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Comando Vermelho

Mulher de Marcinho VP foi alvo de ação da polícia ano passado por conta de suposto crime cometido pelo filho, o rapper Oruam. Agentes apreenderam material em sua casa

Márcia Gama dos Santos Nepomuceno, mulher de Marcinho VP, foi alvo de ação da polícia fluminense no ano passado quando agentes foram até a sua casa na Zona Sudoeste do Rio e apreenderam bens em razão de um processo da Justiça de São Paulo contra seu filho, o rapper Oruam que é atualmente foragido da Justiça. Segundo os autos, a Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE) do Rio de Janeiro registrou uma ocorrência de disparo de arma de fogo , sendo investigado Mauro Davi dos Santos Nepomuceno, conhecido como “Oruam”. No registro da ocorrência consta um “link” de acesso de um vídeo publicado na rede social “Instagram”, no qual “Oruam” aparece disparando uma arma de fogo. Em 07 de fevereiro de 2025, “Oruam” foi indiciado pela prática do crime de disparo de arma de fogo. No relatório de inquérito policial endereçado para o Juiz de Direito da Vara Criminal da Comarca de Igaratá/SP (que pertence à comarca de Santa Isabel/SP), consta que o mesmo vídeo foi publicado pelo próprio “Oruam” em sua rede social (Instagram), sendo possível constatar que se trata de uma área residencial e que havia várias pessoas no local. O relatório revela que na mesma noite do crime, “Oruam” e outras pessoas estiveram na casa do “influencer” conhecido como “Buzeira”, também em um condomínio localizado em Igaratá/SP, onde ostentaram diversos veículos de luxo e embarcações, e divulgaram jogos de azar, conhecidos como “Jogo do Tigrinho”. Diante dos indícios de materialidade e autoria delitivas, o delegado de polícia Moysés Santana Gomes requereu a expedição de mandado de busca e apreensão com o objetivo de “coletar (i) armas de fogo, documentos e materiais referentes ao crime acima elencado, HDs, laptops, smartphones, pendrives, arquivos eletrônicos de qualquer espécie, agendas manuscritas ou eletrônicas, dos investigados ou de suas empresas, quando houver suspeita que contenham material probatório relevante a serem realizadas nos imóveis situados no Joá e no Pechincha. Na residência de Márcia foram apreendidos Ipad’s; Cofre; Cartão de memória; e 8 aparelhos celulares. A mãe de Oruam recorreu da decisão que indeferiu pedido de restituição de bens apreendidos em sua residência, após cumprimento de mandado de busca e apreensão relacionado a investigação de disparo de arma de fogo por seu filho. Ela não obteve sucesso.

Traficantes do CV são suspeitos de matar motorista da Prefeitura de Búzios por causa de dívida de drogas, diz Justiça

