Generic selectors
Exact matches only
Search in title
Search in content
Post Type Selectors

investigação

De dentro de Bangu: denúncia aponta que preso comandava avanço do Comando Vermelho em Juiz de Fora

Mesmo encarcerado no Complexo de Gericinó, em Bangu, no Rio de Janeiro, um integrante apontado pelo Ministério Público de Minas Gerais como liderança do Comando Vermelho teria continuado exercendo influência direta sobre atividades criminosas em Juiz de Fora e na Zona da Mata. Segundo denúncia apresentada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), o preso conhecido como “Canela” ou “CNL” ocupava posição de destaque na hierarquia da facção e seria responsável por decisões estratégicas relacionadas ao tráfico, arrecadação de dinheiro, distribuição de drogas e articulação interna do grupo. De acordo com a acusação, seis investigados foram denunciados por promover e integrar organização criminosa. O MP sustenta que a estrutura atuava de forma organizada desde, ao menos, o início de 2025 e mantinha funções definidas para controle territorial, cadastro de integrantes, gestão de pontos de venda de drogas e recolhimento de valores entre membros da facção. A denúncia afirma que, mesmo preso em Bangu, Canela continuava ativo na tomada de decisões e no gerenciamento de interesses do grupo em Juiz de Fora. O documento aponta que ele integraria um chamado “conselho permanente” da facção e que subordinados o descreviam como uma das principais referências do Comando Vermelho em Minas Gerais. Segundo o Ministério Público, parte das provas foi obtida por meio de quebras de sigilo telemático, apreensão e análise de celulares em operações anteriores, além do compartilhamento de elementos colhidos em investigações conduzidas pelo Judiciário. Os investigadores relatam ter identificado grupos de WhatsApp usados para administrar atividades criminosas, organizar cobranças internas conhecidas como “caixinha”, registrar pontos de tráfico e impor regras internas. Entre os grupos citados estão canais denominados “Caixinha da Casa”, “Tropa da Loba”, “A Grande Família” e “Caça as Notas”, que, segundo a denúncia, seriam utilizados para controle financeiro e operacional da organização. Ainda conforme o MP, duas lideranças apontadas na investigação estariam presas — uma em Juiz de Fora e Canela em Bangu — sem que isso tivesse interrompido a atuação atribuída ao grupo. A acusação também menciona suspeitas de uso de menores em atividades ligadas ao tráfico, circulação de armamento e tentativas de expansão da influência da facção para além das atividades criminosas tradicionais. Ao final, o Ministério Público pede o recebimento da denúncia, a condenação dos investigados por organização criminosa, perda de bens ligados às apurações, fixação de indenização mínima por danos coletivos e restrições futuras para progressão de regime caso haja condenação. Os denunciados terão direito à ampla defesa e ao contraditório ao longo do processo.

Emboscadas, tiros e matadores de aluguel: decisão judicial revela bastidores da Milícia de Araruama

Um relatório da Justiça revelou detalhes sobre o funcionamento da Milícia de Itatiquara, organização criminosa investigada por atuar em Araruama, Região dos Lagos com emboscadas, execuções planejadas e atuação como milícia privada e grupo de extermínio. Segundo os autos, o grupo teria sido liderado por um policial civil apontado como responsável por coordenar uma estrutura formada por executores armados e operadores encarregados de monitorar e eliminar alvos mediante recompensa financeira. A decisão recebeu denúncia do Ministério Público, decretou prisões preventivas e autorizou o compartilhamento de provas com outras investigações para aprofundar o mapeamento da atuação da milícia. O caso detalhado no relatório envolve uma tentativa de homicídio ocorrida em agosto de 2024. Conforme a acusação, integrantes do grupo teriam montado uma operação previamente planejada para executar um alvo em via pública. O documento descreve que os criminosos permaneceram escondidos dentro de um veículo aguardando o momento exato para agir e abrir fogo. O ataque só não teria terminado em morte porque o carro utilizado pela vítima possuía blindagem balística. Segundo o Ministério Público, “Bimba” teria participado diretamente do planejamento, vigilância e cerco armado durante a ação. Já “Zeus”, ao lado de outros integrantes investigados, teria atuado na execução direta do atentado, incluindo os disparos e a operação de fuga. Mas o relatório vai além do episódio específico e descreve o que seria o funcionamento interno da organização. De acordo com os autos, o grupo ligado a “Egger” teria começado atuando na execução de traficantes e depois ampliado sua atuação para funcionar como uma estrutura de matadores de aluguel, realizando homicídios e tentativas de homicídio mediante pagamento. Para sustentar a denúncia, a investigação reuniu imagens de câmeras de segurança, dados obtidos após quebra de sigilo telemático, rastreamento de celulares por antenas, perícias balísticas, exames em munições, apreensão de aparelhos eletrônicos e diligências autorizadas pela Justiça. A decisão também registra que parte dos denunciados morreu durante o andamento das investigações e menciona a existência de indícios ainda não confirmados de possível assassinato de um integrante desaparecido em contexto investigado como eventual “queima de arquivo”, hipótese que segue sem conclusão oficial nos autos. Ao decretar as prisões preventivas, o magistrado destacou que o modus operandi marcado por planejamento, emboscada, divisão de tarefas, uso de armas de fogo e indícios de vínculo com milícia demonstraria elevada periculosidade concreta e justificaria a medida para preservar a ordem pública e a instrução processual. O Juízo também autorizou o compartilhamento das provas produzidas neste processo com outros procedimentos que investigam o funcionamento da Milícia de Itatiquara e fatos relacionados a integrantes do grupo. O processo continua em tramitação e as acusações ainda serão submetidas à fase de instrução e julgamento, sem condenação definitiva até o momento.

