Morto em um ataque a tiros na madrugada de hoje em Cachoeiras de Macacu, Ricardo Oliveira da Silva, de 62 anos, conhecido como Sapão, foi tema de matérias da imprensa na década passada.
Segundo o que foi publicado na época, ele e a esposa foram presos suspeitos de comandar uma organização criminosa que tinha como principal objetivo o de explorar o crime de agiotagem em Araruama.
Quando foi preso, Sapão e a mulher estavam em uma sua residência, de aproximadamente 2 mil metros quadrados, em Araruama.
Com eles, foram encontradas e apreendidas, uma caixa contendo 21 (vinte e uma) munições intactas calibre 12, no quarto, dentro de um armário, 01 (um) revólver calibre .38, com numeração suprimida, municiado com 05 (cinco) munições intactas, 01 (uma) pistola calibre e9mm, com 02 (dois) carregadores municiados, e 102 (cento e duas) munições calibre 9mm, escondidos na adega da cozinha, além de 10 (dez) munições intactas calibre .22 LR, no interior do quarto
De acordo com reportagem divulgada pelo jornal Extra em 2017, para desviar uma eventual fiscalização ou investigação, Ricardo utilizava sua esposa como intermediária nas negociações, sendo comum colocar os bens decorrentes de práticas criminosas em nome dela, achando assim que poderia escondê-los.
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O grupo utilizava ainda uma conhecida boate e casa de show da região para a lavagem do dinheiro adquirido pelo crime de agiotagem.
Segundo as investigações, o patrimônio dele chegava ao montante de R$ 11 milhões.
Bens foram sequestrados na época como uma cobertura em Cabo Frio, valores depositados em contas bancárias, imóveis comerciais e três veículos de luxo.
Por conta da prisão com armas, Ricardo chegou a ser condenado a três anos e seis meses de prisão.
Sobre o assassinato, a 159ª DP (Cachoeira de Macacu) investiga o caso. Na ação criminosa, outras quatro pessoas ficaram feridas e foram levadas para uma unidade de saúde.
Segundo informações preliminares, dois criminosos, em uma motocicleta, passaram pelo local e efetuaram diversos disparos de arma de fogo contra as pessoas que estavam no estabelecimento.
A perícia foi solicitada para o local e outras diligências estão em andamento para apurar a autoria e a motivação do crime.