterada”, com execução de múltiplas vítimas em um contexto de domínio territorial armado, além da tentativa de ocultação de cadáveres por meio de incêndio. Segundo o entendimento judicial, a liberdade dos acusados representaria risco à ordem pública, diante da gravidade dos fatos, da repercussão social e da periculosidade dos investigados. A decisão também aponta que a soltura poderia intimidar testemunhas e comprometer o andamento do processo. O clima de medo, inclusive, já aparece no próprio processo. De acordo com os autos, uma das testemunhas afirmou estar com receio de prestar informações mais detalhadas por viver em área dominada pelo mesmo grupo criminoso, chegando a omitir parte do que sabia por medo de represálias. O caso expõe, segundo a própria investigação, um cenário de violência extrema, com execuções, desaparecimentos e possíveis queimas de corpos, em meio ao controle rígido imposto pelo tráfico sobre territórios da Região Metropolitana do Rio.

Tiro fatal na Barra: Justiça aponta que rapaz morto por causa de discussão de camarote já estava contido no momento do disparo e contesta tese de legítima defesa de PM suspeito

Um relatório da Justiça indica que o homem morto na madrugada da última segunda-feira (13) dentro de um restaurante na Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio, já estaria contido por frequentadores do local no momento do disparo que o atingiu. A conclusão, segundo os autos, enfraquece a tese de legítima defesa apresentada pelo policial militar apontado como autor do disparo, o PM Milton Lopes dos Santos. De acordo com o processo, a vítima, identificada como Ryan Victor Araújo dos Santos, foi atingida por um disparo de arma de fogo dentro do estabelecimento. Ele chegou a ser socorrido ainda com vida por policiais militares e levado ao Hospital Municipal Lourenço Jorge, mas não resistiu aos ferimentos e morreu. As investigações iniciais apontam que o caso teve início dentro do restaurante em meio a um desentendimento por disputa de espaço em área reservada (camarote), envolvendo a vítima e outros frequentadores do local. Segundo os autos, o policial militar estava presente no ambiente e teria efetuado o disparo que atingiu Ryan durante o desenrolar da confusão. O relatório judicial descreve que, no interior do restaurante, a vítima passou a apresentar comportamento alterado, possivelmente em razão da ingestão de álcool, envolvendo-se em discussões justamente pela disputa do camarote. A situação, conforme a documentação do processo, evoluiu para agressões físicas. Ainda segundo relatos reunidos nos autos, Ryan teria sido retirado do local por seguranças, mas retornado em seguida de forma agressiva, portando uma garrafa de vidro, com a qual passou a ameaçar e investir contra outras pessoas, ampliando o tumulto no estabelecimento. Para a Justiça, no entanto, esse contexto não afasta a responsabilização do suspeito. O entendimento é de que o disparo não ocorreu em situação de surpresa ou emboscada, mas sim no curso de um conflito já em andamento, relacionado à discussão por espaço no camarote, no qual diversas pessoas tentavam conter a vítima. O juiz responsável pelo caso destacou que, no momento do disparo, a situação já estaria, ao menos em tese, sob controle parcial, com a vítima sendo contida por várias pessoas. Esse ponto, segundo a decisão, enfraquece a tese de legítima defesa apresentada pela defesa. “Isso enfraquece, pelo menos abstratamente, a tese de legítima defesa (ou de estado de necessidade, se se pensar numa brutalidade fática engendrada sem consciência pela vítima, naquele momento, segundo se diz, embriagada)”, registram os autos. Após o ocorrido, o policial militar deixou o local sem prestar socorro à vítima e só se apresentou posteriormente, acompanhado de advogado. Ele teve a prisão temporária decretada no curso das investigações.

