Equipes da concessionária Claro foram proibidas por meses de entrar em regiões do Complexo da Penha no ano passado.
Uma cliente chegou a entrar na Justiça contra a empresa em razão da interrupção do serviço de Internet e mudou de operadora.
Consta no Registro de Ocorrência de ID 187227194 que no dia 27.01.2025 prestadores de serviço da operadora Claro compareceram à Rua Inácio Acioli, no bairro da Penha Circular, nas proximidades da Comunidade do Sereno, no Complexo da Penha para executar reparo na rede.
Contudo, conforme aquele mesmo registro de ocorrência, os técnicos foram ameaçados e expulsos por por traficantes.
Pelo menos até junho de 2025 quando o processo criminal tramitou, a concessionária foi impedida de prestar qualquer serviço na localidade, deixando de atender inúmeros clientes. Hoje em dia não sabemos como está a situação..
A moradora disse que, quando contratou a empresa era possível a prestação do serviço de internet banda larga na área, tanto que o serviço foi devidamente instalado e, ao que tudo indica, funcionava regularmente.
Entretanto, no início do ano de 2025, a a operadora comprovou que a manutenção deste mesmo serviço na região não se fazia mais possível, dada a crescente criminalidade que assola a cidade, sobretudo as regiões Norte e Oeste
A Claro argumentou ser dificil acessar esses locais atualmente para executar reparos, necessários muitas vezes devido aos danos causados por condutas dos próprios traficantes, que vandalizam o cabeamento das operadoras, eis que interessados em prestar os serviços em troca da contraprestação pecuniária como mais uma fonte de renda para o tráfico.
A Justiça concluiu que exigir da operadora o reparo do serviço, assim que acionada pela consumidora, significaria pôr em risco a integridade física e até mesmo a vida dos seus colaboradores, o que não se mostra razoável e negou a indenização por dano moral exigida pela cliente.