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Justiça mandou soltar vereador preso suspeito de negociar com CV e polícia divulga nota dizendo que ele recebeu valores atípicos

A Justica andou soltar o vereador carioca Salvino Oliveira Barbosa preso por suspeita de envolvimento com o Comando Vermelho Em meio a isso, a Polícia Civil divulgou uma nota justificando a prisão do político O Departamento-Geral de Combate à Corrupção, ao Crime Organizado e à Lavagem de Dinheiro (DGCOR-LD) informa que a investigação teve início no ano de 2024 e apura atividades ilícitas relacionadas a empresas de exploração de internet localizadas no Complexo da Penha, identificadas como sob o controle de fato de EDGAR ALVES DE ANDRADE, vulgo DOCA. No curso dessas apurações, a análise de dados telemáticos revelou a existência de diálogos entre DOCA e o “síndico do GARDÊNIA” vinculado ao Comando Vermelho. Tais diálogos envolvem diretamente o INVESTIGADO, bem como outros alvos da operação, como LANDERSON LUCAS DOS SANTOS, e passaram a constituir elementos relevantes da investigação.  Em paralelo, a investigação sigilosa de natureza financeira baseada, entre outros elementos de inteligência, na análise das movimentações do INVESTIGADO, trouxe informações expressivas: foram identificadas transações atípicas e/ou suspeitas no segundo semestre de 2024, nas quais o INVESTIGADO é beneficiário de valores provenientes de empresa de informática sediada no Complexo da Maré, região controlada pelo Comando Vermelho. Sem qualquer justificativa lícita e aparente que explique a relação comercial entre o INVESTIGADO e a pessoa jurídica. Além disso, os dados levantados revelaram que, em apenas quatro meses, o lINVESTIGADO recebeu créditos suspeitos e/ou atípicos que ultrapassam R$ 100.000,00, incluindo onze depósitos em dinheiro vivo. Os dados de inteligência foram comunicados por Relatório de Inteligência Financeira solicitado no curso da investigação.  As investigações financeiras não se limitaram ao próprio INVESTIGADO. Dados de inteligência também apontaram para movimentações suspeitas realizadas por pessoas jurídicas que têm como sócio o principal assessor do INVESTIGADO. A esposa desse assessor, por sua vez, foi identificada como possível epicentro de uma estrutura complexa voltada para a lavagem de dinheiro. Essa estrutura demonstra sofisticação e volume considerável: em sete meses, foram realizados mais de 20 saques em espécie de sua conta pessoal, que totalizaram R$ 2.490.000,00 – uma média de R$100.000,00 por saque –, muitos ocorrendo em dias consecutivos.  Além disso, uma das empresas em nome da esposa do assessor movimentou mais de R$35.000.000,00 em pouco mais de dois anos, valores completamente incompatíveis com o faturamento declarado de aproximadamente R$2.000.000,00. Desse montante recebido, foram identificados R$300.000,00 oriundos de uma fintech investigada por ligação com o PCC, fortalecendo o mote da investigação em curso.  Há ainda fortes indícios de que o grupo tenta burlar os mecanismos de controle e fiscalização, uma vez que foram registrados quatro saques no valor de R$ 49.999,99 cada — valor imediatamente inferior ao limite de R$ 50.000,00 que obriga as instituições financeiras a realizar comunicação compulsória aos órgãos competentes.  Em pouco mais de dois anos, a movimentação total identificada apenas nas contas pessoais da sua esposa do assessor do INVESTIGADO superou R$ 3.000.000,00, valor absolutamente incompatível com a renda declarada. O assessor do INVESTIGADO, por sua vez, é sócio de empresa que recebeu R$ 390.000,00 em duas transferências sem motivação lícita aparente e enviou mais de R$ 1.000.000,00 para outra empresa sem justificativa comercial identificável. Esse mesmo assessor figura como sócio-diretor de uma pessoa jurídica cujo sócio presidente é filho do traficante Elias Maluco, falecido líder do Comando Vermelho e responsável pelo assassinato do jornalista Tim Lopes. O conjunto de elementos colhidos até o momento apontam que o INVESTIGADO, além dos elementos que recaem sobre si, possui vinculação direta com personagens relevantes desta estrutura sofisticada possivelmente voltada para a lavagem de dinheiro, mantendo como seu assessor uma figura de destaque na estrutura criminosa investigada.Diante desse robusto conjunto de elementos, o pedido de prisão temporária teve como objetivo a necessidade imediata de preservar as provas já colhidas e de permitir a continuidade da coleta de novos elementos probatórios, tendo em vista o fundado receio de que o INVESTIGADO, em liberdade, possa interferir nas apurações e destruir evidências relevantes. O segundo motivo diz respeito à decisão técnica adotada pelos responsáveis pela investigação de não incluir na representação todos os dados financeiros levantados até o momento. Essa opção se deveu à necessidade de preservar informações relativas a pessoas comunicadas que não têm relação direta com o objeto central da investigação, bem como à importância de garantir que tais dados sejam submetidos a uma apuração técnica criteriosa pela delegacia responsável.Importa registrar, por fim, que os dados telemáticos foram considerados pelos investigadores como suficientes, por si sós, para fundamentar o pedido de prisão temporária. Contudo, eles não representam a totalidade dos elementos que compõem o quadro de indícios contra o INVESTIGADO. O conjunto da inteligência financeira produzida — especialmente os Relatórios de Inteligência Financeira elaborados pelo COAF, que reuniram e sistematizaram as provas técnicas descritas acima — forma um cenário coerente e consistente de envolvimento do INVESTIGADO em atividades ilícitas de grande complexidade, o que torna a medida cautelar requerida não apenas justificada, mas necessária. A Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro reforça o seu caráter como instituição de Estado, o seu compromisso com a manutenção do sigilo das investigações e com a preservação dos dados de investigados e relacionados em inquéritos em andamento.

