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denúncia

Tentativa de expansão do CV resultou em 10 mortos e 27 baleados em Cabo Frio e Búzios em apenas dois meses, diz MP

Segundo o Ministério Público Estadual do Rio, : em menos de dois meses, foram registrados diversos confrontos entre facções rivais em Cabo Frio e Búzios, resultando em 37 pessoas baleadas, sendo dez mortas e 27 feridas. As apurações apontam que a intensificação da violência, marcada por sucessivos confrontos armados, é resultado da estratégia do Comando Vermelho de expandir seu domínio territorial na região. Por conta disso, hoje, a Promotoria fez operação para cumprir mandados de busca e apreensão contra investigados em cinco unidades prisionais. O objetivo da operação Controle Remoto foi localizar celulares utilizados por lideranças do crime organizado para comandar ações criminosas EM Búzios e Cabo Frio. Foram apreendidos aparelhos celulares, pen drives, cadernos de anotação e chips de operadoras. A medida visa desarticular a cadeia de comando do tráfico na região e obter evidências de que os traficantes presos continuam praticando ilícitos mesmo durante o cumprimento da pena. A promotoria requisitou as buscas no âmbito de investigação sobre o expressivo aumento dos casos de homicídios e tentativas de homicídio em Búzios, Cabo Frio e cidades próximas. De acordo com a Promotoria, o objetivo da facção é ampliar os lucros obtidos com o tráfico e com o controle de serviços como gás, internet e transporte. Ainda segundo o MPRJ, relatório elaborado pelo comando do 25º BPM (Cabo Frio) demonstra a estratégia das lideranças do tráfico, mesmo presas, de cooptar criminosos de grupos rivais, e na chefia das ações realizadas por integrantes em liberdade. A atuação remota dessas lideranças, principalmente por meio de aparelhos celulares, constitui o eixo central da investigação.

PM parte para expulsão de agentes suspeitos de atuar na segurança do bicheiro Rogério Andrade

A Polícia Militar do Rio de Janeiro decidiu submeter ao Conselho de Disciplina — instância que pode resultar na expulsão da corporação — o subtenente inativo Machado e o sargento reformado Carneiro, apontados em investigação por suposto envolvimento com a estrutura de segurança do bicheiro Rogério Andrade. A medida ocorre no contexto de uma apuração que resultou na denúncia de diversos policiais militares da ativa, ex-policiais e outros agentes ligados ao esquema de proteção do contraventor. Segundo os elementos reunidos no inquérito, a segurança pessoal de Rogério Andrade operava com estrutura estável, organizada e hierarquizada. O grupo seria integrado por diversos agentes subordinados ao ex-subtenente Pinheiro, apontado como responsável direto pela segurança pessoal, e ao sargento reformado Araújo, indicado como chefe-geral do esquema. Durante as investigações, foi apreendida uma planilha que detalha a dimensão da estrutura: ao todo, 36 integrantes compunham o núcleo de segurança, com custo mensal estimado em R$ 207.600,00. Os vencimentos pagos aos policiais variavam entre R$ 5.600,00 e R$ 7.600,00, o que, de acordo com a apuração, evidencia a continuidade e a estabilidade da atuação do grupo armado. Outro ponto relevante destacado nos autos foi o afastamento do sigilo de dados telemáticos do aparelho celular apreendido com o ex-cabo Nelsinho. A análise revelou intensa atividade no grupo de WhatsApp denominado “Vampiros”, formado por integrantes da segurança do turno da noite. O grupo contava com 14 participantes e registrou 14.456 mensagens trocadas entre 30 de outubro de 2019 e 10 de maio de 2022. As conversas tratavam de escalas, pagamentos, orientações operacionais e informes internos relacionados à prestação de serviços ao bicheiro e a seus familiares. No caso do subtenente Machado, as investigações indicam que ele não apenas integrava o núcleo de segurança da organização criminosa, como também ocupava posição de destaque, sendo apontado como um dos líderes da equipe e integrante da cúpula do aparato de proteção. Em relação ao sargento reformado Carneiro, a denúncia aponta que ele mantinha vínculo direto com o ex-cabo Nelsinho, figurando nominalmente em listas de seguranças pessoais da organização e em diversas escalas de serviço compartilhadas no grupo “Vampiros” entre os dias 5 de fevereiro de 2020 e 5 de maio de 2022. Ainda segundo a acusação, foi imputado a Carneiro o crime de corrupção ativa, por supostamente atuar, em diversas ocasiões, em conjunto com o bicheiro na oferta e promessa de vantagens indevidas a policiais militares. O objetivo, de acordo com a denúncia, seria obter informações sigilosas, retardar ou omitir atos funcionais e favorecer os interesses da organização criminosa diante de grupos rivais. O Ministério Público ressalta que os acusados detinham elevado grau de confiança dentro da estrutura, integrando os níveis mais altos do esquema de segurança montado para assegurar o pleno funcionamento das atividades ilícitas atribuídas à quadrilha. A instauração do Conselho de Disciplina não representa, por si só, condenação, mas pode culminar na exclusão definitiva dos envolvidos dos quadros da Polícia Militar, caso as acusações sejam confirmadas ao longo do processo administrativo.