A Justiça decretou ontem a prisão de um traficante do Comando Vermelho vulgo Zóio, suspeito de ser um dos executores de um homicídio cometido na cidade de Armação de Búzios, na Região dos Lagos. A vítima era motorista da Prefeitura. O bandido já estava preso. Segundo os autos, os mandantes do crime teriam sido os bandidos conhecidos como Novinho e DG. Zóio teria sido um dos executores junto com GB, Baiano e um adolescente vulgo Cocão. De acordo com a decisão judicial, houve rumores de que a vítima poderia ter sido confundida com um informante do traficante “Macaco”, vinculado à facção rival TCP, hipótese que não foi descartada nas apurações iniciais, embora as confissões posteriores tenham confirmado que a motivação principal foi uma dívida de drogas no valor aproximado de R$ 3.000,00 entre a vítima e o grupo liderado por “Novinho. Um PM disse que a vítima Geovan estava na construção de uma casa quando três indivíduos chegaram ao local, chamaram ele e, após breve diálogo, passaram a efetuar disparos de arma de fogo, perseguindo-o pela via pública até sua morte. A esposa da vítima, afirmou que convivia há 14 anos com Geovan, descrevendo-o como homem trabalhador, sem envolvimento com o tráfico ou uso de drogas. Declarou ainda que não possuía a senha de desbloqueio do celular apreendido da vítima, que trabalhava como motorista da Prefeitura de Armação dos Búzios e que desconhecia qualquer ameaça recente. Duas outras testemunhas disseram que Geovan estava na obra para ajudar no “virar laje”, quando três indivíduos chegaram perguntando “quem é o Du Mato”, chamando-o para fora e, em seguida, abriram fogo contra ele, sem subtraírem qualquer pertence. Ambos relataram que os autores ameaçaram os presentes, advertindo que, se alguém “abrisse o bico”, seria morto, o que explica o posterior temor das testemunhas em proceder ao reconhecimento fotográfico dos autores. No curso das investigações, Zóio foi preso em flagrante por tráfico e porte de arma, (APF ) ocasião em que confessou espontaneamente a autoria do homicídio, relatando que a decisão de matar Geonva partiu dele próprio, tendo solicitado autorização das lideranças da facção via grupo de WhatsApp, sendo prontamente autorizado por “DG e Novinho. Mencionou falsamente os nomes de “RD” e “Miguel”, indivíduos não identificados e sem relação com o fato.As diligências seguintes comprovaram que, possivelmente, Zóio utilizou tais nomes para encobrir os reais comparsas, identificados posteriormente como GB e Cocão. Relatou que vendeu as drogas que originaram a dívida, que a vítima devia cerca de R$ 3.000,00, e que, no dia do crime, foi até o local acompanhado de dois comparsas, todos armados ¿ ele com um revólver calibre .38 e os outros com pistolas 9mm. Descreveram que chamaram a vítima para conversar e, ao perceberem sua tentativa de fuga, efetuaram aproximadamente dez disparos. O adolescente, enteado de Zóio, também confessou participação, afirmando que foi coagido pelo padrasto a participar da execução sob ameaça de morte. Disse que portava um revólver calibre .38 e, após ver a vítima cair, efetuou dois disparos na região do rosto de Geovan, confirmando ainda a presença de “GB” e “Baiano” . Declarou não saber o motivo exato, mas acreditava tratar-se de “guerra de facções”. Com base nessas informações, equipes da 127ª DP e da P2 do 25º BPM também prenderam Baiano. Durante sua prisão, ele portava 28 pinos de cocaína e admitiu participação no homicídio, esclarecendo em detalhes a dinâmica completa do crime. Disse que recebeu ordem direta de “DG”, por orientação do “patrão” “Novinho”, para “pegar um homem e trazê-lo para o Sem Terra”, sob o pretexto de que este informaria paradeiro de integrantes do TCP. Informou que se encontrou inicialmente com Cocão na Praça do INEFI, de onde ambos desceram a pé pela Avenida José Bento Ribeiro Dantas até a localidade da Marina, encontrando Zóio e GB já posicionados. No local, receberam três armas de fogo ¿ dois revólveres calibre .38 (um de cano curto e outro longo) e uma pistola preta. Segundo Baiano, Zóio ficou com a pistola, Cocão com o revólver de cano curto e GB com o revólver de cano longo, enquanto ele permaneceu em ponto estratégico, na esquina, fazendo a contenção e observação do movimento policial . Narrando a sequência dos fatos, Baiano disse que os três executores seguiram até o local onde Geovan se encontrava, ouviu em seguida diversos disparos e, logo depois, viu os comparsas retornarem correndo. No trajeto de fuga, Cocão comentou que havia descarregado o revólver no rosto da vítima, enquanto Zóio e GB afirmaram também terem descarregado suas armas. Todos fugiram a pé pela mesma rota, seguindo depois para a Praia da Ponta do Pai Vitório. Posteriormente, Baiano reconheceu por fotografia o revólver de cano longo preto calibre .38 utilizado no crime, informando que tal arma estava sob posse de GB no momento da execução, sendo este armamento posteriormente apreendido em outro procedimento policial (013-04475/2024).GB, por sua vez, negou envolvimento, alegando que estava em um lava-jato durante o crime. Segundo o setor de inteligência da 127 DP, Novinho o dono do movimento (patrão) e DG seu imediato em hierarquia, gerenciando o tráfico na localidade. Ambos já são conhecidos pelos agentes das forças de segurança, tanto da polícia civil quanto da polícia militar. Cabe destacar que duas testemunhas foram novamente intimadas para reconhecimento formal dos autores, mas preferiram não fazê-lo alegando falta de condições visuais, o que se entende como reflexo do temor decorrente das ameaças proferidas durante o crime.”

