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investigação

“Nunca mais vamos ser contraventores”: escutas revelam plano da quadrilha de Rogério Andrade para transformar jogo do bicho em império internacional de apostas

Uma investigação explosiva do Ministério Público do Rio revelou bastidores inéditos da sofisticada estrutura tecnológica atribuída ao grupo de Rogério Andrade, apontado pelas autoridades como um dos principais nomes da contravenção no país. Escutas, e-mails e mensagens interceptadas mostram que a organização não apenas mantinha sistemas clandestinos de apostas online, aplicativos e caça-níqueis funcionando em larga escala, como também discutia uma estratégia para expandir os negócios para fora do Brasil e operar os jogos sob aparência de legalidade internacional. O ponto mais impactante da investigação aparece em um e-mail apreendido pelos investigadores, no qual um integrante do núcleo tecnológico sugere transferir toda a operação para o exterior para evitar ações da Justiça brasileira e transformar o esquema em uma espécie de “empresa legalizada” de apostas. Na mensagem, o investigado afirma que o grupo já possuía licença internacional para atuar com jogos fora do país e propõe migrar a estrutura: “O 01 já possui uma licença fora do Brasil para atuar com os jogos. Sugiro montar todos os projetos funcionando legalmente no país que ele tem autorização.” Em seguida, o texto deixa clara a intenção de blindar a organização das investigações no Brasil: “Quando ele tiver isso, nunca mais vamos correr o risco da Justiça achar que estamos fazendo algo ilegal.” A conversa termina com um trecho ainda mais simbólico: “Nunca mais ele vai ser contraventor de jogos.” Segundo o Ministério Público, o “01” citado nas mensagens seria uma referência direta ao chefe da organização criminosa. aplicativos, links secretos e estrutura milionária As investigações apontam que o grupo possuía um verdadeiro “departamento de tecnologia” voltado exclusivamente para manter de pé o império dos jogos ilegais. A denúncia descreve dois núcleos distintos: um responsável por aplicativos, links, conexões online e sistemas digitais; e outro encarregado da manutenção operacional das máquinas físicas espalhadas pelos pontos de apostas. De acordo com os autos, integrantes conhecidos pelos vulgos “Urso” e “Baiano” teriam papel central na sustentação tecnológica do esquema, atuando na criação e manutenção de aplicativos de apostas clandestinas. Os investigadores descobriram inclusive registros ligados à empresa Oracle, gigante mundial da tecnologia, utilizados para hospedar sistemas usados pela organização. Nos arquivos encontrados, aparecem aplicativos identificados como: Para o Ministério Público, isso demonstra que a contravenção havia ultrapassado há muito tempo o modelo antigo de bancas espalhadas pelas ruas e migrado para uma operação digital sofisticada, com capacidade de movimentação em larga escala. “paralisação total” e medo de operações policiais Outro trecho que chamou atenção dos investigadores revela o temor da quadrilha diante de possíveis operações policiais e bloqueios judiciais. Em um e-mail apreendido, um dos integrantes alerta sobre risco de colapso completo do sistema: “Paralisação TOTAL de TUDO (…) por um TEMPO MÍNIMO DE 30 DIAS.” A mensagem ainda afirma: “Hoje não temos contingência para os sistemas.” Segundo os investigadores, isso reforça a tese de que o grupo operava como uma empresa estruturada, com preocupação constante em manter os servidores, aplicativos e links funcionando sem interrupções. expansão internacional e aparência de legalidade Para o Ministério Público, as mensagens revelam um passo além da contravenção tradicional: a tentativa de internacionalização da atividade. A ideia discutida internamente seria utilizar licenças de apostas em países estrangeiros para permitir que brasileiros jogassem online em plataformas aparentemente legais, dificultando ações da Justiça brasileira. Os investigadores afirmam que o objetivo era criar uma estrutura semelhante a grandes plataformas internacionais de apostas, usando tecnologia avançada para esconder a origem do dinheiro e reduzir riscos de operações policiais. organização criminosa com “visão empresarial” A denúncia descreve a suposta quadrilha como uma das mais estruturadas do Rio de Janeiro, com divisão de funções, cadeia hierárquica e setores especializados. Segundo o MP, havia: As autoridades afirmam ainda que o grupo possuía forte poder econômico e utilizava um esquema sofisticado de corrupção e intimidação para garantir o funcionamento dos jogos. foragidos e prisões preventivas A Justiça recebeu a denúncia e decretou prisões preventivas de integrantes apontados como peças-chave da estrutura tecnológica da organização. Parte dos investigados ficou foragida durante a investigação. Na decisão, o Judiciário destacou que o grupo apresentava uma estrutura “empresarial”, com capacidade tecnológica avançada e atuação contínua voltada à exploração ilegal de apostas. Para os investigadores, as escutas e documentos apreendidos revelam um retrato raro da modernização da contravenção no Rio: um submundo que deixou de depender apenas das bancas físicas e passou a operar através de aplicativos, servidores, sistemas digitais e projetos de expansão internacional. igação com milícias, facções e esquema de corrupção Os documentos da investigação apontam que a organização criminosa não atuava apenas na exploração de jogos ilegais. Na decisão judicial, o grupo é descrito como uma das organizações criminosas “mais antigas, estruturadas e violentas” em atuação no Rio de Janeiro, sustentada por dois pilares principais: Segundo o Ministério Público, havia uma “rede de proteção” alimentada por corrupção de servidores públicos em diferentes níveis, além de relacionamento com facções criminosas e grupos milicianos. Os investigadores afirmam que a organização possuía: Relatórios de inteligência citados no processo apontam ainda que o esquema de exploração dos jogos ilegais no estado teria provocado uma espécie de “loteamento” territorial entre grupos da contravenção, milícias e organizações criminosas. homicídios e violência para eliminar rivais A denúncia também faz referência a episódios de violência ligados à manutenção do poder da organização. Segundo a investigação, existem “sólidos indicativos” de utilização de homicídios e ações violentas contra pessoas consideradas obstáculos aos interesses do grupo. A decisão judicial menciona: “cometimento de homicídios para eliminação daqueles que colocam contra os interesses do grupo.” O Ministério Público sustenta que a organização utilizava métodos de intimidação, corrupção e violência para proteger suas atividades e evitar o avanço de investigações. organização criminosa com “visão empresarial” Para os investigadores, o grupo funcionava como uma verdadeira corporação clandestina. A denúncia descreve: A Justiça destacou que os investigados teriam criado uma estrutura sofisticada para garantir funcionamento ininterrupto das apostas ilegais, inclusive com possibilidade de expansão internacional. contravenção virou operação digital global Para investigadores envolvidos no caso, as escutas revelam uma mudança histórica no submundo da