Ouça depoimento de trabalhador de aplicativo que disse ter sido enquadrado por homens de fuzil e que traficantes de Senador Camará (TCP) proibiram a circulação de motos Uber e 99 no local

Relatos apontam que motociclistas da Uber e 99 estão proibidos de trabalhar no Complexo de Senador Camará, na Zona Oeste do Rio. A orientação é evitar corridas com destino à região. Ouça agora o depoimento de um trabalhador que disse ter sido enquadrado por homens de fuzil e foi mandado retornar.

Fomos os primeiros: reportagem revelou bastidores do caso Paulinho Sabiá antes das prisões

A reportagem deste site l foi responsável por dar o pontapé inicial na divulgação dos desdobramentos das investigações sobre o homicídio do capoeirista Paulinho Sabiá, assassinado em fevereiro deste ano, em Niterói. Em 22 de março, noticiamos com exclusividade que a Delegacia de Homicídios de Niterói e São Gonçalo (DHNSG) havia representado à Justiça pelo pedido de prisão temporária de um suspeito de envolvimento no crime. À época, também revelamos informações inéditas sobre a dinâmica da ação criminosa e o avanço das apurações. RELEMBRE A NOSSA MATÉRIA: https://www.fatospoliciais.com.br/policia-pediu-a-justica-prisao-de-suspeito-de-envolvimento-em-morte-de-mestre-de-capoeira-em-niteroi-ele-tem-fotos-em-sua-rede-social-exibindo-fuzil-no-complexo-do-alemao-cv/ O investigado citado na ocasião, Juan Nunes, foi preso no último fim de semana. De acordo com informações apuradas posteriormente, ele teria indicado à polícia a suposta participação da irmã da vítima, Adriana Souza, como possível mandante do crime. Ela foi presa nesta semana. A motivação, segundo as investigações, estaria relacionada a questões financeiras — ponto que ainda é apurado oficialmente pelas autoridades. Na publicação de 22 de março, nossa reportagem já havia destacado que o suspeito mantinha, em redes sociais, imagens nas quais aparecia ostentando armamento de grosso calibre, incluindo fuzis, em áreas do Complexo do Alemão, no Rio de Janeiro. Além disso, antecipamos detalhes relevantes da investigação que, posteriormente, foram confirmados por outros veículos de imprensa, como o monitoramento prévio da rotina da vítima. Segundo as informações obtidas pelo portal junto às investigações, o Grupo de Investigação de Niterói (GI Niterói) analisou imagens que indicam que, no dia 16 de fevereiro de 2026 — data de uma tentativa de execução anterior — dois indivíduos ingressaram em Niterói pela Ponte Rio-Niterói por volta das 18h19, utilizando uma motocicleta vermelha. Os ocupantes teriam permanecido por cerca de duas horas nas imediações da residência de Paulinho Sabiá, em aparente ação de vigilância. Ainda conforme a apuração, um terceiro indivíduo teria chegado à cidade na garupa de uma motocicleta azul, desembarcando em frente ao prédio da vítima por volta das 16h40, passando a acompanhá-la à distância até o local onde ocorreu a tentativa de homicídio naquele mesmo dia. As investigações indicam que esse mesmo suspeito teria solicitado uma corrida por aplicativo com destino exatamente em frente ao endereço da vítima, o que reforça a hipótese de participação no planejamento logístico da ação criminosa. A análise do material aponta para uma atuação coordenada entre os envolvidos, com divisão de tarefas e possível comunicação em tempo real, caracterizando uma vigilância estruturada e previamente organizada. No dia do homicídio, em 18 de fevereiro, as imagens analisadas mostram que a mesma motocicleta vermelha utilizada na tentativa anterior voltou a entrar em Niterói, por volta das 19h20. Os suspeitos seguiram até o bairro de São Francisco, onde a vítima dava aulas de capoeira, permanecendo nas proximidades até a saída de Paulinho e sua namorada. O casal seguiu em direção a Icaraí, sendo acompanhado durante o trajeto. Na Avenida Sete de Setembro, a motocicleta emparelhou com o veículo da vítima, momento em que foram efetuados os disparos que atingiram fatalmente o capoeirista. De acordo com a investigação, a posição da motocicleta — ao lado do passageiro — indica que a vítima foi o alvo direto da execução. Os elementos reunidos apontam que os eventos dos dias 16 e 18 de fevereiro estão interligados, evidenciando uma ação criminosa reiterada e previamente planejada. O caso segue sob investigação, e as autoridades ainda trabalham para esclarecer completamente a motivação e identificar todos os envolvidos.

