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investigação

Saiba como estão as investigações sobre o assassinato de ex-delegado-geral de SP. Polícia já identificou seis suspeitos. Três já estão presos. Alvo recebia ameaças do PCC há muitos anos

A polícia de São Paulo já identificou seis suspeitos de envolvimento no homicídio do ex-delegado geral Ruy Ferraz Fontes, assassinado durante a semana em Praia Grande, literal paulista. Fontes vinha sofrendo ameaças do PCC há muitos anos já que foi responsável pela prisão do principal líder da facção, Marcola, As ordens para matá-lo partiram do sistema penitenciário federal. O delegado já vinha sendo alvo de vigilância por parte da facção desde 2023 quando se aposentou na polícia e não usava carro blindado nem andava com segurança. Três dos suspeitos ainda estão foragidos. Um deles é integrantes do Primeiro Comando da Capital (PCC) , com passagens por tráfico de drogas e roubo. Um dos presos , conhecido como Jaguar, se apresentou em uma delegacia de São Vicente, após ter a prisão temporária decretada pela Justiça na tarde da última sexta (19). Segundo a investigação apontou, Jaguar recebeu ajuda de de outro suspeito, conhecido como Fofão – preso na manhã de sexta -, para ir da Praia Grande até a capital após o crime. As forças de segurança seguem com diligências minuciosas para identificar e responsabilizar todos os criminosos. Um dos suspeitos identificados solicitou a outra envolvida que fosse até a cidade litorânea buscar um fuzil que teria sido usado no dia do crime. Além disso, ele também foi flagrado, em momento anterior, em posse do veículo usado pelos criminosos para perseguir o delegado aposentado, que posteriormente foi abandonado e incendiado. A mulher que buscou o fuzil na Baixada Santista foi presa temporariamente. No dia seguinte ao crime, a suspeita usou um carro de aplicativo para ir até Praia Grande. Durante depoimento de quase sete horas na sede do DHPP, ela acabou se contradizendo ao explicar os fatos. O celular dela foi apreendido para perícia. “Ela fala que recebeu a missão de buscar esse pacote, que na verdade sabemos que é o fuzil, depois ela confessou isso. Deu algumas características do local, o qual ela foi buscar esse pacote, inclusive características essas que estamos procurando na região dos fatos. Voltou para a residência dela, na região de Diadema, entregou para um indivíduo que também a gente está buscando a identificação por meio da investigação”, explicou o delegado-geral da Polícia Civil, Artur Dian, em entrevista coletiva nesta quinta-feira (18). Carreira do ex-delegado-geral O delegado Ruy dedicou mais de 40 anos à Polícia Civil de São Paulo. Estava atualmente aposentado da instituição, exercendo a função de secretário de Administração em Praia Grande. Ao longo de sua carreira, ocupou cargos de destaque, como delegado-geral de Polícia, diretor do Departamento de Polícia Judiciária da Capital, além de ter atuado em unidades como o Deic, Denarc e DHPP.

Saiba quais foram os presos na operação para prender suspeitos de matar torcedor do Vasco e os autores dos disparos

Policiais da Delegacia de Homicídios da Capital (DHC) realizaram, na manhã deste sábado (20), uma operação para cumprir mandados de prisão temporária e de busca e apreensão contra suspeitos de envolvimento na morte de Rodrigo José da Silva Sant’anna e na tentativa de homicídio de uma segunda vítima. A ação aconteceu em bairros das zonas Norte e Oeste. De acordo com a Polícia Civil, oito homens, todos integrantes de uma mesma torcida organizada, foram presos, entre eles Tiago de Souza Câmara Mello, conhecido como Boinha, (Foto), presidente da Torcida Jovem do Flamengo (TJF). Ele foi detido em casa, em Vila Valqueire. Também foram detidos Eduardo dos Santos Pereira (“Dudu”), Gabriel Alexandre Sequeira Alves de Araújo (“GB”), Gabriel Victor da Silva Carqueija (“Hamburgão”), João Pedro dos Santos Campos (“JP”), Paulo Victor Aguiar Santana (“PV”), Rafael Francisco dos Santos (“Fael”) e Thiago Faria da Silva Trovão (“Monstrinho”). Segundo investigações da DH, os suspeitos de efetuarem os disparos são Thiago Faria da Silva Trovão, o Monstrinho, e Everton Oliveira da Silva, conhecido como Porrozinho

