Segundo investigações da DRACO, um dos envolvidos no atentado contra o contraventor Vinicius Drumond, o vulgo Cachoeira, que está foragido, era um dos líderes do esquema criminoso da máfia dos cigarros comandada pelo contraventor Adilsinho em Nilópolis.
Cachoeira era suspeito de comandar a distribuição dos cigarros contrabandeados, além de coordenar ações de intimidação a comerciantes e recolhimento de propina dos pontos de venda, a coação de empresários, inclusive com uso de sequestros e ameaças armadas,
Ele havia sido preso em 2022 após um sequestro na cidade de uma comerciante que se recusou a vender somente os cigarros fornecidos pela máfia. A vítima foi coagida, ameaçada de morte e mantida em cativeiro por algumas horas como forma de intimidação.
A vítima relatou à polícia que já havia recebido ameaças anteriores, mas que a situação saiu do controle quando passou a comprar de fornecedores legais e não mais da quadrilha.
O sequestro foi um dos elementos que levou a Polícia Civil do Rio de Janeiro a aprofundar as investigações.
A prisão de Cachoeira ocorreu após meses de investigação, com uso de escutas telefônicas e vigilância. Ele foi indiciado por organização criminosa, sequestro, extorsão e comércio ilegal de produtos contrabandeados.
A operação que prendeu Cachoeira levou ainda à apreensão de mais de 200 caixas de cigarros ilegais,a rmas e munições, cadernos de anotações com nomes de comerciantes e valores cobrados, veículos usados para transporte e vigilância e celulares com conversas sobre cobranças e ameaças.
FONTE: Polícia Civil do RJ