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Investigação aponta que traficante mineiro abastecia Celsinho da Vila Vintém com 200 kg de pasta base de cocaína e lavava dinheiro com Peixão em farmácias no RJ

Uma investigação conduzida pelo Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) revelou que o traficante conhecido como “Bim”, que se encontrava escondido na comunidade de Parada de Lucas, na Zona Norte do Rio de Janeiro, era responsável pelo fornecimento mensal de aproximadamente 200 quilos de pasta base de cocaína ao criminoso conhecido como “Celsinho da Vila Vintém”. Além disso, ele também teria atuado no auxílio à lavagem de dinheiro do tráfico em estabelecimentos farmacêuticos no Estado do Rio de Janeiro, em associação com o traficante “Peixão”. De acordo com as apurações, Bim comandava uma complexa organização criminosa com base na Região Metropolitana de Belo Horizonte, especialmente no município de Vespasiano (MG). As ações das forças de segurança contra o grupo resultaram, nos primeiros anos desta década, na apreensão de mais de uma tonelada de cocaína, cerca de R$ 600 mil em espécie e no sequestro de ao menos dez imóveis de alto padrão. As investigações apontam que os líderes da organização estruturaram uma espécie de “consórcio criminoso” com o objetivo de adquirir grandes quantidades de entorpecentes em outros estados da federação, reduzindo custos e ampliando os lucros. Paralelamente ao tráfico, os integrantes passaram a acumular patrimônio incompatível com suas rendas declaradas, especialmente em imóveis e veículos, valendo-se de mecanismos típicos de lavagem de dinheiro. Mesmo diante de sucessivas operações policiais, o grupo não interrompeu suas atividades. Ao contrário, demonstrou elevado grau de resiliência e capacidade de adaptação, passando a operar de forma ainda mais sofisticada. Nesse contexto, Bim teria se deslocado para o Rio de Janeiro, de onde passou a coordenar e expandir as atividades ilícitas, enquanto integrantes permaneciam em Minas Gerais responsáveis pela logística e fluxo financeiro. Segundo o MPMG, ao se estabelecer em território fluminense, o investigado passou a contar com a proteção armada da facção criminosa Terceiro Comando Puro (TCP), liderada por “Peixão”, também conhecido como “Pastor”. Mais do que abrigo, a relação evoluiu para uma aliança estratégica, na qual Bim se consolidou como um dos principais fornecedores de pasta base e cloridrato de cocaína para o TCP, além de abastecer integrantes do Comando Vermelho (CV) e da facção Amigos dos Amigos (ADA). A análise de dados extraídos de aparelhos celulares atribuídos ao investigado revelou diálogos que indicam a negociação de grandes carregamentos de drogas oriundas da Bolívia, referida nas conversas como “Bola”. As mensagens também apontam a comercialização de armamentos de alto calibre, como fuzis 5.56 e 7.62, adquiridos no exterior, evidenciando o elevado poder bélico da organização. As investigações identificaram ainda que Bim controlava a produção e prensagem de cocaína com as logomarcas “Lampião” e “Bugatti”, associadas a drogas de alta pureza. Uma dessas remessas — cerca de meia tonelada — foi anteriormente interceptada pela Polícia Rodoviária Federal no Arco Metropolitano, no Rio de Janeiro. Nos diálogos analisados, o investigado também orientava subordinados quanto à aquisição de maquinário industrial para prensagem e embalagem de entorpecentes, mencionando valores aproximados de R$ 80 mil para a máquina e R$ 20 mil para insumos de embalagem. Em uma das conversas, ele afirma possuir capacidade para fornecer até 200 quilos mensais de pasta base ao traficante “Celsinho da Vila Vintém”. Bim foi preso em 19 de janeiro de 2023, durante operação conjunta da Polícia Civil de Minas Gerais com a Coordenadoria de Recursos Especiais (CORE) da Polícia Civil do Rio de Janeiro. Ele foi localizado no interior da comunidade de Parada de Lucas, portando uma pistola Glock calibre 9mm adaptada para disparos em rajada, documento de identificação falso, veículo com sinais identificadores adulterados, além de dezenas de aparelhos celulares e um caderno de contabilidade do tráfico. A análise do material apreendido reforçou os indícios de que o investigado continuava exercendo papel de liderança na organização criminosa em Minas Gerais, mesmo durante o período em que esteve escondido no Rio de Janeiro. As apurações também identificaram indícios de conexão com o Primeiro Comando da Capital (PCC). Bim manteria contato com um indivíduo conhecido como “Torre”, apontado como liderança da facção paulista, além de interlocuções com um narcotraficante preso, descrito como seu “irmão” dentro da organização criminosa. Por fim, foi constatado que o grupo também utilizou recursos ilícitos para aquisição de um posto de combustíveis no município de Paraty (RJ), como parte das estratégias de lavagem de dinheiro.