Conheça a hierarquia do tráfico do CV em comunidades de Brás de Pina

Investigalçao revela que os traficantes Belão e Caio são os frentes das comunidades do Quitungo e Guaporé, em Brás de Pina, sendo homens de confiança do criminoso conhecido como Gadernal, que atua em associação com Doca do Complexo da Penha, chefão do Comando Vermelho. O Complexo de Comunidades da Penha, hoje, funciona como verdadeiro quartel-general (QG) do crime organizado Comando Vermelho. Os crimes que levam a assinatura do Comando vermelho no estado, via de regra, possuem como ponto de contato o nome de Doca tamanha é a sua ingerência nos rumos da facção; Apesar de Doca, estar homiziado no Complexo da Penha, possui influência determinante nos rumos do tráfico de drogas nas comunidades do Quitungo, Guaporé e Tinta. Abaixo dele está Gardenal, sendo o líder direto atuante no financiamento da invasão das comunidades do Quitungo, Guaporé e Tinta juntamente com os outros lideres do financiamento na guerra contra os milicianos na época. Os soldados/ atividades, vapores e “radinhos” do tráfico de drogas do Quitungo e Guaporé recebem ordens diretamente de Caio, Os gerentes e seguranças são Parazão, Xereca, Cantor ou Matador e Caveirinha, sendo este último responsável pela maconha. Tem ainda o Novinho, encarregado do crack. Tem ainda Kaio ou Bigodinho (segurança), Da Maluquinha (atividade), Cabeludo (atividade), Dragãozinho (radinho), FP (atividade), Mais Alto (atividade), Chegou a ocorrer na região uma guerra entre o CV e o TCP com o intuito de expandir seus domínios, assim ganhando maior poder e lucrando com a venda de drogas e exploração de outros serviços como gás e internet. A cúpula do CV é responsável por ordenar os ataques ao TCP, inclusive com o uso de Drones carregados com granadas.

Tráfico em Senador Camará (TCP) usa bailes funks como forma de aliciar os moradores para não fazer denúncias para a polícia e comemorar mortes de policiais