Audios revelam suposto esquema de arrego para PMs em Macaé: traficante da ADA dizia que precisava “separar dinheiro para os P2”

Uma investigação da Justiça do Rio trouxe à tona diálogos explosivos que escancaram a rotina do tráfico em Macaé e a suposta relação criminosa entre traficantes e policiais corruptos. Conversas extraídas do celular de um acusado apontado como integrante da facção Amigos dos Amigos (A.D.A.) mostram discussões sobre pagamento de “arrego” para PMs e movimentações para liberar comparsas detidos. O caso envolve Daniel Alves, conhecido como “Dentinho da FDL”, apontado pelo Ministério Público como um dos principais nomes da facção na Favela da Linha, no bairro Cajueiros. Embora tenha sido absolvido da acusação de tráfico por falta de provas diretas sobre a posse das drogas apreendidas, o réu pode ser condenado por associação para o tráfico após a perícia revelar mais de 1.500 conversas no celular dele. O trecho que mais chamou atenção da investigação é justamente o que expõe a suposta cobrança de propina para policiais militares atuarem na região. Em um dos áudios interceptados, um traficante identificado como “LZ” afirma que era necessário reservar dinheiro do tráfico para pagar o “arrego”: “Como tem que pagar o arrego, você fazendo aí o dinheiro do arrego é só você soltar depois.” Em outro momento, o próprio “Dentinho da FDL” relata correria para conseguir dinheiro após comparsas serem detidos: “Os polícia pegou uns meninos aqui… aí tem que soltar um dinheiro aqui pros P2. Porque os P2 pegou uns menino aqui, achou umas droga aqui.” Já em outra conversa, o traficante afirma que precisava levantar R$ 1 mil “pra firma” entregar aos policiais: “Tem que soltar mil reais aqui pros verme aqui (…) tem que fazer um dinheiro pra firma aqui pra dar pros P2.” As mensagens foram consideradas pelo Ministério Público como fortes indícios da estrutura organizada do tráfico na Favela da Linha, área dominada pela facção A.D.A. Segundo a investigação, Daniel mantinha contato constante com outros traficantes, coordenava movimentações financeiras e participava da rotina criminosa da comunidade. A prisão ocorreu após policiais militares receberem denúncias de que três suspeitos estariam vendendo drogas na região. Durante a ação, entorpecentes foram encontrados escondidos em um copo de Guaravita, debaixo de um carro e próximos a um comércio. Apesar disso, os agentes admitiram em juízo que não flagraram os acusados manuseando as drogas. Mesmo assim, a quebra do sigilo telefônico acabou mudando o rumo do processo. Além dos áudios sobre o suposto pagamento de arrego, a perícia encontrou fotos do acusado fazendo gestos ligados à facção, imagens de armas, dinheiro e drogas, além de diversas conversas sobre a movimentação do tráfico. O caso ganha ainda mais repercussão em meio às discussões atuais sobre corrupção policial, infiltração do crime organizado e a atuação de facções no interior do estado do Rio. Nos bastidores das comunidades dominadas pelo tráfico, a suspeita de pagamento de propina para garantir funcionamento de pontos de venda de drogas há anos é tratada como um “segredo aberto”, mas raramente aparece de forma tão explícita em documentos oficiais da Justiça. Agora, a defesa tenta derrubar as acusações, enquanto o Ministério Público sustenta que os diálogos revelam uma associação criminosa estável e organizada dentro da Favela da Linha.

Traficante da Bahia que fugiu por passagem secreta em mansão no Vidigal usava empresa na Rocinha (CV) para lavar dinheiro do tráfico, diz MP

O traficante conhecido como “Dada”, que ficou conhecido após escapar de um cerco policial usando uma passagem secreta durante uma festa infantil em uma mansão alugada no Vidigal, é apontado agora pelo Ministério Público da Bahia como peça central de um esquema de lavagem de dinheiro ligado ao Comando Vermelho. Segundo a denúncia obtida pela reportagem, integrantes da facção PCE/CV realizavam transferências bancárias para empresas sediadas na Rocinha, comunidade dominada pelo CV no Rio de Janeiro. Uma das empresas citadas nas investigações é uma loja de materiais de construção localizada na favela carioca, usada, de acordo com os investigadores, para movimentar recursos oriundos do tráfico de drogas. A descoberta foi feita durante uma fase da Operação Rastreador, da Polícia Civil da Bahia, após a quebra de sigilo telemático de integrantes da organização criminosa. Áudios, comprovantes bancários, manuscritos e registros financeiros revelaram um esquema milionário de movimentação de dinheiro envolvendo traficantes, parentes e companheiras dos acusados. O Ministério Público afirma que “Dada” ocupa posição de liderança na facção PCE/CV, grupo aliado ao Comando Vermelho e responsável pelo tráfico de drogas em cidades do extremo sul da Bahia. A investigação aponta que a organização possuía estrutura empresarial, divisão de tarefas e controle detalhado da circulação de dinheiro, armas e drogas. As investigações mostram ainda que mulheres ligadas aos criminosos eram usadas para realizar transferências e ocultar valores do tráfico em contas bancárias, dificultando o rastreamento financeiro pelas autoridades. A denúncia também aponta que membros da facção fizeram depósitos e transferências consideradas incompatíveis com a renda declarada dos investigados. Parte do dinheiro era enviada para empresas localizadas na Rocinha, reforçando a conexão entre traficantes baianos e o Comando Vermelho do Rio. “Dada” já havia chamado atenção das autoridades após fugir de uma operação policial durante uma festa infantil em uma mansão no Vidigal. Na ocasião, policiais cercaram o imóvel, mas o traficante conseguiu escapar usando uma passagem secreta existente na residência. Agora, a nova denúncia revela que o criminoso não atuava apenas no comando armado da facção, mas também no gerenciamento financeiro do grupo, considerado pelas autoridades uma verdadeira “empresa do crime”. Mais de 20 pessoas foram denunciadas por organização criminosa, tráfico de drogas e associação para o tráfico. Parte dos investigados segue foragida.