Guerra no Recreio e Vargens: investigação revela estrutura do TCP com “matadores”, tráfico na praia e disputa sangrenta contra CV e milícia

A recente execução de um casal no Terreirão, no Recreio dos Bandeirantes, voltou a escancarar a guerra silenciosa que vem transformando a região do Recreio e de Vargem Grande, na Zona Sudoeste do Rio, em território de disputa entre traficantes do Comando Vermelho (CV), integrantes do Terceiro Comando Puro (TCP) e grupos milicianos. Em meio ao clima de tensão, uma denúncia do Ministério Público do Rio revelou detalhes da estrutura criminosa montada pelo TCP nas regiões do Terreirão e Posto 12, apontando traficantes responsáveis por execuções, distribuição de drogas, monitoramento policial e venda de entorpecentes em plena orla da praia. A morte do casal, ocorrida recentemente em uma das áreas mais conflagradas do Recreio, aumentou o medo entre moradores e frequentadores da região. O crime é tratado nos bastidores da segurança pública como mais um reflexo da disputa territorial que se intensificou nos últimos anos na Zona Sudoeste da capital. Segundo o Ministério Público, o TCP mantém domínio sobre pontos estratégicos do Terreirão, Canal, Pombo Sem Asa, Taboinha e Notredame, além de áreas próximas às Vargens e ao Posto 12, onde traficantes atuariam até mesmo durante o dia comercializando drogas para turistas e frequentadores de quiosques. A investigação aponta que armas e entorpecentes eram escondidos na areia da praia, debaixo de decks e próximos a barcos utilizados pelos criminosos. Estrutura da facção tinha gerentes, distribuidores e executores A denúncia mostra que a facção possuía uma divisão clara de funções dentro da organização criminosa. O traficante conhecido como “Lobim” aparece como um dos principais gerentes do tráfico na região, responsável pelo abastecimento de drogas vindas da Vila do João, no Complexo da Maré. Além da logística dos entorpecentes, ele é apontado como um dos principais “matadores” da facção, ligado a diversos homicídios ocorridos no Recreio. Outro nome citado é “RB”, descrito pelos investigadores como um dos “frentes” do TCP no Terreirão. Segundo o Ministério Público, ele atuava diretamente na eliminação de rivais e no controle dos pontos de venda de drogas. Já o criminoso conhecido como “Sem Vulgo” é apontado como um dos principais executores da organização. Testemunhas afirmaram que ele fazia rondas diárias pela comunidade à procura de integrantes de facções rivais para matar. Outro denunciado, conhecido como “Chibata”, foi apontado como participante de ataques armados e homicídios ligados à disputa territorial. Em um dos episódios citados na investigação, ele teria efetuado disparos contra um rival dentro de um posto de saúde no Terreirão. Tráfico funcionava em quiosques e pistas de skate A denúncia detalha ainda que o tráfico funcionava abertamente em áreas movimentadas do Posto 12. Segundo as investigações, integrantes da facção comercializavam cocaína e maconha na areia da praia, em quiosques, decks e próximos à pista de skate frequentada por jovens e turistas. Uma das denunciadas foi flagrada vendendo drogas diretamente para frequentadores da praia. Outro integrante acabou preso após fazer uma transmissão ao vivo nas redes sociais exibindo cocaína e anunciando a venda do entorpecente. O Ministério Público afirma que quase metade dos registros de tráfico da região estavam concentrados no entorno do Posto 12. Guerra envolve também milicianos e o Comando Vermelho As investigações mostram que a violência no Recreio e nas Vargens vai além da rivalidade entre TCP e CV. Grupos milicianos também tentam avançar sobre áreas estratégicas da Zona Sudoeste, aumentando o cenário de confrontos e execuções. Um dos casos citados na denúncia envolve a morte de dois homens apontados como milicianos. Segundo os investigadores, traficantes do TCP teriam sido acionados após a presença dos rivais ser identificada no Terreirão. O Ministério Público afirma que o conflito armado provocou uma explosão nos homicídios da região, que registrou aumento de 163% nas mortes entre 2022 e 2023. Além das execuções, os criminosos utilizavam grupos de WhatsApp para monitorar viaturas e operações policiais em tempo real, permitindo esconder drogas e armas antes da chegada das equipes. Para os investigadores, o Recreio e a região das Vargens deixaram de ser apenas áreas de expansão imobiliária e lazer da cidade para integrar o mapa das principais disputas do crime organizado no Rio de Janeiro. cara, nao eh para omitir as funcoes dos traficantes Execução de casal expõe guerra entre facções na Zona Sudoeste do Rio; denúncia revela estrutura do TCP no Recreio com gerentes, “matadores” e tráfico na praia A execução recente de um casal no Terreirão, no Recreio dos Bandeirantes, voltou a expor a escalada da violência na região do Recreio e de Vargem Grande, na Zona Sudoeste do Rio, onde traficantes do Comando Vermelho (CV), integrantes do Terceiro Comando Puro (TCP) e grupos milicianos travam uma disputa armada por território, pontos de drogas e influência criminosa. Em meio ao clima de guerra, uma denúncia apresentada pelo Ministério Público do Rio detalhou a estrutura montada pelo TCP no Terreirão e no Posto 12, revelando a atuação de gerentes do tráfico, distribuidores de drogas, vendedores na praia, executores de rivais e integrantes responsáveis por monitorar operações policiais. Segundo a investigação, a facção domina áreas como Terreirão, Canal, Pombo Sem Asa, Taboinha, Notredame e pontos estratégicos próximos às Vargens e à orla do Recreio. O documento mostra que a região virou um dos principais centros de venda de drogas da Zona Sudoeste, com traficantes atuando até mesmo em quiosques, decks e pistas de skate frequentadas por turistas. A denúncia afirma que armas e drogas eram enterradas na areia da praia ou escondidas embaixo de barcos e estruturas da orla. Gerentes do tráfico e ligação com o Complexo da Maré Entre os principais nomes citados está o traficante conhecido como “Lobim”, apontado como um dos gerentes do tráfico no Posto 12 e Terreirão. Segundo o Ministério Público, ele era responsável por trazer drogas da Vila do João, no Complexo da Maré, para abastecer os pontos de venda no Recreio. Além da logística dos entorpecentes, Lobim também seria um dos principais “matadores” da facção, ligado a diversos homicídios registrados na região. Outro denunciado apontado como liderança é “RB”, descrito como um dos “frentes” do TCP no Terreirão. A investigação afirma

Justiça expõe bastidores dos “justiceiros” da Zona Sul: violência, ambição política e acusação de facção criminosa e milícia

