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investigação

Homicídios do qual a quadrilha de Adilsinho é investigada têm muitos PMs e ex-PMs entre os suspeitos. CONFIRA

Relatórios e decisões judiciais apontam que integrantes de forças de segurança e ex-agentes públicos são investigados por suposta participação em homicídios e atentados que, segundo as apurações, teriam possível ligação com o grupo comandado pelo contraventor Adilsinho, que fo preso ontem. De acordo com relatório mencionado em decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ), foi registrada denúncia anônima junto ao Disque Denúncia (registro nº 4203.6.2022, de 20/06/2022), relatando que policiais militares do 15º BPM, identificados pelos apelidos de “sargento Dutra” e “sargento Lemos”, além de um ex-policial militar chamado Arlindo, estariam supostamente envolvidos em diversos homicídios na Baixada Fluminense e na capital. Segundo o teor da denúncia reproduzido nos autos, o grupo seria investigado, entre outros fatos, pela morte do ex-policial civil Tiago Barbosa, em Nova Iguaçu (IP nº 861-00533/2022); pelo possível envolvimento no homicídio do policial militar Ezequias Penido da Rosa, em Duque de Caxias (IP nº 861-00110/2022); e pela morte do policial civil João Joel de Araújo, na Ilha de Guaratiba (IP nº 901-00398/2022). As investigações seguem em andamento. A denúncia anônima também mencionaria que “Dutra e Lemos” teriam eventual ligação com o contrabando de cigarros e que parte dos homicídios atribuídos ao grupo poderia ter sido praticada sob ordens de integrantes da organização criminosa investigada. As informações constam nos relatórios policiais e são objeto de apuração judicial. Dutra, também conhecido como “Sem Alma”, teria sido excluído da corporação e figura como investigado e réu em ações penais relacionadas a outros homicídios, incluindo o do miliciano conhecido como “Marquinho Catiri” e de seu segurança. Em decisões judiciais, há referência à hipótese de atuação em estrutura criminosa organizada, tese que ainda será analisada no curso dos processos. Outro caso mencionado em investigações é o do policial militar Daniel Mendonça Silva, morto em 18 de abril de 2023, em Marechal Hermes. Conforme os autos, “Sem Alma” e um ex-PM são investigados por possível envolvimento no crime. Também tramita ação penal relativa à morte do empresário Cristiano de Souza, ocorrida em 6 de junho de 2023, no Recreio dos Bandeirantes, do qual Sem Alma é um dos réus Segundo consta no processo, a vítima atuava no ramo de cigarros e teria se mudado para Juiz de Fora (MG) após relatar ameaças. De acordo com o Ministério Público, o crime teria apresentado modus operandi semelhante ao utilizado em outros homicídios sob investigação (como o assassinato do policial penal Bruno Keiler), com a suposta utilização de rastreador GPS fixado nos veículos das vítimas. Um PM conhecido como Maia também é investigado no caso “Maia”também figura como réu em processo que apura o homicídio de Fabrício Alves Martins de Oliveira (IP nº 901-00871/2022). Em relação a esse caso, a Justiça decretou a prisão preventiva de “Adilsinho”, apontando possível conexão com disputas entre organizações criminosas rivais pelo controle do comércio clandestino de cigarros. No assassinato do advogado Rodrigo Marinho Crespo, ocorrido no Centro do Rio em 2023, investigações indicam a suposta participação de um policial militar, que foi preso preventivamente. Conforme consta nos autos, ele teria, em tese, fornecido veículos utilizados no crime. O caso segue em tramitação. O grupo investigado também é citado em apuração sobre a morte do policial civil José Carlos Queiroz Vianna, em Niterói. Segundo informações constantes nos inquéritos, perícias teriam apontado eventual coincidência de armamentos utilizados em outros homicídios sob investigação. Dois policiais militares foram presos preventivamente nesse contexto, além de um homem apontado como ex-integrante do grupo de Adilsinho, conhecido como Kiko. A Polícia Civil ainda apura possível participação de pessoas ligadas ao grupo no atentado contra o contraventor Vinicius Drumond, ocorrido na Barra da Tijuca. Um policial militar e um ex-PM chegaram a ser presos no curso das investigações. Outro policial, conhecido como “Coala”,ligado a Sem Alma, foi preso preventivamente sob suspeita de envolvimento em atentado contra um agente da Seap conhecido como Mizinho supostamente ligado a Bernardo Bello Ele também é investigado pelo homicídio de Emerson Teles de Menezes, ocorrido em 10/05/2024. Segundo decisão judicial, há nos autos registro de vídeo supostamente gravado pelo próprio investigado portando armamento de uso restrito (um fuzil AK 47) coincidindo com os estojos encontrados no local do crime., fato que será analisado no decorrer do processo. Todos os citados nas investigações são considerados inocentes até o trânsito em julgado de eventual sentença penal condenatória. Os casos seguem sob análise do Poder Judiciário.

