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investigação

“Empresa de comunicação multimídia” de Juninho Varão movimentou pouco mais de R$ 6 milhões em um ano mesmo com seu pequeno capital declarado

Investigação da Delegacia de Combate às Organizações Criminosas e à Lavagem de Dinheiro (DCOC-LD) da Polícia Civil do Rio de Janeiro revelou que a quadrilha do milciiano Juninho Varão usava duas empresas de fachada, sendo uma delas provedor de internet para dissimular a real origem e o destino dos recursos obtidos, a fim de lhes conferir uma aparência lícita. Segundo a apuração, Varão figurava como sócio de uma das empresas junto ao cadastro na JUCERJA. A empresa atua no setor de serviços de comunicação multimídia e, no período compreendido entre julho de 2022 e julho de 2023, movimentou o total de R$ 6.091.559,00, montante aparentemente incompatível com seu pequeno capital social registrado e faturamento declarado. O procurador da empresa foi beneficiário de uma transação bancária efetuada pela firma no valor de R$ 440.972,00, sem justificativa lícita aparente. Além disso, foram observadas transações pelas duas empresas, sendo que a segunda firma tinha como titular a esposa e a sogra do tal procurador. A segunda empresa não possui nenhum funcionário cadastrado, tem capital social modesto e apresenta como endereço, um local residencial, sem qualquer aparência de atividade empresarial. No entanto, em apenas sete meses (entre janeiro e agosto de 2023), movimentou R$ 1.172.918,00. Ainda segundo a investigação, a quadrilha de Varão ratica, em tese, diversas atividades ilícitas, tais como, exploração de serviços de gás, água e internet, comercialização de gelo, agiotagem, operação de vans, cobrança de taxas condominiais ilícitas e gestão de aterros clandestinos.

Mesmo com provas e confissão informal, suspeitos de milícia escapam de ação penal no RJ

A Polícia Civil reuniu uma série de elementos que indicariam o envolvimento de dois homens com a milícia que atua no Morro do Pau Branco, em São João de Meriti, na Baixada Fluminense. Apesar disso, a Justiça rejeitou a denúncia por entender que não havia lastro probatório mínimo para o prosseguimento da ação penal pelo crime de associação criminosa. De acordo com os autos, as investigações tiveram início em 2023, quando agentes da Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (DRACO) foram ao Hospital Municipal Adão Pereira Nunes, em Duque de Caxias, após denúncia anônima informar que um miliciano identificado como Matheus havia dado entrada na unidade após um acidente de moto. No local, os policiais encontraram o suspeito, que confirmou o acidente e informou estar com um aparelho celular pertencente a um amigo, identificado como Kauan. Com autorização do próprio Matheus, os agentes acessaram o conteúdo do telefone e encontraram mensagens, fotos e vídeos que, segundo a investigação, indicariam a atuação de ambos em uma milícia armada. Em depoimento, Matheus afirmou que Kauan integrava há mais de dois anos a milícia local, participando de rondas armadas ao lado de outros integrantes, sob o comando de um homem conhecido como “Jason”. Ele também admitiu manter relação próxima com o corréu e atuação conjunta no grupo criminoso. Ainda segundo a investigação, o material extraído do celular demonstraria a inserção de Matheus na estrutura da organização, com acesso a comunicações internas. O histórico criminal dos dois também foi considerado: ambos foram presos em flagrante em ocasiões distintas ao longo de 2023 por crimes como porte ilegal de arma de fogo, roubo qualificado e participação em organização criminosa. Kauan, por sua vez, seria apontado como integrante da linha de frente da milícia, atuando em rondas ostensivas com uso de armas de fogo, incluindo pistolas e fuzis, além de veículos e disfarces como capuzes, com o objetivo de manter o controle territorial da região. Apesar dos indícios reunidos — incluindo relatos policiais, conteúdo extraído de celular e uma confissão informal —, a Justiça entendeu que as provas apresentadas não eram suficientes para justificar a abertura de ação penal pelo crime de associação à milícia. Na decisão, o magistrado destacou que as supostas confissões não foram formalizadas durante a lavratura do auto de prisão em flagrante, ocasião em que os acusados optaram por permanecer em silêncio. Também ressaltou que os policiais não presenciaram diretamente a prática dos crimes e que não há testemunhas identificadas nos autos. O juiz ainda considerou necessária a produção de provas adicionais, como a quebra de sigilo telefônico, para comprovar de forma mais robusta a eventual associação dos investigados a uma organização criminosa. Segundo a decisão, a própria existência e estrutura da milícia mencionada ainda careciam de melhor delimitação. Diante disso, a denúncia foi rejeitada em outubro, sob o entendimento de que as investigações ainda estavam em estágio inicial. A decisão foi mantida em dezembro, e os autos foram devolvidos ao Ministério Público para aprofundamento das apurações.

