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Author name: Mario Hugo Monken

Sou redator com 25 anos de experiência em investigação policial, formado em Jornalismo. Ao longo da carreira, desenvolvi um olhar apurado para apurar e contar histórias complexas, com foco em detalhes e precisão. Minha paixão pela investigação e pela escrita me permite desvendar narrativas profundas, oferecendo ao leitor informações relevantes e impactantes sobre o universo da segurança pública.

Mario Hugo Monken

MP tenta prender 19 policiais que faziam segurança de Rogério Andrade

O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (GAECO/MPRJ) cumpre, nesta terça-feira (10/03), vinte mandados de prisão preventiva contra o bicheiro Rogério de Andrade e integrantes de seu núcleo de segurança na região de Bangu. Entre os integrantes do núcleo, estão 18 policiais militares e penais, da ativa e da inativa, além de um policial civil inativo, que foi cooptado pela organização criminosa enquanto ainda estava no cargo. Os mandados são cumpridos com o apoio da Coordenadoria de Segurança e Inteligência (CSI/MPRJ), da Corregedoria-Geral da Polícia Militar, da Corregedoria da Secretaria de Estado de Administração Penitenciária e da Corregedoria da Polícia Civil. A denúncia oferecida pelo MPRJ é resultado de investigação conduzida pelo próprio GAECO/MPRJ, no âmbito de Procedimento de Investigação Criminal (PIC). De acordo com o grupo especializado, os denunciados atuavam na segurança de pontos de exploração ilegal de jogos de azar na região de Bangu e se valiam da prática sistemática de atos de corrupção para garantir a livre atividade do grupo criminoso. Os alvos da operação vão responder pelos crimes de constituição de organização criminosa armada, majorada pelo concurso de funcionários públicos e pela conexão com outras organizações criminosas, além de corrupção ativa e passiva. Os mandados, expedidos pelo Juízo da 1ª Vara Especializada em Organização Criminosa da Comarca da Capital, a pedido do GAECO/MPRJ, são cumpridos em endereços nas cidades do Rio de Janeiro, Belford Roxo, Duque de Caxias, Mangaratiba, Nilópolis e São João de Meriti, bem como na Penitenciária Federal de Campo Grande, no Mato Grosso do Sul. O s policiais militares denunciados atuavam na Subsecretaria de Gestão de Pessoas (SSGP), no Batalhão de Policiamento de Vias Expressas (BPVE) e nos 4º, 6º, 14º, 17º, 22º, 23º e 41º Batalhões de Polícia Militar (BPM).

Delegado e policiais civis foram presos suspeitos de extorquir traficantes do CV

Na manhã desta terça-feira, 10/3, a Polícia Federal deflagrou mais uma fase da Operação Anomalia, com o objetivo de desarticular um núcleo criminoso composto por policiais civis do estado do Rio de Janeiro e operadores financeiros. Entre os envolvidos, está um delegado que foi preso. O grupo é investigado por utilizar a estrutura do Estado para extorquir integrantes da maior facção criminosa presente no território fluminense (Comando Vermelho), além de praticar corrupção e lavagem de capitais. Na ação de hoje, cerca de 40 policiais federais cumprem quatro mandados de prisão preventiva e três mandados de busca e apreensão na cidade do Rio de Janeiro, expedidos pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Aém das prisões e buscas, a Suprema Corte deferiu a execução de medidas cautelares focadas na descapitalização do grupo, incluindo o afastamento imediato das funções públicas dos policiais investigados, a suspensão do exercício de atividades empresariais das pessoas jurídicas utilizadas nas práticas criminosas e o bloqueio de valores em contas bancárias e de criptoativos ligados aos alvosAs apurações revelaram que o esquema era liderado por uma autoridade policial – titular de uma delegacia da capital – e por outro policial civil. De forma reiterada, os servidores emitiam intimações com o propósito exclusivo de coagir e pressionar lideranças do tráfico no Rio de Janeiro, exigindo o pagamento de propinas significativas para omissão em atos de ofício. A negociação ilícita ocorria com cobranças incisivas e imposição de prazos. Para operacionalizar o recebimento das vantagens indevidas e manter um distanciamento físico das lideranças da facção criminosa, os policiais contavam com a atuação direta de dois intermediários. A inteligência financeira da PF detectou que os policiais investigados apresentam movimentação patrimonial milionária e incompatível com seus vencimentos lícitos. Para promover a ocultação e dissimulação do capital sujo, a estrutura criminosa contava com uma rede de empresas de fachada registradas em nome de familiares, agora alvos de suspensão judicial. A ação integra a Força-Tarefa Missão Redentor II, instituída em cumprimento ao Acórdão da ADPF 635, que visa assegurar a atuação uniforme e coordenada da Polícia Federal na produção de inteligência e repressão aos principais grupos criminosos violentos no estado do Rio de Janeiro, com foco primário na asfixia financeira e na ruptura de suas conexões com agentes públicos. Os investigados responderão, na medida de suas responsabilidades, pelos crimes de organização criminosa, extorsão, corrupção passiva e ativa, além de lavagem de capita