Do Acre à Rocinha: investigação expõe ligação direta entre traficantes e cúpula do CV no RJ

Uma denúncia explosiva do Ministério Público do Acre revelou bastidores inéditos da expansão do Comando Vermelho no Norte do país e escancarou a forte ligação entre criminosos do Acre e chefões históricos da facção no Rio de Janeiro. A investigação, conduzida pelo GAECO, DRACO e DENARC, descreve uma estrutura criminosa altamente organizada, com atuação voltada para tráfico de drogas, homicídios, torturas, roubos, extorsões e lavagem de dinheiro. Segundo o documento, mesmo presos em unidades de segurança máxima, líderes da facção continuavam dando ordens, arrecadando dinheiro e coordenando ações criminosas de dentro das celas. Um dos pontos que mais chamou atenção na denúncia foi a presença de criminosos ligados diretamente à cúpula do Comando Vermelho no Rio. O nome de “Samuray”, apontado como integrante da “Casa Maior” da facção e considerado um dos braços direitos de Fernandinho Beira-Mar, aparece como uma das principais lideranças envolvidas nas articulações criminosas. Preso em Bangu 3, no Rio de Janeiro, ele teria participado de decisões estratégicas envolvendo o comando do CV no Acre. As investigações apontam que integrantes da facção no Norte recorriam constantemente aos chefões fluminenses para resolver disputas internas, validar lideranças e definir os rumos da organização. Outro nome de peso citado na investigação é o de “Abelha”, criminoso conhecido no submundo do Rio de Janeiro e apontado como peça importante nas conexões entre traficantes acreanos e a cúpula carioca do CV. Segundo a denúncia, um advogado ligado à facção viajou até a Rocinha para se reunir pessoalmente com Abelha, que estaria escondido na comunidade, em uma tentativa de mediar conflitos internos envolvendo o controle do tráfico no Acre. O mesmo advogado também teria mantido contato direto com Samuray e outras lideranças presas no sistema penitenciário do Rio. As apurações revelam que uma verdadeira guerra interna tomou conta do Comando Vermelho no Acre. Disputas por poder, controle de armas, domínio de pontos de venda de drogas e arrecadação milionária colocaram diferentes grupos da facção em rota de colisão. Em meio ao caos, traficantes ligados ao Acre buscavam apoio e autorização dos chefões do Rio para permanecer no comando da organização criminosa. A denúncia ainda mostra que até advogados teriam sido usados pela facção como intermediários entre traficantes presos e líderes do CV no Rio de Janeiro. Conversas interceptadas pela investigação revelariam tentativas desesperadas de integrantes do grupo para impedir afastamentos dentro da facção e garantir proteção da chamada “cúpula nacional” do Comando Vermelho. Os investigadores também descobriram que presos utilizavam celulares clandestinos dentro das penitenciárias para transformar celas em verdadeiros centros de comando do crime organizado. Relatórios apontam controle de “biqueiras”, cobrança de mensalidades criminosas conhecidas como “caixinhas”, extorsões contra comerciantes e até administração de armamentos mantidos em esconderijos da facção. Outro detalhe impressionante é que membros do grupo criminoso teriam alterado apelidos e até manipulado registros internos da facção para dificultar investigações policiais. Segundo o Ministério Público, a própria organização mantinha uma espécie de “cartório do crime”, com listas detalhadas dos integrantes cadastrados no Comando Vermelho. Ao todo, dezenas de pessoas foram denunciadas por organização criminosa, tráfico de drogas e lavagem de dinheiro. A investigação sustenta que o Comando Vermelho consolidou uma estrutura extremamente violenta e profissionalizada no Acre, mas sempre mantendo ligação direta com criminosos do Rio de Janeiro, especialmente integrantes da alta cúpula da facção instalados em comunidades cariocas e dentro dos presídios fluminenses. A denúncia reforça que o avanço da facção no Norte do país não ocorreu de forma isolada, mas sim sob influência direta de chefões do Rio, que continuariam exercendo forte poder sobre o crime organizado em diferentes estados brasileiros mesmo atrás das grades.

PM foi preso acusado de executar amante da ex-mulher: veja detalhes exclusivos da investigação e dos bastidores do crime