Um relatório anexado a um processo que tramita na Justiça do Rio lançou novas luzes sobre a atuação dos chamados “justiceiros” da Zona Sul e aponta que líderes do grupo teriam utilizado o movimento como instrumento de projeção política e eleitoral. O caso voltou a ganhar repercussão nesta semana após novas movimentações judiciais envolvendo a página @anjosdaguarda.rio, ligada ao grupo “Anjos da Guarda Vigilância Comunitária”, conhecido por divulgar nas redes sociais ações violentas contra suspeitos de furtos em bairros como Copacabana, Botafogo, Flamengo e Leblon. Nos documentos apresentados à Justiça, os autores da ação sustentam que os responsáveis pelo movimento tinham “fins eleitoreiros” e buscavam capitalizar politicamente a imagem de “combatentes do crime” na Zona Sul carioca. O relatório cita nominalmente William Correia da Silva Junior, apontado como ex-funcionário comissionado da Prefeitura do Rio e candidato a vereador em eleições anteriores. Segundo os autos, ele teria utilizado o crescimento do movimento para ampliar sua projeção pública através de vídeos, ações de rua e patrulhamentos divulgados nas redes sociais. Outro nome citado é de um advogado apontado como aliado do grupo e ex-candidato à Prefeitura de Petrópolis. A ação sustenta que ambos teriam atuado “em concurso de agentes”, utilizando a repercussão do movimento para fortalecimento político e eleitoral. O relatório descreve o grupo como uma organização que passou a atuar de forma sistemática em áreas da Zona Sul promovendo ações de vigilantismo urbano. Segundo os autos, os integrantes realizavam perseguições, abordagens coletivas, espancamentos e exposições públicas de suspeitos, com ampla divulgação dessas ações nas redes sociais. Os documentos afirmam que adolescentes, moradores de comunidades e pessoas em situação de rua apareciam frequentemente nos vídeos publicados pelo grupo. A ação vai além e acusa o movimento de praticar racismo, tortura, exposição ilegal de menores, exercício arbitrário das próprias razões, usurpação de função pública e até formação de milícia privada. Em um dos trechos mais duros do processo, os autores afirmam que o grupo “atua como uma facção criminosa”, utilizando o discurso de combate à criminalidade como justificativa para ações violentas nas ruas. O relatório afirma ainda que o movimento teria começado em Copacabana e posteriormente ampliado atuação para Botafogo, Flamengo, Leblon e Centro do Rio. Os documentos mencionam que os integrantes montavam barracas em vias públicas, distribuíam panfletos e promoviam ações em áreas movimentadas para atrair apoio popular e transmitir aparência de organização oficial de segurança comunitária, apesar de não possuírem qualquer atribuição policial. Outro ponto explorado no processo é a tentativa dos organizadores de associar o grupo carioca a movimentos comunitários surgidos nos Estados Unidos. Segundo os autos, os responsáveis afirmavam publicamente que o projeto teria sido inspirado em organizações de patrulhamento urbano de Nova York. A narrativa, porém, é contestada pela entidade Guardian Angels Brasil, que acusa o grupo de deturpar a origem do movimento internacional criado em 1979 por Curtis Sliwa. Os documentos afirmam que os Guardian Angels originais nunca incentivaram agressões, perseguições violentas ou exposição pública de suspeitos. A ação também sustenta que o grupo utilizava a sensação de insegurança na Zona Sul para fortalecer apoio político. Segundo os documentos, o discurso de “combate ao crime” passou a ser explorado como ferramenta de mobilização eleitoral, principalmente através das redes sociais. Os autos afirmam que os integrantes utilizavam uniformes padronizados, promoviam ações filmadas, realizavam transmissões ao vivo e buscavam associação com autoridades e figuras públicas para ampliar legitimidade junto à população. Os documentos anexados ao processo ainda mencionam acusações de que vídeos publicados pelo grupo mostrariam jovens sendo perseguidos, agredidos e expostos publicamente antes de qualquer decisão judicial. Há também referências a episódios envolvendo perseguições próximas à praia, incursões em bairros da Zona Sul e até ataques contra adolescentes que retornavam para comunidades após passarem o dia na orla. Apesar de ter negado o pedido de retirada imediata da página do Instagram, a Justiça decidiu manter o processo em andamento e reconheceu a existência de controvérsias relevantes envolvendo a atuação do grupo. O magistrado determinou continuidade da produção de provas, incluindo possibilidade de perícia e apresentação de ata notarial. Com isso, o caso volta ao centro do debate público justamente em meio ao crescimento das discussões sobre grupos de “justiceiros” atuando nas ruas do Rio de Janeiro e os riscos da utilização do medo e da violência urbana como ferramenta de projeção política. Um dos citados, William, se posicionou nas redes sociais Alem da resposta jurídica , Tive que me posicionar aqui, para esclarecer alguns pontos sobre essa ação contra mim. Infelizmente nos população de bem segundo alguns, temos que aceitar essa realidade de violência . Esse menores roubam, agridem, mat@m e ainda devem ser mesmo protegidos até quando por essa lei? E cadê a nossa defesa? Cadê a lei para nos proteger? Por que só funciona pro lado dos vagabund0s? Até quando? Botar a cara desses gansos , seja menores ou não, mas em FLAGRANTE, após denúncias de VÍTIMAS, é errado pra quem? Precisamos SIM, saber a cara deles para nos protegermos e anteciparmos o crime, graças aos meus vídeos, muitos foram presos pois vítimas antigas reconheceram, outros certamente com medo da exposição pararam ou mudaram a rota… isso é um serviço para população, mas para alguns INCOMODA. Seguirei até onde eu puder para que os resultados que construí se mantenham e melhoram cada dia mais e que mais bairros tenham o mesmo! Mesmo achando um absurdo, decisão judicial se cumpre, então retirei os vídeos mencionados pelo @mprj.oficial e estou a disposição, como sempre, para maiores esclarecimento

Informação divulgada pela TV segue as redes sociais e diz que empresário morto em Guaratiba pode ter sido assassinado por supostamente ser amigo de ex-miliciano que teria pulado para o CV