Entre milícias e tráfico: assassinato de Léo Problema aprofunda disputa na Zona Sudoeste do Rio

A morte do miliciano conhecido como Léo Problema, na região da Taquara, Zona Sudoste do Rio, continua cercada de mistério e versões conflitantes. Nas redes sociais e em parte da imprensa, circulou a informação de que o crime teria sido cometido por traficantes do Comando Vermelho (CV). No entanto, uma fonte ouvida pela reportagem aponta outra possibilidade: o assassinato pode ter sido praticado por integrantes da própria milícia ligada a ele. O caso está sendo investigado pela Delegacia de Homicídios da Capital (DHC). De acordo com relatos que circulam nas redes, Léo Problema estaria envolvido na recente disputa armada pela Vila Sapê, em Curicica. A comunidade foi tomada por traficantes do Comando Vermelho, e desde então milicianos ligados a Betinho, com apoio de criminosos do Terceiro Comando Puro (TCP) e do próprio Léo Problema, estariam tentando retomar o controle da área. Nos meses anteriores, Léo Problema também participou de outras investidas na região. Ele teria contado com o apoio de milicianos das áreas do Catiri e de Santa Cruz para invadir a comunidade do 700, na Taquara, além da localidade conhecida como Dois Irmãos, em Curicica. Essas movimentações teriam provocado atritos com outro grupo miliciano que atua na região, ligado à comunidade de Rio das Pedras e ao miliciano André Boto, atualmente preso. Outra informação que circula nos bastidores do crime organizado é que Léo Problema teria sido o responsável pela morte do miliciano conhecido como Barraca, antigo chefe da região do Camorim, em Jacarepaguá. Barraca foi assassinado em janeiro deste ano, em Cabo Frio, na Região dos Lagos. Durante parte dessa disputa por territórios na Zona Oeste, Léo Problema manteve como aliado o miliciano Play do Jordão. Porém, com o agravamento das disputas internas entre grupos milicianos em Jacarepaguá, os dois teriam rompido. Play do Jordão teria ajudado Léo Problema em ofensivas contra o grupo dos irmãos Juvino — Damião e Nem —, que controlavam áreas da Taquara. Damião acabou assassinado posteriormente, e Léo chegou a ser apontado como um dos suspeitos pelo crime. Antes de ganhar protagonismo nas disputas da região, Léo Problema atuou como segurança do miliciano Horácio, que controlava áreas da Praça Seca e de Jacarepaguá. Horácio foi assassinado em 2023, em Búzios, e, após sua morte, Léo Problema e Play do Jordão teriam iniciado um processo de expansão territorial sobre outras milícias da região. Para isso, contaram também com o apoio de criminosos conhecidos como Acrísio e Tota, ligados à milícia da Favela Cabeça de Porco. Além das mortes de Horácio, Damião e Barraca, Léo Problema também era apontado como suspeito de envolvimento no assassinato do miliciano Cientista, morto em Jacarepaguá em 2024. Cientista teria ligação com uma milícia que atua na Baixada Fluminense. Na década passada, Léo Problema chegou a integrar a própria milícia dos irmãos Juvino. Na época, segundo investigações, ele teria participado de um homicídio e de tentativas de assassinato contra integrantes do grupo rival comandado por Orlando Curicica. Com um histórico de disputas internas, alianças rompidas e conflitos por território na Zona Oeste, a morte de Léo Problema abre novas perguntas sobre quem teria interesse em eliminá-lo — se traficantes rivais ou integrantes do próprio universo miliciano. Léo Problema acumulava sete passagens pela polícia, com registros por homicídio simples, homicídio qualificado, organização criminosa, roubo e porte ilegal de arma.

