A policia prendeu hoje Thiago Julio Galdino suspeito de participar do núcleo da quadrilha do Faraó dos Bitcoins Glaidson Acácio dos Santis encarregado de homicídios de concorrentes do grupo no negócio das criptmoedas e outros alvos que supostamente atrapalhariam os negócios da empresa dr Glaidson.
Houve o oferecimento de três denúncias de homicídio ocorridos em 2021 na Região dos Lagos: A primeira, referente ao homicídio tentado contra o investidor Nilsinho.
A segunda, em relação ao homicídio consumado contra o investidor Wesley Pessano em São Pedro da Aldei.
E a terceira, referente ao homicídio tentado contra o investidor João.Victor.
Um homem conhecido como Campanha figurava como um dos responsáveis pelos disparos que resultaram na morte de Wesleyb e nos ferimentosem uma outra pesdoa.
Ele teria sido figura importante tanto na execução direta, quanto no planejamento dos crimes de homicídio. Ele foi transportado da Baixada Fluminense até Rio das Ostras por Luzardo na véspera dos fatos, onde se reuniu com outros integrantes do grupo, como Branquinho e para ajustar os detalhes da execução.
Após o homicídio, Campanha recebeu uma recompensa de R$ 20.000,00 (vinte mil reais), entregue por Luzardocomo pagamento por sua participação no crime.
Além disso, Campanha mantinha fortes ligações com outros integrantes do grupo, incluindo seu cunhado Chingler e Fábio Natan. que o apresentou à organização.
Sua relação próxima com os executores e sua presença em reuniões preparatórias reforçam claramente seu papel como um dos principais operadores da organização, com uma atuação ativa e significativa nos planos e ações do grupo.
Além do mais, após ser preso, Campanha confessou sua participação em sede policial, identificando outros membros envolvidos, como os denunciados Luzardo, Branquinho, e Vader.
Registros de câmeras de segurança captaram a movimentação de Campanha no local dos fatos e sua interação com outros membros do grupo criminoso.
Na captura de imagens, o denunciado aparece sendo resgatado em um ponto de ônibus, após abandonar um dos veículos utilizados na ação criminosa.
A presença dele nos locais citados foi confirmada tanto pelas gravações das câmeras, quanto pela análise da quebra de sigilo telefônico, que indica sua comunicação com outros membros do grupo no momento da execução.
Branquinho ou Felipe Playboy teria a função de pistoleiro e executor das empreitadas criminosas do grupo criminoso, ressaltando que, no “Caso Pessano.foi ele quem efetuou diretamente os disparos contra as vítimas durante a emboscada, contribuindo eficazmente para o homicídio debPessano.
Além disso, foi ele quem conduziu o veículo Voyage , utilizado para perseguir e cercar o carro da vítima, um Porsche vermelho.
Além disso, ele também participou do planejamento do crime, participando de reuniões com outros executores, como FB e Campanha na véspera do ataque, em Rio das Ostras.
A quebra de sigilo telefônico evidenciou ainda que, no dia do crime, o denunciado Branquinhoestava em constante comunicação com outros membros da organização criminosa, inclluindo FB”.
Dados de estações Rádio Base (ERB) apontaram a localização de Branquinho em pontos estratégicos vinculados à execução da vítima, tanto no momento dos fatos, como nos dias anteriores e ocasião da fuga, demonstrando sua atuação coordenada com os demais denunciados.
O denunciado Luzardo integrava a presente organização criminosa na função de motorista e auxiliar direto nas empreitadas criminosas, além de ter participado do planejamento do crime, no dia anterior.
Luzardo foi quem transportou o denunciado Campanha da Baixada Fluminense até o encontro com os demais integrantes, no dia anterior ao crime, e efetuou o pagamento da recompensa de R$ 20.000,00 (vinte mil reais) a Campanha consolidando-se como intermediário financeiro e executor de ordens diretas da organização. Luzardotambém foi apontado como o proprietário do HB20 que levou Campanha ao encontro dos demais criminosos executores no Caso Pessano.
Nesre crime, ele conduziu o veículo de apoio (modelo Versa, marca Nissan, cor preta) aos executores no momento do crime, tendo em sua companhia FB.
Apesar de Luzardo ter negado a participação no crime, bem como que tenha estado na região dos lagos, a autoridade policial conseguiu demonstrar, durante as investigações, através do celular do denunciado, que Luzardo., de fato, esteve em Rio das Ostras, em 04/08/2021, data do crime –
O denunciado Edson seria o responsável pelas funções de coordenação e preparação das empreitadas criminosas da organização criminosa, ora denunciada.
No “Caso Pessano, Edson foi que ficou com a função de monitorar a rotina da vítima Wesley, observando sua residência e local de trabalho nos dias que antecederam o crime.