O apresentador Tino Junior do programa Balanço Geral da TV Record disse que o empresário Sérgio Parafuso, morto ontem em Barra de Guaratiba, teria sido assassinado por ser supostamente amigo de um ex-miliciano conhecido como Zero. Esse boato já circulava desde ontem nas redes sociais. Zero era um dos principais líderes da milícia do PL até o ano passado quando foi expulso da quadrilha. O grupo de PL comanda também a região de Guarstiba. Essa semana surgiram informações que Zero teria sido recrutado pelo Comsndo Vermelho. De acordo com as primeiras informações, o crime aconteceu por volta das 9h30, na Estradada Roberto Burle Marx. Testemunhas contaram que a vítima voltava de um mercado quando dois criminosos, que estavam em uma motocicleta, o abordaram. Testemunhas contaram que os suspeitos se aproximaram e fizeram vários disparos contra o empresário. Ele chegou a cair no chão, mas, mesmo assim, continuou sendo baleado. Ao todo, pelo menos cinco tiros atingiram a vítima. O homem morreu ainda no local, antes da chegada do socorro. As sacolas de compras que ele carregava ficaram espalhadas pela via. Policiais militares foram acionados e isolaram a área para o trabalho da perícia. A Delegacia de Homicídios da Capital (DHC) foi chamada e ficará responsável pela investigação. Em 2024, Sérgio tentou uma vaga na Câmara Municipal do Rio pelo Solidariedade. Naquele pleito ele teve 1.186 votos e ficou com a suplência. Na semana passada, por conta de uma suposta cobrança interna na milicia do PL, quatro paramilitares teriam sido mortos em Guaratiba, entre eles Jefinho, que comandava a Favela do Piraquê. Essa semana

“CV NA GUERRA DA UCRÂNIA”: PF e MPF investigam traficante do Comando Vermelho já identificado por viagem ao front para aprender táticas militares usadas hoje nas favelas do Rio com drones e granadas

A suspeita de que traficantes do Comando Vermelho estariam indo para a Ucrânia para receber treinamento e depois retonrar ao Rio para ensinar aos criminosos táticas de guerra virou alvo da Polícia Federal e do Ministério Público Federal. Um dos bandidos que teria feito o intercâmbio e já teve a identidade divulgada pela Polícia Civil no ano passado é alvo de um inquérito que tramita na Justiça Federal: trata-se de Philippe Martins Paiva Segundo o que foi divulgado na época,, Marques Pinto é ligado ao traficante Antonio Hilário Ferreira, conhecido como Rabicó, uma das principais lideranças da facção. Ele é considerado chefe do Complexo do Salgueiro, em São Gonçalo (RJ). A polícia descobriu que o integrante do CV foi ao menos três vezes para a Europa desde o início do conflito na Ucrânia. Todas as vezes, ele viajou do Aeroporto do Galeão, no Rio, para Lisboa, em Portugal, e depois teria ido até a região do conflito. A primeira viagem aconteceu em junho de 2023. Na ocasião, ele ficou seis meses na Europa até o retorno ao Brasil. Depois, Marques Pinto permaneceu um ano em solo europeu, entre junho de 2024 e junho de 2025. Conforme a investigação, a terceira ida do integrante do CV para a Ucrânia foi no dia 9 de setembro de 2025. Os investigadores tiveram acesso a fotos e vídeos do homem com armas, usando uniforme de combate, e também em áreas de conflito.Os bandidos do Rio de Janeiro estão usando táticas comunemente praticadas na Ucrânia Um relatório de inteligência apontou que o ex-miltiar da Marinha Rian Maurício Tavares Mota, conhecido como Da Marinha, que está preso em penitenciária federal, teria se tornado peça estratégica do Comando Vermelho ao introduzir nas favelas cariocas uma técnica inspirada diretamente na guerra da Ucrânia: o uso de drones adaptados para lançar granadas contra rivais e forças policiais. Rian não era apenas mais um integrante da facção, mas um operador especializado responsável por elevar o nível tecnológico e bélico do Comando Vermelho. As investigações sustentam que ele usou conhecimentos adquiridos durante sua carreira militar para treinar criminosos no manuseio de drones e equipamentos eletrônicos utilizados em ações armadas da organização criminosa. A decisão destaca que relatórios da Secretaria de Inteligência da Polícia Civil apontam que o acusado ocupa posição de relevância dentro da facção, atuando diretamente sob influência de Edgar Alves de Andrade, o “Doca” ou “Urso”, apontado como principal líder do Comando Vermelho no Complexo da Penha. Drones com granadas e “tática de guerra” O trecho mais explosivo da decisão judicial envolve justamente a referência às técnicas utilizadas no conflito entre Rússia e Ucrânia. De acordo com os relatórios anexados ao processo, Rian seria o responsável por implementar em comunidades dominadas pelo CV uma espécie de adaptação das táticas vistas no leste europeu: drones equipados com dispensadores de granadas capazes de atacar alvos à distância e dificultar operações policiais. A investigação afirma que o acusado teria introduzido: drones adaptados para lançamento de explosivos;treinamento de criminosos para uso dos equipamentos;estratégias aéreas para proteção de líderes da facção;técnicas voltadas para impedir avanço de tropas policiais em favelas. Os documentos apontam que o sistema teria sido utilizado em confrontos recentes nos Complexos da Penha e do Alemão, onde traficantes passaram a usar drones armados para tentar conter operações das forças de segurança. Guerra urbana no Rio A decisão menciona diretamente os confrontos ocorridos em 28 de outubro de 2025, quando uma megaoperação resultou em: 113 presos;10 adolescentes apreendidos;118 armas apreendidas;119 mortos;4 agentes de segurança mortos. Segundo o relatório citado pela Justiça, integrantes do Comando Vermelho utilizaram drones com granadas durante os ataques para proteger arsenal, drogas e líderes da facção. O texto afirma que a tecnologia teria sido usada para criar uma espécie de “barreira aérea” contra a entrada da polícia em territórios controlados pelo grupo criminoso. Ex-militar virou peça estratégica do CV Para o Ministério Público, a gravidade do caso está justamente no fato de que o acusado possui formação militar especializada. Os investigadores sustentam que: Rian treinava comparsas;ajudava no desenvolvimento operacional da facção;atuava na modernização tecnológica do grupo;auxiliava no fortalecimento territorial do CV. A Justiça entendeu que o nível de influência do acusado dentro da organização e o risco de continuidade das articulações criminosas justificam sua remoção imediata para o sistema penitenciário federal. Ligação direta com Doca A decisão também ressalta que Rian responde ação penal ao lado de: Edgar Alves de Andrade, o “Doca”;Márcio Soares da Silva, o “Márcio Pedreiro”;Mayelle Stephane Mathias Goulart, a “May”. Os quatro são investigados por crimes ligados à organização criminosa, uso ilegal de explosivos e lavagem de dinheiro. Segundo os autos, o acusado teria atuado diretamente para fortalecer o poder bélico do Comando Vermelho em áreas dominadas pela facção. Justiça vê “elevada periculosidade” Ao autorizar a inclusão de Rian no sistema federal, a Justiça destacou que a combinação entre conhecimento técnico militar, uso de explosivos e participação em organização criminosa representa alto risco à ordem pública. A decisão afirma que o isolamento do acusado em presídio federal é necessário para: interromper comunicação com a facção;reduzir articulações criminosas;impedir continuidade do treinamento de traficantes;evitar expansão das técnicas de guerra A primeira viagem aconteceu em junho de 2023. Na ocasião, ele ficou seis meses na Europa até o retorno ao Brasil. Depois, Marques Pinto permaneceu um ano em solo europeu, entre junho de 2024 e junho de 2025. Conforme a investigação, a terceira ida do integrante do CV para a Ucrânia foi no dia 9 de setembro deste ano.Os investigadores tiveram acesso a fotos e vídeos do homem com armas, usando uniforme de combate, e também em áreas de conflito.Os bandidos do Rio de Janeiro estão usando táticas comunemente praticadas na Ucrânia