Arma fabricada a partir de impressora 3D foi apreendida com o CV em São Gonçalo

Um exemplar de um arma fabricada a partir de impressora 3D foi apreendida ano passasdo em São Gonçalo com um criminoso ligado ao Comando Vermelho. A investigação apurou vendas realizadas dentro do território nacional, tendo a competência fixada no Rio de Janeiro, estado com o maior número de compradores identificados. Ontem, a Polícia Civil e o Ministério Público deflagraram operação contra a quadrilha e prenderam integrantes da organização criminosa dedicada ao desenvolvimento, produção e comercialização de peças e acessórios de armas de fogo fabricadas com impressoras 3D. Três pessoas foram presas na operação: os denunciados Lucas Alexandre Flaneto de Queiroz, conhecido como Zé Carioca, Jean Guilherme Pinto e Gianluca Bianchi, em endereços identificados em São Paulo. Outras duas pessoas foram presas em flagrante com material ilegal. Dois dos denunciados encontram-se foragidos: Luigi Barbin da Costa e Vinicius Soriano Hernandes. Foram cumpridos 36 mandados de busca e apreensão em 11 estados. Sete deles, no Rio de Janeiro: Capital, Região dos Lagos e Norte Fluminense. Foram apreendidos equipamentos utilizados na fabricação das peças, como impressoras 3D, armas produzidas de forma artesanal, munições e acessórios, em endereços comerciais que funcionavam para a produção ilegal de armamentos e peças. chamadas armas fantasma, produzidas com peças impressas em 3D, apresentam grande dificuldade de rastreamento e podem ser fabricadas com baixo custo. De acordo com os investigadores, o projeto desenvolvido pelo grupo criminoso era disseminado na internet com instruções detalhadas e suporte técnico para montagem dos armamentos. O principal investigado no caso, o engenheiro Lucas Alexandre Flaneto de Queiroz, foi denunciado pelo CyberGAECO/MPRJ e apontado como desenvolvedor de projeto avançado em relação a modelos anteriores: a carabina denominada Urutau, que permite a fabricação quase integral da arma com polímeros (um plástico de alta resistência) utilizando impressoras domésticas e conhecimentos básicos de metalurgia. Segundo as investigações, ele também participava da venda de peças e acessórios necessários para o funcionamento dos armamentos. Ainda de acordo com os investigadores, o custo estimado para produzir esse tipo de arma seria de cerca de R$ 800, o que ampliaria o risco de disseminação da tecnologia. As investigações identificaram a comercialização de peças e acessórios de armas por meio de plataformas digitais de comércio eletrônico. Após a identificação das vendas ilegais, algumas contas foram bloqueadas, mas parte da atividade passou a ocorrer em ambientes mais restritos da internet, como a deep web. As autoridades também destacaram a preocupação com o acesso facilitado a esse tipo de material, alertando para o fato de que alguns dos compradores já tinham antecedentes criminais, como envolvimento com o tráfico de drogas, milícias e homicídios.

Polícia Civil deflagra operação contra esquema de tráfico internacional e lavagem de dinheiro em Cabo Frio

Policiais civis da 126ª DP (Cabo Frio) deflagraram, nesta sexta-feira (13/03), uma operação contra um esquema criminoso de tráfico internacional de drogas e lavagem de dinheiro. Foram cumpridos mandados de busca e apreensão em endereços nos municípios de Cabo Frio, Itaperuna e na região portuária do estado de São Paulo, nas cidades de Santos e São Vicente. Durante as diligências, agentes apreenderam uma arma, documentos e dispositivos eletrônicos. De acordo com a apuração, o alvo principal dessa operação é ligado ao tráfico internacional de cocaína da Bolívia e utiliza aeronaves particulares para o transporte ilegal de entorpecentes. Com o objetivo de lavar dinheiro obtido do tráfico, ele possui uma empresa de fachada no nome da ex-companheira. As investigações tiveram início, em 2025, após um criminoso, que utilizava o registro de atirador desportivo como forma de manter armas de fogo legalizadas, ter o certificado cancelado. Mesmo após a desqualificação, o homem não teria regularizado a destinação das armas dentro do prazo legal, o que motivou a apuração inicial por posse irregular de armamento de uso restrito. Com o avanço dos trabalhos de inteligência realizados pela unidade, os agentes identificaram uma movimentação financeira suspeita do investigado, com indícios de incompatibilidade entre a renda declarada e os valores movimentados. Foi constatado, ainda, que ele não possuía histórico de vínculos formais de trabalho, nem participação regular em atividades empresariais, o que ajudou a fundamentar as suspeitas de que os recursos seriam provenientes de ações criminosas. As apurações revelaram também que o investigado utilizava dois números de CPF, sendo um verdadeiro e outro clandestino, que já foi cancelado. Além disso, ele estava envolvido com uma empresa de fachada registrada em nome de sua ex-companheira, com o objetivo de movimentar e lavar o dinheiro criminoso. Em continuidade às diligências e diante das informações colhidas, os policiais identificaram transferências bancárias realizadas por traficantes de outros estados. Em 2022, foi flagrada uma transferência de R$26.550 mil de um líder do tráfico de drogas da Bahia, destinada ao investigado. Já em 2023, foi identificado que um narcotraficante da Bahia enviou R$ 30 mil para o homem. Os valores, segundo as investigações, seriam pagamentos relacionados à comercialização de entorpecentes. Desta forma, foi constatada a atuação do homem com tráfico internacional de cocaína, com uso de empresas de fachada e intermediários para movimentar valores provenientes dessa atividade criminosa. O investigado residia em um bairro nobre de Cabo Frio e mantinha forte vínculos com essa rede de distribuição de drogas. Além disso, durante o trabalho de inteligência estratégica da 126ª DP, foram identificados indícios de envolvimento do homem com a facção criminosa PCC. Além dos mandados de busca e apreensão que foram cumpridos, também houve o bloqueio de bens e valores dos investigados e de empresas ligadas ao grupo, no montante de até R$ 500 mil por pessoa, bem como o sequestro de imóveis e veículos. Também foi determinada a entrega de passaportes dos investigados no prazo de 48 horas, além de outras medidas cautelares, como a proibição de mudança de endereço sem autorização judicial e comparecimento periódico em juízo para justificar atividades. A operação desta sexta, portanto, teve como objetivo reunir novas provas, aprofundar a investigação financeira e desarticular o esquema de movimentação de recursos do narcotráfico, responsabilizando todos os envolvidos na organização criminosa.