Traficantes do TCP e milicianos se uniram para retomar comunidade de Curicica que está com o CV, diz Justiça

A Justiça informou que traficantes do Complexo da Serrinha, em Madureira, e milicianos da comunidade Renasecer, em Jacarepaguá, trocaram tiros com PMs na semana passada quando pretendiam atacar a Vila Sapê, em Curicica, tomada pelo Comando Vermelho. No tiroteio, dois bandidos morreram, entre eles Michel Ferreira Menezes, irmão do conhecido miliciano Macaquinho, que comandava os morros do Fuba e do Campinho, e Gabriel Oliveira Patrick Costa, integrante do tráfico na Serrinha. Segundo a denúncia, no dia 06/03/2026, sexta-feira, por volta das 09h20min, PMs foram avistar uma denuncia de guerra entre facções na Comunidade da Vila Sape, Curicica – RJ. A sala de operações informou que os meliantes estavam em dois Fiat Argo. Haviam cerca de 20 crimonosos armados com fuzis e pistolas.Os PMs deram ordem de parada aos dois veículos, o qual não foi obedecida. Houve perseguição momento que ocupantes de um dos carros efetuaram disparos contra a equipe, que revidou. Os bandidos continuaram a atirar. Um dos carros colidiu com o meio-fio, momento em que a guarnição desembarcou e conseguiu fazer o cerco na Avenida Adalto Botelho, esquina com Rua da Creche, Curicica ¿ RJ. Haviam cinco suspeitos no carro que ao serem abordados os meliantes dosseram: “Perdemos, perdemos meu chefe”. Com os criminosos, foram apreendidos uma pistola, quatro fuzis, além de radiotransmissores, carregadores e telefones celulares. Juntos, os PMs envolvidos na ocorrência efetuaram 76 disparos de fuzil. A guarnição não portava câmera corporal, tendo em vista que havia solenidade no batalhão e a guarnição aguardava a solenidade no pátio, até que chegou a informação de prioridade, momento em que saíram em apoio de forma emergencial. “os presos, em tese, integravam grupo numeroso de indivíduos armados que se deslocavam em veículos pela região da Comunidade da Vila Sapé, local marcado por disputa territorial entre facções criminosas, com o propósito de participar de confronto armado”, dizem autos.

Confira as ligações de ex-secretário estadual do RJ preso hoje pela PF com o Comando Vermelho. Delegado também foi preso