m policial militar foi preso nesta sexta-feira acusado de executar friamente um vigilante e comerciante em Campo Grande, na Zona Oeste do Rio. A investigação da Delegacia de Homicídios da Capital aponta que o crime teria sido motivado por ciúmes e vingança após o agente descobrir o relacionamento da vítima com sua ex-companheira. O caso, que chocou moradores da região pela brutalidade e pela forma calculada da execução, ganhou novos contornos após a Polícia Civil reunir imagens, depoimentos, cruzamento de dados e rastreamento da motocicleta usada no assassinato. Segundo as investigações, Jonathan foi morto a tiros no dia 25 de fevereiro de 2026, por volta das 14h08, no momento em que fechava o brechó onde trabalhava, em Campo Grande. O atirador chegou sozinho em uma motocicleta branca, usando roupas escuras, capacete preto e balaclava. Sem dar qualquer chance de reação, abriu fogo contra a vítima em plena luz do dia e fugiu logo em seguida. Inicialmente, testemunhas chegaram a relatar a presença de dois criminosos na moto. Mas o avanço da investigação desmontou essa versão. Uma testemunha ocular, dono de uma oficina de motos em frente ao local do crime, afirmou ter visto claramente apenas um homem efetuando os disparos. O detalhe considerado crucial pela polícia foi a identificação da motocicleta: uma Yamaha NMAX branca. O mecânico afirmou ter certeza absoluta do modelo por trabalhar há anos no ramo de motocicletas. A partir daí, investigadores chegaram ao policial militar, que possuía exatamente uma moto com as mesmas características. TRAIÇÃO, CIÚMES E MONITORAMENTO De acordo com a investigação, Jonathan mantinha um relacionamento amoroso com A. ex-companheira do PM. O caso extraconjugal teria começado ainda quando ela era casada com o policial. Familiares da vítima contaram que Jonathan e A. viviam o relacionamento de forma discreta, mas o policial já sabia da traição há meses e não aceitava o fim da relação. A ex-mulher de Jonathan revelou em depoimento que o vigilante chegou a publicar uma foto ao lado de A. nos “status” do WhatsApp poucos dias antes do crime. Segundo ela, Jonathan jamais comentou estar sendo ameaçado, mas todos tinham receio da reação do policial por ele ser agente da ativa da PM. Já A. confirmou aos investigadores que o PM monitorava constantemente o relacionamento dela com Jonathan e chegou a obrigá-la a enviar uma mensagem simulando o fim do romance. A mulher também relatou um episódio considerado decisivo pela polícia: cerca de uma hora antes do assassinato, Jonathan avisou que o policial havia acabado de passar de moto em frente ao seu brechó. Minutos depois, ele seria morto. IMAGENS, HORÁRIOS E RASTREAMENTO DA MOTO As imagens obtidas pela Delegacia de Homicídios foram fundamentais para embasar o pedido de prisão. Câmeras do condomínio onde o PM mora registraram o momento em que ele saiu pilotando sua Yamaha NMAX branca às 13h06 — cerca de uma hora antes do homicídio. Já às 15h04, pouco menos de uma hora após o assassinato, ele retornou ao condomínio carregando um capacete idêntico ao utilizado pelo atirador. Além disso, o sistema CIVITAS, da Prefeitura do Rio, identificou a motocicleta do policial circulando a apenas 1,7 km do local do crime minutos após a execução. A polícia também afirma que as roupas usadas pelo PM em imagens anteriores coincidiam com as vestes do assassino registradas por câmeras da região. Para os investigadores, o conjunto probatório mostra uma movimentação precisa e planejada. EXECUÇÃO CALCULADA E SUSPEITA DE OCULTAÇÃO DE PROVAS Outro ponto que chamou atenção da polícia foi o comportamento da ex-companheira do PM após o crime. A mulher admitiu ter apagado mensagens trocadas tanto com Jonathan quanto com o policial. Dias depois da execução, o PM também alterou suas redes sociais, fechando o perfil e removendo referências à mulher, apesar de manter o status de “casado”. Os investigadores interpretaram as mudanças como tentativa de dificultar as apurações. A Polícia Civil ainda destacou que o militar possui treinamento tático, acesso a armamento e conhecimento operacional, fatores que aumentariam o risco para as investigações caso permanecesse solto. JUSTIÇA AUTORIZOU A PRISÃO Diante do avanço das apurações, a Delegacia de Homicídios representou pela prisão temporária do policial por homicídio qualificado. A polícia sustenta que o crime foi cometido por motivo torpe — vingança motivada por ciúmes e traição — e mediante recurso que impossibilitou qualquer defesa da vítima, surpreendida enquanto fechava o estabelecimento. Os investigadores também apontam que a prisão era necessária para evitar interferências nas diligências ainda em andamento. Com isso, a Justiça autorizou a prisão temporária do PM por 30 dias. O caso segue sendo investigado pela Delegacia de Homicídios da Capital.

Agente infiltrado”: STF revela que Daniel Vorcaro teria policial federal da ativa operando esquema clandestino dentro da PF do Rio. Ele recebia a propina via Pix

