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Relembre investigação antiga que apontou ligação de mulher de Marcinho VP com lavagem de dinheiro do CV

Alvo de operação da Polícia Civil do Rio de Janeiro contra o Comando Vermelho, Márcia Gama dos Santos Nepomuceno, mulher de Marcinho VP, há tempos já vinha sendo investigada suspeita de participar de lavagem de dinheiro da facção. Anos atrás, a polícia descobriu a existência de um grupo do qual Márcia faria parte voltado para a ocultação e dissimulação da origem, movimentação e propriedade de bens e valores pertencentes a integrantes do cúpula da organização criminosa, segundo o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro. Para alcançar seu desiderato ilícito, o bando estabeleceu empresas, aparentemente lícitas, voltadas para a dissimulação da origem de parte do dinheiro auferido pela organização e constituiu vultoso patrimônio. Entre os bens estava um imóvel na Rua Paissandu, no Flamengo, na Zona Sul carioca. Na época, chegou a ser decretada a quebra dos sigilos bancário, fiscal e financeiro de de Márcia e outros envolvidos, seqüestro de bens imóveis e de veículos, apreensão de um caminhão no Espirito Santo, bem como a busca e apreensão nos endereços indicados como aqueles em que estavam situados os estabelecimentos comerciais, cuja prova de propriedade constava dos autos e ainda foi decretada a prisão da mulher de Marcinho VP e de outras pessoas. A mãe de Márcia tinha uma pensão de características simples mas adquiriu um imóvel no valor de R$ 160 mil pago a vista causando certa surpresa/estranheza com a compra do referido imóvel por elevada quantia. Um outro imóvel dela tinha 2 kilômetros quadrados, com duas casas, piscina, cerca elétrica e circuito interno de câmeras, o A investigação descobriu números de várias contas bancárias de titularidade dos envolvidos algumas já encerradas, mas surpreendeu a quantidade, algo Incomum aos cidadãos brasileiros Na época, um bandido conhecido como Samurai, era incumbido de efetuar pagamentos de despesas pessoais das mulheres dos marginais que se encontram encarcerados em presídio federal de segurança máxima  Chamou a atenção ainda na investigação a construção de um campo de futebol no bairro de Inhaúma por ordem de Márcia, com o dinheiro proveniente do tráfico de drogas.

Vereador carioca foi preso em operação nacional contra o CV. Mulher de Marcinho VP é procurada