“Favela Virou ‘Casas Bahia do Crime’: Investigação Revela Esquema no Complexo do Lins Que Transformava Celulares Roubados na Zona Sul em TVs, Geladeiras, Whisky de Luxo e Joias Para o CV”

Uma operação realizada nesta sexta-feira no Complexo do Lins colocou novamente a comunidade no centro das atenções das forças de segurança. Mas, paralelamente às ações policiais realizadas hoje, uma outra investigação do Ministério Público e da Polícia Civil revela um cenário ainda mais impressionante: segundo os investigadores, criminosos transformaram a favela em uma espécie de “Casas Bahia paralela”, abastecida com produtos comprados com dinheiro roubado de vítimas da Zona Sul do Rio. A investigação aponta que a quadrilha criou um verdadeiro ecossistema criminoso dentro do Complexo do Lins, utilizando celulares roubados para invadir contas bancárias das vítimas e fazer compras milionárias em grandes redes varejistas. Segundo a denúncia, os criminosos agiam principalmente em bairros nobres da Zona Sul, como Jardim Botânico e Lagoa. As vítimas, em sua maioria mulheres desacompanhadas, eram abordadas por criminosos armados em motocicletas. Sob ameaça de morte, eram obrigadas a entregar celulares, joias, alianças, cartões bancários e até senhas. Mas o roubo dos aparelhos era apenas o início da engrenagem criminosa. De acordo com o Ministério Público, o verdadeiro objetivo da quadrilha era acessar as contas bancárias das vítimas para realizar compras eletrônicas em grande escala. A investigação afirma que, logo após os assaltos, os criminosos faziam compras de televisões, geladeiras, eletrodomésticos, bebidas caras e diversos itens de alto valor em redes como Casas Bahia e aplicativos como iFood. Tudo era entregue em endereços ligados ao Complexo do Lins. “Os autores montaram uma espécie de ‘CASAS BAHIA PARALELA’ no Complexo do Lins”, afirma a denúncia do Ministério Público. As notas fiscais anexadas à investigação mostram uma sequência de compras feitas horas depois dos roubos. Somente entre os dias 10 e 11 de julho de 2025, segundo os investigadores, os criminosos realizaram diversas compras usando a conta bancária de uma vítima assaltada no Jardim Botânico. Os produtos eram enviados diretamente para o Morro do Amor, no Lins. As investigações apontam que o esquema possuía estrutura profissional e divisão de tarefas. Havia o núcleo responsável pelos roubos, outro encarregado de movimentar o dinheiro e comprar os produtos, além de um setor voltado para lavagem de dinheiro e um braço ligado à transformação das joias roubadas em peças usadas por integrantes do tráfico. Segundo o Ministério Público, a organização criminosa tinha “verdadeira feição empresarial”. O núcleo dos roubos atuava com motocicletas como Honda XRE verde e Honda CB 300 Twister. As vítimas eram abordadas sob a mira de armas de fogo e obrigadas a desbloquear os celulares. Depois dos assaltos, os criminosos fugiam para o Lins levando aparelhos desbloqueados, alianças, correntes de ouro e cartões bancários. A investigação afirma que o grupo aumentou a quantidade de roubos porque nem sempre conseguia concluir as compras antes de bloqueios bancários feitos pelas vítimas. “O grande objetivo da quadrilha era acessar as contas bancárias das vítimas”, aponta a denúncia. As compras incluíam eletrodomésticos caros e bebidas de luxo, como whisky Gold Label. Parte dos produtos era revendida dentro da própria comunidade. Outra parte seria usada para lavagem de dinheiro. Segundo os investigadores, uma empresa chamada “Ar Velox Distribuidora de Gás” teria sido usada como fachada para ocultar dinheiro obtido através dos crimes. A empresa aparece ligada a integrantes da organização criminosa e, segundo o Ministério Público, servia para “dissimular e reinserir capitais de origem criminosa”. As investigações também revelaram que integrantes do grupo utilizavam os mesmos endereços cadastrados em plataformas de entrega como o iFood. Em um dos casos analisados, duas compras feitas nas Casas Bahia com dinheiro roubado foram entregues em endereços diferentes dentro do Lins. Uma das entregas foi recebida por uma mulher que chegou a colocar o próprio CPF no recebimento. Em outro endereço, um homem identificado apenas como “João” assinou como “funcionário” ao receber os produtos. Outro braço da organização chamou atenção dos investigadores: o chamado “núcleo das joias”. Segundo a denúncia, alianças, correntes e peças de ouro roubadas das vítimas eram encaminhadas para um homem apontado como ourives ligado ao Comando Vermelho. Ele seria responsável por derreter os metais preciosos e transformá-los em joias personalizadas usadas por integrantes da facção. A investigação aponta que o suspeito já era conhecido por fabricar joias para traficantes do Comando Vermelho e teria assumido esse papel após a morte do antigo ourives do Lins. Imagens anexadas ao procedimento mostram o investigado ao lado de criminosos ostentando joias, dinheiro e símbolos ligados ao tráfico. Há ainda referências à chamada “Tropa do Urso”, apontada como um grupo ligado ao Comando Vermelho conhecido por invasões em comunidades rivais. Segundo o Ministério Público, o esquema montado dentro do Complexo do Lins permitia transformar rapidamente celulares roubados em dinheiro, mercadorias e joias utilizadas pelo tráfico, criando uma engrenagem criminosa altamente lucrativa dentro da comunidade.