Documento do Supremo Tribunal Federal detalha como um policial federal da ativa teria atuado dentro da própria corporação em favor da estrutura clandestina ligada a Daniel Vorcaro, realizando consultas sigilosas, acessando sistemas internos da Polícia Federal, monitorando alvos e abastecendo integrantes da organização com informações reservadas. O agente Anderson Wander da Silva Lima, lotado na DEAIN/DREX/SR/PF/RJ, é apontado pela investigação como a “longa manus” de Marilson Roseno dentro da Polícia Federal. Agente federal aposentado, Marilson era o líder operacional de Vorcaro. Segundo a representação, ele realizava ou articulava consultas indevidas em sistemas internos da corporação, repassando a Marilson dados reservados que, posteriormente, seriam utilizados em favor de Daniel Vorcaro, Felipe Mourão e demais integrantes do grupo criminoso. A autoridade policial afirma que Anderson recebia contrapartidas financeiras pelas atividades ilícitas e que, por continuar na ativa, possuía acesso privilegiado, atual e funcional aos bancos de dados oficiais da Polícia Federal, sendo justamente por isso constantemente acionado por Marilson. A investigação aponta que, ao menos desde agosto de 2023, Anderson vinha realizando pesquisas em bases internas da PF e transmitindo os resultados a Marilson, que redistribuía as informações ao núcleo central da organização. Segundo a Polícia Federal, não se trata de episódio isolado. A representação descreve um padrão contínuo e estável de exploração criminosa do acesso institucional da corporação em benefício dos interesses do grupo ligado a Daniel Vorcaro. O primeiro episódio concreto citado ocorreu em 05 de agosto de 2023. Na data, Marilson encaminhou a Anderson a fotografia do passaporte de R.A.M. e perguntou se a pessoa havia deixado o país e, em caso positivo, qual teria sido o destino. A investigação relata que um colega de Anderson se recusou a realizar a consulta ilegal. Diante disso, o agente teria classificado o servidor como “babaquinha demais”. Ainda no mesmo dia, Anderson enviou áudio a Marilson afirmando que “a gente tem que ver se aquela outra meta lá avança”, pedindo que não fosse abandonado e solicitando ajuda. Em resposta, Marilson afirmou que “a situação de terça-feira” já representaria avanço nos pleitos de Anderson por novas demandas. Posteriormente, durante o plantão de sua equipe, Anderson encaminhou áudios com as informações solicitadas, gravados por um terceiro ainda não identificado, além de enviar imagem de tela de sistema interno da Polícia Federal contendo dados de entrada e saída do país relacionados a R.A.M. Segundo a autoridade policial, os diálogos revelam que Anderson tinha plena consciência da ilegalidade das consultas e atuava deliberadamente para viabilizar e entregar conteúdo reservado ao grupo criminoso, inclusive mobilizando terceiros dentro da estrutura policial. As conversas interceptadas também revelariam o recebimento de vantagens e recompensas pelas informações sigilosas fornecidas. Em 08 de agosto de 2023, Marilson pediu a Anderson que gravasse um áudio para um terceiro dizendo: “depois vê aí o que consegue fazer pela gente”. O agente atendeu ao pedido e acrescentou espontaneamente a frase: “moral se paga com moral”, além de pedir “fortalecimento”. No dia seguinte, Marilson solicitou a chave Pix de Anderson para enviar “um presente pra filhota que passou no vestibular”. Em 11 de agosto de 2023, Anderson respondeu agradecendo e afirmou que a jovem “adorou o presente”. Para a Polícia Federal, o episódio demonstra uma contrapartida patrimonial concreta vinculada à disponibilidade funcional do policial para realizar consultas e obter dados sigilosos. Em 20 de setembro de 2023, Anderson voltou a conversar com Marilson e afirmou estar “fedendo”, que precisava de alguma “coisinha boa” e gostaria de fazer “uns trabalhinhos”. Marilson respondeu dizendo que, no mês seguinte, talvez fosse ao Rio de Janeiro e teria “um negócio” em que precisaria do apoio “de vocês aí”, classificando a situação como “muito interessante”. Segundo a representação, o diálogo demonstra que Anderson não era mero executor ocasional de consultas clandestinas, mas alguém integrado a um circuito contínuo de demandas futuras e expectativa de remuneração. A Polícia Federal afirma que havia uma relação permanente entre Anderson e Marilson baseada no atendimento sucessivo de solicitações sigilosas em troca de vantagens materiais. Em 09 de outubro de 2023, Marilson formulou nova solicitação ao policial, novamente atendida. No dia seguinte, 10 de outubro de 2023, Marilson enviou foto do visto americano de determinada pessoa e pediu que Anderson verificasse, com urgência, se o alvo ainda estava no Chile. Segundo a investigação, a demanda foi atendida. Em 11 de outubro de 2023, os questionamentos continuaram. A autoridade policial destaca que Anderson utilizava expressões como “a gente” e “conforme nós prevíamos”, o que, segundo a investigação, evidencia sua inserção em grupo articulado de agentes com acesso a dados internos da Polícia Federal, operando de forma colaborativa. Outro trecho considerado extremamente grave pela investigação ocorreu em 15 de fevereiro de 2024. Na ocasião, Marilson pediu que Anderson verificasse, com urgência, se determinado inquérito policial tratava de crime financeiro envolvendo Daniel Vorcaro, solicitando tudo o que pudesse ser enviado sobre o procedimento. A representação afirma que Anderson repassou a demanda a outros três colegas da Polícia Federal, enviando posteriormente capturas de tela das respostas recebidas. Em seguida, Marilson esclareceu que não precisava do acesso integral ao processo sigiloso, mas apenas de uma versão “sucinta” do inquérito. Já em 23 de fevereiro de 2024, nova solicitação foi feita por Marilson, agora relacionada a outro procedimento associado a uma intimação dirigida a Henrique Vorcaro, pai de Daniel Vorcaro. Segundo a Polícia Federal, Anderson atendeu parcialmente à demanda. Os investigadores sustentam que o agente era acionado não apenas para consultas cadastrais simples, mas também para sondar investigações sigilosas de interesse direto do núcleo Vorcaro, inclusive mobilizando sua rede de contatos dentro da corporação. A investigação menciona ainda nova demanda em 30 de julho de 2024, novamente relacionada à situação migratória de determinada pessoa. Já em 30 de outubro de 2024, Marilson acionou Anderson para “dar um pulão” em um DJ que, segundo a mensagem, teria “rede de pedofilia da internet” e teria “mexido com a filha de um cara, filho de um… com o CEO do banco aí”. Na sequência, foram enviados os dados de R.F.S. Para a Polícia Federal,

DOCUMENTO DO STF REVELA SUPOSTO BRAÇO DO JOGO DO BICHO USADO PARA AMEAÇAR DESAFETOS DE EX-DONO DO BANCO MASTER. LEIA DETALHES DAS AÇÕES INTIMIDATÓRIAS

Documento do Supremo Tribunal Federal (STF) revela que um operador do jogo do bicho apontado como integrante do núcleo criminoso conhecido como “A Turma” teria atuado como responsável por ameaças presenciais e intimidações contra desafetos do ex-dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, no Estado do Rio de Janeiro. Segundo a investigação, Manoel Mendes Rodrigues exerceria papel de liderança de um braço local da organização criminosa, formado por operadores do jogo do bicho, milicianos e policiais, usado para executar ações de pressão física, monitoramento e constrangimento direto de alvos considerados problemas para os interesses da família Vorcaro. A Polícia Federal afirma que Manoel funcionava como elo entre o comando central da organização e a força local empregada para intimidação presencial. O documento aponta que uma das ações mais graves atribuídas ao grupo ocorreu em Angra dos Reis, em junho de 2024. Segundo os autos, após determinação de Daniel Vorcaro, integrantes do núcleo “A Turma” teriam se deslocado até a Marina Bracuhy para ameaçar L.F.W., então comandante de uma embarcação utilizada pelo empresário. Na sequência, o grupo também teria ido até um hotel para intimidar L.G., ex-chefe de cozinha ligado ao círculo do empresário. A investigação descreve uma verdadeira operação de monitoramento contra os dois alvos. De acordo com a cronologia levantada pela Polícia Federal, Daniel Vorcaro teria encaminhado documentos pessoais de L.F.W. para Felipe Mourão, conhecido como “Sicário”, ordenando que fosse feito “levantamento de tudo” e afirmando que “teriam que ir pra cima”. O documento afirma ainda que houve determinação para levantamento de dados pessoais e familiares não apenas de L.F.W., mas também de L.G. Em resposta, Felipe Mourão teria encaminhado áudios informando que os levantamentos já estavam em andamento. Em uma das conversas citadas nos autos, integrantes do grupo discutem qual seria a ordem exata: acompanhamento, monitoramento ou abordagem direta das vítimas. Para os investigadores, os diálogos mostram que o braço carioca da organização atuava mediante ordens concretas vindas do núcleo central do esquema. Segundo o parecer do Ministério Público Federal, as próprias vítimas relataram episódios de terror envolvendo grupos armados. L.F.W. afirmou ter sido ameaçado de morte por cerca de sete homens e declarou que um dos integrantes se apresentou como “Manoel”, amigo de Daniel Vorcaro e ligado ao jogo do bicho. Já L.G. descreveu abordagem semelhante, envolvendo Felipe Mourão e outro homem identificado como “Manoel” ou “Emanuel”. Uma testemunha ligada à embarcação Solar I também relatou ter sido abordada por um grupo de seis a sete homens que procuravam por L.F.W. Para os investigadores, os relatos colocam Manoel diretamente no centro das ações presenciais de intimidação. A investigação afirma que sua atuação seria particularmente grave porque revelaria a existência de um braço territorializado da organização no Rio de Janeiro, com potencial uso de força privada ou paramilitar para atender interesses da família Vorcaro. Segundo o documento, Manoel seria responsável por disponibilizar mão de obra intimidatória e presença física no estado, funcionando como instrumento de coerção da organização criminosa. Os autos também apontam que, durante as ações em Angra dos Reis, integrantes do grupo realizaram levantamentos de dados pessoais e familiares das vítimas, monitoramentos e discussões sobre acompanhamento telefônico. Em um dos trechos citados no documento, investigadores afirmam que os integrantes chegaram a cogitar agir “na mesma língua” dos alvos, expressão interpretada pela Polícia Federal como indicativo de possível escalada de intimidação. Para a investigação, a presença de Manoel tinha justamente a função de conferir credibilidade às ameaças e causar medo nas vítimas. O STF aponta que os elementos reunidos até agora indicam que Manoel Mendes Rodrigues teria atuado como executor presencial e articulador territorial do núcleo “A Turma”, liderando um braço local da organização no Rio de Janeiro e mobilizando grupos de quatro a seis pessoas para ações de ameaça e pressão física. Segundo a investigação, ele também manteria comunicação constante com Felipe Mourão e outros integrantes do esquema, utilizando sua influência no submundo do jogo do bicho como instrumento de coerção em favor da organização investigada. O caso segue sob investigação no Supremo Tribunal Federal.