Escândalo na Baixada: policial civil é suspeito de fornecer arma e interferir para favorecer milícia do filho

Investigações divulgadas pelo Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ-RJ) apontam que um policial civil lotado na Delegacia de Paracambi é suspeito de atuar em favor de uma milícia que operava em Queimados, na Baixada Fluminense, da qual seu próprio filho faria parte. O miliciano foi preso no ano passado. De acordo com os autos, o agente era frequentemente procurado por integrantes do grupo para resolver “problemas” em delegacias. Em um dos episódios citados, após a prisão em flagrante do chefe da quadrilha, conhecido como “João da Jacutinga”, o policial teria sido acionado para “desenrolar” a situação, com o objetivo de interceder e impedir ou dificultar a formalização do auto de prisão. A investigação também revelou que uma das armas apreendidas com os milicianos — uma espingarda calibre 12 — estava registrada em nome do policial civil, o que reforça as suspeitas de vínculo com a organização criminosa. Segundo o processo, tanto o agente quanto seu filho já haviam sido citados em denúncias anônimas encaminhadas ao Disque-Denúncia como integrantes da milícia de Queimados. Embora esse tipo de informação, isoladamente, não constitua prova, a Justiça destaca que os relatos convergem com outros elementos reunidos ao longo da apuração. Entre esses elementos estão mensagens trocadas entre pai e filho, que indicariam compartilhamento de informações sobre a atuação do grupo, além de discussões sobre reportagens que os mencionavam como integrantes da milícia. Os diálogos também demonstrariam preocupação com ameaças vindas de outros membros da organização, o que, segundo a análise judicial, aponta para uma relação que vai além do vínculo familiar, indicando alinhamento de interesses. Para a Justiça, há indícios de que o policial civil teria utilizado sua função pública em benefício da milícia, tanto ao supostamente fornecer armamento de sua propriedade quanto ao tentar interferir em procedimentos policiais para favorecer comparsas. As investigações apontam ainda que a milícia atuante em Queimados era estruturada de forma hierarquizada e voltada à prática de extorsões contra comerciantes e mototaxistas da região. O grupo utilizava como fachada a empresa “Mibius Segurança Privada” e realizava cobranças de “taxas” por meio de transferências via PIX, a partir de linhas telefônicas vinculadas à suposta empresa.

EXCLUSIVO: Traição e guerra: miliciano negociou Catiri com o Comando Vermelho e explodiu disputa sangrenta em Bangu. Há briga também com o TCP