Relembre investigação antiga que apontou ligação de mulher de Marcinho VP com lavagem de dinheiro do CV

Alvo de operação da Polícia Civil do Rio de Janeiro contra o Comando Vermelho, Márcia Gama dos Santos Nepomuceno, mulher de Marcinho VP, há tempos já vinha sendo investigada suspeita de participar de lavagem de dinheiro da facção. Anos atrás, a polícia descobriu a existência de um grupo do qual Márcia faria parte voltado para a ocultação e dissimulação da origem, movimentação e propriedade de bens e valores pertencentes a integrantes do cúpula da organização criminosa, segundo o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro. Para alcançar seu desiderato ilícito, o bando estabeleceu empresas, aparentemente lícitas, voltadas para a dissimulação da origem de parte do dinheiro auferido pela organização e constituiu vultoso patrimônio. Entre os bens estava um imóvel na Rua Paissandu, no Flamengo, na Zona Sul carioca. Na época, chegou a ser decretada a quebra dos sigilos bancário, fiscal e financeiro de de Márcia e outros envolvidos, seqüestro de bens imóveis e de veículos, apreensão de um caminhão no Espirito Santo, bem como a busca e apreensão nos endereços indicados como aqueles em que estavam situados os estabelecimentos comerciais, cuja prova de propriedade constava dos autos e ainda foi decretada a prisão da mulher de Marcinho VP e de outras pessoas. A mãe de Márcia tinha uma pensão de características simples mas adquiriu um imóvel no valor de R$ 160 mil pago a vista causando certa surpresa/estranheza com a compra do referido imóvel por elevada quantia. Um outro imóvel dela tinha 2 kilômetros quadrados, com duas casas, piscina, cerca elétrica e circuito interno de câmeras, o A investigação descobriu números de várias contas bancárias de titularidade dos envolvidos algumas já encerradas, mas surpreendeu a quantidade, algo Incomum aos cidadãos brasileiros Na época, um bandido conhecido como Samurai, era incumbido de efetuar pagamentos de despesas pessoais das mulheres dos marginais que se encontram encarcerados em presídio federal de segurança máxima  Chamou a atenção ainda na investigação a construção de um campo de futebol no bairro de Inhaúma por ordem de Márcia, com o dinheiro proveniente do tráfico de drogas.

Vereador carioca foi preso em operação nacional contra o CV. Mulher de Marcinho VP é procurada