Investigação do MPF aponta suposta atuação de PM do BOPE em esquema ligado à máfia de cigarros. Ele é suspeito de fazer a escolta de uma integrante da quadrilha

Uma investigação conduzida pelo Ministério Público Federal (MPF), no âmbito de apuração sobre organização criminosa ligada à fabricação e comercialização clandestina de cigarros — grupo que teria como um dos principais nomes Deivyd Bruno Nogueira, conhecido como “Adilsinho” — aponta indícios da possível participação de um policial militar do BOPE em atividades relacionadas ao grupo. O agente encontra-se preso. De acordo com elementos reunidos na investigação, o policial militar, embora ocupante de cargo público, teria atuado fora de suas atribuições institucionais, supostamente utilizando prerrogativas funcionais para atender a interesses privados de integrantes do grupo investigado. Segundo o MPF, essa atuação incluiria, em tese, o repasse de informações e adoção de condutas que poderiam dificultar ações de persecução penal. Ainda conforme os autos, uma mulher apontada como integrante da organização teria passado a contar com serviço de escolta privada. As apurações indicam que o chefe da equipe de segurança seria o referido PM do BOPE, embora não haja registro de empresa de vigilância privada formalmente constituída em seu nome ou sob sua responsabilidade. A investigação menciona que, a partir de dados obtidos por meio de quebra de sigilo telemático autorizada judicialmente, teriam sido identificados diálogos que sugerem a prestação do serviço de escolta à mulher e a membros de sua família. As conversas também fariam referência à forma de pagamento pelos serviços. Segundo o MPF, outros três policiais militares também seriam citados como integrantes da suposta equipe de segurança. Os autos apontam ainda que o policial do BOPE teria, em outra ocasião, atuado na segurança de Matheus Haddad, conhecido como “Max”, policial militar que foi posteriormente morto em meio a disputas territoriais relacionadas, segundo as investigações, à produção clandestina de cigarros. Outro ponto destacado na apuração refere-se à transferência de R$ 10 mil feita pela mulher investigada ao policial. Conforme o Ministério Público, o valor teria sido destinado à realização de uma varredura em aparelhos celulares, supostamente com o objetivo de evitar responsabilização criminal. A defesa dos investigados poderá se manifestar no curso do processo. As investigações também registram diálogo em que o policial militar “Max” teria questionado o PM do BOPE sobre eventual conhecimento prévio de operação policial prevista para o dia seguinte. Em outra conversa, datada de 8 de setembro de 2022, a mulher investigada teria mencionado a “Max” a deflagração de uma operação que resultaria na prisão do então chefe da Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro, Allan Turnowski. O caso segue sob análise da Justiça Federal, e todos os citados são considerados inocentes até eventual condenação transitada em julgado.