Chefe de facção baiana, que teve gerente financeiro preso hoje na Baixada, também se esconde no RJ de onde ordena homicídios

Hoje, a polícia do Rio prendeu o braço financeiro da facção baiana Primeiro Comando de Eunápolis (PCE), vinculada ao Comando Vermelho. O criminoso foi localizado em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, onde estava escondido junto com uma mulher, que também foi capturada. Segundo o Tribunal de Justiça da Bahia, essa organização criminosa tem como líder um criminoso conhecido como Dada. Em 2024, ele fugiu do Conjunto Penal de Eunápolis e se refugiou no Rio de Janeiro onde alinhou o grupo ao Comando Vermelho. Sua primeira ordem foi alterar a nomeclatura da facção que passou a operar como braço local da organização carioca consolidando sua adesão a estrutura e diretrizes do CV. Todas as ordens de execução, controle territorial, arrecadação financeira e expansão partem diretamente de Dada, mesmo à distância. Ele é a liderança máxima do PCE, que encomenda homicídios, ocultação de cadáveres e armazenamento de armamento pesado. O PCE também atua em Minas Gerais onde três integrantes do grupo foram presos no ano passado na cidade de Santo Antônio do Jacinto. Na prisão de hoje, durante as diligências, os agentes foram alvo de um ataque covarde por parte de narcotraficantes armados, ligados ao Comando Vermelho, que optaram pelo confronto e colocaram em risco a vida da população. Apesar da agressão, não houve feridos. O alvo da operação foi localizado e preso, sem qualquer reação por parte dos alvos.

PMs combinaram assalto a caminhão de carga de guaraná para vendê-la a 100 mil reais para depósito

A investigaçâo contra PMs que veio à tona hoje pelo Ministerio Público Estadual do Rio apontou que os agentes suspeitos tramaram um assalto a um caminhão com carga de guaraná para posteriormente venderem a carga a um depósito, no valor de 100 mil reais a venda, sendo possível constatar o dono do depósito verificando o CPF do mesmo.  Supostamente houve troca de mensagens entre Ricardo e Raphael. planejando a venda de 140 quilos de maconha, sendo negociada inclusive comissão da venda ao entre eles uma vez encontrassem um comprador. A apuração apontou ndícios do envolvimento de policiais militares com as milícias alvo da operação, sendo possível constatar a troca de mensagens entre eles planejando negócios escusos, tais quais a venda de drogas, de armas apreendidas e o assalto a caminhão de carga. Foram constatadas ainda mais mensagens ligando os agentes da lei a uma estrutura maior, possibilitando ainda a identificação deles através do uso de seus dados pessoais, como CPF, para identificação de chaves PIX. Nesse sentido, foi possível constatar a maquinação entre os PMs Raphael, Ricardo e Thiago averiguando-se indícios contundentes de uma associação estável com o uso da função pública que possuem, de polícias militares, para a empresa de delitos.