Traficantes, milicianos e assassinos compraram armas de fogo feitas por impressoras 3D

O Núcleo de Combate aos Crimes Cibernéticos do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (CyberGAECO/MPRJ) denunciou e obteve mandados de prisão contra cinco integrantes de uma organização criminosa responsável pelo desenvolvimento, produção e comercialização de peças e acessórios de armas de fogo feitas em impressoras 3D. Os denunciados responderão na Justiça pelos crimes de organização criminosa, lavagem de dinheiro e comércio ilegal de arma de fogo. Nesta quinta-feira (12/03), foi deflagrada a operação Shadowgun para o cumprimento dos mandados de prisão e busca e apreensão no Rio de Janeiro e nos estados do Espírito Santo, São Paulo, Rio Grande do Sul, Pará e Paraíba, com o auxílio dos GAECOs locais. A ação conta com o apoio do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) e da Polícia Civil do Rio. As forças de segurança dos estados de Minas Gerais, Santa Catarina, Goiás, Bahia, e Roraima apoiam o cumprimento de mandados locais, também obtidos pelo MPRJ. A investigação aprofundou-se no crescente fenômeno da fabricação caseira e da comercialização de armas de fogo produzidas a partir de peças plásticas confeccionadas por impressoras 3D. No contexto dessa subcultura global, foi identificado o desenvolvedor de um dos projetos mais populares utilizados mundialmente nesse movimento de armas 3D: o denunciado Lucas Alexandre Flaneto de Queiroz, conhecido na internet como Zé Carioca. Como ferramenta de marketing, ele utilizava o slogan: “Testado nos EUA, projetado no Brasil e feito na sua casa”. Apesar dos esforços de Zé Carioca para manter-se anônimo fora do ambiente virtual, a investigação revelou não apenas sua verdadeira identidade, mas também o esquema ilegal que ele liderava, voltado à produção e à venda, pela internet, de peças e acessórios de armas de fogo. De acordo com a denúncia, além da divulgação de arquivos digitais para impressão foi constatada a comercialização sistemática de peças e acessórios por ele produzidos e desenvolvidos em conjunto com a organização criminosa. Os compradores estão espalhados por 11 estados brasileiros. Sendo que a maioria responde criminalmente e possui antecedentes criminais relacionados ao tráfico de drogas e outros delitos graves. No Rio de Janeiro, os agentes identificam 10 compradores espalhados por todo o estado, em São Francisco de Itabapoana, Araruama, São Pedro da Aldeia, Armação dos Búzios e na capital fluminense. Armamentos vendidos a criminosos A denúncia do MPRJ descreve que somente em uma plataforma virtual de vendas foram identificados 79 registros de vendas realizadas por Lucas Alexandre, a maior parte para o Rio de Janeiro. A gravidade e a complexidade da questão tornam-se ainda mais evidentes ao se constatar que parte dos itens foi vendida a criminosos: a análise do histórico de vendas identificou, entre os compradores, um homem acusado de dois homicídios, além de outros com envolvimento em milícia e tráfico de drogas. Outro denunciado com papel de destaque no esquema é Gianluca Bianchi. Além de atuar como coprodutor, a denúncia aponta que o pai de Gianluca possui empresa especializada em ferragens com vínculos com o grupo criminoso, indicando que estaria sendo usada para o desenvolvimento das partes metálicas necessárias para o funcionamento do armamento 3D. Os demais integrantes da organização exerciam funções específicas relacionadas ao desenvolvimento e à divulgação do projeto. Sobre a investigação A apuração do CyberGAECO/MPRJ teve início a partir de relatório técnico do Ciberlab, do Ministério da Justiça e Segurança Pública, e contou com a colaboração da Homeland Security Investigations (HSI), agência federal de investigação criminal dos Estados Unidos, e da Agência Brasileira de Inteligência (ABIN). Os crimes foram praticados por meio da internet, sem configuração de transnacionalidade, já que as vendas ocorreram entre particulares e dentro do território nacional. A competência foi fixada no Rio de Janeiro, estado com o maior número de compradores identificados. Por fim, o MPRJ ressalta que, segundo a legislação brasileira, a fabricação de armas de fogo, ainda que realizada no âmbito residencial, é equiparada à atividade comercial, sujeitando os infratores às mesmas penas previstas em lei.

