Policiais civis e militares deflagraram, nesta terça-feira (18/11), mais uma etapa da “Operação Contenção”, a principal ofensiva contra a expansão territorial do Comando Vermelho.
O objetivo é atacar a estrutura financeira e logística da facção. Entre os alvos, estava o homem apontado como “Mentor de Barricadas”, Cosme Rogério Ferreira Dias, que financia e viabiliza material para a construção das barreiras que impedem o direito de ir e vir dos moradores e limita o acesso a serviços básicos.
21 riminosos foram presos entre eles o principal.alvo .A ação visa a cumprir mandados de prisão e de busca e apreensão, além do bloqueio de R$ 217 milhões em bens e valores e interdição de oito ferros-velhos.
O principal alvo da operação, o “Mentor de Barricadas”, se apresentava como empresário do ramo da reciclagem. As investigações, porém, revelaram que ele liderava o braço financeiro da organização criminosa. financiava o Comando Vermelho, lavando dinheiro oriundo da receptação de cobre, fornecia materiais para construção e reforço de barricadas e atuava como elo entre os ferros-velhos e o tráfico, promovendo a integração logística e financeira da facção.
As diligências correm no Rio de Janeiro, em São Paulo e em Minas Gerais.Segundo as investigações, parte dos recursos para erguer e manter as barricadas é proveniente da receptação e comercialização de cobre e outros metais furtados. “Essa fase da ‘Operação Contenção’ representa um golpe direto na espinha estrutural e econômica do Comando Vermelho, visando asfixiar financeiramente a facção e restringir sua capacidade de domínio territorial”, comenta o secretário de Polícia Civil, delegado Felipe Curi.
A apuração comprovou que ferros-velhos ligados ao tráfico de drogas funcionavam como núcleos de lavagem de dinheiro e de apoio operacional, sendo fundamentais também para financiar a instalação e reconstrução de barricadas, que impedem a entrada de forças policiais, para custear atividades de vigilância armada e manutenção de pontos de venda de drogas e para fortalecer o controle territorial em comunidades da Zona Norte, Baixada Fluminense e Região Metropolitana.
As análises financeiras conduzidas pela DRF revelaram movimentação ilícita superior a R$ 217 milhões, valor incompatível com as atividades declaradas pelos investigados.
Diante das provas, foram representados e deferidos ordem de bloqueio integral de valores e ativos financeiros vinculados à facção e seus operadores, sequestro de imóveis de luxo no Recreio dos Bandeirantes, utilizados para blindagem patrimonial, sequestro de veículos de alto padrão, pertencentes ao núcleo financeiro, interdição de oito ferros-velhos, centrais no escoamento de cobre furtado e lavagem de capitais, e afastamento compulsório de sócios e responsáveis legais, para cessar imediatamente a continuidade da atividade criminosa.
FONTE: PCERJ