Semana após publicarmos matéria, PM suspeitos de desviar armas, drogas e cargas foram denunciados

Semama após nossa reportagem denunciar o fato, o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (GAECO/MPRJ) ofereceu denúncia à Justiça Militar contra três policiais militares por desvio de armas apreendidas, drogas e cargas roubadas. Os sargentos Ricardo da Silva Ferreira, Raphael Nascimento Ribeiro e Thiago Corrêa da Costa responderão pelos crimes de associação criminosa e peculato. Uma operação foi realizada nesta terça-feira (07/04), com apoio da Coordenadoria de Segurança e Inteligência (CSI/MPRJ) e da Corregedoria da Polícia Militar, para cumprir mandados de prisão e de busca e apreensão expedidos pela Auditoria da Justiça Militar contra os denunciados. A ação penal é um desdobramento das investigações do Ministério Público sobre uma milícia atuante no bairro de Anchieta, na Zona Norte do Rio, e na Baixada Fluminense. Durante as apurações, os promotores identificaram inicialmente o policial militar Ricardo Ferreira como revendedor de armas para a organização criminosa.O GAECO/MPRJ identificou, por exemplo, uma negociação entre Ricardo e Raphael para a venda de 140 quilos de maconha. Outro diálogo revela o planejamento para obtenção de lucro com a venda de uma carga de refrigerantes roubada. A denúncia relata, ainda, que Thiago Costa apreendia armas de fogo em incursões policiais e deixava de apresentá-las à autoridade policial, entregando-as de forma habitual a Ricardo. Relembre: https://www.fatospoliciais.com.br/pm-e-suspeito-de-negociar-pistola-argentina-e-maconha-com-narcomilicia-que-agia-em-anchieta//

Traficantes do CV invadiram casa para roubar armas e executaram ex-PM em meio à guerra com milícia na Zona Sudoeste. Justiça decretou a prisão de 11, entre eles Doca, Gadernal e BMW

A Justiça do Rio de Janeiro decretou a prisão preventiva de 11 suspeitos ligados à facção Comando Vermelho, investigados pelo homicídio de um ex-policial militar com suposta ligação com a milícia. O crime ocorreu em março de 2023, na região de Curicica, em Jacarepaguá, Zona Oeste da capital. De acordo com os autos do processo, os investigados — conhecidos pelos apelidos Doca, Gadernal, BMW, Preto Fosco, Mandela, GL/Glauber, Pedrinho (ou Gaspar), Surfistinha, DJ/Russinho, Juarez e Janderson — teriam atuado de forma coordenada na ação criminosa. As investigações apontam que o grupo teria invadido a residência da vítima após obter informações de que o ex-PM mantinha armas de fogo no local. O objetivo inicial seria subtrair esse armamento. Na ação, segundo os autos, a vítima foi intimidada, rendida e colocada sob domínio dos criminosos. Ainda conforme os relatos reunidos no inquérito, a vítima teria reconhecido um dos suspeitos, identificado como Glauber. A partir disso, ele teria determinado que o ex-PM fosse levado para a localidade conhecida como “AP da Cidade de Deus”, onde a execução teria sido definida. O inquérito também indica que Juarez, vizinho da vítima, teria facilitado a entrada dos criminosos no imóvel. Já outros investigados, como Preto Fosco, Janderson e Russinho, teriam mantido a vítima sob custódia enquanto aguardavam a autorização para o assassinato. Segundo a investigação, os apontados como lideranças da facção na região, Doca e Gadernal, teriam autorizado a execução após uma suposta chamada de vídeo realizada por Glauber, na qual teria relatado o reconhecimento por parte da vítima. A denúncia, baseada nos elementos reunidos no Inquérito Policial nº 901-00250/2023, sustenta que o crime está inserido em um contexto mais amplo de disputa territorial em Jacarepaguá, envolvendo o avanço do tráfico de drogas em áreas anteriormente dominadas por grupos paramilitares. As acusações ainda serão analisadas no decorrer do processo, garantindo-se aos investigados o direito ao contraditório e à ampla defesa.