Há dois anos, os traficantes do Complexo de Senador Camará, na Zona Oeste do Rio, se organizaram para realizar bailes funks com o objetivo de aumentar os lucros com a venda de drogas, bem como, promover uma espécie de aproximação entre a população local e os criminosos para evitar denúncias, numa estratégia para manterem-se homiziados dasrepressões policiais. A região é ominadas pela organização criminosa Terceiro Comando Puro (TCP), cuja uma dasprincipais lideranças locais, que atualmente encontra-se em iberdade, trata-se de José Rodrigo Gonçalves Silva, vulgo “Sabão”.] Outra liderança, mas que encontra-se presa, é Rafael Alves, vulgo “peixe”, que recentemente foi capturado pela Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE) e, encontra-se custodiado na Penitenciária Jonas Lopes de Carvalho, em Bangu. Sabão ostenta onze anotações criminais, dentre os crimes de homicídios e tráfico de Drogas. “Sabão” foi preso pela primeira vez em 24/02/2005, na ocasião foi surpreendido no interior de uma residência na Comunidade do Rebu com drogas e rádios transmissores, sendo que, em 14/05/2007, foiposto em liberdade, através de decisão judicial. Em 14/02/2008, voltou a ser preso em flagrante delito, quando foi surpreendido por policiais militares conduzindo uma motocicleta roubada; permaneceu custodiado até 05/08/2008, quando recebeu o benefício judicial de liberdade provisória pela 2ª Vara Criminal de Bangu/RJ. Após sair da prisão, “Sabão” já figurava como “gerente geral” do tráfico de drogas na Comunidade do Rebu, bem como, andava acompanhado de diversos “seguranças”; desde então, foi “galgando” na hierarquia do tráfico na região, até chegar a posto de principal liderança do tráfico dedrogas do Complexo de Favelas de Senador Camará. Diante disso, sabão” foi indicado em diversos inquéritos policiais, atualmente em seu desfavor há dois mandados de prisão preventiva pendentes,expedidos pelas 2ª e 3ª varas criminais de Bangu/RJ. Nesse contexto, informações dão conta que a organização criminosa dominante da região de Senador Camará, é extremamente violenta,costuma promover “bailes Funk” para comemorarem as mortes de policiais Rafael Alves, vulgo “peixe” também é uma forte liderança no complexo de Favelas de Senador Camará, especificamente controlava otráfico de Drogas na Comunidade da Vila Aliança, em Bangu, era tido como sucessor do traficante Márcio José Sabino pereira, vulgo“matemático”, que em 2012 veio a óbito, quando foi alvejado durante confronto com policiais que estavam tentando capturá-lo. Peixe foi capturado em 04/04/2023, enquanto fugia de um cerco realizado por policiais da Delegacia de Repressão a Entorpecente (DRE), CORE e do14º BPM, no interior na Comunidade Vila Aliança. Em sua ficha criminal há 26 anotações, dentre os crimes de Tráfico/Associação para tráfico de Drogas, Homicídios qualificados, Extorsão, Corrupção Ativa. Informações de inteligência apontam que mesmo preso, peixe mantém o “controle gerencial” do tráfico da Vila aliança.

Morte de torcedor do Vasco foi considerada ‘fútil, abjeta e primitiva’. Polícia faz operação e já prendeu oito suspeitos

Policiais civis da Delegacia de Homicídios da Capital (DHC) realizam, na manhã de hoje, uma operação contra criminosos que mataram Rodrigo José da Silva Sant’anna e tentaram matar uma segunda vítima. Os agentes buscam cumprir mandados de prisão temporária e de busca e apreensão em bairros das zonas Norte e Oeste do Rio. Até o momento, oito homens foram capturados, inclusive o presidente de uma torcida organizada. O crime foi praticado no dia 11 deste mês, em Oswaldo Cruz. Naquele dia, ocorreria uma partida entre Vasco e Botafogo. As investigações demonstraram que Rodrigo, torcedor do Vasco, foi alvo de criminosos que se identificam como torcedores de um terceiro time, que nada tinha a ver com a disputa esportiva da ocasião. Conforme apurado pela equipe da DHC, o crime teve motivação “fútil, abjeta e primitiva”, com os bandidos organizados para atacar outros torcedores. Eles não utilizaram símbolos do time para o qual torcem a fim de evitar a identificação. Na ocasião, Rodrigo e outros torcedores foram emboscados pelos criminosos, que atacaram com fogos de artifício. Testemunhas relataram ainda terem ouvido pelo menos quatro disparos de arma de fogo, tendo um deles atingido a vítima. A Delegacia de Homicídios foi acionada e prontamente iniciou a investigação, que levou à qualificação dos bandidos. Com base nos elementos coletados, inclusive análise de imagens de câmeras de segurança que demonstrou a participação dos envolvidos, a autoridade policial representou pelas prisões.

Família de jovem espancada até a morte por se recusar a sair com traficante teve que pagar R$ 2 mil para reconstruir seu rosto para que ela pudesse ser enterrada

