O Ministério Público Estadual e a Polícia Civil do Rio de Janeiro estão monitorando telefones celulares de diversos bandidos do Comando Vermelho.
E descobriram um fato relevante: Há informações de terminais usados para negociar com policiais criminosos o “arrego” (taxa da corrupção), para reduzir a fiscalização e atuação contra o tráfico de drogas
As investigações confirmam o projeto expansionista da facção que começou por Jacarepaguá com a invasão à comunidade Gardênia Azul
Isso vem causando execuções em séries não apenas de rivais, como de supostos relacionados a rivais, e até mesmo por “bala perdida”
decorrente de intenso confronto armado.
A apuração também confirma que o Complexo da Penha, cada vez mais, é uma fortaleza do crime, de difícil acesso a policiais para operações
regulares, sendo que os traficantes locais usam armas de grosso calibre, mormente fuzil, bem como se valem de barricadas e outros
obstáculos para dificultar qualquer tipo de atuação policial.
Segundo a investigação, o tráfico de drogas no Complexo da Penha, vem sendo palco constantes de roubos de carga, de veículos e estabelecimentos comerciais financiados por tais famigerados traficantes, além de agentes da lei corruptos e inescrupulosos.
Em um dos terminais interceptados, foram descobertos diálogos .relacionados a “cobranças” ao comércio local .
O traficante Doca continua sendo a maior das lideranças da cupula da Facçao Comando Vermelho, e segundo informaçoes de inteligencia, o mais violento dos líderes da facçao, responsavel por uma postura de enfrentamento ao Estado e por fomentar roubos a transeuntes, roubos de veículos e de cargas
Alem de ser o chefe do Complexo da Penha, Doca tambem e o chefe do trafico de diversas outras comunidades, tais como Vila Kosmos, Juramento, Quitungo, Guapore, Ipase, etc. E tambem e o responsavel pelas recentes guerras expansionistas do comando Vermelho por toda Jacarepagua, Vargens, Itanhanga e Rio das Pedras.
Ele tambem é responsavel pelas recentes guerras expansionistas do Comando Vermelho, ordenando e financiado confrontos
armados que resultaram na invasao de diversas regioes de Jacarepagua, como Rio das Pedras,Muzema, Morro do Banco, Cesar Maia, Gardenia Azul e Itanhanga.
Doca conta com o apoio de Gardenal que fica responsável por definir as estratégias de “guerra” contra facçoes rivais, e pelas taticas de enfrentamento as forças de segurança do Estado. Tambem e responsavel por coordenar as guerras expansionistas da Facção.
Os dois são responsáveis por diversos homicídios ocorridos durante essa guerra expansionista do Comando Vermelho. Dentre esses homicídios um teve repercussao nacional, no qual 4 medicos foram assassinados na orla da praia da Barra da Tijuca, confundidos com milicianos de Jacarepaguá, Os homicídios ocorreram em momento em que o Comando Vermelho disputava com milicianos o controle da comunidade Gardênia
Azul.
Outra figura central no comando do tráfico é Grandão sendo conhecido como síndico do Complexo da Penha, funcionando como um gestor da comunidade. E responsavel por montar as escalas de plantão, gerir os bailes funk na comunidade, pagamento de propinas, e por filtrar todos que
desejam falar com Doca.
Em grupos de Whatsapp, os três emitem ordens de carater geral, ordens sobre a comercializaçao de drogas para os subordinados, determinam as escalas de plantoes sejam em pontos de comercializaçao de drogas (bocas), pontos de visao (monitoramento), ou pontos de contenção, (segurança armada).
Tambem chamam atenção de seus subordinados, falam sobre veículos roubados, monitoramento de viaturas policiais, contabilidade das vendas de drogas e at sobre a execuçao (morte) de rivais.
Enquanto isso, seus subordinados enviam mensagens referentes ao monitoramento da comunidade (diversas fotos), movimentaçao de viaturas policiais e sobre comercializaçao de drogas.
Ficou demonstrado que os integrantes da facção utilizam diversas armas de fogo, veículos roubados, e empregam violencia em suas açoes.
Desta forma, a analise dos chats (whatsapp) de Gardenal apresentou conversas em diversos grupos do trafico, de diferentes comunidades, e tambem diversos chats privados.
A parte dos lucros que cabe a facçao integram a caixinha do trafico, sendo utilizado ainda para compra de armamentos, drogas, radios, muniçoes, drones, pagamento de advogados de faccionados, e para bancar os luxos dos traficantes e seus familiares
Durante as investigaçoes, restou evidenciado que os indivíduos responsaveis pela pratica de roubos de veículos na regiao nao atuam de forma autonoma ou isolada, mas sim vinculados a organizaçao criminosa denominada Comando Vermelho, com a qual mantem relaçao de dependencia e subordinação. .
Constatou-se que, para a pratica dos delitos de roubo de veículos, os autores dependem de autorizaçao previa da liderança local da facçao criminosa, sendo que parte dos lucros oriundos dos crimes e repassada a organizaçao como forma de “tributo” pelo uso do territorio e pela permissao para atuaçao delituosa lem disso, os roubadores contam com o apoio logístico e operacional da facção, que fornece armamentos, proteçao armada durante e apos a pratica dos delitos, esconderijos para os veículos subtraídos em areas dominadas e facilidade para o escoamento dos bens. Tal estrutura permite nao apenas a pratica reiterada dos roubos, mas tambem dificulta sobremaneira a repressao estatal. Esses elementos demonstram que os roubadores de veículos atuam como mais uma engrenagem da facçao criminosa, sendo o roubo de veículos uma atividade explorada institucionalmente pelo Comando Vermelho, ao lado de outras praticas ilícitas como o trafico de drogas, o trafico de armas e a extorsão.
A investigação revelou outros elementos importantes
Parazin 157. homem de confiança de “Gadernal”, para a realização de roubos e clonagens de veículos, sendo o “chefe” de uma célula de roubadores e receptadores de veículos.
Gordinho da VK ou Gordo recebe o dinheiro pelas vendas dos automóveis roubados e demanda ao “DOCA” a forma sobre proceder para lhe repassar a referida quantia.
E quatro mulheres que atuam como “assessoras”, recebendo os valores do tráfico para repassar à facção criminosa.