Negativa de pedido de refúgio de traficante internacional fez mulher de criminoso pedir de volta dinheiro de propina pago a delegado da PF e ex-secretário estadual de esportes do RJ, diz STF

Segundo o despacho do ministro do STF Alexandre de Moraes, a advogada Patrícia Carvalho Falcão ofereceu, prometeu e pagou vantagens indevidas ao ex-secretário estadual de Esportes Alessandro Pitombeira Carracena e ao delegado federal Fabrizio Romano visando manipulação dos processos de extradição e refúgio do holandês Gerel Lusiano Palm traficante internacional de drogas, no contexto de uma rede de corrupção e tráfico de influência articulada para favorecer interesses do crime organizado. Entretanto, o processo não andou e a mulher do preso pediu o dinheiro de volta. Carracena teria ficado com parte significativa do valor entregue pela esposa do preso (R$ 120.000,00), além de prometer valores adicionais a colaboradores em caso de êxito no pedido de refúgio; Romano oferceu influência interna sobre o andamento do processo na Polícia Federal. Além de orientar sobre a forma de encaminhamento do pedido, também negociou vantagensindevidas, solicitou valores antecipados (“adiantamento”) e encaminhou documentos pessoais de sua esposa e de outra nacional para obtenção de cargos comissionados, aparentemente em troca de sua atuação. Após receber o número de telefone do delegado, Carracena ligou para Fabrizio de modo que este elogiou o pedi daquele por não ter informado as penas em que Gerel foicondenado na Holanda, demonstrando que sabia dos antecedentes criminais do citado indivíduo. O policial afirmou também que, depois de “muita insistência nossa”, o processo andaria Após uma reunião em Brasília, Fabrizio perguntou a Carracena se a advogada, que pelo , estava com o coração mole para um “adiantamento”, dando a entender que seria o equivalente a alguma vantagem pecuniária pelos favores prestados e Carracena disse que estava trabalhando nesta possibilidade.”Carracena chegou a cobrar do delegado acerca de um número de inquérito de São Paulo e diz que colocará uma “sombra” para “levantar tudo o que for possível” sobre alguma pessoa não identificada na conversa, que já tinha escolhido uma pessoa pra isso e que eles “nem iriam aparecer”. Fabrizio mandou uma documentação para Carracena, que na época atuava como chefe de gabinete da secretária de estado de defesa do consumidor, conseguisse indicar a esposa e uma outra mulher para algum cargo público comissionado. E de fato, as duas foram nomeadas a cargos comissionados poucos meses depois: uma em Duque de Caxias e outra na Secretaria de Estado de Saúde do Rio de Janeiro. O processo de Gerel não evoluiu de forma favorável, levando a advogada a demonstrar preocupação e a cobrar de Carracena informações sobre a situação de seu cliente. Em seguida, ela lhe encaminhou o documento que registra a negativa dopedido de refúgio do holandês”. Em seguida, a advogada encaminhou um áudio que, segundo a Polícia Federal, pelo contexto, “parece ser da esposa de Gerel cobrando o dinheiro dado por eles, que segundo a advogada, havia sido a importância de R$150.000,00(cento e cinquenta mil reais) em espécie”: Patrícia encaminou dois áudios a Carracena por meio dos quais afirmou que Fabrizio e o policial penal Luciano teriam recebido, dos R$ 150.000,00 (cento e cinquenta mil reais) pagos em espécie pela esposa de Gerel, a quantia de R$ 15.000,00 (quinze mil reais) cada um, para auxiliarem no pedido de refúgio de Gerel. Segundo ela, ambos ainda receberiam, em caso de êxito do processo, o valor adicional de R$ 150.000,00

Confira a trama montada por policiais civis para exigir propina de R$ 1,5 milhão de traficante e encerrar investigação