A família de Sther Barroso dos Santos, de 22 anos, espancada até a morte por se recusar acsair com um teaficante precisou pagar cerca de R$ 2 mil para reconstruir o rosto da jovem, para poder ser enterrada. O Disque Denúncia (2253-1177) divulgou um cartaz para auxiliar nas investigações e no inquérito instaurado pela Delegacia de Homicídios da Capital (DHC), a fim de obter informações que levem à prisão do criminoso, considerado pelo sistema penitenciário como de Altíssima Periculosidade, e membro da Organização Narcoterrorista Terceiro Comando Puro (TCP), Bruno da Silva Loureiro, vulgo “Coronel”, de 43 anos, chefe do tráfico de drogas da Favela do Muquiço, situada em Deodoro, Zona Norte do Rio, e que acumula uma longa ficha criminal, e que atualmente, se encontra em liberdade, após sair da prisão em agosto de 2017. Ele é apontado como.o.mandante do homicídio da jovem. A Polícia Civil, através da Delegacia de Homicídios (DHC), pediu à Justiça, nesta quarta-feira (18), a prisão preventiva do traficante “Coronel”, e de Douglas Medeiros da Silva, conhecido como “Dodô do Muquiço” e um terceiro homem conhecido pelo vulgo de “Debochado”, que foram indiciados pela morte da jovem de 22 anos, Sther Barroso dos Santos, assassinada após deixar um baile funk na comunidade da Coréia, em Senador Camará, Zona Oeste do Rio. Investigações da DHC, apuraram que após sair de um baile funk, por volta das 22h, que foi realizado no dia 17 de agosto, ela foi sequestrada pelos outros dois indiciados a mando de “Coronel” e levada, à força, para uma casa dentro da comunidade do Muquiço, onde passou a madrugada de domingo, sendo espancada “brutalmente” pelos dois indiciados, pelo fato de se recusar a sair do evento com chefe do tráfico do Muquiço. Após ser “barbaramente”, espancada pelos seus “algozes”, e totalmente desfigurada, a jovem acabou desfalecendo. Com medo da vítima vir a morrer, os criminosos a levaram à sua casa, na Vila Aliança, no banco de trás de um BYD cor azul, que era conduzido pelo homem conhecido como “Debochado”, com Douglas como carona. A polícia afirma que os dois são seguranças do traficante “Coronel”. Laudo médico, aponta como causas da morte foi uma hemorragia subaracnóidea (vaso sanguíneo inchado que se rompe no cérebro), traumatismo crânio encefálico e politrauma (quando a vítima apresenta múltiplas lesões em diferentes partes do corpo, provocadas por violência intensa). Bruno da Silva Loureiro, acumula diversas anotações criminais por tráfico de drogas, roubo, homicídio, porte ilegal de arma de uso restrito, receptação e lesão corporal. Contra ele, há 12 mandados de prisão pendentes de cumprimento. Segundo a polícia, Bruno também teria sido um dos responsáveis por ordenar o desaparecimento de vítimas e subtração de cadáver. Apontado como figura violenta e de grande influência dentro da facção, Coronel é descrito como alguém que usa a força para impor medo na comunidade. Um dos últimos mandados de prisão preventiva contra Bruno foi em junho do ano passado, por homicídio e organização criminosa. O Ministério Público do Rio de Janeiro (MP-RJ) denunciou o criminoso e mais dois traficantes por participação em uma chacina ocorrida em março de 2021, no Parque de Madureira, Zona Norte do Rio. Segundo a denúncia, eles efetuaram disparos de arma de fogo contra cinco pessoas durante uma partida de futebol. “Coronel” costumava se esconder no Complexo da Maré, na Zona Norte, mas, segundo informações recebidas pelo Disque Denúncia, ele chegou a se esconder na Vila Aliança, que causou insatisfação no traficante Rafael Alves, o “Peixe”, e ainda indicou que outros chefes do tráfico de drogas do TCP, não estariam querendo a presença de “Coronel” em seus redutos, o que faria com que a polícia fizesse constantes operação nas comunidades, para prender o traficante.Assim sendo, a DHC, solicita que quem tiver informações sobre a localização dos dois criminosos e a identificação de “Debochado”, favor entrar em contato pelos seguintes canais de atendimento do Disque Denúncia:Central de atendimento/Call Center: (021) – 2253 1177 ou 0300-253-1177WhatsApp Anonimizado: (021) – 2253-1177 (técnica de processamento de dados que remove ou modifica informações que possam identificar uma pessoa)Aplicativo: Disque Denúncia RJAnonimato Garantido

