Milicianos confirmaram que Tandera ‘abandonou tudo’ e que homens de Zinho fariam uma triagem para selecionar quem seria aproveitado na quadrilha, que voltaria a ser uma só. Quem não ficassse, poderia ser morto, como ocorreu com alguns
Milicianos confirmaram mesmo que Danilo Dias Lima, o Tandera, abandonou o crime. Um deles, que foi preso, disse que Tandera deu a “ultima forma” com a morte do seu irmão Delsinho e abandonou tudo. Esse miliciano disse que entrou para a milícia do Zinho logo depois e foi convocado para uma reunião mas ficou sabendo que em toda reunião do grupo, um morre, por isso abandonou tudo. Mas devido a sua experiência na milícia, foi convocado para treinar homens do falecido Tubarão e assim poder retornar para Cabuçu, em Nova Iguaçu, com sua família. E disse que Tubarão tentou um acordo com Juninho Varão, que herdou as áreas de Tandera, contra a milícia do Zinho. Uma investigação da Polícia Federal foi mais além. O falecido miliciano Nanan foi flagrado em uma conversa com GG dizendo que Tandera havia metido o pé. GG disse então que éra hora de “abraçar todo mundo. Até mesmo por material” (material refere-se ao armamento deixado pela milícia vencida).No contexto do diálogo, foi falado sobre a realização de uma “peneira”por milicianos que dominam a região da Zona Oeste, visando realizar uma espécie de triagem ou processo seletivo, através do qual apenas os milicianos (antigos rivais) aprovados seguirão na milícia que a partir de agora dominaria além dos territórios de Santa Cruz, também a Baixada Fluminense. Na triagem dos antigos rivais e de “resolver o que tem que resolver” (sic) – na madrugada do dia 06 para o dia 07 de setembro de 2022, três milicianos foram mortos. Um deles (vulgo Foca), é citado no diálogo acima “E aqui fora, o que fez contato foi o Foca né? Fiquei de receber ele hoje aí. Vou botar o Jhon Jhon pra trocar uma ideia com ele”. As mensagens trocadas entre GG e Nanan confirmaran, o que já se desconfiança, ou seja, o desmanche completo da milícia do Tandera e a intensão de aproximação e união (“bater cabeça para o irmão”- Zinho) daqueles que assumiram o grupo rival, para que a organização criminosa voltaria a ser uma só, com vasta extensão territorial. As mensagens também revelam articulação para seleção daqueles que seriam”abraçados”na nova configuração da milícia e daqueles que seriam” resolvidos “(executados). Na época, a nova configuração da milícia, com a queda de Tandera “, inclusive, foi colocada em pratica no Complexo de Gericinó (Bangu), através dos presos mais antigos e leais a milícia do Zinho. FONTE: TJ-RJ