ARRAIAL: Criança de um ano foi internada com marcas de tortura. Mãe e padrasto foram presos

Uma criança de 1 ano e 2 meses foi socorrida com múltiplas lesões no Hospital Geral de Arraial do Cabo, na Região dos Lagos do Rio, na tarde de domingo (5), e o caso resultou na prisão em flagrante da mãe e do padrasto por suspeita de tortura. Segundo a Polícia Civil, os profissionais de saúde acionaram os agentes ao identificarem que os ferimentos apresentados pela criança eram incompatíveis com a versão dada pelos responsáveis. O casal alegou que o menor teria sido atacado por um animal filhote, mas, conforme avaliação médica, as lesões indicavam agressões físicas. Diante da suspeita, os envolvidos foram levados para a Delegacia de Polícia Civil de Cabo Frio. Após a realização de exames periciais, foi constatado que as lesões tinham origem em ação contundente de natureza humana, o que levou à prisão em flagrante do casal com base na Lei de Tortura. Após receber atendimento médico e ter alta hospitalar, a criança foi encaminhada para os procedimentos legais e entregue ao pai. O que diz a políciaSegundo a polícia, as agressões contra a criança aconteceram na Sexta‑Feira Santa (3), mas o menor não foi levado para atendimento médico naquele momento. A situação só veio à tona após outros familiares, incluindo o pai, perceberem que a criança continuava sentindo dores, o que levou à busca por ajuda. As investigações apontam que a vítima permaneceu sofrendo por dias, sem receber os cuidados necessários, o que caracterizou a continuidade dos maus-tratos até o domingo. Ainda de acordo com a polícia, a mãe teria conhecido o suspeito há cerca de três meses por meio de um aplicativo de relacionamento e passou a morar com ele após aproximadamente dois meses. Há cerca de um mês, ela teria deixado o filho sozinho com o homem enquanto ia trabalhar. A Polícia Civil informou que o caso segue sob investigação.

16 mortos e nenhum avanço: investigação de operação no Alemão (CV) em 2022 está parada há mais de um ano”

A defesa de uma moradora do Complexo do Alemão denunciou à Justiça que as investigações sobre a morte de seu marido — e de outras vítimas de uma operação policial realizada em julho de 2022 — estão paralisadas há mais de um ano. De acordo com os advogados, o inquérito 901-00648/2022 não registra avanços desde o dia 14 de outubro de 2026, apesar de ainda haver prazo aberto para cumprimento de diligências e elaboração do relatório final. A operação deixou 16 mortos. Segundo a defesa, até o momento foram colhidos apenas os depoimentos de familiares das vítimas, além da realização de exames de necropsia e análises de vestimentas. Para os advogados, as medidas são insuficientes diante da gravidade do caso. O marido da autora da ação, Diego, de 29 anos, foi morto com um tiro de fuzil nas costas durante a operação. A defesa sustenta que ele não tinha qualquer envolvimento com o tráfico de drogas e trabalhava como autônomo, realizando fretes para mercados e auxiliando em obras, carregando materiais de construção e entulho, sendo responsável pelo sustento da família. Os advogados afirmam ainda que não há indicação de que Diego tenha oferecido resistência à abordagem policial no momento em que foi atingido. Na ação, a defesa também cita o caso de outra vítima da operação, Letícia Marinho Sales, de 50 anos. Segundo os autos, ela havia passado a noite na casa do namorado, no Alemão, após ajudar uma pastora a organizar um evento na comunidade. Ao deixar o local, Letícia foi surpreendida por um tiroteio. De acordo com o relato, dois veículos estavam parados lado a lado em um sinal de trânsito próximo a um cabo da Polícia Militar. O agente afirmou ter visto uma pessoa armada colocando um corpo para fora de um dos carros e, acreditando se tratar de um traficante, efetuou 12 disparos de fuzil. Um dos tiros atingiu o retrovisor de um veículo que não era o alvo e acabou acertando Letícia na região torácica. Ela não resistiu aos ferimentos. Para a defesa, os episódios reforçam a necessidade de aprofundamento das investigações e responsabilização dos agentes envolvidos, diante das circunstâncias das mortes registradas na operação.