Investigação aponta que traficante mineiro abastecia Celsinho da Vila Vintém com 200 kg de pasta base de cocaína e lavava dinheiro com Peixão em farmácias no RJ

Uma investigação conduzida pelo Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) revelou que o traficante conhecido como “Bim”, que se encontrava escondido na comunidade de Parada de Lucas, na Zona Norte do Rio de Janeiro, era responsável pelo fornecimento mensal de aproximadamente 200 quilos de pasta base de cocaína ao criminoso conhecido como “Celsinho da Vila Vintém”. Além disso, ele também teria atuado no auxílio à lavagem de dinheiro do tráfico em estabelecimentos farmacêuticos no Estado do Rio de Janeiro, em associação com o traficante “Peixão”. De acordo com as apurações, Bim comandava uma complexa organização criminosa com base na Região Metropolitana de Belo Horizonte, especialmente no município de Vespasiano (MG). As ações das forças de segurança contra o grupo resultaram, nos primeiros anos desta década, na apreensão de mais de uma tonelada de cocaína, cerca de R$ 600 mil em espécie e no sequestro de ao menos dez imóveis de alto padrão. As investigações apontam que os líderes da organização estruturaram uma espécie de “consórcio criminoso” com o objetivo de adquirir grandes quantidades de entorpecentes em outros estados da federação, reduzindo custos e ampliando os lucros. Paralelamente ao tráfico, os integrantes passaram a acumular patrimônio incompatível com suas rendas declaradas, especialmente em imóveis e veículos, valendo-se de mecanismos típicos de lavagem de dinheiro. Mesmo diante de sucessivas operações policiais, o grupo não interrompeu suas atividades. Ao contrário, demonstrou elevado grau de resiliência e capacidade de adaptação, passando a operar de forma ainda mais sofisticada. Nesse contexto, Bim teria se deslocado para o Rio de Janeiro, de onde passou a coordenar e expandir as atividades ilícitas, enquanto integrantes permaneciam em Minas Gerais responsáveis pela logística e fluxo financeiro. Segundo o MPMG, ao se estabelecer em território fluminense, o investigado passou a contar com a proteção armada da facção criminosa Terceiro Comando Puro (TCP), liderada por “Peixão”, também conhecido como “Pastor”. Mais do que abrigo, a relação evoluiu para uma aliança estratégica, na qual Bim se consolidou como um dos principais fornecedores de pasta base e cloridrato de cocaína para o TCP, além de abastecer integrantes do Comando Vermelho (CV) e da facção Amigos dos Amigos (ADA). A análise de dados extraídos de aparelhos celulares atribuídos ao investigado revelou diálogos que indicam a negociação de grandes carregamentos de drogas oriundas da Bolívia, referida nas conversas como “Bola”. As mensagens também apontam a comercialização de armamentos de alto calibre, como fuzis 5.56 e 7.62, adquiridos no exterior, evidenciando o elevado poder bélico da organização. As investigações identificaram ainda que Bim controlava a produção e prensagem de cocaína com as logomarcas “Lampião” e “Bugatti”, associadas a drogas de alta pureza. Uma dessas remessas — cerca de meia tonelada — foi anteriormente interceptada pela Polícia Rodoviária Federal no Arco Metropolitano, no