Investigações do MP apontaram elo entre contraventor Adilsinho e agentes públicos; policial militar foi preso hoje suspeito de fazer segurança do bicheiro

A prisão de um policial militar suspeito de atuar na segurança do contraventor Adilsinho, realizada nesta quinta-feira em Cabo Frio, reforça as suspeitas de que o grupo criminoso contava com a colaboração de agentes públicos para manter suas atividades ilícitas. De acordo com o superintendente da Polícia Federal, delegado Fábio Galvão, esta foi a terceira tentativa de capturar o bicheiro. Segundo ele, nas investidas anteriores, o investigado teria conseguido escapar com auxílio, inclusive, de policiais. As investigações conduzidas pelo Ministério Público Federal (MPF) e pelo Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) apontam que a organização criminosa mantinha uma rede estruturada de cooptação de agentes públicos, especialmente nas forças de segurança. Em denúncia apresentada pelo MPF e divulgada anteriormente por nossa reportagem, foram citados os apelidos de 12 policiais militares e dois bombeiros que estariam vinculados a uma empresa responsável pela escolta armada de cargas de cigarros distribuídas em diversos pontos do estado. Entre os codinomes mencionados nas investigações estão “Velho do Rio”, “Marreco”, “Morenão Topa Tudo”, “Coquinho da VK”, “Alvinho”, “Jajá”, “Shampoo”, “Max”, “Bonfim”, “Maromba”, “Stive” e “Baiano” — este último identificado como bombeiro. Segundo os autos, a organização teria estabelecido relações ilícitas com agentes do poder público responsáveis pela segurança, o que teria sido fundamental para a expansão e manutenção das atividades criminosas. O esquema, conforme descrito nas apurações, envolvia o pagamento sistemático de propina para garantir a omissão deliberada diante das infrações penais praticadas. Interceptações telefônicas autorizadas pela Justiça revelaram diálogos que indicariam a existência de uma espécie de “tabela” de pagamentos. Em uma das conversas, um integrante do grupo orienta o repasse de R$ 15 mil, sendo R$ 12 mil destinados ao “batalhão” — em referência à Polícia Militar — e R$ 3 mil à “DP”, indicando Delegacia de Polícia. Em outro trecho interceptado, um investigado menciona expressamente valores de “doze mil para o carro azul” — supostamente em alusão às viaturas da PMERJ — e “três mil para o carro preto”, possível referência à Polícia Civil. As investigações também apontam que um homem conhecido como “Cabeça” atuava como intermediador entre a organização e agentes públicos corrompidos. Ele seria o responsável por operacionalizar a entrega de valores e articular a liberação de mercadorias apreendidas. Relatórios indicam que, quando cargas de cigarros eram apreendidas por policiais civis da 59ª ou da 62ª Delegacia de Polícia, ambas situadas em Duque de Caxias, “Cabeça” era acionado para intermediar contatos que resultavam na devolução informal das mercadorias. Segundo o Ministério Público, há indícios de que as restituições ocorriam sem qualquer formalização oficial. Um colaborador premiado relatou ao MP que, em pelo menos duas ocasiões, conseguiu reaver cargas apreendidas após contato com policiais lotados na 62ª DP, mediante pagamento indevido. Em uma das situações, o repasse foi descrito como “cerveja”, termo que, segundo os investigadores, seria usado para se referir a propina. As apurações também registram episódios em que integrantes da organização foram abordados enquanto descarregavam cigarros ao lado de milicianos, estando armados e portando grandes quantias em dinheiro. Apesar disso, não houve registros formais de prisão ou apreensão, o que, segundo o MP, indica possível acerto informal para evitar a responsabilização. O pagamento de valores ilícitos, de acordo com os investigadores, garantia ainda tratamento privilegiado em abordagens policiais, impedindo autuações em flagrante e apreensões de mercadorias. Em uma das conversas interceptadas, atribuída a uma policial militar, há orientação para que os operadores do esquema evitassem entregar documentos durante abordagens ostensivas antes de “desenrolar” a situação. A fala menciona que equipes do programa Caxias Presente utilizariam sistemas integrados de consulta de dados, o que poderia gerar registros formaais e dificultar eventuais acertos posteriores. Para o Ministério Público, o conjunto probatório indica que a engrenagem criminosa se sustentava não apenas na logística de distribuição de cigarros, mas também na cooptação sistemática de agentes públicos, garantindo proteção institucional indevida às atividades ilícitas. As investigações seguem em andamento.