Policiais civis da Delegacia de Combate ao Crime Organizado e à Lavagem de Dinheiro (DCOC-LD) deflagraram, nesta quarta-feira (11/03), a Operação Contenção Red Legacy, com o objetivo de desarticular a estrutura nacional do Comando Vermelho, identificada pela investigação como uma organização criminosa com características de cartel e atuação interestadual altamente estruturada. As investigações reuniram um conjunto robusto de provas que revelam o funcionamento interno da facção, demonstrando a existência de uma cadeia de comando organizada, divisão territorial e articulação entre integrantes em diferentes estados do país. Até o momento, seis criminosos foram presos, incluindo um vereador do município do Rio de Janeiro e seis PMs. O trabalho investigativo também identificou a participação direta de familiares de um dos principais líderes históricos da facção, Márcio dos Santos Nepomuceno, o “Marcinho VP”, no funcionamento dessa engrenagem criminosa. Segundo apurado, Márcia Gama, esposa do criminoso, atua na intermediação de interesses do grupo fora do sistema prisional, participando da circulação de informações entre integrantes e de articulações envolvendo operadores da organização e agentes externos. Outro investigado apontado como peça relevante na estrutura é Landerson, sobrinho de Marcinho VP. De acordo com a investigação, ele exerce papel de elo entre lideranças da facção, integrantes que atuam em comunidades dominadas pelo grupo e pessoas envolvidas em atividades econômicas exploradas pela organização criminosa, como serviços, imóveis e outros negócios utilizados para geração de recursos e expansão do poder do grupo. Tanto Márcia quanto Landerson não foram localizados em seus endereços e são considerados foragidos da Justiça. A operação também revelou tentativas de interferência política em áreas dominadas pelo tráfico, com o objetivo de transformar esses territórios em bases eleitorais. Segundo os elementos reunidos pela investigação, o vereador Salvino Oliveira (PSD-RJ) teria negociado diretamente com o traficante Edgar Alves de Andrade, o “Doca”, autorização para realizar campanha eleitoral na comunidade da Gardênia Azul, área sob domínio do Comando Vermelho. Em contrapartida, o parlamentar teria articulado benefícios ao grupo criminoso, apresentados publicamente como ações voltadas à população local. Um dos exemplos investigados envolve a instalação recente de quiosques na região. Conforme apurado, a definição de parte dos beneficiários teria sido determinada diretamente por integrantes da facção, sem processo público transparente.Durante as investigações, também foram identificados casos de criminosos que se passavam por policiais militares para obter vantagens ilícitas, incluindo vazamento de informações e simulação de operações. A Polícia Civil ressalta que tais condutas representam traição à instituição e não refletem a atuação da grande maioria dos profissionais da segurança pública, que desempenham seu trabalho com dedicação e compromisso com a sociedade. O material investigativo aponta ainda para uma estrutura criminosa de grande complexidade, com conselho nacional, conselhos regionais e articulação entre organizações criminosas de diferentes estados, inclusive com indícios de cooperação entre o Comando Vermelho e o Primeiro Comando da Capital (PCC). Mesmo após quase três décadas no sistema prisional, as investigações indicam que Marcinho VP continua exercendo papel central na estrutura de comando da facção, apontado como liderança do chamado conselho federal permanente do grupo A apuração também identificou outros integrantes com funções estratégicas dentro da organização, entre eles o traficante Doca, apontado como principal liderança nas ruas; Luciano Martiniano da Silva, o “Pezão”, responsável pela gestão financeira do grupo; e Carlos da Costa Neves, o “Gardenal”, encarregado de operacionalizar determinações da liderança. A Operação Contenção Red Legacy representa um avanço significativo no enfrentamento ao crime organizado, ao expor, com base em provas técnicas e investigação aprofundada, o funcionamento estrutural de uma das maiores organizações criminosas do país. As investigações seguem em andamento para aprofundar a responsabilização penal de todos os envolvidos e ampliar o combate às estruturas financeiras, operacionais e institucionais utilizadas pela organização criminosa.A operação desta quarta contam com o apoio de agentes da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core) e de policiais de delegacias Especializadas e da Capital.

PF prendeu sete PMs suspeitos de facilitar a vida de traficantes e milicianos

Na manhã desta quarta-feira, 11/3, a Polícia Federal deflagrou a 3ª fase da Operação Anomalia, visando desmantelar um núcleo composto por policiais militares do estado do Rio de Janeiro, cooptados por grupos criminosos violentos em atividade na região. Sete foram presos,. Os mandados de busca e apreensão foram cumpridos nas cidades do Rio de Janeiro (Taquara, Freguesia, Campo Grande e Santa Cruz), Nova Iguaçu/RJ e Nilópolis/RJ. O STF também determinou o imediato afastamento das funções públicas de todos os investigados, bem como o afastamento do sigilo de dados dos equipamentos eletrônicos apreendidos. O cumprimento das ordens judiciais contou com o apoio da Corregedoria da PMERJ. Os elementos probatórios colhidos durante as apurações revelaram que os policiais militares alvos da operação se utilizavam das prerrogativas da farda e da função pública para atuar em benefício do crime organizado. A investigação evidenciou uma estrutura voltada não apenas à facilitação logística para o tráfico e milícias, mas também à blindagem de criminosos e à ocultação do proveito econômico ilícito. A operação é fruto das apurações conduzidas pela Força-Tarefa Missão Redentor II, que consolida as diretrizes do Supremo Tribunal Federal em cumprimento ao Acórdão da ADPF 635. A ação estabelece a atuação uniforme da PF na produção de inteligência para neutralizar facções ligadas ao tráfico de drogas e armas, promovendo a asfixia financeira de tais organizações e o corte sumário de suas conexões com agentes do Estado. Os investigados responderão, na medida de suas responsabilidades, pelos crimes de organização criminosa, corrupção ativa e passiva, além de lavagem de capitais. O material apreendido durante as buscas será submetido à análise, com vistas à identificação de possíveis outros agentes envolvidos no esquema.