Policiais civis da Delegacia de Combate ao Crime Organizado e à Lavagem de Dinheiro (DCOC-LD) deflagraram, nesta quarta-feira (11/03), a Operação Contenção Red Legacy, com o objetivo de desarticular a estrutura nacional do Comando Vermelho, identificada pela investigação como uma organização criminosa com características de cartel e atuação interestadual altamente estruturada. As investigações reuniram um conjunto robusto de provas que revelam o funcionamento interno da facção, demonstrando a existência de uma cadeia de comando organizada, divisão territorial e articulação entre integrantes em diferentes estados do país. Até o momento, seis criminosos foram presos, incluindo um vereador do município do Rio de Janeiro e seis PMs. O trabalho investigativo também identificou a participação direta de familiares de um dos principais líderes históricos da facção, Márcio dos Santos Nepomuceno, o “Marcinho VP”, no funcionamento dessa engrenagem criminosa. Segundo apurado, Márcia Gama, esposa do criminoso, atua na intermediação de interesses do grupo fora do sistema prisional, participando da circulação de informações entre integrantes e de articulações envolvendo operadores da organização e agentes externos. Outro investigado apontado como peça relevante na estrutura é Landerson, sobrinho de Marcinho VP. De acordo com a investigação, ele exerce papel de elo entre lideranças da facção, integrantes que atuam em comunidades dominadas pelo grupo e pessoas envolvidas em atividades econômicas exploradas pela organização criminosa, como serviços, imóveis e outros negócios utilizados para geração de recursos e expansão do poder do grupo. Tanto Márcia quanto Landerson não foram localizados em seus endereços e são considerados foragidos da Justiça. A operação também revelou tentativas de interferência política em áreas dominadas pelo tráfico, com o objetivo de transformar esses territórios em bases eleitorais. Segundo os elementos reunidos pela investigação, o vereador Salvino Oliveira (PSD-RJ) teria negociado diretamente com o traficante Edgar Alves de Andrade, o “Doca”, autorização para realizar campanha eleitoral na comunidade da Gardênia Azul, área sob domínio do Comando Vermelho. Em contrapartida, o parlamentar teria articulado benefícios ao grupo criminoso, apresentados publicamente como ações voltadas à população local. Um dos exemplos investigados envolve a instalação recente de quiosques na região. Conforme apurado, a definição de parte dos beneficiários teria sido determinada diretamente por integrantes da facção, sem processo público transparente.Durante as investigações, também foram identificados casos de criminosos que se passavam por policiais militares para obter vantagens ilícitas, incluindo vazamento de informações e simulação de operações. A Polícia Civil ressalta que tais condutas representam traição à instituição e não refletem a atuação da grande maioria dos profissionais da segurança pública, que desempenham seu trabalho com dedicação e compromisso com a sociedade. O material investigativo aponta ainda para uma estrutura criminosa de grande complexidade, com conselho nacional, conselhos regionais e articulação entre organizações criminosas de diferentes estados, inclusive com indícios de cooperação entre o Comando Vermelho e o Primeiro Comando da Capital (PCC). Mesmo após quase três décadas no sistema prisional, as investigações indicam que Marcinho VP continua exercendo papel central na estrutura de comando da facção, apontado como liderança do chamado conselho federal permanente do grupo A apuração também identificou outros integrantes com funções estratégicas dentro da organização, entre eles o traficante Doca, apontado como principal liderança nas ruas; Luciano Martiniano da Silva, o “Pezão”, responsável pela gestão financeira do grupo; e Carlos da Costa Neves, o “Gardenal”, encarregado de operacionalizar determinações da liderança. A Operação Contenção Red Legacy representa um avanço significativo no enfrentamento ao crime organizado, ao expor, com base em provas técnicas e investigação aprofundada, o funcionamento estrutural de uma das maiores organizações criminosas do país. As investigações seguem em andamento para aprofundar a responsabilização penal de todos os envolvidos e ampliar o combate às estruturas financeiras, operacionais e institucionais utilizadas pela organização criminosa.A operação desta quarta contam com o apoio de agentes da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core) e de policiais de delegacias Especializadas e da Capital.

Preso em operação contra o CV no Chapadão foi acusado de outros crimes nos últimos anos sendo inclusive detido mas Justiça o liberou