O despacho de Alexandre de Moraes revela a trama que resultou na cobrança de R$ 1,5 milhão de policiais civis para encerrar uma investigação contra o traficante Índio do Lixão na 44º DP (Inhaúma), Os policiais chegaram a intimar a esposa, o irmão e um amigo do traficante. A história começa quando Índio pergunta ao servidor da Alerj Dudu sobre a situação na 44a DP, ocasião em que este respondeu que encontraria o policial Franklin na Barra naquele dia, acompanhado de outro policial, Leandro Dudu disse que Leandro havia garantido que seria firme na negociação. Na sequência,“Índio afirmou que falaria para o “01” sobre o que Franklin estava fazendo. Posteriormente, Índio perguntou sobre o safado da 44 , em referência ao encontro que Dudu teria com Franklin. Por sua vez, “Dudu” responde que Leandro ainda não teria marcado o encontro na Barra da Tijuca. Em conversa com Leandro, Dudu reclamou que o “amigo” estaria ligando toda hora, o que não seria adequado, pois “esses negócios” deveriam ser tratados pessoalmente. Em outro diálogo, Dudu afirmou que Índio do Lixão estava se esforçando pararesolver a questão e que ele estaria nas negociações para “ajudar e ganhar algo também”, insinuando que teria algum lucro com a situação. Dudu encaminou a Leandro print de conversa com Franklin que revelava conflitos quanto à marcação de reuniões, e o interlocutor se mostra insatisfeito. Em áudiossubsequentes, “DUDU” explicou que Índio não foi à reunião porque teria passado mal, e reclamou da atitude do policial Leandro e Dudu se encontraram no apartamento do servidor da Alerj e ligaram para Franklin.O assunto da ligação foi o conteúdo de mídia com informações capazes de incriminar “Índio do Lixão. Em maio de 2025, Leandro perguntou a “Dudu” se o “amigo” não havia aparecido, e que ele iria acabar se prejudicando. “Dudu respondeu que não iria mais falar sobre o assunto (no contexto, o pagamento aos policiais da 44a DP), pois “Índio” poderia interpretar como pressão. A seguir, “Dudu” relatou que Franklin havia ameaçado pedir a prisão de “todos”, ou seja, havia incluído Dudu” em suas intimidações. Logo depois, Leandro afirmou que Franklin não era “maluco”, ou seja, não pediria as prisões, mas estava irritado porque “Índio do Lixão” estaria “enrolando”. Leandro dsse que precisa passar um recado rápido da d inferno” (44a DP) e pergunta se “ele” (“Índio) não quis fazer uma ligação. “Dudu” responde que “Índio teria ligado para Carracena, que por sua vez teria ligado para “o delegado” – provavelmente Marcus Henrique. A seguir, Dudu afirmou que Carracena iria apenas intermediar e “pedir para morrer tudo” (encerrar a investigação sobre “Índio”). Leandro disse que estava no telefone com Franklin e que Carracena não teria ligado para o delegado.

Alexandre de Moraes descreve papel de cada PM, policial civil e federal presos apontados como envolvidos com o Comando Vermelho

O despacho do ministro do STF Alexandre de Moraes sobre a prisão de policiais civis, militares e federais por suspeita de envolvimento com o Comando Vermelho diz o seguinte sobre a participação de cada um, de acordo com as investigações da Polícia Federal Núcleo de policiais civis envolvidos com o Comando Vermeho Franklin José de Oliveira Alves – Atuou diretamente na linha de frente da negociação ilícita. Mantinha contatos telefônicos frequentes com os intermediários para cobrar o pagamento da propina e impor prazos. Também assinou intimações de coação e possui estrutura empresarial familiar com movimentações financeiras suspeitas. Marcus Henrique de Oliveira Alves (delegado) Na qualidade de titular da 44a DP, assinou, juntamente com seu irmão, intimações utilizadas para pressionar o traficante “Índio do Lixão” no esquema de extorsão. Apresenta movimentação financeira vultosa e incompatível com seus vencimentos, utilizando empresas em nome defamiliares para ocultar bens e valores. Leandro Moutinho de Deus Atuou como intermediário nas negociações de pagamentode propina entre os traficantes e os policiais da 44a DP.Segundo o despacho de Moraes, os policiais civis exigiram de Índio , mediante violência e grave ameaça, o valor correspondente R$ 1.500.000,00 para encerrar um procedimento investigativo em tramitação na 44a Delegacia Policial envolvendo o traficante, A investigação revelou que Carracena iria intermediar e pedir para encerrar o inquérito contra Índio. II. Núcleo de atuação para favorecer os interesses do traficante internacional Gerel Lusiano Palm (neerlandês) Alessandro Pitombeira Carracena Advogado e ex-secretário de estado, atuou como o articulador central entre criminosos e servidores públicos. Ele utilizou sua influência política para intermediar vantagensindevidas e, segundo diálogos, teria retido R$ 120.000,00 de um pagamento feito em espécie para influenciar um pedido de refúgio. Fabrizio José Romano (delegado da PF) ´ Atuou de forma incompatível com seu cargo, oferecendo influência interna na Polícia Federal em favor do traficante Gerel Lusiano Palm. Em consequência disso, solicitou adiantamentos” financeiros e negociou a nomeaçãode sua esposa, para um cargo comissionado como contrapartida por sua atuação ilícita. Patrícia Carvalho Falcão – Advogada parceira de Carracena. Embora atuasse nadefesa técnica, as mensagens revelaram sua ciência e participação na viabilização de pagamentos indevidos a servidores e na pressão pela devolução de valores após o fracasso do pleito. A esposa de Gerel mandou áudio para Patrícia cobrando o dinheiro dado por eles, que segundo a advogada, havia sido a importância de R$150.000,00(cento e cinquenta mil reais) em espécie”: Patrícia disse que o delegado Fabrizio e o policial federal Luciano teriam recebido, dos R$ 150.000,00 (cento e cinquenta mil reais) pagos em espécie pela esposa de Gerel , a quantia de R$ 15.000,00 (quinze mil reais) cada um, para auxiliarem no pedido de refúgio Gerel. Segundo ela, ambos ainda receberiam, em caso de êxito do processo, o valor adicional de R$ 150.000,00 (cento e cinquenta mil reais) cada. Núcleo de atuação criminosa de Policiais Militares do Estado do Rio de Janeiro ao realizarem segurança e logística de liderança do Comando Vermelho As investigações revelaram que “o traficante Índio do Lixão” contava com esse núcleo, estável e coordenado, de policiais militares que atuavam na segurança particular e braço logístico, sendo tais policiais liderados pelo policial militar Rodrigo da Costa Oliveira, conhecido como Costa, Flavio Cosme Menezes Pereira, alcunha “Menezes – ” Prestava segurança de forma reiterada e consciente, incluindo durante as férias, colocando-se à disposição paraqualquer missão da organização criminosa. Franklin Ormond de Andrade, alcunha “Ormond – Além de realizar escoltas constantes, negociou ilicitamente a venda de uma pistola Taurus e carregadores para Indio; Enio Claudio Amâncio Duarte – Participava de escoltas armadas em eventos específicos,como enterros e consultas médicas do traficante, operando em áreas conflagradas sob domínio do Comando Vermelho. Alex Pereira do Nascimento – Mantinha contato direto com o “Índio”, a quem recorreupara solicitar um empréstimo pessoal de R$ 1.500,00, evidenciando a promiscuidade da relação entre o agente da lei e o criminoso. Leonardo Cavalcanti Marques Atuava na segurança com plena consciência da condiçãode “bandido” de “Índio”. Ricardo Pereira da Silva = Policial militar de extrema confiança de “Índio”, solicitado nominalmente pelo traficante para missões de escolta em Duque de Caxias. Rodrigo de Oliveira Carvalho, alcunha “Carvalho – Atuava na segurança diária de “Índio”. É o principal alvo no que tange à comercialização ilegal de armamento, tendo oferecido a “Índo” 2 (dois) fuzis calibre 5.56. Além disso, realizou o transporte de R$ 150.000,00 (cento e cinquenta mil reais) em espécie a mando da organização criminosa. Segundo a investigação, os PMs ainda realizavam-