Processos na Justiça Federal detalham organização suspeita de fabricar cigarros clandestinos sob liderança atribuída a Adilsinho

Investigações conduzidas pela Polícia Federal e processos que tramitam na Justiça Federal apontam que o contraventor Adílson Oliveira Coutinho Filho, conhecido como Adilsinho, é investigado por supostamente comandar uma organização criminosa estruturada voltada à fabricação e comercialização clandestina de cigarros. De acordo com peças processuais, a estrutura investigada é descrita como complexa e sofisticada, contando, segundo os autos, com divisão de funções e possível participação de empresários, advogados, pessoas ligadas a milícias privadas e até agentes públicos que estariam sob suspeita de colaboração. As apurações indicam ainda movimentação financeira considerada expressiva e atuação que não se limitaria ao estado do Rio de Janeiro, podendo alcançar outras unidades da federação. Suposta exploração de trabalhadores paraguaios Conforme relatado em decisões judiciais, a investigação aponta que cidadãos paraguaios teriam sido aliciados e trazidos ao Brasil para atuar em fábricas clandestinas, em condições que estão sendo apuradas como possivelmente análogas à escravidão. Os autos mencionam que trabalhadores teriam sido transportados vendados, com restrição de acesso a celular, submetidos a jornadas de aproximadamente 12 horas diárias, sem emissão de notas fiscais relativas à produção e sob contexto descrito como de intimidação armada. Essas circunstâncias ainda são objeto de análise judicial. Estrutura e divisão hierárquica Segundo a Polícia Federal, a organização investigada apresentaria hierarquia definida. Adilsinho é apontado nas investigações como possível líder do grupo, exercendo, conforme descrito nos autos, poder de coordenação financeira e estratégica. Abaixo dele estariam: Todos esses papéis constam como hipóteses investigativas descritas nos processos em andamento. Origem das atividades e histórico De acordo com os autos, o vínculo de Adilsinho com a contravenção ligada ao jogo do bicho e máquinas caça-níqueis remonta a meados dos anos 2000. As investigações apontam que, ainda naquela época, ele já teria influência territorial em áreas exploradas pela contravenção, o que, segundo a linha investigativa, teria facilitado a posterior expansão para o mercado clandestino de cigarros. As apurações indicam que, a partir de 2018, teria sido estruturada a fabricação e comercialização de cigarros clandestinos por meio de empresas formalmente constituídas, com possível apoio de responsável contábil ligado à empresa Cia Sulamericana de Tabacos, com o objetivo, segundo a investigação, de conferir aparência de legalidade às operações. Consta nos processos que teria havido manipulação contábil, emissão de notas fiscais consideradas ideologicamente falsas e declaração inverídica de rendimentos. Mudança de estratégia em 2021 Segundo a Polícia Federal, após procedimentos fiscais da Receita Federal e avanço das investigações criminais em 2021, o investigado teria abandonado a tentativa de operar por meio de empresas formais, migrando para modelo integralmente clandestino. Ainda conforme os autos, naquele ano teria sido iniciada a montagem de um complexo industrial clandestino, com parte significativa das operações em Duque de Caxias, região onde, segundo a investigação, o grupo possuiria influência territorial. Movimentação financeira Relatórios anexados aos processos indicam que, em 2020, uma das empresas vinculadas ao