Uma investigação da Polícia Civil aponta que a disputa pelo controle da comunidade do Catiri, em Bangu, foi intensificada após a negociação da área por um miliciano com o traficante conhecido como Doca, apontado como integrante do Comando Vermelho. O caso é apurado no inquérito nº 034-02388/2025, instaurado na 34ª DP (Bangu), que investiga a investida da facção para expansão territorial nas comunidades do Catiri e da Carobinha, em Campo Grande, além dos confrontos com grupos milicianos historicamente atuantes na região. De acordo com a investigação, o Catiri era tradicionalmente dominado pela milícia liderada por “Marquinho Catiri”, morto em 2022. Durante sua atuação, ele concentrava o controle de diversos serviços ilícitos, como TV a cabo clandestina, internet, exploração do solo urbano, fornecimento de gás, entre outros. No setor de transporte alternativo, teria imposto a exploração de vans e kombis a um operador conhecido como “Gordinho”, mediante pagamento mensal. Após a morte de Marquinho, o controle da região teria sido assumido por “Montanha”, que manteve os acordos previamente estabelecidos. Posteriormente, surge no cenário o criminoso conhecido como “Pirulito”, descrito como homem de confiança do antigo líder, que, após deixar o sistema prisional, teria tomado o controle do Catiri ao romper com Montanha. A disputa entre os dois pelo domínio territorial levou Montanha a buscar alianças com outras lideranças milicianas, sem sucesso. Segundo informações de inteligência, nesse contexto, Pirulito teria negociado a região com Doca, liderança do Comando Vermelho oriunda do Complexo da Penha, com apoio de outro criminoso conhecido como “Pezão”. O relatório final da investigação indica ainda que antigos aliados de Montanha — entre eles Gordinho, Pirulito e um ex-policial civil conhecido como “Pulgão” — romperam com a milícia e passaram a atuar em conjunto com o Comando Vermelho, sob a liderança de Doca, com o objetivo de retomar e monopolizar o transporte alternativo no Catiri. A disputa pelo território foi marcada por episódios de violência. Um dos casos citados é o homicídio de Anderson da Cunha Figueiredo, ocorrido no estacionamento do Bangu Shopping. Segundo o relatório, ele seria ligado à milícia e sua morte estaria relacionada à tentativa de assumir o controle do transporte de vans, contrariando interesses de Gordinho. Atualmente, Montanha e outro apontado como líder da milícia local, conhecido como “Gaspar”, tiveram pedido de prisão temporária à Justiça. Há um processo que tramita sob sigilo por organização criminosa. Pirulito também figura entre os alvos das investigações. Gaspar chegou a ser preso no ano passado, mas acabou sendo solto e posteriormente absolvido. Na ocasião, policiais apreenderam um fuzil dentro de um veículo, porém não foi possível comprovar judicialmente que ele estava no carro, já que teria fugido junto com um comparsa ao perceber a chegada dos agentes. Nas redes sociais, circularam recentemente informações — ainda não confirmadas oficialmente — de que, a mando de Montanha, Gaspar teria executado três pessoas no Catiri, conhecidas como “Canudo”, “Bibi” e “TH”, sob a acusação de desvio de dinheiro da organização criminosa. Também houve boatos sobre a suposta morte de Gaspar, o que não foi confirmado. A região do Catiri vive há anos um cenário de conflitos armados entre milicianos e o Comando Vermelho. Mais recentemente, segundo relatos, também houve rompimento com traficantes do Terceiro Comando Puro (TCP), que anteriormente mantinham aliança com o grupo paramilitar. Ainda de acordo com informações divulgadas em redes sociais, um traficante conhecido como “Sabão”, ligado ao TCP, teria exigido que Gaspar deixasse comunidades como Coreia e Rebú, alegando insatisfação com sua gestão no Catiri. Há também relatos de que Gaspar estaria escondido na Vila Aliança, de onde continuaria a dar ordens. Após as mortes das três pessoas mencionadas, publicações indicam que um grupo formado por milicianos e traficantes da Vila Aliança teria ido até o Catiri e entrado em confronto armado com aliados de Montanha, na localidade conhecida como Chico Mendes. O motivo seria a discordância em relação às execuções, diante da falta de certeza sobre as acusações que teriam motivado os crimes. A investigação segue em andamento e busca esclarecer a dinâmica das alianças, rupturas e episódios de violência ligados à disputa pelo controle territorial e econômico na região.

Bandidos do Parque Arará (CV) têm prisão decretada suspeitos de levar ao tribunal do tráfico homem que seria ligado ao TCP. Vítima foi colocada dentro de um porta-malas de carro em chamas