DEZ PMs SÃO ACUSADOS DE INVADIR 13 CASAS NA MARÉ; MP RELATA MORADOR NA CAMA, BANHEIRO USADO E SOFÁ OCUPADO”

Dez policiais militares foram denunciados pelo Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) sob acusação de violação de domicílio durante uma operação no Complexo da Maré, na Zona Norte do Rio. Segundo a denúncia, a ação teria resultado na invasão de ao menos 13 residências em um único dia. De acordo com os autos, os agentes estavam escalados para atuar pelo BOPE em uma operação conjunta da COE realizada nas comunidades da Nova Holanda e Parque União, no dia 10 de janeiro de 2025. Ainda segundo a acusação, durante a ação, policiais teriam entrado em imóveis sem autorização e, em muitos casos, sem a presença dos moradores. A denúncia descreve um cenário de sucessivas entradas forçadas em residências da região. Em uma das situações, os agentes teriam arrombado a porta de entrada. Em outra, teriam acessado o imóvel após a porta ter sido deixada encostada por outros policiais já presentes na área. Há ainda registros de que, em alguns casos, os PMs teriam utilizado uma chave do tipo “mixa” para abrir portas. O Ministério Público relata que moradores chegaram a ser surpreendidos dentro de suas próprias casas durante a ação, com registros inclusive por câmeras corporais. Em um dos episódios citados, um residente teria sido encontrado deitado em sua cama no momento da entrada dos policiais. A denúncia também aponta situações ainda mais inusitadas durante a operação. Em uma das residências, após a invasão, um policial teria permanecido no interior do imóvel descansando no sofá da sala, mesmo sem a presença dos moradores. Em outro caso, agentes teriam utilizado o banheiro da casa durante a ação. O conjunto de relatos, segundo o Ministério Público, indica um padrão de invasões sucessivas a domicílios durante a operação. Entre os denunciados estão policiais identificados como Pita, Britis, R. Costa, D. Hernandes, R. Martins, Guerreiro Silva e Santiago, entre outros. O MPRJ pede a condenação de todos os envolvidos. A denúncia foi apresentada por promotores do Grupo de Atuação Especializada em Segurança Pública (GAESP), responsável por casos envolvendo atuação policial e possíveis abusos em operações no estado.

Complexo do Alemão seria abrigo de cerca de 20 líderes do CV de Alagoas, aponta relatório da Segurança

Um relatório citado em investigações da Justiça e produzido a partir de informações da Secretaria de Segurança Pública de Alagoas (SSP-AL) aponta que cerca de 20 supostas lideranças da facção conhecida como CVRL-AL/RJ estariam escondidas no Complexo do Alemão, na Zona Norte do Rio de Janeiro. A comunidade, segundo o documento, teria se tornado uma espécie de base estratégica de comando remoto do grupo criminoso. Entre os nomes citados, está o de “Nem Catenga” (também identificado como “Jovem”), apontado pelas autoridades como uma das principais lideranças da facção em Alagoas. De acordo com as informações reunidas no relatório, ele exerceria função de comando à distância, operando a partir do Complexo do Alemão, de onde manteria influência sobre decisões relacionadas às atividades criminosas atribuídas ao grupo no estado. Ainda segundo o mesmo conjunto de informações, outro nome mencionado é o de um homem identificado por diversos vulgos, entre eles “Zé Dirceu”, “Galeguinho”, “Wesley” ou “Alex”, que seria apontado como vice-liderança da organização. Conforme descrito no relatório, ele também estaria na mesma região do Rio de Janeiro e participaria, junto a outros integrantes, da tomada de decisões estratégicas da facção em Alagoas. O documento também cita outros indivíduos apontados como integrantes de liderança, entre eles “Quinzinho” (ou “Fuba”), “Malhado”, “Ninho da Cical”, “Mariano” (ou “Rato”), “Nove Nove” (ou “Rafinha”) e “Tinho”. Parte desses nomes, segundo as forças de segurança, também estaria concentrada no Complexo do Alemão. As investigações da SSP-AL indicam ainda a expansão da atuação do CVRL-AL/RJ em diversas áreas do estado, com presença e influência em comunidades da capital e região metropolitana. Entre os relatos reunidos pelas autoridades, há registros da circulação de armamentos de grosso calibre, incluindo um fuzil que teria sido enviado do Rio de Janeiro para Alagoas sob ordem de lideranças da facção. Segundo essa linha investigativa, o armamento teria chegado inicialmente ao bairro do Clima Bom, na parte alta de Maceió, área apontada como sob influência do grupo. Posteriormente, teria sido redistribuído para a região da Levada, na parte baixa da capital, também citada como área de atuação da organização. O armamento seria associado a disputas territoriais entre grupos rivais em diferentes pontos da cidade. Atualmente, conforme o relatório, o CVRL-AL/RJ é apontado como uma das facções com maior presença em regiões específicas de Alagoas, com influência em áreas da parte baixa de Maceió, incluindo Levada, Brejal, Vergel, conjuntos Virgem dos Pobres e Mutirão, além de pontos no bairro do Clima Bom, em Rio Largo e em áreas do Litoral Norte do estado. O documento também descreve o chamado “berço” da atuação da facção em Alagoas como sendo a região do Vergel do Lago e comunidades adjacentes, como Brejal, Virgem dos Pobres e Mutirão. Segundo relatos mencionados no material investigativo, moradores dessas localidades teriam procurado autoridades policiais para relatar, de forma anônima, situações de violência e a atuação do grupo na região.