Preso hoje pela Polícia Federal, o ex-secretário estadual de Esportes do Rio, Alessando Pitombeira Carracena, foi apontado em investigações como ligado à facção criminosa Comando Vermelho atuando como braço político do grupo ao lado do ex-deputado estadual TH Joias. Em uma escuta telefônica, o traficante Índio do Lixão enviou a TH Joias uma foto de dinheiro em espécie e disse que tinha R$ 148 mil para entregar a THde modo que R$ 100 mil seriam de Pezão (chefe do tráfico do Complexo do Alemão). Índio disse que vai dar a TH Joias R$ 90 mil para entregar a Carracena. Em 29 de janeiro de 2024, TH Joias enviou a Índio as informações de dois veículos roubaods que Carracena teria solicitado que fossem devolvidos.Na mesma data, TH Joias disse que Carracena esatva acordado para falar com Pezão. Carracena foi mencionado em mais uma conversa do dia 31 de janeiro de 2024 qunado Índio do Lixão teria conversado com ele e que bateu tudo que ele falou e o que ‘os amigos falaram também. Disse ainda que Carracena estava perguntando de um indivíduo chamado de Baiano. Carracena tinha função estratégica no CV. possuindo informações privilegiads, as quais repassava aos demais integrantes do grupo recebendo em troca vantagem econômica. Por conta de sua ação, foram frustradas ações policiais contra o CV porque ele avisava os integrantes sobre operações iminentes. TH Joias foi flagrado em uma escuta dizendo que Carracena iria falar com o comandante-geral da PM sobre a presença de PMs do BPChoque na Gardênia Azul . O traficante Pezão queria que o efetivo fosse trocado por PM normal. Carracena também participou de uma conversa em que foi sugerido o nome de Índio do Lixão como candidato a vereador. Sendo advogado, sua atuação transcendeu os limites do exercício da nobre função. Ele se valia de cargos em secretarias de Estado para favorecer o grupo com informações privilegiadas. Outro preso hoje foi o delegado federal Fabrizio Romano. A ação desta segunda-feira, visava desarticular um núcleo criminoso que atuava na negociação de vantagens indevidas e venda de influência para favorecer os interesses de um traficante internacional de drogas. Os investigados estruturaram uma associação criminosa voltada para a prática de crimes contra administração pública e favorecimento de interesses atrelados ao tráfico de drogas. O esquema contava com a articulação de Carracena e advogados que atuavam como intermediários para viabilizar favoreces e pagamentos indevidos em espécie para o delegado. envolvido em troca de informações e influência interna. . As apurações revelaram a atuação de um individuo com histórico criminal focado em facilitação política e operacional em Brasília.

Investigação de anos atrás revelou o funcionamento do tráfico no Morro do Andaraí (CV). Chefe do tráfico local foi morto pelo BOPE

O traficante Boneco, morto ontem pelo BOPE, não era o dono das bocas de fumo do Morro do Andaraí. Ele estava fisicamente presente na localidade para cumprir osinteresses e comandos ordenados pelo chefe do tráfico local Jonas de Oliveira da Silva, vulgo Garré, preso no sistema prisional do Estado do Rio de Janeiro e lá permanecido desde 16/05/2000. Boneco era o responsável por administrar pessoalmente os pontos de venda de drogas estabelecidos na comunidade, repassando as ordens e diretrizes aos demais integrantes do Comando Vermelho que participam do tráfico de drogas do local. Na hierarquia, o filho de Garré era um dos gerentes, sendo um dos responsáveis pela guarda, endola, distribuição e controle da venda dos entorpecentes, condutas praticadas sob a ordem direta de Boneco. Em gravações feitas por PMs da UPP do Andaraí, ele foi visto armado e vendendo drogas em um dos pontos de venda de drogas, conhecido como” boca do cravão. Outros gerentes do morro são Alan Galdino e Hugo Pereira, que ficavam responsáveis por repassarem as ordens de Boneco para os demais integrantes da facção criminosa. Filmagens feitas por PMs da UPP mostraram armados perto de creches, próximos de crianças; que há boca de fumo próxima de creches. Segundo a investigação, não havia confronto dos traficantes com policiais na parte da manhã; que as atividades de tráfico s iniciava por volta das 15/16 horas; que primeiramente eles “ganhavam” a parte do alto, chamada de “JP” e dali começavam a se separar pela localidade; Os moradores cumprimentam os traficantes, na comunidade todos se comunicam. Havia a participação de menores no tráfico de drogas e que a função dada a eles era o monitoramento do movimento dos policiais A quadrilha também era responsável pela prática de crimes satélites como roubo e furto Determinados traficantes da Comunidade do Andaraí tinham as redes sociais abertas ao público geral, em razão do que era possível livre acesso às postagens, das quais se verificava rotineiramente ostentação de dinheiro, drogas ilícitas e armas de fogo A localidade é subdividida em diversos pontos de venda de material entorpecente e contenção armada, sendo a “creche Mandela”, “Japão” e “Posto, algumas das principais. A base policial no Andaraí já recebeu vários ataques desse ponto do Japão; que a viatura da polícia foi perfurada com tiros e os policiais são quase baleados, porque ficava difícil sair da base, já que a localidade do JP fica de frente para a base policial. A localidade do JP é muito alta e os acusados tem uma posição privilegiada em relação a base policial; que é um ponto de olheiros e é um ponto estratégico, se ele for naquele local com a sua câmera os bandidos vão estar naquela localidade; que o tráfico de drogas estava 24 (vinte e quatro) horas, Os policiais recebiam informação de colaboradores que eram populares, moradores do local; que os moradores não aceitavam se identificar e prestar declarações por medo de represálias; que se os moradores forem identificados eles morrem; um policial ficou sabendo a pouco tempo que o colaborador de um policial foi morto recentemente e outro morador foi expulso; que os moradores não querem se identificar com medo de represálias temendo pela própria vida; que era uma facção temida pela comunidade. O traficante Boneco pegava os bandidos mais sagazes para poder ficar na segurança dele, os que não ficavam de bobeira. O Andaraí é classificado como área vermelha pelo Batalhão e de alta periculosidade; que o Comando Vermelho empregava fuzis também e tinham em média 07 (sete) ou 08 (oito) fuzis no interior da comunidade, não passava de 10 (dez) fuzis; que tinham granadas também;. Os traficantes tinham livre acesso a toda a comunidade; que os réus atuavam na 513 e Caçapava; que os bandidos faziam a segurança principalmente no período da tarde para noite; que no período manhã os acusados não ficavam na comunidade, se ficavam, ficavam escondidos; que os criminosos faziam a segurança no alto da comunidade e a noite tinham livre acesso e passavam em frente a base; que o alto do morro tem várias localidades como Santo Agostinho, Borrachinha e JP, que fica no alto da Botucatu, Rua Adolfo Caminha; que do JP os acusados tinham uma visão da base policial, eles conseguiam ver a polícia entrando