Preso hoje durante operação contra o Comando Vermelho no Complexo do Chapadão, em Costa Barros, o traficante Macumbinha que era o principal alvo da ação já havia sido acusado de dois outros crimes nos últimos anos mas acabou liberado pela Justiça. Em 15 de abril de 2024, ele foi flagrado em São Matheus, em São João de Meriti, com 1,024 gramas de cocaína em 400 embalagens plásticas, contendo as inscrições “CPX DO BQ C.V PÓ”; 250,5 g (duzentos e cinquenta gramas) de Cannabis Sativa L (“Maconha”), acondicionada em 130 embalagens plásticas, contendo as inscrições “CPX DA CAIXA D´AGUA SJM SKANK C.V” e “CPX DO BQ MACONHA C.V”; e 78 g (setenta e oito gramas) de cocaína (Crack), acondicionadas em embalagens plásticas, contendo as inscrições “CPX DO BQ SJM C.V CRACK e 1 (um) rádio comunicador, No entanto, a Justiça considerou insuficiente as provas e o absolveu no ano passado. No dia 19 de abril de 2023, por volta de 23h50min, na Rodovia Presidente Dutra, na pista sentido São Paulo, altura do km 182, ele foi acusado de participar de uma tentativa de roubo usando um simulacro de arma de fogo e proferindo palavras de ordem da carga de um caminhão. O crime não restou consumado uma vez que o condutor do caminhão já havia realizado todas as entregas do dia e não havia carga a ser subtraída. Os acusados exigiram que ele mostrasse a nota fiscal contendo as informações. Após ver o documento, a dupla embarcou no automóvel e todos empreenderam fuga. Por conta disso, Macumbinha pegou um ano de prisão em regime aberto e não ficou preso.

CV recruta traficantes de São Gonçalo para reforçar facção na guerra contra o TCP na Zona Norte da capital. Polícia faz operação

Policiais civis da Delegacia de Repressão a Entorpecentes da Capital (DRE-CAP) fazem operacdp hoje de enfrentamento da atuação de narcoterroristas da facção criminosa Comando Vermelho no Complexo do Chapadão, na Zona Norte da capital. Até o momento, quatro criminosos foram presos, incluindo os dois principais alvos, que comandaram a invasão. Houve ainda apreensão de drogas, armas e roupas táticas. A operação é resultado de uma investigação instaurada para apurar os crimes de tráfico de drogas e associação para o tráfico, praticados por integrantes da facção, que mantém atuação na região. O grupo age com divisão de funções e manutenção de diversos pontos de venda de entorpecentes.As diligências investigativas revelaram que os criminosos utilizam armamento pesado e adotam estratégias de intimidação para consolidar o domínio sobre a localidade. Eles submetem moradores a constantes ameaças e constrangimentos, além de promover ações violentas voltadas à expansão territorial em áreas sob influência de facções rivais. Durante o curso das investigações, foram identificados criminosos que realizaram incursões armadas utilizando uniformes semelhantes aos empregados por forças policiais, com o objetivo de atacar o Morro do Chaves, área anteriormente controlada pelo Terceiro Comando Puro, em tentativa de ampliação territorial na região. A disputa entre facções criminosas tem provocado episódios recorrentes de extrema violência na região, como a morte de uma moradora, em outubro de 2025, que, durante uma investida de criminosos do CV, teve a casa invadida e foi atingida na cabeça. Os levantamentos indicam, ainda, que integrantes da facção, principalmente oriundos da comunidade do Jardim Catarina, em São Gonçalo, vêm sendo deslocados para reforçar comunidades sob disputa, como Fubá e Campinho, diante de investidas da facção rival Terceiro Comando Puro em áreas estratégicas. A ação faz parte da Operação Contenção, uma ofensiva estratégica do Governo do Estado para conter e atacar o avanço territorial da facção criminosa Comando Vermelho. O principal objetivo é desarticular a estrutura financeira, logística e operacional da organização criminosa, além de prender traficantes que atuam na região. Até o momento, mais de 310 capturados e outros 137 criminosos neutralizados em confronto. Foram apreendidas cerca de 470 armas, sendo 190 fuzis, e mais de 50 mil munições.