Rio de Janeiro. Nos diálogos analisados, o investigado também orientava subordinados quanto à aquisição de maquinário industrial para prensagem e embalagem de entorpecentes, mencionando valores aproximados de R$ 80 mil para a máquina e R$ 20 mil para insumos de embalagem. Em uma das conversas, ele afirma possuir capacidade para fornecer até 200 quilos mensais de pasta base ao traficante “Celsinho da Vila Vintém”. Bim foi preso em 19 de janeiro de 2023, durante operação conjunta da Polícia Civil de Minas Gerais com a Coordenadoria de Recursos Especiais (CORE) da Polícia Civil do Rio de Janeiro. Ele foi localizado no interior da comunidade de Parada de Lucas, portando uma pistola Glock calibre 9mm adaptada para disparos em rajada, documento de identificação falso, veículo com sinais identificadores adulterados, além de dezenas de aparelhos celulares e um caderno de contabilidade do tráfico. A análise do material apreendido reforçou os indícios de que o investigado continuava exercendo papel de liderança na organização criminosa em Minas Gerais, mesmo durante o período em que esteve escondido no Rio de Janeiro. As apurações também identificaram indícios de conexão com o Primeiro Comando da Capital (PCC). Bim manteria contato com um indivíduo conhecido como “Torre”, apontado como liderança da facção paulista, além de interlocuções com um narcotraficante preso, descrito como seu “irmão” dentro da organização criminosa. Por fim, foi constatado que o grupo também utilizou recursos ilícitos para aquisição de um posto de combustíveis no município de Paraty (RJ), como parte das estratégias de lavagem de dinheiro.

Chefe de facção baiana, que teve gerente financeiro preso hoje na Baixada, também se esconde no RJ de onde ordena homicídios

Hoje, a polícia do Rio prendeu o braço financeiro da facção baiana Primeiro Comando de Eunápolis (PCE), vinculada ao Comando Vermelho. O criminoso foi localizado em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, onde estava escondido junto com uma mulher, que também foi capturada. Segundo o Tribunal de Justiça da Bahia, essa organização criminosa tem como líder um criminoso conhecido como Dada. Em 2024, ele fugiu do Conjunto Penal de Eunápolis e se refugiou no Rio de Janeiro onde alinhou o grupo ao Comando Vermelho. Sua primeira ordem foi alterar a nomeclatura da facção que passou a operar como braço local da organização carioca consolidando sua adesão a estrutura e diretrizes do CV. Todas as ordens de execução, controle territorial, arrecadação financeira e expansão partem diretamente de Dada, mesmo à distância. Ele é a liderança máxima do PCE, que encomenda homicídios, ocultação de cadáveres e armazenamento de armamento pesado. O PCE também atua em Minas Gerais onde três integrantes do grupo foram presos no ano passado na cidade de Santo Antônio do Jacinto. Na prisão de hoje, durante as diligências, os agentes foram alvo de um ataque covarde por parte de narcotraficantes armados, ligados ao Comando Vermelho, que optaram pelo confronto e colocaram em risco a vida da população. Apesar da agressão, não houve feridos. O alvo da operação foi localizado e preso, sem qualquer reação por parte dos alvos.