No dia 29 de julho de 2021, Edson foi flagrado por policiais militares vigiando a casa da vítima em Cabo Frio, onde permaneceu por várias horas, em contato constante por telefone, coletando informações sobre os hábitos da vítima – conforme depoimento prestado em sede policial por PMa vítima o percebeu sentado no banco da calçada, situado exatamente em frente ao apartamento dele, de frente para o canal, e acionou o referido policial, que após abordagem, logrou êxito em obter sua identificação (Inquérito Policial nº 125-01594/2021).
Em monitoramento, foi apurado que, no dia 31/07/2021, mesmo após ter sido ser abordado, dois dias antes, por policiais militares em frente à casa da vítima, o celular de Edson aparece próximo ao escritório de Pessano.mantendo diálogo com o terminal utilizado por FB.
O denunciado Thiago Julio foi quem emprestou o veículo modelo Versa, da marca Nissan, cor preta, com vistas a sua utilização na execução das vítimas, atuando como auxiliar direto dos demais integrantes da ORCRIM.
Embora o veículo estivesse registrado em nome de uma empresa, as investigações revelaram que o automóvel havia sido vendido em 23 de maio de 2019 para o denunciado Thiago. que, no entanto, não efetuou a transferência de propriedade do veículo, mantendo assim uma situação irregular de registro. Valder exercelia a função de motorista do grupo criminoso, tendo sido apurado, também, que ele conduziu o veículo modelo Nissan Versa, preto, da região metropolitana do Rio de Janeiro até a Região dos Lagos, entregando-o aos executores que o utilizaram diretamente na perseguição e emboscada da vítima Wesley.
Além disso, Valter participou ativamente da logística de transporte, garantindo o suporte necessário para a movimentação dos membros da organização criminosa durante e após a execução do crime, incluindo o apoio na fuga dos executores.
Rafael e Rodrigo Silva.estão ligados ao “Caso Nilsinho ” cujo modus operandi foi muito similar ao empregado no Caso Pessano “posto que envolveu levantamento prévio da rotina da vítima, a utilização de dois carros para a execução do crime (sendo um clonado e utilizado pelos atiradores e outro original, utilizado pelo batedor para fuga), e abordagem da vítima em seu veículo, com execução por disparos de arma de fogo.
De acordo com a denúncia oferecida no dia 20 de março de 2021, por volta das 11h40min, em via pública no Bairro Jardim Esperança, na Comarca de Cabo Frio, FB efetuou disparos de arma de fogo contra a vítima com dolo de matar, não se consumando por circunstâncias alheias às vontades dos agentes, pois a arma falhou após o primeiro disparo e a vítima recebeu pronto e eficaz atendimento médico.
O crime foi praticado pela Organização Criminosa liderada por Glaidson que enxergava a vítima como um concorrente da sua empresa. Nesse contexto, o denunciado foi o responsável pelas funções de suporte logístico e operacional, tendo como principal atuação, no contexto da tentativa de homicídio de a função de motorista e auxiliador estratégico, garantindo a execução do crime e viabilizando a fuga segura dos executores diretos do crime.
Ele teria sido o condutor do veículo Renault Logan utilizado como batedor para o veículo Honda Civic clonado, que foi empregado diretamente no crime.
Conforme denunciado, as diligências teriam demonstrado que o denunciado Rafael. acompanhou o trajeto do Honda Civic desde a saída do condomínio onde a vítima residia até o local dos disparos, monitorando e assegurando que o ataque pudesse ser realizado sem interferências externas. Além disso, conforme narrado pelo MP, a análise dos dados de tráfego do Sistema Córtex confirmou que tanto o veículo Honda Civic quanto o Renault Logan trafegaram juntos durante os deslocamentos relacionados ao crime, evidenciando a coordenação entre o denunciado Rafael e os demais integrantes da ORCRIM.
Além disso, a propriedade do Renault foi atribuída à companheira de Rafael consolidando o vínculo direto entre o denunciado e o veículo utilizado no apoio ao atentado.
Relatório elaborado pela Polícia Federal, testemunhas e registros de comunicações corroboraram a proximidade de Rafael. com outros membros da organização, como FB e Chingler. responsáveis pela execução direta do crime.
Rodrigo da Silva teria a função de se aproximar e levantar informações sobre a vítima, como hábitos, rotinas, veículos utilizados e locais frequentados. Ele atuou omo intermediário entre os demais integrantes do grupo criminoso, em especial Thiago de Paula, FB e Chingler. facilitando a execução do crime, na medida em que teria mantido contato direto com a vítima e outros membros do grupo, antes do atentado.
A análise das mensagens trocadas entre o denunciado Rodrigo e a vítima Nilsinho bem como o depoimento de um funcionário da vítima, revelam que Rodrigo se apresentou inicialmente como interessado em realizar investimentos, utilizando essa abordagem como pretexto para obter informações detalhadas sobre a vítima e sua empresa.