Bandidos do Comando Vermelho da quadrilha de Lacraia, chefe do tráfico na Favela Parque Arará, em Benfica, estão com as prisões preventivas decretadas por um homicidio relacionado à guerra de facções na qual a vítima foi queimada dentro do porta-malas de um carro. Os criminosos suspeitos têm os vulgos de Maquinista, Arretado ou Retalho e Garça. A vítima foi identificada como Fabrício Alves Monteiro, que, segundo relatos, teria sido gravemente violentado e trancado no porta-malas de um carro em chamas. O crime em análise se deu em contexto do chamado “tribunal do tráfico”, havendo informações nos autos que apontam que a vítima teria ligação com a facção do Terceiro Comando Puro (TCP), considerada rival daquela à qual os denunciados seriam ligados , A vítima foi trancada no porta-malas do veículo, amarrada e contra seu corpo atearam fogo até produzir sua morte, circunstâncias indicativas da extrema violência e desprezo no atuar dos acusados. O crime teve testemunhas oculares que presenciaram as agressões e reconheceram os acusados como autores do fato, sendo certo que a eliminação/intimidação de testemunhas e vítimas é conduta característica de facções criminosas equivalentes a que os acusados, em tese, pertenceriam. Lacraia não teve a prisão decretada neste processo.  Houve a determinação de que prossiga nas investigações, devendo o inquérito sobre esse investigado tramitar diretamente entre MP e Delegacia,

Império do tráfico na Lapa: chefes comandam território com festas, dinheiro, intimidação referências explícitas. “Vou explodir a viatura”, “Eu amo o Abelha”

A reportagem teve acesso a detalhes aprofundados da investigação que embasou uma recente operação policial contra o tráfico de drogas na Lapa, região central do Rio de Janeiro, que resultou na prisão de 17 suspeitos. De acordo com o material apurado, o traficante conhecido como Abelha foi destituído da chamada “presidência do Conselho do Comando Vermelho”, além de ter perdido a administração financeira da “caixinha” da facção, bem como parte de sua influência territorial. Ainda assim, ele permanece como chefe do tráfico na Lapa, área que durante anos foi administrada por seu filho, Pablo Rodrigues Rabello, morto em 2019 em confronto com a polícia no Complexo da Penha. Apesar de a Prefeitura do Rio ter removido um grafite em homenagem a Pablo, localizado em frente à Escadaria Selarón, a investigação aponta que a região ainda concentra diversas ilustrações e referências ao criminoso, além de inscrições relacionadas à chamada “Tropa do Mel” espalhadas por muros de imóveis da localidade. Segundo os autos, Abelha é apontado como responsável por patrocinar eventos realizados na região, incluindo festas amplamente divulgadas nas redes sociais. Em datas comemorativas, como o Dia das Crianças, são promovidas ações com distribuição de brinquedos, aluguel de brinquedos infláveis e realização de eventos com a presença de DJs e MCs de funk, com conteúdo que faz alusão direta a lideranças do tráfico. Em uma dessas ocasiões, um cantor chegou a declarar: “Eu não gosto do Abelha, eu amo o Abelha”, enquanto o ambiente contava com decoração em homenagem ao próprio criminoso e ao seu filho, incluindo um painel com a imagem de um zangão musculoso e a inscrição “Tropa do Mel”. Em frente ao painel, havia um bolo com a fotografia do traficante. Há cerca de dois anos, a Polícia Militar impediu a montagem de um palco e a realização de apresentações musicais em um desses eventos. Ainda assim, a festa ocorreu sem a presença de artistas, mantendo homenagens por meio de alegorias, painéis e bolo temático com referências aos criminosos. Interceptações telefônicas revelaram reações de integrantes do grupo diante da atuação policial. Em uma das conversas, um traficante conhecido como “Magrinho” ameaçou atacar uma viatura caso o evento fosse interrompido, afirmando: “Já bati pro amigo aqui, irmãozão, se esse bagulho aí, a boca não tiver vendendo aí, vai dar caô. Não vai ter festa não! Vou explodir o vidro da viatura! Nem pra nós, nem pra eles, acabou! Quer fazer bagulho botar viatura aqui na rua, meu irmão! Quer fazer presepada?! Aí faz flyer, faz não sei o quê, anuncia pra todo mundo, tá achando que os cana não sabe que essa porra é festa da boca de fumo!”