PM leva a conselho de disciplina que pode expulsar PM suspeito de envolvimento com milícia em Belford Roxo

A Polícia Militar decidiu submeter a conselho de disciplina, que pode levar a expulsão de seus quadros, de um terceiro sargento conhecido como Professor Gilmar. Segundo o boletim interno da PMERJ, ele é suspeito de quando servia no 39o BPM de envolvimento na milícia liderada por Cabeça de Ouro. que atuava nos Bairro Wona, Lote XV e Vale das Pedras, no Município de Belford Roxo/RJ, e no Bairro Pantanal, localizado em Duque de Caxias/RJ. De acordo com o documento, cabia a ele o repasse das informações de caráter sigiloso sobre os dias, horários e locais de operações policiais, bem como providenciar suportes aos demais partícipes da organização criminosa, osquais tinham a incumbência de praticar extorsões, torturas e execuções contra comerciantes e mototaxistas que atuavam nas áreas de domínio do grupo. “verifica-se que os atos praticados pelo PM revelam atitudes incompatíveis com a condição de policial militar”, diz o boletim. A corporação considera o envolvimento de integrantes do órgão em organização criminosa, milícia ou grupo de extermínio transgressão de disciplina de natureza grave.

MP tenta prender 19 policiais que faziam segurança de Rogério Andrade

O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (GAECO/MPRJ) cumpre, nesta terça-feira (10/03), vinte mandados de prisão preventiva contra o bicheiro Rogério de Andrade e integrantes de seu núcleo de segurança na região de Bangu. Entre os integrantes do núcleo, estão 18 policiais militares e penais, da ativa e da inativa, além de um policial civil inativo, que foi cooptado pela organização criminosa enquanto ainda estava no cargo. Os mandados são cumpridos com o apoio da Coordenadoria de Segurança e Inteligência (CSI/MPRJ), da Corregedoria-Geral da Polícia Militar, da Corregedoria da Secretaria de Estado de Administração Penitenciária e da Corregedoria da Polícia Civil. A denúncia oferecida pelo MPRJ é resultado de investigação conduzida pelo próprio GAECO/MPRJ, no âmbito de Procedimento de Investigação Criminal (PIC). De acordo com o grupo especializado, os denunciados atuavam na segurança de pontos de exploração ilegal de jogos de azar na região de Bangu e se valiam da prática sistemática de atos de corrupção para garantir a livre atividade do grupo criminoso. Os alvos da operação vão responder pelos crimes de constituição de organização criminosa armada, majorada pelo concurso de funcionários públicos e pela conexão com outras organizações criminosas, além de corrupção ativa e passiva. Os mandados, expedidos pelo Juízo da 1ª Vara Especializada em Organização Criminosa da Comarca da Capital, a pedido do GAECO/MPRJ, são cumpridos em endereços nas cidades do Rio de Janeiro, Belford Roxo, Duque de Caxias, Mangaratiba, Nilópolis e São João de Meriti, bem como na Penitenciária Federal de Campo Grande, no Mato Grosso do Sul. O s policiais militares denunciados atuavam na Subsecretaria de Gestão de Pessoas (SSGP), no Batalhão de Policiamento de Vias Expressas (BPVE) e nos 4º, 6º, 14º, 17º, 22º, 23º e 41º Batalhões de Polícia Militar (BPM).

Confira as ligações de ex-secretário estadual do RJ preso hoje pela PF com o Comando Vermelho. Delegado também foi preso

