Lucas Santana da Silva, preso hoje suspeito de matar uma grávida em Nova Iguaçu na última sexta-feira contou à polícia como cometeu o crime, segundo os autos do processo no TJ-RJ.
Clarice Custódio de Barros foi encontrada sem vida com lesões corporais compatíveis com o uso de arma branca
O, laudo de perícia necropapiloscópica que atestou a identidade da vítima, o termo de reconhecimento de cadáver assinado por sua genitora e o laudo de necropsia que identificou a morte causada por choque hemorrágico, associado a trauma raqui-medular, produzidos por instrumento perfurocortante.
Na data de ontem, 09/02/2026, às 17h22, Lucas compareceu à delegacia para prestar esclarecimentos acerca do fato, e informou que conheceu a vítima por meio da internet e contratou seus serviços profissionais a serem executados em 05/02/2026.
Segundo ele, Clarice era garota de programa. Afirma que durante uma discussão a vítima puxou uma faca de serra e o ameaçou, pelo que ele teria se defendido, logrando êxito em direcionar a faca para a vítima e desferindo dois golpes em seu pescoço.
contra a vítima, que apresentava dez feridas perfurocortantes, além de lesão dos grandes vasos cervicais e fratura da coluna cervical, circunstâncias que evidenciam a gravidade e a intensidade da violência.
Pelo que se percebe das investigações, o suspeito afirma ter agido em legítima defesa, apenas para repelir uma agressão iniciada pela vítima, mas o que se perceber pelo conjunto probatório dos autos do processo nº 0002012-57.2026.8.19.0038 é que suas alegações são absolutamente incompatíveis com a extensão, a multiplicidade e a gravidade das feridas constatadas.
Ademais, conforme narrado pela douta autoridade policial na representação pela prisão temporária, as agressões atingiram a medula espinhal da vítima, estrutura vital cuja lesão demanda força e reiteração incompatíveis com um único ato defensivo.
Por fim, após toda a violência perpetrada contra a vítima, o autor deliberadamente se evadiu do local do crime, não prestou qualquer tipo de socorro ou acionou atendimento médico, comportamento que se revela destoante do esperado de quem age para repelir agressão injusta e atual.