Delegado e policiais civis foram presos suspeitos de extorquir traficantes do CV

Na manhã desta terça-feira, 10/3, a Polícia Federal deflagrou mais uma fase da Operação Anomalia, com o objetivo de desarticular um núcleo criminoso composto por policiais civis do estado do Rio de Janeiro e operadores financeiros. Entre os envolvidos, está um delegado que foi preso. O grupo é investigado por utilizar a estrutura do Estado para extorquir integrantes da maior facção criminosa presente no território fluminense (Comando Vermelho), além de praticar corrupção e lavagem de capitais. Na ação de hoje, cerca de 40 policiais federais cumprem quatro mandados de prisão preventiva e três mandados de busca e apreensão na cidade do Rio de Janeiro, expedidos pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Aém das prisões e buscas, a Suprema Corte deferiu a execução de medidas cautelares focadas na descapitalização do grupo, incluindo o afastamento imediato das funções públicas dos policiais investigados, a suspensão do exercício de atividades empresariais das pessoas jurídicas utilizadas nas práticas criminosas e o bloqueio de valores em contas bancárias e de criptoativos ligados aos alvosAs apurações revelaram que o esquema era liderado por uma autoridade policial – titular de uma delegacia da capital – e por outro policial civil. De forma reiterada, os servidores emitiam intimações com o propósito exclusivo de coagir e pressionar lideranças do tráfico no Rio de Janeiro, exigindo o pagamento de propinas significativas para omissão em atos de ofício. A negociação ilícita ocorria com cobranças incisivas e imposição de prazos. Para operacionalizar o recebimento das vantagens indevidas e manter um distanciamento físico das lideranças da facção criminosa, os policiais contavam com a atuação direta de dois intermediários. A inteligência financeira da PF detectou que os policiais investigados apresentam movimentação patrimonial milionária e incompatível com seus vencimentos lícitos. Para promover a ocultação e dissimulação do capital sujo, a estrutura criminosa contava com uma rede de empresas de fachada registradas em nome de familiares, agora alvos de suspensão judicial. A ação integra a Força-Tarefa Missão Redentor II, instituída em cumprimento ao Acórdão da ADPF 635, que visa assegurar a atuação uniforme e coordenada da Polícia Federal na produção de inteligência e repressão aos principais grupos criminosos violentos no estado do Rio de Janeiro, com foco primário na asfixia financeira e na ruptura de suas conexões com agentes públicos. Os investigados responderão, na medida de suas responsabilidades, pelos crimes de organização criminosa, extorsão, corrupção passiva e ativa, além de lavagem de capita

Traficantes do TCP e milicianos se uniram para retomar comunidade de Curicica que está com o CV, diz Justiça

A Justiça informou que traficantes do Complexo da Serrinha, em Madureira, e milicianos da comunidade Renasecer, em Jacarepaguá, trocaram tiros com PMs na semana passada quando pretendiam atacar a Vila Sapê, em Curicica, tomada pelo Comando Vermelho. No tiroteio, dois bandidos morreram, entre eles Michel Ferreira Menezes, irmão do conhecido miliciano Macaquinho, que comandava os morros do Fuba e do Campinho, e Gabriel Oliveira Patrick Costa, integrante do tráfico na Serrinha. Segundo a denúncia, no dia 06/03/2026, sexta-feira, por volta das 09h20min, PMs foram avistar uma denuncia de guerra entre facções na Comunidade da Vila Sape, Curicica – RJ. A sala de operações informou que os meliantes estavam em dois Fiat Argo. Haviam cerca de 20 crimonosos armados com fuzis e pistolas.Os PMs deram ordem de parada aos dois veículos, o qual não foi obedecida. Houve perseguição momento que ocupantes de um dos carros efetuaram disparos contra a equipe, que revidou. Os bandidos continuaram a atirar. Um dos carros colidiu com o meio-fio, momento em que a guarnição desembarcou e conseguiu fazer o cerco na Avenida Adalto Botelho, esquina com Rua da Creche, Curicica ¿ RJ. Haviam cinco suspeitos no carro que ao serem abordados os meliantes dosseram: “Perdemos, perdemos meu chefe”. Com os criminosos, foram apreendidos uma pistola, quatro fuzis, além de radiotransmissores, carregadores e telefones celulares. Juntos, os PMs envolvidos na ocorrência efetuaram 76 disparos de fuzil. A guarnição não portava câmera corporal, tendo em vista que havia solenidade no batalhão e a guarnição aguardava a solenidade no pátio, até que chegou a informação de prioridade, momento em que saíram em apoio de forma emergencial. “os presos, em tese, integravam grupo numeroso de indivíduos armados que se deslocavam em veículos pela região da Comunidade da Vila Sapé, local marcado por disputa territorial entre facções criminosas, com o propósito de participar de confronto armado”, dizem autos.