Preso hoje pela Polícia Federal, o ex-secretário estadual de Esportes do Rio, Alessando Pitombeira Carracena, foi apontado em investigações como ligado à facção criminosa Comando Vermelho atuando como braço político do grupo ao lado do ex-deputado estadual TH Joias. Em uma escuta telefônica, o traficante Índio do Lixão enviou a TH Joias uma foto de dinheiro em espécie e disse que tinha R$ 148 mil para entregar a THde modo que R$ 100 mil seriam de Pezão (chefe do tráfico do Complexo do Alemão). Índio disse que vai dar a TH Joias R$ 90 mil para entregar a Carracena. Em 29 de janeiro de 2024, TH Joias enviou a Índio as informações de dois veículos roubaods que Carracena teria solicitado que fossem devolvidos.Na mesma data, TH Joias disse que Carracena esatva acordado para falar com Pezão. Carracena foi mencionado em mais uma conversa do dia 31 de janeiro de 2024 qunado Índio do Lixão teria conversado com ele e que bateu tudo que ele falou e o que ‘os amigos falaram também. Disse ainda que Carracena estava perguntando de um indivíduo chamado de Baiano. Carracena tinha função estratégica no CV. possuindo informações privilegiads, as quais repassava aos demais integrantes do grupo recebendo em troca vantagem econômica. Por conta de sua ação, foram frustradas ações policiais contra o CV porque ele avisava os integrantes sobre operações iminentes. TH Joias foi flagrado em uma escuta dizendo que Carracena iria falar com o comandante-geral da PM sobre a presença de PMs do BPChoque na Gardênia Azul . O traficante Pezão queria que o efetivo fosse trocado por PM normal. Carracena também participou de uma conversa em que foi sugerido o nome de Índio do Lixão como candidato a vereador. Sendo advogado, sua atuação transcendeu os limites do exercício da nobre função. Ele se valia de cargos em secretarias de Estado para favorecer o grupo com informações privilegiadas. Outro preso hoje foi o delegado federal Fabrizio Romano. A ação desta segunda-feira, visava desarticular um núcleo criminoso que atuava na negociação de vantagens indevidas e venda de influência para favorecer os interesses de um traficante internacional de drogas. Os investigados estruturaram uma associação criminosa voltada para a prática de crimes contra administração pública e favorecimento de interesses atrelados ao tráfico de drogas. O esquema contava com a articulação de Carracena e advogados que atuavam como intermediários para viabilizar favoreces e pagamentos indevidos em espécie para o delegado. envolvido em troca de informações e influência interna. . As apurações revelaram a atuação de um individuo com histórico criminal focado em facilitação política e operacional em Brasília.

Investigação de anos atrás revelou o funcionamento do tráfico no Morro do Andaraí (CV). Chefe do tráfico local foi morto pelo BOPE

