Há semanas, policiais civis monitoravam possíveis rotas de envio de armamentos ao Rio de Janeiro.
A apuração apontou para a existência de um carregamento oriundo do bairro do Brás, em São Paulo, com destino à capital fluminense.
Rapidamente, as equipes articularam uma operação, resultando na interceptação do veículo suspeito — um ônibus de turismo — no Posto Fiscal de Nhangapi, em Itatiaia, Sul Fluminense.
Durante a revista no interior e no bagageiro do ônibus, foram localizadas três caixas de papelão contendo seis almofadas, cujo peso excessivo levantou suspeita dos agentes.
Ao serem abertas, revelaram um arsenal composto por 30 pistolas semiautomáticas de diversas marcas e calibres e 63 carregadores, cuidadosamente embalados e ocultos no interior das almofadas.
A quantidade expressiva de armamento demonstra a sofisticação logística e o elevado poder ofensivo das quadrilhas armadas que atuam no tráfico de drogas no Rio de Janeiro.
De acordo com as investigações preliminares, a presa teria sido contratada por uma intermediária para transportar o material bélico até o Rio de Janeiro, onde um motorista de aplicativo entraria em contato para recolher as caixas e entregá-las no Complexo do Alemão, reduto histórico da facção Comando Vermelho.
A investigação prossegue para identificar os demais integrantes da cadeia criminosa responsável pelo transporte e distribuição das armas. O êxito desta ação reafirma a importância da integração entre agências de segurança e do emprego da inteligência policial como principal vetor de combate ao narcoterrorismo armado no Estado do Rio de Janeiro.
FONTE: PCERJ