Conversas interceptadas levantam suspeitas que traficantes da Cidade de Deus (CV) possam estar envolvidos no roubo na casa de Poze do Rodo

Após informar em uma matéria que milicianos poderiam estar envolvidos no assalto à casa do cantor MC Poze do Rodo, o jornalista Bruno Assunção idivulgou em nova publicação que existe agora uma suspeita forte contra traficantes da Cidade de Deus Segundo o jornalista, a Polícia Civil do Rio de Janeiro investiga a possível participação do filho de um chefe do tráfico da Cidade de Deus no roubo . Interceptações numa troca de mensagens obtidas pelo repórter revelam diálogos entre traficantes que mencionam diretamente o suposto envolvimento do jovem no crime. Em uma das conversas, registrada por volta das 2h da madrugada, um dos criminosos afirma: “já deu maior K.O., filho do Sam que pegou ele”, indicando que o filho do traficante conhecido como Sam teria participação direta na ação. Horas depois, em nova mensagem enviada às 10h28 desta quinta-feira, outro integrante do grupo relata: “já morreram dois hoje”, sugerindo possíveis desdobramentos violentos relacionados ao caso. As investigações seguem em andamento para esclarecer a participação dos envolvidos e a motivação do crime.

Membro da família Avelino, alvo de operação do MP hoje, vai a júri popular por morte de empresário que teve o corpo colocado em carro em chamas

A Justiça do Rio decidiu no último dia 2 de março levar a júri popular Fernandinho Avelino, membro da família suspeita de diversos homicídios no interior fluminesne nas últimas décadas. Fernandinho é acusado do assassinato de um empresário em 12 de janeiro de 2024. A vítima foi Thiago Amorim Navarro Os dados obtidos com a quebra de sigilo demonstram que, dois dias antes do crime, existem dois registros de ligações telefônicas entre os terminais utilizados pela vítima Thiago e Fernandinho sendo que no dia dos fatos há uma ligação telefônica entre os doistendo a vítima, provavelmente, avisado a Avelino que estava se deslocando para sua residência, No dia do homicídio, Thiago recebeu uma ligação telefônica e os dados de seu aparelho comprovam que ele estava na estrada (BR-393 nas proximidades do distrito de Andrade Pinto) e se deslocava até Vassouras para encontrar-se com Fernando. Apurou-se que Thiago chegou à residência de Fernando por volta de 11h, Uma testemunha narrou que Thiago lhe disse que vindo buscar com Fernando uma declaração, pois em 2021, ele havia dado um cheque para o acusado no valor de R$3.000,00, mas que como não houve fundos ele pagou Fernando posteriormente o total do cheque, mas precisava do mesmo para dar baixa no banco, porém como Fernando não tinha mais o cheque ficou de assinar uma declaração do mesmo para Thiago Narrou que por volta de 12h06min foi a última vez que falou com Thiago que este disse que após resolver as coisas com Fernando, ia passar no correio e depois ele iria a cidade de Juiz de Fora pegar seu carro que tinha ficado pronto e entregaria o que estava com ele (…)” A investigação revelou que os dados telefônicos de Fernando indicaram o seu deslocamento sentido Massambará e, posteriormente, para o local do crime. O relatório destacou que o Azimute do telefone de Fernando se altera em direção ao local do encontro do cadáver de Thiago, onde ele permaneceu até as 13h30min. Assim, pelos dados obtidos com a quebra de sigilo, resta inequívoco que o indiciado Fernando Avelino efetivamente esteve no local do crime (ao menos da destruição de cadáver), e que, em seguida, voltou à sua residência e desativou o aparelho da vítima Thiago. E mais, pela lógica da trama, ficou clara a participação de terceira pessoa no evento, já que o corpo da vítima se encontrava no interior de seu próprio veículo, ambos em chamas. Logo, certo é que a presença de outro elemento se fez necessária para retirar o indiciado Fernando do local do crime por meio de outro transporte. A família Avelino é alvo hoje de uma operação do Ministério Público Estadual do Rio A Promotoria obteve na Justiça mandados de busca e apreensão cumpridos nesta quarta-feira (01/04) contra 21 pessoas ligadas aos clãs da Família Avelino, investigada pela prática de diversos crimes. Entre os alvos estão integrantes da família, cinco policiais militares, um advogado e suspeitos de atuar como pistoleiros do grupo. A ação é realizada com o apoio da Coordenadoria de Segurança e Inteligência (CSI/MPRJ) e da Subsecretaria de Inteligência da Polícia Civil (SSINTE). Estão sendo cumpridos mandados em 29 endereços ligados aos investigados, nos estados do Rio de Janeiro, Minas Gerais, Espírito Santo e Pará, com o apoio dos GAECOs locais. No Rio, os agentes cumprem mandados na Capital e nos municípios de Paty do Alferes, Vassouras, Paraíba do Sul e Três Rios. As investigações são conduzidas em Procedimento Investigatório Criminal (PIC) próprio do GAECO/MPRJ e demonstram a existência de conduta criminosa sistemática e reiterada por parte dos integrantes do clã, com forte influência em diversos municípios do Sul Fluminense e características de milícia privada. Isso inclui a prática de assassinatos já denunciados pelo Ministério Público, suspeitas de dezenas de outras execuções, múltiplas tentativas de homicídio, controle territorial, corrupção de agentes públicos, estrutura hierárquica com clara divisão de funções, obstrução sistemática da Justiça, entre outros. Com histórico de violência e poder que remonta à década de 1930, com quatro gerações documentadas praticando homicídios, as apurações mostram que a família e seus associados empregam uma série de mecanismos para escapar da persecução penal, incluindo intimidação de testemunhas, ameaças extensivas a familiares e eliminação de adversários. O objetivo é criar um clima de medo que resguarde a chamada “lei do silêncio”. Atento ao histórico de criminalidade violenta, à intimidação de autoridades e às obstruções sistemáticas, o GAECO/MPRJ passou a concentrar todas as investigações criminais contra o clã. A família Avelino é temida no interior e por vezes usavam o nome do clã para praticar extorsões. Em 2022, um homem foi procurado por um elemento que dizia ser o marido de “uma mulher chamada Vanessa” e que o acusou de haver subtraído a quantia de R$ da “suposta esposa”. O suspeito passou a intimidar a vítima, dizendo ser da família “Avelino” e afirmando que iria matar o rapaz, caso ele não pagasse ao menos metade do valor. Amedrontado, a vítima se dirigiu a um endereço indicado e entregou para o elemento um automóvel FORD Fiesta, u aparelho de telefonia celular, um tanquinho de lavar roupas e a quantia de R$ 3.000 sendo ainda obrigado a assinar para o suspeito um recibo com mais valores. Não satisfeito, o elemento passou a ligar novamente para a vítima exigindo mais dinheiro, sendo certo que passou a perseguir a vítima, se fazendo presentes nos lugares que o alvo costumava frequentar Na delegacia, o suspeito afirmou que teria feito empréstimos à vítima buscando justificar a movimentação de dinheiro de um para o outro