O traficante Boneco, morto ontem pelo BOPE, não era o dono das bocas de fumo do Morro do Andaraí. Ele estava fisicamente presente na localidade para cumprir osinteresses e comandos ordenados pelo chefe do tráfico local Jonas de Oliveira da Silva, vulgo Garré, preso no sistema prisional do Estado do Rio de Janeiro e lá permanecido desde 16/05/2000. Boneco era o responsável por administrar pessoalmente os pontos de venda de drogas estabelecidos na comunidade, repassando as ordens e diretrizes aos demais integrantes do Comando Vermelho que participam do tráfico de drogas do local. Na hierarquia, o filho de Garré era um dos gerentes, sendo um dos responsáveis pela guarda, endola, distribuição e controle da venda dos entorpecentes, condutas praticadas sob a ordem direta de Boneco. Em gravações feitas por PMs da UPP do Andaraí, ele foi visto armado e vendendo drogas em um dos pontos de venda de drogas, conhecido como” boca do cravão. Outros gerentes do morro são Alan Galdino e Hugo Pereira, que ficavam responsáveis por repassarem as ordens de Boneco para os demais integrantes da facção criminosa. Filmagens feitas por PMs da UPP mostraram armados perto de creches, próximos de crianças; que há boca de fumo próxima de creches. Segundo a investigação, não havia confronto dos traficantes com policiais na parte da manhã; que as atividades de tráfico s iniciava por volta das 15/16 horas; que primeiramente eles “ganhavam” a parte do alto, chamada de “JP” e dali começavam a se separar pela localidade; Os moradores cumprimentam os traficantes, na comunidade todos se comunicam. Havia a participação de menores no tráfico de drogas e que a função dada a eles era o monitoramento do movimento dos policiais A quadrilha também era responsável pela prática de crimes satélites como roubo e furto Determinados traficantes da Comunidade do Andaraí tinham as redes sociais abertas ao público geral, em razão do que era possível livre acesso às postagens, das quais se verificava rotineiramente ostentação de dinheiro, drogas ilícitas e armas de fogo A localidade é subdividida em diversos pontos de venda de material entorpecente e contenção armada, sendo a “creche Mandela”, “Japão” e “Posto, algumas das principais. A base policial no Andaraí já recebeu vários ataques desse ponto do Japão; que a viatura da polícia foi perfurada com tiros e os policiais são quase baleados, porque ficava difícil sair da base, já que a localidade do JP fica de frente para a base policial. A localidade do JP é muito alta e os acusados tem uma posição privilegiada em relação a base policial; que é um ponto de olheiros e é um ponto estratégico, se ele for naquele local com a sua câmera os bandidos vão estar naquela localidade; que o tráfico de drogas estava 24 (vinte e quatro) horas, Os policiais recebiam informação de colaboradores que eram populares, moradores do local; que os moradores não aceitavam se identificar e prestar declarações por medo de represálias; que se os moradores forem identificados eles morrem; um policial ficou sabendo a pouco tempo que o colaborador de um policial foi morto recentemente e outro morador foi expulso; que os moradores não querem se identificar com medo de represálias temendo pela própria vida; que era uma facção temida pela comunidade. O traficante Boneco pegava os bandidos mais sagazes para poder ficar na segurança dele, os que não ficavam de bobeira. O Andaraí é classificado como área vermelha pelo Batalhão e de alta periculosidade; que o Comando Vermelho empregava fuzis também e tinham em média 07 (sete) ou 08 (oito) fuzis no interior da comunidade, não passava de 10 (dez) fuzis; que tinham granadas também;. Os traficantes tinham livre acesso a toda a comunidade; que os réus atuavam na 513 e Caçapava; que os bandidos faziam a segurança principalmente no período da tarde para noite; que no período manhã os acusados não ficavam na comunidade, se ficavam, ficavam escondidos; que os criminosos faziam a segurança no alto da comunidade e a noite tinham livre acesso e passavam em frente a base; que o alto do morro tem várias localidades como Santo Agostinho, Borrachinha e JP, que fica no alto da Botucatu, Rua Adolfo Caminha; que do JP os acusados tinham uma visão da base policial, eles conseguiam ver a polícia entrando

Comissão Internacional de Direitos Humanos diz que durante megaoperação na Penha e no Alemão pessoas foram vistas vivas sob custódia policial e depois encontradas mortas

Relatório da Comissão Interamericana de Direitos Humanos aponta que na megaoperação realizada nos complexos da Penha e do Alemão em 28 de outubro que terminou com 122 mortos há relatos de pessoas vistas vivas sob custódia policial e posteriormente encontradas mortas. O documento aponta que depoimentos de familiares e testemunhas, bem como informações colhidas nas imediações da Vacaria e da Praça São Lucas, descreveram corpos com múltiplos disparos mna cabeça, na boca, nas costas, nas axilas e no tórax, em posições que não seriam compatíveis com troca de tiros . Há indícios ainda de além de indícios de amarras, lesões perfurocortantes e disparos à queima-roupa. Especialistas de direitos humanos das Nações Unidas também registraram indícios como mãos amarradas, tiros na parte posterior da cabeça e, em um caso, decapitação Diversos depoimentos colhidos durante a visita contradizem a narrativa oficial segundo a qual as mortes teriam ocorrido exclusivamente em áreas de mata ou em contextos de confronto armado. Familiares e testemunhas relataram que algumas pessoas teriam sido mortas durante a subida às comunidades ou no interior de residências, o que poderia indicar invasões domiciliares sem mandado judicial e fora de cenário de confrontodireto . Dois relatos específicos merecem atenção: um descreve que pessoa ferida teria sido levada à residência de vizinho e posteriormente executada; outro aponta que indivíduo teria sido morto ao sair da casa de familiar na parte baixa da comunidade Por conta disso, a Comissão entende que a Operação Contenção deve ser investigada sob a hipótese de uma chacina (massacre), no contexto de política de segurança que pode ter tolerado ou promovido uso ilegítimo e desproporcional da força letal. Tal investigação deve apurar responsabilidades penais e disciplinares tanto dos autores materiais quanto da cadeia de comando envolvida no planejamento e supervisão da operação, especialmente diante de indícios de possíveis execuções extrajudiciais.