Testemunha disse que carro que atropelou e matou guarda municipal trafegava em zigue zague e em alta velocidade com pneus emitindo ruído de derrapagaem. Motorista que estava embriagada teve prisão preventiva decretada

Uma testemunha relatou que o automóvel que atropelou e matou a guarda municipal Kelly Cristina Duffles Ribeiro, 44 anos, no último fim de semana, em Senador Camará, na Zona Oeste do Rio, trafegava em zigue-zague, em alta velocidade, com os pneus emitindo ruído característico de derrapagem e que após atingir a vítima, que andava de bicicleta, continuou desgovernado em direção ao posto Ipiranga, parando apenas ao colidir com o muro do estabelecimento. O carro era dirigido por Marina Calmon Lopes dos Santos que, segundo relatos colhidos no local, Marina apresentava sinais de embriaguez e não parou para prestar socorro, demonstrando descaso com a vida alheia. Ela teve a prisão preventiva decretada nesta terça´feira. A acusada, afirmou inicialmente que ocupava o banco do carona e que outra pessoa dirigia o veículo, sem, entretanto, identificar o condutor. Posteriormente, declarou não possuir CNH e que teria retirado o veículo sem autorização de sua mãe, , proprietária do automóvel. Narra o Auto de Prisão em Flagrante que, no dia 5 de abril de 2026, por volta das 08h10min, policiais militares foram acionados via Maré Zero para atendimento de acidente de trânsito com vítima na Avenida Santa Cruz, nº 6485, bairro Senador Camará. No local, a guarnição fez contato com equipe do CBMERJ, a qual informou que o veículo Renault Sandero, cor bege, placa KXO7607, conduzido por Marina Calmon Lopes dos Santos, atropelou a pedestre Kelly Cristina Duffles Ribeiro, 44 anos, vindo em seguida a colidir com um muro. A vítima Kelly Cristina foi socorrida à UPA de Senador Camará permanecendo em estado gravíssimo, tendo posteriormente evoluído a óbito em decorrência do atropelamento. No veículo encontravase apenas Marina, a qual também recebeu atendimento médico no Hospital Municipal Albert Schweitzer assinando alta contrariada e recusando prosseguir no atendimento. Segundo a Justiça, o comportamento da acusada não apenas violou o dever legal imposto pelo Código de Trânsito Brasileiro, como também revelou descaso acentuado com a vida humana, demonstrando que priorizou a própria impunidade em detrimento da integridade física da vítima atingida. Ademais, segundo relato de testemunha, a custodiada estava sozinha no veículo e teria passado para o banco traseiro após o ocorrido. Nesse sentido, demonstrou conduta pouco colaborativa e tentativa de ocultar a prática do crime, evidenciando a necessidade da prisão preventiva para assegurar a instrução criminal.

Autos da Justiça detalham dinâmica das agressões em caso de estupro coletivo em Copacabana