investigado movimentou aproximadamente R$ 45 milhões na Caixa Econômica Federal e R$ 30 milhões no Santander, com predominância de operações em espécie. As autoridades apontam que o patrimônio atribuído ao investigado, sob suspeita de ter sido adquirido com recursos ilícitos e posteriormente submetido a mecanismos típicos de lavagem de capitais, ultrapassaria R$ 25.192.812,50, além de cerca de US$ 1.000.000,00. Esses valores constam em relatórios periciais e ainda dependem de conclusão judicial definitiva. Capacidade produtiva das fábricas Uma das fábricas clandestinas investigadas teria faturamento mensal estimado em, no mínimo, R$ 9 milhões, considerando produção aproximada de 150 caixas por dia, com 50 pacotes por caixa e 10 maços por pacote, vendidos a cerca de R$ 4 cada unidade. Os números são estimativas apresentadas nos autos e fazem parte da investigação. Episódios de violência e apurações paralelas Os processos também mencionam que integrantes do grupo seriam investigados por atuar como segurança armada da estrutura clandestina. Consta ainda referência à morte de um ex-policial militar, proprietário de duas empresas que estariam sob suspeita de terem sido utilizadas para dissimular valores supostamente provenientes da atividade ilícita. Ele foi executado a tiros em 15 de junho de 2023, na Barra da Tijuca. Eventual relação com disputas internas ou comerciais é objeto de investigação. Interceptações telefônicas autorizadas judicialmente registraram conversa entre um homem identificado como Alex e uma mulher chamada Jordana, na qual ela demonstraria receio de sofrer represálias ao atuar em negócios que poderiam contrariar interesses atribuídos ao grupo investigado. O conteúdo integra os autos e ainda será analisado no curso da ação penal. O grupo é investigado por diversos crimes De acordo com investigações em curso e elementos constantes em autos judiciais, o grupo investigado é suspeito da prática de diversos ilícitos, entre eles: Ainda conforme as investigações, o montante movimentado pelo grupo ao longo do período de funcionamento da atividade sob apuração poderia alcançar cifras milionárias. Os valores exatos seguem sob análise pericial e dependem de confirmação no curso da ação penal. As condutas descritas são objeto de investigação e ainda serão analisadas pelo Poder Judiciário, sendo assegurado aos citados o direito ao contraditório e à ampla defesa. De acordo com investigações em curso e elementos constantes em autos judiciais, o grupo investigado é suspeito da prática de diversos ilícitos, entre eles: Ainda conforme as investigações, o montante movimentado pelo grupo ao longo do período de funcionamento da atividade sob apuração poderia alcançar cifras milionárias. Os valores exatos seguem sob análise pericial e dependem de confirmação no curso da ação penal. As condutas descritas são objeto de investigação e ainda serão analisadas pelo Poder Judiciário, sendo assegurado aos citados o direito ao contraditório e à ampla defesa. Situação atual Os fatos descritos integram investigações da Polícia Federal e ações penais em andamento na Justiça Federal. Parte das acusações já resultou em medidas cautelares e denúncias formais, enquanto outros pontos permanecem sob apuração. Até o momento, não há condenação transitada em julgado em relação ao conjunto dos fatos mencionados. As defesas dos citados podem se manifestar sobre as acusações. O advogado de Adilsinho disse que ele nega qualquer envolvimento em homicídios e máfia dos cigarros.