Confira as ligações de ex-secretário estadual do RJ preso hoje pela PF com o Comando Vermelho. Delegado também foi preso

Preso hoje pela Polícia Federal, o ex-secretário estadual de Esportes do Rio, Alessando Pitombeira Carracena, foi apontado em investigações como ligado à facção criminosa Comando Vermelho atuando como braço político do grupo ao lado do ex-deputado estadual TH Joias. Em uma escuta telefônica, o traficante Índio do Lixão enviou a TH Joias uma foto de dinheiro em espécie e disse que tinha R$ 148 mil para entregar a THde modo que R$ 100 mil seriam de Pezão (chefe do tráfico do Complexo do Alemão). Índio disse que vai dar a TH Joias R$ 90 mil para entregar a Carracena. Em 29 de janeiro de 2024, TH Joias enviou a Índio as informações de dois veículos roubaods que Carracena teria solicitado que fossem devolvidos.Na mesma data, TH Joias disse que Carracena esatva acordado para falar com Pezão. Carracena foi mencionado em mais uma conversa do dia 31 de janeiro de 2024 qunado Índio do Lixão teria conversado com ele e que bateu tudo que ele falou e o que ‘os amigos falaram também. Disse ainda que Carracena estava perguntando de um indivíduo chamado de Baiano. Carracena tinha função estratégica no CV. possuindo informações privilegiads, as quais repassava aos demais integrantes do grupo recebendo em troca vantagem econômica. Por conta de sua ação, foram frustradas ações policiais contra o CV porque ele avisava os integrantes sobre operações iminentes. TH Joias foi flagrado em uma escuta dizendo que Carracena iria falar com o comandante-geral da PM sobre a presença de PMs do BPChoque na Gardênia Azul . O traficante Pezão queria que o efetivo fosse trocado por PM normal. Carracena também participou de uma conversa em que foi sugerido o nome de Índio do Lixão como candidato a vereador. Sendo advogado, sua atuação transcendeu os limites do exercício da nobre função. Ele se valia de cargos em secretarias de Estado para favorecer o grupo com informações privilegiadas. Outro preso hoje foi o delegado federal Fabrizio Romano. A ação desta segunda-feira, visava desarticular um núcleo criminoso que atuava na negociação de vantagens indevidas e venda de influência para favorecer os interesses de um traficante internacional de drogas. Os investigados estruturaram uma associação criminosa voltada para a prática de crimes contra administração pública e favorecimento de interesses atrelados ao tráfico de drogas. O esquema contava com a articulação de Carracena e advogados que atuavam como intermediários para viabilizar favoreces e pagamentos indevidos em espécie para o delegado. envolvido em troca de informações e influência interna. . As apurações revelaram a atuação de um individuo com histórico criminal focado em facilitação política e operacional em Brasília.