. A fala reforça que os eventos seriam promovidos e financiados pelo tráfico com o objetivo de impulsionar a venda de drogas. As investigações indicam que, mesmo foragido e escondido na Rocinha — onde possui mandado de prisão em aberto —, Abelha mantém o controle da atividade criminosa de forma discreta, sem contato direto com a base operacional. Essa função caberia a subordinados como “Piu”, também conhecido como “Português”. Ainda segundo os investigadores, a liderança de Abelha se manifesta também pela presença frequente de familiares na região, incluindo sua filha, que aparece em postagens nas redes sociais ao lado de diversos integrantes do grupo, além de outros parentes próximos. Testemunhas relataram que pontos de venda de drogas, especialmente na Travessa Mosqueira, pertencem a Abelha e Piu. Segundo depoimentos, familiares do traficante, incluindo sua filha e companheira, são vistos com frequência no local, onde comparecem para recolher valores provenientes da atividade ilícita. Ainda conforme relatos, Abelha já não é visto com frequência na região, ao contrário de Piu, que estaria presente semanalmente, chegando ao local em um veículo Hyundai Creta azul e permanecendo no interior do carro enquanto subordinados se dirigem até ele, tratando-o como “paizão”. A investigação também aponta que Abelha exerce influência em outras regiões, como Cabo Frio, na Região dos Lagos. Em uma conversa interceptada com um traficante conhecido como “DJ Mulher”, este solicita autorização para atuar na localidade, referindo-se a Abelha como “pai” ou “senhor”. Relatos indicam ainda que, com frequência semanal, a filha de Abelha recolhe dinheiro na Lapa junto a uma gerente local, prática que também seria adotada por sua companheira. A polícia identificou ainda um terminal telefônico supostamente utilizado pelo criminoso, cujo perfil em aplicativo de mensagens exibia a foto de uma criança apontada como sua neta. Abelha possui 128 anotações criminais desde 1995, incluindo registros por homicídio, roubo, tráfico de drogas e associação para o tráfico. Apesar disso, a maioria dos procedimentos não resultou em condenação. Outro nome de destaque na investigação é Piu, apontado como uma das principais lideranças do tráfico na Lapa. Com histórico criminal iniciado em 1998, ele possui diversas anotações e já foi preso em 2021, quando chegou a figurar na lista de criminosos que poderiam ser transferidos para presídios federais, transferência que não se concretizou por decisão do Tribunal de Justiça do Rio. À época, ele já era considerado foragido há seis anos e possuía três mandados de prisão em aberto. Segundo a polícia, Piu atua diretamente na operação do tráfico, sendo responsável por negociações e distribuição de armas e drogas para diversas comunidades dominadas pela facção. Subordinados se referem a ele como “chefe” ou “amigo”, prestando contas regularmente. Há indícios de que ele se esconda nas comunidades do Fallet e Fogueteiro, consideradas bases operacionais do grupo. Em conversas interceptadas, há referências a eventos organizados para celebrar o aniversário de Piu, divulgados em redes sociais como “aniversário do Paizão” ou “Festa do Português”, com atrações de funk e distribuição gratuita de bebidas. Publicações faziam uso de emojis e símbolos que remetem diretamente ao apelido do criminoso. Diálogos também indicam repasses financeiros à família de Piu, como em um trecho em que um subordinado afirma: “Aquele dinheiro lá ele adiantou a família do chefe, pegou a visão?!”. Em outra conversa, o traficante “Magrinho” menciona que, em caso de conflitos, sua conduta seria compreendida pelo “patrão”, reforçando a posição de liderança