Quadrilha especializada em furtos de caixas eletrônicos que envolvia criminosos do RJ e de SC com ajuda do CV já era investigada pelo menos desde 2022

Já em 2022, a Delegacia de Roubos e Furtos da Polícia Civil do Rio investigava a quadrilha que praticava furtos em caixas eletrônicos que contava com a participação de criminosos do Rio de Janeiro e de Santa Catarina com ajuda de traficantes do Comando Vermelho. Um dos alvos da operação de hoje, vulgo Dudu, já participava dos crimes na época O grupo arregimentava integrantes para a quadrilha e mantinha relações com membros da facção Comando Vermelho, com o objetivo de se homiziar em favelas e adquirir estrutura e veículos para realizar suas empreitadas criminosas. O bando fazia o arrombamento ou qualquer transposição de barreira física que permitisse o acesso a um estabelecimento comercial no qual existisse caixa eletrônico, para só então entrar no local e manusear equipamentos específicos para abertura de cofres, como a lança térmica. Eles faziam o rompimento ou destruição de obstáculo que impedisse o acesso ao caixa eletrônico. Dudu, alvo da operação de hoje, era guia” dos demais membros do grupo criminoso, transportando-os das comunidades onde estavam instalados para os locais eleitos para o cometimento dos crimes. Uma das bases do grupo no Rio era o Morro da Coroa, em Santa Teresa, e furtos praticados em Xerém, Duque de Caxias. Policiais explicaram que o modus operandi dessa organização consistia deles entrando em estabelecimento comercial, geralmente, na madrugada e faziam o arrombamento, por exemplo, se o estabelecimento comercial tivesse um caixa eletrônico e uma casa nos fundos ou uma igreja, o que fosse, eles entravam fazendo um buraco nesse outro imóvel para ter acesso ao estabelecimento que tinha um caixa eletrônico; que eles usavam lança térmica, que é um material que vai derretendo o caixa eletrônico e eles conseguem ter acesso onde está o dinheiro; As investigações que levaram a operação de hoje que terminou com sete presos foram feitas pela DRACO. Foram cumpridos mandados de prisão e de busca e apreensão contra alvos no Rio de Janeiro e em Santa Catarina. Também foi solicitado o bloqueio de cerca de R$ 30 milhões vinculados ao grupo. A ação conta com o apoio de unidades do Departamento-Geral de Polícia Especializada (DGPE). Até o momento, cinco pessoas foram presas. As investigações apontam que se trata de uma organização interestadual com estrutura hierarquizada e divisão clara de funções. O grupo contava com núcleo de liderança, braço técnico-operacional especializado no uso de maçarico industrial, núcleo de inteligência responsável pelo levantamento prévio de alvos e setor logístico-financeiro encarregado da movimentação e ocultação dos valores ilícitos, por meio de sofisticado esquema de lavagem de capitais. Foi apurado que, nas ações contra caixas eletrônicos, integrantes oriundos de Santa Catarina se deslocavam ao Rio de Janeiro, onde recebiam apoio logístico da facção Comando Vermelho. Os narcotraficantes do Rio forneciam veículos roubados para fuga, maquinário e ferramentas utilizadas nas explosões, além de locais para abrigo e esconderijo antes e após os crimes. Os agentes identificaram movimentação de cerca de R$ 30 milhões ao longo de cinco anos, por meio de contas de pessoas físicas e jurídicas usadas para dissimular a origem ilícita dos recursos. Parte da lavagem ocorria em uma joalheria de Niterói, também investigada por ocultar valores provenientes do tráfico de drogas no Complexo do Viradouro, evidenciando a conexão entre crimes patrimoniais sofisticados e o financiamento do tráfico armado. Além do bloqueio de valores, foi requerida a indisponibilidade de bens móveis, imóveis e veículos de luxo vinculados aos investigados, com o objetivo de descapitalizar a organização e interromper seu fluxo financeiro. A operação mira, de forma simultânea, os núcleos operacional e financeiro do grupo criminoso.

Policia investiga se subtenente da PM e perito da Civil foram mortos por causa de uma suposta disputa com o tráfico pelo comando de um clube em Piedade

A Polícia Civil investiga se o subtenente da PM Isaac Drumomd de Azeredo e o perito da Polícia Civil Sérgio Paixão Bonfim foram mortos por conta de uma disputa com o crime organizado pelo comando de um.clube, em Piedade, mesmo bairro onde ocorreu o crime ontem de tarde. Os policiais, segundo relatos divulgados na imprensa, estariam sendo ameaçados por traficantes do Morro do Dezoito, em Agua Santa, comandados por Jean do 18 do Comando Vermelho.

Jovem vendia drogas de forma independente e acabou morto pelo CV em Volta Redonda, diz polícia