Investigação de anos atrás revelou o funcionamento do tráfico no Morro do Andaraí (CV). Chefe do tráfico local foi morto pelo BOPE

O traficante Boneco, morto ontem pelo BOPE, não era o dono das bocas de fumo do Morro do Andaraí. Ele estava fisicamente presente na localidade para cumprir osinteresses e comandos ordenados pelo chefe do tráfico local Jonas de Oliveira da Silva, vulgo Garré, preso no sistema prisional do Estado do Rio de Janeiro e lá permanecido desde 16/05/2000. Boneco era o responsável por administrar pessoalmente os pontos de venda de drogas estabelecidos na comunidade, repassando as ordens e diretrizes aos demais integrantes do Comando Vermelho que participam do tráfico de drogas do local. Na hierarquia, o filho de Garré era um dos gerentes, sendo um dos responsáveis pela guarda, endola, distribuição e controle da venda dos entorpecentes, condutas praticadas sob a ordem direta de Boneco. Em gravações feitas por PMs da UPP do Andaraí, ele foi visto armado e vendendo drogas em um dos pontos de venda de drogas, conhecido como” boca do cravão. Outros gerentes do morro são Alan Galdino e Hugo Pereira, que ficavam responsáveis por repassarem as ordens de Boneco para os demais integrantes da facção criminosa. Filmagens feitas por PMs da UPP mostraram armados perto de creches, próximos de crianças; que há boca de fumo próxima de creches. Segundo a investigação, não havia confronto dos traficantes com policiais na parte da manhã; que as atividades de tráfico s iniciava por volta das 15/16 horas; que primeiramente eles “ganhavam” a parte do alto, chamada de “JP” e dali começavam a se separar pela localidade; Os moradores cumprimentam os traficantes, na comunidade todos se comunicam. Havia a participação de menores no tráfico de drogas e que a função dada a eles era o monitoramento do movimento dos policiais A quadrilha também era responsável pela prática de crimes satélites como roubo e furto Determinados traficantes da Comunidade do Andaraí tinham as redes sociais abertas ao público geral, em razão do que era possível livre acesso às postagens, das quais se verificava rotineiramente ostentação de dinheiro, drogas ilícitas e armas de fogo A localidade é subdividida em diversos pontos de venda de material entorpecente e contenção armada, sendo a “creche Mandela”, “Japão” e “Posto, algumas das principais. A base policial no Andaraí já recebeu vários ataques desse ponto do Japão; que a viatura da polícia foi perfurada com tiros e os policiais são quase baleados, porque ficava difícil sair da base, já que a localidade do JP fica de frente para a base policial. A localidade do JP é muito alta e os acusados tem uma posição privilegiada em relação a base policial; que é um ponto de olheiros e é um ponto estratégico, se ele for naquele local com a sua câmera os bandidos vão estar naquela localidade; que o tráfico de drogas estava 24 (vinte e quatro) horas, Os policiais recebiam informação de colaboradores que eram populares, moradores do local; que os moradores não aceitavam se identificar e prestar declarações por medo de represálias; que se os moradores forem identificados eles morrem; um policial ficou sabendo a pouco tempo que o colaborador de um policial foi morto recentemente e outro morador foi expulso; que os moradores não querem se identificar com medo de represálias temendo pela própria vida; que era uma facção temida pela comunidade. O traficante Boneco pegava os bandidos mais sagazes para poder ficar na segurança dele, os que não ficavam de bobeira. O Andaraí é classificado como área vermelha pelo Batalhão e de alta periculosidade; que o Comando Vermelho empregava fuzis também e tinham em média 07 (sete) ou 08 (oito) fuzis no interior da comunidade, não passava de 10 (dez) fuzis; que tinham granadas também;. Os traficantes tinham livre acesso a toda a comunidade; que os réus atuavam na 513 e Caçapava; que os bandidos faziam a segurança principalmente no período da tarde para noite; que no período manhã os acusados não ficavam na comunidade, se ficavam, ficavam escondidos; que os criminosos faziam a segurança no alto da comunidade e a noite tinham livre acesso e passavam em frente a base; que o alto do morro tem várias localidades como Santo Agostinho, Borrachinha e JP, que fica no alto da Botucatu, Rua Adolfo Caminha; que do JP os acusados tinham uma visão da base policial, eles conseguiam ver a polícia entrando

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