Mesmo sem antecedentes, candidata é barrada na PM por companheiro ser investigado por milícia

A Justiça do Rio de Janeiro deu provimento a recurso do Governo do Estado e reformou decisão que havia permitido a continuidade de uma candidata no concurso para soldado da Polícia Militar (PMERJ), mesmo após sua reprovação na fase de investigação social e documental. A candidata havia sido considerada inapta nessa etapa em razão de informações relacionadas ao seu companheiro, um policial penal apontado como suspeito de envolvimento com milícia. Ele foi preso em 1º de dezembro de 2022 por agentes da 66ª DP (Piabetá), durante a Operação Residente, em cumprimento a mandado expedido pela Vara Criminal de Inhomirim, em Magé, sob acusação de falsificação de documento público. Segundo registros da investigação, o policial penal também foi citado em ocorrência que apura crimes de roubo a residências e extorsão (RO nº 066-02101/2022), além de suspeita de participação em organização criminosa de natureza paramilitar que atuaria em Piabetá, na Baixada Fluminense, com práticas de intimidação e violência contra moradores. A denúncia aponta ainda que o caso teve ampla repercussão na imprensa e que a candidata possuía cadastro como visitante no sistema penitenciário, onde constava como companheira do investigado. De acordo com a Diretoria de Recrutamento e Seleção de Pessoal da PMERJ, a candidata informou em seu Formulário de Informações Confidenciais (FIC) a prisão do companheiro ocorrida em 2018, mas teria omitido dados relevantes sobre a prisão mais recente, em 2022. A omissão foi considerada determinante para a reprovação na etapa de exame social, que avalia a conduta moral e a idoneidade dos candidatos. Apesar de ter sido aprovada nas demais fases do concurso — incluindo provas objetiva e discursiva, teste físico, exames de saúde, avaliação psicológica e toxicológica —, a candidata não avançou em razão do resultado negativo na investigação social. A defesa sustentou que o companheiro foi absolvido, por falta de provas, em processo anterior (autos nº 0266880-55.2018.8.19.0001), com trânsito em julgado em julho de 2020. Argumentou também que o inquérito relacionado aos fatos de 2022 foi posteriormente arquivado a pedido do Ministério Público. Os advogados destacaram ainda que não há qualquer registro de infração penal ou conduta desabonadora atribuída à candidata, defendendo que não seria razoável sua exclusão do certame por fatos imputados a terceiros. Mesmo assim, ao analisar o recurso, a Justiça entendeu pela validade da eliminação na fase de investigação social, acolhendo os argumentos do Estado e restabelecendo a reprovação da candidata no concurso da PMERJ. A decisão da Justiça contra a candidata só ioforma a cassação da liminar que a beneficiou, não tem outras explicações.

Traficante do Ceará presa no Rio ontem atuava em cidade considerada com maior índice de mortes violentas no Brasil

A traficante do Ceará que foi presa ontem no Rio atuava em um município daquele estado que vive em estado de guerra, situação em que grupos criminosos dominam a cidade há longos anos, disseminando violência e terror com a prática de crimes brutais contra vida, com único objetivo de impor o medo na população daquela cidade, sendo tal situação, inclusive, matéria nos jornais retratando a cidade como o de maior taxa média de mortes violentas Conforme dito, São João do Jaguaribe foi considerada a cidade brasileira com maior índice de mortes violentas no Brasil, cidade essa que vem diminuindo consideravelmente sua população em razão da violência, pois o município passou de 7.902 habitantes para 5.855, fato esse que chama atenção quando em outras regiões a população cresce, porém naquela diminui. Há no município uma disputa por território de venda de drogas e extorsões entre os grupos liderados pelo traficante Mingau contra a quadrllha de Micael O bando de Mingau foi responsável pelo homicídio de uma mulher chamadda Jaqueline no dia 15 de novembro de 2022. A vítima fazia parte do seu bando sendo inclusive pretendda por Mingau mas acabou virando companheira de seu irmão, morto em confronto.Jaqueline convivia com o bando de Mingau, morando dentro do matagal, escondidos, como verdadeiros cangaceiros, sobrevivendo com dinheiro proveniente de extorsões a comerciantes, donos de “tanques de camarões” de toda região do Vale Jaguaribe. Era ela quem cozinhava, lavava roupas e fazia todos os afazeres domésticos para o bando, que a época estava embrenhado no matagal, no Sítio Mocos, zona rural de São João do Jaguaribe. Sua morte foi motivada por causa de vingança. Dias antes do crime, Mingau havia determinado que um comparsa que fosse até uma mulher pegar uma mochila cheia de dinheiro (cem mil reais fruto de uma extorsão praticada contra o dono de um frigorífico na cidade de São João do Jaguaribe), sendo que o objeto não chegou ao seu destino . Por conta disso, os bandidos passaram a desconfiar que Jacqueline, sua mãe e outros estivessem envolvidos com o sumiço daquele objeto, uma vez que Jaqueline havia ligado para um homem informando que Mingau “ia esbagaçar a cabeça da pessoa que estivesse com essa mochila”.A mulher presa ontem é esposa de Mingau. Ela foi capturada na Taquara, na Zona Sudoeste. De acordo com as investigações, a criminosa é apontada como sendo a responsável por diversas ordens diretas de ataques a rivais, roubos e extorsões a moradores e empresários do Vale do Jaguaribe, no Ceará. Ainda de acordo com o apurado, ela continuava a dar ordens para os integrantes da quadrilha diretamente do Rio de Janeiro. Na ação desta terça, os agentes realizaram diligências e conseguiram localizar a criminosa no bairro da Taquara. Contra ela, foi cumprido um mandado de prisão preventiva pelos crimes de organização criminosa, homicídio e tráfico de drogas.