RELATO CHOCANTE: MILICIANO TERIA ESPANCADO A IRMÃ E LIBERADO MORTE — absolvição vira alvo do MP”

Um caso cercado por denúncias gravíssimas, falas chocantes e suspeita de atuação de milícia na Zona Oeste do Rio de Janeiro terminou, ao menos por enquanto, com a absolvição do acusado — decisão que agora está sendo contestada pelo Ministério Público, que vê indícios de intimidação e possível erro na análise das provas. O caso ocorreu no ano passasdo. De acordo com os autos, uma testemunha-chave — ex-namorado da vítima — descreveu uma sequência de violência extrema após o fim do relacionamento com a mulher. Segundo ele, após uma discussão em que a ex teria quebrado objetos dentro da residência, ele deixou o local e foi para a casa de um amigo. O que veio depois, segundo o relato, foi uma cena de terror. Minutos depois, a mulher teria chegado acompanhada do irmão e de outros três homens, que o depoente apontou como milicianos e que estariam armados. Assim que chegaram, o irmão teria feito uma ameaça direta e brutal: “Desce daí da residência que a gente vai te colocar na mala e levar” A testemunha afirmou que tentou se explicar, dizendo que não tinha culpa pela situação. Foi nesse momento, segundo ele, que o acusado teria voltado a violência contra a própria irmã. O depoimento descreve agressões com socos, chutes e golpes com arma de fogo — incluindo coronhadas na cabeça. Mesmo após a sequência de violência, o caso teria ficado ainda mais grave. Segundo a testemunha, o acusado colocou a irmã dentro de um carro e saiu do local. Desesperado, com medo de que ela fosse morta, ele decidiu seguir o veículo de motocicleta. Durante o trajeto, ele afirma ter visto a vítima cair do carro. E foi nesse momento que, segundo o depoimento, ouviu uma das frases mais chocantes do caso: “Agora, você pode até matar ela que eu não vou me meter” A testemunha contou que ainda tentou intervir e pediu que o acusado retornasse à casa para que a mulher pegasse seus pertences. Mas, segundo ele, a violência continuou. Ao chegar ao local, o acusado teria sacado novamente a arma e desferido mais coronhadas na irmã, que teria desmaiado. Em seguida, ele fugiu com os demais homens. O depoente afirmou que acionou o pai da vítima, que chamou o SAMU para socorrê-la. Também disse que os supostos comparsas eram conhecidos pelos apelidos de CL, Pimenta e Corolla. Apesar da gravidade das acusações, o caso sofreu uma reviravolta dentro da Justiça. Em juízo, a própria vítima negou completamente a versão apresentada pela testemunha. Ela afirmou que não houve agressões e que tudo não passou de uma discussão sob efeito de álcool. Segundo seu depoimento, ela foi até a residência apenas para buscar seus pertences após o término e foi ela mesma quem ligou para o irmão pedindo ajuda. Disse ainda que ele chegou sozinho, sem armas, e que não houve qualquer ameaça ou violência. A mulher declarou que o irmão não tem qualquer envolvimento com milícia, que não havia outras pessoas no local e que não presenciou nenhuma agressão. Ela também afirmou que passou mal devido à mistura de álcool, energético e problemas de ansiedade, o que teria motivado o acionamento do SAMU. Disse que não desmaiou por agressão, mas por mal-estar, e que foi levada diretamente ao hospital. A vítima ainda declarou que nunca ouviu falar de coronhadas, de tentativa de colocá-la em carro à força ou de qualquer episódio violento, e que desconhece por que essas informações apareceram nos depoimentos de terceiros. Também afirmou que não entendeu a prisão do irmão, já que, segundo ela, ele não cometeu qualquer irregularidade, e disse que a região não possui atuação de milícia. Diante das versões conflitantes, a Justiça decidiu absolver o acusado. Na sentença, o entendimento foi de que não houve comprovação suficiente da existência de organização criminosa nem da participação do réu em milícia. A decisão destacou que os relatos mais graves se basearam em declarações extrajudiciais que não foram confirmadas em juízo, além das contradições apresentadas no processo. Mas o caso está longe de terminar. O Ministério Público recorreu e sustenta que a absolvição ignorou elementos importantes. Segundo o MPRJ, diligências policiais já indicavam que o acusado seria conhecido na região por suposta atuação em milícia, informação que teria sido confirmada por moradores, pelo pai da vítima e inicialmente pelo próprio denunciante. O órgão vai além e faz um alerta central: em áreas com possível influência de milícia, mudanças de versão em juízo podem ocorrer sob pressão e precisam ser analisadas com extremo cuidado. Para o Ministério Público, os depoimentos iniciais, somados a outros elementos de prova, indicam atuação conjunta com homens armados, sendo desnecessária a comprovação completa da estrutura da organização criminosa para caracterização do crime. Diante disso, o MPRJ pede a reversão da absolvição. O caso agora será reavaliado por instâncias superiores e expõe um cenário delicado: de um lado, relatos de violência brutal e frases que chocam; do outro, uma mudança total de versão em juízo — em um contexto onde, segundo o próprio Ministério Público, o medo pode falar mais alto que a verdade.

