Recentemente preso, o sargento PM André Barbosa Cabral poderá ser expulso da corporação por seu envolvimento com a milícia da Baixada Fluminense. Ele está sendo submetido a conselho de disciplina.
Cabral era ligado aos milicianos Ecko, Tandera e seu irmão Delsinho e agiu com eles entre os anos de 2011 e 2020 praticando crimes como homicídio, extorsão, agiotagem, corrupção ativa, distribuição clandestina de sinal de TV a cabo e
de internet, porte e posse ilegal de armas de fogo e munições, lavagem de dinheiro, além de outros delitos.
A investigação dizia que Cabral supostamente exerceria função de liderança do grupo na localidade de Valverde, Cabuçu e na Estrada de Madureira, sendo o PM apontado como uma das mais antigas lideranças da milícia naquela região.
Além da liderança, Cabral seria o braço armado da milícia, cabendo-lhe, inclusive, a responsabilidade pela prática de homicídios em nome da organização.
Cabral teria sido sócio do atual líder da milícia da Baixada, Juninho Varão em uma empresa que oferecia plano assistencial, acordo que teria sido rompido quando passaram a disputar lucro na atividade.
Foram encontrados diálogos e gravações de áudio entre Cabral e Warley, que era o número 2 da milícia do Varão, as quais indicariam o envolvimento de ambos com a milícia.