Perseguição perto só Sambódromo tem dois mortos

Por volta da 00h25, no Rio de Janeiro/RJ, na região central, perto do Sambódromo, numa ação conjunta entte a PRF com a Polícia Civil, acompanhamento tático e confronto armado, ocupantes de um Jeep Renegade (clonado), com registro de roubo, receberam ordem de parada. Os indivíduos reagiram e iniciaram um confronto, resultando em 1 baleado, 1 preso e 2 mortos. Foram apreendidas três pistolas, munições e coletes. Policiais ilesos. Ocorrência encaminhada à Polícia Civil (18ª DP/DH).

Boneco do Andarai foi morto em confronto com a PM

Na noite deste domingo (08/03), ação do BOPE e da Subsecretaria de Inteligência no Morro do Andarai terminou em confronto com criminosos. O chefe do tráfico na favela, vulgo Boneco e um de seus seguranças morreram. Um fuzil e uma pistola foram apreendidos. Durante a ação, as equipes foram atacadas por soldados do CV armados e houve confronto. Ele foi baleado, socorrido ao Hospital Municipal do Andaraí, mas não resistiu aos ferimentos. Um criminoso apontado como seu segurança também foi baleado e levado para a mesma unidade. Boneco estava foragido desde 2019, quando não retornou ao presídio após saída temporária. Ele cumpria pena pela morte do policial civil André Gustavo Lopes da Rocha, assassinado em 2008, no Grajaú, e tinha diversas anotações criminais por tráfico de drogas, associação criminosa, homicídio, latrocínio e roubo de veículos. O caso foi encaminhado à Delegacia de Homicídios da Capital.

Quatro suspeitos de estupro coletivo contra uma menina de 13 anos em Valença foram presos

Quatro pessoas foram presas neste domingo (8), suspeitas de envolvimento em um estupro coletivo contra uma adolescente de 13 anos em Valença. Entre os presos estão três homens, de 18, 23 e 26 anos, e uma mulher de 19 anos, apontada como responsável por levar a vítima até o local onde o crime aconteceu. Na investigação, há um quinto suspeito ainda não foi localizado. De acordo com a Polícia Militar, as equipes foram acionadas após um casal procurar ajuda e relatar o ocorrido com a adolescente. Segundo o depoimento da vítima, ela teria sido levada por uma mulher de 19 anos em um carro por aplicativo até o bairro São Francisco, onde foi submetida ao estupro praticado por quatro homens. Após o ocorrido, os suspeitos ainda teriam feito ameaças para que ela não revelasse o que havia acontecido. A adolescente foi encaminhada para uma unidade de pronto atendimento (UPA), onde recebeu atendimento médico e acompanhamento da assistência social. Policiais iniciaram buscas na região e conseguiram localizar quatro suspeitos. Durante a abordagem, um deles tentou se desfazer de pinos com pó. Nas buscas, os agentes apreenderam 24 pinos de droga e três aparelhos celulares. Segundo a polícia, um dos suspeitos admitiu que vendia os entorpecentes, identificados com etiquetas da facção Terceiro Comando Puro (TCP), por cerca de R$ 50 cada unidade. Os quatro detidos foram encaminhados para a 91ª Delegacia de Polícia, onde o caso foi registrado e segue sob investigação.A polícia informou ainda que continua realizando buscas para localizar um quinto suspeito, apontado como participante do crime.