Justiça manda prender “Naval”, um dos cabeças da maior milícia do RJ, por execução em plena luz do dia

A Justiça do Rio partiu pra cima e decretou, no último dia 10, a prisão preventiva de um dos principais nomes ligados à maior milícia do estado, conhecido como “Naval”, investigado por um homicídio brutal em meio à guerra por território. Um comparsa também teve a prisão decretada. pelo mesmo fato. Segundo os autos, o crime — cujos detalhes como identidade da vítima, data exata e local não foram divulgados — teria ocorrido em plena luz do dia, no estacionamento de um supermercado, com o uso de armas de fogo de uso restrito. A execução, de acordo com a investigação, está inserida no cenário de disputa violenta entre milicianos por domínio de áreas, conflito que vem deixando um rastro de mortes. Naval é apontado pelas investigações como um dos principais “frentes” da organização criminosa, que passou por mudanças recentes no comando. O grupo era liderado por Zinho, atualmente preso, e teve como um de seus nomes fortes Pipito, morto em confronto com a polícia. Após isso, a liderança teria sido assumida por PL, também conhecido como Jorjão, evidenciando a reorganização interna da quadrilha. A decisão judicial destaca que há fortes indícios de autoria, sustentados por imagens de câmeras de monitoramento que teriam registrado a ação. O documento também aponta que o caso não seria isolado, indicando que os investigados possuem histórico criminal, incluindo condenações definitivas, o que reforça o risco de novos crimes. A Justiça ainda cita entendimento do Supremo Tribunal Federal (STF), no sentido de que a necessidade de frear a atuação de integrantes de organizações criminosas, como milícias, justifica a prisão preventiva para garantia da ordem pública. De acordo com as investigações, o grupo ligado a Naval atua principalmente em Paciência, Campo Grande, Santa Cruz, Sepetiba e Guaratiba, na Zona Oeste do Rio, além de expandir sua influência para a Baixada Fluminense, como Itaguaí. O caso segue sob investigação, e novas informações podem surgir a qualquer momento.