“Escutas Explodem: Policial Civil Vazava Operações Para Milícia Enquanto PM Planejava Ataques Armados Contra Traficantes Rivais dos paramilitares. LEIA OS DETALHES

As novas escutas obtidas pelo Ministério Público revelam detalhes explosivos sobre a atuação de policiais dentro da milícia que dominava áreas de Belford Roxo e Duque de Caxias. Os diálogos mostram vazamento de operações policiais, tentativa de liberação ilegal de veículos apreendidos, desvio de bens confiscados em ações da polícia e até planejamento de ataques armados contra traficantes rivais na comunidade da Talbinha. Segundo a investigação, um dos principais nomes citados nas conversas é o policial civil conhecido como Jaime, acusado de atuar diretamente em favor da organização criminosa usando a estrutura da Polícia Civil. O envolvimento de Jaime surgiu após a análise do celular de Angelo Adriano de Jesus Guarany, o “Magrinho”, apontado como gerente operacional da milícia. No aparelho, o policial aparecia salvo como “FAMÍLIA DRE”, referência à Delegacia de Repressão a Entorpecentes, onde estava lotado antes de ser transferido. As conversas mostram Jaime repassando informações sigilosas sobre operações policiais e ajudando integrantes da milícia. Em um diálogo do dia 7 de fevereiro de 2025, Jaime avisa que participava de uma grande operação policial na Baixada Fluminense. Logo depois, “Magrinho” pede ajuda ao policial: “Ajuda naquela situação do carro.” Jaime responde: “Vou ver isso agora pra você.” Segundo o Ministério Público, o veículo citado havia sido apreendido anteriormente com os milicianos “Fael” e “Sagaz”. As escutas também revelam que integrantes da quadrilha comemoravam a possibilidade de Jaime assumir a 54ª DP, delegacia localizada justamente na região dominada pela milícia. “Mete Bala” pergunta se o policial conseguiria retirar o carro apreendido da delegacia. “Magrinho” responde: “Mano, parceiro meu estava para assumir lá a 54. Vou ver se ele já chegou pro lado de lá Belford Roxo.” E continua: “Se ele tiver por lá o carro vai estar lá ainda. Fica mais fácil pra eu desenrolar com ele pra ele liberar o carro, entendeu?” Dias depois, Jaime avisa que havia sido transferido da DRE para a 17ª DP. “Magrinho” pergunta: “A rapaziada tua também saiu?” Jaime responde que apenas ele havia sido removido. Na sequência, o miliciano diz: “Tem trabalho pra tu.” Segundo os investigadores, o diálogo reforça a ligação direta do policial com o grupo criminoso. As conversas ficam ainda mais graves em março. No dia 10, “Magrinho” pergunta ao policial: “Tu viu a parada das multas?” Jaime responde: “Cheguei cedo na base. Tô levantando os mandados de quinta-feira.” Para o Ministério Público, o trecho demonstra vazamento de uma megaoperação policial que seria realizada dias depois. Com as informações obtidas através de Jaime, “Magrinho” entra em contato com André Junior, o “Litrão”, integrante da milícia e foragido da Justiça. No diálogo, ele alerta o comparsa: “Amanhã vai ter uma operação grande. Bagulho de carro clonado, roubado e mandado de prisão.” Depois, explica como funcionava o vazamento: “Os policiais desligam o telefone. Quem vaza fica com o telefone ligado.” Preocupado, “Litrão” responde: “Torcer pra não estar no meio dessa porra aí.” E continua: “O que me preocupa é esse mandado de 2018 aí.” “Magrinho” orienta o criminoso a fugir das cidades alvo da operação: “Tu vai estar na rua amanhã, não vai estar em casa, caralho.” “Ah, eles estão em Belford Roxo. Tu não vai pisar em Belford Roxo.” “Ah, eles estão em Caxias. Tu não vai pisar em Caxias.” No dia seguinte, 13 de março, a operação realmente aconteceu. Depois da ação policial, “Magrinho” pergunta a Jaime: “Tá rolando?” O policial responde: “146 presos.” Na sequência, o miliciano pede: “Se bingar algo e der pra trazer, me aciona.” Segundo o Ministério Público, a frase sugere desvio de bens apreendidos durante operações policiais em favor da milícia. Mas outro núcleo da investigação revela ainda mais violência. As escutas mostram o policial militar Gilmar Carneiro dos Santos, o “Professor Gilmar”, discutindo planos para atacar traficantes rivais no Morro da Talbinha. Em conversa do dia 16 de fevereiro de 2025, Gilmar reclama que não conseguia contato com o líder da milícia, “Cabeça de Ouro”. “Magrinho” responde: “Só recebo recado dele e respondo pela advogada.” Logo depois, Gilmar pede armamento pesado da organização criminosa: “Fala pro Cabeça que o Professor precisa pegar o 556 por 3 semanas.” Na sequência, revela o objetivo: “Vai subir a Talbinha e pegar o Pedro.” Segundo o Ministério Público, “Pedro” era apontado como traficante rival da milícia na comunidade. Dois dias depois, Gilmar publicou vídeo em rede social afirmando que moradores da Talbinha haviam vivido “uma madrugada de terror” após pichações do TCP, facção Terceiro Comando Puro. As conversas seguintes mostram que a guerra entre milicianos e traficantes continuava escalando. No dia 6 de março de 2025, Gilmar volta a conversar com “Magrinho” sobre a Talbinha. O policial militar lamenta a morte de um homem conhecido como “Jacaré”. Segundo ele, o assassinato teria sido cometido pelos traficantes “Pedro”, “Da Vovó” e outro criminoso. Gilmar então passa a discutir vingança contra os traficantes. Durante a conversa, demonstra preocupação com eventual confronto envolvendo policiais do 15º BPM: “Tem que ter alinhamento com o batalhão pra ninguém se machucar.” Depois, faz uma declaração considerada gravíssima pelos investigadores: “Os caras do 15 não são nossos amigos.” Na sequência, admite necessidade de proteção política: “Se não tiver alinhado por cima e um político pra respaldar, fica difícil.” “Magrinho” responde mostrando naturalidade nas articulações: “Todas as vezes que a gente foi nunca deu errado.” “A gente sempre faz contato.” “Até um passeio que a gente vai fazer a gente faz um certo contato.” Mesmo assim, Gilmar insiste: “Eu não confio nesses caras do 15.” Segundo o Ministério Público, as escutas revelam policiais discutindo operações ilegais ao lado da milícia, planejando ataques contra traficantes rivais, buscando armamento pesado e articulando apoio dentro das forças de segurança e da política para garantir proteção às ações criminosas.