DOCUMENTO DO STF REVELA SUPOSTA ESTRUTURA COM PFs, HACKERS, INTIMIDAÇÕES E PAGAMENTOS DE R$ 1 MILHÃO POR MÊS LIGADA AO EX-DONO DO BANCO MASTER

Documento do Supremo Tribunal Federal (STF) revelou detalhes explosivos sobre a suposta existência de dois grupos clandestinos ligados ao ex-dono do Banco Master, Daniel Vorcaro. As estruturas investigadas envolveriam policiais federais, hackers, monitoramentos ilegais, ameaças e pagamentos milionários mensais. Segundo a investigação da Polícia Federal, os núcleos eram conhecidos como “A Turma” e “Os Meninos”. Eles teriam sido criados para executar desde intimidações presenciais até invasões cibernéticas e espionagem ilegal de desafetos do empresário. O dado mais impactante apontado nos autos é que os grupos receberiam aproximadamente R$ 1 milhão por mês para manter toda a estrutura funcionando. De acordo com a representação policial, “A Turma” seria voltada para ações consideradas extremamente graves, como ameaças, coerções, levantamentos clandestinos, obtenção ilegal de dados sigilosos e acessos indevidos a sistemas governamentais. Já “Os Meninos” teria perfil tecnológico e atuaria em ataques hackers, invasões telemáticas, derrubada de perfis e monitoramentos telefônicos e digitais ilegais. Ambos os grupos, segundo a PF, eram gerenciados por Felipe Mourão, conhecido como “Sicário”, encontrado morto na cadeia. A investigação afirma que os dois núcleos tinham como finalidade atender ordens vindas do núcleo central da organização investigada. No caso de “A Turma”, chama atenção a participação de policiais federais. O agente Marilson Roseno da Silva é apontado como liderança operacional do grupo e responsável por coordenar ações de intimidação e obtenção clandestina de informações sigilosas. Também aparecem citados o policial federal aposentado Sebastião Monteiro Júnior e o policial federal da ativa Anderson Wander da Silva Lima, lotado na Superintendência Regional da PF no Rio de Janeiro. Segundo a investigação, esse braço operacional seria utilizado para acompanhar, monitorar e intimidar desafetos de Daniel Vorcaro. Outro ponto considerado central pela Polícia Federal envolve Henrique Moura Vorcaro, pai de Daniel Vorcaro. Ele é apontado como demandante dos serviços ilícitos, beneficiário das ações do grupo e operador financeiro responsável pelos pagamentos destinados à manutenção da estrutura criminosa. As conversas extraídas do celular de Marilson indicariam que Henrique continuou acionando integrantes da organização mesmo após o início ostensivo da Operação Compliance Zero. Em uma mensagem de janeiro de 2026 destacada pela investigação, Henrique afirma: “No momento em que estou é que preciso de vocês”. Para a PF, a frase seria uma referência direta à continuidade da atuação do grupo. As mensagens também revelam cobranças envolvendo cifras milionárias. Em uma conversa, Marilson pede para Henrique não deixá-lo “à deriva”, afirmando estar “segurando uma manada de búfalo” enquanto aguardava pagamentos prometidos. Henrique responde dizendo que enviaria “400” assim que recebesse recursos. Marilson rebate afirmando que o ideal seria “800k”. Segundo a PF, o valor de R$ 400 mil seria destinado mensalmente à manutenção da chamada “Turma”. Outro trecho considerado explosivo envolve uma explicação dada por Felipe Mourão sobre a divisão do dinheiro dentro da estrutura. Segundo ele, Daniel Vorcaro enviaria os valores mensais e o dinheiro seria repartido entre os integrantes dos grupos. “Ele manda o mensal e eu divido entre a turma. Os meninos mando 75 pra cada”, teria dito Mourão. A investigação afirma que “A Turma” receberia cerca de R$ 400 mil mensais, enquanto integrantes de “Os Meninos” ganhariam aproximadamente R$ 75 mil cada. Parte dos valores permaneceria com o próprio Mourão. A Polícia Federal também identificou Fabiano Zettel como possível responsável operacional pelos pagamentos do esquema. Em mensagens anexadas aos autos, integrantes reclamam que “o Fabiano não mandou este mês e a turma está perguntando”, indicando uma rotina de repasses financeiros permanentes para manter o funcionamento da organização. O documento ainda cita Manoel Mendes Rodrigues, descrito como “empresário do jogo” no Rio de Janeiro. Ele é apontado como líder de um braço local da estrutura criminosa composto por pessoas ainda não identificadas. Segundo a investigação, os elementos reunidos demonstram uma organização sofisticada, com divisão de tarefas, financiamento contínuo, uso de tecnologia avançada, participação de agentes públicos e estratégias para dificultar rastreamentos, incluindo troca constante de aparelhos telefônicos e utilização de números estrangeiros. O caso segue em investigação sob supervisão do STF. cara, nao eh para omitir nada no texto q te mandei Documento ligado ao Supremo Tribunal Federal (STF) revelou detalhes explosivos sobre a suposta existência de dois grupos clandestinos ligados ao ex-dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, envolvendo policiais federais, hackers, monitoramentos ilegais, ameaças e pagamentos milionários mensais. Segundo a investigação da Polícia Federal, os núcleos eram conhecidos como “A Turma” e “Os Meninos”. Eles teriam sido criados para executar desde intimidações presenciais até invasões cibernéticas e espionagem ilegal de desafetos do empresário. O dado mais impactante apontado nos autos é que os grupos receberiam aproximadamente R$ 1 milhão por mês para manter toda a estrutura funcionando. De acordo com a representação policial, “A Turma” seria voltada para ações consideradas extremamente graves, como ameaças, intimidações presenciais, coerções, levantamentos clandestinos, obtenção ilegal de dados sigilosos e acessos indevidos a sistemas governamentais. Já “Os Meninos” teria perfil tecnológico e atuaria em ataques hackers, invasões telemáticas, derrubada de perfis e monitoramentos telefônicos e digitais ilegais. Segundo a autoridade policial, ambos os grupos eram gerenciados por Felipe Mourão, conhecido como “Sicário”, encontrado morto na cadeia. A investigação afirma que os dois núcleos tinham como finalidade atender ordens vindas do núcleo central da organização investigada. No caso de “A Turma”, chama atenção a participação de policiais federais. O agente Marilson Roseno da Silva é apontado como liderança operacional do grupo e responsável por coordenar ações de intimidação, levantamentos clandestinos e obtenção ilícita de informações sigilosas. Também aparecem citados o policial federal aposentado Sebastião Monteiro Júnior e o policial federal da ativa Anderson Wander da Silva Lima, lotado na Superintendência Regional da PF no Rio de Janeiro. Segundo a investigação, esse braço operacional seria utilizado tanto para acompanhar e monitorar desafetos de Daniel Vorcaro quanto para executar intimidações presenciais. Outro nome citado é Manoel Mendes Rodrigues, descrito no documento como “empresário do jogo” no Estado do Rio de Janeiro. Ele seria apontado como líder de um braço local da organização, composto por pessoas ainda não identificadas. Em relação ao núcleo “Os Meninos”, a Polícia Federal afirma que