Vídeo chocante mostra homem com braço sangrando sendo arrastado por traficantes na Maré armados com fuzis ; há suspeita de execução”

Um vídeo que circula nas redes sociais expõe uma cena de extrema violência: um homem, com o braço ensanguentado, é arrastado por uma rua enquanto é acompanhado por indivíduos armados com fuzis. As imagens são consideradas chocantes e, por esse motivo, não serão exibidas. A gravação é autêntica, mas os detalhes sobre o caso ainda não foram confirmados oficialmente. Versão que circula envolve disputa entre facções Após a divulgação do vídeo, passou a circular nas redes sociais uma versão para o ocorrido. Segundo esses relatos, traficantes do Terceiro Comando Puro (TCP), que atuam no Complexo da Maré, teriam encontrado no celular do homem grupos ligados ao Comando Vermelho (CV). Ainda de acordo com essa narrativa, a descoberta teria motivado a abordagem violenta registrada nas imagens. As mesmas informações apontam que o homem poderia ser conhecido pelo apelido de “Abobrão”, mas não há confirmação oficial sobre sua identidade. Relatos falam em execução De acordo com o que vem sendo compartilhado, o homem teria tentado fugir para o Conjunto Esperança, mas acabou capturado. Há ainda menção à possibilidade de execução, além da existência de uma segunda vítima em circunstâncias semelhantes. Sem confirmação oficial até o momento Apesar da repercussão do vídeo, não há, até agora, confirmação oficial sobre a identidade da vítima, a dinâmica dos fatos ou a existência de corpos relacionados ao caso. Situações como essa, frequentemente baseadas em registros que circulam fora dos canais oficiais, podem levar tempo até serem esclarecidas pelas autoridades. Caso segue cercado de incertezas A gravidade das imagens chama atenção, mas a falta de informações oficiais mantém o episódio sob incerteza. A apuração será fundamental para esclarecer o que de fato ocorreu.

