Um menor de idade ligado à facção criminosa Amigos dos Amigos (ADA) é suspeito de participar de uma sessão de tortura em Quissamã
Uma das vítimas relatou que ela e seu irmão foram abordados por integrantes da facção sendo levados para um matagal, ameaçados, roubados seus celulares e espancados, sob a justificativa de pertencerem a grupo rival.
As imagens do local mostraram o menor junto ao bando, em uma bicicleta, aliciando as vítimas
A vítima informou não se recordar se o adolescente teria subtraído seu celular, não sabendo imputar a autoria, tampouco se, no momento da subtração, o menor estaria presente.
Segundo a Justiça, , em relação aos atos infracionais análogos aos crimes de tortura e associação ao tráfico, a materialidade e autoria restaram comprovadas.
O menor confessou em juízo que, à época dos fatos, fazia parte da facção criminosa Amigo dos Amigos, e que se dirigiu ao local das vítimas, após o recebimento de uma mensagem da liderança,
A atuação do menor, durante a abordagem, contribuiu para a efetiva privação da liberdade das vítimas e o deslocamento destas do local de origem, não sendo crível que não soubesse a finalidade espúria desde o primeiro contato.
O laudo de exame de lesão corporal em relação a uma das vítimas, atestou o sofrimento ensejado pelo espancamento com instrumentos contundentes e produzido por meio cruel, gerando escoriações lineares em mãos e antebraços (por ter sido amarrado) e pescoço,
FONTE: TJ-RJ