Ataque em Nova Iguaçu deixou dois mortos, entre eles um PM

Um dia após dois homens serem mortos no bairro da Luz, em Nova Iguaçu, um novo ataque na região deixou mais dois mortos, entre eles um PM. A P2 do 20° BPM nega a informação de que houve outros baleados conforme circulou nas redes sociais. A Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense (DHBF) foi acionada e investiga a morte de Andre Luiz Israel Fernandes e de um criminoso, ainda não identificado. A perícia foi solicitada para o local. Segundo informações preliminares, não houve mais feridos na ação criminosa, que ocorreu em via pública. Um dos criminosos foi atingido pela própria vítima, que reagiu ao ataque, e morreu no local. Diligências estão em andamento para identificar os envolvidos e esclarecer a motivação do crime. Segundo relatos, três homens armados com fuzis, utilizando toca ninja e coletes da Polícia Civil, invadiram um salão de festas localizado na Rua Luiz Tomás Durante a ação, os criminosos teriam executado o sargento da PM, André Luiz Israel Fernandez. A vítima ainda conseguiu reagir, atingindo um dos bandidos, que morreu no local.

Condenado pela morte de advogado no Centro do Rio, PM foi acusado de homicídio ligado a milícia em Caxias, diz Justiça

Isso a Globo não deu. Segundo o TJ-RJ, o policial militar Leandro Machado da Silva, vulgo Cara de Pedra, um dos condenados pela morte do advogado Rodrigo Marinho Crespo, foi acusado em processo que vai julgar os acusados da morte de Charles Augusto Ponciano, em 04 de dezembro de 2020, em Duque de Caxias. Acabou sendo impronuncíado e não vai a juri popular mas ainda não houve absolvição sumária. Segundo os autos, o crime foi praticado durante um churrasco em que a vítima estava presente, tendo os denunciados descido do veículo e efetuado disparos de arma de fogo em sua direção, momento em que Charles correu para dentro da casa e o comparsa de Leandro, na posse de um fuzil, o seguiu e efetuou mais disparos na direção de Charles. De acordo com a denúncia, Alguns dias depois, os milicianos ficaram sabendo disso, que então, Charles e o amigo estariam marcados para morrer. Cara de Pedra, apontado como miliciano, foi até a residência de Charles (alguns dias antes de sua morte) para dizer que estava tudo bem entre eles.  A decisão judicial informa que o crime foi praticado por motivo torpe, em razão de disputa de território entre duas organizações criminosas, ocasionado pela suposta participação da vítima em um grupo criminoso rival.  Outro fato relevante é que as munições utilizadas, segundo informação técnica prestada nos autos, foram adquiridos pelo exército- Paracambi/RJ, nota fiscal n.º 000061491, com emissão em 23.12.2013. No procedimento n.º 861-01230/2020, o Laudo de Exame de Componentes de Munição (DH-BF-SPC-002413/2020) referente aos estojos deflagrados, extraídos do local do crime, no qual aponta o calibre sendo 5,56mm, marca CBC, fabricação brasileira, lote BQJ03, ano de fabricação Consta ainda no referido laudo, que em consulta à indústria dos cartuchos examinados, é possível informar que o lote BQJ03 foi adquiridopela PMERJ, nota fiscal nº254.317, com emissão em 30/04/2008; nota fiscal nº 255.168, com emissão em 31/05/2008 e nota fiscal nº 261.911, comemissão em 30/11/2008. Por fim, os denunciados Leandro e seu comparsa exercem a função de policiais, o que facilita o acesso dos mesmos a armas de fogo, sendoprudente a prisão para evitar que ameacem testemunhas, ainda mais porque identificaram os autores do fato como integrantes do grupo demilícia.

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