Milícia pode estar envolvida em assalto à casa de MC Poze do Rodo

Segundo informações divulgadas pelo jornalista Bruno Assunção,, existe a suspeita de que milicianos estejam envolvidos do assalto do cantor MC Poze do Rodo.ovorrido em sua residência, localizada em um condomínio de luxo no Recreio dos Bandeirantes, na Zona Oeste do Rio de Janeiro. Ainda segundo o relato, os assaltantes afirmaram agir a mando de chefes do tráfico de drogas, numa tentativa de colocar o foco do roubo em cima das facções TCP e CV. O artista afirmou que foi mantido refém e agredido pelos criminosos durante a ação. Segundo o cantor, cerca de oito homens participaram do crime. Quatro deles, armados com fuzis e pistolas, invadiram o imóvel por uma área de mata nos fundos do condomínio por volta das 2h30, enquanto outros comparsas reviravam a casa. Poze estava com amigos no momento da invasão e disse que foi amarrado e agredido com socos e chutes. Os criminosos levaram aproximadamente R$ 15 mil em espécie, além de celulares, roupas, perfumes, relógios e joias. O prejuízo total é estimado em cerca de R$ 2 milhões. De acordo com levantamento, parte das joias roubadas integrava um lote de cordões apreendido pela Polícia Civil em novembro de 2024 e devolvido por decisão judicial meses depois. O caso foi registrado na 42ª DP (Recreio) como roubo a residência. A Polícia Civil informou que realizou perícia no local e segue com diligências, incluindo a análise de imagens de câmeras de segurança, para identificar os envolvidos e esclarecer as circunstâncias do crime.

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