Policiais civis da 93ª DP (Volta Redonda) concluíram o inquérito sobre o desaparecimento de Wesley dos Santos Silva Henrique, ocorrido na noite de 21 de outubro de 2025. A investigação resultou no indiciamento de quatro envolvidos por extorsão mediante cárcere privado com resultado morte, ocultação de cadáver, associação para o tráfico e posse ilegal de arma de fogo. O procedimento foi finalizado e encaminhado ao Ministério Público. Desde a comunicação do desaparecimento, os agentes da 93ª DP iniciaram um minucioso trabalho investigativo, com levantamento de informações de inteligência, oitivas de testemunhas, análise de dados, quebras de sigilo autorizadas judicialmente e diligências em campo nas áreas apontadas como possíveis locais onde o corpo poderia estar. As investigações revelaram que Wesley foi alvo de represália de traficantes ligados à facção criminosa Comando Vermelho, que atua nos bairros Siderlândia e Açude, em Volta Redonda. Segundo apurado, integrantes do tráfico local descobriram que o jovem realizava comércio de entorpecentes de forma autônoma, o que teria motivado o ataque. Na noite dos fatos, a vítima foi abordada enquanto realizava entrega de drogas, sendo mantida presa em praça pública e, posteriormente, levada para uma área de mata, onde permaneceu sob vigilância armada por cerca de três horas. Durante este período, ele foi coagido a realizar transferências bancárias, de R$ 9.4 mil para os narcotraficantes, contudo, mesmo após o pagamento não foi liberado. O trabalho investigativo identificou quatro criminosos diretamente envolvidos. Dois são apontados como executores diretos, que prenderam e coagiram para as transferências e da ocultação do corpo. Ambos estão foragidos, com mandados de prisão expedidos. Outros dois investigados encontram-se presos preventivamente, um por fornecer conta bancária utilizada para receber e pulverizar os valores extorquidos, e outro por conduzir a motocicleta da vítima até o Complexo do Alemão, na Zona Norte do Rio, onde o veículo e o celular foram revertidos em prol da organização criminosa. Durante as buscas pelo corpo, as equipes da unidade foram recebidas a tiros em duas ocasiões por traficantes ligados à mesma facção. Em resposta, foram deflagradas operações repressivas nos bairros Siderlândia, Açude e Jardim Belmonte, que resultaram na prisão de pelo menos 12 narcotraficantes e na derrubada de uma “seteira” utilizada para ataques contra forças de segurança. Mesmo diante de pressões externas e ataques públicos direcionados à equipe policial durante o curso das investigações, os trabalhos não foram interrompidos. A apuração seguiu de forma técnica, fundamentada em provas e respaldada por decisões judiciais, culminando na identificação da dinâmica criminosa e dos responsáveis. O inquérito foi concluído e encaminhado ao Ministério Público, que ofereceu denúncia já recebida pela Justiça. As diligências continuam para localizar o corpo da vítima e capturar os dois executores ainda foragidos.

Polícia investiga morte suspeita ðe bebê de um ano em Maricá. Corpo tinha marcas que parecem esganadura

A Polícia Civil, por meio da Delegacia de Homicídios de Niterói, São Gonçalo e Itaboraí, investiga a morte de uma bebê de 1 ano e 3 meses ocorrida na madrugada desta sexta-feira (20), no distrito de Itaipuaçu, em Maricá. A babá foi detida e seu neto foi convocado para depoimento. O caso é tratado como morte suspeita e está sob responsabilidade da especializada. De acordo com informações repassadas pela polícia, a criança foi levada já sem sinais vitais para a UPA de Inoã, onde o óbito foi confirmado. Profissionais de saúde identificaram marcas no pescoço compatíveis com possível esganadura e indícios que levantaram suspeita de violência. A confirmação da causa da morte dependerá do laudo do Instituto Médico-Legal (IML).

Relatório da Justiça aponta quem seriam os principais traficantes que atuam na Favela Para Pedro (TCP) e cita homicídio de rival do CV dos quais os bandidos são suspeitos

