Traficantes do Terceiro Comando Puro de Três Rios mataram Weverton Pacheco Santos, o Dudu, por causa de dívidas de drogas. A ex-companheira da vítima é suspeita de envolvimento no crime e teve a prisão temporária decretada assim como dois irmãos. Um menor de idade também está ligado ao caso.
Dudu foi morto no dia 31 de janeiro de 2025, no local denominado sito Ferro Velho, próximo ao túnel que fica perto do Fórum,
Conforme consta da decisão anterior: “na madrugada de 31 de janeiro deste ano de 2025, policiais militares procuraram a 108ª Delegacia Policial de Três Rios para noticiar que haviam localizado corpo de indivíduo dentro de local denominado Sitio Ferro Velho, próximo ao túnel que fica próximo ao fórum, no bairro Nova Niterói,
Da análise do corpo da vítima, verificou-se dez ferimentos produzidos por disparos de arma de fogo, nas regiões da face, pescoço, tórax, abdome e braços, além de diversas lesões na cabeça e na parte superior do tronco. O perito legista atestou como causa da morte hemorragia interna por laceração pulmonar e como instrumento ou meio que produziu a morte ação perfurocontundente (projetil de arma de fogo).
O irmão da vítima compareceu à delegacia e relatou que seu irmão era querido no bairro em que morava, apenas tinha um relacionamento conturbado com C.A.S, sua ex-companheira.
Questionada sobre o ocorrido, a moça descreveu o ex-companheiro como alguém que ficaria agressivo quando fazia uso de droga e mencionou ter tomado conhecimento que traficantes associados a facção Terceiro Comando Puro, estabelecidos no bairro Pilões, estariam querendo matar seu ex-companheiro.
Ouvido novamente, o irmão citou o adolescente J.G.R.C como sendo adolescente que teria passado a conviver com ex-namorada de seu irmão, destacando que após a morte do irmão, o menor teria se afastado de seus familiares.
Segundo relatado pela autoridade policial, as imagens colhidas na central de monitoramento da Prefeitura de Três Rios/RJ mostram o momento que Weverton caminha sozinho na direção do local onde foi emboscado e morto.
E, conforme análise feita por policiais civis envolvidos na investigação, Weverton se dirigiu para o “Sitio Ferro Velho” após receber chamada de pessoa de sua confiança com quem combinou um encontro.
Porém, para acessar o local onde o crime foi cometido, os suspeitos, vindos do bairro Pilões, não passaram em frente a câmera que captou as imagens da vítima.
Em razão das buscas, o adolescente foi surpreendido em sua residência quando tinha com ele um revólver calibre 38 com numeração suprimida, seis munições do mesmo calibre e um aparelho de telefonia celular Iphone 12.
Ouvido em sede administrativa, na presença do pai e de seu advogado, o menor falou de seu envolvimento e do envolvimento de dois irmãos na morte de Weverton Pacheco Santos, vulgo Dudu. Segundo o adolescente, ele e Dudu estariam envolvidos com o tráfico de drogas.
Por conta de dívidas, Dudu estaria sendo ameaçado por um suposto líder da facção instalada no bairro Pilões. Sobre a ida da vítima ao local onde foi emboscado, o adolescente afirmou que foram os dois irmãos que o atraíram e o surpreenderam quando lá chegou por entre 20 horas e 20 horas e 30 minutos.
O mesmo menor afirmou que ele e os outros dois rapazes fizeram disparos contra a vítima em um episódio que afirmou ter sido gravado e encaminhado para indivíduo que chama de “dono¿ do tráfico no Pilões.
Como destacado pelo delegado em sua representação, a análise previa do parelho Iphone do garoto, devidamente autorizada, permitiu colher evidências do envolvimento direto do adolescente no planejamento e execução da morte, desmentir a suposta versão de um atentado pretérito contra sua vida e identificar os dois citados irmãos que participaram diretamente da trama.
Em um documento cuidadosamente elaborado por policiais civis responsáveis pelas diligências e pela análise e transcrição do conteúdo do telefone, foram juntados prints e reproduzidos áudios que evidenciam que J.G E e dois irmãos planejaram a morte de Weverton e o mataram.
A ex-companheira da vítima foi intimada a comparecer à delegacia para prestar depoimento e após nove minutos ligou para o menor declarando sua preocupação com o que iria dizer. Das análises das conversas, das câmeras de segurança e extrato das ligações, pode-se verificar a participação da mulher no episódio, visto que teria ligado para a vítima minutos antes desta se dirigir ao local em que fora assassinada