Mulher de Marcinho VP foi alvo de ação da polícia ano passado por conta de suposto crime cometido pelo filho, o rapper Oruam. Agentes apreenderam material em sua casa

Márcia Gama dos Santos Nepomuceno, mulher de Marcinho VP, foi alvo de ação da polícia fluminense no ano passado quando agentes foram até a sua casa na Zona Sudoeste do Rio e apreenderam bens em razão de um processo da Justiça de São Paulo contra seu filho, o rapper Oruam que é atualmente foragido da Justiça. Segundo os autos, a Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE) do Rio de Janeiro registrou uma ocorrência de disparo de arma de fogo , sendo investigado Mauro Davi dos Santos Nepomuceno, conhecido como “Oruam”. No registro da ocorrência consta um “link” de acesso de um vídeo publicado na rede social “Instagram”, no qual “Oruam” aparece disparando uma arma de fogo. Em 07 de fevereiro de 2025, “Oruam” foi indiciado pela prática do crime de disparo de arma de fogo. No relatório de inquérito policial endereçado para o Juiz de Direito da Vara Criminal da Comarca de Igaratá/SP (que pertence à comarca de Santa Isabel/SP), consta que o mesmo vídeo foi publicado pelo próprio “Oruam” em sua rede social (Instagram), sendo possível constatar que se trata de uma área residencial e que havia várias pessoas no local. O relatório revela que na mesma noite do crime, “Oruam” e outras pessoas estiveram na casa do “influencer” conhecido como “Buzeira”, também em um condomínio localizado em Igaratá/SP, onde ostentaram diversos veículos de luxo e embarcações, e divulgaram jogos de azar, conhecidos como “Jogo do Tigrinho”. Diante dos indícios de materialidade e autoria delitivas, o delegado de polícia Moysés Santana Gomes requereu a expedição de mandado de busca e apreensão com o objetivo de “coletar (i) armas de fogo, documentos e materiais referentes ao crime acima elencado, HDs, laptops, smartphones, pendrives, arquivos eletrônicos de qualquer espécie, agendas manuscritas ou eletrônicas, dos investigados ou de suas empresas, quando houver suspeita que contenham material probatório relevante a serem realizadas nos imóveis situados no Joá e no Pechincha. Na residência de Márcia foram apreendidos Ipad’s; Cofre; Cartão de memória; e 8 aparelhos celulares. A mãe de Oruam recorreu da decisão que indeferiu pedido de restituição de bens apreendidos em sua residência, após cumprimento de mandado de busca e apreensão relacionado a investigação de disparo de arma de fogo por seu filho. Ela não obteve sucesso.

Traficantes do CV são suspeitos de matar motorista da Prefeitura de Búzios por causa de dívida de drogas, diz Justiça