DADOS EM CELULAR DE ASSESSOR REVELAM SUSPEITA DE PAGAMENTOS DO CRIME A DEPUTADOS DO RJ, DIZ CPI

O relatório final da CPI do Crime Organizado do Senado Federal, tornado público nesta semana, joga luz sobre um cenário que, se confirmado, expõe uma das mais graves suspeitas de infiltração criminosa já associadas ao poder legislativo do Rio de Janeiro. De acordo com o documento, há registros que sugerem que 47 dos 70 deputados estaduais da Alerj poderiam, em tese, estar vinculados ao recebimento de pagamentos mensais de organizações criminosas. A informação teria origem na análise de celulares apreendidos pela Polícia Federal durante a Operação Unha e Carne. Os aparelhos foram recolhidos na residência de Rui Bulhões, então chefe de gabinete de Rodrigo Bacellar. O ex-presidente da Alerj acabou posteriormente preso e cassado, acusado de vazamento de informações sigilosas que teriam comprometido uma operação policial — a mesma que levou à prisão do ex-deputado conhecido como “TH Joias”, investigado por suposta ligação com o Comando Vermelho. O próprio relatório ressalta que os dados ainda dependem de apuração e confirmação pelas autoridades competentes, não podendo ser tratados como prova conclusiva. Ainda assim, o teor das informações é descrito como um indicativo relevante do possível nível de influência do crime organizado dentro da estrutura política do estado. A gravidade do quadro é reforçada por declaração do ministro do Supremo Tribunal Federal Gilmar Mendes, que, em sessão plenária, afirmou que cerca de 30 deputados estaduais estariam, em tese, associados ao recebimento de valores ligados ao jogo do bicho. INFILTRAÇÃO COMO ESTRATÉGIA DE PODER Mais do que casos isolados, a CPI aponta para um modelo estruturado de atuação. Segundo o relatório, o crime organizado não atua apenas à margem do Estado — ele busca influenciar decisões, garantir proteção institucional e manter acesso direto aos centros de poder. Essa estratégia, segundo a investigação, ocorreria por múltiplas vias: A conclusão é clara: não se trata apenas de presença criminosa, mas de uma tentativa de inserção contínua dentro da máquina pública. O PAPEL DA OMISSÃO E A ENGRENAGEM DO CRIME O relatório também traz o depoimento da jornalista investigativa Cecília Olliveira, fundadora do Instituto Fogo Cruzado, que aponta um fator central para a manutenção desse cenário: a colaboração — direta ou indireta — de agentes públicos. Segundo ela, esse tipo de relação funciona como um verdadeiro “adubo do crime”, permitindo que organizações criminosas se fortaleçam e se perpetuem. A análise não se limita a casos explícitos de corrupção. Inclui também situações de omissão, em que autoridades deixam de agir diante de irregularidades, contribuindo, ainda que indiretamente, para a continuidade dessas estruturas. PRESSÃO AUMENTA, MAS RESPOSTAS AINDA NÃO VIERAM Embora o relatório não apresente responsabilizações individuais definitivas, o conteúdo amplia a pressão sobre órgãos de investigação e controle. O documento expõe um cenário em que, ao menos em tese, o crime organizado não apenas enfrenta o Estado — mas busca operar de dentro dele. E, diante da dimensão dos indícios apresentados, a pergunta que começa a circular nos bastidores é inevitável:até onde essa influência pode ter chegado — e quem será efetivamente responsabilizado?

Tribunal do tráfico”: dívida de R$ 25 mil termina em execução e esquartejamento no Rio

Um crime marcado por requintes de crueldade e métodos típicos do chamado “tribunal do tráfico” levou a Justiça do Rio de Janeiro a decretar a prisão preventiva de três homens investigados por um homicídio em que a vítima teria sido esquartejada por causa de uma dívida. De acordo com informações divulgadas pelo Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro, o assassinato teria sido motivado por uma suposta dívida de R$ 25 mil. Os autos, no entanto, não revelam a identidade da vítima, nem detalham a data ou o local exato do crime. Segundo a decisão judicial, os investigados teriam armado uma emboscada para executar a vítima, que foi atraída sob o falso pretexto de um encontro para conversar com um homem conhecido como “Power Ranger”. Após o homicídio, uma imagem do cadáver teria sido compartilhada por um dos suspeitos. Os indícios de autoria reunidos no processo incluem reconhecimentos fotográficos feitos por quatro testemunhas, além de registros de ameaças atribuídas aos investigados. A apuração também aponta publicações em redes sociais que indicariam envolvimento direto no crime. Em uma delas, um dos suspeitos teria feito referência à execução ao afirmar que “galinha de casa não se corre atrás”. A Justiça destaca que o crime foi praticado com “extrema ousadia” e elevado grau de violência, em um contexto associado à atuação de organização criminosa ligada ao tráfico de drogas. A decisão também menciona a ocultação do corpo, que teria sido esquartejado, além de relatos de ameaças e demonstrações públicas de desrespeito às autoridades. A reportagem apurou que há semelhanças com o caso de Breno Barbosa Diniz, apontado como gerente do tráfico na Cidade de Deus e desaparecido há cerca de dois meses. O pai dele, policial militar, busca informações sobre o paradeiro do corpo. Informações já divulgadas indicam que Breno teria uma dívida de aproximadamente R$ 29 mil, relacionada à perda de drogas após uma ação do Batalhão de Operações Policiais Especiais. Apesar das coincidências, não há confirmação oficial de que o caso julgado pela Justiça tenha relação com o desaparecimento. Procurado, o TJ-RJ limitou-se a encaminhar a decisão já disponível publicamente, sem fornecer novos detalhes. O caso segue cercado de lacunas, mas expõe, mais uma vez, o nível de violência imposto por organizações criminosas em áreas do Rio.