Depois de quatro anos, Justiça decretou prisão preventiva do traficante Belão do Quitungo (CV) acusado de matar um homem que estava cometendo furtos e que havia perdido uma arma do crime

Preso desde o ano passado, o traficante Thiago do Nascimento Mendes, o Belão, que era frente do Conjunto Habitacional do Quitungo, em Brás de Pina, teve mais uma prisão preventiva decretada por um homicídio cometido em 2022. A vítima foi Jorge Luiz Marquez Xavier Júnior, então com 25 anos. O corpo até hoje não apareceu e suspeita-se que tenha sido queimado. Jorge foi acusado de extraviar uma arma do tráfico sendo obrigado a trabalhar para os crimnosos para pagar dívida e depois começou a cometer furtos na região, contrariando os bandidos. O sumiço de Jorge ocorreu em março daquele ano. Uma testemunha contou que um amigo de Jorge era envolvido com o Comando Vermelho; e durante essa guerra de facções criminosas, o tal amigo estava fugindo, pulou o muro da casa da testemunha, e pediu que Jorge escondesse uma arma de fogo e foi embora; Jorge escondeu a arma de fogo em uma moita próxima à residência; Dois dias depois, ele foi buscar a arma e não a encontrou;. Ele acreditava que garis da Comlurb encontraram e levaram a arma O amigo depos voltou para buscar a arma e Jorge contou que perdeu a arma. O tal amigo contou para o comando do tráfico; Quem estava chefiando tráfico na comunidade do Quitungo e na Caixa d`Água, era o Belão. Jorge procurou o traficante que exigiu que lhe pagasse com a vida, ou seja, que trabalhasse para o tráfico de drogas, em troca da arma de fogo que perdeu; Jorge trabalhou para o tráfico, mas não portava arma de fogo; Ele xercia a função de olheiro, ou seja, informava quando a milícia invadia a comunidade;Jorge era usuário de crack, e portanto usava entorpecentes para ficar acordado. Ele exerceu essa função por um mês, quando fugiu por medo. Ficou pelas ruas próximas às estações do BRT, Pastor José Santos, Guaporé e Praça do Carmo; Certo dia, ocorreu um incêndio em uma loja na região. Após o incêndio, Jorge entrou nessa loja, furtou material para vender no ferro velho, e usar droga; O tráfico ficou sabendo que Jorge estava furtando na região. Jorge soube, e no dia 07 de março de 2022, foi até ” Belão” para novamente negociar para sua sobrevivência, pois temia que algo pudesse lhe acontecer. Antes de ir, Jorge contou a testemunha o que pretendia fazer, e que se não voltasse era para procurar pelo mesmo, na Comunidade do Cruzeiro. A partir daí, ele não foi mais visto. Um poppular desejou a mãe de Jorge os pêsames. Ela não entendeu nada e a pessoa disse :” Ué, seu irmão, não morreu?”;Todas ficaram nervosas; Q No dia 12 de março de 2022, a família foi procurar por Jorge nas ruas e ficou sabendo por um usuário de drogas que Jorge foi pego por Belão, colocado em um veículo e conduzido até o alto da comunidade da Caixa D´Água para ser executado e queimado. Também foi ouvido que Jorge foi “pego”, colocado em um veículo, executado e queimado, por outros usuários de drogas que conviviam com ele. O usuário pediu para a testemunha procurar um indivíduo conhecido como Magrinho para para confirmar mas não consegiu encontrá-lo. A testemunha foi falar diretamente com Belão ” Belão; No dia, ele estava mexendo no ceullar e nem olhou. A declarante disse acreditar que foi “Belão” quem executou diretamente Jorge porque ele não manda fazer, ele mesmo quem executa sua vítimas; Uma outra testemunha disse que tem receio de que a investigação prossiga, por residir em Comunidade, bem como sua família.