A Justiça decretou ontem a prisão de um traficante do Comando Vermelho vulgo Zóio, suspeito de ser um dos executores de um homicídio cometido na cidade de Armação de Búzios, na Região dos Lagos. A vítima era motorista da Prefeitura. O bandido já estava preso. Segundo os autos, os mandantes do crime teriam sido os bandidos conhecidos como Novinho e DG. Zóio teria sido um dos executores junto com GB, Baiano e um adolescente vulgo Cocão. De acordo com a decisão judicial, houve rumores de que a vítima poderia ter sido confundida com um informante do traficante “Macaco”, vinculado à facção rival TCP, hipótese que não foi descartada nas apurações iniciais, embora as confissões posteriores tenham confirmado que a motivação principal foi uma dívida de drogas no valor aproximado de R$ 3.000,00 entre a vítima e o grupo liderado por “Novinho. Um PM disse que a vítima Geovan estava na construção de uma casa quando três indivíduos chegaram ao local, chamaram ele e, após breve diálogo, passaram a efetuar disparos de arma de fogo, perseguindo-o pela via pública até sua morte. A esposa da vítima, afirmou que convivia há 14 anos com Geovan, descrevendo-o como homem trabalhador, sem envolvimento com o tráfico ou uso de drogas. Declarou ainda que não possuía a senha de desbloqueio do celular apreendido da vítima, que trabalhava como motorista da Prefeitura de Armação dos Búzios e que desconhecia qualquer ameaça recente. Duas outras testemunhas disseram que Geovan estava na obra para ajudar no “virar laje”, quando três indivíduos chegaram perguntando “quem é o Du Mato”, chamando-o para fora e, em seguida, abriram fogo contra ele, sem subtraírem qualquer pertence. Ambos relataram que os autores ameaçaram os presentes, advertindo que, se alguém “abrisse o bico”, seria morto, o que explica o posterior temor das testemunhas em proceder ao reconhecimento fotográfico dos autores. No curso das investigações, Zóio foi preso em flagrante por tráfico e porte de arma, (APF ) ocasião em que confessou espontaneamente a autoria do homicídio, relatando que a decisão de matar Geonva partiu dele próprio, tendo solicitado autorização das lideranças da facção via grupo de WhatsApp, sendo prontamente autorizado por “DG e Novinho. Mencionou falsamente os nomes de “RD” e “Miguel”, indivíduos não identificados e sem relação com o fato.As diligências seguintes comprovaram que, possivelmente, Zóio utilizou tais nomes para encobrir os reais comparsas, identificados posteriormente como GB e Cocão. Relatou que vendeu as drogas que originaram a dívida, que a vítima devia cerca de R$ 3.000,00, e que, no dia do crime, foi até o local acompanhado de dois comparsas, todos armados ¿ ele com um revólver calibre .38 e os outros com pistolas 9mm. Descreveram que chamaram a vítima para conversar e, ao perceberem sua tentativa de fuga, efetuaram aproximadamente dez disparos. O adolescente, enteado de Zóio, também confessou participação, afirmando que foi coagido pelo padrasto a participar da execução sob ameaça de morte. Disse que portava um revólver calibre .38 e, após ver a vítima cair, efetuou dois disparos na região do rosto de Geovan, confirmando ainda a presença de “GB” e “Baiano” . Declarou não saber o motivo exato, mas acreditava tratar-se de “guerra de facções”. Com base nessas informações, equipes da 127ª DP e da P2 do 25º BPM também prenderam Baiano. Durante sua prisão, ele portava 28 pinos de cocaína e admitiu participação no homicídio, esclarecendo em detalhes a dinâmica completa do crime. Disse que recebeu ordem direta de “DG”, por orientação do “patrão” “Novinho”, para “pegar um homem e trazê-lo para o Sem Terra”, sob o pretexto de que este informaria paradeiro de integrantes do TCP. Informou que se encontrou inicialmente com Cocão na Praça do INEFI, de onde ambos desceram a pé pela Avenida José Bento Ribeiro Dantas até a localidade da Marina, encontrando Zóio e GB já posicionados. No local, receberam três armas de fogo ¿ dois revólveres calibre .38 (um de cano curto e outro longo) e uma pistola preta. Segundo Baiano, Zóio ficou com a pistola, Cocão com o revólver de cano curto e GB com o revólver de cano longo, enquanto ele permaneceu em ponto estratégico, na esquina, fazendo a contenção e observação do movimento policial . Narrando a sequência dos fatos, Baiano disse que os três executores seguiram até o local onde Geovan se encontrava, ouviu em seguida diversos disparos e, logo depois, viu os comparsas retornarem correndo. No trajeto de fuga, Cocão comentou que havia descarregado o revólver no rosto da vítima, enquanto Zóio e GB afirmaram também terem descarregado suas armas. Todos fugiram a pé pela mesma rota, seguindo depois para a Praia da Ponta do Pai Vitório. Posteriormente, Baiano reconheceu por fotografia o revólver de cano longo preto calibre .38 utilizado no crime, informando que tal arma estava sob posse de GB no momento da execução, sendo este armamento posteriormente apreendido em outro procedimento policial (013-04475/2024).GB, por sua vez, negou envolvimento, alegando que estava em um lava-jato durante o crime. Segundo o setor de inteligência da 127 DP, Novinho o dono do movimento (patrão) e DG seu imediato em hierarquia, gerenciando o tráfico na localidade. Ambos já são conhecidos pelos agentes das forças de segurança, tanto da polícia civil quanto da polícia militar. Cabe destacar que duas testemunhas foram novamente intimadas para reconhecimento formal dos autores, mas preferiram não fazê-lo alegando falta de condições visuais, o que se entende como reflexo do temor decorrente das ameaças proferidas durante o crime.”

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