Depois de um ano e meio do crime, Justiça decretou a prisão preventiva de 11 traficantes do TCP suspeitos de matar homem em Cabo Frio por causa de ciúmes do irmão da vítima que era ex-namorado da companheira de um dos bandidos

Depois de um ano e meio do crime, a Justiça decretou a prisão preventiva de traficantes do Terceiro Comando Puro Derick, Jô ou Barriga, Gorila, Zu, Gustavo, Baiano, PT, Bicudinho, Testa, PL ou Polegar e Pônei por um homicídio cometido em Cabo Frio em outubro de 2024 por causa de ciúmes do irmão da vítima que era ex-namorado da companheira de um dos envovlidos. Consta nos autos que no dia 07/10/2024, por volta das 02h40min, na Rua do Pomar, bairro Jacaré, os suspeitos efetuara disparos de arma de fogo contra a vítima Joel Campos Josuel, vulgo “joca” que foram a causa de sua morte. A denúncia aponta que o crime foi cometido devido aos ciúmes de Pablo, integrante do tráfico da facção TCP, em face do irmão da vítima, G, que estaria tentando reaproximar-se da ex-namorada e atual companheira de Pablo, I.C.A, além de disputa territoriais do tráfico, ensejando a qualificadora do motivo torpe O crime cometido com emprego de tortura e por recurso que dificultou a defesa da vítima, eis que Joel foi abordado pelo grupo, em superioridade numérica, além de sofrer intenso castigo físico antes de sua morte. Por fim, os denunciados teriam ocultado o cadáver da vítima, O pai de Joel, ao saber pelo filho Gabriel sobre o desaparecimento de Joel, passou a buscar informações sobre o filho, indo á residência dele, no bairro Jacaré, onde soube que integrantes do tráfico o teriam abordado quando chegava em casa do trabalho, efetuando disparos de arma contra ele além de espancar a vítima e a colocarem em um veículo com destino a um local denominado ‘Chiqueirinho” onde segundo soube, Joel teria sido executado, sem notícias do corpo. Ouvido, ele relatou que em busca de informações sobre o filho Joel, soube por um vizinho dele que Joel vestia uma camisa branca e bermuda quando foi abordado e levado pelo grupo, após ter sido alvejado com vários tiros e em seguida colocado em um carro, seguindo para local desconhecido. No local apontado, a irmã da vítima teria encontrado o telefone celular de Joel destruído enquanto o pai verificou que havia manchas de sangue na entrada do referido beco, não notando se havia munições deflagradas. Esclareceu, ainda, que a vítima era usuário de maconha e residia próximo ao beco onde foi abordada pelo grupo, além de ter sido preso em 2018 por envolvimento no tráfico, estando hoje trabalhando como mototáxi para entrega de lanches, em que pese não ter localizado a moto usada pelo filho, uma Yamaha descrita no id. 17. Outro irmão de Joel, da mesma forma que o pai, buscou investigar no bairro notícias do irmão Joel e por duas vezes prestou declarações nformando que moradores da rua Pomar visualizaram o momento que a vítima chegava em casa e foi derrubado da moto que conduzia e em seguida alvejado com vários disparos e obrigado a entrar em um veículo, sem notícias de seu paradeiro. Disse ter ouvido informações que a motivação seria sobre o envolvimento de seu outro irmão Gabriel com a companheira de uma liderança do tráfico de nome Pablo, negando que Joel tivesse envolvimento com a facção TCP. O irmão Rosildo juntou a imagem que circulava no bairro e apontou o homem com quem a moça teria envolvimento (de bigode com as mãos na cabeça), além de identificar o terceiro que aparece nas fotos, de cor escura e com bigode que sob ordens de Pônei”, teria efetuado dispqaros contra seu irmão. G, , irmão de Joel e pivô do crime, primeiramente se recusou a comparecer na delegacia temendo pelas ameaças que recebeu dos denunciado mas devido ao sofrimento da família sem notícias de Joel procurou um policial civil para que o acompanhasse à DP. Ele contou que no dia 07/10/2024, na madrugada, por volta das 02h40min, chegava em casa na companhia de seu irmão Joel que conduzia sua motocicleta Yamaha e foi derrubado pelo grupo que efetuaram disparos contra a vítima, além de espanca-lo violentamente, arrastando-o para o alto do morro, enquanto Joel implorava por sua vida. Segundo ele, a motivação seria ciúmes de Pablo pois G relacionou por anos com I.C.A, hoje companheira de Pablo (vulgo polegar ou PL) com quem tem uma filha, sendo comum entregar lanches na residência da genitora da moça onde Pablo agia com desconfiança e rispidez ao ver a mulher ecebendo as entregas. Nos meses de agosto e setembro de 2024 surgiram boatos de que ele e a vítima estariam “vacilando” pois levavam informações da facção local, TCP para a facção comando vermelho devido ao livre tráfego para entrega dos lanches, ressaltando que era uma falsa justificativa pois na verdade a desavença teria sido por causa da moça e partido dos denunciados Pablo e Pônei . G presenciou a abordagem de seu irmão pelos denunciados enquanto se escondia temendo que também fosse alvejado pelo grupo, pontuando que Joel implorava por sua vida enquanto era agredido, mesmo após ter levado vários tiros, aduzindo ter ouvido o diálogo em que perguntavam à vítima sobre Gabriel dizendo que ele seria o próximo a ser executado. Além disso, relatou os envolvidos que participaram das agressões à vítima Pônei, PL/Polegar, Bicuinho/BK, Zu, Jô/Barriga, Baiano, Gustavão, DK/Huulk, Gorila, Testa e PT : Destacou, ainda que Pônei incentivava os outros envolvidos a disparar a vítima aos gritos de “mata o joca”, tendo três deles sido os primeiros a disparar contra Joel que, mesmo ferido com os tiros, foi espancado e depois carregado para o alto do morro, não sabendo até a presente data a localização do corpo de seu irmão.