Polícia pediu à Justiça prisão de suspeito de envolvimento em morte de mestre de capoeira em Niterói. Ele tem fotos em sua rede social exibindo fuzil no Complexo do Alemão (CV)

A Delegacia de Homicídios de Niterói e São Gonçalo – DHNSG representou à Justiça o pedido de prisão temporária de um suspeito de envolvimento no homicídio do capoeirista Paulinho Sabiá, assassinado em fevereiro em Niterói. Não tivemos acesso ao nome do suspeito. Mas a informação da polícia é que constam em seu instagram diversas imagens onde ele ostenta armamento do tipo fuzil no interior do Complexo do Alemão, no Rio de Janeiro. A polícia argumenta que a medida cautelar prisional se mostra necessária para o êxito das investigações em bloco, com aprofundamento das investigações, especialmente considerando que a motivação do crime e a qualificação dos demais autores ainda se encontram em apuração. Tivemos acesso a mais alguns detalhes do crime. Com o início da investigação em bloco dos procedimentos investigativos, o Grupo de Investigação de Niterói (GI Niterói) iniciou a análise Imagens inicialmente identificadas as quais demonstraram que, na mesma data (16/02/2026) quando Paulinho sofreu uma tentativa de execução, dois indivíduos ingressaram em Niterói pela Ponte Rio-Niterói, por volta das 18h19, em uma motocicleta vermelha. Nas imagens analisadas, os ocupantes permaneceram aproximadamente (02) duas horas nas imediações da residência da vítima, em aparente monitoramento e vigilância de sua rotina. Constatou-se ainda a participação de outro indivíduo, que ingressou na Cidade de Niterói na garupa de uma motocicleta azul desembarcando em frente ao prédio da vítima, permanecendo no local desde aproximadamente 16h40min, passando posteriormente a segui-la à distância até o local da tentativa de execução ocorrida no dia 16/02/2026. O investigado foi o responsável por solicitar, no dia 16/02/2026, corrida por aplicativo com destino exatamente em frente ao prédio da vítima, em Niterói, circunstância que reforça a hipótese de sua participação no planejamento e estratégia na ação criminosa, notadamente, quanto ao deslocamento do indivíduo responsável pelo monitoramento da vítima. A dinâmica dos fatos evidenciou uma espécie de vigilância prévia estruturada, com divisão de tarefas entre os envolvidos no crime e coordenação entre os autores, possivelmente com comunicação em tempo real No dia do crime, segundo a análise das imagens, realizadas pelo Grupo de Investigação de Niterói, ficou evidenciado que a mesma motocicleta vermelha utilizada dois dias antes na tentativa frustrada, ingressou novamente em Niterói pela Ponte Rio- Niterói, por volta das 19h20min. Os ocupantes deslocaram-se até o bairro de São Francisco, permanecendo nas imediações da academia em que a vítima lecionava capoeira. Restou demonstrado pelas imagens analisadas que Paulinho e namorada deixaram o local e iniciaram deslocamento em direção ao bairro de Icaraí, quando a motocicleta passou a segui-los durante todo o percurso. Já na Avenida Sete de Setembro, esquina com a Endereçoa motocicleta emparelhou com o veículo da vítima, ocasião em que foram efetuados disparos de arma de fogo que atingiram fatalmente o capoeirista. Interessante ressaltar que a motocicleta emparelhou ao lado do carona, sabidamente ocupado pela vítima. Evidenciou-se que os fatos ocorridos nos dias 16 e 18 de fevereiro de 2026 estão interligados e direcionados para a vítima Paulinho, caracterizando a reiteração criminosa previamente p l a n e j a d a . Durante interrogatório, testemunhas foram perguntas sobre supostas extorsões que Paulinho poderia estar sofrendo em sua academia, e nenhuma delas disse saber anda. Uma delas alegou que o estabelecimento era situado em um bairro longe de influência de tráfico ou organização criminosa.As testemunhas também afirmaram desconhecer extorsão à fábrica de confecção de Paulinho apesar da proximidade com áreas de influência de facção criminosa. Paulinho estava discutindo direitos trabalhistas com um de seus funcionários.

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