De mero traficante do CV a contador do TCP na Maré, confira a evolução de bandido no crime

Confira agora a história de um traficante que era do Comando Vermelho, passou pela milícia e se tornou um dos principais integrantes do Terceiro Comando Puro no Complexo da Maré. Segundo a Justiça do Rio, Pablo atuava no tráfico na comunidade do Castelar, em Belford Roxo, reduto do Comando Vermelho. Ele teria se desentendido com traficantes locais, fugindo daquela comunidade com dinheiro do tráfico, passando a morar em Nova Iguaçu, onde também teve problemas com a milícia local. Foi quando, então, por intermédio do vulgo “Bebezão”, Pablo se mudou para Vila do João, comunidade dominada pelo “TCP, passando a atuar no tráfico como contador. Ele teria conquistado prestígio na organização, elevando se na hierarquia do crime, passando de depositante a responsável pela cooptação de moradores da região para realização de depósitos fracionados da comunidade. Em fotos divulgadas nas redes sociais, ele pousou com armas, drogas, dinheiro e em companhia de outros traficantes da Vila do João, inclusive acenando com gestos representativos da organização criminosa “Terceiro Comando Puro” — TCP,

Chefão da Vila Aliança (TCP) mandou construir um supermercado para lavar o dinheiro do crime

A quadrilha do traficante Peixe da Vila Aliança lavou o dinheiro na construção de um supermercado além de uma loja de câmbio e turismo. Ficou demonstrado que o valor total da obra até a inauguração do supermercado e a continuidade deste negócio seria incompatível com a capacidade econômica financeira dos investigados empreendedores do estabelecimento comercial, os quais, contrataram, inclusive, com um consultor de Supermercado, cujo o pagamento teria ocorrido em espécie. A ex-esposa de um traficante figurava como a titular da empresa de turismo mas o verdadeiro empresário e administrador do negócio, seria um bandido, sem contar a forma em que ocorrera a aquisição da empresa, sempre através de dinheiro em espécie, evidenciando assim pratica do crime de lavagem de dinheiro, e ocultando os verdadeiros responsáveis pelo estabelecimento. A tentativa de transferir recursos dentro do sistema financeiro, misturando-os com as transações de uma empresa controlada, traz várias vantagens para os que fazem a lavagem. Em primeiro lugar, o criminoso tem maior controle sobre a empresa usada, quer por causa de uma propriedade benéfica, quer por causa de uma ligação estreita com o devido proprietário efetivo – o que reduz o risco de vazamento de informações para as autoridades de repressão de dentro daprópria empresa -, tal como ocorrera nas duas empresas citadas. Por outro lado, a instituição financeira usada para fazer as transações tende a não desconfiar tanto de grandes flutuações de saldo na conta de uma empresa: grande parte das pessoas que trabalha com serviços financeiros já espera altos e baixos durante o ciclo de negócios. Mas sea flutuação ocorresse na conta de uma pessoa física, as suspeitas seriam bem maiores Outro detalhe é que as referidas atividades empresariais lidam principalmente com dinheiro em espécie e por isso as instituições financeiras não considerarão tão suspeitos grandes depósitos em espécie. Peixe também emitia ordens da organização criminosa para os atos de depósitos identificados como provenientes de moradores das comunidades dominadas pelo Investigado, os quais são realizados para aquisição de drogas e armas para o grupo, a este devem ser imputados, haja vista o domínio sobre os fatos. A utilização de moradores da comunidade, interpostas pessoas, para fins de depósitos de valores, tem por finalidade óbvia ocultar a origemilícita dos valores e dissimular o comércio ilícito de drogas com os destinatários, fato que constitui branqueamento de ativos.