Processo detalha caso de PMs presos por roubo a ônibus no Arco Metropolitano. Eles são suspeitos de outros crimes

A reportagem teve acesso a decisão da Justiça que decretou a prisão de três PMs suspeitos de roubo a um ônibus no Arco Metropolitano em maio do ano pasaado. Os mesmos PMs são investigados por outros crimes. O Ministério Público Estadual só passou o caso para um veículo primeiro para depois divulgar o caso para a imprensa. Segundo os autos, no dia 10 de maio de 2025, por volta das 02h30min, na Rodovia Raphael de Almeida Magalhães, sentido Saracuruna, no trecho entre a estrada Boa Esperança e a Estrada Pastor Lourival Machado, na localidade conhecida como Arco Metropolitano, neste estado, os agentes subtraíram 11 aparelhos celulares da marca Iphone, depois de haverem reduzido à impossibilidade de resistência as vítimas, motoristas de ônibus contratados por uma empresa; Na ocasião, os PMs suspeitos estavam escalados no serviço do DPO – Jardim Primavera, quando abordaram o ônibus e encontrado diversas mercadorias eletrônicas e, sob a alegação da inexistência de notas fiscais, que fretaram o ônibus para trazer mercadorias de São Paulo para Campo dos Goytacazes.” A apuração preliminar se deu por análise da prova oral colhida por meio dos depoimentos prestados pelas vítimas e testemunhas e do seu cotejo com os dados do GPS da VTR n° 54-1067, bem como a (falta) das imagens das câmeras corporais, os quais geraram os relatórios acostados ao inquérito que apontam imagens e diálogos que trazem indícios mínimos dos delitos imputados na denúncia. Segundo a Justiça, a conduta investigada – roubo, revela, em tese, gravíssima violação aos deveres funcionais militares e potencial afronta aos princípios da legalidade, da moralidade e da transparência na atuação operacional, o que configura risco concreto à ordem pública militar. A manutenção dos investigados em liberdade representa risco concreto à instrução criminal, visto que poderão ameaçar testemunhas, as quais já demostram medo de represálias, consoante o depoimento em que uma das vítimas que preferiu não declinar endereço, bem como poderão obstaculizar a produção probatória relacionada a outros feitos, uma vez que são suspeitos de outras investigações.

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