Consórcio do tráfico (TCP)”: inquérito revela aliança com 36 criminosos entre São Carlos e Maré

Um inquérito que tramita sob sigilo na Justiça desde 2021 revelou a denúncia de 36 integrantes do tráfico de drogas ligados à facção Terceiro Comando Puro (TCP), expondo uma estrutura integrada de atuação entre os complexos do São Carlos e da Maré, no Rio de Janeiro. De acordo com os autos, os grupos mantinham um acordo estruturado de cooperação, que incluía o compartilhamento de homens armados para reforço de pontos de venda, fornecimento de entorpecentes, distribuição de material bélico e oferta de esconderijos para integrantes durante operações das forças de segurança. A investigação também identificou o uso de um mesmo responsável pela preparação química das drogas. A apuração aponta a existência de múltiplos núcleos criminosos interligados, com base no Complexo do São Carlos — que engloba, além do próprio morro, as comunidades da Mineira, Zinco, Querosene e a chamada “Boca da Laura”. Esta última é descrita como uma concentração de pontos de venda com acesso facilitado, localizada nas imediações das ruas Laura Araújo, Aníbal Benévolo e São Martinho, próximas ao Sambódromo e à estação de metrô da Praça Onze. Segundo a investigação, a engrenagem criminosa se sustenta não apenas pela atuação territorial, mas também por alianças firmadas com integrantes da mesma facção em outras regiões da cidade. Entre os denunciados estão nomes apontados como lideranças do São Carlos, como Coelho, Léo Empada, Menor Cheru e Limão, além de integrantes da Maré, como Menor P e Mangolé. O inquérito teve início após a expulsão de uma mulher de sua residência por traficantes do São Carlos, em represália ao fato de seu filho — também ligado ao tráfico — ter migrado para outra facção criminosa. Preso à época, o filho da vítima colaborou com as investigações e realizou o reconhecimento de diversos integrantes, com os quais afirmou ter convivido por anos. Em depoimento, ele não apenas identificou os envolvidos, como detalhou as funções exercidas por cada integrante dentro da organização criminosa. Os autos indicam que o tráfico na região operava de forma estruturada há mais de duas décadas, com cadeia organizada de fornecimento, distribuição e controle de pontos de venda. Durante a investigação, policiais localizaram aparelhos celulares nas celas onde estavam presos os traficantes Menor P e Coelho. Após a quebra de sigilo dos dispositivos, foi identificado um volume expressivo de conteúdo relacionado a atividades criminosas, incluindo indícios de comercialização de cocaína dentro do sistema prisional, com estrutura semelhante à de uma “boca de fumo”. Outro episódio descrito nos autos aponta que integrantes do grupo, em deslocamento em comboio, teriam atacado uma equipe da Polícia Rodoviária Federal, dando início a um intenso confronto armado. A investigação também mapeou detalhadamente a estrutura operacional do tráfico no São Carlos, identificando responsáveis por diferentes funções, como a gestão de pontos de venda — incluindo locais conhecidos como Volta, Bairro, Capela, Santos e Brinquedo —, além de seguranças armados, responsáveis pelo abastecimento de maconha e cocaína, integrantes envolvidos em roubos de carga e veículos e até mesmo o responsável pela contabilidade da organização. Também foi identificado o responsável pelo tráfico na Vila dos Pinheiros, no Complexo da Maré, apontado como executor de rivais da organização criminosa. Segundo os autos, a atuação do grupo é marcada por elevado grau de violência, com relatos de ameaças, expulsões de moradores e imposição de regras nas comunidades dominadas, onde a população convive sob constante risco de confrontos armados. Os fatos descritos no inquérito ainda serão analisados pela Justiça, sendo assegurados aos denunciados o direito ao contraditório e à ampla defesa.

CATEGORIA:

copyright © 2025 Fatos Policiais. todos os direitos reservados

Rolar para cima