Ameaças, Briga por FGTS e Vídeo Desesperador: Novos Bastidores do Caso do Vigilante Desaparecido em Niterói

Ameaças de demissão, conflitos envolvendo direitos trabalhistas e até cobranças relacionadas a um antigo acidente com carro da empresa estão entre as possíveis motivações apontadas por testemunhas para o desaparecimento do vigilante Maximiliano Pina Julio, em Niterói. O caso ganhou contornos ainda mais assustadores após a vítima aparecer ensanguentada em uma chamada de vídeo para a namorada, afirmando ter sido baleada pelo próprio patrão momentos antes de desaparecer sem deixar rastros. A Justiça do Rio aceitou a denúncia do Ministério Público e decretou a prisão preventiva de Bruno Cordeiro Gomes de Souza e Marcelo São Paio de Figueiredo, investigados por homicídio qualificado, ocultação de cadáver e fraude processual. Segundo testemunhas ouvidas pela polícia, Maximiliano vivia um ambiente de tensão no trabalho meses antes do desaparecimento. Um dos relatos aponta que ele vinha sofrendo pressão após ter batido um carro da empresa cerca de dois anos atrás. Ainda segundo o depoimento, Marcelo, apontado como fiscal do contrato da empresa de segurança, estaria ameaçando demiti-lo e utilizar parte do FGTS da vítima para cobrir os prejuízos do veículo. Outra testemunha relatou que existiam conflitos relacionados à supressão de direitos trabalhistas dos funcionários quando os serviços ainda eram prestados por outra empresa ligada ao mesmo grupo. Segundo o depoimento, o clima interno era marcado por desentendimentos e ordens consideradas abusivas. As suspeitas cresceram ainda mais após a revelação de uma conversa considerada extremamente perturbadora pelos investigadores. Na manhã de 21 de fevereiro de 2026, por volta das 7h05, a namorada de Maximiliano recebeu uma chamada de vídeo pelo WhatsApp. Segundo o relato prestado à polícia, o vigilante aparecia caído no chão, coberto de sangue e gritando por socorro. Durante os 57 segundos da ligação, ele repetia várias vezes que havia sido baleado pelo próprio patrão, identificado como Marcelo. A testemunha afirmou que Maximiliano tentava se levantar apoiado em uma mesa enquanto segurava o celular. Havia sangue na camisa, nas mãos e também espalhado pelo chão ao redor dele. A ligação caiu abruptamente e, desde então, ele nunca mais foi visto. Desesperada, a namorada foi até o local onde o vigilante trabalhava, na unidade da PESAGRO, no Horto do Fonseca, em Niterói. Lá, descobriu que Maximiliano sequer havia assumido o plantão naquele dia. A motocicleta usada por ele também não estava mais no estacionamento da empresa. Policiais militares e bombeiros realizaram buscas na área, mas não encontraram vestígios aparentes de sangue, sinais de luta corporal ou qualquer pista concreta do paradeiro da vítima. As investigações avançaram após análise de imagens de câmeras de segurança obtidas pela Delegacia de Homicídios. Segundo os autos, as gravações mostrariam um dos acusados circulando pela área pouco antes do desaparecimento. Em outro momento, um homem apontado como sendo Maximiliano aparece chegando de motocicleta ao local de trabalho. Pouco depois, as câmeras registrariam a moto da vítima sendo levada e escondida em outro endereço. Outro trecho das imagens mostra dois homens carregando um objeto não identificado para dentro de um veículo preto ligado à empresa investigada. Uma testemunha também afirmou que, dias após o desaparecimento, encontrou a sala de segurança do local completamente diferente do habitual. Segundo o relato, móveis haviam sido reposicionados, havia marcas recentes de cimento no chão e um forte cheiro de produto no ambiente, indicando uma possível limpeza ou alteração às pressas. Para o Ministério Público, os depoimentos, as imagens e o comportamento dos investigados formam um conjunto robusto de indícios sobre a prática dos crimes. Na decisão que decretou as prisões preventivas, a Justiça destacou a gravidade concreta do caso, o risco de intimidação de testemunhas e a necessidade de preservar a instrução criminal. Apesar das prisões decretadas, o paradeiro do corpo de Maximiliano continua desconhecido, aumentando ainda mais o mistério e a repercussão de um caso que mistura desaparecimento, denúncias graves e uma ligação de vídeo que pode ter registrado os últimos momentos da vítima.