Um dos chefes do TCP na Maré tem atuação destacada para além dos limites territoriais da favela. Veja seu poder

Um dos chefes do Terceiro Comando Puro (TCP) no Complexo da Maré, o traficante Bill, Negão ou Mangolé tem atuação junto à facção criminosa para além dos limites territoriais deste conjunto de favelas. A investigação revelou que Mangolé tem influência, por exemplo, no Morro do Chapéu Mangueira, no Leme, uma das poucas comunidades na Zona Sul controlada pelo TCP. O bandido também chegou a oferecer apoio financeiro e bélico para a quadrilha do traficante Pai da Alma na guerra contra o Comando Vermelho pela comunidade da Vila Candosa, em São Gonçalo, no início desta década. Bill também cedeu “soldados” para o confronto com o Comando Vermelho na última guerra de facções na cidade de Niterói, mais especificamente no Morro do Estado. Em agosto de 2020, imagens mostraram uma uma festa no Complexo da Maré, na porção dominada pelo “TCP”, em que várias lideranças do tráfico daquele complexo de comunidades apareceram escoltados por seus “seguranças”, dentre eles Mangolé, Nas redes sociais, constantes são as postagens de apologia que fazem referência à liderança de “Bill” na comunidade. Um cordão de Bill faz apologia ao tráfico de drogas e tem o mapa do Complexo da Maré dentro do mapa do Brasil Em outras postagens há a comemoração ao aniversário do líder, inclusive com “música” enaltecendo o criminoso e foto de criminosos armados com referência ao líder e à localidade Vila dos Pinheiros. Mangolé ainda emite as ordens da organização criminosa paras atos de depósitos identificados como provenientes de moradores das comunidades dominadas pelo por ele, os quais são realizados para aquisição de drogas e armas para o grupo.

Justiça volta a punir PMs envolvidos em extorsões e homicídios de traficantes na Baixada Fluminense e que foram denunciados na Operação Mercenários

Deflagrada em 2022 a Operação Mercenários que prendeu PMs envolvidos em extorsões e homicídios na Baixada Fluminense continua rendendo na Justiça, Nesta semana, por conta de uma tentativa de homicídio ocorrida em 2019, a Corte determinou medidas cautelares contra sete policias, de vulgos Santinho, Benício, Magrelo, Sardinha ou Peixe, Marinho e outros dois sem apelidos. Os policiais foram acusados de no final da tarde do dia 14 de agosto de 2019, por volta das 16h, quando realizavam diligência no interior da comunidade Morro do Carvão, em Itaguaí, , fizeram disparos de arma de fogo contra P.D.S.S que se feriu tendo seu acompanhamente P.H,S;S conseguido fugir do local. As duas vítimas estavam em uma motocicleta, paradas e de costas, enquanto conversavam com terceiro, as quais, descontraídas e sem esperar, sem qualquer investida, foram alvo de diversos disparos de arma de fogo por parte dos agentes da lei. Foi determinado a suspensão do porte de armas, funcional e/ou pessoal; b) Afastamento dos serviços externos, lotando-os o comando militar a que vinculados apenas em serviços administrativos internos da corporação policial em que inseridos. Como forma de efetivação das medidas aqui deferidas, determino à serventia que adote as seguintes providências: a) Comunique-se a ao comando da PMERJ e ao SINARM/SIGMA, para as pertinentes providências; b) Oficie-se à CIntPM determinando o recolhimento das respectivas identidades funcionais dos denunciados que consignem autorização de porte e demais cautelas necessárias a tal provimento; Cumpridas as diligências acima deferidas, dê-se ciência ao Ministério Público. Segundo a investigação que resultou na Operação Mercenários, os policiais militares irmanaram para praticar de homicídios e a fraude processual. Os gentes enquanto componentes do GAT, em vez de efetuar a prisão de criminosos, buscavam, sim, a execução de alguns deles, ou qualquer um que achassem que fosse componente do “tráfico” como forma de pressionar a quadrilha de traficantes que ali domina a lhes pagar valores a título de corrupção, havendo indícios de ser uma constante na atuação “policial” desviante, em escala de serviço compactuada pelos denunciados.

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