A Justiça do Rio de Janeiro revelou, em documento, detalhes da dinâmica das agressões no caso de estupro coletivo ocorrido em Copacabana, trazendo descrições sobre a forma de atuação dos investigados e a sequência da violência sofrida pela vítima. De acordo com o documento, a vítima foi submetida a penetração vaginal, sexo oral com ejaculação, masturbação e outros atos de natureza libidinosa, incluindo beijos forçados, carícias nos seios e manipulação de suas partes íntimas. Ainda segundo os autos, a jovem manifestou expressamente sua recusa e chegou a suplicar para que as agressões cessassem. O material aponta que os investigados teriam mantido a adolescente em cárcere no imóvel onde os fatos ocorreram, com o objetivo de prolongar a violência sexual. A decisão também confirma que a vítima foi agredida fisicamente, com tapas, socos e puxões de cabelo. A Justiça ainda caracteriza o caso como uma flagrante emboscada à vítima. Segundo o documento, foram identificadas outras duas outras vítimas dos autores, que estão presos. O relatório reforça ainda a existência de um padrão de atuação do grupo, já apontado nas investigações, com o uso de estratégias para atrair vítimas aos locais onde eram submetidas a violência física, psicológica e sexual de forma prolongada e com elevado grau de brutalidade. Segundo ainda o relatório, a sequência e a intensidade das agressões descritas configuram um cenário de violência continuada, com características que se aproximam de práticas de tortura.

PMs combinaram assalto a caminhão de carga de guaraná para vendê-la a 100 mil reais para depósito

A investigaçâo contra PMs que veio à tona hoje pelo Ministerio Público Estadual do Rio apontou que os agentes suspeitos tramaram um assalto a um caminhão com carga de guaraná para posteriormente venderem a carga a um depósito, no valor de 100 mil reais a venda, sendo possível constatar o dono do depósito verificando o CPF do mesmo.  Supostamente houve troca de mensagens entre Ricardo e Raphael. planejando a venda de 140 quilos de maconha, sendo negociada inclusive comissão da venda ao entre eles uma vez encontrassem um comprador. A apuração apontou ndícios do envolvimento de policiais militares com as milícias alvo da operação, sendo possível constatar a troca de mensagens entre eles planejando negócios escusos, tais quais a venda de drogas, de armas apreendidas e o assalto a caminhão de carga. Foram constatadas ainda mais mensagens ligando os agentes da lei a uma estrutura maior, possibilitando ainda a identificação deles através do uso de seus dados pessoais, como CPF, para identificação de chaves PIX. Nesse sentido, foi possível constatar a maquinação entre os PMs Raphael, Ricardo e Thiago averiguando-se indícios contundentes de uma associação estável com o uso da função pública que possuem, de polícias militares, para a empresa de delitos.

Semana após publicarmos matéria, PM suspeitos de desviar armas, drogas e cargas foram denunciados

Semama após nossa reportagem denunciar o fato, o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (GAECO/MPRJ) ofereceu denúncia à Justiça Militar contra três policiais militares por desvio de armas apreendidas, drogas e cargas roubadas. Os sargentos Ricardo da Silva Ferreira, Raphael Nascimento Ribeiro e Thiago Corrêa da Costa responderão pelos crimes de associação criminosa e peculato. Uma operação foi realizada nesta terça-feira (07/04), com apoio da Coordenadoria de Segurança e Inteligência (CSI/MPRJ) e da Corregedoria da Polícia Militar, para cumprir mandados de prisão e de busca e apreensão expedidos pela Auditoria da Justiça Militar contra os denunciados. A ação penal é um desdobramento das investigações do Ministério Público sobre uma milícia atuante no bairro de Anchieta, na Zona Norte do Rio, e na Baixada Fluminense. Durante as apurações, os promotores identificaram inicialmente o policial militar Ricardo Ferreira como revendedor de armas para a organização criminosa.O GAECO/MPRJ identificou, por exemplo, uma negociação entre Ricardo e Raphael para a venda de 140 quilos de maconha. Outro diálogo revela o planejamento para obtenção de lucro com a venda de uma carga de refrigerantes roubada. A denúncia relata, ainda, que Thiago Costa apreendia armas de fogo em incursões policiais e deixava de apresentá-las à autoridade policial, entregando-as de forma habitual a Ricardo. Relembre: https://www.fatospoliciais.com.br/pm-e-suspeito-de-negociar-pistola-argentina-e-maconha-com-narcomilicia-que-agia-em-anchieta//

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