“Ela bateu o fogão na cabeça da minha irmã”: relato de menino de 4 anos expõe morte brutal de garota de 12 anos na Baixada

O depoimento de uma criança de apenas 4 anos revelou detalhes assustadores sobre a morte da menina Myrella Freire Venceslau, de 12 anos, encontrada sem vida nos fundos de casa, enrolada em um lençol e coberta por folhas de bananeira, em Vilar dos Teles, São João de Meriti, na Baixada Fluminense. Segundo a investigação da Polícia Civil, o menino — irmão da vítima — contou a familiares que “a tia Bianca brigou com Mirella e bateu com o fogão na cabeça dela”. O relato, considerado espontâneo pelos investigadores, revelou como a adolescente teria sido assassinada dentro da residência após uma discussão. A principal suspeita é Bianca Martins da Silva Oliveira, companheira da mãe da vítima, que teve a prisão temporária decretada pela Justiça por homicídio doloso. O laudo de necropsia apontou que Myrella morreu em consequência de traumatismo craniano grave, com lesão no encéfalo e hemorragia intracraniana provocados por forte impacto na cabeça. versão inicial falava em homem desconhecido Logo após o crime, Bianca apresentou à polícia uma versão completamente diferente da que passou a surgir ao longo das investigações. Ela afirmou que havia saído cedo para uma entrevista de emprego e que, ao retornar perto do meio-dia, encontrou o portão trancado e a casa revirada. Disse ainda que precisou pular o muro para entrar na residência. Segundo Bianca, o menino de 4 anos contou naquele momento que um suposto homem desconhecido teria aparecido na casa. A criança teria descrito o suspeito como “muito negro”, usando blusa vermelha e short preto e azul, além de afirmar que “o tio” o colocou para dormir. A mãe da menina, Vitória, inicialmente confirmou a versão apresentada pela companheira. As duas passaram a procurar Myrella até encontrarem o corpo da adolescente nos fundos do imóvel. Mas a narrativa começou a desmoronar poucas horas depois. adolescente contradisse versão da suspeita Uma adolescente identificada apenas como J., citada pela própria mãe da vítima, foi ouvida na delegacia e apresentou informações que passaram a contradizer diretamente o depoimento de Bianca. Segundo os investigadores, J. esteve na residência às 11h26 — horário confirmado pelo histórico de chamadas telefônicas — e encontrou Bianca dentro da casa ao lado de Myrella e do menino. O detalhe chamou atenção porque Bianca havia afirmado que só retornou ao imóvel perto das 12h. A adolescente relatou ainda que Bianca pediu para que ela não contasse à mãe da vítima que estava na residência naquele horário. Pouco depois, veio a revelação considerada mais impactante do caso: o menino de 4 anos contou a J. que havia ocorrido uma briga entre Bianca e Myrella e que a suspeita teria batido com um fogão na cabeça da irmã dele. O relato passou a ser tratado como peça central da investigação. mensagens antes da morte aumentaram suspeitas As suspeitas contra Bianca aumentaram após a polícia analisar conversas trocadas entre ela e Vitória em um aplicativo de mensagens. Segundo os investigadores, o relacionamento das duas estava chegando ao fim justamente na manhã do crime. Nas mensagens, Bianca se despedia da companheira em tom emocional e demonstrava preocupação incomum com Myrella. Em um dos trechos, escreveu: “Só cuidado nesses intervalos que Myrella vai na rua, porque pode acontecer muita coisa.” Em outra mensagem, afirmou: “Dona 7 já falou, nego preto já avisou em sonhos. Depois o que resta vai ser chorar.” Para os investigadores, as mensagens levantaram suspeitas de que Bianca poderia estar tentando criar previamente uma narrativa envolvendo um suposto criminoso desconhecido. Outro detalhe chamou atenção da polícia: às 11h17, Bianca enviou mensagem dizendo que estava dentro de um ônibus. Porém, segundo o depoimento de J., ela ainda estava dentro da residência minutos depois. tia afirma que menina tinha medo da madrasta A tia da vítima, Emanuela, contou à polícia que Myrella demonstrava medo constante da convivência com Bianca e frequentemente reclamava das brigas dentro de casa. Segundo a familiar, a adolescente dizia que a madrasta afirmava que ela atrapalhava o relacionamento com Vitória. Emanuela revelou ainda que Myrella chegou a pedir para morar em sua casa por não querer mais conviver com Bianca. “Ela tremia quando falava dela”, relatou em depoimento. Ainda segundo a tia, Myrella também tinha medo de deixar o irmão pequeno sozinho na residência. Familiares afirmaram que o relacionamento entre Bianca e Vitória era marcado por discussões constantes e episódios de manipulação emocional. justiça vê risco de interferência na investigação Na decisão que autorizou a prisão temporária de Bianca por cinco dias, a Justiça destacou a existência de fortes indícios de autoria e apontou risco concreto de interferência nas investigações caso ela permanecesse em liberdade. O principal temor é em relação ao depoimento especial do menino de 4 anos, tratado como a única testemunha ocular do crime. Segundo a decisão, há suspeitas de que a criança tenha sido inicialmente orientada a mencionar o suposto homem de blusa vermelha para afastar as suspeitas da investigada. A Justiça também ressaltou a necessidade de proteger a adolescente J., considerada peça-chave para o esclarecimento do caso. Bianca Martins da Silva Oliveira segue presa temporariamente enquanto a Polícia Civil aprofunda as investigações sobre a morte de Myrella Freire Venceslau.

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