Sem dar muitos detalhes sobre o episódio, a Justiça decretou as prisões preventivas dos chefes do tráfico dos morros do Andaraí, vulgo Boneco, e do Borel, conhecido como Baleia, além de um criminoso vulgo Saci.
Segundo os autos, eles são suspeitos de atacarem policiais militares mas não há informações sobre a data do fato.
“Os denunciados agiram para impedir que agentes da lei pudessem coibir a prática de crimes na localidade. O local onde o fato ocorreu é de difícil – quiçá de impossível acesso para a atividade da polícia preventiva e investigativa – onde impera a lei do silêncio, razão pela qual deixa os moradores vulneráveis e expostos, abalando a comunidade, repercutindo de forma negativa, gerando sensação de impunidade, sendo merecida a prisão dos denunciados para a garantia da ordem pública”
Os autos se resumem a dizer que há investigações policiais no sentido de que os envolvidos integram organização criminosa que exerce atividades ilícitas na localidade, não sendo certo o paradeiro deles,
Se sabe que Boneco possui inúmeras anotações criminais, sendo: associação para o tráfico de drogas; tráfico de drogas; associação criminosa; homicídios; organização criminosa; roubo de veículos; e roubos seguido de morte.
Ele aliciava crianças e adolescentes para operar na venda de drogas na comunidade e outras atividades ilícitas.
Baleia foi preso em São Paulo, acusado de participar dos ataques iniciados dia 28 de dezembro de 2006 no Rio, em que 19 pessoas morreram, sete delas carbonizadas durante ataque a um ônibus. Ele foi condenado a 10 anos de prisão por tráfico de drogas e associação para fins de tráfico, no processo número 2006.001.166391-2.
Solto em julho de 2020, contra ele consta um mandado de prisão, expedido pela 1ª Vara Criminal da Capital, em agosto de 2020, um mês depois de sua saída do presídio, pelo crime de Homicídio Qualificado (Art. 121, § 2º – CP).