“‘Manda Dar Uns Esporros’: Escutas Explodem Esquema de Milícia na Baixada e Revelam Ameaças, Guerra por Território e Suspeita de Corrupção Policial”

Novas novas escutas extraídas dos celulares apreendidos pelo Ministério Público revelam, com riqueza de detalhes, o funcionamento interno da milícia que atuava em Belford Roxo e Duque de Caxias. Os diálogos mostram uma organização criminosa estruturada, marcada por ameaças constantes, violência contra comerciantes, disputa armada por território e fortes indícios de corrupção policial dentro do esquema criminoso. Segundo a investigação, o grupo atuava principalmente nos bairros Wona, Lote XV e Vale das Mangueiras, em Belford Roxo, além da comunidade da Talbinha, em Duque de Caxias. A quadrilha é acusada de praticar extorsões, torturas e homicídios de desafetos, impondo medo em comerciantes e moradores das regiões dominadas. O material considerado mais explosivo pelos investigadores surgiu após a prisão em flagrante de integrantes da milícia que realizavam cobranças de comerciantes. Com eles, policiais apreenderam aparelhos celulares que tiveram o sigilo quebrado pela Justiça. A extração dos dados revelou áudios, mensagens e conversas que desmontam o funcionamento interno da organização criminosa. Segundo o Ministério Público, as provas mostram que a milícia era comandada pelos criminosos Diego dos Santos Souza, o “Cabeça de Ouro”, e Carlos Adriano Pereira Evaristo, o “Carlinhos da Padaria” ou “CL”, que continuavam dando ordens de dentro do sistema penitenciário com livre acesso a celulares. As escutas revelam que o grupo possuía divisão de tarefas, cobradores, gerentes e operadores responsáveis pela arrecadação das extorsões contra comerciantes e mototaxistas. Um dos principais nomes citados nas conversas é Angelo Adriano de Jesus Guarany, o “Magrinho”, apontado como gerente dos cobradores e elo entre os executores das extorsões e os líderes presos. As mensagens mostram o clima de intimidação imposto pela quadrilha. Em uma conversa de 18 de janeiro de 2025, logo após realizar uma cobrança em um estabelecimento comercial, Rafael Messias, o “Fael”, entra em contato com “Magrinho” relatando a reação de uma funcionária que teria resistido ao pagamento da taxa da milícia: “Pô, uma mulher gordinha, viado, uma mulher arrogante pra caralho, marrentona a mulher, entendeu? Mas eu não trato ninguém na ignorância, né mano.” Na sequência, ele deixa claro que o grupo estava impondo cobrança obrigatória aos comerciantes da região: “Aí eu falei com ela mano, que a partir de semana que vem tem que pagar.” A funcionária tenta se afastar da situação: “Aí ela falou assim: ‘Ué, tu não fala com ele? Fala com ele aí, avisa ele aí, não é comigo não, eu não quero falar no telefone não porque eu sou funcionária, eu não posso falar no telefone’.” O diálogo fica ainda mais grave quando “Fael” sugere represálias físicas contra a mulher: “Se for funcionária manda dar uns esporros nela também pra ela se ligar também irmão, pra ela aprender a falar com os outros, entendeu?” O criminoso ainda admite que quase partiu para violência: “Eu sou ignorante pra caralho mano, mas eu me segurei, entendeu mano? Que eu não sei se é parente do amigo aí também, entendeu mano? Por consideração ao amigo aí a gente não falou nada, ficamos quieto.” Depois, ele encerra a prestação de contas sobre a cobrança realizada: “Aí tu vê aí, maninho, valeu? Estamos juntos.” “Já é então, irmão, já é, estamos juntos.” “Já foi, já foi já, irmão. Já pegamos já.” Segundo os investigadores, os áudios mostram como comerciantes eram pressionados através do medo e da ameaça de violência física para aceitar as cobranças impostas pela milícia. As escutas também revelam o funcionamento financeiro da organização criminosa. No dia 4 de fevereiro de 2025, o miliciano Gabriel, o “Biel”, entra em contato com “Magrinho” para prestar contas da arrecadação do dia: “Fala filho do JUNINHO, acabei de chegar em casa. Acabei de pegar as duas FARMÁCIAS agora, fala tu. Faz o que? Tu vem aqui, alguém vem? Passa a visão.” “Magrinho” responde: “Calma aí que eu tô falando com o viado aqui pra ele pegar aí.” Dias depois, em nova conversa, “Biel” relata a transferência dos valores arrecadados: “Mandei 400 reais.” “300 do negócio.” “Falta os da noite.” Para o Ministério Público, os diálogos comprovam a existência de uma estrutura organizada de arrecadação criminosa, com prestação de contas e divisão de funções dentro da milícia. Mas as conversas consideradas mais sensíveis da investigação são as que apontam para a possível participação de policiais e agentes de segurança dentro do esquema criminoso. No dia 11 de fevereiro de 2025, “Biel” informa a “Magrinho” que um homem ligado à milícia rival do “Bombeirinho”, identificado nas escutas pelo código “88”, apareceu em uma farmácia tentando descobrir quem estava realizando as cobranças no local. A fala chama atenção pela maneira como o suspeito se apresenta: “Ele chegou falando: ‘não pô, aqui é o amigo da SEGURANÇA, pá, não sei o que, quem foi que passou aí e pegou hoje?’” Para os investigadores, a referência direta à “SEGURANÇA” reforça a suspeita de envolvimento de policiais civis e militares no funcionamento da milícia. Na sequência, “Biel” relata que a funcionária acabou revelando sua identidade: “A mulher da FARMÁCIA ainda falou o meu nome ainda.” “Aí a mulher, sem querer, sem maldade, falou meu nome, GABRIEL.” Mesmo identificado, o criminoso demonstra sensação de proteção e impunidade: “Pode falar, qualquer um que falar aí pode falar meu nome.” “Que eu dou meu nome pra geral.” Logo depois, ele ameaça o rival: “É que eu não tenho o número desse arrombado, senão eu ia falar umas caralhadas de merda pra ele.” “‘Mano, você tu vai tentar de novo?’” Em seguida, “Magrinho” pede imagens do homem ligado ao grupo rival para identificá-lo futuramente: “Mano, já que ela te mandou mensagem aí, pede pra ela mandar um vídeo, cara, de quem foi lá.” O trecho seguinte é considerado um dos mais graves da investigação: “Pede pra ela: ‘pô, amiga, me ajuda aí, só pra eu saber quem é, tá ligado, se ver na rua saber quem é, pra estar esperando alguma coisa’.” Para os investigadores, a expressão “estar esperando alguma coisa” indica possível preparação para ataque armado ou execução ligada à disputa territorial entre milicianos rivais. “Magrinho” continua: “Tenta desenrolar