Relatório do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro aponta quem são os principais traficantes que atuam na comunidade do Para-Pedro, em Colégio, na Zona Norte do Rio. Segundo o documento, a localidade é dominada por organização criminosa pertencente à facção criminosa “Terceiro Comando Puro”, que atua na região há muitos anos, explorando como atividade principal o comércio ilegal de drogas, porém, de maneira acessória, também explora a prática dos crimes de porte ilegal de armas de fogo, roubos e homicídios, O relatório indica que um criminoso conhecido como Free Fire , figura como dono” da comunidade Para Pedro, Os traficantes Rex ou Neto e Radical do Parapaz têm a função de gerentes do tráfico de drogas, enquanto que Dudu ou Ribery exerce o cargo de soldado. Os traficantes da Para Pedro teriam sido os responsáveis pelo ataque ocorrido na última sexta-feira no Morro do Juramento, em Vicente de Carvalho, área dominada pelo Comando Vermelho. O relatório diz que Free Fire é suspeito de ser o mandante da morte de Márcio Eduardo Magalhães Santana, o Orelha, ocorrida em maio de 2024, no Morro do Jorge Turco, em Coelho Neto. O documento diz que Orelha era apontado como integrante da facção criminosa “C.V.”, Uma pessoa inocente foi atingida no ataque, Na época do fato, o Jorge Turco estava sendo objeto de constantes ataques da organização criminosa que controla a comunidade Para Pedro”, ligada à facção criminosa “Terceiro Comando Puro”, em razão da disputa territorial pelo controle do comércio ilegal de drogas explorado naquelas comunidades. O relatório judicial diz que os assassinos conseguiram cercar a vítima e executá-la, desferindo diversos disparos de arma de fogo, levando um fuzil e dois celulares da vítima. O documento da Justiça revela que foi encontrado o perfil do traicante Neto no X onde foi, possível constatar que este faz parte do tráfico da Comunidade “Para Pedro”. Em uma dessas, aparece um fuzil que, supostamente, pertencia à vítima Marcio Eduardo. Segundo o MPRJ, o depoimento de três familiares da vítimA (primo, irmão e mãe), os quais afirmam que o homicídio foi perpetrado por traficantesda Comunidade “Para Pedro”, pertencente ao TCP, em razão da vítima ser integrante do tráfico da Comunidade “Jorge Turco”, pertencente ao CV.

JUSTIÇA DECRETOU PRISÃO DE SUSPEITOS DE MATAREM MENINA VALENTINA

A Justiça decretou a prisão temporária de três homens suspeitos de envolvimento na morte da menina Valentina, de oito anos, na semana passada, em Nova Iguaçu, Segundo os autos, inquérito policial tem por objeto a apuração de crime de latrocínio consumado, que vitimou a criança, além do crime de associação criminosa. Os fatos ocorreram na noite de 11 de fevereiro de 2026. De acordo com o processo, as investigações apontam que os representados integrariam um grupo criminoso responsável por uma série de roubos de veículos na mesma data, utilizando um automóvel Toyota Corolla preto, placa RKL4C97 (previamente roubado), para interceptar as vítimas. De acordo com os fatos narrados pela polícia, na Rua Nair Dias, em Nova Iguaçu, o grupo interceptou o motorista de um carro, que estava acompanhado de sua filha. Após a abordagem, a vítima desembarcou do automóvel e pediu apenas para retirar a criança do banco do carona. Contudo, de forma injustificada, um dos agressores efetuou um disparo de arma de fogo que transfixou o para-brisa e atingiu a cabeça da menor. Os autores fugiram do local sem realizar a subtração do bem, enquanto a criança, após socorro médico, acabou vindo a óbito no hospital. Segundo o processso, a qualificação dos investigados foi obtida por meio de diligências de campo e oitivas de testemunhas. Tais indícios podem ser extraídos dos autos de reconhecimento, das imagens de segurança e dos depoimentos colhidos, os quais comprovam que os representados utilizavam o veículo Corolla roubado para a prática de crimes patrimoniais com emprego de violência, culminando no disparo fatal contra a menor, na noite de 11/02/2026. Os ajutos apontam ainda que após informações anônimas, a testemunha W.O.S.A morador da Comunidade do Castelar, foi conduzida à delegacia e afirmou ter identificado dois dos suspeitos (Lucas Pereira dos Santos Plínio e João Vítor Teixeira Araújo)_ a partir de imagens do crime nas redes sociais, reconhecendo-os como os indivíduos que desembarcaram do veículo Corolla no momento da ação criminosa. Os autos dizem ainda que a testemunha acrescentou que o investigado Weslley Oliveira Souza (vulgo “Caveirinha”) também integra o grupo criminoso, estaria em uso de tornozeleira eletrônica e, após ter sido expulso da Comunidade do Castelar, estaria residindo na Comunidade do Chapadão, local onde um dos veículos roubados foi identificado por rastreador.

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