Após prisão de membro do CV do RN em Macaé, investigação revela estrutura da facção no estado nordestino com grupos de whatsapp, “decretos” e alianças armadas

A prisão de um integrante do Comando Vermelho em Macaé nesta semana jogou luz sobre a estrutura que a facção mantém no Rio Grande do Norte. Uma decisão da UJUDOCRIM, obtida pela reportagem, detalha como funciona a organização criminosa no estado, incluindo liderança regional, grupos de WhatsApp usados para coordenação interna, controle financeiro, alianças armadas e disputas territoriais violentas. Segundo a investigação da Delegacia Especializada de Repressão a Facções Criminosas (DEFAC), o CV no RN opera com divisão de funções, hierarquia definida e comunicação permanente entre integrantes por aplicativos de mensagem. Entre os grupos identificados pela polícia estão “SINTONIA GERAL CV.RL-RN” e “FUTEBOL BREJINHO”, apontados como espaços usados para articulação da facção, transmissão de ordens, alinhamento de ações criminosas e disciplinamento interno. A investigação aponta que havia integrantes responsáveis pela expansão territorial do grupo, administração das comunicações, arrecadação financeira e organização das ações armadas contra facções rivais. Um dos investigados é descrito como principal liderança do CV em Brejinho, no interior potiguar. Segundo os autos, ele administrava o grupo “SINTONIA GERAL CV.RL-RN” e seria responsável por coordenar o crescimento da facção na região. Na casa dele foram apreendidos revólver calibre 38, munições e material tático. As autoridades também identificaram integrantes ligados diretamente ao setor financeiro da organização. Relatórios do COAF apontaram movimentações bancárias consideradas suspeitas, incluindo transferências incompatíveis com a renda declarada dos investigados. Outro ponto destacado na decisão é o uso de “decretos” internos, prática comum entre facções criminosas. Um dos denunciados teria sido marcado para morrer pela facção rival Sindicato do Crime (SDC) após migrar para o Comando Vermelho, reforçando o cenário de guerra entre grupos criminosos no estado. As investigações mostram ainda que o CV mantém atuação organizada em áreas das zonas Norte e Oeste de Natal, onde integrantes da facção seriam responsáveis por ataques armados, ameaças e homicídios ligados à disputa territorial. Um dos investigados usava redes sociais para divulgar conteúdo criminoso, incluindo referências a assassinatos, ameaças contra rivais e exaltação de ataques promovidos pela facção. A decisão também aponta a existência de alianças criminosas firmadas pelo Comando Vermelho no Rio Grande do Norte. Um dos denunciados aparece ligado à facção “Cangaço”, numa articulação que, segundo os investigadores, fortaleceu o poder bélico e operacional do grupo. Além da estrutura nas ruas, o CV também mantinha integrantes considerados estratégicos dentro do sistema penitenciário. Parte dos denunciados já estava presa em penitenciárias do estado, mas continuava sendo apontada como participante ativa da organização criminosa. O Judiciário manteve a prisão preventiva dos investigados e autorizou o compartilhamento das provas com a DEFAC, DEICOR e forças integradas de segurança pública, permitindo o aprofundamento de novas investigações sobre a atuação do Comando Vermelho no estado. A prisão Em uma ação cirúrgica, policiais civis da Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas e Inquéritos Especiais (Draco) prenderam, nesta quarta-feira (20/05), uma liderança de alta periculosidade do Comando Vermelho do Rio Grande do Norte. O narcotraficante vulgo Professsor foi localizado em um imóvel em Macaé após troca de informações e trabalho integrado de inteligência com a Polícia Civil potiguar. De acordo com as investigações, o homem exercia função estratégica dentro da estrutura da facção criminosa e era apontado como um dos responsáveis pelo braço armado utilizado nas invasões de territórios dominados pelo “Sindicato do Crime”, grupo rival que atua no Rio Grande do Norte. A disputa desencadeou uma intensa guerra entre facções no estado, marcada por homicídios, ataques armados, execuções e confrontos violentos pelo controle do tráfico de drogas. O criminoso é investigado por diversos homicídios relacionados à escalada da violência e era considerado pelas forças de segurança um alvo de altíssima periculosidade devido à sua atuação operacional dentro da organização criminosa. Segundo as apurações, ele participava diretamente do recrutamento de integrantes para atuar na guerra entre facções, além de ser responsável pela guarda e manutenção do armamento utilizado pelo grupo. Contra o traficante havia mandados de prisão por organização criminosa armada, além de diversas anotações criminais por tráfico de drogas, receptação, roubo e posse de entorpecentes, evidenciando seu envolvimento contínuo com a criminalidade organizada e ações violentas atribuídas ao Comando Vermelho. Após intenso trabalho de inteligência e monitoramento entre as duas instituições, os agentes da Draco localizaram e prenderam o criminoso sem dar chance de fuga.

CATEGORIA:

copyright © 2025 Fatos Policiais. todos os direitos reservados

Rolar para cima